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Entenda a cronologia da crise entre Venezuela e Colômbia

In Conflitos, Defesa, Geopolítica, História on 23/07/2010 by konner7 Marcado: , , ,

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EFE  —  O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu hoje as relações com a Colômbia e ordenou a “alerta máximo” na fronteira diante da “gravidade do ocorrido” na Organizações dos Estados Americanos (OEA), onde o governo colombiano denunciou a presença de chefes guerrilheiros em território venezuelano.

Na sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA, realizada nesta quinta-feira a pedido de Bogotá, a Colômbia pediu a criação de uma comissão internacional que verifique nos próximos 30 dias a presença de acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na Venezuela, onde afirma que há aproximadamente 1,5 mil guerrilheiros refugiados.

Chávez já havia “congelado” as relações com a Colômbia em 28 de julho de 2009 por causa de denúncias do país vizinho de um suposto desvio de armas venezuelanas às Farc, o que afetou enormemente o comércio bilateral.

A tensão aumentou depois de a Colômbia assinar no final de 2009 um acordo com os Estados Unidos para o uso compartilhado de bases militares colombianas.

A nova escalada é um revés para o anunciado propósito do presidente eleito colombiano, Juan Manuel Santos, que assumirá em 7 de agosto, de recompor as relações com a Venezuela.

A seguir, uma cronologia dos momentos mais críticos nas relações bilaterais desde 28 de julho de 2009, quando a Venezuela decidiu “congelar” as relações com a Colômbia:

2009
28 julho: A Suécia confirma que vários lança-foguetes produzidos no país e apreendidos com as Farc foram vendidos à Venezuela no final dos anos 80. Chávez ordena a “retirada” de seu embaixador de Bogotá, congela as relações diplomáticas e comerciais e adverte que romperá laços diante de uma “nova agressão” do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

8 novembro: Chávez convoca os venezuelanos a “se prepararem para a guerra”.

13 novembro: A Colômbia entrega à OEA um protesto pelas “ameaças” bélicas da Venezuela.

20 novembro: O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pede que os dois países mantenham a “máxima prudência”.

25 novembro: A Venezuela entrega a Insulza um documento no qual qualifica o pacto militar dos EUA com a Colômbia como “uma ameaça de guerra”.

2 dezembro: Uribe denuncia que a Venezuela mantém um “embargo ilegal” contra seu país.

2010 22 fevereiro: Uribe e Chávez protagonizam uma forte discussão durante a Cúpula do Grupo do Rio, no México, mas depois aceitam a mediação de “países amigos”, liderados pelo líder dominicano, Leonel Fernández.

31 março: Denunciada a detenção na Venezuela de oito colombianos residentes nesse país, acusados de espionagem.

8 abril: Uribe pede à Venezuela que respeite os direitos dos cidadãos da Colômbia que vivem nesse país.

9 abril: A Venezuela acusa a Colômbia de “destruir” as relações bilaterais, e o governo colombiano responde dizendo que “o embargo” que afeta o comércio bilateral foi imposto pelos venezuelanos.

25 abril: Presidente venezuelano diz que a eleição de Juan Manuel Santos à Presidência poderia “gerar uma guerra” na região.

26 abril: A Colômbia denuncia a “inaceitável” intervenção venezuelana na campanha eleitoral.

20 junho: Santos vence as eleições presidenciais em segundo turno.

21 junho: Presidente eleito convida Governos do Equador e Venezuela a “abrir caminhos de cooperação rumo ao futuro”. O Governo venezuelano o parabeniza por sua vitória.

24 junho: Santos escolhe a ex-embaixadora na Venezuela María Ángela Holguín como sua futura chanceler.

25 junho: Holguín menciona a recomposição das relações com a Venezuela como um de seus “grandes desafios” em matéria diplomática.

14 julho: Chávez diz que “avalia” a possibilidade de assistir à posse de Santos e que autoriza Maduro a se reunir com Holguín.

15 julho: Governo colombiano anuncia que tem provas da presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.

16 julho: A Venezuela denuncia uma “nova investida” contra as relações bilaterais e convoca seu embaixador em Bogotá, enquanto a Colômbia solicita à OEA uma sessão extraordinária do Conselho Permanente para investigar a presença de “terroristas colombianos” em território venezuelano.

Chávez anuncia que não assistirá à posse de Santos porque deve “cuidar” de sua vida, e adverte que “poderia romper as relações” com o país vizinho, após acusar Uribe de querer “gerar um grande conflito” bilateral.

18 julho: Chávez relaciona a nova disputa com a Colômbia com a “doutrina imperial americana”.

19 julho: O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembra a Colômbia e Venezuela que o diálogo é a melhor ferramenta para resolver qualquer diferença “entre vizinhos”, e coloca à disposição dos dois países “toda a ajuda técnica” desse organismo para resolver a crise bilateral. O governo colombiano assegura que apresentará à OEA evidências “claríssimas” e “recentes” da presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.

20 julho: Chávez afirma que as acusações da Colômbia de que seu país é refúgio de líderes guerrilheiros colombianos obedecem “à luta pelo poder” entre o presidente em fim de mandato e o eleito, Juan Manuel Santos.

Uribe assegura que para “falar sinceramente de irmandade” com as nações vizinhas “não pode haver criminosos envolvidos”, em alusão à Venezuela.

21 julho: O embaixador do Equador na OEA, Francisco Proaño, que exerce a Presidência rotativa do Conselho Permanente do organismo, anuncia sua renúncia por divergências com o chanceler de seu país a respeito da convocação de uma reunião dessa instância para avaliar as denúncias da Colômbia sobre a presença de chefes das Farc na Venezuela.

O embaixador de El Salvador na OEA, Joaquín Alexander Maza Martelli, assume como presidente do Conselho Permanente após a renúncia do embaixador equatoriano e convoca para a quinta-feira 22 de julho a sessão extraordinária solicitada pela Colômbia.

O embaixador da Colômbia na OEA, Luis Alfonso Hoyos, assegura que seu país não pretende que o Governo da Venezuela seja condenado pelo organismo com seu pedido de uma reunião extraordinária do Conselho Permanente.

22 julho: A Colômbia denuncia em uma sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA uma presença “consolidada”, “ativa” e “crescente” das guerrilhas na Venezuela, a quem pede que atue sem “demoras” para que não se agrave a situação. Além disso, solicita a criação de uma comissão internacional que verifique nos próximos 30 dias a presença de acampamentos das Farc em território venezuelano.

22 julho: Chávez anuncia a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia e ordena “alerta máximo” na fronteira, diante da “gravidade do ocorrido” na sessão da OEA pedida pelo governo colombiano para denunciar a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela.

Fonte:  Terra

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2 Respostas to “Entenda a cronologia da crise entre Venezuela e Colômbia”

  1. Que Chavez abriga e da apoio logistico as FARCs qualquer um pode perceber.Coisas mais profundas habitam na região.Os Americanos a muito tempo temm contigentes no Panama,Costa Rica e agora Colombia.Treinam seus homens em combate na selva.A crise Colombia-Venezuela pode esconder algo mais ambicioso,a conquista da Amazonia.

  2. 1maluquinho :
    Que Chavez abriga e da apoio logistico as FARCs qualquer um pode perceber.Coisas mais profundas habitam na região.Os Americanos a muito tempo temm contigentes no Panama,Costa Rica e agora Colombia.Treinam seus homens em combate na selva.A crise Colombia-Venezuela pode esconder algo mais ambicioso,a conquista da Amazonia.

    Maluquinho, eles já tem parte da Amazônia tendo bases (e mandando nos países das bases) em país que fazem parte da floresta.
    É um cerco.

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