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A mentira na História e a compreensão da crise

In Geopolítica, Opinião on 23/07/2010 by konner7 Marcado: ,

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Miguel Urbano Rodrigues

O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual não encontra soluções. Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e ameaça já a própria continuidade da vida na Terra, é indispensável a compreensão do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo à humanidade uma história deformada, forjada pelo capitalismo para servir aos seus interesses.

Essa compreensão é extraordinariamente dificultada pela máquina de desinformação midiática controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação, mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea, as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo.

No esforço para enganar e confundir os povos, a primeira mentira é inseparável da afirmação categórica, difundida através de um bombardeamento mediático, de que nos EUA irrompera uma grave crise, definida como financeira, resultante de especulações fraudulentas no imobiliário. Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram falências em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado através de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de âmbito mundial.

A simulação da surpresa fez parte do jogo. O presidente dos EUA e os senhores da finança mentiram conscientemente. As grandes crises mundiais raramente são previstas e anunciadas com antecedência. Mas quando se produzem não surpreendem. Inserem-se na lógica da História.

Isso aconteceu, por exemplo, após a Segunda Guerra Mundial. A Aliança que fora decisiva para a derrota do III Reich não poderia prolongar-se. Era incompatível com as ambições e o projeto de dominação do capitalismo.

A dimensão da vitória, ao eliminar a Alemanha como grande potência militar e econômica, gerou uma situação potencialmente conflitiva. A partilha dessa dramática herança foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas Conferências de Teerã e Ialta. Mas, quando os canhões pararam de atirar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tensões incompatíveis com o respeito dos compromissos assumidos.

A Guerra Fria foi uma criação dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo, o fascismo, o imperialismo precisava inventar outro. A tarefa não exigiu muita imaginação. Os slogans que, nas duas décadas anteriores, apresentavam o comunismo como ameaça letal à democracia foram rapidamente retomados. Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsificação da História foi desencadeada para persuadir, no Ocidente, centenas de milhões de pessoas de que a União Soviética configurava um perigo para a humanidade democrática. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperanças geradas pelas Nações Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perpétua.

A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a expressão “cortina de ferro” para caracterizar a imaginária ameaça soviética, foi previamente discutido com a Casa Branca. O medo da “barbárie russa” abriu o caminho para a Doutrina Truman e para a Otan.

Não foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra. Cabe recordar que, somente após o afastamento dos comunistas dos governos da França e da Itália, os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de países do Leste Europeu.

É também significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses, com raríssimas excepções, omitam que a implantação de regimes alinhados com a União Soviética se concretizou na Europa sem recurso à força armada enquanto na Grécia – país situado na zona de influência inglesa – o exército de ocupação britânico desencadeou uma violenta repressão quando os trabalhadores revolucionários estavam prestes a tomar o poder. Foram então abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobrevivência de uma monarquia apodrecida, mas os media ocidentais ignoraram esses massacres. O tema era incômodo.

O tão comentado plano russo de “conquista e dominação mundiais” não passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo propícios à criação da OTAN como “aliança defensiva” capaz de se opor “à subversão comunista”. E a arma atômica passou a ser usada como instrumento de chantagem.

Na realidade, a URSS, a quem a guerra custara mais de 20 milhões de mortos (a maioria homens de menos de 30 anos), precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do país. Como poderia desejar a guerra e promover o “expansionismo comunista” uma sociedade nessas condições?

A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que não atingiu o seu território e na qual as suas forças armadas sofreram perdas muito inferiores às do seu aliado britânico.

O Reino Unido, cujo império principiava a se desfazer, ligou, porém, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo, antes frequentes, foram substituídos por insultos e calúnias. Aos jovens de hoje parece quase inacreditável que Churchill, o inventor da Cortina de Ferro, meses antes do final da guerra, tenha afirmado “não conheço outro governo que cumpra os seus compromissos (…) mais solidamente do que o governo soviético russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discussão sobre a boa fé russa” (Citado por Isaac Deutscher em Ironias da História, pág. 184, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1968). Assim falava o primeiro ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que ameaçava o mundo.

