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Entrou em vigor a convenção internacional contra o emprego de bombas cluster.

In Conflitos, Defesa, Sistemas de Armas on 02/08/2010 by Comandante.Melk Marcado: , ,

https://i0.wp.com/www.bbc.co.uk/blogs/ni/cluster-bombs.jpgEntrou em vigor a convenção internacional contra o emprego de bombas cluster. Foi assinada por mais de cem países, entre os quais, todavia, não se encontram as maiores potências militares, tais como a Rússia, os Estados Unidos e a China, as quais possuem umas reservas substanciais de tal armamento.

Consideram serem as bombas cluster um instrumento eficiente de contenção da ameaça de guerra e argumentam que ainda não chegou a hora para renunciar a tais armas.

Nota do Editor: Pra vocês verem como são as coisas, as maiores potências militares(Países que não assinaram o tratado) são justamente os que fazem pressão sobre o Brasil (Inclusive com o apoio explicito de muitos nacionais) para que o mesmo  venha à fazer parte deste tratado, é aquela velha estória “faça oque eu digo, mas não faça oque eu faço´´…

Comandante Melk

Fonte: Voz da Rússia

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16 Respostas to “Entrou em vigor a convenção internacional contra o emprego de bombas cluster.”

  1. Que eu me lembre o Brasil também não assinou esse tratado, não? Os Astros II usam cluster?

  2. Realmente o Brasil não assinou esse tratado.

  3. A rigor, todas as armas correm o risco de não detonarem. Na verdade, em torno de 5 a 10% delas não o faz, independente de serem submunições de uma bomba de fragmentação, bombas aéreas, foguetes de um sistema de saturação, etc.
    O problema se torna mais grave em relação às bombas de fragmentação por essas, devido à grande quantidade de submunições dispersas de pequenas dimensões, multiplicar o número dessas armas não detonadas, causando riscos após a região ser novamente ocupado por civis inocentes ao término do conflito.

    Renato,
    A rigor o Sistema Astros, embora de saturação, não é um sistema de “fragmentação”. Pelo menos nos seus mísseis de menor alcance (SS-30 e SS-40). Quanto aos outros, também parece não disporem de submunições.
    Os SS-30 e SS-40 são dotados de ogiva explosiva única, não dispersando submunições, como por exemplo o MLRS americano. Não quer dizer que também um grande números desses foguetes não irão detonar já que vemos até hoje bombas da SGM explodirem de vez em quando.
    Só para se ter uma idéia, enquanto uma salva completa do Astros 2 usando os foguetes SS-30 lança 32 foguetes, uma salva completa do MLRS lança 12 foguetes M-26 mas cada um dotado de 644 submunições M77. O que dá 7728 submunições contra apenas 32 do Astros.
    Se 2% dessas submunições não explodirem, ainda assim existirão 155 delas, cada uma não maior que uma granada de mão, ativas e passíveis de acidentes.

  4. O Brasil não é signatário deste acordo… e a alegação do governo para não assinar este tratado é justamente a autonomia, e o fato de as potências náo o terem assinado. O Brasil usou como exemplo o SCALP-M, missel de cruzeiro europeu que tranposta entre outras ogivas, uma se sub-munições. Minha torcida é para que o Brasil não dobre as pernas, jogue duro, e não assine. A guerra é suja, tráz muitas mortes, mas temos que levar em consideração que a maioria dos benefícios que temos hoje em matéria de saúde, tecnologia, tiveram seu embrião em máquinas usadas para eliminar o inimigo. Não que vamos sair por ai explodindo todo mundo… vejo essas armas mais como moeda de barganha…
    Um abraço a todos.

  5. Parabens ao Brasil por não assinar esse tratado,devemos manter esse tipo de arma em nosso arsenal.

  6. E.M.Pinto essa é a primeira oportunidade que tenho para lhe parabenizar por manter este site que tanto nos informa e abordar temas polêmicos e atuais que dificilmente encontraríamos em outro lugar. Vc tem toda a minha gratidão pela iniciativa e manutenção deste espaço em que podemos receber e trocar informações com pessoas ligadas pelos temas diversos e afins e ao mesmo tempo, ser um lugar de debate democrático e respeitoso. Um grande abraço e desejoso de que este espaço dure muito tempo entre nós amantes desse tipo de leitura.

