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Pentágono enfrenta nova pressão para cortar orçamento

In Defesa, Geopolítica on 28/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

https://i2.wp.com/www.jayseverin.org/Quickstart/ImageLib/pentagon_money.jpgThe New York Times

Déficit orçamentário dos EUA e retirada de tropas no Iraque e no Afeganistão dão força à proposta de cortes nos gastos militares.

Depois de quase uma década de rápidos aumentos nos gastos militares, o Pentágono está enfrentando a intensificação de pressões políticas e econômicas para que faça cortes em seu orçamento, criando o primeiro debate sério desde os ataques terroristas de 2001 sobre o tamanho e o custo das forças armadas.

Legisladores, oficiais do governo e analistas independentes disseram que a combinação de grandes déficits orçamentários, o encerramento da guerra no Iraque e a promessa do presidente Barack Obama de começar a retirar as tropas do Afeganistão no próximo ano, estão levando o Congresso a contemplar reduções nos pedidos de financiamento do Pentágono.

O secretário da Defesa, Robert M. Gates, tentou conter as exigências de cortes no orçamento mostrando ao Congresso e à Casa Branca que ele pode conseguir mais eficiência da burocracia e dos programas de armas do Pentágono e usar as economias para manter as forças de combate.

Mas o aumento da pressão já está aparecendo em esforços dos democratas no Congresso que se movem mais rapidamente do que oficiais do Pentágono esperavam para solicitar cortes no orçamento proposto pelo governo para o próximo ano.

Além disso, com a crescente preocupação sobre a dívida do governo de US$ 13 trilhões, uma comissão bipartidária de redução do déficit alerta que os cortes nos gastos militares poderiam ser necessários a longo prazo para ajudar a nação a sair de seu buraco financeiro.

Gates pede que o orçamento do Pentágono mantenha o crescimento a longo prazo em 1% ao ano após a inflação, acrescido do custo da guerra.

Este valor teve uma taxa de crescimento média de 7% ao ano ao longo da última década (cerca de 12% ao ano, sem ajuste da inflação), incluindo os custos das guerras.

Até agora, Obama pediu ao Congresso que aumente a despesa total para o próximo ano em 2,2%, chegando a US$ 708 bilhões – 6,1% superior ao seu auge sob o governo Bush.

Gates argumenta que se o orçamento do Pentágono puder continuar a crescer 1% ao ano, ele será capaz de encontrar 2% ou 3% em economias feitas na burocracia do departamento para reinvestir nos militares – e que será dinheiro suficiente para satisfazer as necessidades da segurança nacional.

Mesmo conforme tenta evitar cortes mais profundos, Gates está tentando acabar com os programas de armas que considera desnecessários para os militares e enfrentando objeções de membros do Congresso que querem proteger empregos.

O andamento da guerra no Afeganistão, sem dúvida, têm um impacto sobre o debate, como pode acontecer com o resultado das eleições deste ano e, finalmente, a disputa presidencial de 2012.

Mas tanto a Câmara quanto o Senado estão agindo para instaurar cortes no orçamento do Pentágono para o ano fiscal que começa no dia 1º de outubro.

Os democratas no Comitê de Apropriações do Senado votaram na semana passada para cortar US$ 8 bilhões do pedido do Pentágono para um aumento de US$ 18 bilhões em suas operações básicas.

Dois terços dos gastos do Pentágono são despesas com pessoal.

É possível que o Pentágono tenha que considerar pela primeira vez cortes nos benefícios de saúde prestados aos militares ativos e inativos e suas famílias.

Por Thom Shanker e Christopher Drew

Fonte: Último Segundo

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4 Respostas to “Pentágono enfrenta nova pressão para cortar orçamento”

  1. “cortes nos benefícios de saúde prestados aos militares ativos e inativos e suas famílias”

    Enquanto empenham bilhões para matar insurgentes no Iraque e Afeganistão; enquanto empenham bilhões em projetos secretos e no desenvolvimento de tecnologia militar de última geração; enquanto empenham centenas de bilhões em uma folha de pagamento inchada, com mais de 1,4 mihões de soldados… Se esquecem de cuidar se seus militares na ativa e na reserva e suas famílias… Como a reforma do sistema de saúde dos EUA foi aprovada recentemente, só conseguirão implantar um sistema de saúde realmente universal daqui há algumas décadas, o que levanta a questão:

    Como poderão aposentados, pensionistas e militares da reserva custear coisas que, hoje, custam o olho da cara nesse país, como simples cirurgias.

    Assistam ao documentário “Sicko”, de Michael Moore, e vejam do que estou falando…

    Sicko – português – 1/13:

  2. Quando o globalismo chega ao fim…

    O ano da dissolução da América

    por Paul Craig Roberts [*]
    Foi em 2017. Os clãs governavam a América.

    Os primeiros clãs organizaram-se em torno de forças da polícia local. A guerra ao crime dos conservadores durante o fim do século XX e a guerra ao terror de Bush/Obama durante a primeira década do século XXI deram como resultado a polícia tornar-se militarizado e inimputável.

