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Sistemas de armas suecos no Brasil: Carl Gustav M3

In Armas pessoais, Defesa, Plano Brasil, Sistemas de Armas, tecnologia on 22/08/2010 by Vympel1274 Marcado: , , , ,


Autor: Vympel 1274

Plano Brasil


Sistemas de armas suecos no Brasil: Carl Gustav M3

O Carl-Gustaf é um sistema sem recuo, portátil e versátil adequado para o fogo direto em quase toda situação de combate. Foi incorporado ao exercito brasileiro na década de 90, equipando forças de ação rápida – FAR (Brigada de infantaria pára-quedista, Brigada de infantaria leve Aeromóvel e a Brigada de Operações Especiais), além de unidades ditas como “ilhas de modernização” (Caatinga, Selva, Montanha e Pantanal), e outras em que seus recursos são priorizados nos respectivos comandos militares de área.

Figura 01 – Comandos do exército brasileiro em treinamento com CSR Carl Gustav M3 84 mm


1 – Variantes

O alcance global da CSR Carl Gustav destaca a popularidade da arma, aparecendo em três variantes principais e em uso por forças militares normais e especiais por cerca de sessenta anos. O sistema tem sido observado desde o início por sua precisão, alcance e poder de fogo impressionantes, sendo aceito para serviço no exército sueco em 1948. O sistema ganhou o nome distinto da unidade de produção para onde os rifles iniciais foram produzidos – Carl Gustafs Stads Gevarsfaktori, na Suécia – a instalação agora propriedade da Bofors.

Desde a sua criação, o Carl Gustav passou a se tornar um braço ofensivo das forças militares ao redor do mundo. O M1 apareceu em 1948 e foi seguido pela melhoria M2 Carl Gustav em 1964. Mais tarde, em 1991, o M3 contou com uma série de melhorias, o principal dos quais sendo uma redução no peso total, em parte, à substituição de componentes em aço. O Carl Gustav continua em serviço operacional em suas diversas formas e é um favorito particular com os grupos de forças especiais, incluindo as unidades do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM).

2 – Características

Quando lançado, o Carl Gustav foi similar em muitos aspectos com as armas, como a Bazooka americana, PIAT britânico ou alemão Panzerschreck armas anti-tanque. A Carl Gustav era um projeto de canhão sem recuo (CSR), com um cano raiado que instantaneamente se diferenciado de seus contemporâneos. O cano era raiado para a estabilização da munição, eliminando a necessidade de aletas estabilizadoras (um recurso popular em outros sistemas). Esta operação permitiu o maior alcance e precisão do Carl Gustav.

Figura 02 – Visada da alma do cano do CSR Carl Gustav M3 84 mm


Figura 02 – Visada da alma do cano do CSR Carl Gustav M3 84 mm


Dados numéricos

Peso: 8.5 kg

Comprimento: 1.1 metros

Operadores: 02 homens, podendo ser operado por 01 homem, com queda na velocidade de tiro.

Munição: 84 x 246 mm

Cadência teórica de tiro: 06 tiros p/ minuto

Sistema de carregamento: Retrocarga por culatra articulada

3 – Sistemas de pontaria

Os sistemas óticos, telêmetro laser e de intensificação de luminosidade (junto com a mira padrão) podem ser montados e melhorar consideravelmente a arma para uma variedade de papéis especiais, conforme necessário. A munição é recarregada através de uma culatra articulada, na retaguarda do tubo. O tubo principal possui um punho de pistola, um suporte na parte frontal do tubo, alça de ombro e bipé opcional, juntamente com mira padrão.

Figura 04 – Miras fixas do CSR Carl Gustav M3 84 mm


As miras fixas têm quatro escalas diferentes de distâncias na alça de mira (posterior), sendo ambas (alça e massa de mira) dotadas de iluminação própria (elemento radioativo) para operações noturnas

Figura 05 – Mira telescópica do CSR Carl Gustav M3 84 mm


A mira telescópica utiliza um trilho de fixação “Picatinny”, com a possibilidade de instalar miras térmicas, de intensificação de luminosidade para operações noturnas.

