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Irã e Israel têm expectativas opostas em relação ao futuro governo brasileiro

In Conflitos, Geopolítica on 19/09/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

http://www.neoconnews.com/wp-content/uploads/2008/04/irannosaurus.gifSugestão: Gérsio Mutti

Tariq Saleh e Guila Flint

De Beirute e Tel Aviv, para a BBC Brasil

Os governos de Irã e Israel têm expectativas praticamente opostas em relação ao que será de suas relações com o Brasil após a eleição de um novo governo, afirmam analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Enquanto o Irã espera que o novo governo dê continuidade à linha de mediação diplomática levada a cabo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Israel espera uma mudança na política externa brasileira em relação ao Oriente Médio – incluindo um distanciamento do Brasil em relação aos interesses do regime iraniano.

Especialistas afirmam que Teerã quer continuar tendo no Brasil um aliado com crescente importância na América Latina e no restante do cenário internacional, como forma de desafiar o isolamento do regime iraniano defendido pelos Estados Unidos.

Israel, por sua vez, teme que o Irã ganhe influência junto a países latino-americanos e a outros aliados brasileiros.

Para o diretor do Centro Libanês para Estudos Políticos, Oussama Safa, Irã e Israel travam uma “guerra por corações e mentes”, em busca de aliados junto a países e blocos fora do eixo dos mediadores usuais – Estados Unidos, União Europeia, China e Rússia.

“Temos países como o Brasil, Turquia e Índia, com crescente importância no palco internacional. No caso do Brasil, é um país que tem carisma e bom trânsito entre árabes, iranianos e israelenses”, disse ele à BBC Brasil.

“Israel está em alerta devido à investida iraniana na América Latina, especialmente em relação a um peso-pesado como o Brasil, cuja influência já se tornou global e pode se tornar no futuro em um dos mediadores na região ”, afirmou.

Os EUA e outros países ocidentais acusam o Irã de perseguir o desenvolvimento de armas nucleares. O governo iraniano nega e diz que seu programa nuclear tem fins pacíficos, para geração de energia.

Segundo o iraniano Mohammad Marandi, diretor do Departamento de Estudos Americanos da Universidade de Teerã, visitas recentes de líderes israelenses ao Brasil mostraram a preocupação que Israel tem com a aproximação do governo brasileiro com o Irã.

“Israelenses sabem do peso do Brasil no cenário internacional, e não é à toa que os discursos coordenados de seus políticos clamaram por um distanciamento brasileiro do governo iraniano”.

Risco iraniano

Para Marandi, o Irã precisa de parceiros em um momento que se vê ainda mais pressionado por novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

“Recentemente o Irã estreitou seus laços com Turquia e Brasil, duas potências regionais, e espera que o novo governo brasileiro mantenha a aproximação iniciada pelo presidente Lula”, salientou ele.

Segundo ele, os iranianos “sabem que agora é o momento para ter amigos na América Latina”.

“O Brasil, por exemplo, está aberto para uma parceria com o Irã, pois tem uma política de diálogo e não de conflito. E a vontade do Brasil de ser ativo nas questões pertinentes ao Oriente Médio fazem do Brasil um parceiro interessante”, salientou Marandi.

Para Safa, resta saber, no entanto, se o próximo presidente brasileiro será tão agressivo na política externa como foi Lula. O analista libanês adverte para o fato de que uma aproximação com o Irã também significa riscos, pois o Brasil poderia ter sua imagem associada a um país isolado diplomaticamente.

Segundo o analista, o novo presidente do Brasil terá que reavaliar esses riscos:

“O governo brasileiro poderá seguir a tendência de independência em sua política externa e manter sua posição de diálogo ao invés de isolar o Irã. Ou se reaproximar dos EUA e se distanciar de uma região que poderá ferir sua imagem internacional”, enfatizou.

Israel

De acordo com o professor da Universidade de Teerã, o governo israelense vem exercendo forte pressão diplomática para afastar o Brasil do governo iraniano.

“Vários governos de esquerda na América Latina ofereceram uma mão estendida ao Irã e deixaram Israel com pouco carisma na região. Os israelenses perceberam isso e vêm fazendo esforços para restaurar sua imagem e minar a do Irã”, disse Marandi.

