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IAE realiza ensaios em primeira bomba guiada nacional

In Defesa, Sistemas de Armas, tecnologia on 24/07/2010 by Esdras E.S. Marcado: , ,

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), através de sua Divisão de Aerodinâmica, trabalha nos ensaios e na análise da primeira bomba guiada brasileira, denominada SMKB, um projeto desenvolvido pela empresa nacional Britanite-BSD em parceria com a Mectron e a Força Aérea Brasileira.

O artefato militar apresentado pelas empresas brasileiras na LAAD 2009 utiliza um kit de guiagem para ser acoplado a bombas não guiadas (“bombas burras”) Mk-82 (500 lbs) e Mk-83 (1.000 lbs), podendo ser lançado a altitudes superiores a 10 km, com um alcance entre 16 e 40 km e CEP de 6 metros máximo.

O primeiro kit brasileiro de guiamento para bombas de queda livre é orientado tanto para o sistema de posicionamento GPS americano quanto para o Glonass russo, garantindo a precisão de alvo durante o dia ou à noite, nas mais adversas condições atmosféricas. Um desenvolvimento realizado pela parceira Mectron, escolhida pela expertise em sistemas de guiagem.

No projeto de cabeça de guiamento para as bombas SMKB-82 e 83 (já acopladas aos kits), uma peculiaridade garante a total independência do artefato em relação à aeronave. É o sistema de comunicação wireless, dispensando cabos e fios para a conexão, além de modificações eletrônicas que possam provocar interferências. O controle da bomba é realizado pelo próprio piloto, com um micro computador dedicado e desenvolvido pela Britanite-BSD/Mectron.

Toda futura negociação para exportação dessa nova arma passará pela autorização do governo brasileiro, por meio do Departamento de Política Nacional de Exportação de Material de Emprego Militar (PNEMEM), órgão do Comércio de Relações Exteriores.

Os estudos de integração deste armamento são realizados pelo IAE por meio de análise aeroelástica, enquanto ensaios aerodinâmicos, em túnel de vento, obtêm as propriedades aerodinâmicas que serão úteis ao controle geral do equipamento. Os ensaios de separação serão realizados pelo Grupo Especial de Ensaio em Voo (GEEV), organização militar pertencente, assim como o IAE, ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos.

Segundo Antônio Nogueira Cândido, Gerente de Suporte Comercial da Divisão Aeroespacial da empresa Britanite-BSD, a empresa parte para o desenvolvimento dessa mais alta tecnologia utilizando recursos próprios e recebendo total apoio da Força Aérea Brasileira. A FAB deverá ser o primeiro cliente de um pré-lote previsto para janeiro do próximo ano.

A unidade de Sistema de Defesa, Britanite-BSD, localizada na região metropolitana de Curitiba, será transferida para o Vale do Paraíba, em uma área capaz de oferecer maiores facilidades para esse tipo de atividade e mais próxima à mão de obra especializada do DCTA.

Fonte:Instituto de Aeronáutica e Espaço

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20 Respostas to “IAE realiza ensaios em primeira bomba guiada nacional”

  1. Devagar e sem mt alardes estamos entrando nonSéc.XXI em termos de armas….mt bom,n FAs ficam aptas e o BRASIL + seguro.

  2. Seria interessante depois de completado desenvolvimento destas bombas , eles partirem para desenvolvimento de uma bomba planadora ,que possibilitaria aumentar o alcance para mais de 70 km .O interessaste deste projeto é o sistema de comunicação wireless ,vai facilitar muito a integração com as aeronaves , creio eu que diminua muito os custos de integração também .

  3. Esse sisitema wireless não pode sofrer interferencia numa zona com medidas de interferencia eletronica?

  4. Certamente que sim Jackson, não temos informações sobre o sistema para dar com certeza informações sobre as debilidades do sistema.
    Sds
    E.M.Pinto

  5. Muito provavelmente o designe do módulo de guiagem seja modular permitindo trocar o cone aerodinâmico do “nariz” da bomba por uma espoleta de proximidade e futuramente até por seekers de orientação terminal por laser, TV(CCD) ou IIR(FPA), o que aumentaria muito a flexibilidade. Sem falar que os sistemas de orientação terminal por imagem (TV ou IIR) poderia se beneficiar em alguns casos com um sistema de data-link.
    O módulo traseiro deve no futuro também poder variar, sendo possível a combinação com um motor foguete a la AASM ou Spike. E claro, como bem disse o André, seria bem vindo para o futuro a combinação com um kit de asas extensíveis que aumentasse a razão de planeio e consequentemente o alcance, quando lançada de grande altitude.
    Também acho interessante que bombas da classe de Mk81 com 250 libras recebam esse kit, seguindo uma tendência mundial.
    Claro que sonhar não paga imposto e papel (e tela de computador) aceita tudo. rsrsr
    Mas fato é que os responsáveis, tanto no âmbito do Estado quanto da iniciativa privada, estão de parabéns por estarem tocado o projeto.