Mesma hipocrisia numa crise muito diferente

Desagregada a União Soviética e implantado o capitalismo na Rússia, o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras. E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim “o eixo do mal”. Pequenos países como Cuba, o Iraque e a Coréia do Norte, metamorfoseados em potências agressoras, foram apresentados como “ameaça à segurança” dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a “inimigo número um” dos EUA. O Afeganistão, onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden, aliás, não foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organização, a fantasmática Al Qaeda, é responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial.

Seguiu-se o Iraque. Durante meses, a máquina mediática dos EUA inundou o mundo com noticias sobre “as armas de extinção massiva” que Sadam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretário de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington tinha provas da existência desse arsenal de terror. O britânico Tony Blair garantiu que também dispunha dessas provas.

O Iraque foi invadido, destruído, saqueado e, tal como o Afeganistão, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de extinção massiva não existiam. Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O orçamento de Defesa do país é o maior da História.

Agora chegou a vez do Irã. O berço de uma das mais importantes civilizações criadas pela Humanidade é a mais recente ameaça à “segurança dos EUA”. A Agência Internacional de Energia Atômica não conseguiu encontrar qualquer prova de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com o objetivo de produzir armas atômicas.

Com o aval do Brasil e da Turquia, o governo de Ahmadinejad comprometeu-se a que o seu urânio seja enriquecido no exterior com fins pacíficos. Mas Washington acaba de impor, através do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções a Teerã. Mais: o presidente dos EUA ameaçou já utilizar armas atômicas táticas contra o país se ele não se submeter a todas as suas exigências.

Isto acontece quando Obama se viu forçado a demitir o comandante chefe norte-americano no Afeganistão na sequência de uma entrevista na qual o general Mc Chrystal – aliás um criminoso de guerra (ver artigo de John Catalinotto em http://www.odiario.info, 12.7.2010) – criticou duramente o Presidente e esboçou um panorama desastroso da política da Casa Branca na região.

Entre a farsa e a tragédia

Diariamente, os grandes media norte-americanos repetem que a crise foi praticamente superada nos EUA graças às medidas tomadas pela administração Obama. É outra grande mentira. A taxa de desemprego mantém-se inalterada e a situação de dezenas de milhões de famílias é critica.

É suficiente ler os artigos sobre o tema de prêmios Nobel da economia, empenhados na salvação do capitalismo – Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo – para se compreender que a situação, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se.

Não é a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise, global, é do sistema e não apenas financeira. Os discursos do presidente contribuem para confundir os cidadãos em vez de os esclarecer. Persistem contradições entre a Casa Branca e a finança. Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os chairman das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da Administração que os beneficiaram. Pretendem voltar a ter as mãos totalmente livres.

A retórica presidencial não pode esconder que a estratégia de Obama visou no fundamental salvar e não punir os responsáveis por uma crise que adquiriu rapidamente proporções mundiais.

As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decisões do Congresso, continuam a atribuir-se prêmios principescos.

O grande capital resiste, aliás, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de caráter social, na maioria tímidas – como a reforma do sistema de saúde – que a administração adota (ver artigo de John Bellamy Forster, http://www.odiario.info, 13.7.2010).

É cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo, sem solução previsível, embora a esmagadora maioria da humanidade não tenha tomado consciência dessa realidade.

A tentação de ampliar a escalada militar na Ásia como saída “salvadora” é muito forte, mas no próprio Pentágono generais influentes temem as consequências de um ataque ao Irã. A invasão terrestre está excluída e o bombardeamento com armas convencionais de alvos estratégicos não produziria outro efeito que não fosse uma gigantesca vaga de antiamericanisno no mundo muçulmano.

O recurso a armas nucleares táticas é a opção de uma minoria. Essa hipótese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas não se me afigura que possa concretizar-se. Não obstante a vassalagem dos governos da União Europeia e do Japão, os povos condenariam massivamente uma repetição do genocídio de Hiroshima. Seria o prólogo de uma tragédia cujo desfecho poderia ser a extinção da humanidade.

