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No índice da desigualdade, Brasil perde status de alto desenvolvimento

In Segurança Pública on 23/07/2010 by Lucasu Marcado: ,

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Colaborou: Edu Nicacio

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou nesta sexta-feira (23) o IDH-D, que mede o Índice de Desenvolvimento Humano corrigido pela desigualdade. Por esse parâmetro, o Brasil perde 19% no IDH e deixaria de ser considerado um país de alto desenvolvimento humano.

“As estimativas deste relatório mostram que a desigualdade afasta o Brasil do alto desenvolvimento humano em uma magnitude de 19%”,  explicou Flávio Comim, economista do PNUD no Brasil.

O IDH é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população.

O índice varia de zero – nenhum desenvolvimento humano – até 1 – desenvolvimento humano total. Entre 0,5 e 0,8, um país é considerado de desenvolvimento médio. Acima de 0,8, é considerado país de alto desenvolvimento humano. O IDH do Brasil é de 0,813. Porém, no IDH-D, o Brasil tem 0,629. Como o IDH é uma média, o PNUD decidiu criar um novo parâmetro destacando a desigualdade.

De acordo com Flávio Comim, levando-se em conta o IDH-D, o Brasil não apresentaria um alto índice de desenvolvimento humano. “Quando você leva em conta a desigualdade, o Brasil cai 19% no IDH”, explicou o economista. Segundo ele, para diminuir a desigualdade é preciso que os países tenham políticas públicas que promovam educação de qualidade e igualdade de oportunidades.

América Latina

O cálculo do indicador de desigualdade varia de acordo com o autor e as fontes e a base de dados utilizados, mas em geral o Brasil só fica em melhor posição do que o Haiti e a Bolívia na América Latina – o continente mais desigual do planeta, segundo o Pnud. No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o país é o décimo no ranking da desigualdade. Mas os dados levam em conta apenas 126 dos 195 países membros da ONU, e em alguns casos, especialmente na África subsaariana, a comparação é prejudicada por uma defasagem de quase 20 anos de diferença.

“Dez dos quinze países mais desiguais do mundo estão na América Latina e em função disso você tem uma medida de desigualdade 65% superior a medida de desigualdade dos países mais ricos”, explicou Comim.

Na América Latina, o IDH diminui em média 19% se corrigido pelo grau de desigualdade (IDH-D)
A Nicaragua, por exemplo, perde 47%. A Bolivia perde 42% e Honduras, 38%. Chile, Argentina e Uruguai apresentaram as menores perdas.

Fonte: G1

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17 Respostas to “No índice da desigualdade, Brasil perde status de alto desenvolvimento”

  1. O que vemos é muita propaganda, então.

  2. Não está falando que o Brasil tenha piorado, está falando da correção do IDH levando em conta a desigualdade. Acho impossível uma piora pelo menos entanto se mantenha a linha atual de desenvolvimento.

  3. O sálario mínimo deveria está em R$960,00 por baixo…+ o sr lula ñ tem coragem p tal…vai tornar deficitária o Orgão q paga Pensões no BRASIL…assim vamos continuar lá embaixo no IDH…e aumenta a criminalidade…+ os sálarios dos ministros e deputados são nababescos, astronômicos p n realidade…s tem os corruptos q desviam altas somas do erário público, nosso dinheiro…quantos estão presos?só ladrões de galinhas, os passa fome.

  4. é muito relativo o termo desigualdade!
    Numa população grande como a nossa, em pleno desenvolvimento
    é normal que existam grupos ricos e grupos pobres, sendo que
    como em todo país, os pobre são maioria!

  5. Não é que seja propaganda, mais a mudança na metodologia do cálculo do desenvolvimento humano, deduzindo as desigualdades, o q já é de excelente feito pelo PNUD pois aprofunda o estudo sobre as questões sociais tanto com índices multisetoriais quanto com aqueles segmentados em áreas específicas.

