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O etanol de celulose

In Energia, Geopolítica on 18/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

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Do Valor

Dedini se une à Novozymes em projeto para etanol de celulose

Fabiana Batista, de São Paulo
16/07/2010

A empresa dinamarquesa Novozymes, especializada em enzimas industriais, e a brasileira Dedini Indústria de Base, a maior empresa de equipamentos para o setor sucroalcooleiro do país, anunciam hoje um projeto conjunto para produção de etanol celulósico feito a partir de bagaço e de palha de cana-de-açúcar. O objetivo é construir uma usina integrada a uma planta de açúcar até 2012 e vencer o desafio de fabricar o etanol celulósico mais competitivo mundo.

Em linhas gerais, o projeto usará enzimas para hidrolisar as moléculas de celulose do bagaço e da palha da cana, ou seja, transformar a biomassa em açúcares. A Dedini desenvolveu entre 2003 e 2007 uma planta experimental de etanol celulósico em uma usina em São Paulo, mas utilizando ácidos no processo de hidrólise.

A enzima já foi desenvolvida pela Novozymes e está em uso em um outro projeto da empresa dinamarquesa com a americana Poet, uma das maiores produtoras de biocombustíveis de segunda geração dos Estados Unidos. William Yassume Yassumoto, gerente de Novos Negócios da Novozymes no Brasil, conta que a Poet anunciou neste ano a construção de uma planta de demonstração de etanol celulósico, usando essa enzima, com custos de produção viáveis nos Estados Unidos.

“O etanol sairá da fábrica americana a US$ 2 por galão, que é o valor equivalente ao custo do etanol convencional de milho nos EUA”, diz. No entanto, para o Brasil, a Novozymes precisa apresentar um custo menor. “Trabalhamos com um patamar da ordem de US$ 1,50 por galão”, afirma Yassumoto.

A tecnologia de produção de etanol celulósico já é dominada pela pesquisa. O maior gargalo está em torná-lo competitivo. No projeto que a Dedini desenvolveu até 2007 – na usina São Luiz de Pirassununga (SP) – o etanol celulósico foi produzido, mas com custos entre quatro e oito vezes mais altos do que o do etanol de cana, conta José Luiz Olivério, vice-presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini.

Na parceria com a empresa brasileira, a Novozymes deve usar outras enzimas nos testes. As duas empresas ainda não calcularam quanto de investimento esse projeto irá absorver, valor que deve ser definido em uma fase mais avançada do projeto, quando o escopo da usina tiver definido.

O primeiro grande projeto da Novozymes em etanol celulósico no Brasil começou em 2007 com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), entidade privada de pesquisa em cana mantida por usinas do Centro-Sul. O objetivo é semelhante ao do acordo com a Dedini, ou seja, implantar uma fábrica de demonstração de etanol celulósico. “Mas, as pesquisas têm foco na necessidade dos associados do Centro”, diz Yassumoto.

Provando-se viável economicamente, a produção de etanol celulósico com palha e bagaço de cana poderá dobrar a atual fabricação de etanol nas usinas do Brasil, segundo Olivério. “Uma indústria com boa produtividade agrícola e industrial produz 7 mil litros de etanol por hectare de cana cortada. Se essa mesma usina utilizar 100% do bagaço e da palha de cana disponível para produção de etanol celulósico, essa produção sobe para 12 mil a 13 mil litros”, detalha.

Fonte: Luiz Nassif On line

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3 Respostas to “O etanol de celulose”

  1. Li em algum lugar da internet que para fabricar alcool celulosico, eles usavam a bacteria do estomago do cupim. Mas acho que o caminho e esse . Usar bacterias de animais que digerem a celulose.

  2. Empreendimento … DUVIDOSO.. tendo em vista o que já existe no mercado.

    A Coskata Inc…. que tem a GM como ‘padrinho’ … produz etanol a U$1,00 o galão… ‘abrolhos’ DEDINI…

    Coskata is a biology-based renewable energy company whose low-cost platform technology allows for the production of fuels and chemicals from a variety of input material (including biomass, agricultural and municipal wastes, and other carbonaceous material).

    http://www.coskata.com/

  3. Roberto :
    Li em algum lugar da internet que para fabricar alcool celulosico, eles usavam a bacteria do estomago do cupim. Mas acho que o caminho e esse . Usar bacterias de animais que digerem a celulose.

    Pq ñ, usar até o bagaço de cana p isso, e é aos milhares…td é caminho p autosuficiência.

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