Retomo assim a afirmação do início, tema desta reflexão. A mentira na História dificulta extraordinariamente a compreensão da crise de civilização que o homem enfrenta.

Fonte:  Opera Mundi

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14 Respostas to “A mentira na História e a compreensão da crise”

  1. Crise do capitalismo, crise de civilização, extinção da humanidade?

    huummmm, eu só vejo um grande roubo que fizeram os Rockefeller&Co usando a seus lacaios como o judeu Madoff(65bi).

    Os EUA estão em crise, mas acho que a elite americana não está em crise, quem está em crise é o país, mas ninguém está pensando em substituir o sistema económico ‘capitalista’ nos States.

    Na Europa e no Japão há uma crise estrutural, eles não podem se adaptar ao modelo dos emergentes, e vão ir ficando sem indústria e sem agro.

    Mas ainda que os anarquistas gregos e dos outros da UE vejam o fim do capitalismo, acho que a população nem pensa nesse fim anunciado pelas vanguardas. A população europeia não pode ser tola, deve saber que há um problema de custos, que os salários que eles ganham não são sustentáveis.

    Os emergentes vêm aí, e as antigas potências vão ir embora, mas é um processo que vai durar muitos anos. Na Europa acho que existe muita gente que confunde a crise europeia (devida em grande parte ao fato dos investidores saberem que é um continente sem futuro) com uma crise do sistema.

    É o mesmo que acontece com aqueles que têm, sei lá, com todo respeito, 80 anos, sempre estão falando do apocalipse, mas na verdade o que estão vendo é seu ‘apocalipse’ pessoal.

  2. Parabéns aos editores por publicarem um texto destes. Ele abre a perspectiva de uma análise mais abrangente do problema e propicia aos leitores do Blog a possibilidade de debater um conteúdo de nível acadêmico em geopolítica. Bem diferente de outros blogs do segmento em que as opiniões da esquerda são ridicularizadas e o debate é censurado, sempre a favor dos defensores das ações dos EUA, dos anti-brasileiros e dos trogloditas da extrema direita, que tem ódio do nosso povo e vergonha do Brasil.

  3. Eu discordo com o autor no que tange a expressão “Mentira”.. Não entendo que existam verdade absolutas e , por consquencia, acho impossível existir, numa análise política, a mentira absoluta. O que existe é , e muito fortemente, é a mistificação das versões aos extremos máximos..

    A análise do autor tem um enfoque marxista, portanto, estrutural. Isso é bom , pois o marxismo não é a doença, mas o termomêtro que afere a febre..

    Neste caso, acredito ser correta a crise estrutural do capitalismo e que a máxima “capitalismo ou barbárie” de Rosa Luxemburgo será aplicada mais uma vez e que a questão do Irã é uma última possibilidade de salvação das grandes potências na região. No entanto eu discordo, ou melhor complemento, indicando que talvez o eixo geográfico das agressões mude para cá para o nosso continente.

    As mais graves crises que o capitalismo mundial viveu, foram, segundo Oswaldo Coggiola, a crise da bolsa de Viena em 1873 e a crise Norte Americana de 1929, ambas reconhecidas como períodos de Longas depressões, como vemos neste momento, e ambas “solucionadas” a partir de ações militares de monta e de escala global.

    A crise de 1873 teve solução em uma nova expansão colonialista, no qual tivemos como consequências, a abertura de mercados de consumidores e de fornecimento de matérias primas, o que reaqueceu a economia, e também consequências nefastas e pouco conhecidas, como as Grandes Fomes da década de 1870, no qual a associação do fenômeno El Niño, mais a retenção de cerais em estoques para exportação geraram cerca de 20 milhões de mortes só na China e Índia, sem falarmos de Brasil e Norte da África, cujo flagelo marcou inclusive a nossa cultura com os movimentos milenaristas do tipo de Antônio Conselheiro, em Canudos. ( Há inclusive a concepção da historiografia que estes eventos serviram de marco teórico para os futuros holocausots promovidos na Europa no século posterior). (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_fomes_em_massa)