Dados numéricos da luneta:

Zoom 3 X
Campo de visão 120 º
Diâmetro 38 milímetros


Ajuste de dióptria -0,5 A -1 dioptrias
Peso 1,10 kg
1. Faixa de ajuste de marcação HE 441 / fumígenas  e munições tipo HEAT marcadas como 551 e 751.
2. marcações intercambiáveis para HE 441 e 551 e 751 HEAT.
3. caracteres luminosos para o tiro.
4. Dispositivo de iluminação para a escala de distâncias.
5. Miras de ferro (fixas) para alvos móveis com velocidades de 10-50 Km / hr.
6. Correção para ajuste de temperatura

Índice Azul Abaixo de 0C

Índice Branco Abaixo de 0C e + 30C

Índice Vermelho Acima de + 30C

4 – Munições

O CSR Carl Gustav 84 mm pode disparar vários tipos de munição além dos seus principais projéteis anti-blindagem e incluem projéteis iluminativos, anti-estrutura, fumígenos, treinamento e anti-pessoal (Flechetes). Uma equipe de dois operadores é necessária para o serviço de peça, e a simplicidade do sistema permite que um único operador possa operar o CSR, a custo da velocidade de disparo.

Figura 06 – Alguns modelos de munições utilizados pelo CSR Carl Gustav M3 84 mm


Segue alguns tipos de munição utilizadas pelo CSR Carl Gustav 84 mm:

HEAT 751 (Alto explosivo anticarro) – Alta penetração em blindagem;

HEAT 551 (Alto explosivo anticarro) – Penetração em blindagem;

HEDP 502 (Alto explosivo duplo propósito) – Emprego geral, vários tipos de alvos;

HE 441D (Alto explosivo) – Explosão no ar, contra pessoal desabrigado;

ILLUM 545 C (Iluminativo) – Iluminação de campo de batalha;

SMOKE 469 C (Fumígeno) – Fumaça para encobrir ou marcar alvos;

ADM 401 (Munição para defesa de área) – Antipessoal com flechetes;

Sub calibre 7,62 mm 553 B (Treinamento) – Treinamento a baixo custo com simulação de disparo real com sopro e munição calibre 7,62 mm;

TP 552 (Treinamento) – Treinamento para capacitação de utilização de munição HEAT a grandes distâncias.

HEAT 751 – alta penetração em blindagem

Figura 07 – Munição HEAT 751 84 mm

A munição HEAT 751 está equipada com uma ogiva em tandem que produz uma força de penetração superior a 500 milímetros após penetrar a defesa ERA. Isto é suficiente para derrotar a blindagem de muitos CC existentes, mesmo quando equipado com ERA. Quando á munição HEAT 751 atinge um alvo blindado, o efeito da carga secundária em tandem, penetra os blocos de ERA, sem iniciá-los. Esta é imediatamente seguida pela carga principal, que passa através da blindagem principal, atingindo o interior do veículo . O HEAT 751 é estabilizado, equipado com fusíveis piezo- elétricos para todos os ângulos de ataque e um motor de foguete, dando uma trajetória tensa e rápida até atingir o alvo. 

Dados técnicos:

HEAT 751 84 mm

Pesos

Tiro completo: 3.8 kg

Projétil: 2.9 kg

Penetração em blindagem: ERA + > 500 mm RHA

Velocidade inicial: 211 m/s

Alcance efetivo: > 600m

Velocidade máxima: 336 m/s

Figura 08 – Mostra a munição HEAT 751 84 mm em voô


HEAT 551 – penetração em blindagem

Figura 09 – Munição HEAT 551 84 mm

A munição HEAT 551  desabilita ou destrói cerca de 90% de todos os veículos blindados em distâncias de 700 m, bem como é altamente eficaz contra outros alvos duros tais como bunkers de concreto, embarcações de desembarque e aeronaves. Depois de deixar o cano do lançador, o motor do foguete é acionado. A munição HEAT 551 é estabilizada por aletas e gira lentamente até o alvo. A ogive é detonada através de um cristal piezoelétrico que funciona até mesmo em altos ângulos de impacto. Para garantir que ele não se inicie quando atingido por arbustos, o HEAT 551 carrega um dispositivo de segurança para tanto.

Dados técnicos:

HEAT 551 84 mm

Pesos

Tiro completo: 3.2 kg

Projétil: 2.4 kg

Penetração em blindagem: 350 mm

Distância para armar: 5 – 15 m

Velocidade inicial: 254 m/s

Alcance efetivo: 700 m

Velocidade máxima: 339 m/s

Figura 10 – Munição HEAT 751 84 mm sendo inserida no CSR


HEDP 502 – para guerra urbana

Figura 11 – Munição HEDP 502 84 mm


Para as forças de resposta rápida que deve ter a capacidade de combater vários tipos de ameaça, a HEDP 502 é eficaz contra veículos blindados leves, concreto e paredes de tijolo, fortifcações, bunkers e forças no solo. A munição de dupla finalidade HEDP 502 é otimizada para o uso em áreas urbanas. A ogiva é detonada através de um cristal piezoelétrico que funciona até mesmo em altos ângulos de impacto. Para garantir que ele não se inicie quando atingido por arbustos, o HEPD 502 carrega um dispositivo de segurança para tanto. 

