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‘Economist’: TVs do Ocidente vêm perdendo espaço

In Geopolítica on 17/08/2010 by E.M.Pinto Marcado:

https://i1.wp.com/www.brandchannel.com/images/FeaturesProfile/profile_img1_al-jazeera.gifSugestão: Gérsio Mutti

Com novas tecnologias, emergentes investem mais em notícias
LONDRES. Os canais de notícia ocidentais, como BBC e Deutsche Welle, vêm perdendo espaço nos países emergentes, afirmou a revista britânica “The Economist”.

No ano passado, o serviço global da BBC, que inclui TV e rádio, perdeu oito milhões de telespectadores e ouvintes. Isso se deve, segundo a revista, ao advento de novas tecnologias, como antenas parabólicas e internet banda larga, que baratearam a recepção e até mesmo a produção de notícias.

As emissoras ocidentais ganharam força na Guerra Fria, quando interesses geopolíticos justificavam os elevados investimentos. A situação mudou.

“Em 2003 o serviço russo da Voz da América era difundido por 85 estações de rádio na Rússia; hoje, por apenas um. As difusoras em árabe da BBC no Norte do Sudão foram fechadas no último dia 9”.

Outro fator, diz a “Economist”, é a concorrência. Desde 2006, China, França, Irã, Japão e Qatar lançaram canais de notícias em inglês. A China investiu US$ 7 bilhões em notícias internacionais — 15 vezes o orçamento anual do serviço global da BBC, segundo a revista. Em julho, o país lançou seu segundo canal de notícias em inglês, o CNC World.

“Os recém-chegados estão conquistando territórios (e até mesmo contratando o pessoal) abandonados pelas organizações ocidentais”, afirma a “Economist”.

Um exemplo é o rádio de ondas curtas. A BBC abandonou o serviço na América Latina, do Norte e parte da Europa, para o desespero de ouvintes leais. Já a China Radio International quase dobrou o número de estações.

Al-Jazeera chega a países de difícil acesso, como Zimbábue Se as ondas curtas atendem aos ouvintes de áreas rurais e menor poder aquisitivo, a grande batalha, diz a “Economist”, é pela população urbana, que consome notícias via satélite e internet.

Neste caso, afirma, o melhor exemplo é a rede Al-Jazeera, apoiada pelo Qatar. Ela domina o Oriente Médio, batendo fácil concorrentes como a Alhurra, bancada pelos EUA. A Al-Jazeera vem crescendo inclusive em países de difícil acesso ao Ocidente, como o Zimbábue. Até os militares americanos no Afeganistão preferem a Al-Jazeera.

Tony Burman, diretor do serviço em inglês da Al-Jazeera, criado há três anos, disse à “Economist” que os planos são abrir dez escritórios no ano que vem, chegando ao total de 80. Ele ressaltou que câmeras digitais permitem a uma sucursal, mesmo pequena, fazer muita coisa.

A África também registra forte expansão. Até 1990 o Quênia tinha apenas um canal de TV, estatal. Agora são 20 canais e 80 estações de rádio para concorrer com a BBC. “Depois de muito alardear a causa da liberdade, as grandes emissoras ocidentais têm agora de aprender a viver com as consequências disso”, conclui a “Economist”.

Fonte: The Economist via MRE

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9 Respostas to “‘Economist’: TVs do Ocidente vêm perdendo espaço”

  1. Isto é muito bom, pois a “produção de informação” está sendo mais descentralizada e portanto, se tornando menos monopolizada e mais democrática.
    .

    Não esqueçamos que a guerra fria foi além da rivalidade militar, uma “guerra de propaganda”, onde a mídia dos países comunistas pintava os capitalistas como sendo satanás e a mídia dos países capitalistas retratava os comunistas como sendo bezelbú!

    Dois exemplos desta guerra de propaganda, são a “Radio de Moscou” e a “Voz da América”.