    A solução da crise de 1929, a despeito de muitos economistas indicarem serem fruto de poíticas anticíclicas de Roosevelt, tiveram forte impulso com o rearmamento alemão e com a eclosão da segunda guerra mundial, que alavancou a produção economica norte americana e reposicionou sua taxa de desemprego a níveis anteriores ao Crash de 1929…

    No contexto da atual crise a receita pode ser a mesma, mas a questão de hoje é que as armas e as indústrias de defesa tem alto valor de capital tecnológico, e este fato limitaria a retomada do crescimento norte americano.. A tentativa de Bush no Iraque e Afeganistão, depois do 11/9/01, não surtiu o efeito desejado e o conflito se reverteu contra os interesses norte americanos, já que os gasto transformaram esta Guerra num sorvedouro de dinheiro, muito mais do que de vidas.

    Desta forma, a possibilidade de se usar o Irã como força de agregação para uma solução econômica por Europa e , principalmente, EUA, é limitado, mas deverá ocorrer entre este e o próximo ano. Se esta tentativa falhar, e a probabilidade disto ocorrer é alta, devido ao alto custo das guerras atuais na Asia, a alternativa poderia ser uma transferência dos conflitos para guerras mais “baratas”, mas que satisfariam temporariamente a sede de vitórias dos americanos.

    Não descarto a possibilidade de Obama, não agora, mas no último ano de seu primeiro mandato, se inserir numa guerra mais fácil, aqui na América do Sul, mais especificamente na Amazonia…É remota a possibilidade, mas ela pode se converter em realidade. A América Latina teve seu último grande conflito finalizado em 1870.

  4. E nós, nesse cenário todo, como ficamos?

  5. Nós ainda estamos bem, e espero q contínuemos assim, o capitalismo tem esse problema de crises por falta de ajustes…vai ser sempres assim, cabe a nós tomar as medidas corretivas p o mesmo..

  6. Não existe ideologia! E sim interesses economicos. O inicio da civilização, ate hoje os conflitos são formentados por interesses. Usam politica , diferenças religiosas;saquear e tomar as sua riquezas. É historico! A maioria das retoricas criadas,as leis
    beneficiam os mais abastardos.Quantos paises ,se vc analizar sem paixão que tem determinados setores modelos capitalistas, e marxista ou socialista. E convivem!
    Basta ver os paises que sua sociedade e protegida pelo o Estado e pelo Capital. Nemhuma nação pode viver sem o Estado.A Saúde é um exemplo! Caso contrario vamos viver em um Grande Condominio. teriamos que pagar ate para passear na rua.Os que temos que penssar é conciliarmos os modelos.Agora peço encarecidamente que invistam na Defesa, que seja prioridade no momento.A Historia é uma ciencias exata não se iludam, o prognosticos baseado no passado atraves da Historia, são conclusivas. O comentario muito sabio acima citado” Mentira na Historia e comprensão na Crise”

  7. Marco Antonio Linis: ideologia é justamente isso que você mencionou…

  8. Não existe tal crise do capitalismo, ‘está todo dominado’ rsrs.
    Mas o negócio é saber por quem.
    Numa crise a coisas ficam fora de controle, mas hoje não é assim.

    A crise americana foi provocada pela elite financeira, que saiu gananciosa, pra eles foi uma vitória depois de ter trabalhado durante mais de uma década reduzindo controles sobre a sua atividade.

    No tem ‘crise do sistema’, a elite financeira ianque em nenhum momento perdeu o controle, só fez circular ativos podres, e depois como prêmio recebeu enormes sumas de dinheiro que vai ter que pagar o povo americano.