Dados técnicos:

HEDP 502 84 mm

Pesos

Tiro completo: 3.3 kg

Projétil: 2.5 kg

Penetração em blindagem: > 150 mm

Velocidade inicial: 255 m/s

Distância para armar: 5 – 15 m

Alcance efetivo

Alvos em movimento: 300 m

Alvos estáticos: 700 m

Figura 12 – Mostra a munição HEDP 502 84 mm atingindo uma posição de sacos de areia


HE 441D – explosão no ar por tempo

Figura 13 – Munição HE 441 D 84 mm

Para combater as tropas em campo aberto, por trás de espaldões ou em trincheiras, bem como em veículos de blindagem leve e outros tipos similares de alvo, a HE 441D tem uma característica especial, que pode ser definida como detonação de impacto ou explosão no ar. O corpo da munição HE 441D é feito de aço com inserções de borracha, contendo 800 esferas de aço. Quando a ogiva é detonada, as esferas de aço são ejetadas para formar uma nuvem letal com distribuição homogênea. A munição é giro estabilizada e equipada com uma espoleta de impacto direto no alvo. A espoleta de tempo produz uma detonação das referidas esferas de aço acima da posição do alvo, atingindo tropas inimigas que não estejam abrigadas.

Dados técnicos:

HE 441 D 84 mm

Pesos

Tiro completo: 3.1 kg

Projétil: 2.3 kg

Velocidade inicial: 240 m/s

Alcance efetivo: 1240 m

Distância para armar: 20 – 70 m

Figura 14 – Mostra a munição HE 441 D 84 mm explodindo no ar sobre uma posição inimiga descoberta


ILLUM 545 C – para a iluminação do campo de batalha

Figura 15 – Munição ILLUM 545 C 84 mm


A munição ILLUM 545 C pode fornecer as tropas amigas sua própria Illuminação no campo de batalha, continuamente, se necessário. O ILLUM 545 C rapidamente ilumina as áreas-alvo, facilitando para as forças terrestres completarem a sua missão. O fusível possui um anel de regulagem, formado a partir de 300 a até 2100 metros e há sete intervalos pré-selecionados  que podem ser facilmente definidos. A altura da detonação é de cerca de 200 metros e uma intensidade de iluminação na região de 650 000 cd está prevista por cerca de 30 segundos para uma área de 400-500 metros de diâmetro.

Dados técnicos:

ILLUM 545 C 84 mm

Pesos

Tiro completo: 3.1 kg

Projétil: 2.2 kg

Composto iluminativo: 0.5 kg

Velocidade inicial: 260 m/s

Alcance

Mínimo para utilização: 300 m

Máximo para utilização: 2100 m

Área iluminada: 400 – 500 m

Tempo de queima: 30 s

Figura 16 – Munição ILLUM 545 C 84 mm iluminando uma área


SMOKE  469C – cortina de fumaça

Figura 17 – Munição SMOKE 469 C 84 mm

A munição 469 C SMOKE desenvolve imediatamente em uma cortina de fumaça sobre a área efetiva do impacto, podendo ser aproveitada em muitas situações de combate.

• Encobrimento – dispersar uma cortina de fumaça entre o inimigo e a própria posição
•  Marcação – Marcando a posição de um alvo de artilharia e apoio aéreo próximo.

•  Impacto direto – lançamento da munição diretamente em o alvo.

Dados técnicos:

SMOKE 469 C 84 mm

Pesos

Tiro completo: 3.1 kg

Projétil: 2.2 kg

Composto fumígeno: 0.8 kg

Velocidade inicial: 240 m/s

Alcance efetivo: 1300 m

Figura 18 – Munição SMOKE 469 C 84 mm encobrindo o avanço de elementos blindados


Munição de Defesa de área (ADM) 401 – proteção de curto alcance

Figura 19 – Munição ADM 401 84 mm


A munição de defesa área ADM 401 é feita para  proteção em áreas restritas de selva ou guerra urbana. A ADM tem uma carga de 1100 flechetes e tem um alcance efetivo de 100 m. Como não existe uma carga explosiva, os flechettes são lançados pela pressão do gás na forma de um cone. Isto resulta uma distribuição de 5-10 fechettes por metro quadrado a uma distância de 100 m, que é extremamente eficaz contra uma invasão inimiga.

