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The Washington Times – REDE DE CONTRABANDO NUCLEAR EM AÇÃO

In Conflitos, Defesa, Energia, Geopolítica, tecnologia on 02/08/2010 by Comandante.Melk Marcado: , , ,

GETTING THE GANG BACK TOGETHER? Members of the network named after Abdul Qadeer Khan are gaining in popularity. (Associated Press)

A quadrilha retorna unida ? Membros da rede de Abdul Qadeer Khan ganham popularidade  (Associated Press)

Tradução e Adaptação: Comandante Melk

Agentes convocam grupo a “abandonar a aposentadoria´´

Por Eli Lake – The Washington Times

Cientistas, engenheiros e banqueiros envolvidos na rede de contrabando nuclear do cientista paquistanês A.Q. Khan estão sendo contados por vários governos na expectativa de que retornem às atividades e saiam da aposentadoria.

Os fatos aumentam as preocupações entra as agências de inteligência do governo americano sobre o ressurgimento da rede de proliferação nuclear que foi desbaratada há alguns anos.

Dois agentes de inteligência americana e outros membros do governo com acesso aos informes de inteligência afirmam que as informações coletadas nos passados sete meses mostram que agentes de vários governos (incluindo Brasil, Burma, Nigéria, Coréia do Norte, Sudão e Síria) contataram ex-membros da rede de Abdul Qadeer Khan, o cientista considerado “o Pai” da Programa Nuclear Militar do Paquistão.

“Os emissários tem proposto que eles retornem à ativa,” afirma uma fonte da inteligência americana.

Esse agente, entretanto, afirma que os contatos detectados nesses meses não refletem necessariamente uma posição de Estado, como é o caso do Brasil e da Nigéria no item referente à proliferação nuclear. “Essas emissários aparentam estar falando por conta própria”, segundo o agente de inteligência.

Outro agente alertou que há divergências sobre quais governos tentaram aproximação com os remanescentes da Rede de Khan.

A rede de A.Q. Khan forneceu os “kits iniciais” para enriquecimento de urânio, baseados em um grande número de centrífugas, ao Irã, Líbia e Coréia do Norte desde os anos 80 até 2003/2004 quando foi desbaratada. O Sr Khan confirmou muitas das acusações em entrevistas.

No início do mês de Julho, um informe secreto foi distribuído através do Defense Intelligence Daily (um compêndio de informes de inteligência compartilhado por membros do Executivo, Militares e o Pentágono ) informado das evidências, de que membros da Rede de Khan estão sendo reativados. O informe não responde à questão de forma conclusiva, porém ele confirma a existência dos esforços de recrutar membros da rede.

A rede de Kanh foi desbaratada pelo Estados Unidos, quando em Outubro de 2003, foi interceptado um cargueiro alemão (BBC China) que carregava componentes para mais de 1.000 centrífugas para a Líbia.

A captura do navio e a invasão do Iraque, são os fatores, que acredita-se, persuadiram o líder líbio Cel Khadaffi, a abandonar o programa nuclear baseado nos suprimentos de Khan.

Após isso membros do governo da Líbia passaram às agências de inteligência dos Estados Unidos e da Inglaterra vasta quantidade de documentos relacionados às empresas participantes da Rede de Khan, incluindo banqueiros, comerciantes e fabricantes de componentes especiais, que incluíam uma grande quantidade de capitais, de Dubai à Malásia e várias capitais européias. Todas as entidades foram investigadas e o Sr Khan foi colocado em prisão domiciliar, no Paquistão, embora tenha sido levantada a custódia no ano passado.

Entretanto, entre 50 a 100 pessoas associadas com a rede foram deixadas ao largo e não foram processadas. A comunidade de inteligência colocou essas pessoas em várias listas de observação e vigilância. Os mais perigosos foram colocados sobre vigilância eletrônica e humana.

Essa rede de especialistas aposentados, que trabalhava para Khan, é agora o foco de preocupação da possível reativação da rede pela análise da Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos.

Um agente sênior de inteligência informou, que os países, que procuraram contatar ex-membros da rede, todos  demonstraram “interesse´´ em contratar esses indivíduos associados à rede de Khan.”

A rede inclui membros de várias nacionalidades ao redor do mundo, mas a preocupação é maior em relação aos oriundos do Europa Oriental.

O assunto foi mencionado rapidamente durante uma sessão da Câmara Federal, 22 Julho, quando Deputado David Scott (Democratas-Georgia), questionou a Vann Van Diepen, sub-secretário do Departamento de Estado para International Security and Nonproliferation, se o ex-membros da “Rede Khan” estavam operacionais.

O Sr. Van Diepen, tinha em declaração anterior que a “Rede Khan” estava morta, declinou de comentar e afirmou que o assunto necessitava de uma reunião secreta para ser comentado.

