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Os UAV dominam a Vigilância e a Designação de Alvos

In Aérea, Aviões de Combate, Defesa, VANT, VANT-C on 10/08/2010 by E.M.Pinto Marcado: , , ,

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Autor:David A. Fulghum

Tradução por Justin Case para o Plano Brasil

A USAF está reintroduzindo o seu UAV furtivo (“stealth”) RQ-170 em operações no Afeganistão, e Israel está usando seus UAV de alcance estratégico para observar, designar e atacar contrabandistas no Mar Vermelho.

A última mudança é que a Ala de RQ-170 Sentinel da USAF voltou ou está retornando ao Afeganistão, dotada da capacidade de vídeo “full-motion” que os comandantes das forças terrestres têm requerido, como incremento de capacidade para as ações continuadas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) no país.

Durante a última entrevista como chefe de inteligência da Força Aérea, em 02 de agosto, o tenente-general Dave Deptula disse, em resposta a uma pergunta sobre a necessidade contínua de sigilo sobre o RQ-170: “Eu não posso te dizer, [mas] o fato é que temos lá uma aeronave furtiva pilotada remotamente.”

Quanto à forma como a Força Aérea consegue suportar uma força considerável de UAV com um programa de aquisição regular, sem incorrer nos custos punitivos que têm acompanhado os projetos “stealth” no passado, Deptula explicou: “Esse tipo de pergunta é exatamente o que estamos abordando agora, quando estamos desenvolvendo um documento de requisito inicial para a próxima geração de aviões pilotados remotamente.”

https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/08/polecatuav.jpg?w=300

Operações dos Heron

O segundo item de nota é o uso dos UAV de longo alcance da Força Aérea Israelense – quer seja o Heron 1 ou o Heron 2 – nas operações transfronteiriças contra os contrabandistas, como parte do esforço contínuo para interceptar carregamentos de armas na região do Mar Vermelho.

Já existiu carga destinada ao Hamas e Hezbollah transportada por trem (via Turquia), por aviões (via Tailândia) e navios (através da Síria e Egito), as autoridades israelenses disseram para a Aviation Week. As armas eram provenientes da China, Espanha, Coréia do Norte e do Irã.

“Essa transferência, por mar, terra e ar permitiu ao Hezbollah ter hoje uma capacidade estratégica com foguetes e mísseis”, disse um planejador estratégico sênior das Forças de Defesa de Israel (IDF).

“Agora há o Scud que, em princípio, pode atingir a Jordânia e o Egito. [Grande variedade de] armas foram transferidas para o Hezbollah pela Síria e pelo Irã, através das Qods (Forças Especiais do Irã). Existem vários locais de armazenamento na Síria que pertencem ao Hezbollah.”

Durante uma incursão no Sudão contra dois comboios de caminhões transportando mísseis Fajr 5 provindos das Forças Qods do Irã, foram usados: um Eitan/Heron 2, da Israel Aerospace Industries, como plataforma remota de vigilância e orientação; enquanto os UAV Elbit Hermes 450 serviram como plataforma de disparo de mísseis, de acordo com reportagem do The Times de Londres, de 29 de maio de 2009.

Analistas discordam

Alguns analistas norteamericanos discordam sobre os detalhes da missão. Eles dizem que o artigo do The Times se refere a uma suspeita de ataque israelense no início de 2009.

“A utilização de Heron [2] como uma plataforma de força aérea israelense seria problemática porque estes não tinham entrado formalmente em serviço na IAF até o início deste ano”, disse um dos analistas.

“Além disso, eu não vi nenhuma confirmação de que o Heron [2] tivesse sido armado. Ele é suspeito de ser capaz de ser armado, mas não há confirmação física.

“Os Eitan poderiam ter sido usados para reconhecimento… foram utilizados antes que nós soubéssemos deles, mas o uso do Hermes como UAV de combate simplesmente não faz sentido quando você já tem recursos de asa fixa envolvidos, com todo o seu poder de fogo”, diz ele.

“Tudo o que eu vi reforça que estes ataques foram feitos por caças de asa fixa como o F-15I e F-16I. Pode ter havido reconhecimento realizado pelos UAV, mas acho que o Heron 1 básico teria sido suficiente  para cumprir a missão”.

Fonte: Aviation Week

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7 Respostas to “Os UAV dominam a Vigilância e a Designação de Alvos”

  1. É continuam matando civis afegões no conforto de seu país,e os SSioniSStras invadindo o espaçõ áero de outro páis…q o BRASIL avance em sua pequisas nesse campo, pois os UAVs ianks já passearam nos ceus de Mato Grosso, e bom ficar atentos aos mesmos.

  2. O “ideal” é que qualquer ataque que seja necessário a contra insurgentes, não fossem feitos por UAV ou semelhantes. Matar outro semelhante sem a contra parte elemento humano (risco de vida para o atacante) é o mais baixo em que se chega com a Arte da Guerra e abre caminho para armas autônomas (péssimo cenário), em minha modesta opinião (com todo respeito aos operadores da máquina).

    Não considero honroso este tipo de luta. Não vejo como parte da Tradição dos Guerreiros.

  3. Não existe honra na guerra, é sim os + baixos instintos bestiais,ñ consigo entender as razões p tal ações entre os “ditos seres humanos”; somos realmente humanos?Sds.

  4. Justin,

    Importante tema que vc está trazendo.
    A guerra centrada em rede, ou Network Centric Warfare como falam os gringos, é uma realidade hoje e, no futuro próximo, só quem a dominar poderá lutar batalhas convencionais.
    Quem não a dominar vai para a luta assimétrica, mas na parte low da assimetria… he he he.

    Parabéns pela iniciativa.

    Abç,
    Ivan, do Recife.

  5. Tempos atrás o History Channel mostrou um documentário intitulado “Combates aéreos do futuro”, onde era mostrada a “intervenção” dos EUA em um país do Oriente Médio. O alvo: instalações nucleares secretas.

    Pelo que mostraram no documentário, os EUA baseariam seu ataque em três tipos de aeronaves: VANT’s “boi-de-piranha”, isto é, que serviriam de alvos para as baterias SAM que, ao acionarem seus radares ativos, seriam descobertas e destruídas pelo ataque de 12 F-35 simultaneamente – bombas e mísseis ar-solo (AR). Além deles, estavam presentes 4 F-22 servindo como escoltas dos F-35.

    PS 1 – Qualquer semelhança com o Irã é mera coincidência.

    PS 2 – A inteligência iraniana “deve” saber que um ataque desses (usando iscas) é possível, e não gastariam seus mísseis à toa.

  6. Edu,
    O problema para as defesas é saber quando é decoy e quando é para valer.
    Abç,
    Ivan.

  7. Ivan :
    Edu,
    O problema para as defesas é saber quando é decoy e quando é para valer.
    Abç,
    Ivan.

    Então , por vías da dúvidas, fogo neles, + eles , o Histry Channel superestimam a capacidade bélica dos ianks e minizam as do oponente,no caso os Iranianos. Que ñ cometam essa burrada; o mundo agradece.

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