Dados técnicos:

ADM 401 84 mm

Pesos

Tiro completo: 2.7 kg

Projétil: 1.8 kg

Número de flechetes: 1100

Velocidade inicial: 300 m/s

Dispersão á 100 metros: 10 – 12 metros

Figura 20 – Munição ADM 401 84 mm sendo inserida no CSR


Sub calibre 7,62 mm 553 B (Treinamento) – Treinamento a baixo custo com simulação de disparo real com sopro e munição calibre 7,62 mm

Figura 21 – Conjunto subcalibre 7,62 mm 553 B

Com o adaptador de subcalibre 553 B inserido no Carl Gustav, é possível diminuir os custos de treinamento a baixos níveis, tanto no campo de tiro e no campo de treinamento reduzido. Isto é conseguido usando uma munição especial de calibre 7,62 mm no adaptador de subcalibre. O 7,62 milímetros tem quase a mesma trajetória como o HEAT 551. A situação pode ser feita mais realista, adicionando um sopro á retaguarda como se a munição verdadeira estivesse sendo. Quando o adaptador de Sub-Calibre é carregado com uma 7,62 redondo, com ou sem carga de sopro á retaguarda, ele é tratado exatamente da mesma forma que uma munição padrão calibre 84 milímetros.

Dados técnicos:

Adaptador de subcalibre 553 B Pesos

Peso: 3.7 kg

Calibre: 7,62 mm

Comprimento: 600 mm

Figura 22 – Conjunto subcalibre 7,62 mm 553 B utilizado em instrução


TP 552 (Treinamento) – Treinamento para capacitação de utilização de munição HEAT a grandes distâncias

Figura 23 – Munição TP 552 84 mm


A munição TP 552 é utilizada para a prática de tiro e o projétil  se destina a reforçar a capacidade do usuário durante o treinamento. O projétil é inerte, não tem sistema de fusível, reforço ou carga principal, carrega um motor foguete. Isso dá uma formação realista, bem como produzir uma trajetória plana e curto período de tempo de vôo para o alvo, que, por sua vez, fornece uma alta probabilidade de acerto, mesmo a longas distâncias. O TP 552 tem a mesma trajetória do 84 milímetros HEAT 551. É também estabilizado por aletas e gira lentamente em vôo. Os principais componentes no caso do cartucho TP 552 é de idêntica correspondência aqueles usados em outros tipos de munições do Carl-Gustav.

Dados técnicos:

TP 551 84 mm

Pesos

Tiro completo: 3.2 kg

Projétil:2.4 kg

Propelente: 0.4 kg

Propelente do motor:0.3 kg

Velocidade inicial: 255 m/s

Alcance efetivo:700 m

Velocidade máxima: 340 m/s

Figura 24 – Munição TP 552 84 mm utilizada em treinamento

5 – Histórico em combate

Em 1982, durante a guerra das Falklands / Malvinas, a fragata argentina Guerrico, ao se aproximar da costa, foi atingida por disparos de um CSR Carl Gustav no seu centro de operações de combate, prejudicando as operações da fragata, forçando-a a se distanciar da costa. Também foi destruído um LTVP-7 dos fuzileiros navais argentinos durante as etepas iniciais do desembarque argentino nas ilhas.

6 – Emprego

Devido ás suas características, o CSR Carl Gustav 84 mm tem ampla gama de emprego de suas munições, fornecendo aos usuários uma arma verdadeiramente polivalente. Á exceção de carros de combate pesados, suas munições destroem ou desabilitam qualquer veículo blindado existente. Na 12ª Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel, a seção de canhão sem recuo (CSR) é parte integrante doa pelotões de apoio das companhias de fuzileiros leve. Cada seção CSR tem três peças, com dois operadores cada, subordinados ao 3º sargento comandante da seção anticarro.

Figura 25 – Unidades de infantaria leve aeromóvel em formatura (esquerda) e em estágio de adaptação e operações na Caatinga (direita), utilizando o CSR Carl Gustav 84 mm M3


Figura 26 – 12ª Bda Inf L Amv em forma no Com Av Ex, Taubaté – SP


Glossário:

CSR – Canhão sem recuo

Picatinny – Tipo de trilho universal para acoplagem de sistemas diversos em armamento

Flechetes – Carga da munição ADM 401 que tem forma de pequenas flechas

FAR – Força de ação rápida do exército Brasileiro (unidades que compõem)

Nota do autor: O autor do post foi chefe de seção CSR  em OM da 12ª Bda Inf L Amv.