    Durante vários anos, tomando como base a pesquisa mensal do emprego do IBGE e Indicador Social do Ipeadata, tivemos esforços pra tentar ao menos reduzir o péssimo quadro de distribuição de renda, e os resultados vieram com uma queda forte no coeficiente de Gini que passou nos últimos quatro anos de 0,56 para 0,52 em média, tendo de 2008 para 09 mais precisamente uma queda de 0,528 para 0,521.
    É claro, resultados que não tiram o fato de ainda estarmos perigosamente elevados nesse medidor, repercutindo negativamente para o IDH-D.

    Já para a sociedade como um todo, houve a volta da mobilidade ascendente, onde a classe E começa a ser esvaziada, a D se torna uma camada de passagem e a C passa a aumentar. Só q pra isso um conjunto de políticas que compreende desde a melhoria do salário mínimo, do piso previdenciário e dos programas de redistribuição, além do forte crescimento do emprego formal, tiveram q contribuir para um processo continuado (longo-prazo) de melhoria na distribuição de renda.

    Ou seja, não quero dizer q com isso os problemas foram resolvidos mas é inegável que foram minorados. Muito do atraso persistente nos nossos parâmetros de desigualdade, advém da falta de qualidade e acesso dos serviços públicos essenciais q ainda por cima não contam com uma rede interligada e microregionalizada no âmbito de municípios e unidades administrativas, que poderiam maximizar os efeitos de programas nacionais e melhor repassar para as comunidades.

    Dentro desse exemplo, uma educação de qualidade é vital pra promover o desenvolvimento e igualdade de oportunidades no país, em conjunto com outras políticas públicas como a saúde, transporte urbano, saneamento básico (existem ainda regiões inteiras sem dispor de uma rede de esgoto e água). São ingredientes para a qualidade de vida e redução do custo de vida, portanto para a melhor distribuição de renda.

    Tem de se alterar a estrutura tributária nacional, altamente concentrada em impostos indiretos e tarifas com incidência má-definida, passando para um modelo de tributação mais progressivo e baseado nas tarifas diretas em especial sobre renda e patrimônio, com retorno forte da arrecadação para a sociedade sob a forma de uma boa rede de bem-estar social e investimentos públicos em gargalos logístico-comerciais.

    Quero dizer, que o desenvolvimento é uma conjugação de esforços q inclui a eficiência e coordenação entre o Estado e o setor privado, junto com a legitimidade, estabilidade de propósitos e mobilização da população em torno de objetivos que tragam boa perspectiva de vida a todos.

    Abraços e sugiro a leitura das metas do milênio na página da PNUD Brasil.

  6. Então Thiago Santos, isso ñ é relativo e sim a normalidade, maioria, ; uma constante dentro desse “Universo” de anormalidade , na fome na falta de condições + básicas possível…essa maioria e usada como lubrificante dessa engrenagens,q sustenta poucos,com o sangue de muitos…

  7. Eu ainda ñ sei pq os policiais tem de se esconderem por trás de capuz…caso martem algum inocente ñ serem identificados?ou tem + alguma coisa para essa mania? E p impor + terror a miseráveis das favelas? Podem algum sábio me explicar? Sds.

  8. Podem=Pode

  9. Na India uma pequena casta detem a riquesa.Aqui é a mesma coisa.Em qualquer lugar do mundo principalmente em paises pobres e emergentes as desigualdades sociais estão presente.De um modo geral,não interessa a quem domina que venhas a ter intrução pois a mesma gera o conhecimento e este traz a emancipação e a manipulação disvirtua e detem a turba.

  10. Agora que descobriram que é um país desigual. Seria importante para os caros amigos ter um idéia de como é este País, não é um levantamento recente mais não mudou em nada,

  11. Na edição de “O Estado de São Paulo” de 14 de setembro de 1991, encontra-se a informação de que nos cento e um anos decorridos desde a proclamação da República até aquela data, os preços mundiais elevaram-se em vinte e três vezes, ao passo que no Brasil elevaram-se em nada menos do que trinta e dois trilhões de vezes!

