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A Embraer ri sem parar

In Aviação Civil, Negócios e serviços on 26/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

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Novas encomendas bilionárias de jatos e aviões militares tiram do ar o fantasma da crise do setor aéreo que pairava sobre a empresa brasileira.

Edson Franco

ImagemEspécie de Woodstock da aviação, o Show Aéreo de Farnborough é uma das maiores vitrines e balcões de negócios para a indústria aeronáutica mundial. A 47ª edição do encontro, realizada entre 19 e 25 de julho, parecia fadada a ser uma festa sem samba.

Ao passear pelo gigante espaço de exposições a céu aberto num aeroporto a 50 quilômetros de Londres, o visitante se deparava com aeronaves enormes da Airbus e da Boeing, caças poderosos como o americano F-18 e o sueco Gripen, e shows de esquadrilhas da fumaça.
Curado e French: encomenda firme de 35 jatos Embraer 175 rende sorrisos e US$ 1,3 bilhão

Nada de avião da Embraer. Para alimentar o desânimo quanto à participação brasileira, a empresa cancelou a primeira entrevista coletiva para a imprensa que daria em solo inglês. Confinada em um chalé distante do burburinho da feira, a Embraer dava a impressão de que passaria uma semana olhando pro alto, assistindo ao show da concorrência. Mas as boas notícias vieram a jato.

Logo que abriram suas maletas na feira, os executivos da empresa revelaram o contrato de venda de duas aeronaves para a Trip Linhas Aéreas por cerca de US$ 80 milhões. Nas mesmas malas estavam os papéis que anunciavam a venda de cinco jatos 195 para a empresa Azul.

Mais US$ 211 milhões em caixa. No segundo dia de Farnborough, um sorridente Jim French, executivo-chefe da companhia britânica de aviação regional Flybe, anunciou a compra de 35 jatos Embraer 175, numa transação estimada em US$ 1,3 bilhão. E disse que quer mais.

O negócio inclui 65 opções de compra e mais 40 direitos de compra. A fatura pode chegar a US$ 4,6 bilhões. Na quarta-feira 21, foram divulgadas mais duas reservas importantes, que só irão engrossar a linha de montagem se a crise do setor aéreo sair mesmo do radar após dois anos de turbulências – nesse mercado, basta a economia esfriar para as encomendas serem suspensas.

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Saito e Curado: Força Aérea Brasileira vai comprar 28 unidades do novo cargueiro militar KC-390.
O pedido vai abrir caminho para as exportações de novas aeronaves para uso militar.

A maior operadora dos jatos da Embraer, a americana Republic Airlines, prometeu levar mais 24 aeronaves Embraer 190 para o Hemisfério Norte. Se a carta de intenções virar contrato, renderá US$ 960 milhões.

A recém-nascida Air Lease, também dos Estados Unidos, reservou 15 aviões para um futuro não muito distante e mais cinco para “quem sabe um dia”. Seriam mais US$ 800 milhões. A canadense Bombardier, arquirrival da Embraer, vendeu menos na feira e deve ter ficado com inveja (veja quadro).

Entre cheques e cartas de intenção de quase US$ 7 bilhões, Frederico Curado, CEO da Embraer, achou um tempo para falar com exclusividade à DINHEIRO. Animado, ele afirma que os negócios exibidos em Farnborough indicam que o pior da crise já passou e já é possível ser otimista quanto ao futuro da empresa, que demitiu quatro mil pessoas em fevereiro de 2009 por conta da crise global.

Receio? Um só: a concorrência do país que mais cresce no mundo. “O que mais me assusta é a China. Como lá é tudo estatal, a coisa não tem a transparência de quem presta contas em bolsa, como nós e as concorrentes ocidentais”, diz Curado.

“É legítimo que o Estado invista em tecnologia e desenvolvimento, mas não que faça sabe-se lá o quê para privilegiar seus produtos”, alerta, num sinal de que as perspectivas da joint venture da Embraer com a Aviation Industry Corporation of China, em Harbin, não são boas.

Para se proteger dessa e de outras ameaças, a Embraer vem redistribuindo o percentual de vendas nas três categorias em que atua: aviação comercial, executiva e militar. Esta última, que no início da década não chegava ao segundo dígito e que no trimestre passado bateu nos 18% do faturamento, ganhou um reforço considerável em Farnborough.

Com a presença do comandante da Aeronáutica brasileira, Juniti Saito, a empresa apresentou o projeto do KC-390, avião de transporte capaz de carregar até tanques de guerra. “Quando ele entrar em operação, vai ser o grande veículo do crescimento da nossa área militar”, diz Curado.

O preço ainda não está definido, mas os similares custam cerca de US$ 90 milhões.“A Aeronáutica planeja comprar 28 unidades, o que abre o caminho para a exportação”, diz Curado. Antes de fazer as malas e voltar ao Brasil, o CEO comemorou o prêmio Inovadores do Ano, concedido pelos usuários do site Flightglobal.com à Embraer devido ao sistema fly-by-wire (manejo eletrônico) dos jatos executivos Legacy 450 e 500.