  6. Correção: o nome da bomba que usava um motor foguete é Skipper (AGM-123) e não Spike.

  7. o ptojeto e bom e a custo de brasil so falta o caça pra fecha a conta!!

  8. Caro Jakson Almeida,

    Estes sistemas wireless, não raro utilizam tecnologia de espalhamento espectral, que além de bastante robustos à interferências em suas duas versões, SD ou saltos de freqüência, podem adicionalmente ser protegidos por criptografia. O Brasil já domina todas estas frentes tecnológicas.

    Abraços

    Lopes

  9. Quanto à preocupação com o Wireless, sem sombra de dúvida deve ter tido muita gente competente por trás para evitar esse tipo de interferência apregoada. Não se esqueçam que não é o mesmo wireless presente no roteador com que você acessa à Internet.

    No mais, parabéns ao CTA e às empresas envolvidas, e sucesso à FAB com seu novo armamento. Avante, Brasil!

  10. E.M.Pinto :
    Certamente que sim Jackson, não temos informações sobre o sistema para dar com certeza informações sobre as debilidades do sistema.
    Sds
    E.M.Pinto

    Prezado Amigo e amigos…..O Brasil estava desenvolvendo um sistema de navegação multi-emprego independente de satelites ou seja,aeronaves,embarcações,misseis e tudo o mais se orientariam por si mesmos.E tambem um sistema Laser de impulsionamento para foguetes.Não se ouviu falar mais nestas coisas…..Abraço a todos.

  11. Alguem sabe qual o CEP de outras bombas diponíveis no mercado internacional?

  12. “O primeiro kit brasileiro de guiamento para bombas de queda livre é orientado tanto para o sistema de posicionamento GPS americano quanto para o Glonass russo…”

    Gostei muito disso; GPS/Glonass, isso pode fazer muito a diferença, e também garantir flexibilidade, além de garantir maior leque de clientes.

  13. “O interessaste deste projeto é o sistema de comunicação wireless ,vai facilitar muito a integração com as aeronaves…”

    E por algum acaso 1553B ou 1760 são wireless???
    Fugir de padrões estabelecidos, não ajuda a vender esta arma.

  14. […] Ensaios da primeira bomba guiada nacional (via PLANO BRASIL) Ir aos comentários O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), através de sua Divisão de Aerodinâmica, trabalha nos ensaios e na análise da primeira bomba guiada brasileira, denominada SMKB, um projeto desenvolvido pela empresa nacional Britanite-BSD em parceria com a Mectron e a Força Aérea Brasileira. O artefato militar apresentado pelas empresas brasileiras na LAAD 2009 utiliza um kit de guiagem para ser acoplado a bombas não guiadas (“bombas burras”) Mk-82 (500 … Read More […]

  15. Finalmente o Brasil tomou o rumo certo e espero que continue assim.
    Cada vez mas o Brasil vem sendo respeitado e modernizado em relação as forças armadas.

  16. Armas como esta bomba que tem a vantagem de poderem ser integradas em vários vetores aéreos, F-5EM, o AMX, o Super Tucano, e com certeza o futuro caça F-X2 , multiplicam de forma econômica, o poder de fogo ofensivo da FAB.

    Um super tucano com esta bomba, com alcance de até 40 km (bombas planadoras, de 70km, melhor ainda…), já aumenta significativamente o estrago que ele pode causar em batalha.

    Claro que sem dominio do espaço aéreo, suas possibilidades de utilização diminuem drasticamente e isto é tarefa para o futuro caça a ser escolhido no FX-2, que para serem eficientes do ponto de vista dissuasivo, não poderiam ser menos do que 300 caças para a FAB + 60 para a MB (sonhar não custa nada)…número dos graus da circunferência do circulo, para ficar redondo :)

    Este meios + os futuros vants de patrulha e combate, não são suficientes para aspirações ofensivas, más defensivamente, já proporcionariam um domínio razoável sobre o nosso espaço aéreo.

  17. lindo projeto, tomara que venda bem.

  18. Com um SPG/gps BRASUCA e um Satélita geoestacionário e n VLS em forma de misseis…vamos esperar; quem sabe?

  19. isso prova a nossa capacidade tecnologica nao somos so samba,futebol,carnaval e mulatas!para aqueles que nao levam este setor a serio fiquem atentos, somos capacitados sim pena que muitos nao acreditam.

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