Para ele, Israel espera que o próximo governo brasileiro volte a adotar uma política externa mais alinhada com a dos EUA.

“Israel sabe que se ganhar o espaço junto ao Brasil, a tendência se repetirá em outros países sul-americanos por causa da liderança brasileira”.

De acordo com Safa, Israel não quer perder possibilidades de parceria com o Brasil:

“Certamente que EUA e União Europeia são seus principais aliados. Mas Israel não deixará de prestar atenção ao Brasil”, enfatizou Safa.

Mediação

Em Israel, as aspirações manifestadas pelo governo Lula de se tornar um mediador no processo de paz no Oriente Médio não foram bem vistas. Para o cientista político israelense Jonathan Rynhold, da Universidade de Bar Ilan, o próximo governo brasileiro deve abrir mão dessas ambições.

“Quando há fatores demais que querem participar nas negociações, tudo se torna mais complicado e menos eficaz”, disse Rynhold à BBC Brasil.

Para o cientista político, os Estados Unidos, “que têm a força, a experiência e o prestígio necessários”, devem continuar sendo o mediador no conflito entre Israel e os palestinos.

Rynhold afirmou que “se o Brasil quer ajudar no processo de paz, deve apoiá-lo e deixar os Estados Unidos continuarem a conduzir as negociações e se concentrar em cultivar boas relações com os dois lados, tanto com Israel como com a Autoridade Palestina, mas obviamente não com o Hamas”.

Ele também recomenda que o Brasil “não participe de jogos diplomáticos nos quais os árabes tentam desacreditar Israel, isso não ajuda a paz”.

Tzachi Moshe, um dos porta-vozes do ministério das Relações Exteriores de Israel, disse à BBC Brasil que “o ministério não costuma se pronunciar sobre eleições em outros países”.

Fonte: BBC Brasil

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42 Respostas to “Irã e Israel têm expectativas opostas em relação ao futuro governo brasileiro”

  1. Ele também recomenda que o Brasil “não participe de jogos diplomáticos nos quais os árabes tentam desacreditar Israel, isso não ajuda a paz”.

    Deixar os EUA com toda a sua “diplomacia” agirem livremente ajuda a paz né? Hipócritas! Não que eu deseje que o Brasil se envolva nesse assunto quero mesmo é que os EUA se estrepem todo em mais uma guerra ilegal, apesar dos submissos alegarem uma vitoria rápida eu digo será um pesadelo para os EUA uma guerra contra essa nação. Homens que detestam os americanos e apóiam seu governo (mesmo com certas ressalvas), somado a capacidade militar iraniana será a maior guerra dos próximos 20-30 anos.

  2. por outro lado como airma o Sr.Rynhold a mediação tem de ser bi-lateral e não unilateral pois todos os atuais mediadores mesmo a Russia se afinam com os EUA…Não adianta em nenhum sentido…ONU,OEA,NATO,EU é tudo carta marcada ditada pelas pretenções Norte-Americanas…Um dia isso tera um jeito,o mundo caindo encima deles de unhas e dentes e reduzi-los a pó…FOGUETADA NELES.

  3. A questão é que o Iran, quer se aproximar, más não diz ao Brasil com que ele deve se relacionar ou não, já Israel tenta interferir impositivamente na agenda brasileira querendo determinar com quem podemos e com quem não podemos nos relacionar.

    Em resumo, Israel é bem vindo para uma relação produtiva entre Brasil e Israel. Más suas tentativas de conduzir a política externa do Brasil à apoiar suas intenções agressoras para com o Iran , não são razoáveis.

    Da mesma, o Brasil não apoia agressões iranianas a Israel…

    Resumindo, a posição brasileira é de equilíbrio , buscando a paz.

  4. Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

  5. “Para ele, Israel espera que o próximo governo brasileiro volte a adotar uma política externa mais alinhada com a dos EUA.”
    Ou seja, que nós voltemos a ser marionetes dos EUA. Israel quer usar o olocausto como aval para justificar qualquer atitude irresponsável deles, como se só eles tivessem sofrido nessa página negra da história dos homens. Os escravos no Brasil e em outros países tabém sofreram muito e por um tempo maior que os coitados da 2ª Guerra Mundial. Tá na hora deles pararem de tomar a terra dos outros e se contentarem com o que ficou acoradado na ONU no tratado e aceitarem um estado palestino.

