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Exclusivo: Sistemas de proteção para carros de combate

In Carros de combate, Defesa, Plano Brasil, Sistemas de Armas, tecnologia on 22/07/2010 by Vympel1274 Marcado: , , ,

https://i0.wp.com/www.ipmsstockholm.org/magazine/2006/11/images/johansson_t72_05.jpgSistemas de proteção para carros de combate

Autor: Vympel1274

Plano Brasil

Os desenvolvimentos recentes dos sistemas de defesa ativa de carros de combate estão condicionados aos avanços observados nos sistemas anticarro (guiados ou não) e o desenvolvimento de munições para o armamento principal dos CC (carros de combate) hoje em serviço ou em vias de entrarem de serviço.

A linha de desenvolvimento escolhida para ser analisada neste artigo é a escolhida pelas forças armadas da antiga União Soviética e hoje Rússia, devido a seu grande desenvolvimento nesta área especifica, estando anos à frente da tecnologia ocidental hoje em uso.

O assunto foi dividido devido a sua extensão, sendo abordados os seguintes aspectos:

1 – Prioridades no desenvolvimento e forma de emprego dos CC soviéticos

2 – Novos desafios e adaptação aos mesmos

3 – Projetos para o aumento de sobrevivência em combate

  1. Blindagem Explosiva Reativa (ERA)
  2. Munições guiadas anticarro
  3. Sistema de defesa passiva “Soft Kill” (Shtora – 1)
  4. Sistema de defesa ativa “Hard Kill” (Arena)

4 – Desenvolvimentos futuros

  1. 1. Prioridades no desenvolvimento e forma de emprego dos CC soviéticos

Guerra fria. Devido às características do teatro de operação, das táticas que seriam empregadas, e da maneira que esse conflito seria conduzido, os CC russos têm características próprias que foram ditadas também, pela experiência adquirida durante a segunda guerra mundial.

Com a experiência dos combates da frente oriental contra a Alemanha nazista, foram estabelecidas certas prioridades que viriam a ser norma na produção e no desenvolvimento dos carros de combate russos, principalmente durante a guerra fria.

a)      Pequena silhueta frontal, dificultando ao máximo o engajamento á grandes distâncias;

b)      Armamento principal de calibre e alcance superiores;

c)       Recarregamento automático do armamento principal;

d)      Sistemas de pontaria e detecção no estado-da-arte;

e)      Mobilidade superior em terreno acidentado;

f)       Blindagem adequada aos avanços dos CC ocidentais.

Todas essas características foram direcionadas á atenderem a estratégia soviética vigente durante a guerra fria, em relação ao emprego de blindados contra as forças da OTAN/EUA. Os chamados OMG (Operational Manouvers Group – grupos operacionais de manobra) foram unidades orgânicas de campo de batalha, descrita como unidades de “todas as armas”, pois reuniam todas as unidades de combate e de apoio necessárias para operações independentes. Tinham a responsabilidade de penetrar nas defesas da OTAN/EUA, chegando à retaguarda destas e destruindo o C2 (comando e controle), abrindo caminho para os exércitos de carros de combate em segundo escalão, para prosseguirem na ofensiva.

Devido á essa estratégia de ação em profundidade, os soviéticos empregariam CC em grandes concentrações contra as defesas inimigas, sempre em superioridade numérica, da mesma forma que os nazistas fizeram com a “Blitzkrieg” que quase derrotaram os soviéticos durante a segunda guerra mundial. Somente atacariam quando chegasse ao nível ideal de correlação de forças.

Figura 1 – Padrão soviético de correlação de forças: 120 carros de combate e 250 peças de artilharia por Km2 de frente. Só atacariam se chegassem a esse nível de força.

Isso explica, até certo ponto, a diferença de prioridades no desenvolvimento de CC entre a União Soviética e o ocidente, pois os CC soviéticos faziam parte de um esquema maior, onde o fato de serem empregados em formações coesas e com superioridade numérica faziam da pequena silhueta, da velocidade e mobilidade, da rápida cadência de tiro e da detecção e engajamento antecipado, prioridades maiores que a blindagem em si, o que fazem que os CC soviéticos sejam cerca de 40% mais leves que seus equivalentes ocidentais.

Figura 2– Comparação da silhueta frontal entre o M1 Abrams e o T-90

Figura 3- Comparação da silhueta lateral entre o M1 Abrams e o T-90


2 – Novos desafios e adaptação aos mesmos

Com o fim da União Soviética e da guerra fria, a nova Rússia foi envolvida em vários conflitos de baixa intensidade com características de libertação nacional, onde não existiam exércitos inimigos definidos, e sim grupos armados realizando ações de guerrilha, um tipo de guerra para o qual não se encontravam preparados, principalmente devido ao estado de penúria que as forças armadas estavam. Os anos 90 também trouxeram um corte orçamentário nas forças armadas Russas de tal monta que prejudicou tanto as encomendas de armamentos de nova geração quanto o desenvolvimento de novas tecnologias, vindo a indústria de defesa da Rússia ficar congelada por quase dez anos, vindo a recuperar-se somente nos anos 2000, com o reaquecimento da economia e aumento de gastos militares.

