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Vírus evitou registro de falhas em avião que caiu e matou 154 pessoas

In Aérea, Aviação Civil, Ciência, Curiosidades, Outras, tecnologia on 20/08/2010 by Carcará Marcado: , , , , ,

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Códigos malicioso interferiu com sistema que contabilizava falhas.
Acidente ocorreu em 2008 no aeroporto de Barajas, na Espanha.

Do G1, em São Paulo
 
O computador central responsável por registrar falhas dos aviões da companhia aérea Spanair foi impedido de contabilizar o número de problemas de uma aeronave em 2008 porque estava infectado com vírus do tipo cavalo de troia, segundo reportagem publicada na edição desta sexta-feira (20) do jornal “El País”. No mesmo ano, em 20 de agosto, o avião acabou sofrendo um acidente durante decolagem no aeroporto de Barajas, em Madri, matando 154 pessoas.

Se estivesse funcionando corretamente, o sistema poderia ter impedido o processo de decolagem, já que, pouco antes do avião partir, foi registrada uma falha técnica em um sensor da aeronave. A mesma falha havia se manifestado duas vezes no dia anterior. Se estivesse funcionando normalmente, o computador teria acusado a repetição, alertando técnicos da companhia. O sistema, no entanto, estava infectado, e não registrou as ocorrências da véspera do acidente.

Ainda de acordo com o jornal, o juiz Juan David Perez, responsável pelo caso, já solicitou que a Spanair forneça os dados relevantes sobre a possível infestação do cavalo de troia. O processo já acumula 12.000 páginas.

A situação foi agravada pelo atraso de cerca de 24 horas para registrar cada falha encontrada pela companhia. Dois erros foram registrados no dia anterior ao acidente. No dia do acidente, quando os mecânicos tentaram inserir no banco de dados um problema detectado pelo comandante da aeronave, eles não teriam conseguido realizar a operação devido a erros causados pelo código malicioso, segundo as informações mais recentes obtidas pelo jornal espanhol.

O acidente ocorreu em 20 de agosto de 2008 no aeroporto de Barajas, em Madri. A aeronave MD-82 com destino às Ilhas Canárias abortou uma decolagem depois de o comandante perceber uma falha em um sensor. Quando foi novamente decolar, a aeronave saiu da pista, partiu-se ao meio e explodiu. Os 18 sobreviventes foram atirados para fora do avião, e 154 pessoas morreram carbonizadas.

Fonte: G1

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16 Respostas to “Vírus evitou registro de falhas em avião que caiu e matou 154 pessoas”

  1. Fico estarrecido só de ler essa notícia e constatar que algum “ingenheiro” teve a coragem de usar aquele LIXO da Microsoft como sistema operacional em um avião!

    Alguém já se deu o trabalho de ler o “EULA” (Licença de Uso) do Windows?? Só Advogado Judeu-Americano e com parentes na Turquia para bolar uma picaretagem daquelas…

    Como eu sei que ERA o Windows? Simples: “Virus”!

  2. “O computador central responsável por registrar falhas dos aviões da companhia aérea Spanair foi impedido de contabilizar o número de problemas de uma aeronave em 2008 porque estava infectado com vírus do tipo cavalo de troia…”

    A quem serve um vírus com uma ação tão especifica?

    Não é possível afirmar nada, más isto está com cheiro de ser uma “infecção” no sistema, causada pela própria empresa, talvez para atenuar sua culpa e tentar diminuir o valor das indenizações a serem pagas.

  3. Por outro lado, é um pequeno exemplo das possibilidades de sabotagem e ataques cibernéticos…

  4. A explosão em Alcantara e a plataforma computacional utilizada no governo FHC:

    ……………………………………………

    “Quem teria interesse em sabotar o projeto espacial brasileiro?

    Abertamente, ninguém que se saiba. Porém, de forma indireta, há um natural suspeito ao se reconsiderar a hipótese. Um suspeito que se manifesta no nível de exigências impostas para negociar acordo, com o governo FHC, para o uso da base de Alcântara. E que, na atual gestão, documentou publicamente sua determinação de se valer de qualquer meio ao seu dispor para impedir que outras nações alcancem posições de vanguarda tecnológica ou militar que possam desafiar, a seu olhar hoje paranóico, sua hegemonia militar, econômica e política (“doutrina bush”: http://www.whitehouse.gov/nsc/nss.html).