  7. A questão é o risco muito relativamente falando, pois do ponto de vista das potências militares que não assinarão esse tratado, o objetivo seria a redução das produções nacionais de outros países para esses artefatos, diminuindo por consequência a participação e diversificação das fontes fabricantes e por consequencia distribuidoras no mercado internacional.

    A história volta a se repetir, pois a intenção agora deixa de ser velada, com os interesses oligopolistas das indústrias bélicas centrais, se alinhando com as intenções de desarticulação do desenvolvimento bélico independente das outras nações.

    Um ponto é a proibição de seu uso em operações militares que se desenrolem em regiões densamente povoadas ou potencialmente danoso às futuras ocupações que venham a ocorrer. Mesmo assim não é respeitado por muitas forças.

    Outra coisa é quando uma decisão visa diretamente afetar a capacidade produtiva no segmento industrial-militar, sem haver contra-partidas, que para muitas nações se concentra na produção desses tipos de armas menos complexas tecnologicamente e mais versáteis em termos de escala. Ou seja, lesa-soberania.

  8. Bosco, eu disse isso porque anos atrás em uma daquelas semanas de C&T promovidas em outubro (um raro momento iluminado do governo em promover essas feiras). Um subtenente do exército estava mostrando os foguetes do Astros e uma das ogivas era justamente uma opção que despejava dezenas de granadas menores (submunição) sobre o alvo, havia inclusive uma filmagem mostrando elas em exercícios em Formosa. De repente existe é uma versão de ogiva dos SS assim.

  9. A questão de assinar ou não tratados que limitam o desenvolvimento, fabricação e uso de armas consideradas desumanas ou de destruição em massa (armas de fragmentação, incendiárias, minas terrestres, biológicas, químicas, nucleares, etc) é que não se pode reclamar se forem usadas contra si.
    Ou seja, a possibilidade de haver uma escalada desumana e da coisa toda sair fora do controle é muito maior do que se houver algum tipo de fator limitante.

  10. Espero q nenhum vendilhão assine esse “me-passe-a-algemas”,eles mesmos ñ assinaram.Só depois q os autores ,ianks/iangleses/Rússos/Chineses/SSioniSStra…td essese mt outros assinarem ,então, vamos pensar…

  11. Creio que o Brasil já tem a BOMBA… se não totalmente operacional.. em partes .. se e quando necessário .. e só darem a ordem para ‘montar’ ;)

  12. Se o Serra ganhar….o que duvido…..assina na hora. Quando servi no exercito, apartir de 1980, tive que ajudar a desarmar muitas granadas que não explodiram, isso é muito comum, agora voce imagina o que tem de bombas que não explodem durante anos de guerra? Isso é mais uma maneiro de deixar os países fracos, mais fracos ainda, pois as clusters são uma grande idéia de dissuasão. Imagina voce que o Brasil sendo um grande frabicante desta bombas poderia dificultar terrivelmente a ação de tropas de desembarques em nossas praias ou então dificultar terrivelmente o controle de nossas florestas, é por aí que os ricos querem eliminar esta vantagem dos fabricantes dos países em desenvolvimento. Ainda vai haver uma lei internacional onde só que pode ter armas são os países do Conselho de segurança….podem crer.

  13. Sempre assim, todo mundo tem que se desarmar menos as grandes potências belo tópico!

  14. Até hoje pessoas ficam sem partes dos membros na Bósnia e advinha por culpa de quê e de quem?

  15. xtreme :Creio que o Brasil já tem a BOMBA… se não totalmente operacional.. em partes .. se e quando necessário .. e só darem a ordem para ‘montar’

    À qual bomba exatamente você se refere? Se forem as cluster, sim, nós temos, e ela é operacional na FAB. Se for a nuclear, bem, a alguns meses teve um rebuliço danado na midia mundial por conta da quebra do “código” da ogiva mais moderna dos americanos, salvo engano a W-75, me corrijam se eu estiver errado, por um físico brasileiro! Quem domina o ciclo do combustível nuclear, a hora que quiser pode fabricar a bomba. Basta dominar a sequencia de enriquecimento, pois para gerar material para uso em uma bomba, o enriquecimento tem que ser muito maior. Me corrijam novamente por favor, mas para combustivel esta em torno dos 10%, e para a bomba, por volta dos 90%!

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