Devido ao fato de serem classificados como CC médios (T-72 e 80, sem ERA), não tinham o mesmo nível de proteção que os CC ocidentais, o que ficou bem claro no maior conflito local que a Rússia envolveu-se nos últimos anos, a Chechênia, na qual os CC russos foram vítimas de sistemas RPG/LAW de sua própria fabricação. Na ofensiva de dezembro de 1994, os russos empregaram 230 carros de combate e 454 viaturas blindadas de transporte de pessoal. Um regimento de fuzileiros motorizado perdeu, em emboscadas armadas principalmente com o RPG-7 V2, cerca de 102 de seus 120 carros de combate e 135 de suas 200 viaturas blindadas de transporte de pessoal só nos primeiros dias de combates no centro de Grozny.

Figura 4 – T-80 destruído no centro de Grozny, Chechênia.

Outra característica do projeto dos CC russos é sua baixa elevação vertical do armamento principal e seu alojamento da munição do mesmo armamento. Devido ao fato de terem sido projetados pensando em combates em planícies e principalmente, devido ao seu sistema de recarregamento automático, os CC russos tem pouca elevação vertical, o que se demonstrou uma grave deficiência na Chechênia, pois os guerrilheiros, sabendo dessa deficiência, atacavam os T-72 do alto dos edifícios, onde o T-72 não poderia antingi-los. Seu sistema de carregamento automático faz com que as munições do armamento principal fiquem alojadas em um “carrossel” localizado no assoalho do veículo, em um compartimento que não garante a segurança da tripulação em caso da detonação da munição (nos veículos ocidentais, a munição é armazenada em um alojamento blindado localizado na traseira da torre). Quando o T-72 tinha sua blindagem perfurada em determinado ângulo e sua munição atingida, principalmente devido a sua blindagem desenvolvida em fins da década de 60 não atender as necessidades atuais, a munição do armamento principal era detonada, matando toda a tripulação e projetando a torre para o alto.


Figura 5 – CC M-84, versão do T-72 fabricada na Iugoslávia. Quando o casco é penetrado e a munição armazenada no assoalho do veículo é atingida, ocorre a explosão matando toda a tripulação e projetando a torre para o alto.

Com a experiência adquirida em combates na Chechênia e quando comparados aos mais recentes CC ocidentais (M1 Abrams, Leopard 2, Challenger, Leclerc e Merkava IV), ficou patente que os CC russos da série T-72 e T-80 do modelo básico estavam em desvantagem. Devido á nova mudança de táticas e de emprego dos CC no exército russo, foram tomadas medidas para torná-los equivalentes e, se possível, superiores aos seus equivalentes ocidentais.

Depois de cerca de dez anos sem investimentos, a indústria de defesa da Rússia recebeu recursos para o desenvolvimento de novos sistemas para repotencializar o grande estoque de CC do período soviético que ainda estavam operacionais, e a partir disso, o desenvolvimento de uma nova série de carros de combate, vindo a surgir em 1993 o Nizhniy Tagil T-90 “Vladimir”, com abordagens no assunto sobrevivência em combate nunca antes vistas em nenhum carro de combate ocidental.

3 – Projetos para o aumento de sobrevivência em combate

Os engenheiros russos podiam iniciar o projeto do novo CC de duas formas: a primeira, evoluindo todas as características do T-72 e seus pontos fracos, criando um CC novo, mas baseado em um projeto já existente e a segunda, criando um projeto inteiramente novo.

Foi escolhida a primeira opção, pois acreditava-se que o projeto básico do T-72 era suficientemente bem-sucedido, enquanto o desenvolvimento de um novo CC a partir do zero seria de custo proibitivo para a época. Visando aumentar a capacidade de sobrevivência, o projeto do T-72 foi totalmente revisto e corrigidas a maioria de suas deficiências. Foram estabelecidos três níveis de proteção, os quais seriam possivelmente incorporados aos T-90 de produção:

1º nível – Foram desenvolvidas novos módulos de ERA (Explosive Reactive Armour – Blindagem Explosiva Reativa) conhecidas como Kontakt – 5 de terceira geração, para reforçar a blindagem original,  sendo as ERA de primeira e segunda geração já estarem em serviço nos CC soviéticos desde os anos 80.

2º nível – Sistema de defesa passiva “Soft Kill” Shtora – 1, o qual foi produzido pela Elektromashina da Rússia, tem como função de bloquear ou degradar a orientação de mísseis SACLOS, telêmetros laser e designadores laser. Este sistema protege eficazmente um MBT contra os dois tipos mais comuns de ATGM com guiamento por infravermelho: guiamento SACLOS (Semi-Automatic Command to Line of Sight – Comando semi-Automático para Linha de Visada) por fio (por exemplo, TOW, HOT) e guiamento por laser (por exemplo, Hellfire, Copperhead).  É composto de cinco partes, sendo elas:

  • Estação de interferência eletro-óptica, com jammer interferidor contra mísseis de guiagem IR (duas TShU1-7, em cada lado ta torre);
  • Sensor de vento;
  • Lançadores de granadas fumígenas, com capacidade de bloquear designadores laser;
  • Sistema de alerta laser;
  • Painel de controle que processa a informação dos sensores e aciona o sistema.

3º nível – Sistema de defesa ativa “Hard Kill” Arena, o qual foi produzido pela Kolomna da Rússia, tem a função de proteger o veículo blindado de sistemas anticarro (ATGM, RPG/LAW), destruindo os mesmos antes de atingirem o veículo blindado. É composto de duas partes, sendo elas:

  • Radar Doppler de onda milimétrica no alto da torre;
  • 22 ou 26 cargas explosivas em volta da torre, dependendo do formato e tamanho da mesma.