    Segundo a revista “Finanças Públicas”, editada pelo Ministério da Fazenda, em seu volume 213 (maio/junho de 1960), no Império, entre 1840 e 1889, o menor salário do País era de 25.000 réis, o que equivalia a 22,5 gramas de ouro. Com a República, de acordo com Nogueira da Silva, só cento e três anos mais tarde, em julho de 1993, os trabalhadores conseguiram obter um salário mínimo de CR$ 5.600,00, o que correspondia a apenas 0,6 gramas de ouro!

    Da mesma fonte provém a informação de que o maior salário do Brasil Imperial, o de Senador, foi de 300.000 réis; isto é, somente doze vezes maior do que o menor salário. Em princípios da década de 1990, quando Nogueira da Silva escreveu seu ensaio, o salário de Senador da República correspondia a duzentas e quarenta vezes o salário mínimo!

    É ainda a mesma fonte que afirma que, entre 1840 e 1889, o Brasil teve inflação de 1,58%. Neste mesmo período, a inflação da França, do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Alemanha oscilava entre 1,6% e 0,4%. Nos cento e três anos que separam a imposição da República e o trabalho de Nogueira da Silva, o acúmulo de inflação chegou a cerca de dez trilhões por cento!

    A “Gazeta Mercantil” informa que, no Império, tinha o Brasil a segunda maior frota mercante do Planeta, da mesma forma que o Ministério da Marinha informa que, naquele período de nossa História, tínhamos a segunda maior esquadra naval do Mundo. Hoje, em 2007, todos sabem o quão longe estamos disto…

    Provém, por fim, do Ministério dos Transportes a informação de que, durante o II Império (1840-1889), construiu o nosso Brasil cerca de 10.000 quilômetros de ferrovias. A República, em suas primeiras décadas, ampliou até bastante o número de quilômetros de estradas de ferro, mas depois desativou praticamente todas as nossas linhas férreas.

    Um dos grandes desacertos da República foi o de acabar com o Poder Moderador. Com a extinção deste poder que sustenta, como nenhum outro, o imprescindível equilíbrio entre Autoridade e Liberdade, sem o qual não pode haver uma verdadeira e efetiva Democracia, extinguiram-se, ainda, – como frisou João de Scantimburgo em seu artigo intitulado “Suma de Filosofia do Poder Moderador” e publicado no n° 85 da “Revista Brasileira de Filosofia” (janeiro/fevereiro/março de 1972) – “ e por via de conseqüência, na estrutura das instituições políticas brasileiras, o conselho de Estado, o conselho de ministros, o Senado vitalício e teve início a debandada da classe dirigente, cuja evolução se processou, através do tempo, em torno do cetro imperial.” Segundo o eminente pensador, escritor, jornalista e Imortal, “não atinaram os republicanos do século XIX, nutridos de inspiração alienígena e de doutrina estrangeira, que abriam um vácuo cujo preenchimento se tem feito, durante toda a história posterior do Brasil, por meios aleatórios e, no exato rigor da palavra, por sucedâneos, aos quais falta a consistência das instituições solidamente edificadas no espaço e no tempo”.

    É por isso que não passa de uma republiqueta, se não mudar este parâmetros estamos ver ainda mais desigualdades.

  12. Caro Raphael Tiuba, o senhor fala que no país não mudou nada, simpático, mas acho que o senhor não mora no Brasil.
    Falar que o atual governo, que eu não votei, não mudou o país é faltar a verdade.
    Eu não sou político, não posso fazer uma lista do feito pelo governo, mas qq um que vive no Brasil vê a ário o progresso do país.

  13. Caro companheiro, Milton Bras,
    Não sou quem diz nada são os próprios números que dizer, eles são mais fácil de visualizar e mais práticos de entender. Você dire as suas conclusões, pra mim não mudou em nada. É só propraganda da máquina publica.

  14. Olá a todos , gente enquanto ñ houver um controle de natalidade sério neste país , vamos ficar batendo na mesma tecla sempre . Como um casal que infelizmente ñ teve uma formação , uma estrutura familiar boa , tipo: estudo decente , saúde , moradia digna …. querem ter 3,4,5 ou mais filhos , sem eles terem como eles proprios se manterem com um provento razoavel , gente é lavar porco com sabonete! Saúde e Paz pra todos .

