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Brasil e Rússia vencem a guerra dos aviões de cabotagem

In Aviação Civil, Negócios e serviços on 23/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

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Os fabricantes aeronáuticos brasileiro Embraer e russo Sukhoi venceram esta semana a corrida para a venda de aviões de cabotagem no Salão de Farnborough, deixando para trás a canadense Bombardier e o novo concorrente japonês Mitsubishi Regional Jet.
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Companhias aéreas e companhias de aluguel de aviões gastaram bilhões de dólares em aeronaves com capacidade para cem passageiros da Embraer e da Sukhoi, em detrimento de seus concorrentes canadense e japonês.

Os voos de curto alcance em nível regional se tornaram um nicho em pleno desenvolvimento, graças ao crescimento do tráfego aéreo nos mercados emergentes, especialmente na China, como também na América Latina.

A concorrência neste setor deve se intensificar nos próximos anos, já que a China se interessa em entrar no mercado.

Terceiro construtor aeronáutico mundial atrás dos americano Boeing e europeu Airbus, a Embraer fechou durante o São de Farnborough contratos de venda no valor de 7,9 bilhões de dólares.

O maior acordo foi fechado com a companhia aérea britânica Flybe, que encomendou à brasileira 140 aparelhos em um contrato no valor potencial total de 5 bilhões de dólares.

A Flybe confirmou a aquisição do 35 E175, um avião com capacidade para 88 passageiros, assim como opções de compra para 65 aeronaves adicionais do mesmo modelo e direitos de compra para outros 40.

Segundo o vice-presidente executivo de assuntos corporativos da fabricante brasileira, em entrevista à AFP, afirmou que o Salão de Farnborough é um bom presságio para o futuro da Embraer.

“Foi um bom salão para a Embraer e diria que para o conjunto da indústria de uma crise muito grave”, declarou o executivo, enfatizando que a empresa conseguiu superar esse período difícil com medidas drásticas em termos de redução de custos e de pessoal, além da renegociação com empresas terceirizadas.

“É uma empresa equilibrada e rentável”, comentou, negando-se, no entanto, a fazer uma previsão para 2011, embora tenha se declarado otimista.

“Comparado com o Salão de Le Bourget (no ano passado, perto de Paris), este salão foi muito melhor”, ressaltou.

A Embraer possui 60% do mercado de aviões para voos regionais.

Sem alcançar as cifras da Embraer, o fabricante russo Sukhoi anunciou em Farnborough vendas de 60 aviões Superjet 100 no valor de 1,85 bilhão de dólares no total.

A companhia de aluguel de aviões Pearl Aircraft Corporation adquiriu 30 dessas aeronaves; e a companhia indonésia Kartika Airlines, outras 30.

A Pearl tem, além disso, a opção de comprar outros 15 aviões. “Estamos convencidos de que é o melhor avião para cem passageiros do mercado. Em termos de baixos custos, supera todos seus competidores”, afirmou o diretor executivo da Pearl, Jan Soderberg.

Já a canadense Bombardier acabou sendo uma das decepções do tradicional salão aeronáutico na periferia de Londres, dedicado, de segunda a quinta aos profissionais, e a partir de sábado ao público em geral.

A Bombardier esperava anunciar um acordo para vender seu novo avião CSeries à Qatar Airways, mas ficou por enquanto em suspenso, apesar de a companhia aérea do Golfo Pérsico dizer que continua interessada.

Por sua vez, o Mitsubishi Regional Jet (MRJ), primeiro avião fabricado pelo Japão, não conseguiu concretizar nenhuma nova ordem de compra.

“Trabalhamos muito duro para fazer um anúncio durante o salão, mas, infelizmente, não pudemos fazê-los. Esperamos alcançar algum acordo em um futuro próximo”, afirmou o diretor de vendas da MRJ, Masao Yamagami, à imprensa.

A companhia estatal aguarda lançar em 2014 seus aviões de baixo consumo de combustível para 70 e 90 passageiros.

O projeto tem até agora dois clientes: a companhia americana Trans States, que encomendou 100 aviões num total de 4 bilhões de dólares, e a japonesa All Nippon Airways, que concordou em adquirir 25 aeronaves.

Fonte: AFP via Hangar do Vinna

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9 Respostas to “Brasil e Rússia vencem a guerra dos aviões de cabotagem”

  1. A Embraer desbancou a Bombardier na base da capacidade e competência… a senhora Mitsubishi chegou agora e quer sentar na janelinha? Nossa empresa tupiniquin está anos a frente dos competidores… talvez não consiga brigar com as grandes Boeing e Airbus… mas na terra dos regionais não tem pra ninguém. Parabéns Empresa Brasileira de Aeronáutica….