  6. Eaee Galerinha olhem a nova imagem do meu Nick,sera essa uma alusão a nova era medieval Albanesa na America Latina rs rs rs rs O amor é lindo rs rs rs

  7. Não é por nada não, mas.. fico aqui imaginando. Se já fazem ogivas nucleares tão pequenas para caber em mísseis, já pensou se fizerem elas menores ainda para cada homem-bomba explodir um quarteirão?

  8. O que há de pior na humanidade chama-se “judeus”.
    Os iranianos nunca atacaram ninguém, já Israel…

  9. A razão do fracasso na solução dos conflitos do oriente médio está presente na forte assimetria com que os lados são tratados. O forte apoio dos EUA a Israel mesmo quando este pratica ações camparáveis ao Aparteid sul africano conduzem a uma clara e justificavél indisposição, resentimento e desconfiança quanto aos resultados de um possível acordo de paz. O capital político que Israel utiliza nas suas relações internacionais e integridade de estado está amparado na falsa percepção de sua fragilidade conteporânea conduzida por uma memória reveladora de perseguições e violência contra os judeus. Claramente devemenos separar do é é judeu do que é Israel, pois, se considerarmos um estado como de domínio exclusivo de uma etinia afastariámos daquilo que constumamos entender como direitos humanos básicos de uma sociedade que habita a região e que carece de justiça e liberdade.

  10. Alguem tem conhecimento de qual seja a religiao de nossa querida companheira Dilma? tenho muita curiosidade em saber….Tenho certeza que nos ajudaria a tirar algumas conclucoes adiantadas. Grato desde ja.

  11. @Amon

    Tô de acordo. O pior é que esses dois, americanos e israelenses, sabem o que seria melhor para os interesses americanos no Oriente Média: uma posição americana menos pró-Israel. Certa vez Moshe Dayan se encontrou com Henry Kissinger numa viagem de deste para Israel. Dayan agradeceu a Kissinger pelo apoio americano a Israel – mas mais tarde ele mesmo se perguntou o porquê desse apoio, se seria melhor para os EUA uma relação mais favorável com os árabes. Os árabes (e muçulmanos em geral) são maioria absoluta naquela região; eles controlam as maiores reservas de petróleo do planeta, e sabe-se, pela crise do petróleo de 1973, que a influência deles no mercado internacional é muito alta. Israel, de outro lado, é um país sem muita importância econômica. É rico, mas pequeno. E suas exportações são de produtos de alta tecnologia – isto é, em termos comerciais, eles são mais rivais do que parceiros dos EUA. Como resultado de sua política pró-sionista, os EUA não fazem nada além de espalhar o antiamericanismo no Oriente Médio, mais entre as populações da região, mas também, em certa medida, entre a classe política.

  12. Por diversas vezes já digitei o número 13 na hora de votar e nesse pleito não será diferente. Ainda mais agora, diante desse festival de cachorradas que bicudos e PIGs
    andam aprontando. Porém, fico sempre preocupado com relação à nossa diplomacia, prin-
    cipalmente em relação ao Irã. Um conselho pro Itamaraty; DISTÂNCIA DO ORIENTE MÉDIO.
    Nós não precisamos nos chamuscar-mos por tão pouco.

  13. bom de briga :Alguem tem conhecimento de qual seja a religiao de nossa querida companheira Dilma? tenho muita curiosidade em saber….Tenho certeza que nos ajudaria a tirar algumas conclucoes adiantadas. Grato desde ja.

    Em 2007 ela se disse agnóstica. Agora não confessa mais isso, é claro, e por motivos compreensíveis. Lembre-se de FHC: ele perdeu uma eleição na década de 80 por ter admitido a uma revista que era ateu e que já tinha dado em maconha.

  14. *dado trago em…

  15. “não participe de jogos diplomáticos nos quais os árabes tentam desacreditar Israel, isso não ajuda a paz”

    Dar credibilidade a Israel também não tem ajudado.

    São uma vergonha, os comentários desse Rynhold. Um acadêmico deve analisar a situação de forma abstrata, não dessa forma paroquial de que “só o meu lado é o certo”.

