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Hoje na História: 1945 – Japão se rende e chega ao fim a Segunda Guerra Mundial

In Conflitos, Defesa, Geopolítica, História on 15/08/2010 by konner7 Marcado: , ,

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“O Beijo” de Alfred Eisenstaedt

Em 15 de agosto de 1945, o imperador Hirohito do Japão anunciava solenemente a rendição incondicional de seu país na Segunda Guerra Mundial através de uma mensagem radiofônica ao povo japonês.

Após o encontro com líder da União Soviética, Joseph Stalin na Conferência de Potsdam, perto de Berlim, a fim de determinar os termos do pós-guerra com a derrota da Alemanha, os governos dos Estados Unidos, então presidido por Harry Truman, com a morte de Franklin Delano Roosevelt três meses antes, e da Grã Bretanha do primeiro ministro Winston Churchill e da China emitiram um ultimato ao governo japonês no final de julho de 1945. Segundo esses governos a oferta era simples: rendição incondicional aos aliados da Segunda Guerra Mundial ou o risco de total aniquilação. Em sua cautelosa resposta, com palavras medidas, embora todos soubessem que a derrota do Japão era inevitável, o governo japonês recusou-se a capitular completamente. Em 6 de agosto, o presidente Truman, sem consulta aos demais aliados, posto que o assunto era segredo de Estado, o bombardeiro norte-americano B-29 Enola Gay lança a primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima. Três dias depois, outra bomba semelhante foi lançada sobre Nagasaki.

Ambos os ataques provocaram instantânea morte e mutilação em dezenas de milhares de pessoas e destruição total das cidades atingidas. A ameaça de ataques nucleares adicionais levou os dirigentes japoneses em 10 de agosto a aceitar os termos expostos na Declaração de Potsdam e apresentar sua capitulação incondicional.

Na tarde de 14 de agosto, emissoras radiofônicas japonesas anunciaram insistentemente que o imperador faria uma importante Proclamação Imperial sobre a condução da guerra. No dia seguinte ao meio-dia, Hiroito dirigiu-se pessoalmente a radio oficial, responsabilizando a rendição aos inimigos em virtude da utilização de “uma nova e mais cruel bomba, cujo poder destrutivo é incalculável, levando à morte grande quantidade de vítimas inocentes.” O imperador não era somente um líder político no Japão, era também uma figura reverenciada como um semideus e muitos japoneses não aceitavam a ideia da derrota final até terem ouvido da própria voz imperial aquelas impensáveis palavras.

A um tempo em que a tristeza e a vergonha engolfavam o ‘pais do sol nascente’ a alegria se espalhava pelo resto do mundo. Nos Estados Unidos, principal inimigo dos japoneses nas batalhas do Pacífico, a notícia do anúncio de Hiroito foi ao ar nos minutos finais de 14 de agosto, devido à diferença de fuso horário. Esse dia foi declarado como o V-J-Day, ou seja, Dia da Vitória sobre o Japão. Na tarde do dia 15, o presidente Harry Truman dirigiu-se a uma multidão reunida na praça fronteiriça à Casa Branca, dizendo “Este é o dia pelo qual estávamos esperando desde Pearl Harbor. Este é o dia em que o fascismo finalmente morreu, como sempre soubemos que isto ocorreria.”

Nesse dia, o fotógrafo Alfred Eisenstaedt sacou uma das mais famosas fotografias jamais publicadas, um instantâneo de um marinheiro com seu uniforme, beijando uma enfermeira em plena Times Square no centro de Nova York. A foto, publicada pela revista Life, tornou-se o símbolo da atmosfera de júbilo que tomou conta do país, como de resto do mundo todo, em seguida ao término definitivo da Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Opera mundi

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20 Respostas to “Hoje na História: 1945 – Japão se rende e chega ao fim a Segunda Guerra Mundial”

  1. Estava inaugurada a Era Nuclear.

  2. Eu quase posso apostar que o cara roubou o beijo da enfermeira, é quase um “mata leão” na pobre…

    15 de Agosto, um dia para a história…

  3. Ps..:: Vale a nota que a enfermeira da foto, Edith Shain, faleceu no dia 23 de Junho último (2010) aos 91 anos.

  4. Vai tentar repetir este gesto hoje em dia na mesmo lugar? O Marinheiro teria que responder por assédio e atentando ao pudor, e por pertubar a ordem. Seria preso e teria uma fiança de 50.000,00 doletas a pagar, além de uma indenização a ser paga no futuro. Este é o Mundo onde vivemos hoje.