  2. Daniel :
    A Embraer desbancou a Bombardier na base da capacidade e competência… a senhora Mitsubishi chegou agora e quer sentar na janelinha? Nossa empresa tupiniquin está anos a frente dos competidores… talvez não consiga brigar com as grandes Boeing e Airbus… mas na terra dos regionais não tem pra ninguém. Parabéns Empresa Brasileira de Aeronáutica….

    Faço meu , o seu comtário,Sds.

  3. viajo muito nos E-175 aqui nos EUA. Acho que a Russia tem uma montanha enorme para subir se pretende convencer o publico americano a confiar nos avioes russos. Exitem muitos preconceitos sobre avioes russos no quesito qualidade e confiabilidade. O pensamento anda conturbado por aqui por causa dos Tupolev sovieticos.

  4. Aonde atua esta Pearl Aircraft Corporation? Bons negócios a Embraer e com o KC390, o sucesso será igual ou maior. Para quem conhece uma linha de montagem russa, bem a Embraer pode ficar tranquila com seus ERJs… Eu não vôo em um Sukhoi nem de graça.

  5. Andei pesquisando e a Pearl Aircraft Corporation tem sede em Bermuda, onde estes navios de cruzeiro recebem bandeira para pagar menos impostos… Ah, e os donos do “negócio” são suécos… Estou com medo de procurar o currículo de cada um… Dizem que têm até o Dreamline B777 e o Airbus A380 no portfólio para leasing.
    Ainda bem que a Embraer não vendeu para estes caras.

  6. carlos :
    viajo muito nos E-175 aqui nos EUA. Acho que a Russia tem uma montanha enorme para subir se pretende convencer o publico americano a confiar nos avioes russos. Exitem muitos preconceitos sobre avioes russos no quesito qualidade e confiabilidade. O pensamento anda conturbado por aqui por causa dos Tupolev sovieticos.

    Preconceito de povo contra povo é uma desgraça para o mundo. Além de não contribuir para a “caixinha do capitalismo”, ajuda a disseminar o ódio mútuo.

  7. Luiz R. : Os jatos civis Tupolev ganharam má fama por conta da não divulgação, por parte de autoridades soviéticas, dos índices de segurança de sua companhia de avição. Manutenção deficiente e má gestão ocasionaram muitos acidentes, mas os aviões são muito bons…Como o caso aqui são os jatos Sukhoi, acho que a história é preconceito de americano mesmo. Proporcionalmente caíram mais boeings do que tupolev´s..

    O sucesso de Embraer e os bons resultados russos são resultado de uma visão correta da aviação no momento para o segmento que a Embraer resolveu atacar. A aviação de escala regional, com baixos custos e altas taxas de ocupação está em evidência pela relação custo benefício favorável na atual conjuntura..

    Os grandes e médios jatos no entanto tiveram excelente desempenho..As duas gigantes da aeronáutica, a europeia Airbus e a americana Boeing, multiplicaram seus contratos milionários no salão de Farnborough, confirmando sua liderança em um setor que emerge da crise graças à demanda dos emergentes.

    Em quatro dias, Airbus e Boeing anunciaram a venda de mais de 500 aviões – levando em conta os pedidos firmes e cartas de intenção -, por um valor potencial de mais de 55 bilhões de dólares, contra 65,5 bilhões durante a edição anterior do salão de aeronáutica britânico em 2008.

    As aeronaves de médio alcance Airbus A320 e Boeing 737 foram os que tiveram maior êxito, graças às compras de companhias aéreas de Ásia e Oriente Médio, assim como as companhias de aluguel de aviões, termômetro tradicional da saúde do setor aeronáutico.

    A Airbus fechou contratos para 255 aviões por um montante de 28 bilhões de dólares, dos quais 1133 contratos firmes (13 bilhões de dólares) e protocolos de acordo para 122 aeronaves (15 bilhões de dólares), detalhou Enders.

    A concorrente americana Boeing, por sua vez, vendeu 249 aviões por um montante de 27 bilhões de dólares, segundo cálculos da AFP.

    Mas este balanço deve subir na medida em que muitos contratos já tinham sido contabilizados em sua lista de pedidos.

    De toda forma, a Boeing causou sensação ao mostrar pela primeira vez fora dos Estados Unidos seu novo avião 787 Deamliner, o único fabricado com 50% de materiais compostos, que o tornam mais rápido que seus antecessores, consumindo menos energia.

    http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j3SMtxRK2DCNHAUXreQiT8rGmoAg

  8. Um ótima noticia para a Embraer se é assim mesmo parabens.

  9. Parabéns à Embraer. Parabéns aos brasileiros!

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