  16. Eu acho que parte da midia não explicou bem o que aconteceu no caso do Irã,o Brasil tinha uma visita comercial marcada para o Irã,no tempo transcorrido entre a ida de lula e o acordo várias potencias incentivaram um acordo,Shimon Peres esteve no Brasil e disse que gostaria do Brasil atuante no oriente médio,quanto ao Irã a ida tinha careter comercial,o Irã comprou ano passado 20 Toneladas de Carne do Brasil,fora os outros Itens,ninguém fala que o Avião Presidentecial foi lotado de empresários Brasileiros,fico impressionado como parte da nossa elite é tola e atrasada,por que é o Irã e porque não temos apoio da Mídia Internacional,não vamos fazer acordos com o Irã,vamos deixar de vender nossos produtos,criando e até mesmo salvando empregos de nossos irmãos,ai vem os dois candidatos a Marina dizendo que não faria o mesmo que o Brasil fez,então quer dizer que a Senhora ecologista fica com frescura,e querendo agradar a mídia em vez de se preocupar com os empregos.
    As pessoas tem que entender se não ocuparmos o mercado de um país seja qual for vem os chineses e tomam conta,quanto ao Serra,Globo,e outros não existe novidade,continuam agradando aos seus Senhores.
    Quem não agiu de forma honesta com a gente não foi o Irã,foi o grande paladino da liberdade!

  17. HMS_TIRELESS :

    Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

    Isso é uma opinião própria sua não??

  18. 1maluquinho :O que ganharemos tornando o Brasil mediador de conflitos Internacionais?A meu ver nada.Apenas estaremos correndo risco de nos envolvermos nos mesmos.Espero que a Titia assim que assumir nosso governo tome posições mais firmes e audaciosas na defesa de apenas nossos interesses e que deixe os interesses dos outros para eles se resolverem.

    O que resolve quando o Brasil passa a mediador nestes conflitos internacionais, é o nosso poder de barganha em negociações comerciais, pois, quando uma nação negocia com outra considerada fraca, ela busca arrancar o que pode, no entanto, quando negocia como outra que se projeta internacionalmente, a negociação é feita no mesmo nível ou, quiça, com uma nação superior que merece respeito e admiração, aí, o diálogo comercial para a nação que se projeta internacionalmente passa a ser mais produtiva para esta nação.

  19. bom de briga :Alguem tem conhecimento de qual seja a religiao de nossa querida companheira Dilma? tenho muita curiosidade em saber….Tenho certeza que nos ajudaria a tirar algumas conclucoes adiantadas. Grato desde ja.

    Bom amigo.Nos anos 60/70 quando era patricinha ela gostava de ficar a beira mar no sol de ipanema bebendo o mais puro scot com agua de coco e torrando unzinho e falando “Paz e amor bicho” Agora no seculo 21 dizem que ela anda torrando o mais puro charuto Cubano,bebendo marafá e dizendo “Saravá Companheiro” Deu pra entender a dica?

  20. Marcos :
    O que há de pior na humanidade chama-se “judeus”.
    Os iranianos nunca atacaram ninguém, já Israel…

    Ao lada da Teocracia medieval iraniana, pessoas fascistas falsamente preocupadas com o sofrimento alheio como você são o que depior a humanidade produz.

  21. Lucasu :

    HMS_TIRELESS :
    Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

    Isso é uma opinião própria sua não??

    Não é apenas minha. Muitas pessoas sensatas no Itamaraty também pensam assim mas infelizmente foram atropeladas por essa política externa ideologizada “ativa e altiva” mas que tao somente faz o país perder o capital político que amealhou visto a associação com regimes tais como a teocracia medieval e fascista iraniana.

  22. bom de briga :
    Alguem tem conhecimento de qual seja a religiao de nossa querida companheira Dilma? tenho muita curiosidade em saber….Tenho certeza que nos ajudaria a tirar algumas conclucoes adiantadas. Grato desde ja.

    Ela é agnóstica, nega tanto o Ateísmo como o Teísmo.