  5. Pela reação das pessoas atrás a foto foi bem posada…

  6. Pelo menos, as 1ª e 2ª guerras “mundiais” tiveram começo e fim definidos.

    A partir dos anos 90, o EUA lançou o conceito de “guerras infinitas”, um estado difuso de conflitos de baixa intensidade (e ocasionalmente de alta… ) em escala global, algo que surgiu quase que como uma imposição dos setores econômicos ligados a segurança e defesa do EUA, do qual, cada vez mais depende a economia estadunidense para seguir girando. Claro que nem sempre utilizam seus próprios soldados…vide o caso da Colômbia.

  7. André Oliveira :
    Estava inaugurada a Era Nuclear.

    Um crime contra um povo,país já vencido.

  8. Não estava vencida. O Japão não iria se render.

  9. Existem provas, documentos, que registram os pedidos por parte do Japão, praticamente desesperados de paz com o EUA, aceitando todas as condições impostas pelos estadunidenses.

    Más tais pedidos foram solenemente *ignorados pelo governo do EUA, os yankes queriam fazer uma demonstração de poderio bélico para intimidar a União Soviética. E para isto massacraram centenas de milhares de civis…

    *Como aliás, estão sendo ignoradas atualmente e por vários anos, todas as iniciativas e pedidos de dialogo do Iran.

  10. Cite as fontes que noticiam essas provas e documentos para eu poder analisá-las, por favor.

  11. Vá pesquisar que você encontra, a internet está aí para isto…

    É preciso querer, por conta própria, mudar os conceitos adquiridos através de anos de informação manipulada, más que sempre foi recebida como a verdade sacrossanta, inquestionável…de tal forma que em vez de conhecimento, se tornou “crença”.

  12. Wi :
    Vá pesquisar que você encontra, a internet está aí para isto…
    É preciso querer, por conta própria, mudar os conceitos adquiridos através de anos de informação manipulada, más que sempre foi recebida como a verdade sacrossanta, inquestionável…de tal forma que em vez de conhecimento, se tornou “crença”.

    Não me dê lição de moral!
    Só porque não tenho sua opinião significa que sou manipulado?
    Tenho mais conhecimento do que vc pensa.
    Não há fontes sérias que dizem isso aí.
    Se fosse verdade, os comunistas/esquerdistas e outras porcarias bateriam nessa tecla até hoje.
    A rendição só foi assinada em setembro/45.
    Vc acha q se os Japão alardeasse sua rendição para o mundo o ataque iria continuar?
    Render-se totalmente, que era a proposta, era a rendição mesmo, parar de lutar, entende?
    Tem soldado japonês que foi encontrado muitos anos depois do fim da guerra imaginando que ela não tivesse acabado, pois não acreditava que se renderiam.
    Muitos japoneses na época não acreditavam na rendição.
    Não sou doutrinado, como muitos aqui são. Se me mostrar algo sério (algum site, etc) poderei até começar a acreditar nisso aí, não há problema (não vale coisa sem credibilidade, como textos do pseudo-intelectuais esquerdistas).

  13. anticomunista:

    “….(não vale coisa sem credibilidade, como textos do pseudo-intelectuais esquerdistas)…”
    …………………….

    certo, certo….só valem os textos de “pseudo-intelectuais direitistas”.

    E esta historinha que você conta, “made in USA” , eu cresci escutando…más depois que cresci, vi o que eram, apenas histórinhas… (e para boi dormir)

    E como já previa sua reação de desclassificar qualquer fonte que não se coadune com sua visão pré-estabelecida, não me dei ao trabalho ir buscar e postar aqui, não vale a pena.

