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Corvetas made in Brasil

In Defesa, Naval, Navios de Guerra on 12/08/2010 by E.M.Pinto Marcado: , ,

https://i1.wp.com/www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/Barroso_03.jpg

Texto e sugestão: Seawolf (Rio de Janeiro para o Plano Brasil)

A Marinha do Brasil efetua neste momento os testes de avaliação operacional, da corveta V 34 Barroso cujo sucesso é aguardado por muitos, mas que também é condição primordial para um futuro desta classe de navios.

Se bem sucedidos, a Marinha do Brasil poderá decidir pela continuidade do programa com a aquisição dos novos navios da classe. Mediante isto, a Marinha do Brasil poderá desenvolver uma nova classe de corvetas baseadas na V 34 que  a priori, seriam  navios mais atualizados e que entre outras modificações teriam um novo design seguindo o conceito stealth, com redução do chamado radar cross section, RCS, e infravermelho.

https://i1.wp.com/www.mhariolincoln.jor.br/media/1/20080423-1aaan.JPG

Novas tecnologias e modificações são possíveis, como por exemplo a incorporação de novos armamentos e sistemas, construção em novos materiais  entre outros,  o que pode gerar uma  classe de navios muito mais capazes.

Outro fator  destacável, é que esta “nova” classe teria um índice de nacionalização superior ao da atual V 34, que por si só já excede o das suas predecessoras da Classe Inhaúma.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/11/Cv_Barroso_(V-34)_B.jpg

Não é improvável que se possam desenvolver séries diferentes destinadas as mais diferentes funções e necessidades dos clientes.

Nota

O programa de construção e desenvolvimento da corveta Barroso teve seus percalços nas duas últimas décadas, muitos julgavam um programa fracassado, entretanto, a virada de mesa ocorreu à poucos anos quando a Barroso foi finalizada. Mais recentemente em uma campanha pelos países africanos acertadamente a Marinha do Brasil apoiou uma missão demonstração do navio como resultado diversos protocolos de intenções foram assinados, e  Barroso já conta com possibildiades de encomendas de vários países.

https://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/dgmm/imagens/cv_barroso_foto02.jpgOs ventos sopram a favor da Barroso que se ontem se considerava um fracasso, amanhã poderá ser um sucesso de  exportação.

Nações de menores dimensões econômicas poderão contar com navios melhor adequados as suas realidades econômicas e necessidades, os potenciais são enormes e dependerão da audácia do governo em querer se tornar um player mundial no campo da defesa naval, o primeiro passo já foi dado.

A Marinha do Brasil passa por um programa de atualização e este é o momento certo para investir em meios próprios de construção e concepção nacional, as “novas” Barroso seriam a oportunidade ideal para isto, o potencial de sucessos destes navios é gigante, não podemos novamente perder o trem da história.

Como velho marinheiro, posso dizer que não há orgulho maior para um marujo do que embarcar em um navio novo em folha,  riscar os mares, e exibir  o estandarte do seu país. Este orgulho só é inferior a sensação que se tem quando redorda-se que o navio em questão, foi desenhado, construído e está ao serviço do seu próprio país.

Que as futuras gerações de marinheiros, meus colegas de arma tenham o prazer de sentir esta sensação indescritível.

Bravo zulu





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15 Respostas to “Corvetas made in Brasil”

  1. Parabéns, assim q temos de andar, com n prórias pernas.É malnasceu já tem encomendas,assim serátbm com um caças Madein BRASIL,e subs; coragem,vamos tenta e a liberdade quase completa.

  2. A marinha realmente esta de parabéns não só por esse projeto, mas também por tudo que anda fazendo nos últimos anos.

    srsrsrsrsrs aprende FAB!!!

  3. Os mísseis da Avibrás poderiam fazer parte do sistema de armas da corveta e daí mais produtos brasileiros poderiam ser exportados.

  4. Se tivermmos condições realmente de entrar em projeto mas novo com novo designer e componentes eletrônicos avançados a MB tem mas é que entrar de cabeça.
    Enquanto a FAB !!!!

    Abs.

  5. Amém…

  6. Uma das vantagens de serem projetos de execução nacional é que os futuros upgrades em seus sistemas embarcados, eletrônicos, de armas,etc…ficam muito mais fáceis de fazer.

