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Sobre o VSB

In Defesa on 18/08/2010 by E.M.Pinto

https://i1.wp.com/www.iae.cta.br/fotos/vsb30b.jpg

Autor: Paulosetz (comentários postado no Plano Brasil reproduzidos na íntegra)

O VSB-30 é resultado de uma parceria entre o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a Agência Espacial Alemã (DLR), que financiou parte do seu desenvolvimento. Desenvolvido pelo IAE para atender ao Programa Brasileiro de Microgravidade, coordenado pela AEB, e ao Programa Europeu de Microgravidade da Agência Espacial Européia (ESA), com o objetivo de substituir os foguetes britânicos Skylark, cuja produção está descontinuada.

https://i2.wp.com/www.mv-brasil.org.br/Figuras/noticia_foguete.jpgO VSB-30 é um foguete de sondagem, de dois estágios, não-guiado, sendo estabilizado por empenas e lançado através de trilhos. No seu primeiro estágio, há um propulsor booster, chamado S31 e o segundo com um propulsor S30, de emprego também nos VS-30, VS-30/ORION e Sonda III. Ambos propulsores são alimentado com propelente sólido composite a base de polibutadieno hidroxilado e possuem envelopes-motores feitos em aço SAE 4140.

O VSB-30 exibe também: um jogo de três empenas em cada estágio dispostas, circunferencialmente, a 120 graus; um sistema de Indução de Rolamento (SIR), no módulo dianteiro do primeiro estágio, que utiliza três micro-propulsores a propelente sólido, idênticos aos do VLS-1 e designados por PIR (Propulsor Impulsor de Rolamento). Sistema este que tem por função induzir o foguete ao rolamento, na decolagem, a fim de diminuir as áreas de dispersão de impacto dos motores e da carga útil.

http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:LVmD6IChSu5l_M:http://www.astronautix.com/graphics/w/wvsb30.jpg&t=1

O foguete recebeu pouca contribuição internacional para o projeto, donde o Brasil desenvolveu tecnologia própria, adotando soluções de engenharia distintas daquelas adotadas na Europa e nos Estados Unidos, algumas até preferíveis.

A massa da carga útil influencia no apogeu e no período de microgravidade, podendo o valor nominal de 400kg variar.

Em 16 de outubro de 2009 a Aeronáutica e o DCTA anunciaram a certificação do VSB-30, tornando-o apto para produção em série. Até o momento, as regras de produção, comercialização e de pagamento de royalties ainda serão definidas pela FAB. O VSB-30 é o primeiro foguete brasileiro a conseguir a certificação


https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/08/vsb-30v9-2.jpg?w=300

O futuro do VSB-30 é promissor. Haja vista que sem o inglês Skylark, a Agência Espacial Europeia poderá se voltar para o VSB-30 para substituí-lo. Os europeus precisam de dois foguetes por ano, e o VSB-30 está praticamente sozinho para suprir essa demanda. Além do mercado nacional que deverá utilizar outros dois foguetes.

Com isso o VSB-30 pode se transformar em um produto de exportação brasileiro. No caso de haver encomendas, um possível acordo entre o IAE e indústrias brasileiras que já mostraram interesse, pode concretizar essa possibilidade de industrialização do foguete.

https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/08/foto2.jpg?w=300


Ai vai nais algumas caracteristicas do VSB-30:
Comprimento: 12.639.6 mm

Diâmetro dos estágios: 577 mm
Massa total na decolagem: 2.579 kg

Massa de propelente:

Primeiro estágio: 670 kg
Segundo estágio: 874 kg

Massa prevista de carga útil: 400 kg

As características de vôo para uma carga útil de 400 kg são:

Velocidade máxima: 2.000 m/s
Aceleração máxima: 11 g
Mach Máximo: 6,9
Apogeu: 276 km (elevação: 87,3 ) Tempo de microgravidade: 350 s

https://i1.wp.com/img66.imageshack.us/img66/2200/lancdsfq4.gif

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12 Respostas to “Sobre o VSB”

  1. Ótimo,parabéns; serve p “Mt” coisa, pena ter alcance de 270 Km…deveria ter alcance de 18ooKm, o projeto condor dos Hermanos tinha um alcance bem >, temos de criar o mesmo o + rápidamente o possível, na moita, um pqno grupo de eleitos e conhecedor dessa empreitada. O BRASIL só agradece.P Ontem.

  2. Segue abaixo mais uma reportagem muito interessante sobre o VSB

    A estatal sueca Swedish Space Corporation (SSC), dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, está negociando a compra de novos foguetes de sondagem VSB-30, produzidos no Brasil pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Segundo o executivo-chefe da SSC, Lars Persson, a empresa já utilizou o VSB-30 em 11 lançamentos de experimentos científicos e tecnológicos apoiados pela Agência Espacial Europeia (ESA).

    Os dois lançamentos mais recentes ocorreram durante os meses de novembro e dezembro do ano passado, no campo de Esrange, em Kiruna, na Suécia. O VSB-30 começou a ser desenvolvido em 2001, a pedido da Agência Espacial Alemã (DLR), para atender ao programa europeu de microgravidade e também para substituir o foguete inglês Skylark 7, que deixou de ser produzido. O desenvolvimento do VSB-30 foi feito com investimentos de cerca de R$ 5 milhões e o DLR arcou com 40% desse valor. O foguete custa cerca de R$ 750 mil.

    O programa europeu de microgravidade, conhecido em inglês como “Unified Microgravity Sounding Rocket Program for the Future”, reúne um consórcio de organizações formado pela DLR e pelas companhias Astrium, Kayser-Threde e SSC . Até o momento, o VSB-30 acumula um total de nove lançamentos de sucesso, sendo dois a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (MA) e sete do Centro de Esrange, na Suécia.