    Más quem quem pesquisar vai encontrar muita coisa…

  14. Wi :
    anticomunista:
    “….(não vale coisa sem credibilidade, como textos do pseudo-intelectuais esquerdistas)…”
    …………………….
    certo, certo….só valem os textos de “pseudo-intelectuais direitistas”.
    E esta historinha que você conta, “made in USA” , eu cresci escutando…más depois que cresci, vi o que eram, apenas histórinhas… (e para boi dormir)
    E como já previa sua reação de desclassificar qualquer fonte que não se coadune com sua visão pré-estabelecida, não me dei ao trabalho ir buscar e postar aqui, não vale a pena.
    Más quem quem pesquisar vai encontrar muita coisa…

    Ok. Então pode mostrar todas as fontes q vc tem. Inclusive aquelas provenientes dos pseudo-intelectuais esquerdistas.
    Como acho q vc não vai mostrar, então continuo com a ilusão da “historinha made in usa”, e vc com a verdade absoluta das suas “fontes fidedignas”.

  15. A mentira mais duradoura é que a bomba atómica foi lançada para acabar com a guerra no Pacífico e salvar vidas.

    «Mesmo sem os ataques das bombas atómicas», concluiu o “Strategic Bombing Survey” dos Estados unidos, em 1946, “a supremacia aérea sobre o Japão podia ter exercido pressão bastante para provocar uma rendição incondicional e evitar a necessidade de invasão.

    Com base numa investigação pormenorizada de todos os fatos, e apoiada pelo testemunho dos líderes japoneses sobreviventes envolvidos, é opinião do ‘Strategic Bombing Survey’ que o Japão se teria rendido mesmo que não tivessem sido lançadas as bombas…

    Os Arquivos Nacionais de Washington contêm documentos do governo dos EUA que representam em gráfico as tentativas de paz japonesas já em 1943. A nenhuma delas foi dado seguimento…

    Um telegrama enviado em 5 de Maio de 1945 pelo embaixador alemão em Tóquio e interceptado pelos EUA dissipa todas as dúvidas de que os japoneses estavam desesperados para suplicar a paz, incluindo «capitulação mesmo que as condições sejam pesadas».

    Em vez disso, o secretário americano da Guerra, Henry Stimson, disse ao presidente Truman que tinha «receio» de que a força aérea americana «bombardeasse» o Japão de tal modo que a nova arma não pudesse «mostrar a sua força».

    Posteriormente Henry Stimson reconheceu que «não tinha sido feita nem considerada qualquer tentativa para conseguir a rendição apenas para não ter que utilizar a bomba». Os seus colegas da política externa estavam ansiosos «por intimidar os russos com a bomba que trazíamos bastante ostensivamente à cintura». O general Leslie Groves, director do Projecto Manhattan que fez a bomba, testemunhou: «Nunca tive qualquer ilusão de que o nosso inimigo era a Rússia e que o projecto foi orientado nessa base».

    Um dia depois de Hiroshima ter sido arrasada, o presidente Truman manifestou a sua satisfação pelo «êxito esmagador» da «experiência».

    Imediatamente depois da bomba, as entidades aliadas de ocupação proibiram qualquer referência ao envenenamento por radiações e afirmaram insistentemente que as pessoas tinham morrido ou sofrido danos apenas pela explosão da bomba. Foi a primeira grande mentira.

    «Não há radioatividade nas ruínas de Hiroshima», dizia a primeira página do New York Times, um clássico da desinformação e da subserviência jornalística, que o repórter australiano Wilfred Burchett denunciou com o seu “furo” do século. «Estou a escrever isto como um alerta a todo o mundo», noticiava Burchett no Daily Express, quando chegou a Hiroshima depois de uma perigosa viagem, o primeiro correspondente que se atreveu. Descreveu salas hospitalares cheias de pessoas que não tinham ferimentos visíveis mas que estavam a morrer duma coisa a que ele chamou “uma peste atómica”. Por ter contado esta verdade, retiraram-lhe a credencial de imprensa, foi ridicularizado e caluniado – e depois, inocentado.

    A bomba atómica de Hiroshima foi um ato criminoso a uma escala épica. Foi um assassínio de massas premeditado que pôs à solta uma arma de criminalidade intrínseca. Por causa disso, os seus defensores refugiaram-se na mitologia da suprema «guerra boa».

    fonte: Jonhn Pilger – Jornalista australiano
    …………………………………………

    Enfim, que cada um que julgue por si e acredite no que quiser…

  16. Ok. Obrigado por postar. Vamos lá:

    1) A superioridade aérea sobre o Japão PODERIA ter “exercido pressão bastante para provocar uma rendição incondicional”. Mas isso não foi o que ocorreu. E se fosse ocorrer, iria ocorrer quando? Quantas mortes a mais iriam ser necessárias? Falar que poderia ocorrer, não chega a ser novidade. Com que preço isso poderia ter ocorrido?;