  23. Seria bom o Brasil se envolver em alguns conflitos e ate mesmo ajudar na sua resolucao. O problea e que o Ahmadinejad e louco e nao merece a atencao de nenhuma nacao seria. O Lula se danou todo quando se meteu no Iran e neste instante o Iran se aproveitou do Brasil e continua com sua bomba e nada consegui o Lula;apenas o desgaste politicamente a troco de nada.
    O mesmo o fez com o fanfarrao em Honduras. Naquela burrice o Chavez foi quem o enrolou todo. Lula e Marco Aurelio garcia sao amadores se enfrentam o Dept of State de Hillary Clinton sem antes pensarem. Esquerdistas sempre foram ideologicos burros.

  24. Rafael :

    bom de briga :Alguem tem conhecimento de qual seja a religiao de nossa querida companheira Dilma? tenho muita curiosidade em saber….Tenho certeza que nos ajudaria a tirar algumas conclucoes adiantadas. Grato desde ja.

    Em 2007 ela se disse agnóstica. Agora não confessa mais isso, é claro, e por motivos compreensíveis. Lembre-se de FHC: ele perdeu uma eleição na década de 80 por ter admitido a uma revista que era ateu e que já tinha dado em maconha.

    Na boa, mas eu acho que foi mais por ele ter usado maconha do que por ser ateu.
    O Brasil é de maioria católica, mas é um catolicismo “respeitoso”, apesar das brincadeiras com os evangélicos, a opção de acreditar ou não em ‘alguém superior’ é bastante respeitada aqui no Brasil.
    Pelo menos, essa é minha opinião sobre o tema, não acredito em Deus, devido a passagens na minha vida que me fizeram ter esse pensamento, mas respeito quem acha que ele existe, faz milagres, levanta paraplégico da cadeira, etc etc etc..

  25. Wi :
    A questão é que o Iran, quer se aproximar, más não diz ao Brasil com que ele deve se relacionar ou não, já Israel tenta interferir impositivamente na agenda brasileira querendo determinar com quem podemos e com quem não podemos nos relacionar.
    Em resumo, Israel é bem vindo para uma relação produtiva entre Brasil e Israel. Más suas tentativas de conduzir a política externa do Brasil à apoiar suas intenções agressoras para com o Iran , não são razoáveis.
    Da mesma, o Brasil não apoia agressões iranianas a Israel…
    Resumindo, a posição brasileira é de equilíbrio , buscando a paz.

    Gostei da sua analise. Esta correto.

  26. @Fernando Augusto

    Também penso isso do Brasil – que é um país onde as diferenças religiosas são basicamente ignoradas. Todo mundo fica no seu galho, ninguém questiona. Isso, pelo menos entre católicos e ateus/agnósticos. Não somos como os americanos: um candidato não precisa terminar todo santo discurso com “Deus abençoe x”. Mas eu não sei… Fosse eu candidato a algum cargo público, ia evitar o quanto pudesse declarações sobre coisas religiosas (eu sou ateu também). Juntando-se os crentes com a minoria de católicos conservadores, penso que pode se formar uma boa parcela da população que dá atenção a questões religiosas – que pode, inclusive, fazer lobby contra um político ou atuar contra um candidato, se ele tiver uma agenda social secular (com apoio ao aborto, por exemplo).

    Quem sentia o mesmo, era o FHC. Por isso passou a presidência toda negando que era ateu.

  27. Wi, concordo com a tua idéia sobre a posição brasileira, mas confesso que não acredito que o Irã queira se aproximar.

    Me parece mais que o Irã utiliza Brasil e Turquia para tentar ganhar tempo de alguma forma ou buscar um caminho para se safar (por interesses pessoais e não por acreditar nos possíveis parceiros).
    Assim como Brasil e Turquia utilizam o Irã como uma saída no cenário geopolítico mundial para ganhar alguma proeminência no jogo de poderes do globo.

    Isso tudo é só suposição, mas realmente não acredito que o Irã queria “recuar” ou achar alguma “saída” diplomática, vejo mais a situação como “queremos ou do nosso jeito ou do nosso jeito”, exatamente como Israel e penso que os dois lados buscam desculpas para ganhar tempo…

    hms_tireless, também não concordo com muito do que se fez em nossa diplomacia nos últimos anos, especialmente com nossos vizinhos, mas no caso do Irã eu não vejo tanto erro assim, vejo como uma tentativa de aproveitar o momento/situação com muito oportunismo, coisa que uma linhagem conservadora de relações exteriores não nos permitiria jamais.