    “O VSB-30 é o melhor do mundo em sua categoria. É tão bom e confiável que não vamos gastar tempo, dinheiro e energia para inventar o que já existe”, afirmou Persson. Segundo ele, as organizações europeias envolvidas no programa de microgravidade já trabalham nos experimentos científicos e tecnológicos que serão lançados, em abril de 2011, por meio de três foguetes de sondagem do IAE.

    Em 2004, quando o programa de lançadores brasileiro sofreu um revés, com a explosão do foguete VLS-1 na torre de Alcântara, a companhia canadense Bristol Aerospace chegou a oferecer ao consórcio europeu um voo gratuito do foguete de sondagem Black Brant, visando à substituição do VSB-30. Segundo o IAE, a agência espacial alemã DLR se manteve firme na manutenção dos lançamentos com o foguete de sondagem brasileiro.

    “O nosso foguete foi o primeiro produto espacial brasileiro a ser comercializado no mercado externo e também o primeiro a receber uma certificação de nível internacional, o que demonstra o alto nível de capacitação brasileira no segmento espacial”, disse o diretor do IAE, coronel Francisco Carlos Melo Pantoja.

    A certificação do VSB-30, emitida em outubro de 2009, contou com uma rigorosa avaliação da ESA e das companhias europeias do programa de microgravidade, afirmou Pantoja.

    A missão do foguete de sondagem brasileiro é lançar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de até 400 quilos, a uma altitude máxima de 250 quilômetros, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos. Durante esse período, a carga útil aciona um sistema que elimina qualquer movimento angular. Com isso, a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo melhores propriedades aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e às ligas metálicas.

    Nos dois mais recentes lançamentos do VSB-30 feitos na Suécia, o foguete levou ao espaço experimentos científicos com o objetivo de testar novos materiais e o comportamento de células humanas e metais em ambiente de microgravidade, informou Persson.

    Em visita recente ao Brasil, o executivo-chefe da SSC reuniu-se com os pesquisadores do IAE para reforçar a parceria que a empresa mantém com o instituto na área de foguetes de sondagem e para apresentar um combustível inédito que a companhia pretende testar, em breve, no lançamento do seu mais novo satélite, o Prisma. “Trata-se de um combustível ecológico, feito à base de compostos salinos e que já demonstrou, em laboratório, ser 30% mais potente que os compostos líquidos normalmente utilizados pelos atuais lançadores”, disse o executivo.

    Persson informou que a SSC também tem interesse em colaborar no desenvolvimento do programa brasileiro de lançadores e que considera o foguete VLS-1 muito promissor, porque pode atuar em um nicho de mercado novo, que está crescendo bastante.

    “Para os microssatélites e nanossatélites de até 400 quilos não existe quase nenhum lançador disponível, o que nos obriga a procurar o serviço dos grandes lançadores, nem sempre disponíveis quando precisamos”, disse Persson. O Brasil, segundo o executivo, tem interesse em dominar a tecnologia de microssatélites e a SSC quer oferecer uma parceria nessa área, que poderá facilitar o acesso do país a esse mercado.

    O lançamento de dois satélites Prisma, planejado para o próximo mês, será feito pelo foguete russo Dnieper, disse Persson. Avaliado em US$ 75 milhões, o Prisma é um microssatélite demonstrador de tecnologia, que será usado como plataforma para várias aplicações, especialmente na área de observação da Terra.

    Com faturamento anual de US$ 250 milhões e 650 profissionais em 11 países, a SSC é especializada no desenvolvimento de câmeras para satélites de observação da Terra, prestação de serviços de recepção de dados de satélites, pesquisas em ambiente de microgravidade e vigilância marítima por meio de radares, câmeras e sensores.

    Fonte: Jornal Valor Econômico, 11/03/2010,

  3. Bom dia, desculpem minha ignorância sobre o assunto , más esses foguetes podem serem usados como misseis?

  4. bom artigo ;)

    será que a Avibras vai fazer uma parceria…pensando no 2020…rsrs

  5. leandrorm :Bom dia, desculpem minha ignorância sobre o assunto , más esses foguetes podem serem usados como misseis?

    Boa pergunta !!!!! Se for possivel , talvez pudessemos colocar alguns destes em nosso litoral, para abater navios … talvez até Porta Avioes … será que é possivel ?

  6. xtreme :
    bom artigo
    será que a Avibras vai fazer uma parceria…pensando no 2020…rsrs

    HAuauahu bem nessa é so colocar a bomba na ponta e uma cabeça de missil no bixo alem de adicionar um big big radar em KC-390, e colocar ele debaixo das assas do KC-390, e 270Km lançado do chão em voo vai a quanto? 1000km?

  7. …assim que se faz parcerias estratégicas….onde ambos os lados ganham…

  8. Estava refletindo: apesar das sabotagens mil da Águia, o Brasil continua…

  9. O foguete de hoje é o missil de amanhã.

  10. O foguete de hoje é o missil de amanhã.
    SIM E COM UMA CARGA DE DESTRUIÇAO MUITO GRANDE…

  11. So falta a tecnologia para guiamento dos misseis se é que ja nao a tem.
    Com certeza ja devem existir projetos confidenciais de misseis de grande alcance que nao sao divulgados por um motivo obvio.
    Lembrando que esse alcance é em direçao ao espaço… deve no minimo triplicar se for lançado em uma trajetoria horizontal! sera que alguem pode confirmar isso?
    abraços

  12. Fico extremamente feliz de ler uma notícia dessas. Mantivemos nossa capacidade de pensar e criar soluções eficazes e de baixo custo.

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