    2) “Com base numa investigação pormenorizada de todos os fatos, e apoiada pelo testemunho dos líderes japoneses sobreviventes envolvidos, é opinião do ‘Strategic Bombing Survey’ que o Japão se teria rendido mesmo que não tivessem sido lançadas as bombas”
    Eu não vi esse trabalho aí do Strategic Bombing Survey, mas qual seria essa investigação pormenorizada dos fatos? Onde estão esses testemunhos? Então eu posso utilizar os testemunhos de japoneses que não acreditaram na rendição, pois para eles o Japão não iria se render. Já disse isso aqui, teve soldado achado na selva muitos anos depois que não tinha acreditado no encerramento da guerra;

    3) Ele disse que há arquivos em Washington. Nesse artigo não especificou mais, só falou por alto. Tentativas de paz japonesas já em 1943? Em que termos eles queriam paz? Não tiveram seguimento por culpa de quem?

    4) “Um telegrama enviado em 5 de Maio de 1945 pelo embaixador alemão em Tóquio e interceptado pelos EUA dissipa todas as dúvidas de que os japoneses estavam desesperados para suplicar a paz, incluindo «capitulação mesmo que as condições sejam pesadas”

    Se esse telegrama foi interceptado pelos EUA, então não foi enviado para os americanos. O telegrama teria que ser enviado para eles, pois a guerra era com eles. Para quem o tal embaixador alemão enviou o tal telegrama?
    E, ora, em 1943 o Japão estava desesperada para se render e dois anos depois ainda não havia se rendido?
    E se eu for interpretar que o telegrama foi interceptado e os americanos continuaram a guerra esperando uma rendição em breve que não veio, dada a suposta informação que continha? Isso é até um bônus para eles. E se o telegrama fosse informação plantada? Na guerra há de tudo;

    5) “Posteriormente Henry Stimson reconheceu que «não tinha sido feita nem considerada qualquer tentativa para conseguir a rendição apenas para não ter que utilizar a bomba». Os seus colegas da política externa estavam ansiosos «por intimidar os russos com a bomba que trazíamos bastante ostensivamente à cintura». O general Leslie Groves, director do Projecto Manhattan que fez a bomba, testemunhou: «Nunca tive qualquer ilusão de que o nosso inimigo era a Rússia e que o projecto foi orientado nessa base”

    O jornalista entrou em contradição: ele disse que o americano falou que não tinha sido feita qualquer tentativa apenas para não ter que usar a bomba. Então a negociação não foi feita para NÃO utilizar a bomba?

    6) O restante não vem ao caso. Pode ter sido deplorável o presidente considerar que a explosão foi um sucesso, tentarem esconder a radiação, etc. Mas isso não muda, a meu ver, o que estamos discutindo aqui;

    7) Nesse mundo antiamericano que vivemos, se tivesse prova cabal de que o Japão se rendeu de fato e totalmente, e os americanos continuaram a guerra, estariam sendo execreados, não tenha dúvidas;

    8) Sem querer desmerecer a sua fonte, mas dê uma olhada nisso aqui:
    http://odiario.info/index.php?autman=John%20Pilger*&submit=Buscar

    Quase a totalidade e fortemente antiamericana, sobrando para Israel também. Parece que ele se especializou em investigar crimes americanos. Tem um pilantra que faz coisa parecida: Michel Moore. Mas isso é problema dele.

    E mais outra ainda: No jornalismo é comum isso: “Fontes asseguram”. Sob o manto do sigilo profissional inventam as tais fontes. Não estou dizendo que é o caso.

    Enfim, como vc disse, cada um julgue por si e acredite no que quiser.

  17. O jornalista NÃO entrou em contradição: Você que não leu com atenção e nem interpretou corretamente o texto.
    .
    “Posteriormente Henry Stimson reconheceu que «não tinha sido feita nem considerada qualquer tentativa para conseguir a rendição apenas para não ter que utilizar a bomba».”
    .
    No texto, claramente se diz que não foi feita nenhuma tentativa de conseguir a rendição. Para com isto, evitar o uso da bomba atômica.
    …………………………

    Aliás, os estadunidenses lançaram bombas sobre objetivos civis, se tivessem as lançado , dentro do Japão , más sobre objetivos militares, , o efeito moral seria o mesmo, sem ter que assassinar centenas de milhares de civis…

    Quanto a sua desqualificação do jornalista , segue o roteiro previsto por mim, em comentário anterior.

