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Utopia (VIII) – O Sistema prisional‏

In Opinião, Plano Brasil, Segurança Pública on 27/07/2010 by nadubigboss Marcado: ,

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Autor: Big Boss

Plano Brasil

Um dos maiores entraves que o país encontra na busca pelo desenvolvimento e pela melhoria social é quando, vamos a uma penitenciaria  e normalmente encontramos amontoados desumanos de pessoas, onde não cabe nem mais um grão de arroz, não existe higiene ou qualquer coisa semelhante, não existe segurança ou qualquer tipo de autoridade formal.


No Brasil, quando analisamos que tipo de presídios existe, acabamos encontramos um sistema prisional “corretivo”, com o objetivo de adequar os infratores às normas da sociedade, ele não exerce um fator de coerção sobre as pessoas para que estas não infrinjam as normas, nem um fator preventivo, que proteja a sociedade das pessoas perigosas. Este tipo de sistema leva-nos a pensar que o crime compensa, pois matar e roubar leva a no maximo 30 anos de prisão, e se tiver um bom comportamento, o prisioneiro volta para a vida de crimes em menos da metade deste tempo.

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O Brasil já passou da hora de evoluir e produzir um sistema mais justo com relação a sociedade e mais exigente enquanto as normas, estou falando de um sistema misto, baseado no sistema “preventivo” com algumas partes do sistema “corretivo”. Para seguir para este futuro teremos que adotar varias mudança em várias partes do setor, principalmente no modo como são concebidos os presídios, segue agora um plano em tópico:

• Primeiramente, seria necessário adotar três modelos arquitetônicos únicos dos edifícios penitenciários; o primeiro seria o presídio de reabilitação, um local com selas coletivas para em media 15 pessoas com 4 banheiros e 3 chuveiros, este presídio seria cercado por um muro e por uma cerca elétrica, estas pessoas estariam enquadradas no regime de trabalho e serviço público, ou seja, três vezes por semana eles seriam levados para trabalhos de utilidade pública como capinar estradas, tapar buracos, serviços de urbanização, nos outros dias eles estariam no trabalho próprio, ou seja, especializações para a própria vida nas mais diversas áreas, estariam inseridos neste regime, pessoas ligadas há alguns tipos de roubos, ameaças e semelhantes, como corrupção, etc. Regime de no máximo 10 anos de prisão, com direito a indutos após ter cumprido 1\3 da pena e apresentar bom comportamento constante.


• O segundo tipo estariam enquadrado os prisioneiros mais perigosos, condenados por  homicídio, estupro, tráfico de drogas e semelhantes. Seria um presídio de muros duplos com um cerca elétrica mortal entre os muros, em volta do presídio, barras de concreto de 4 metros seriam ficadas sobre o solo com o objetivo de evitar túneis de fuga. O presídio seria em forma de U com a uma única saída reforçada, teria em média 4 andares de celas, cada cela seria para 2 ou 3 pessoas com o tamanho de 3m por 3m com um banheiro e uma pia de concreto, incluindo as camas de concreto com um colchão por cima, com o objetivo de evitar suicídio, neste lugar ficariam pessoas com a pena media de 5 a 40 anos, onde os indutos (natal, dia das mães, etc) seria concedido apos 2\3 da pena cumprida com um bom comportamento constante. Neste local seria proibido qualquer tipo de celular, as visitas íntimas seriam controladas e todas as pessoas teriam que passar por máquinas de raios-X para entrar e para sair.

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• O terceiro tipo seria os presídios de segurança máxima, eles ficariam localizados no interior dos estados, teria o formato de X onde seria devido em 4 partes com controle individual em cada parte, elas seriam dividias, sem ligação com a outra, as selas ficariam todas acima do solo e teriam em media 3 andares, o primeiro seria o refeitório e a segurança, o segundo e o terceiro seria as celas, aqui ficaria os prisioneiros de alta periculosidade, condenados entre 30 anos e 80 anos, ou seja, os líderes de facções criminosas, os homicidas e latrocidas, os assassinos de aluguéis e alguns crimes hediondos, teriam direito a um telefonema por semana, e as visitas íntimas seriam assistidas, as horas de sol seriam limitadas a 3 horas por dia e não teriam direito a nenhum induto ou qualquer benefício pois teria que cumprir toda a pena, após cumprirem a pena eles seriam encaminhados para o primeiro sistema onde ficariam por um período equivalente a 10% de sua pena para a reintegração social.


