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Jobim se diz contra ingerência de fora no programa nuclear brasileiro

In Defesa, Energia, Geopolítica, Opinião on 28/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: , , ,

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Sugestão: Gérsio Mutti

Iberê Thenório Do G1, em Natal

Ministro da Defesa também cobrou satélite para defesa da Amazônia.
Ele participou da reunião da SBPC, que ocorre em Natal.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, classificou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) como “assimétrico”, se referindo ao tratamento diferenciado dado às potências nucleares no documento. A declaração foi feita nesta terça-feira (27) durante palestra na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre nesta semana em Natal.

Segundo ele, o acordo atrapalhou o desenvolvimento de tecnologias nucleares pacíficas em países que não tinham bomba atômica na época da assinatura do documento.

“Nós tivemos um aumento dos armamentos nucleares e uma não-capacitação dos países necessária para o desenvolvimento da tecnologia nuclear para energia, propulsão nuclear de submarinos, agricultura e saúde”, afirmou o ministro

obim voltou a afirmar que é contra a assinatura do protocolo adicional do TNP, que estabelece mais poder de fiscalização à ONU para a visita de instalações do país. “O Ministério da Defesa se opõe a assinatura do protocolo adicional, pois ele significa ingerências externas”, afirmou.

O TNP entrou em vigor em 1970 para evitar uma possível guerra nuclear, e proíbe países que não tinham bombas atômicas na época a desenvolvê-las. O Brasil é signatário desde setembro de 1998.

Satélites brasileiros
Durante sua palestra, o ministro defendeu desenvolvimento de satélites brasileiros para o monitoramento das fronteiras da Amazônia e da faixa litorânea brasileira – chamada pelos militares de “Amazônia Azul”.

Satélites de defesaIlustração exibida por Nelson Jobim na SBPC mostra os locais em que o Brasil precisa de monitoramento de satélites de defesa: à esquerda, em amarelo, as fronteiras da Amazônia; em azul, à direita, as águas brasileiras. (Foto: Ministério da Defesa/Divulgação)

“[O desenvolvimento de satélites] não é coisa de apenas uma geração, e nós não estamos trabalhando”, afirmou o ministro em palestra durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre nesta semana em Natal.

Atualmente, o Brasil tem apenas dois tipos de satélite em órbita, operados por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Um deles, em parceria com a China, leva câmeras para fotografar a superfície do planeta. O outro captura informações ambientais, como quantidade de chuvas e regime dos rios.

Conheça a estrutura do Programa Espacial Brasileiro

Segundo o ministro, uma das necessidades mais fortes da defesa é ter um satélite geoestacionário (que se mantém sempre na mesma posição em relação ao planeta) para fazer o controle do espaço aereo.

Em sua conferência, Jobim também se disse favorável a aumentar as pesquisas brasileiras na Antártida. Segundo ele, o país não tem pretensões de obter direito a trechos do território antártico – ao contrário dos vizinhos Chile e Argentina –, e a presença de pequisadores reforçaria a ideia de usar o continente apenas para fins científicos.

Fonte: G1

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10 Respostas to “Jobim se diz contra ingerência de fora no programa nuclear brasileiro”

  1. Eh isso mesmo, temos que ter uma politica espacial de pes no chao, vamos cuidar primeiro do nosso chao, aguas maritimas e espaco aereo imediato, se fizermos isso bem feito, ja estah de muito bom tamanho e a “sociedade” fica feliz. Realmente, nao ha coisa melhor do que a noite olhar para um ceu limpo, isento de poluicao e contemplarmos a beleza do universo com suas incontaveis estrelas. Tambem nao ha coisa melhor do que curtir uma bela praia num mar livre de poluicao, cheio de peixes e outros animais marinhos e com abundancia de petroleo no pre-sal, sob total controle da NACAO brasileira. Tudo isso pode ser nosso, se tivermos como defende-lo, para termos a NACAO brasileira, com controle total sobre essa patria. Rica patria brasileira essa nao, vamos ficar com ela para nos???? Se quisermos toda essa riquesa para nos, certamente temos que ser solidario com o pensamento do NJ, e nao assinarmos o protocolo adicional do TNPN. Mas nao podemos ficar soh nisso, temos que ter alguns artefatos nucleares, bem como meios de lanca-los o mais rapido possivel!!! Nao podemos perder mais tempo chega de cair na labia e aceitar o pensamento dos covardes entreguistas que querem renunciar a defesa da nacao!
    Sds.

  2. Temos que nos comunicar, especialmente com a tropa e orientar com clareza a opinião pública. Devemos começar sendo bem planejados, apoiando e nivelando com clareza tanto os da caserna como a sociedade. Manter bem forte e estruturado a inteligência, apontando o norte (digo, a direção cardeal) para todos. Promover a sinergia em todos os planejamentos, e identificas as entropias do sistema. Mitigar as perdas e estimular seus membros de forma ordenada e ativa.
    Temos algo no Brasil que nenhum outro tem, abundância e potencial para tudo, e a palavra chave é ARTICULAÇÃO E DISSUASÃO. Logo, não presisamos ir além mar para projetar força, nosso alvo está sob nosso nariz…

  3. É bom q essa noção de ingerência permaneça no MD, e q nenhum lesa-pátria assine o protocolo adicional…e nos escravizar p td o sempre.E permitir sermos chantageados, assim como os ingleses estão fazendo com os argentinos…

  4. É de olho no padre e outro na missa é isso ai.

  5. Brasil jamais devera assinar o protocolo adicional do TNP. Ja nos amarraram as maos com o primeiro e o Brasil deveria dizer aos poderes santificados a enfiar o adicional onde o sol nao brilha.
    Research and Development pelo amor de Deus e o que pode salvar uma nacao.E bo comecar desde agora com alguns programas militares tipo “Skunk Works”. Que se dane o que os outros pensam

  6. NELSOM JOBIM É UM BOM MINISTRO DA DEFESA, EM POUCO TEMPO CONSEGUIU SE ENTROSAR E CAPTAR TODAS AS NESSECIDADES DAS FORÇAS ARMADAS TRAÇANDO ÓTIMOS PLANOS PARA O FUTURO APESAR DE SER UM CIVIL, OS MINISTROS CIVIS ANTERIORES FICARAM COMPLETAMENTE PERDIDOS, TOMARA QUE JOBIM CONTINUE POR MUITO TEMPO, O QUE EU ACHO DIFÍCIL, E QUE TAMBÉM POSSAMOS TER A DIRSUASÃO NUCLEAR PARA QUE EM UM FUTURO NÃO MUITO LONGINQUO NÃO SEJAMOS ATACADOS POR CAUSA DE NOSSAS RIQUEZAS.

  7. Concordo com os amigos, temos que pedir a Deus para que Jobim continue nesse “pique” para que consigamos construir uma boa defesa para o País.

  8. helioc2000 :
    Temos que nos comunicar, especialmente com a tropa e orientar com clareza a opinião pública. Devemos começar sendo bem planejados, apoiando e nivelando com clareza tanto os da caserna como a sociedade. Manter bem forte e estruturado a inteligência, apontando o norte (digo, a direção cardeal) para todos. Promover a sinergia em todos os planejamentos, e identificas as entropias do sistema. Mitigar as perdas e estimular seus membros de forma ordenada e ativa.
    Temos algo no Brasil que nenhum outro tem, abundância e potencial para tudo, e a palavra chave é ARTICULAÇÃO E DISSUASÃO. Logo, não presisamos ir além mar para projetar força, nosso alvo está sob nosso nariz…

    MUITO BOM PARABENS

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