    Dele, o então governo do Brasil aceitou absurdas imposições para o aluguel de espaço e instalações na base aeroespacial brasileira. Entre essas imposições, destaca-se a que impede a renda proveniente deste aluguel ser gasta no programa espacial brasileiro, e a que impede o acesso físico de qualquer brasileiro às dependências alocadas aos norteamericanos em Alcântara. Tendo privatizado boa parte do patrimônio do Estado, numa farra orquestrada pelo “consenso de Washington” pela qual, ao final, quedou quintuplicada a dívida pública, viu-se o governo FHC ávido por mais migalhas do próprio pão.

    Ocorre que o controle e comando das operações aeroespaciais se dá através da informática. Quase sempre, quando à distância, por ondas eletromagnéticas, que desconhecem fronteiras políticas. Nesse contexto, se os códigos de sinalização eletrônica para comando e controle das operações não foram adequadamente concebidos e implementados, bastaria uma rápida e certeira transmissão, até por radiofrequência de um ponto escondido nalgum canto da base, neste caso indevassável, para que um serviço de inteligência estrangeiro pudesse crackear a comunicação brasileira visando uma sabotagem desta magnitude, sem deixar pistas.

    Num contexto potencialmente hostil, onde o comando e controle das operações aeroespaciais brasileiras é potencial alvo de sabotagem, como se deve conceber e implementar seus códigos? Com criptografia robusta e autônoma, sobre uma base computacional (centros de controle e canais de comunicação) projetada, instalada, operada e mantida com vistas a assegurar integridade e inviolabilidade à sua função. Deve-se, portanto, começar a investigação pelo início. Pelo projeto do sistema de controle e comando aeroespacial brasileiro, onde se pode plantar a mais danosa semente para esse tipo de desastre.

    Pois é no projeto da plataforma computacional do sistema de comando e controle que as proteções contra sabotagem poderiam já ter sido totalmente inviabilizadas. Mais especificamente, na escolha dos sistemas operacionais para os computadores. Talvez por coincidência, o próprio governo norte-americano se encarregou de fazer lobby — com grande sucesso junto ao governo FHC — para que as ações do governo brasileiro não “prejudiquem” empresas norte-americanas que licenciam caixas pretas ( Windows), sistemas operacionais inauditáveis e repletos de portas de fundo.

    Interceptações estariam ocorrendo com vítimas usuárias dos sistemas windows: a Airbus e a Thompson, por exemplo. A primeira, na sua oferta para uma licitação na Arábia Saudita, em que concorria com a Boeing; a segunda, em suposta negociação de propina para a licitação de radares do SIVAM, com oficiais do governo FHC. Até recentemente, o fabricante do windows negava que seus sistemas tivessem portas de fundo, mas com a sua vulnerabilidade cada vez mais escancarada, mudou de tática.

    A partir da versão XP, a Microsoft passou a admitir a presença de portas de fundo no windows. Justificativa, agora? “para o gerenciamento dos seus direitos digitais” (DRM). O XP, que precisou passar, como qualquer software comercializado com criptografia, por uma homologação junto ao serviço secreto norte-americano antes de obter licença de exportação, tem pelo menos 16 canais ocultos através dos quais a empresa (só ela?) monitora as atividades do usuário (http://www.hevanet.com/peace/microsoft.htm). Os clientes aceitam, subjugados e submissos, estando entre os mais ardorosos e felizes vassalos a tucanada que diz amém ao lobby da Microsoft e à Alca.

    Tanto é que, ao assumir o Planalto, Lula encontrou o palácio informatizado por uma rede de computadores rodando windows e adminsitrada por uma empresa terceirizada. Licitação? Para que, se, como dizem os editais, não existe concorrente para o windows? Enquanto o próprio presidente da Microsoft é citado na mídia desmentindo os editais, dizendo ser o GNU/Linux o mais sério concorrente do windows. Faltou a ele dizer que nisso Bush Junior e Fidel Castro coincidem em preferência.

    Ao anunciar sua política pública pela preferência ao software livre, auditável, o governo Lula vem enfrentando na mídia ataques sórdidos que transbordam empáfia e desinformação. Como no jornal Valor Econômico (“A escolha pública pelo software livre”, 26/06/03) e na revista IstoÉ Dinheiro (“O todo poderoso”, 30/97/03), que, tendo se dado a tais panfletagens, se recusam a abrir espaço a opiniões contrárias explicando as razões de Estado para a nova política.