    Jonhn Pilger é um excelente jornalista investigativo é critico da politicas e atitudes norte-americanas sim, o que é essencial em um bom jornalista, más você deve preferir se informar através do jornalismo chapa branca da CNN, FOX NEWS, etc…

    Vocẽ deve odiar também o Wikileaks… hehehehe

    O diario Info, entre muitos outros sites, publica os textos de Jonhn pilger, aliás, bom site! obrigado pela dica! excelentes textos !
    …………………

    As fontes que o jornalista cita, são facilmente verificáveis, me atenho ao “Strategic bombing survey”, relatório que entre seus elaboradores tinha pessoas de grande reputação, como o economista John Kenneth Galbraith.

    ……………………………….

    The United States Strategic Bombing Survey was established by the Secretary of War on 3 November 1944, pursuant to a directive from the late President Roosevelt. It was established for the purpose of conducting an impartial and expert study of the effects of our aerial attack on Germany, to be used in connection with air attacks on Japan and to establish a basis for evaluating air power as an instrument of military strategy, for planning the future development of the United States armed forces, and for determining future economic policies with respect to the national defense. A summary report and some 200 supporting reports containing the findings of the Survey in Germany have been published. On 15 August 1945, President Truman requested the Survey to conduct a similar study of the effects of all types of air attack in the war against Japan.
    .
    The officials of the Survey in Japan, who are all civilians, were:
    .
    Franklin D’Olier, Chairman.
    Paul H. Nitze,
    Henry C. Alexander, Vice Chairmen.
    Harry L. Bowman,
    J. Kenneth Galbraith,
    Rensis Likert,
    Frank A. McNamee, Jr.,
    Fred Searls, Jr.,
    Monroe E. Spaght,
    Dr. Louis R. Thompson,
    Theodore P. Wright, Directors.
    Walter Wilds, Secretary.

    …………….
    .
    O trecho do Strategic bombing survey, ao qual jonhn Pilger se refere:
    .

    “The public admission of defeat by the responsible Japanese leaders, which constituted the political objective of the United States offensive begun in 1943, was thus secured prior to invasion and while Japan was still possessed of some 2,000,000 troops and over 9,000 planes in the home islands. Military defeats in the air, at sea and on the land, destruction of shipping by submarines and by air, and direct air attack with conventional as well as atomic bombs, all contributed to this accomplishment.
    .

    There is little point in attempting precisely to impute Japan’s unconditional surrender to any one of the numerous causes which jointly and cumulatively were responsible for Japan’s disaster. The time lapse between military impotence and political acceptance of the inevitable might have been shorter had the political structure of Japan permitted a more rapid and decisive determination of national policies. Nevertheless, it seems clear that, even without the atomic bombing attacks, air supremacy over Japan could have exerted sufficient pressure to bring about unconditional surrender and obviate the need for invasion.
    .

    Based on a detailed investigation of all the facts, and supported by the testimony of the surviving Japanese leaders involved, it is the Survey’s opinion that certainly prior to 31 December 1945, and in all probability prior to 1 November 1945, Japan would have surrendered even if the atomic bombs had not been dropped, even if Russia had not entered the war, and even if no invasion had been planned or contemplated.”
    .
    Tradução do Google:
    .

    “A admissão pública da derrota pelos líderes responsáveis japoneses, que constituía o objectivo político da ofensiva Estados Unidos, começou em 1943, foi assim garantido antes da invasão e, enquanto o Japão ainda possuia em torno de 2.000.000 de soldados e mais de 9.000 aviões nas ilhas de origem.
    .
    Derrotas militares no ar, no mar e na terra, a destruição do transporte por submarinos e por via aérea e ataque aéreo direto com a convencional, assim como bombas atômicas, todos contribuíram para esta realização.
    .

    Há justamente um pequeno porém na tentativa de imputar a rendição incondicional do Japão a qualquer uma das inúmeras causas que conjuntamente e cumulativamente foram responsáveis pelo desastre japonês.
    .