    Quando a sociedade se decompõe, as polícias tornam-se os senhores da guerra. A polícia do estado separou-se e os seus oficiais foram incluídos nas forças locais das suas comunidades. As tribos recém formadas expandiram-se para incorporar parentes e amigos da polícia.

    O dólar como divisa de reserva mundial entrou em colapso em 2012 quando o agravamento da depressão económica deixou claro para os credores de Washington que o défice do orçamento federal era demasiado grande para ser financiado, a não ser pela impressão de dinheiro.

    Com a morte do dólar, os preços das importações dispararam. Como os americanos eram incapazes de aceder a bens fabricados no estrangeiro, as corporações transnacionais que estavam a produzir lá fora para mercados nos EUA entraram em bancarrota, corroendo mais uma vez a base de receitas do governo.

    O governo foi forçado a imprimir dinheiro a fim de pagar as suas contas, provocando a ascensão rápida dos preços internos. Confrontada com hiper-inflação, Washington adoptou o recurso de terminar a Segurança Social e o Medicare e a seguir confiscou os remanescentes das pensões privadas. Isto proporcionou um ano de alívio, mas sem mais recursos para confiscar, a criação de dinheiro e a hiper-inflação recomeçaram.

    A distribuição organizada de alimentos rompeu-se quando o governo combateu a hiper-inflação com preços fixados e a ordem de que todas as compras e vendas tinham de ser na divisa de papel dos EUA. Relutantes em comerciar bens valiosos por papel depreciado, os bens desapareceram das lojas.

    Washington respondeu tal como Lenine o havia feito durante o período do “comunismo de guerra” da história soviética. O governo enviou tropas para confiscar mercadorias para distribuição em espécie à população. Isto foi um expediente temporário até que os stocks existentes fossem esgotados, pois a produção futura foi desencorajada. Grande parte dos stocks confiscados tornou-se propriedade das tropas que apreenderam os bens.

    As mercadorias reapareceram em mercados sob a protecção de senhores da guerra locais. As transacções eram efectuadas em escambo (barter) e em ouro, prata e moedas de cobre.

    Outros clãs organizaram-se em torno de famílias e indivíduos que possuíam stocks de alimentos, barras de ouro, armas e munições. Formaram-se alianças incómodas para equilibrar diferenças nas forças dos clãs. As traições rapidamente fizeram da lealdade um traço necessário para a sobrevivência.

    A produção em grande escala de alimentos e outros bens veio abaixo quando milícias locais tributaram a distribuição dos bens transportados através dos seus territórios locais. Washington apropriou-se da produção interna de petróleo e das refinarias, mas grande parte da gasolina do governo era paga em espécie para poder passar em segurança através dos territórios dos clãs.

    A maior parte das tropas nas bases de Washington no estrangeiro foram abandonadas. Quando os seus stocks de recursos ficaram esgotados, os soldados abandonados foram forçados a alianças com aqueles com quem tinham estado a combater.

    Washington descobria que era cada vez mais difícil manter-se a si própria. Como perdia o controle sobre o país, Washington era menos capaz de assegurar abastecimento vindo do estrangeiro como tributo daqueles a quem ameaçava com ataque nuclear. Gradualmente outras potências nucleares perceberam que o único alvo na América era Washington. Os mais astutos anteviram acontecimentos fatais e afastaram-se para longe da antiga cidade capital.

    Quando Roma começou o seu império, a sua divisa consistia em ouro e prata cunhadas. Roma era bem organizada com instituições eficientes e a capacidade para abastecer tropas no campo de modo a que as campanhas pudessem continuar indefinidamente, um monopólio naquele mundo do tempo de Roma.

    Quando o orgulho arrogante remeteu a América para a busca de império além-mares, a aventura coincidiu com a deslocalização da manufactura, da indústria e dos empregos de serviços profissionais da América e da correspondente erosão da base fiscal do governo, com o advento de défices orçamentais e comerciais maciços, com a erosão do valor da divisa de papel fiduciário e com a dependência da América de credores estrangeiros e de governantes fantoches.

    O Império Romano perdurou por séculos. O Americano entrou em colapso da noite para o dia.

    A corrupção de Roma tornou-se a força dos seus inimigos e o Império Ocidental foi invadido.

    O colapso da América verificou-se quando o governo cessou de representar o povo e tornou-se o instrumento de uma oligarquia privada. As decisões eram tomadas em busca de lucros a curto prazo para poucos e com despesas de passivos não administráveis para muitos.

    Esmagado pelos passivos, o governo entrou em colapso.

    O globalismo havia chegado ao fim. A vida foi reformada numa base local.
    26/Julho/2010

    [*] Foi editor do Wall Street Journal e secretário assistente do Tesouro dos EUA. O seu último livro pode ser encomendado através deste link: How the Economy Was Lost . PaulCraigRoberts@yahoo.com

    O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/roberts07262010.html
    In: Resistir.info

  3. Estão falindo economicamente o pais deles.São tão enlouquecidos com seus interesses que passam por cima de si proprios…Quem é o verdadeiro Anti-Cristo ? ? ?

  4. Que acumulem + deficits de trilhões de dólares nas guerras dos seus vietnans:Irak e Afeganistão….cortes profundos em sua FAs…mt bom, assim q morre uma potência.

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