    Se o palácio do Planalto foi entregue (a Lula , pelo governo FHC) nas condições em que foi, como teriam os tucanos deixado o centro de controle e comando do programa aeroespacial brasileiro? Se da mesma forma, uma tal sabotagem seria como tirar doce de criança, de um mané que está dando mole. ”
    .
    (Extraido de texto do Prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende –
    Departamento de Ciência da Computação
    Universidade de Brasilia
    22 de Agosto de 2003)
    …………………………………………….

  5. Bom seria localizar o autor do vírus e criminaliza-lo pelas mortes!

  6. Caro Intruder, por favor leia a reportagem com atenção. O sistema falado nada tem a ver com os sistemas embarcados nas aeronaves, e sim um sistema feito para que as equipes registrem falhas ocorridas nas aeronaves.

  7. Se fosse LINUX teríamos um erro deste nível ? Agora para o check list de decolagem deveremos perguntar: anti vírus atualizado ? Os sistemas estão contaminados ? Foram limpos ?

  8. auhauhau A probabilidade de ter sido um erro grosseiro é enorme. Já vi muitos que culpam vírus por problemas causados por usuários.

    Um trojan causar esse problema? Teria que ser um trojan bem especifico no mínimo especializado para gerar um problema em sistema que tem somente essa finalidade, eu diria que o mercado é muito pequeno. E a probabilidade de um programador ter perdido tempo para gerar esse erro é mínimo.

    Vamos e viemos um programa para varrer erros que não sabe que esta com problema? Quase impossível, pois, o erro no mínimo geraria um erro no próprio software que o impossibilitaria de funcionar ou geraria uma mensagem de erro. Acredito mais na primeira.

    Isso ta me cheirando a corte de gastos que gerou mortes.

  9. André Oliveira :
    Se fosse LINUX teríamos um erro deste nível ? Agora para o check list de decolagem deveremos perguntar: anti vírus atualizado ? Os sistemas estão contaminados ? Foram limpos ?

    Dificilmente se fazer vírus para linux alem dele ter uma logica muito boa de segurança, e um mercado muito pequeno ou seja teria que ser muito especifico. O que foge a lógica de um hacker querendo ganhar uma grana….

  10. Fernando :
    Caro Intruder, por favor leia a reportagem com atenção. O sistema falado nada tem a ver com os sistemas embarcados nas aeronaves, e sim um sistema feito para que as equipes registrem falhas ocorridas nas aeronaves.

    Caro Fernando, acredite, pois sei bem o que digo:
    Sistemas embarcados, seja em veículos militares ou não, por razões de custo, utilizam versões customizadas dos mesmos sistemas que são oferecidos ao público em geral.

    Claro, não adianta alguém procurar pelo “Word” ou o “MidiaPlayer” em um destes sistemas embarcados, porque estes são removidos no processo de customização.
    No entanto são, basicamente, os mesmo sistemas disponíveis para uso geral.

    Sei disso, pois trabalho na área. E, o fato de ser vulnerável a virus, já aponta o nome do Fabricante. Acho incrível que, em uma área em que vidas humanas estão em jogo, alguém arrisque a usar algo tão pouco seguro em confiável como o windows.

    Para teres um idéia, existem certificações de nível de segurança para este tipo de sistema. Pois bem, sabes como o Windows conseguiu ser aprovado em um desses níveis de certificação? Pois bem, ele foi certificado, DESCONECTADO da rede…
    []s
    Intruder

  11. André Oliveira :
    Se fosse LINUX teríamos um erro deste nível ? Agora para o check list de decolagem deveremos perguntar: anti vírus atualizado ? Os sistemas estão contaminados ? Foram limpos ?

    Caro André: Necessariamente, a troca de um sistema por outro, não impede que um ataque seja por virus, ou outra coisa, deixe de ocorrer. Entretando, existem mais de 30000 (trinta mil) virus diferentes para o sistema usado e menos de 700 para o Linux. É uma questão de probabilidade.

    Existe até o caso de uma usina nuclear americana, que utilizava o referido sistema para controle de emergência em um reator nuclear e, durante os testes de rotina, este veio a ser infectado e deixou de funcionar! Felizmente, era só um teste…

    Abaixo segue um link a respeito. Acho incrível como, na própria notícia, tentam abafar o caso dizendo “The breach did not pose a safety hazard.” (brecha não representou perigo `segurança). Nota-se claramente os Marketeiros daquela “empresinha” ianque, tentado minimizar o estrago.
    []s
    Intruder

    http://www.securityfocus.com/news/6767

  12. “…Não é possível afirmar nada, más isto está com cheiro de ser uma “infecção” no sistema, causada pela própria empresa, talvez para atenuar sua culpa e tentar diminuir o valor das indenizações a serem pagas….”

