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Brasil está na moda, diz estudo da ‘Economist’

In Geopolítica, Outras on 28/07/2010 by Lucasu Marcado: ,

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A Economist Intelligence Unit (EIU), centro de pesquisas da reputada revista britânica homônima, divulgou ontem estudo inédito sobre o Brasil, patrocinado pelo HSBC, afirmando que o País “está na moda” e no caminho para um crescimento sustentado da economia acima de 5% ao ano.

Na onda do otimismo em relação ao País, a revista cita a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada em 2016 e prevê crescimento de 7,8% para 2010, acima dos 7,3% projetados pelo Banco Central.

A pesquisa, no entanto, feita com 535 executivos de grandes empresas e de diferentes países, diz que o País só conseguirá manter o nível elevado de crescimento no longo prazo caso vença quatro desafios básicos. Além de investimentos em infraestrutura e educação, gargalos bastante debatidos internamente, a Economist também aponta a inovação e o reconhecimento internacional como cruciais no processo.

“A pesquisa confirma carências muito conhecidas no Brasil e muito claras aos olhos dos que podem ajudar a investir mais”, diz o economista-chefe do HSBC no Brasil, André Loes. “Os desafios na educação são óbvios, e na infraestrutura nem se fala. Mas me chamou a atenção os desafios em inovação e imagem de marca.”

De acordo com o relatório de 27 páginas intitulado “Como investidores veem o Brasil e como o Brasil vê o mundo”, 84% dos entrevistados afirmaram que marcas brasileiras não são muito reconhecidas ou muito consideradas em outros países. Apenas 3% dos entrevistados americanos acreditam que as marcas brasileiras são altamente reconhecidas e consideradas.

Apesar dos avanços nas chamadas “tecnologias verdes”, o investimento em inovação é apontado como relativamente baixo e insuficiente. E mesmo os pequenos investimentos de hoje poderiam produzir resultados significativamente melhores, segundo o estudo. “Os brasileiros são vistos como muito bons em relação à sua capacidade de adaptar experiências internacionais, mas como profissionais que pouco produzem inovação”, diz Loes.

Cerca de 57% dos entrevistados brasileiros não têm um programa de pesquisa e desenvolvimento ou sequer planos para criar um em breve no País. Enquanto isso, 49% dos entrevistados descreve como “muito boa” ou “excelente” a capacidade dos negócios baseados no Brasil de se integrarem com as últimas tecnologias internacionais.

O gargalo em infraestrutura – com destaque para portos, estradas, ferrovias e aeroportos – aparece como o primeiro item da lista de desafios aos investidores, segundo a EIU. Quase metade dos entrevistados (49%) reclama de “padrões de baixa qualidade ou custos elevados de infraestrutura”.

O tom geral do estudo, no entanto, é de otimismo. Os analistas da Economist listam o que consideram ser conquistas importantes, como privatizações bem-sucedidas, uma moeda estável desde 1994, um aumento da demanda global pelas abundantes reservas de commodities e a significativa expansão de comércio com a China, que aumentou mais de 50% desde 2007.

“O Brasil está na moda. Sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 parecem ser um arremate final para as importantes mudanças econômicas testemunhadas nas últimas duas décadas”, diz o texto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Notimp

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10 Respostas to “Brasil está na moda, diz estudo da ‘Economist’”

  1. Que bom que apenas 3% dos executivos americanos acham as marcas brasileiras competitivas,pois assim empresas como a JBS FRIBOI pode continuar comprando empresas nos E.U.A,a Seara tb,fornecendo Hamburgers para o MacDonald.daqui a alguns anos se Deus quisar,corre o risco das empresas brasileiras estarem monopilizando o Arroz e feijão dos americanos que são os Hamburgers.

    JBS FRIBOI,comprou a SIWFF
    Seara comprou a americana Keystone Foods

  2. A Marfrig Alimentos(Seara) informou ontem (14) que firmou acordo de compra com a Lindsay Goldberg, pelo qual irá adquirir 100% das ações emitidas da Keystone Foods, por US$ 1,26 bilhão.

