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OGMA vai modernizar os ‘P-3’ da Força Aérea

In Aviões de Combate, Aviões de Transporte, Defesa, Guerra Anti-submarino, Negócios e serviços on 27/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: , , , ,

https://i1.wp.com/img204.imageshack.us/img204/810/museuarsintrap3porionimg742412.jpgRicardo Carvalho- Coimbra- Portugal para o Plano Brasil

Embraer anunciou início da construção de fábricas em Évora, onde será construído o futuro ‘KC-390’, para o mês de Novembro.

A OGMA vai assumir a responsabilidade pela modernização de três dos cinco aviões P-3C Orion da Força Aérea, após acordo com o fabricante Lockheed Martin (EUA), segundo um despacho publicado em Diário da República.

O contrato de modernização destes aviões de patrulhamento marítimo foi assinado em 2007 e previa que os trabalhos se realizassem nos EUA, o que ocorre com duas das aeronaves. O aditamento publicado segunda-feira no jornal oficial transfere para a fábrica da OGMA, em Alverca, a responsabilidade pela modernização dos restantes três P-3C Orion.

Este acordo da OGMA com a Lockheed Martin representa um novo negócio entre as duas empresas em matéria de aviões militares para a Força Aérea, depois do celebrado para a modernização dos caças F16, embora o ramo militar seja responsável – através das oficinas na base aérea de Monte Real – por parte importante desses trabalhos.

A OGMA, que ocupa um lugar central no cluster aeronáutico que Portugal quer desenvolver, é detida em parte pelo construtor brasileiro Embraer – que anunciou no fim-de-semana, no salão aeronáutico de Farnborough (Reino Unido), ter assinado o fornecimento de 28 aviões de transporte militar KC-390 à Força Aérea do Brasil.

https://i1.wp.com/www.defesanet.com.br/imagens/1002/kc390/KC-390_c4.jpg

Esse novo aparelho é visto pela Embraer como o sucessor dos aviões militares C-130 (de fabrico americano), face aos muitos problemas com o sucessor C-130J e aos atrasos na produção do europeu A400M. Recorde-se que muitos Hércules C-130 vão atingir o limite de vida útil esta década.

Portugal surge como um dos principais candidatos a participar na construção do KC-390, através das duas fábricas que a Embraer começa a construir em Évora a partir de Novembro. Em princípio, o acordo formal da entrada de Portugal nesse processo industrial deverá ser assinado em Lisboa, em Setembro, quando o ministro da Defesa brasileiro visitar Portugal.

Segundo disse o presidente da Embraer Europa, em Farnborough, as obras em Évora ficam concluídas no final de 2011 e a produção começa a partir de 2012. “A produção das fábricas estará em full power em 2013”, precisou Luiz Fuchs, sobre um projecto de 150 milhões de euros e que criará 600 postos de trabalho altamente qualificados. “A Embraer está a cada ano mais envolvida com Portugal”, frisou Fuchs.

O presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, congratulou-se com o início da construção das fábricas, pois são investimentos-âncora que podem atrair novos projectos aeronáuticos para o concelho. Com Lusa.

Fonte:DN Portugal

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8 Respostas to “OGMA vai modernizar os ‘P-3’ da Força Aérea”

  1. “…face aos muitos problemas com o sucessor C-130J…” desconhecia essa informação… o que se passou como o Super Hércules? Eles já produziram 200 da versão J…
    O que interessa aqui é ver Portugal metido num projecto como este e como me agrada este KC390… quero ver o sucesso deste projecto e vê-lo a voar no meu país.

  2. Karlus, creio que o jornal se refere ao A 400M.
    Porém, não diria que seria um motivo para Portugal adquirir KC 390, aeronave sbem diferentes e para fins diferentes, vislumbro a aquisição do KC 390 somente e senão por uma modificações nos requisitos da FAP.
    O C 130 J continuará a vender bem assim como oA 400 que deve ser executado pelos seus sócios europeus.
    O que se passa com KC 390 ao meu ver é que conquistará uma importnate fatia deste mercado, 20% criando um novo Nicho, até posso fazer uma previsão de que o KC 390 desbancaria o C 130 J em perfís de operação a longo raio, em que velocidade faz-se necessário.
    Para nações pequenas territorialemente, ou clientes que não precisem se deslocar para distâncias grandes o C 130 J continuará sendo uma opção vantajosa.
    Meu sonho era ver a FAB equipada com o trio C 295- KC 390 e o KC pesado, C 17 ou Il 746…
    abraço
    E.M.Pinto

  3. Karlus e Edilson,

    É bom lembrar que, além do Portugal Continental, existe as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
    Estes territórios portugueses dão uma projeção de mar territorial totalmente desproporcional ao território continental português, em que pese estar de acordo com a tradição lusa de se fazer ao mar e seus enormes feitos, inclusive o meu Brasil.
    Estas ilhas são abastecidas por C-295, mas no limite de seu envelope de vôo. Os C-130 atendem, mas o KC-390 poderia fazer a ponte com maior presteza e capacidade de carga paga.
    Há também outra questão.
    Portugal, em que pese pequeno em território e população, faz parte da OTAN e da UE, o que lhe trás compromissos de projeção de forças conjuntas. Ficarão os lusos a “pegar carona” com os futuros A-400 de França e Alemanha?
    Finalmente.
    A África, uma eterna nova fronteira, está tomando outra forma, independente, mas faminta de investimento e parceiros. Porque não aqueles que falam a mesma lígua.
    Romantismo bobo?
    Talvez. Mas gostaria de ver forças tarefas navais conjuntas de Portugal, Brasil e Angola a realizar patrulhas no Oeste do Atlântico Sul… falando português nas festas e datalink nas missões.

