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Megaprojeto de fusão nuclear vai receber US$ 21 bilhões

In Ciência, Energia, tecnologia on 30/07/2010 by E.M.Pinto Marcado: , ,

Reator Termonuclear Experimental

Os países que integram o projeto internacional de fusão nuclear Iter (sigla em inglês de Reator Termonuclear Experimental Internacional) concordaram em realizar um investimento de cerca de US$ 21 bilhões (R$ 48 bilhões) para começar a gerar energia limpa e barata até 2027.

O objetivo do Iter, que está sendo construído desde 2007 na cidade de Cadarache, no sul da França, é criar o maior reator de fusão nuclear do mundo, com a capacidade inédita de produzir mais energia do que consome, reproduzindo na Terra as reações nucleares que ocorrem no Sol.https://i1.wp.com/www.efda.org/pictures_html/iter_machine.jpg

A ideia é gerar pelo menos 500 MW, com 50 megawatts (MW) de energia iniciais.

Até o momento, foi realizada apenas a terraplanagem do terreno de 42 hectares (o equivalente a cerca de 42 campos do tamanho do Maracanã) que irá abrigar o projeto.

No centro da planície atualmente deserta, será construído o gigantesco reator Tokamak, dentro de um prédio de 57 metros de altura, com outros quatro andares subterrâneos.

Por tudo isso, o projeto, que triplicou de orçamento nos últimos anos, é considerado um dos experimentos científicos mais ambiciosos do planeta.

Orçamento apertado

Depois de uma reunião nesta quarta-feira com os membros do conselho do projeto – Índia, China, Coreia do Sul, Japão, Rússia, Estados Unidos e União Europeia (UE) – ficou decidido também que o japonês Osamu Motojima será o novo diretor-geral do Iter, responsável pela manutenção do cronograma e dos custos do projeto.

Em entrevista à BBC Brasil, Motojima admitiu que a sua maior responsabilidade será manter a fase de construção dentro do orçamento previsto.

A primeira dificuldade dele surgiu já no primeiro dia de mandato, já que a UE decidiu limitar a sua participação a US$ 6,6 bilhões, um corte de 9% em relação ao anteriormente previsto.

Como o bloco europeu é responsável por 45% da conta do Iter, Motojima terá que completar a fase de construção – prevista para novembro de 2019 – com cerca de US$ 850 milhões a menos que o prometido.

“Para termos a compreensão das pessoas, temos que nos manter dentro do orçamento. A minha expectativa é que podemos fazê-lo. Senão não aceitaria o cargo”, afirmou o diretor-geral, que pretende poupar com mudanças na estrutura administrativa e nos sistemas de compra do Iter.

Na administração anterior, as estimativas de custo do Iter saltaram de 5 bilhões de euros para cerca de 15 bilhões de euros.

Física do plasma

Em meio à crise econômica mundial, o custo triplicado do projeto provocou duras críticas, principalmente depois que a UE propôs financiar o Iter com verbas de fundos de pesquisa de outros estudos ainda não repassadas.

“Isso é um projeto de física do plasma e por isso é interessante, belo, mas não há motivos para tirar verbas de outros belos projetos”, afirmou à BBC Brasil o físico Jacques Treiner, da Universidade de Paris.

Para ele, o projeto do Iter tem falhas fundamentais na sua concepção e deveria ser abandonado antes de atrapalhar outros projetos.

Treiner é um dos signatários de uma carta aberta, ao lado do prêmio Nobel Georges Charpak, contra o repasse de verbas europeias ao Iter.

Nela, os estudiosos dizem que o repasse de verbas ao Iter seria o equivalente a 20 anos de pesquisas (sem contar com salários) nas áreas de biologia e física na França.

Incertezas da fusão nuclear

Para alcançar o objetivo do Iter, os cientistas terão que criar artificialmente temperaturas de cerca de 150 milhões de graus Celsius, que por sua vez transformam partículas atômicas em um gás incandescente, o plasma.

O problema é que, até hoje, o máximo de energia obtido por meio de plasma foi o equivalente a cerca de 70% da energia investida em produzir o gás.

Em outras palavras, ainda não se sabe como transformar a fusão nuclear em uma atividade economicamente viável.

No entanto, cientistas envolvidos no projeto acreditam que o Iter seja a melhor forma de obter uma fonte de energia limpa e renovável.

“Nós temos apenas um número limitado de fontes de energia. A fusão é uma delas. O investimento nessa tecnologia vale a pena, porque vai possibilitar uma recompensa de longo prazo, para os seus filhos, netos e bisnetos”, afirmou o físico David Campbell, do Iter.

O Iter começou em 1985, quando os então presidentes dos Estados Unidos, Ronald Reagan, e da União Soviética, Mikhail Gorbachev, decidiram fechar um acordo internacional para desenvolver energia a partir da fusão nuclear.

Os sete integrantes do projeto esperam que seu sucesso não só garanta a energia do futuro, mas divisas referentes aos royalties a serem obtidos com a venda das tecnologias para outros países ou empresas.

Fonte: Inovação Tecnológica

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8 Respostas to “Megaprojeto de fusão nuclear vai receber US$ 21 bilhões”

  1. Não me chamo Eneas mas se votarem em mim vou fazer a bomba atomica…Avante Cobrada o COGUMÉLHÃO É A META

  2. Acho que so Brasil investisse um certo percentual do que deverá investir no pré-Sal em um projeto assim como este da fusão nuclear, teríamos algo já pronto em 2027-30, nos colocando em pé de igualdade com os outros… tem um projeto no Brasil, não lembro onde, mas bem que alguns Petro-Bi poderiam ir pra ele!

    Como sempre falando em Brasil o “se” aparece demais !!

  3. No futuro bem próximo,a energia nuclear será uma energia de massa como é a petrolífera atual;por isso os americanos,europeos,russos e chineses;lutam pelo controle global dessa energia.
    É isso que esta por trás da questão do Irã.
    Essa conversa de terrorismo que a mídia americana fala é mais outra mentira,para enganar a opinião pública.

  4. No caso da matéria,publicada neste blog,MEGAPROJETO DE …,o Brasil parece que irá participar,também.

  5. Tenho minhas duvidas pois o brasil pensa muito de vagar a respeito de certos assuntos não se animen muito

  6. rogerio :
    Tenho minhas duvidas pois o brasil pensa muito de vagar a respeito de certos assuntos não se animen muito

    Será? De repente , e pa avaliar se vale participar ,já q temos uma pesquisa nessa área.

  7. Eles usam temperaturas altissimas para induzir a fusao. Gasta-se mais energia para fusao que energia resultante. Acredito numa nova abordagem, devia-se tentar com gravidade, como nao produzimos gravidade, deveriamos simula-la com forca centripeta. Existem outras abodagens como frequencia, de som, ondas eletromagneticas, de luz (laiser), etc.

  8. Está é a energia do futuro! Mas acredito que ainda exite anos a fo de esperimentos

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