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Após cortes, UE cogita nova política de defesa

In Conflitos, Defesa, Geopolítica on 29/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

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Sugetsão: Justin Case

Autor(es): Dave Graham, Reuters, de Berlim

Valor Econômico – 29/07/2010

Os grandes cortes de gastos militares na Alemanha, no Reino Unido e na França podem encorajar a Europa a adotar uma política comum de defesa, para otimizar o uso de recursos e eliminar investimentos duplos numa mesma área.

A Alemanha, que se tornou nos últimos anos cada vez mais ativa em missões militares internacionais, deve diminuir seu Exército em 40% para ajudar a arrumar suas finanças. França e Reino Unido, que têm as maiores Forças Armadas da Europa, também estão passando por cortes.

“Considerações orçamentárias e de segurança deverão servir para aumentar a pressão para que tenhamos uma política conjunta de defesa”, disse Elke Hoff, a porta-voz para assuntos de defesa dos liberais (FDP, na sigla em alemão), partido que faz parte da coalizão da premiê Angela Merkel. “A estabilidade financeira está se tornando uma questão-chave de segurança no mundo globalizado”, afirmou.

O ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, e o ministro francês, Hervé Morin, disseram na semana passada que iriam montar um grupo de trabalho informal para estudar medidas de eficiência conjuntas.

Os dois aliados decidiram “procurar juntos quais os recursos poderiam ser complementares ou compartilhados para trazer ganhos de eficiência e economia de escala”, disse Morin.

O ministro da Defesa britânico, Liam Fox, disse ser necessário cooperação bilateral em defesa, “particularmente com países que têm os mesmo interesses que nós e estão preparados tanto para pagar quanto para lutar, como a França”.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, argumenta que os Estados-membros da aliança militar precisam combinar melhor seus recursos.

Mas analistas dizem que isso pode demorar para se materializar.

Nick Witney, ex-diretor da Agência de Defesa Europeia e atualmente pesquisador do think-tank Council on Foreign Relations, disse que os governos inicialmente devem evitar qualquer tipo de compromisso internacional. “Espero que, quando a poeira do colapso financeiro baixar, as pessoas vão dizer: ‘Vai sobrar muito pouca capacidade de defesa se continuarmos a duplicar tudo em bases nacionais’. Assim, a lógica de combinar os recursos vai, espero eu, prevalecer”, disse ele.

No Reino Unido, analistas veem espaço para cooperação com a França, por exemplo, nos caças. Alguns afirmam que o Reino Unido poderia economizar se comprasse os caças franceses Rafale, construídos pela Dassault, talvez como parte de um acordo em que os britânicos construiriam os aviões de reabastecimento no ar.

Na Alemanha, onde os cortes devem ser mais profundos, espera-se que o serviço militar compulsório seja revisto. O Exército, que atualmente tem cerca de 250 mil soldados, deve passar para algo em torno de 150 mil. Hoje em dia a Alemanha tem cerca de 7 mil tropas estacionadas no exterior – é o terceiro maior contingente internacional no Afeganistão.

Fonte Valor via Ministério do Planejamento

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11 Respostas to “Após cortes, UE cogita nova política de defesa”

  1. A Europa está hiper armada e tem muita gordura para cortar;
    .
    Somente no setor força aérea, fazendo um comparativo entre 15 países da Europa e os 12 da Unasul:
    .
    15 países da Europa:
    .
    Portugal; Espanha ; Italia; Alemanha; Holanda; Noruega; Suecia; Suiça; França; Inglaterra; Austria; Belgica; Finlandia; Dinamarca; Grécia.

    Área total = 3.605.190 km² (3 milhões…)
    Pop. total = 393.905.188 (393 milhões…)
    .
    Número de caças de combate/interceptação e caças bombardeiros destes países:
    .
    Total = 2.242 – (caças bombardeiros e de combate/interceptação).

    ————————

    12 países da Unasul:
    .
    Brasil; Paraguai; Uruguai; Argentina; Chile; Bolivia; Peru; Equador; Colômbia; Venezuela; Guiana; Suriname.
    .
    Área total = 17.709.512 km² (17 milhões…)
    .
    Pop. total = 383.874.837 (383 milhões…)
    .
    Número de caças de combate/interceptação e caças bombardeiros destes países:
    .
    Total UNASUL = 355
    .
    (DADOS BASEADOS EM PESQUISAS NA INTERNET, PODEM CONTER ERROS, NÚMEROS APROXIMADOS…)
    ……………………………………………

    Quanto as diferenças em tecnologia, armamentos. logística, etc…sem comentários.

  2. Wi , o comparativo e favorável a UE,ele podem cortar td os gastos em seus equipamento militares…nós, em especial o BRASIL,ñ pode é tem q se reequipar com a máxima urgência…temos ianks em apiay + VI Frota em “mare nostrum”…estamos quase q sitiados…

  3. É Argus,

    a idéia é esta, os “obesos” europeus (obesidade militar) tem que emagrecer, enquanto os esquálidos latinos, tem que ganhar “peso” ( músculo militar, não gordura…)

  4. Só que este músculo militar tem que ser formado da forma correta, sem anabolizantes, de efeitos rápidos no curto prazo, más desastrosos no longo.

    Este “músculo” tem que ter um esqueleto forte como estrutura de base e orgão internos saudáveis para nutrir esta “musculatura”, quer dizer, tem que ser parte de um organismo saudável como um todo.

    O Brasil precisa se desenvolver como um todo, todos os seus “órgãos vitais” precisam estar fortes e saudáveis e se ajudando mutuamente.

    É mais lento, porém mais seguro e o resultado final, muito superior. A END, junto com politicas corretas para o desenvolvimento, caminha nesta direção.

    O risco maior é abortarem este crescimento orgânico da nação. É preciso continuidade no longo prazo.

  5. o mundo esta em transição… o Brasil esta explorando estas mudanças… como a Russia..China e India…

    o grande problema a meu ver … é que outra potências quase hegemônicas .. podem.. no quadro atual … se sentirem fragilizadas..e cometerem ‘excessos’ com graves efeitos colaterais…

    Brasil precisa da BOMBA !!! ‘se já não a tem ?’…

  6. outra = outrora

  7. Acho que o problema é mais a UNASUL magra do que a UE gorda.

  8. O setor de defesa também é sempre um dos primeiros a ser cortado em crises. Vide nosso país.

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