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Brasileiro ganha prêmio científico de US$ 2,5 milhões

In Ciência, tecnologia on 29/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

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Miguel Nicolelis, da Duke University, recebeu prêmio do governo dos EUA por sua pesquisa das interações cérebro-máquina

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis foi um dos escolhidos este ano para receber o prêmio Pioneiro, um dos mais prestigiados dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês). https://i2.wp.com/www.nominuto.com/_resources/files/_modules/news/news_37536_big_20090831184429d56c.jpgCriado em 2004, o Pioneer Award financia projetos considerados visionários e de alto risco nas áreas de biomedicina e comportamento.

Nicolelis, professor e pesquisador do Departamento de Neurobiologia da Universidade Duke, na Carolina do Norte, receberá US$ 2,5 milhões (R$ 4,4 milhões) ao longo de cinco anos para aprofundar suas pesquisas sobre o funcionamento do sistema nervoso e a interação cérebro-máquina. O objetivo do prêmio, segundo o NIH, é estimular inovações futuras e não premiar resultados do passado. “É para fazer coisas do futuro mesmo; não só ciência incremental”, disse Nicolelis.

Com vários trabalhos pioneiros publicados em revistas internacionais nos últimos anos, ele desenvolve sistemas que permitem controlar máquinas por meio de comandos cerebrais, usando eletrodos implantados no cérebro e conectados a um computador. O objetivo final é que pacientes vítimas de lesões ou doenças neuronais possam controlar robôs – ou qualquer outro aparato eletrônico – apenas com o cérebro. Um tetraplégico, por exemplo, poderia controlar um braço robótico para pegar objetos ou escrever textos numa tela usando apenas o pensamento. Outra estratégia é o desenvolvimento de neuropróteses, conectadas ao cérebro, que poderiam ser vestidas pelo paciente.


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Resultados experimentais promissores já foram obtidos com seres humanos, mas o aparato ainda era grande e complexo demais. O desafio é tornar o sistema mais seguro, dinâmico e prático, para que possa ser aplicado clinicamente.

A pesquisa, no momento, está sendo feita com macacos resos, inseridos em um ambiente virtual, no qual eles podem manipular objetos e interagir com outros macacos digitais (avatares), usando apenas comandos cerebrais. “Eles se relacionam com os avatares como se fossem macacos da mesma colônia”, diz Nicolelis. Os comandos nervosos são transmitidos por telemetria (wireless) dos eletrodos no cérebro para um computador, que registra tudo e controla o que acontece no mundo digital. As informações são do jornal

Fonte: O Estado de S. Paulo via Último Segundo

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5 Respostas to “Brasileiro ganha prêmio científico de US$ 2,5 milhões”

  1. Nas mãos deste Senhor, está simplesmente a interface silício-cérebro.

    A revolução da consciência como nós hoje a tal conhecemos.

    Por exemplo: compartilhar emoções, lembranças e informações cérebro-a-cérebro. Uma internet que ligará a mais fantástica máquina de processamento de dados jamais superada: O encéfalo humano.

    Bionet?

    A pesquisa deste senhor, é um dos sinais da ocorrência da singularidade tecnológica para breve.

  2. Este homem também contrariando a maioria dos cientistas do seu naipe, implantou um centro de estudos no brasil e longe do sudeste, no rio grande do norte.

  3. Parabéns, só melhora o nome do nosso país, + pq o mesmo está fazendo pesquisas de tão relêvancia no exterior ?o mesmo deveria ter uma forte equipe aqui no BRASIL..pq? Evasão de cérebros.

  4. Essa é uma questão que deveria estar diretamente relacionada com o sistema nacional de inovação, como foi outro tópivo lá atrás falava.

    Pesquisadores com grande experiência na área de desenvolvimento científico, se tornam peça importante nos centros tecnológicos dos países ricos pois tem ou uma melhor perspectiva de valorização financeira do seu trabalho, ou não possuem garantias e obrigações perante as bolsas e programas de investigação em C&T nacional, de poderem retornar seu conhecimento (financiado com verba pública durante parte de seus estudos) diretamente aos núcleos universitários de pesquisa científica ou a grupos mistos estatais-privados brasileiros operando nessa área.

    Um dos que mais sentem, por exemplo é o segmento de farmoquímicos e complexo eletrônico que se submetem ou a montagem pura de elementos ou à aquisição direta, sem poder de criação e inovação.

  5. Esta cara ja fez notícia, faz um ou dois anos ele era cotado para receber o prêmio nobel pela mesma pesquisa. Congratulações.

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