O porta-voz da CIA, George Little,quando solicitado pelo The Washington Times sobre os novos fatos de inteligência, “A destruição da “rede Khan foi um sucesso de ações de inteligência.”

O escritório do Diretor da National Intelligence (DNI) preferiu não comentar.

De acordo com um analista sênior de inteligência, muitos membros da “Rede Khan” escaparam de processos devido ao receio de que isto os levaria a entrarem nas sombras. Em outros casos, as ações de contrabando não violavam leis locais na oportunidade. Por exemplo, os Emirados Árabes Unidos e a Malásia  (importantes centros de ação da “Rede Khan” ) estabeleceram leis de controles de exportação nos últimos dois anos.

John R. Bolton, que foi sub-secretário do Departamento de Estado para “Arms Control and International Security”, quando os Estados Unidos iniciaram o desmantelamento da “Rede Khan”, afirmou que o governo teve difíceis escolhas para processar os suspeitos.

“Uma vez que a rede é exposta, cada membro dela, que é denunciado ou não correrá para procurar abrigo,” afirmou o Sr, Bolton em uma entrevista. “Essa foi parte da decisão de desmantelar a rede e expô-la publicamente. È parte de análise da equação de custo-benefício.”

David Albright, presidente do Institute for Science and International Security e autor do livro “Peddling Peril,” que retrata as ações da “Rede Khan”, comenta que membros envolvidos da “Rede Khan” que escaparam aos processos sempre foram uma preocupação para a comunidade envolvida nos assuntos de Não Proliferação.

“Há sempre a preocupação que os segundos e terceiros níveis da “Rede Khan” poderiam reiniciar as suas atividades na rede. Muitas poucas pessoas foram processadas e deu o sentimento de que a “Rede Khan” nunca foi realmente desmantelada na raiz,” completou Albright.

Uma das muitas questões não respondidas sobre a “Rede Khan” é a extensão da ação do governo do Paquistão em apoio a estas atividades ilícitas. Um assessor do Congresso familiarizado com o assunto afirmou, “Dado ao envolvimento do Paquistão na história de proliferação, há boas razões de ser cético que toda a rede esteje fora do negócio.”

O presidente do Paquistão Pervez Musharraf, na época, foi um dos primeiros a denunciar a rede de proliferação da tecnologia de enriquecimento de urânio para a Líbia e a Coréia do Norte nas suas memórias publicadas em 2006, “In the Line of Fire.”

Em setembro, o jornalista Simon Henderson publicou uma carta manuscrita do Sr Khan, de 2007, que ele revelava ter dirigido uma rede, em nome do governo do Paquistão, ao contrário das afirmações de membros do governo de que ele trabalhava de forma independente da administração e dos militares.

O governo do Paquistão nunca permitiu que investigadores americanos tivessem acesso ao Sr Khan, quando este estava em prisão domiciliar.

Fonte:The Washington times.

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5 Respostas to “The Washington Times – REDE DE CONTRABANDO NUCLEAR EM AÇÃO”

  1. Depois dizem que o Brasil não quer a bomba!

    Enfim. Essa retórica usada pelo agente americano sobre o Brasil e a Nigéria – de que podem não ter sido os governos desses países quem procurou o pessoal de Khan e sim agentes individuais – é balela da inteligência americana. Eles sabem que isso é um programa de governo, e vão nos olhar mais de perto. Só não querem assustar esses dois países (ainda considerados aliados).

    O Brasil deveria sair do NPT o mais rápido possível. Eles não podem nos sancionar como fazem ao Irã por que não tem desculpa pra isso: eles não podem alegar que somos uma ameaça à paz da região ou do mundo.

  2. Acredito que possa sim ocorrer sançoes ao Brasil sem muitas desculpas pois se um unico pais da america do sul desenvolver tau programa de armas podera gerar uma corrida por outros paises da america do sul em busca de armas para s eigualarem empoderiu, defendo o desenvolvimento de armas nucleares, como uma forma de “seguro de vida” para o Brasil a longo prazo. Mas a curto prazo tau empenho do Brasil em desenvolver tau tipo de armamento traria muitas restriçoes podendo colocar o Brasil em uma crise economica devido a tais sançoes podendo o pais nem mesmo se recuperar de tau crise. esta eh minha visao de leigo espero ser corrigido e esclarecido nos pontos onde pareço confuso! por outros leitores!

  3. Que babaquice…]

    Pura propaganda e retaliação estadunidense por conta do acordo Brasil/Tuquia – Iran. E por ter sido contrariado no CS da ONU…

    O Brasil não precisa de “contrabando nuclear” algum, ele já domina todo o ciclo nuclear, incluído o enriquecimento, além de dispor de urânio com fartura em seu próprio solo.

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