Apesar do reconhecimento tecnológico e da retomada no crescimento das vendas, Curado sabe que nunca vai ser possível ligar o piloto automático no controle da empresa. “Não tem jogo fácil. É barra pesada”, conclui.

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Fonte: Isto É via Notimp

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12 Respostas to “A Embraer ri sem parar”

  1. Parabéns à Embraer e ao Brasil! E sucesso com o KC-390! Em breve, nos nossos céus…

  2. Parabens a Embraer desenvolvedora de tecnologia brasileira. Ao governo federal que sempre apoiou e apoia o desenvolvimento de uma empresa nacional, desenvolvedora de tecnologia e exportadora de nossa presença nos ceus do mundo todo. Da-lhe Brasillllllllllllllllll (com muito orgulho!)

  3. essa tem que bater palmas por que a embraer não compra a Bombardier ? ela é uma empresa de ações não preciso gastar bilhões ir comprando aos poucos só pra entrar no coselho da empresa e fica de olho XD

  4. Faltou a encomenda da GOl… entre as brasileiras é claro!

    E a minha, mas vou ainda esperar meu 13° pra ver se pego o Legancy.

  5. Andei nestes dias a acompanhar as noticias de Farnborough e todos os dias via noticias da compra de novos aviões á Embraer… muito bom adorei ler e ver o 3 maior construtor vender bem um bom produto em ano de crise valeu para todos que estavam envolvidos. Mais um pequeno detalhe que não se aparece aqui a Sukkoi também vendeu um bom número de aeronaves. o SJJ-100 também tem motivos de alegria, ou melhor todos saíram satisfeitos.
    Engraçado de isto todo o que mais vendeu em Farnborough foi o equipamento civil, enquanto negócio da defesa não foi lá muito bom.

  6. Que maravilha! a Embraer tá rindo a toa. Fico feliz com o sucesso dessa empresa genuinamente nacional. Falta apenas o desenrolar dessa novela insuportável chamada FX-2 para que a Embraer possa fabricar também aviões de combate tão imprescindível para a segurança de nosso país, para que nós também possamos rir a toa junto com ela.

  7. Claudio Queiroz :
    Que maravilha! a Embraer tá rindo a toa. Fico feliz com o sucesso dessa empresa genuinamente nacional. Falta apenas o desenrolar dessa novela insuportável chamada FX-2 para que a Embraer possa fabricar também aviões de combate tão imprescindível para a segurança de nosso país, para que nós também possamos rir a toa junto com ela.

    E o q eu tbm quero ver, nosso caça, genuinamente Brasuca.

  8. Isto é muito bom para nós muito bom mesmo.

  9. Parabéns à Embraer, tem todo crédito merecido pela qualidade de seus produtos.
    Espero que mais vendas venham e que o projeto kC-390 vingue e faça muito sucesso!
    Orgulho de ser brasileiro!

  10. Ótimas notícias. Isso ainda significa mais empregos e um grande desenvolvimento para o país. O sucesso do EMB-190 é tão grande que a GE vai abrir no Brasil a primeira montadora de motores aeronáuticos da empresa fora dos EUA. Eles apostam alto porque o único país da AL a fabricar aviões decentes é o Brasil, portanto, a GE está montando uma fábrica quase que exclusiva para a Embraer. E o país ganha muito com isso.

    E a Embraer corresponde a aposta. Parabéns a eles

  11. Meus caros,

    De fato a EMBRAER deve estar rindo a toa, mas não posso deixar de comentar que a citação do Sr. Curado com relação aos chineses; ora, se ele tem esta convicção em relação ao comportamento comercial do governo chinês, então porque iniciou a joint venture com os chineses? Ou será que só agora descobriu esta faceta do governo chines?

    “En passant”. Será que nesta oportunidade ele já havia informado ao Comandante Saito onde iriam produzir os KC-390?

    Abraços

    Lope

  12. Meus parabéns a EMBRAER que mais uma vez como todo brasileiro nato suportou uma forte crise e resiste em meio aos gigantes como boeing e airbus eu acredito muito no poder dessa empresa 100% BRASIL (Pátria amada )que os kc-390possam invadir o mercado mundial de aviação militar e que esse seja o início de uma grande arrancada para a fabricação de uma caça 100% NACIONAL eu almejo ver nossas forças armadas sendo infestadas de aeronaves da EMBRAER é um sonho de antigo e espero também que o nosso governo aumente ainda mais o olhar para defesa do nosso BRASIL afinal nós precisamos,apesar de eu pensar ser boa a compra dos Rafale (não sou nenhum expert no assunto porém em relação aos americano eu prefiro os franceses)realmente eu adoraria mesmo é ver o governo comprando caças da EMBRAER em um futuro muito próximo!

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