• Para facilitar e gerar economia para o estado seria usado da ferramenta de privatização para todos os presídios, onde o estado pagaria um valor para cada prisioneiro, o segundo e o terceiro tipo seriam feito por empresas privadas sobre uma intensiva fiscalização do estado, apenas o primeiro tipo seria pertencente ao estado, todo o sistema seria para evitar a superlotação alem de usar da idéia de prevenção. Esta idéia traz o significado de manter a pessoa presa com o objetivo de manter a sociedade segura, não de corrigir a pessoa, a pessoa cumpriria a pena pelo objetivo de manter elas longe da sociedade pelo maior tempo possível.

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Este novo sistema prisional seria com o objetivo de sempre manter a sociedade segura, mantendo os locais prisionais como meios coercitivos, onde a pessoa poderá ficar presa pelo resto da vida, e ela deve ser punida de acordo não com o crime cometido, mais pelo fato de representar um perigo para a sociedade, pois não é capaz de seguir as regras de convívio imposta. Além de uma maior repressão ao crime.

NOTA DO BLOG: Os artigos escritos pelo autor  Big Boss não necessariamente refletem a opinião do Blog PLANO BRASIL,  são textos de autoria e responsabilidades do autor.

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7 Respostas to “Utopia (VIII) – O Sistema prisional‏”

  1. He he.
    É brincadeira o que se escreve por aí.
    Como policial e conhecedor da realidade digo o seguinte.
    Visita “intima” significa sexo. E vagabundo não tem direito a isso (pelo menos não deveria), se ele quiser q procure seu coleguinha de cela.
    Reabilitação, isso é papo de sociologo. Existem dois tipos de preso, aquele que se arrepende e não torna a delinquir (absoluta minoria). E o incorrigivel (grande maioria), esse não importa a estrutura da cadeia, se tem escola, oficina, biblioteca, computador, nada disso importa, ele é vagabundo e quer sair para fazer tudo igual ou pior.
    Presídio tem q ser um lugar infernal mesmo, estrutura mesmo, só para os agentes.
    Vagabundo quando entra em presídio tem que tremer, de preferência ficar lá muitos anos, sem aquelas baboseiras de remissão, saída temporária, liberdade condicional, regime semi-aberto ou aberto. Vagabundo tem q cumprir a pena integralmente.
    Sei lá, ao ler coisas deste tipo percebo que quem toma as decisões ou dão opinião acerca desse tema, nada sabem do assunto. Deveriam perguntar para policiais e agentes, pois eles tem conhecimento de causa. E não sociologos, reporteres, políticos, juízes e promotores de merda.
    Desculpa pessoal, é só um desabafo de quem percebe que situação ta cada vez pior!

  2. Não sei, acho que em termos do crime compensar ou não temos dois fatores diferentes. E o primeiro fator não é o sistema prisional, mas o sistema legal que oferece altas chances de um criminoso que possa pagar advogado fique livre, quem tem dinheiro portanto. Para esses, convenhamos o risco é baixo. E nesse eu concordo que a proteção do indivíduo está sendo feita em detrimendo da proteção da sociedade. A coerção essencialmente deveria começar na chance de ser preso.

    Criminosos fazem um cálculo de risco x benefício, se o risco de ser preso é baixo, para quem tem pouco a perder ou é muito confiante o crime compensa.

    Para os infelizes que caem na cadeia aí sim a questão passa para o sistema prisional. O atual sistema que também devia proteger a sociedade e corrigir criminosos nesse ponto funciona apenas como punição, quase como vingança social.

    Mas é uma discussão importante, a idéia de privatização de cadeias, pelo menos para os criminosos de baixo risco pode ser uma solução interessante, inclusive sou totalmente a favor que detentos devam trabalhar. Tanto para tornar o sistema mais sustentável, como também porque a grande maioria das medidas corretivas passam por trabalho, acho eu.

  3. Caro Paulo. Você não é o primeira pessoa ligada a esta areá que me fala exatamente a mesma coisa, estou finalizando “Utopia para o Brasil 9- quando os Policiais dizem” que é uma pesquisa feita com vários policiais de vários cargos com o objetivo de trazer a opinião deles.

    Mais de qualquer forma o artigo é valido, pois foi baseado em pesquisas originais. Porem o seu comentaria é valido e muito importante para artigos futuros. se quiser colaborar com o próximo artigo, envie um e-mail para o e-mail do blog com a sua opinião sobre, armamento, segurança, veículos, delegacias, sistema e outra coisa que ache importante.

    Grande abraço Big Boss.