    O lapso de tempo entre a impotência militar e política de aceitação do inevitável poderia ter sido menor tinha a estrutura política do Japão permitiu uma determinação mais rápida e decisiva das políticas nacionais.
    .

    No entanto, parece claro que, mesmo sem os ataques de bombardeio atômico, a supremacia aérea sobre o Japão poderia ter exercido pressão suficiente para levar à rendição incondicional e dispensar a necessidade de invasão.
    .

    Com base numa investigação pormenorizada de todos os fatos, e apoiado pelo testemunho dos líderes japoneses sobreviventes, é a opinião que, certamente, antes do exame de 31 de dezembro de 1945, e com toda a probabilidade antes de 01 de novembro de 1945, o Japão se teria rendido mesmo se a bombas atómicas não tivessem sido lançadas, mesmo se a Rússia não entrasse na guerra, e mesmo se nenhuma invasão tivesse sido planeada ou considerada.”
    ………………………….
    The officials of the Survey in Japan, who are all civilians, were:

    Franklin D’Olier, Chairman.
    Paul H. Nitze,
    Henry C. Alexander, Vice Chairmen.
    Harry L. Bowman,
    J. Kenneth Galbraith,
    Rensis Likert,
    Frank A. McNamee, Jr.,
    Fred Searls, Jr.,
    Monroe E. Spaght,
    Dr. Louis R. Thompson,
    Theodore P. Wright, Directors.
    Walter Wilds, Secretary.

  18. anticomunista:

    “Eu não vi esse trabalho aí do Strategic Bombing Survey, mas qual seria essa investigação pormenorizada dos fatos? Onde estão esses testemunhos?”
    ……………

    Creio que, acima, já estão respondidas suas dúvidas a respeito do Strategic Bombing Survey.
    ,,,,,,,,,,,,,,,,,

    “Então eu posso utilizar os testemunhos de japoneses que não acreditaram na rendição, pois para eles o Japão não iria se render.”
    .

    É mesmo! porque você não vai ao Japão fazer um novo relatório com os sobreviventes japoneses da guerra? já centenários…

    Com certeza, você fará um relatório muito mais imparcial e confiável do que o relatório gerado pelo próprio governo norte americano.

    Reveja suas certezas meu caro…

    Outra coisa,uma sugestão de um ‘nick’ mais adequado, que se encaixa como uma luva para para você:

    CAPITÃO AMÉRICA!

  19. Wi :
    anticomunista:
    “Eu não vi esse trabalho aí do Strategic Bombing Survey, mas qual seria essa investigação pormenorizada dos fatos? Onde estão esses testemunhos?”
    ……………
    Creio que, acima, já estão respondidas suas dúvidas a respeito do Strategic Bombing Survey.
    ,,,,,,,,,,,,,,,,,
    “Então eu posso utilizar os testemunhos de japoneses que não acreditaram na rendição, pois para eles o Japão não iria se render.”
    .
    É mesmo! porque você não vai ao Japão fazer um novo relatório com os sobreviventes japoneses da guerra? já centenários…
    Com certeza, você fará um relatório muito mais imparcial e confiável do que o relatório gerado pelo próprio governo norte americano.
    Reveja suas certezas meu caro…
    Outra coisa,uma sugestão de um ‘nick’ mais adequado, que se encaixa como uma luva para para você:
    CAPITÃO AMÉRICA!

    1) O relatório em questão foi elaborado após o final da guerra.
    Ora, depois de terminada a guerra, você tem dados para permitir uma análise que não se tinha quando o evento estava ocorrendo. O relatório fala em investigação pormenorizada, o que só é possível após o fim da guerra;

    2) Mas que coisa não? Isso é que é democracia: revelar um relatório que nas mãos erradas/inimigas pode significar uma suposta confissão de crimes para ficarem martelando isso quando lhe convier, enchendo “artigos esclarecedores”. Isso não é coisa de países que tem muitos fãs aqui pelo Brasil, tais com extinta (ainda bem) URSS, China, etc. Por lá nem se fica (ou ficava) sabendo dessas coisas. Pelo menos não a verdade, quando vinha era algo maquiado;

    3) A guerra estava vencida ou não? Lá em cima vc disse que estava. Agora, mostra o relatório que diz que ainda seriam necessários bombardeios? O Japão queria se render desde 1943, mas em 1945 ainda estava guerreando?;