  15. Já está em curso um controle da natalidade via probreza, n mulheres estão bem menos fecundas, 1 filho e 1/2, estamos taxas quase de 1 mundo; no futuro, + uns 25/35 anos vamos ter de importar gente p produzir e pagar a minha pensão( por poucos anos…)Veja matéria a respeito : IBGE set. de 2008. Sds.

  16. Fernando Donatelo :
    Não é que seja propaganda, mais a mudança na metodologia do cálculo do desenvolvimento humano, deduzindo as desigualdades, o q já é de excelente feito pelo PNUD pois aprofunda o estudo sobre as questões sociais tanto com índices multisetoriais quanto com aqueles segmentados em áreas específicas.
    Durante vários anos, tomando como base a pesquisa mensal do emprego do IBGE e Indicador Social do Ipeadata, tivemos esforços pra tentar ao menos reduzir o péssimo quadro de distribuição de renda, e os resultados vieram com uma queda forte no coeficiente de Gini que passou nos últimos quatro anos de 0,56 para 0,52 em média, tendo de 2008 para 09 mais precisamente uma queda de 0,528 para 0,521.
    É claro, resultados que não tiram o fato de ainda estarmos perigosamente elevados nesse medidor, repercutindo negativamente para o IDH-D.
    Já para a sociedade como um todo, houve a volta da mobilidade ascendente, onde a classe E começa a ser esvaziada, a D se torna uma camada de passagem e a C passa a aumentar. Só q pra isso um conjunto de políticas que compreende desde a melhoria do salário mínimo, do piso previdenciário e dos programas de redistribuição, além do forte crescimento do emprego formal, tiveram q contribuir para um processo continuado (longo-prazo) de melhoria na distribuição de renda.
    Ou seja, não quero dizer q com isso os problemas foram resolvidos mas é inegável que foram minorados. Muito do atraso persistente nos nossos parâmetros de desigualdade, advém da falta de qualidade e acesso dos serviços públicos essenciais q ainda por cima não contam com uma rede interligada e microregionalizada no âmbito de municípios e unidades administrativas, que poderiam maximizar os efeitos de programas nacionais e melhor repassar para as comunidades.
    Dentro desse exemplo, uma educação de qualidade é vital pra promover o desenvolvimento e igualdade de oportunidades no país, em conjunto com outras políticas públicas como a saúde, transporte urbano, saneamento básico (existem ainda regiões inteiras sem dispor de uma rede de esgoto e água). São ingredientes para a qualidade de vida e redução do custo de vida, portanto para a melhor distribuição de renda.
    Tem de se alterar a estrutura tributária nacional, altamente concentrada em impostos indiretos e tarifas com incidência má-definida, passando para um modelo de tributação mais progressivo e baseado nas tarifas diretas em especial sobre renda e patrimônio, com retorno forte da arrecadação para a sociedade sob a forma de uma boa rede de bem-estar social e investimentos públicos em gargalos logístico-comerciais.
    Quero dizer, que o desenvolvimento é uma conjugação de esforços q inclui a eficiência e coordenação entre o Estado e o setor privado, junto com a legitimidade, estabilidade de propósitos e mobilização da população em torno de objetivos que tragam boa perspectiva de vida a todos.
    Abraços e sugiro a leitura das metas do milênio na página da PNUD Brasil.

    Concordo plenamente…Mudou?Quem dera!Mas pela primeira vez tivemos avanços significativos.

  17. Pois é senhores, política social de governo não deveria ser considerada eleitoreira como muitos acham. Independente de qual partido estará no poder, a politica social deverá continuar melhorando os indicadores sociais.

    O tão combatido Bolsa família foi apenas uma das medidas. Daqui para frente, será a hora de investir pesado em educação.

    Nosso país ainda é um dos campeões em desigualdade social no mundo, esse governo tem feito bonito, mas tem muito ainda a ser feito.

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