    Wi, não sei se poderá ter lógica essa tua afirmação… acho que seria pior se provasse a responsabilidade da empresa nesse aspecto, as indemnizações seriam maiores por irresponsabilidade na causa do acidente.

    Embora estas indemnizações são muitas das vezes feitas em negociações com familiares directos e com acordo de tribunal.

  13. Já agora onde é que está escrito que o sistema operativo onde o programa que detecta essas avarias seja o Windows?

    A Mac usa a história que o MAC não apanha vírus, faz uma pesquisa em sites da especialidade e verás muita informação ao contrário. Se não me engano o 1 vírus para MAC apareceu em 2006.
    Seja que sistema for, estás sempre susceptíveis a ter problemas, um trojan não podemos dizer directamente que é um vírus… é um código que poderá por um sistema a funcionar mal mas não o derruba e perturba tanto ao contrario da maioria dos vírus. Claro que a plataforma mais susceptível de apanhar vírus é a Windows mas os outros sistemas não estão longe desse perigo.

  14. Só uma observação sobre essa coisa de software livre ou não…
    Enfim…

    Sistemas utilizados para controle em alcântara são sistemas próprios ou ao menos deveriam ser, bem como a rede de computadores deveria ser também fechada, pois com ou sem “porta dos fundos” no Sistema Operacional, as coisas podem ser atacadas/modificadas.

    Sobre a quantidade de vírus existentes para Windows e Linux, é como você falou intruder, probalidade, que vem de estatística… Não há interesses de vírus para Linux pois poucas plataformas o utilizam se você for comparar com a vasta gama de usuários de Windows, portanto isso é meramente uma questão de tempo e interesse, com o aumento do uso de Linux há um aumento gradativo na quantidade de códigos maliciosos para esse Sistema tambem…

  15. Já foi aventado um uso nobre p os mesmos,infestar naves espacial mãe dos alienigenas…Os Russos já usaram os mesmos nos Cpd’s de defesa da Geórgia p neutralizar sua reação.A China já tem esquadrão de Ataque cibernético p guerra.Sds.

  16. Luiz9Medeiros :
    Só uma observação sobre essa coisa de software livre ou não…
    Enfim…
    Sistemas utilizados para controle em alcântara são sistemas próprios ou ao menos deveriam ser, bem como a rede de computadores deveria ser também fechada, pois com ou sem “porta dos fundos” no Sistema Operacional, as coisas podem ser atacadas/modificadas.
    Sobre a quantidade de vírus existentes para Windows e Linux, é como você falou intruder, probalidade, que vem de estatística… Não há interesses de vírus para Linux pois poucas plataformas o utilizam se você for comparar com a vasta gama de usuários de Windows, portanto isso é meramente uma questão de tempo e interesse, com o aumento do uso de Linux há um aumento gradativo na quantidade de códigos maliciosos para esse Sistema tambem…

    Luiz:
    Nunca pensei especificamente no Linux, embora EU próprio o utilize há 11 anos sem anti-virus e nunca tenha tido o sistema infectado uma única vez. A questão central para mim é o risco de se utilizar um sistema que:
    1 – Nunca foi desenvolvido para ser seguro;
    2 – Foi desenvolvido como plataforma para aplicativos comerciais e de entretenimento (leia-se Jogos);
    3 – Seguramente possui métodos de acesso não divulgados (leia-se “backdoors”);
    4 – É Ianque e, nos EUA, Governo, Empresas e Agências de Espionagem, andam de “mãos dadas”;

    Para falar a verdade, nem o Linux EU considero adequado a este tipo de uso. Para isto eu utilizaria um sistema similar ao “Symbian” mas, os motivos para isso, são meio complicados de explicar para quem não é da área.

    Quanto a questão “popularidade x número de vírus e trojans”, concordo que um aumento na base de usuários Linux, levará a um aumento no números destes, mas nada que se compare ao Windows, porque o Linux trabalha de modo diverso deste e, novamente, é assunto meio extenso para aqui ser tratado.
    [ ]s
    Intruder

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