Segue uma explanação pormenorizada dos mesmos:

Blindagem Explosiva Reativa Kontakt – 5

As ERA mais comuns do ocidente só são capazes de derrotar ogivas HEAT químicas (ou de carga oca), sendo ineficazes contra APFSDS (Armour Piercing Fin Stabilized Discharge Sabot – Munição Perfuradora de Blindagem Estabilizada por Aletas com Calço Descartável). Introduzida no CC T-80U em 1985, é composta de “tijolos” de explosivo colocados entre duas placas de metal. Foi testada em CC T-72 repotencializados com ERA Kontakt – 5 pertencentes a antiga Alemanha oriental. A Kontakt – 5 têm a capacidade de degradar em até 30% o rendimento de uma munição cinética, tornando o CC protegido por ela imune até contra a munição APFSDS M829A1 de urânio empobrecido 120 mm do M1 Abrams em seu arco frontal. Quando atingida, gera força explosiva o suficiente até para partir em dois ou mais partes a haste de penetrador. Novas munições M829A2 e A3 foram desenvolvidas para enfrentá-la. Hoje em dia, o protótipo do CC Black Eagle emprega a nova ERA Kaktus, que é duas vezes mais efetiva que a atual Kontakt – 5.

Figura 6 – CC T-90 com placas de ERA Kontakt-5 aplicadas na torre e no chassi do veículo. Observem o aspecto “triangular” que o CC adquire após a aplicação do material.


Figura 7 – Vista aproximada da Kontakt-5 aplicada nas laterais da torre e na sua parte superior do CC T-90.

Figura 8 – Esquema do princípio de funcionamento da ERA, anulando o efeito de penetração de APFSDS ou HEAT.

Figura 9 – ERA do tipo Kontakt-5 aplicada no chassi de um CC T-90.


Munições guiadas anticarro (AT-11 Sniper)

Conhecido na Rússia como                 9M119 Svir e 9M119M Refleks, é um míssil anticarro disparado através do tubo de alma lisa do canhão 2A46 de 125 mm, que equipa os CC T-80 e T-90.  O sistema é guiado por laser, sendo seu receptor á retaguarda da munição. A munição é carregada normalmente no “carrossel” e sua carga normal é de seis mísseis AT-11. Devido ao alto custo do sistema, somente aos regimentos de elite estes sistemas são distribuídos.

Figura 10 – Munição 9M119M Refleks, de 125 mm

Dados numéricos:

Alcance:

    • Refleks: 5000 m
    • Svir: 4000 m

Peso:

    • Refleks: 28 kg
    • Svir: 24,3 kg
  • Ogiva: HEAT em tandem com 4,2 kg
  • Penetração: 750-950 mm de RHA
  • Tempo de vôo de 4000 m: 11,7 s
  • Tempo de vôo de 5000 m: 17,6 s

Sistema de defesa passiva “Soft Kill” (Shtora – 1)

O Shtora tem duas funções de combate. No primeiro papel, ele trabalha contra sistemas guiados ATGM – IR (Anti Tank Guided Missiles, Infra Red – Mísseis Guiados Anticarro de guiagem térmica), através do alinhamento da frente da torre para o ATGM, utilizando emissores IR para enviar sinais falsos que confundem o sistema de orientação do ATGM. O princípio envolvido é o seguinte.

Mísseis como o americano TOW, são guiados ao alvo por meio de um fio de comunicação com o lançador e um flare na parte traseira do míssil. O flare é usado para manter um “ponto de referência” do míssil em relação ao alvo, mantido pelo operador. O computador de orientação tenta colocar o flare como ponto de referência para a orientação do míssil. Os emissores do Shtora criam um “ponto quente” de grandes proporções, essencialmente, enganando a orientação do míssil. Ao invés de tomar como referência o flare á retaguarda do míssil, o computador toma como referência o “ponto quente” gerado pelo interferidor eletro-óptico do Shtora, resultando em correções de curso defeituosas pelo computador do ATGM. Na verdade, o computador normalmente acreditará que nenhuma correção de rumo não é necessária, dado a discrepância falsa que é gerada pelo interferidor eletróptico TShU1-7. Qualquer correção de rumo causará uma virada para o alto ou para baixo, de acordo com as atitudes do operador, baseadas nas informações equivocadas do computador do ATGM.

Figura 11 – Sistema Shtora em um CC T-90: Estação interferidora eletroóptica TShU1-7 (1), sistema de alerta laser frontal (2), lança detectora de facho de laser vertical (3), Lança granadas fumigenas bloqueadoras de feixe de laser (4).

Figura 12 – O que parece ser dois faróis ligados é na realidade o sistema de interferência eletroóptica TShU1-7 em funcionamento, emitindo falsos sinais de infravermelho para confundir a cabeça de busca dos ATGM-IR.

A segunda parte do sistema tem a função de derrotar armas guiadas a laser. Quando um feixe de laser é detectado, o Shtora informa a tripulação com luz e som, então ela lança granadas de fumaça especialmente desenvolvida para isso, com a função de bloquear o feixe de guiamento laser, que envolverão o CC, bloqueando ou degradando o referido feixe laser. Todo este processo leva cerca de três segundos. O comandante do CC também pode pressionar um botão que irá girar a torre, ficando a mesma de frente para o emissor laser, expondo para o inimigo a face mais protegida da torre, além de poder engajá-lo com o armamento principal do carro de combate.