  4. Se o crime ñ fosse saída boa, o n políticos paravam de nos espóliar, qtos estão presos ?As n prisões estão cheias de ladrões de galinhas, no bom sentido ; enquanto tivermos essa grande massa de desempregados, com esse sálario estúpidamente mínimo, onde tem + meses q dinheiro, sei ñ ?e bom fazer + prisões…a corrupção e a tônica, vide o caso da atriz Global q teve seu filho morto..Se matar uma cara na “comunidade” , o caso fica insolúvel, …pq?A disparidade socioeconômica de poder e gritante nessa país, quem tem , td pode , quem nada tem …e nada, nada é. Somos culpados, elegemos representantes q nada tem a ver com “NÓS” , os miseráveis…qdo apresendrmps , talvez mudemos essa realidade nogenta, dolorida, q ceifa a vida de nossos filhos, por sermos pobres , esquecidos, e eufemisticamente “pardos”…pode-se matar.

  5. Que la dentro estão injustiçados e inocentes em minoria todo mundo concorda.Mas a grande maioria que la esta fez por merecer esta la e merece castigo e não regalias.Abram as celas e leve-os para suas casas.Que o sistema é antiquado e que estamos longe de encontrar-mos a perfeição na recuperação social infelizmente é realidade.O que sempre esta na dianteira!A doença ou a medicina?O crime ou a lei?Quando se descobre o remedio o virus se adequa e é necessario uma dosagem mais forte somente para aliviar o que não se consegue curar.Quando surge a nova pratica de crime mirabolamos leis a conte-los mas o mesmo se adequa e trangride.Nova York era a cidade coma maior criminalidade do mundo e deixou de ser quando implantaram o “TOLERANCIA ZERO”.Identificar recuperaveis e neles investir sociologicamente e psicologicamente.Mas punir com severidade ao irrecuperavel e aos ediondos para que tenham exemplo e que sejam exemplos.

  6. O maior jornal Colombiano noticiou na época::” PRESO EL CAPO DE LOS CAPOS” ou seja,preso o chefe dos chefes,referindo-se a Fernandinho Beira-Mar.Quem ja subiu um morro carioca pra desentocar narco-guerrilheiros urbanos sabe a dificuldade do combate.Defronta-se com um individuo bem armado,conhecedor do terreno e que conta com a simpatia de boa parte da comunidade avessa a sociedade e ao sistema.Quando nos manifestamos é sempre em apontar corruptos e operações mal sucedidas.Em clinicas tem muitos Policiais alcoolotras,dependentes quimicos e com disturbios psiquicos.Sem falar no nivel crescente de suicidios e a baixa remuneração.Eles fazem o que não temos disposição pra fazer.Limpam a imundicie de nossa sociedade.Precisam ser compreendidos e incentivados.Acima de tudo o amor a Policia,a lei e suas formações e principios de legalidade é o pensamento da maioria da classe.Acordem.O perigo não é so externo ou o interno nas divissões de etnias.O perigo maior esta na guerrilha urbana que se enraiza na parte podre do sistema e que associado aos demais problemas,podem nos levar a uma guerra civil.

  7. A questão prisional no Brasil é, de certa forma, de extrema delicadeza.
    Apenas dizer o que pensa não basta. Meu amigo, espero que você já tenha entrado dentro de presídio, pois presídio em X, de mais de UM andar, isso é UTOPIA, já existe e não funcionam como o esperado. Penitenciária, quanto menos presos melhor.
    O sistema de progressão de pena é lindo, no papel. Na prática funciona, mas causa um “engarrafamento” no sistema judiciário. Muitos presos, muitos benefícios e pouquíssimos juízes.
    A lei brasileira diz que o preso é obrigado a trabalhar (Lei de execução Penal), mas não existe amparo material e nem pessoal para executar a tarefa. O Estado de São Paulo tem mais de 140 mil presos. Seria lindo todos trabalhando.
    Um conselho… No Brasil bandido quer ser bandido e nada mais. Malandro, sempre será malandro.

    Sou Agente Penitenciário no Estado de SP, sei do que estou falando, pois estudo isso e trabalho com isso. Converso com bandido, lido com eles.
    Pra não falar que é opinião de Agente, também sou jornalista, já escrevi matérias sobre isso e ouvi todas as partes.

    Tenho minha opinião. Pena de morte no Brasil: Não é possível. Nosso problema é cultural e presídio é castigo, não escolhinha para recuperação, o que tem lá dentro já estragou, não fica verde novamente.

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