    E dentro do próprio Itamaraty muita coisa mudou meu caro, não sei se você já andou por lá, mas esse “desacordo” com as idéias da política vigente é coisa que restou para a turma mais velha, Diplomatas mais novos e especialmente os que entram agora no Rio Branco já possuem uma cabeça completamente diferente… Me questiono muito se isso será realmente bom no futuro, mas no presente é a realidade…

  28. Wi :
    A questão é que o Iran, quer se aproximar, más não diz ao Brasil com que ele deve se relacionar ou não, já Israel tenta interferir impositivamente na agenda brasileira querendo determinar com quem podemos e com quem não podemos nos relacionar.
    Em resumo, Israel é bem vindo para uma relação produtiva entre Brasil e Israel. Más suas tentativas de conduzir a política externa do Brasil à apoiar suas intenções agressoras para com o Iran , não são razoáveis.
    Da mesma, o Brasil não apoia agressões iranianas a Israel…
    Resumindo, a posição brasileira é de equilíbrio , buscando a paz.

    Isso mesmo Wi, eles vem dizendo o que “DEVEMOS” fazer, com quem falar e conversar, isso realmente é uma tentativa de imposição e até mesmo de intimidação e ameaça, dizendo que se agirmos de forma diferente ao que eles dizem que devemos fazer, estaremos contra Israel e sofreremos as conseqüências diplomáticas, econômicas, etc… isso ai tem que ser bem esclarecido pelo Itamaraty.

    Valeu!!

    HMS_TIRELESS :
    Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

    Eu ja acho que o que há de pior na humanidade esteja na Arábia Saudita, e tem um país que se diz democrático associado a estes assassinos compulsivos, como sempre este se associa com as ditaduras mais sanguinárias do mundo, foi assim até na A.L., imagina no médio oriente então, golpe de estado para derrubar governos democráticos e apoio a ditaduras violentas estarão sempre na ordem do dia deste povo Yankee!

    O cara do Irã vai ter que fazer muita estrada para tentar chegar a uns 10% da violência da Arábia Saudita contra o próprio povo, e a 1% do sangue derramado pelos Yankees no mundo.

  29. carlos :

    Wi :A questão é que o Iran, quer se aproximar, más não diz ao Brasil com que ele deve se relacionar ou não, já Israel tenta interferir impositivamente na agenda brasileira querendo determinar com quem podemos e com quem não podemos nos relacionar.Em resumo, Israel é bem vindo para uma relação produtiva entre Brasil e Israel. Más suas tentativas de conduzir a política externa do Brasil à apoiar suas intenções agressoras para com o Iran , não são razoáveis.Da mesma, o Brasil não apoia agressões iranianas a Israel…Resumindo, a posição brasileira é de equilíbrio , buscando a paz.

    Gostei da sua analise. Esta correto.

    Também concordo.
    Um ponto a ser oferecido pelo Brasil é a tolerância entre várias religiões. Aqui existe uma constituição que obriga o respeito e a liberdade entre todas as religiões. Já no Israel a constituição tem traços de separação étnica evidenciada por aquela decisão judicial de expulsar 400 crianças do Israel, filhos de mães judias com pais estrangeiros. Vejam só, a criança nasce em Israel e não é um cidadão israelense. Eu acho isso absurdo.

    Podem me malhar se não concordarem comigo ou me corrijam se eu estiver errado.

  30. O pequeno Israel é uma democracia respeitável, única ali e age sempre em legitima defesa de seus cidadões. o Brasil tem se associar ao que tem de melhor no mundo, não a regimes medieveis e retrógrados com o regime do Irã e muitos outros outros paises. Politica externa agressiva nao deve se pautar pelo pior.

  31. Jose Vanildes Luiz:

    “Politica externa agressiva nao deve se pautar pelo pior.”
    …………

    E por isto mesmo, que o Brasil não deve se pautar por EUA e Israel!