Figura 13 – Lançamento de granadas fumígenas bloqueadoras do feixe de guiagem laser dos ATGM – L.

Figura 14 – Sequência da ocultação do carro de combate em três segundos

Figura 15 – Detalhe dos lançadores de granadas fumígenas bloqueadoras de feixe de laser

Figura 16 – Partes integrantes do sistema de defesa Shtora-1 em um BMP-3:

Estação de interferência eletroóptica TShU1-7

Lançador de granadas fumígenas bloqueadoras de laser

Sistema de alerta laser

Sensor de vento

Sensor de alerta laser do alto da torre


Figura 17 – Abrangência do sistema Shtora-1. O sistema cobre 360 graus em torno do veículo, com um ângulo de 30 graus em azimute, sendo 25 graus positivos e 05 graus negativos.


Sistema de defesa ativa “Hard Kill” (Arena)

O sistema de proteção ativa para carros de combate Arena (активная система защиты “Арена”, em russo), é um sistema de contramedidas ativas desenvolvido pela fabrica Kolomna, com o propósito de proteger o veículo blindado contra armas anticarro guiadas ou não lançadas pelos mais variados meios. Utiliza um radar Doppler de onde milimétrica para detectar projéteis que se dirigem contra o veículo. Após a detecção, uma carga explosiva defensiva é disparada em determinado setor, apontado pelo radar, com o intuito de destruir a ameaça, antes que a mesma atinja o veículo.



Cargas interceptadoras explosivas

Sensor de Vento

radar Doppler de onda milimétrica

O sistema utiliza um radar Doppler, que pode ser ligado e desligado pelo comandante do veículo. Em conjunto com o sistema de controle de fogo o radar determina qual dos 26 projéteis de ação rápida que irá liberar para interceptar a ameaça ao CC, através de uma carga explosiva direcionada. Ao selecionar o projétil para derrotar a ameaça, o computador balístico utiliza as informações processadas pelo radar, incluindo informações como parâmetros de vôo e velocidade. O computador tem um tempo de resposta de 0,05 segundos e protege o CC em um arco de 300 graus, em todos os lugares, mais a parte traseira da torre.

Figura 19 – Sequência de detecção e engajamento de um míssil hostil contra um CC equipado com o sistema Arena.

1. Cargas explosivas de interceptação
2. Radar
3. Munição de proteção ejetada e detonada, interceptando o míssil hostil
4. ATGM
5. Fase de monitoramento

O sistema tem um alcance de 50 metros do veículo a defender, e detona a munição em torno de 1,5 metros (1,6 m) da ameaça. Ele irá detectar qualquer ameaça que se aproxime do veículo a uma velocidade de 70 metros por segundo (230 ft / s) até 700 metros por segundo (2.300 fts / s), e pode detectar alvos falsos, como projéteis que não se dirigem ao CC, aves e projéteis de pequeno calibre. O Arena trabalha durante o dia e noite, e a falta de interferência eletromagnética permite que o sistema a ser utilizado por vários veículos como um time. O sistema de 27 volts exige cerca de um quilowatt de potência, e pesa em torno de 1.100 kg (2.400 lb). O Arena aumenta a probabilidade de sobrevivência de um CC contra RPG entre 1,5 e 2 vezes.

Figura 20 – Sistema de proteção ativa Arena, instalado em um T-72 M1.



Cargas explosivas direcionadas ejetáveis (26)     Radar Doppler de onda milimétrica

Figura 22 – Efeito da carga explosiva direcionada de fragmentação do sistema Arena contra um ATGM AT-3 Sagger.

Desenvolvimentos futuros

Mesmo com todos os avanços na tecnologia de blindagens reativas e sistemas de defesa ativos e passivos, os projetistas russos ainda reconheciam que existiam algumas características negativas no projeto do T-90 que o mesmo havia herdado dos CC projetados no período soviético. São essas características:

  • O sistema de carregamento automático ainda armazenava sua munição no assoalho do veículo, no “carrosel”, oferecendo perigo para a tripulação e para o próprio CC;
  • O volume de blindagem geral do CC ainda era insuficiente, frente aos mais modernos ATGM/RPG e CC, dependendo ainda da blindagem reativa para poder ter grande possibilidade de sobrevivência em combate;
  • A utilização generalizada de ERA é tida como um paliativo, pois depois de atingida, a ERA não fornece proteção á blindagem original do CC, devendo ser substituída.

Existe ainda muita especulação em torno do futuro CC a ser produzido para o exército russo. Alguns projetos promissores simplesmente não passaram da fase de protótipo, fazendo crer que o atual T-90 seja uma solução temporária, enquanto ainda é decidido qual projeto será escolhido como vencedor.

Isso não impede que soluções para os problemas acima sejam desenvolvidas, com vários níveis de sucesso, visando as mesmas serem incorporadas no futuro projeto de carro de combate. O carro de combate Black Eagle (Чёрный Орёл, Chyornyh Oryol – Águia Negra), ou mais conhecido nos meios militares como Object 640, foi mostrado á público em 1997 em uma exposição de armamento na cidade de Omsk. Foi um projeto desenvolvido pela empresa Omsk Transmash, que faliu recentemente, tendo seus projetos sido adquiridos pelo ministério da defesa.