    4) Não. Não estou pondo em dúvida o relatório. Só que o que ele fala provoca interpretações, não sou obrigado a concordar e, mais importante, não responde à questão posta, de que os japoneses estavam rendidos (rendidos mesmo ) desde 1943. Tanto que depois da primeira explosão o Imperador disse que a ameaça da 2ª bomba era propaganda dos aliados. A rendição só veio mesmo depois do 2º artefato. Se não viesse ali, como ter certeza até onde iria a guerra? Não havia uma 3ª bomba. Se o Exército japonês fosse vencido sem rendição oficial, será que a população iria aceitar, ou teria insurgência civil, pelo orgulho japonês ferido;

    5) Quanto ao jornalista australiano q vc usou como fonte. Apenas olho com “um pé e meio atrás” quem faz do antimericanismo (um espécie do antiocidentalismo) uma profissão. Tentei apenas lhe mostrar algo além para vc refletir, e não denegrir quem o escreveu. Mas fique aí com o seu pensamento. Seja feliz com ele;

    6) “Jonhn Pilger é um excelente jornalista investigativo é critico da politicas e atitudes norte-americanas sim, o que é essencial em um bom jornalista, más você deve preferir se informar através do jornalismo chapa branca da CNN, FOX NEWS, etc”
    Essa frase do item 6 é sua.
    Então para vc essencial é ser “crítico de políticas a atitudes norte-americanas”?
    O essencial então é visão pré-determinada a respeito de algo, e não praticar o jornalismo imparcial? Se for contra os EUA então, perfeito?
    Isso de fato diz muita coisa.

    7) Vc, ao reverso, denigre o suposto “jornalismo chapa-branca”. Da CNN ainda? De repente vc pensa que aqui no Brasil o jornalismo não é chapa-branca…;

    8) Não denegri o jornalista australiano. Ele próprio faz isso. O texto dele sobre a “invasão do Haiti” é simplesmente grotesco. Ele chega a afirmar que em Honduras houve golpe (o que é mentira) e que Chávez tem um “extraordinário comportamento democrático”. Ou seja, tudo o que e antiamericano é bom. Ao contrário, tudo que é aliado ou de certa forma alinhado, é mau. Curiosamente, em relação ao relatório de guerra ele confiou nas palavras dos americanos, as quais supostamente caem como uma luva;

    9) Ah, não há de quê em relação à indicação do site contendo os textos. Faça bom proveito…;

    10) Você parece que ficou nervoso? Não aceita que alguém discorde de sua verdade absoluta e da sua linha de pensamento?
    Quanto ao meu nick, acredite: não é da sua conta e não vou mudá-lo por sua causa;

    11) Percebe-se que vc é um visceral antiamericano. Acho que, além de rever nossas certezas (ou convicções diria, pois certeza, temos, a rigor, da morte), quando necessário, (quando surgem fatos e dados que possam mudá-las, devemos sim reformular o pensamento), temos que ser coerentes. Portanto, penso que vc deveria rejeitar tudo que vem daquele país, inclusive suas invenções/criações. Por exemplo: a Internet que vc está usando agora. Afinal, se eles são do mal…

    12) Reveja suas certezas (ou convicções) e seja coerente.
    Para você, um nick mais adequado seria… sei lá, isso é problema seu;

    13) Passar bem.

  20. “antiamericanismo”, termo muito conveniente para tentar invalidar as críticas e os que criticam o EUA.

    Sem esquecer que boa parte das críticas e denuncias são feitas por autores,jornalistas e intelectuais estadunidenses mesmo, ou ingleses, como Robert Fisk, por exemplo….
    .

    Más é típico, na falta de argumentos, parte para desqualificação pessoal e escandalizado, apela para o velho e surrado grito :

    “seu antiamericano ! como você ousa questionar os divinos desígnios da minha adorada e idolatrada pátria,the USA?”
    .
    E faz o genero: Ou concorda com tudo que é estadunidense ou então você é inimigo da américa, seu antiamericanoooo!

    Ou por outras palavras: Quem não é por mim (the USA) está contra mim.

    Certo, Capitão América, não fique nervoso, volte lá para sua terrinha, the USA e se entupa de hambúrguer com coca cola para se acalmar um pouco…

    Passar bem for you too…

    ps. Em Honduras foi golpe sim!

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