    Abç,
    Ivan.

  4. Parab

    Ivan :
    Karlus e Edilson,
    É bom lembrar que, além do Portugal Continental, existe as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
    Estes territórios portugueses dão uma projeção de mar territorial totalmente desproporcional ao território continental português, em que pese estar de acordo com a tradição lusa de se fazer ao mar e seus enormes feitos, inclusive o meu Brasil.
    Estas ilhas são abastecidas por C-295, mas no limite de seu envelope de vôo. Os C-130 atendem, mas o KC-390 poderia fazer a ponte com maior presteza e capacidade de carga paga.
    Há também outra questão.
    Portugal, em que pese pequeno em território e população, faz parte da OTAN e da UE, o que lhe trás compromissos de projeção de forças conjuntas. Ficarão os lusos a “pegar carona” com os futuros A-400 de França e Alemanha?
    Finalmente.
    A África, uma eterna nova fronteira, está tomando outra forma, independente, mas faminta de investimento e parceiros. Porque não aqueles que falam a mesma lígua.
    Romantismo bobo?
    Talvez. Mas gostaria de ver forças tarefas navais conjuntas de Portugal, Brasil e Angola a realizar patrulhas no Oeste do Atlântico Sul… falando português nas festas e datalink nas missões.
    Abç,
    Ivan.

    Parabéns pela visão cooperativa dos países que falam a mesma língua e cujas culturas se influenciaram mutuamente no passado. A língua comum aproxima os povos, estes que nunca se vêem inteiramente como “estrangeiros” (por exemplo nas festas!). Esta matriz fraternal pela sua expressão multi-continental pode ser um caminho interessante para todos também no plano económico, militar e geoestratégico.

  5. Parabéns Ivan, falou de maneira certa.

  6. Ivan, é sem duvida uma boa visão do assunto… existe sem dúvida as regiões dos Açores e a Madeira; a pérola do atlântico, ilha onde eu vivo ;))…, Além dos países lusófonos que estão no continente africano.

  7. Parece mesmo que também ficará a cargo da OGMA, a instalação dos kits de extensão de vida útil nos P-3C Orion da Força Aérea, que incluem substituição das asas externas e da cobertura externa inferior da parte central da asa, novos estabilizadores horizontais e seus bordos de ataque, além de componentes das naceles. Com isso ampliará o tempo de serviço das aeronaves em 15.000 horas de voo.

  8. Meus caros,

    Começa assim o artigo: “EMBRAER anunciou início da construção de fábricas em Évora, onde será construído o futuro ‘KC-390′, para o mês de Novembro.”
    Face a citação acima, entendo que a construção desta fábrica em Évora sem dúvidas se deva a participação e negócios da EMBRAER com a OGMA, o que entendo. Entretanto gostaria de saber como a FAB recebeu esta notícia. Se podemos produzir K-390 no Brasil, porque fazê-lo no exterior? Armamento produzido no exterior soa para mim esquisito! Eu ficaria muitíssimo surpreso se por exemplo o governo norte americano permitisse à BEING a transferência de uma de sua linhas de produção para o Brasil ou qualquer outro país, ou igualmente o governo francês autorizar a Dassault a montar os caças para sua força aérea em outro país que não a França.
    Um fato claro é que o lançamento do K-390 se deveu ao aproveitamento do vazio operacional que o fim do limite de vida útil do C-130 irá trazer; portanto, ação bem articulada pelo pessoal da EMBRAER!
    Esta solução me lembra outro fato sobre o qual aproveito para deitar meu comentário: É sabido que todo produto tem seu ciclo de vida próprio, caracterizado pelo limite das possíveis atualizações que ainda o mantenham efetivo quanto ao resultado de sua operação. Nas aeronaves este ciclo é o limite da utilidade de sua célula, independente de seu ano de fabricação, face aos avanços tecnológicos disponíveis, versus seu possível teatro operacional. Por estas razões é que não entendo o por que da FAB ter optado por ainda “re-potencializar” o P3V-1, que creio eu, já esteja também perto do seu fim de vida operacional. Que horizonte a FAB vislumbra para esta plataforma; mais 30 anos? Não creio. Porque não optou por uma solução, guardado o paralelo, semelhante a do K-390? Ou seja tendo como modelo algo como o P-8 Poseidon. Caso mais incompreensível ainda é o da Armada adquirindo ou pretendendo os S-2 Tracker!!

    Abraços,

    Lopes

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