O desenvolvimento mais notável foi a mudança do compartimento de estocagem de munição, que nos CC anteriores situava-se no assoalho, para uma caixa blindada localizada na parte traseira da torre e consequentemente, o desenvolvimento de um novo sistema de carregamento automático, mesmo sendo baseado nos modelos anteriores, permite uma grande elevação vertical do armamento principal, ao contrário dos modelos anteriores, corrigindo uma grave falha.

Figura 23 – CC Black Eagle, mostrando a nova configuração do alojamento da munição, á retaguarda da torre.


Figura 24 – Detalhe dos novos sistemas de carregamento automático e de alojamento da munição do CC Black Eagle.


O Black Eagle tem as seguintes importantes inovações em relação aos CC da escola soviética:

  • Chassi esticado com sete rodas em cada lado, permitindo aumentar a espessura da blindagem e mover a escotilha de motorista mais para trás, eliminando a área enfraquecida presente em projetos anteriores de CC;
  • A alta capacidade do compartimento de munição / carregador automático, que permite alta taxa de fogo, rápido reabastecimento automatizado de munição, eliminando a principal questão de sobrevivência com os tanques soviéticos, e reduz a altura do CC em cerca de 400 milímetros em relação ao T-80U (permitindo maior densidade de blindagem).
  • Colocação do armamento em um compartimento separado com as disposições necessárias para a instalação de uma ampla gama de calibres diferentes (de 125 até 152 mm) sem a necessidade de redesenhar pesadamente a estrutura.
  • Colocação de cada membro da tripulação em um compartimento separado, limitando assim as vítimas entre a tripulação em caso de penetração.
  • Blindagem frontal muito inclinada, com alto grau de uniformidade de proteção sobre uma variedade de ângulos.
  • Várias camadas de blindagem (ativa, passiva) no topo da torre, para combater as ameaças de ataque pelo alto.

Outro ponto notável é a maior densidade da blindagem, elevando o peso de alguns protótipos para até 55 toneladas, ainda assim, sendo mais leve que seus equivalentes ocidentais, devido ao uso intensivo de ERA. Diferentemente dos modelos de CC anteriores, a ERA é integrada á estrutura, não deixando espaços vazios sem serem cobertos pelos módulos explosivos.

Figura 25 – Observe a ERA totalmente integrada á estrutura, não deixando áreas sem proteção, diferentemente dos modelos de CC mais antigos

Figura 26 – Mostra as diferenças mais visíveis em relação aos modelos anteriores de CC russos

Projeto sobre sistemas de proteção para carros de combate por Lelis1274

Fontes:

http://www.kotsch88.de/,

http://www.otvaga2004.narod.ru/,

http://vitalykuzmin.net/,

http://btvt.narod.ru/,

http://fofanov.armor.kiev.ua/ ,

http://www.kurganmash.ru ,

http://defense-update.com ,

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32 Respostas to “Exclusivo: Sistemas de proteção para carros de combate”

  1. Impressionante o detalhamento do trabalho! Mais uma vez, parabéns, vympel !

  2. Salve vympel, meus parabéns por mais este excelente artigo, entretanto não poderia de fazer algumas perguntas básicas que muitos os leitores dirigem a mim e que por desconhecimento não sei responder.

    1-A blindagem reativa não se constitui num perigoso armamento anti sua própria infantaria?

    2-Qual é a tática de emprego para esta diante do terreno?

    3-Especialmente no ambiente Urbano o efeito colateral dela não seria o alto indice de fogo azul contra seus próprios soldados?

    4- Há no ocidente aramamentos ou munições em tandem que visem destruir a priemira blindagem com cargas abrindo espaço para munições perfurantes? esta não seria uma arma eficáz contra este tipo de defesa?
    meu muito obrigado pelo artigo e pela discussão.
    E.M.Pinto

  3. E.M.Pinto :
    Salve vympel, meus parabéns por mais este excelente artigo, entretanto não poderia de fazer algumas perguntas básicas que muitos os leitores dirigem a mim e que por desconhecimento não sei responder.
    1-A blindagem reativa não se constitui num perigoso armamento anti sua própria infantaria?
    2-Qual é a tática de emprego para esta diante do terreno?
    3-Especialmente no ambiente Urbano o efeito colateral dela não seria o alto indice de fogo azul contra seus próprios soldados?
    4- Há no ocidente aramamentos ou munições em tandem que visem destruir a priemira blindagem com cargas abrindo espaço para munições perfurantes? esta não seria uma arma eficáz contra este tipo de defesa?
    meu muito obrigado pelo artigo e pela discussão.
    E.M.Pinto

    Aê , as perguntas procedem, uma blindagem p a blindar a mesma e q leva PERIGO A TROPA q deveria proteger…ñ dá.

  4. BROVO parabens pela Reportagem
    M1 Abrams sempre forao uma Target ambulante
    tiverao sucesso no Irake thanks Aos APACHES E JATOS
    sem falar que nosso OSORIO era bem melhor

  5. Belíssima reportagem, até salvei aqui pois é uma aula bem completa!
    Meus parabéns ao vympel1274 e ao editor!

    Abração

  6. vympel1274,MUITO BOA ESSA MATERIA,PARABENS.