    Aliás, o Brasil deve ter atitude de dialogo, negociação e respeito para com todos, más não precisa se pautar por ninguém…

    E já que falei em pauta (músical…), lembrei da canção do Gilberto Gil… parafraseando:

    “Alõ, alô, mundo inteiro
    Aquele abraço!
    Meu caminho pelo mundo
    Eu mesmo traço
    O Brasil já me deu
    Régua e compasso
    Quem sabe de mim sou eu
    Aquele Abraço!…”

  32. Jose Vanildes Luiz :O pequeno Israel é uma democracia respeitável, única ali e age sempre em legitima defesa de seus cidadões. o Brasil tem se associar ao que tem de melhor no mundo, não a regimes medieveis e retrógrados com o regime do Irã e muitos outros outros paises. Politica externa agressiva nao deve se pautar pelo pior.

    A Turquia e o Líbano também são democracias. E aliás, que diferença isso faz? Ser democracia dá prerrogativa moral de oprimir povos de governos não democráticos? Quanto a Israel agir somente em autodefesa, só pode ser uma piada, e uma revoltante.

    Quanto ao Irã, o problema que ele tem com os EUA não se relaciona à natureza de seu regime, e sim à manutenção e progresso de seu programa nuclear.

  33. Lucasu :

    HMS_TIRELESS :
    Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

    Isso é uma opinião própria sua não??

    Se tem um país q o BRASIL deveria se afastar seria , então os SSioniSStras e seus aliados ianks/inglese, por serem amorais, imorias, torpes, aSSaSSinos, expancionistas, beligêrantes, etc, etc, etc, Sds.

  34. carlos argus :

    Lucasu :

    HMS_TIRELESS :Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

    Isso é uma opinião própria sua não??

    Se tem um país q o BRASIL deveria se afastar seria , então os SSioniSStras e seus aliados ianks/inglese, por serem amorais, imorias, torpes, aSSaSSinos, expancionistas, beligêrantes, etc, etc, etc, Sds.

    Sinto muito meu caro mas aqui você repete velhas falácias já inconsistentes e o que é pior, com claro fundo ideológico.

  35. hms_tireless :

    carlos argus :

    Lucasu :

    HMS_TIRELESS :Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

    Isso é uma opinião própria sua não??

    Se tem um país q o BRASIL deveria se afastar seria , então os SSioniSStras e seus aliados ianks/inglese, por serem amorais, imorias, torpes, aSSaSSinos, expancionistas, beligêrantes, etc, etc, etc, Sds.

    Sinto muito meu caro mas aqui você repete velhas falácias já inconsistentes e o que é pior, com claro fundo ideológico.

    E condenar um país por causa do seu regime – uma “teocracia medieval” -, também é fazer julgamento de ideologia, e não de conveniência. Com a Arábia Saudita, ninguém corta relações: nem Washington, nem Bruxelas. E a Arábia Saudita é um país ainda menos democrático que o Irã. E da China, eu nem preciso falar.

  36. Rafael :

    hms_tireless :

    carlos argus :

    Lucasu :

    HMS_TIRELESS :Espera-se que o novo presidente não repita os atuais erros da nossa diplomacia, que fizeram o Brasil associar-se ao que há de pior de humanidade, no caso a teocracia medieval iraniana.

    Isso é uma opinião própria sua não??

    Se tem um país q o BRASIL deveria se afastar seria , então os SSioniSStras e seus aliados ianks/inglese, por serem amorais, imorias, torpes, aSSaSSinos, expancionistas, beligêrantes, etc, etc, etc, Sds.

    Sinto muito meu caro mas aqui você repete velhas falácias já inconsistentes e o que é pior, com claro fundo ideológico.

    E condenar um país por causa do seu regime – uma “teocracia medieval” -, também é fazer julgamento de ideologia, e não de conveniência. Com a Arábia Saudita, ninguém corta relações: nem Washington, nem Bruxelas. E a Arábia Saudita é um país ainda menos democrático que o Irã. E da China, eu nem preciso falar.

    ééé… a verdade é relativa ao ponto de onde se olha… e não é absoluta, a não ser na mídia ocidental é claro, ali eles podem dizer que o que dizem é a verdade total e absoluta, e usam dois pesos e duas medidas, uma acusando o outros, e outra encobrindo o que ele faz igual ao outro acusado… sempre a mesma coisa!

  37. Israel é simplesmente uma grande piada – De mau gosto é claro.

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