    Para os marxistas sempre é bom falar que o capitalismo agoniza, mas nesse caso não passa de uma expressão de desejo.
    Além disso, ninguém está questionando o sistema,
    não está se questionando o capitalismo, ou seja a famosa ‘plusvalia’ do Marx.
    Estão questionando (Lula, os chinas etc), ao setor financeiro que deu o golpe.
    Está-se pedindo mais controle [voltar a controlar] sobre o setor financeiro.

    Para dar credibilidade à tal ‘crise do sistema’, tem esquerda que mistura o golpe da elite financeira com os problemas do desenvolvimento sem responsabilidade ambiental e social.
    Então se fala pras crianças que o ‘modelo’ está esgotado etc, sim, o modelo está esgotado, o modelo de não prestar para o ambiente e os excluídos, mas isso não tem a ver com a sobrevivência do sistema. No Brasil se está dando bola ao ambiente e aos excluídos mas ninguém falou de que isso anunciava o fim do capitalismo. sds.

  9. O problema não é o capitalismo em si, mas do próprio capital (xeque da relação do sistema de valoração dos bens e serviços, fundamentados em recursos naturais de natureza não essencial (padrão ouro) ou ficto (legal tender) e não em recursos naturais essenciais (energéticos, água doce, terras férteis e materiais raros para uma civilização tecnológica) e recursos humanos de conhecimento (patentes).

    Crise no sistema monetário. O demônio do abismo dos reptilianos…

    Uma interessante crítica sobre isto:

    http://www.youtube.com/watch?v=QebVq3A3ADo (foi filmado pela própria Globo…risos)

    Letra e tradução completa: http://letras.terra.com.br/the-52s/679243/traducao.html

    Reptiliano rebelde.

    PS. Não é possível desmontar todo o sistema anterior “Histórico” no prazo de pelo menos 1 século. Existem segredos em relação ao fins do sec. XIX e início do XX, que se revelados, colocaria de imediato, Nação contra Nação em todo o planeta e conseqüente escalada para um conflito nuclear e destruição da civilização humana (ou até da própria espécie conforme alguns cenários). Provavelmente existe ainda, um acordo vigente do século XVI entre ocidente e oriente, ao qual vence em meados do atual século o cumprimento das obrigações, para complicar ainda mais o cenário.

    Percebem? É necessário conseguir enxergar muito longe (normalmente períodos mínimos de mil anos dentro de uma visão holística não dualista, ideológica e religiosa)… A águia não demonstrou capacidade para tanto, muito menos o urso.

    A onça não enxerga tão longe, mas possui excelente olfato e a capacidade acurada, normalmente associados a felinos: boa intuição.

  10. Lembrando,

    O não cumprimento das obrigações do acordo do sec.XVI, levam ao mesmo cenário de guerra nuclear planetária.

    Abraços.

    Se estiver lendo isto…

    Finalmente minha irmã te encontrei após todo este tempo pisando sobre este planeta…
    Por favor, vamos tentar de todo afinco arrumar a casa, pois já estou ficando cansado deste mundo… Já esta mais que na hora de eles arcarem com as RESPONSABILIDADES de escrever a própria história e de se tornarem realmente independentes enquanto civilização…
    Sinceramente, não vejo a hora disto…

    In Lak´ech

  11. Resumindo,

    Quem está operando o sistema monetário são falsários e não banqueiros no correto sentido do termo.

    Abraços.

  12. Como valorar Madame?

    Some o valor de todas as patentes civis e militares em vigência.
    Este é o valor de todas as matérias primas restantes.

    Um grande abraço, querida amiga.

  13. Um lindo conto de fadas…

    Uma vez, tentaram se apropriar da mensagem de Exú para Iemanjá…

    Exú, que não era nem um pouco burro, pediu para a Iemanjá vinho e uma taça…

    Exú levantou a taça para Iemanjá e repetiu as seguintes frases:

    – Abro minha vida para todas as criaturas marinhas, meu passado, meu presente e futuro e caso esteja mentindo, aceito de bom grado a pior morte possível…

    E sorveu o vinho gostosamente…

    Exú irritado olhou bem nos olhos do fraudador e perguntou:

    – Aceita vinho?

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