  7. Belíssimo artigo. Do jeito que eu “gostio”.rsrsrsrs

    E.M.Pinto,

    Sem querer me intrometer, mas já me intrometendo,rsrsr, pior que a blindagem reativa para os que estão em volta do CC, são os sistemas de defesa ativos como o Arena mostrado nesse artigo. Este sim poderia ser fonte de extenso dano colateral. A sorte é que em situações em que haja grande número de pessoal em volta, ele pode ser desativado.
    Não creio que a blindagem reativa aumente muito o efeito explosivo que já seria sentido apenas com a granada antitanque, mesmo porque a carga explosiva não produz fragmentos e nem redireciona completamente o “fragmento derretido”, apenas reduz sensivelmente a sua velocidade de modo a que perca muito seu poder perfurante.
    Um abraço e me desculpe pela intromissão. Vamos aguardar o que o vympel tem a dizer.

    Abraço a todos e parabéns ao vympel1274.

  8. Que é isso caro Bosco, não é intromissão não, pelo contrário. estamos aqui para debater mesmo e obrigado pelas informações.
    Abraço
    E.M.Pinto

  9. vympel reproduzo aqui os questionamentos de um colega de um forum de discussões:

    No artigo é mencionada a ERA russa Kaktus,como sendo duas vezes mais capaz que a ERA Kontakt-5,mas vi em vários sites artigos sobre uma ERA recente chamada Relikt a qual citada como grande desenvolvimento das anteriores. Qual é a mais recente/capaz : a Relikt ou a Kaktus ? Outra pergunta, a qual tenho grande curiosidade de ver respondida : qual seria a efetividade, contra os projéteis APDSFS de última geração usados em Abrahms,
    Leopard 2A6,Challenger II,Black Panther e Leclerc de uma blindagem que fosse composta de duas ou mais camadas superpostas de Kaktus ou Relikt ?

    Sds
    E.M.Pinto

  10. Sou de parecer que nossas unidades de CC devam dispor desta autêntica nota de aula do companheiro. No respeitante ao assunto blindados, a concentração de suas unidades/tipo no sul do País está de acordo, o LEOPARD satisfazendo na medida em que deixamos de fabricar o OSÓRIO, ainda hoje, salvo melhor juízo, de melhor desempenho do que o carro alemão. Há que se considerar as hipóteses de guerra muitíssimo remotas, particularmente com a Argentina, hipóteses que deviam ser abjuradas tanto por nós quanto por eles em prol de um projeto defensivo estratégico na área nuclear, desenvolvido em arsenais comuns, com cientistas nossos e deles trabalhando juntos, para inibirmos as ameaças das armadas anglo saxônicas que singram como querem no ATLÃNTICO SUL. Voltando aos blindados,novamente, acho que os dois países devem partir para a fabricação de um modelo único, binacional. A grande realidade é que, fora a rivalidade no futebol, as duas nações só terão um lugar ao sol se forjarem uma parceria de compadres no campo militar do poder, nos moldes do argamassado pelos países de língua inglesa.

  11. paulo ricardo da rocha paiva :
    Sou de parecer que nossas unidades de CC devam dispor desta autêntica nota de aula do companheiro. No respeitante ao assunto blindados, a concentração de suas unidades/tipo no sul do País está de acordo, o LEOPARD satisfazendo na medida em que deixamos de fabricar o OSÓRIO, ainda hoje, salvo melhor juízo, de melhor desempenho do que o carro alemão. Há que se considerar as hipóteses de guerra muitíssimo remotas, particularmente com a Argentina, hipóteses que deviam ser abjuradas tanto por nós quanto por eles em prol de um projeto defensivo estratégico na área nuclear, desenvolvido em arsenais comuns, com cientistas nossos e deles trabalhando juntos, para inibirmos as ameaças das armadas anglo saxônicas que singram como querem no ATLÃNTICO SUL. Voltando aos blindados,novamente, acho que os dois países devem partir para a fabricação de um modelo único, binacional. A grande realidade é que, fora a rivalidade no futebol, as duas nações só terão um lugar ao sol se forjarem uma parceria de compadres no campo militar do poder, nos moldes do argamassado pelos países de língua inglesa.

    É esse o pensamento certo, temos de levar os mesmo adiante , tanto aqui como lá entre os hermanos. A VI frota e os ingleses estão bem ali, em nossos mares.

  12. Valeu pelo interesse pessoal, parabéns á todos nós e ao E.M.Pinto, pelo seu excepcional trabalho no blog!

    A blindagem reativa, do mesmo jeito que o sistema Arena, foram concebidos para a utilização em combates em campo aberto, contra outras forças blindadas e unidades anticarro, como seria de se esperar em uma guerra mundial.

    Ambos podem ser utilizados em cidades, mas as características de operação sofreriam algumas modificações, em virtude das qualidades únicas dos dois sistemas. Isso acontece no meio militar praticamente com qualquer sistema de armas novo que chega á tropa, ou seja, a tropa adapta-se as características do novo sistema de arma.

    No caso do Arena, como pode ser visto no artigo acima, a infantaria de acompanhamento não pode seguir próximo do CC, devido a possível “chuva” de estilhaços que seriam lançados para interceptar mísseis inimigos que forem lançados contra o veículo.