    Na guerra fria não aconteceu somente uma corrida militar, más também uma corrida “armamentista midiática”,onde a arma é a fabricação de consensos através do domínio e manipulação da informação.

    Nesta guerra midiática os EUA foram vencedores incontestáveis e isto foi feito através da criação e estruturação de uma imensa rede mundial
    de mídia, rádios, TVs, jornais, revistas,livros, jornalistas e escritores pagos…

    Com o fim da guerra fria esta estrutura de mídia não foi desmontada, apenas mudou-se o foco e os objetivos a serem atingidos. E existe até hoje, servindo aos interesses estratégicos, políticos e comerciais anglo/americanos, embora com o surgimento da internet esteja perdendo força.

    Aqui no Brasil temos o complexo de rádios , TVs, revistas e jornais das “Organizações Globo” e a “Veja” (da Editora Abril),entre os mais destacados, más não únicos , membros desta rede de mídia, que no Brasil, colocam os interesses anglo/americanos como prioritários, em detrimento dos nacionais…Más isto não é feito as claras, tudo é feito com “psicologia”, empregam-se técnicas mais ou menos sutis de marketing e propaganda.

  2. Más para que aqueles que já tem o seu sistema nervoso viciado nas informações produzidas pelo sistema monolítico estadunidense e que se angustiam com a perspectiva de um mundo mais livre, visto de perspectivas diversas, aqui vai uma noticia que os pode “tranquilizar”… °-0

    O Pentágono já está estudando formas de tentar neutralizar a diversidade de produção de informação e narração dos fatos, que a internet proporciona.
    —————————————-
    “Pentágono com responsabilidade de defender a política dos EUA na Internet”
    .

    No quadro de « guerra irregular », a Câmara dos representantes adicionou um valor de 20 milhões de dólares no orçamento da Defesa para 2011 (2011 Defense Authorization Act) com o objectivo de fazer face ao « extremismo na Internet ».

    Este valor financiará pesquisas em ciências sociais, efectuadas pelo Pentágono, para melhor compreender o sucesso do discurso que critica a política externa dos EUA na internet e elaborar uma contra-narração.

  3. Ñ são honesto ,e são mt tendenciosos, estão recebendo o pagamento pelo seus pecados.

  4. Exemplo disso pode se citar a TV Brasil que este ano,espandio sua presença na África esta presente em quase todos os países africanos ,agora mira outras regiões.

  5. A populacao esta cansada de ouvir as meias verdades da midia ocidental ..que so’ poe enfase nas noticias que interessa as grandes empresas ao EUA , GB,etc..
    Quando teve o ataque ao navio turco rumo a Gaza, a BBC deu enfase quase minimo, omitindo a maior parte dos detalhes, obviamente dando seu apoio a Israel..ao inves de ser imparcial..Assim aconteceu com o acordo do Brasil e Turquia com o Ira..
    Ou seja escondendo as noticias que nao interessam ao Ocidente e mostrando as que lhes agradam..
    o mesmo com a CNN, Fox News, MSNBC..

  6. Quando ouço falar de al jazira e outros mais, tenho uma pontinha de inveja deles,pois eles realmente tem opinião própria e sabem o que realmente querem.Não são uns bandos de papagaios ou ” maria vai com as outras”;infelizmente estamos a reboque de idéias compradas por umas emissoras(globo) ou editoras (abril); que detestam a cultura brasileira.

  7. um exemplo e’ este blog que traz um monte de informac,oes interessantes que as grandes midias nao enfocam ou colocam minima enfase..
    Mais uma vez parabens Plano Brasil..e obrigado aos responsaveis por este blog pelo tempo que dispensam .

  8. De Boston, nós é quem agradecemos.
    para nós é um prazer e o tempo, não é dispensado e sim aproveitado.
    obrigado e grande abraço
    E.M.Pinto

  9. O Lobby sionista-massonico devem esta loucos! rsrrss…

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