    A empresa a ser adquirida tem atuação global na área de desenvolvimento, produção, comercialização e distribuição de alimentos à base de carnes de aves, peixes, suínas e bovinas, especializada no canal “food services”.

    Segundo o comunicado da companhia, esta aquisição eleva a Marfrig a uma posição de destaque como fornecedor de toda a cadeia internacional do McDonald’s, Campbell’s, Subway, ConAgra, Yum Brands e Chipotle.

    Para financiar essa aquisição e ao mesmo tempo manter a flexibilidade em seu balanço, a Marfrig explica que emitirá R$ 2,5 bilhões (aproximadamente US$ 1,3 bilhões) através de uma subscrição privada de debêntures mandatoriamente conversíveis com prazo de cinco anos, com direito de preferência para os atuais acionistas, com preço de conversão de R$ 21,50.

    De acordo com a empresa, o preço de conversão poderá ser ajustado para o preço de mercado, caso o preço de conversão como calculado acima seja superior ao de mercado na época da conversão, com valor mínimo em R$ 24,50.

    A Keystone Foods, com sede em West Conshohocken, Pensilvânia (Estados Unidos), atende a mais de 28.000 restaurantes em 13 países incluindo: EUA, Europa (França e Reino Unido), Ásia (China, Tailândia, Malásia e Coréia do Sul), Austrália, Nova Zelândia e Oriente Médio (Emirados Árabes, Kuwait, Bahrain, Qatar e Oman).

    Em 2009 a empresa atuou com 12.900 colaboradores em 54 unidades e teve uma receita líquida de US$6,4 bilhões em seus negócios de alimentos e de distribuição.

    “A conclusão do negócio está sujeita às condições usuais aplicáveis a transações similares, incluindo a aprovação das autoridades reguladoras da livre concorrência”, aponta o documento.

    Brasil Econômico
    http://www.brasileconomico.com.br/noticias/marfrig-adquire-keystone-foods-por-us-126-bilhao_84815.html

  3. Os british estão errados, “NADA MUDOU”, como falam os oposicionistas fantasiados de gripeiros.rsrs
    O Brasil segue sendo a república das bananas como colocam alguns que moram nos States. kkkkk

  4. Olha só, a mesma revista estrangeira que elogia a gente não apenas acha que privatização não é do demônio e que até fez algum bem para o país. Isso vai torcer o nariz de alguns.

  5. Renato :
    Olha só, a mesma revista estrangeira que elogia a gente não apenas acha que privatização não é do demônio e que até fez algum bem para o país. Isso vai torcer o nariz de alguns.

    Feliz de quem comprou né!
    Devemos privatizar a PETR?

    Privatiza-se algo quem não tem competencia para gerenciar o negócio…

  6. No final da história tudo é amarrado ao grande problema de déficit educacional.

  7. eu desconfio mt desse “olhar” q esses caras no lançam, sempre tem 8 intenções nos mesmo, q nos esqueçam , estamos bem melhor sem os mesmos, até podemos ensinar a eles, como ter uma econômia saúdavel…vá de retro satanás.

  8. Diz o ditado popular: “Vai devagar que o Santo é de barro”, “tenha cuidado daqueles que te bajulam”, por isso, prefiro o fortalecimento do mercado nacional, não existe melhor produto de venda que conhecimento, por isso, vamos investir seriamente na educação de nossos filhos: química, física, matemática, etc. Aí sim teremos uma grande Nação.

  9. A evidencia causa a curiosidade.A mesma traz o encanto.O mesmo traz a vontade de ter.Esta lhes levam a tentar te convencer a partilhar com eles.E se não conseguem te convencer tentam te enganar.Se não conseguirem te enganar intentam tirar o que é teu de uma forma legal.E se nem assim conseguirem abra teus olhos pois vem te devorar.

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