    A ERA (blindagem explosiva reativa) aplicada ao CC, também, devido á sua característica explosiva, oferece perigo á infantaria de acompanhamento se a mesma estiver muito próxima do veículo protegido pelos módulos explosivos.

    Essas características parecem em primeira análise, impeditivas do emprego conjunto CC/infantaria, sendo necessária a análise do real emprego das mesmas no exército russo, em combates na Chechênia nos dias atuais.

    As táticas atuais, aprendidas á duras penas nos combates anteriores ditam que os veículos blindados protegidos por ERA / Arena devem ficar afastados da infantaria de acompanhamento em cerca de 50 metros, que é o raio de ação máximo do sistema Arena, sendo interposto nesse intervalo, um veículo blindado antiaéreo (Ex: ZSU-23/4 “Shilka” de calibre 23 mm ou 9K22 “Tunguska” de calibre 30 mm), devido á grande elevação vertical do armamento antiaéreo destes sistemas e de seu poder de fogo, estes podem atingir grupos inimigos mesmo no alto dos edifícios, algo impossível aos CC de fabricação soviética realizarem. O fato dos sistemas antiaéreos estarem dentro do raio de alcance do Arena, significa que estes também estarão protegidos dos sistemas anticarro disparados pelos guerrilheiros chechenos.

    É mais ou menos assim, raciocinando com as forças federais estarem dentro de uma cidade, trafegando por uma via urbana, dirigindo-se para um objetivo:

    Primeiro da fila: (T-90 com ERA/Arena), 25 metros depois (ZSU-23/4 “Shilka” ou 9K22 “Tunguska”), 25 metros depois (Infantaria nível pelotão/companhia, seguindo pelos dos dois lados da via), 25 metros depois (ZSU-23/4 “Shilka” ou 9K22 “Tunguska”), 25 metros depois (T-90 com ERA/Arena)….

    Esse intercalamento entre Infantaria / Blindados não é, na verdade, exclusivamente devido ao binômio ERA / Arena, mas sim devido ao conceito de apoio mútuo entre a Infantaria e blindados, pois existem situações em que a infantaria seria mais eficaz para atuar,e em outras, os blindados seria mais indicados. No Exército Brasileiro, essa cooperação chama-se “Força Tarefa”. A única coisa modificada foram as distância entre os componentes, devido ás características da ERA / Arena.

    Se a infantaria de acompanhamento aproximar-se demais dos blindados, o que aconteceria? A mobilidade dos blindados seria afetada (poderia atropelar a infantaria ao ser atacado) e se um blindado fosse atingido por um RPG, o efeito explosivo da granada atingiria quem estivesse por perto!

    Cabe salientar que, para os menos esclarecidos, as técnicas de CQB (Close Quarter Battle – Combate em Localidade) são muito mais complicadas que a simples organização descrita acima. Acima foi descrito como uma companhia de fuzileiros deslocaria-se em ambiente urbano na Chechênia, bem diferente da maneira que os Russos fizeram em dezembro de 1994. Hoje em dia, eles enviam tropas especializadas (Spetsnaz GRU, MVD, FSB, SVR) á frente das forças convencionais para localizar emboscadas ou grupos de guerrilha.

    O emprego maciço de formações blindadas e artilharia, foi a saída pelo alto comando russo de compensar a sua falta de preparo naquela guerra, ou seja, trocou eficiência pela força bruta!

    No ataque de dezembro de 1994 e nas operações posteriores, o exército russo agiu praticamente ás cegas, sem operações de inteligência, com recrutas ao invés de soldados profissionais, sem dados cartográficos do centro da cidade, com pouco efetivo envolvido, tudo isso devido ao total caos reinante nos meios militares e políticos do país naquele determinado momento. Era preciso retomar Grozny imediatamente! O resultado dessa operação improvisada todos conhecem…

  13. A segunda guerra da Chechẽnia foi totalmente diferente da primeira, com o emprego de tropas profissionais e do uso de técnicas de combate urbano atualizadas.Tanto que , hoje em dia, a maioria dos lideres guerrilheiros estão mortos ou presos, e os guerrilheiros que ainda sobreviveram, ou fazem atentados suicidas em metrôs ou ônibus nas grandes cidades da rússia, ou foram para o iraque, treinar os guerrilheiros iraquianos com as técnicas de guerrilha aprendidas na chechênia.

  14. Amigo E.M. Pinto:

    Quanto ao armamento anticarro no ocidente, nao me recordo neste momento de nenhum armamento dedicado que possa ser utilizado contra ERA nesses termos. Conheço o RPG-30, mas no ocidente a abordagem é diferente, devido á linha de desenvolvimento diferente do ocidente. Recordo-me que existem dois sistemas de ataque ao topo da torre dos carros de combate(onde a blindagem era mais fina nos CC mais antigos), os quais são o RBS-56 “BILL” (guiado por fio, com a ogiva direcionada 30 garus para baixo, visando direcionar o efeito penetrador em diagonal) da Suécia e o FGM 148 “JAVELIN” (do tipo “dispara e esquece” com guiagem a infravermelho),este mais novo, de fabricação americana. Ambos visam atacar a parte decima dastorre dos CC.

  15. vou dar uma olhada nos meus arquivos sobre a Relikit e a Kaktus, te informo!!!