  7. Eduardo Wanderley :
    Os mísseis da Avibrás poderiam fazer parte do sistema de armas da corveta e daí mais produtos brasileiros poderiam ser exportados.

    Eui tbm observei essa ausência de lançadores de misseis, a FAB está dependêndo , na disciplina, do GF, ñ são os culpados, se tem e MD, lêia-se NJ.

  8. Excelente notícia, espero que as intenções se transformem logo em encomendas.

  9. Acho que a Barroso poderia receber um novo mastro com sistemas eletroópticos mais modernos, um sistema de sonar de rebocável, estações de embarque para lanchas tipo zodiac e um sistema de defesa antiaérea por exemplo baseada dem VLS Unkhoonto IR e RD.
    ela passaria a ser uma fragata leve bem equipada e capaz, um navio complementar as forças de escoltas de superfície.
    sds
    E.M.Pinto

  10. E.M.Pinto :
    Acho que a Barroso poderia receber um novo mastro com sistemas eletroópticos mais modernos, um sistema de sonar de rebocável, estações de embarque para lanchas tipo zodiac e um sistema de defesa antiaérea por exemplo baseada dem VLS Unkhoonto IR e RD.
    ela passaria a ser uma fragata leve bem equipada e capaz, um navio complementar as forças de escoltas de superfície.
    sds
    E.M.Pinto

    Seria o td de bom p a n MB, eu noto q algumas x fica faltando aplicação, empenho, essa poderá ser o môdelo de apresentação, e anti subs.

  11. Importantíssima matéria! Á exemplo da barroso, os demais escoltas da marinha também devem seguir esse conceito de capacidade tecnológica e até mesmo de exportação. O mesmo sucesso de construção também deve ser visto com os submarinos, principalmente com o nuclear – claro que o submarino nuclear não poderá ser exportado. Falando em submarino nuclear, essa semana o Kursk completou uma década de seu naufrágio: 12 ago 2010.
    Curioso como uma única palavra pode ser hilária: “amém” (assim seja) do Adriano rsrs!
    É isso aí, a marinha está de parabéns pelos importantes resultados que vem obtendo nos últimos anos, inclusive a restauração do A12.

  12. Pessoal,

    Pela brisa que sopra, me parece que o bloco dos países ocidentais, com a FALÊNCIA da OTAN, devido a inexistência das ameaças que a criou (solve egrégora), repassa a responsabilidade de financiar (e desenvolver também) a defesa para o Brasil (EUA) e Índia (Europa), tendo França e Rússia como “gatos de muro” e mediadores entre ocidente e oriente.

    Porém, o foco será de produtos de defesa para orçamentos menores.

    Aqui, é que entra a grande sacada da coisa… Criatividade e Inovação tecnológica, é o fazer mais com menos (não cair no erro fatal de desperdício do erário que derrubou os que passam a chama). O Super Tucano (deveria ter uma versão naval) e o Tejas, são uma imagem curiosa deste cenário…

    A Barroso se encaixa como uma luva, nesses novos tempos…

    Parabéns a Marinha Brasileira (MB)!

    Ex. hipotético (se ninguém pensou nisto, passo para a MB) de inovação mais com menos:

    Aumentar o horizonte radar com antenas e/ou óticos sob uma kite ou parafoil… Apesar de algumas limitações é bem mais barato que um UAV. Ótimo custo benefício.

    Resumindo, produtos com o tal “jeitinho”.

  13. Nossa indústria naval tem um longo caminho a seguir, mas noticia como estas mostram que estamos no caminho certo, é bom saber, espero que desta vez a visão política a mantenha nesse caminho.

  14. Muito legal… o Brasil Brasileiro está de parabens por essa classe de corvetas. Muito bonito! Entretanto, o ministério da Defesa devería fianciar mais a tecnologia naval Brasileira. De apenas corvetas, fabricar fragatas também e quem sabe, um dia, navíos-aeródromos. A Industria Naval tem que dar mais incentivo às nossas indústrias. As peças dos nossos navios são todas importadas! E da China ainda! Vamos dar incentivo ao que é nosso… o que é nacional! É comprovado que muitas coisas que são chinesas são de péssima qualidade.

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