  16. vympel grato pelas explicações.
    Sds
    E.M.Pinto

  17. Nada de parceria com os argentinos,eles morrem de inveja do nosso povo e da cultura mais linda do mundo.

  18. Muito boa a matéria.
    Obrigado ao blog por reunir e trazer para nossa língua essas informações.

    Quanto ao ocidente existe uma versão “inteligente”, não me lembro exatamente agora, mas que tem um tipo de orientação final por IR ou Imagem IR, do AT-4. E tem outros.

    Uma sugestão de matéria seria sobre o futuro dos tanques, com alguns países como EUA e da UE pensam em abandoná-los, mas estão longe de encontrar um substituto eficiente. E como Rússia, China e outros continuam a desenvolve-los e melhorá-los.
    Entre as explicações, estão a falta de necessidade, logística, velocidade baixa e a vulnerabilidade à armamentos baratos como os RPGs ou sofisticados como o javelin.

    Esse é um assunto que gerou muitas discusões alguns anos atrás.

  19. Caruso, agradeça ao vympel pela matéria, foi ideia e concepção dele.
    está anotado o pedido.
    Sds
    E.M.Pinto

  20. Excelente artigo, vympel!

    Parabéns ao autor e aos editores do site!

  21. Amigo Edilson, desculpe a demora, mas aqui vai:

    As ERA podem ser classificadas (não oficialmente)como “leves” e “pesadas”, o que isso quer dizer?

    A principal característica delas são a espessura das chapas de aço que compõem o “tijolo” explosivo e o tipo de explosivo/quantidade do mesmo. Testes são feitos com a variação da espessura das placas de aço (da mesma forma que a blindagem laminada para CC), variando-se o tipo de explosivo e a quantidade do mesmo. Daí que existem vários tipos de ERA, cada uma com uma utilização específica.

    Não considero, na minha opinião, viável sobrepor “tijolos” de ERA, seria mais simples aumentar a espessura das placas de aço e mudar/aumentar o explosivo que compõem a ERA.

    o tijolo Kontakt-5 tem 10,5 cm de largura por 23,0 centímetros de comprimento por 7,0 centímetros de espessura, com uma massa de 10,35 kg, com um peso total de 2,8 toneladas cobrindo a superficie do CC. O chassi do CC ficaria congestionado se sobrepusesse as ERA!

    A Kontact-5 fornece 300 mm de proteção adicional ao CC que é protegido por ela, degradando em até 38% o efeito de penetração de munições APSDS. Por outro lado, podemos afirmar que o CC protegido pela Kontack-5 tem sua blindagem aumentada em 62%, ou seja , mais que dobra sua resistência (no caso do t-80U, com blindagem em seu arco frontal de 720 mm), ou seja 161% !!!

    A Kontakt-5 torna imunes CC T-72 BM, com ERA Kontakt-5 aplicadas em sua estrutura contra projéteis APFSDS 120 mm M829 A1 e A2 padrão da OTAN, como foi comprovado em testes feitos com T-72 equipados com ERA Kontakt-5, pertencentes a Alemanha Oriental.

    O modelo Kaktus é a mais recente, sendo a Relikit um desenvolvimento anterior, possivelmente de menor eficiência ou emprego diverso da Kontakt-5.

    Quanto ao sistema do ocidente que emprega ogiva HEAT em tandem, o FGM-148 “Javelin” emprega esse meio, além de desenvolvimentos posteriores de ATGW que ja existiam, como o Milan-2 ou o TOW-2.

  22. Excelente!!!! Pena que ainda não arrumei tempo para ler todas as matéris…. Principalnmente aquelas do PROJETO PESSOAL……

    Pergunta:

    Nossos CC´s dispoõe de algum desses mecanismos de defesa aqui apresentados?

  23. Muito interessante e excelente detalhamento.

  24. Camarada Fábio!!!

    Os carros de combate e os veículos de transporte de tropas do exército brasileiro e da marinha não dispõem de nenhum destes sistemas. Se me recordo bem, os Piranha III do corpo de fuzileiros navais tem blindagem adicional de cerâmica, para elevar o grau de resistência atá munição 12.7 mm (.50)

  25. O Brasil te de fazer valer a sua aliança estrategica com o BRIC e desenvolver material em conjunto não com a Argentina, mas com a Rússia, a China e a Índia. Isso já deveria ter sido feito no projeto FX da Aeronautica, com o programa do submarino nuclear e com os cb que estão sendo feitos pela IVECO, assim como os futurois CC do exercito. Considero um erro gastar o que foi gasto com a França e trabakhar com países ocidentais nesse processo. Pela distancia do Brasil não há hipotese de conflikto a medio prazo entre o Brasil e o BRIC. Além disso a Europa está bem menos avançada em teros de desenvolvimento de tecnologia de defesa. O futuro é a China. O futuro é o BRTC.

  26. Concordo com Marcos Altenhofen, o que não impediria de também desenvolvermos equipamentos com vizinhos latino-americanos, que de fato não representam perigo para nós, muito pelo contrário. Um sistema de defesa conjunto sempre será mais eficaz.

  27. Meu Deus quanto mal costo,alquem diz que o futuro e a china,o futuro e o BRTC,querido o futuro e construir um mundo sem armas,sem guerras,porque então não se diz joga loco a bomba atonica em nos e acaba loco com tudo.

  28. Eles deviam investir mais em psicologia e em politicas publicas que na “bomba”.
    O negócio é o “só love”.

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