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20 Respostas to “Sistemas de armas suecos no Brasil: Carl Gustav M3”

  1. Ficou bem detalhado, seria muito interessante colocar algo sobre o uso dele em combate.

  2. O Carl Gustav M3 e suas munições são , ou havendo necessidade, podem ser, fabricados sob licença, aqui no Brasil?

  3. Sim Wi, inclusive o Carl Gustav é fabricado sob licença no japão e alguns países, como a India fabricam suas munições.
    Renato, cheguei a procurar algo sobre seu histórico de combate, mas achei pouca coisa, além do uso do sistema nas malvinas pelo exército inglês, se alguem souber de algo, avisa aê.

  4. Excelente matéria e excelente arma. Não imaginava a quantidade de variantes de munições para o Carl Gustav M3. Quais destas estão disponiveis nas Forças Brasileiras? O AT4 é muito diferente do CG M3?
    Parabéns pela matéria.

  5. Será que temos um número sufuciente?

  6. Off topic: foto mais legal de um FAL 7.62

  7. Valeu Vympel 1274 e parabéns pela matéria.

    Bom saber que podem ser fabricadas aqui no Brasil é um diferencial de segurança.

    Estas armas para a infantaria são muito importantes,creio que os FN também devem ter bom uso para elas.

  8. É uma arma de alto valor para as companhias de infantaria. Confere um alto poder de choque a pequenos grupos de compbatentes e permite a eles, não só sobreviver, com também agredir forças superiores em blindagem. O uso de armas deste porte, sejam os RPGs russos ou modelos similares, proporcionam resultados devastadores em recintos fechados, como ocorreu em Grozny, na primeira campanha da Chechenia ..http://www.youtube.com/watch?v=k85yhpA0giQ

  9. Sr.Vympel1274 a Mectrom fabrica o sestema de misses MS-1 se ñ estou emganado, esse sistema e efetivo comtra comtra as ameaças modernas como as blindagens mais recentes os novos carros de combate?

  10. Amigo Wolfpack, o AT-4 é um sistema anticarro puro (versão utilizada no brasil), além de ser descartável (dispare e jogue fora). O Carl Gustav é um sistema que pode ser utilizado por anos (depende da quantidade de tiros executados)e em vários tipos de alvos e situações. Se não me engano, a vida útil do CG é de 2000 tiros.

    Amigo Julio César, a Mectron desenvolve o MSS 1.2 a alguns anos, sendo sua ogiva de 130 mm capaz de perfurar >530 mm de blindagem (dados do fabricante, não especificando se é com ou sem ERA). Acredito que seria viável a Mectron comprar tecnologia de perfuração de blindagens com outros países(russia, por exemplo), pois devido a proliferação de CC protegidos por ERA, seria mais indicado uma ogiva em tandem.

    Nota:
    ERA – Explosive Reactive Armour (blindagem explosiva reativa)
    Carga em tandem – Duas ogivas (secundária e principal) em um mesmo eixo.
    CC – Carro de combate

  11. Wolfpack, até 2001 lembro que existiam a 751, 551, 441, 545 e 469, além da 552 e do subcalibre. a ADM 401 é nova, não sei se está disponível. Valeu o interesse.

  12. Vympel1274 :
    Amigo Wolfpack, o AT-4 é um sistema anticarro puro (versão utilizada no brasil), além de ser descartável (dispare e jogue fora). O Carl Gustav é um sistema que pode ser utilizado por anos (depende da quantidade de tiros executados)e em vários tipos de alvos e situações. Se não me engano, a vida útil do CG é de 2000 tiros.
    Amigo Julio César, a Mectron desenvolve o MSS 1.2 a alguns anos, sendo sua ogiva de 130 mm capaz de perfurar >530 mm de blindagem (dados do fabricante, não especificando se é com ou sem ERA). Acredito que seria viável a Mectron comprar tecnologia de perfuração de blindagens com outros países(russia, por exemplo), pois devido a proliferação de CC protegidos por ERA, seria mais indicado uma ogiva em tandem.
    Nota:
    ERA – Explosive Reactive Armour (blindagem explosiva reativa)
    Carga em tandem – Duas ogivas (secundária e principal) em um mesmo eixo.
    CC – Carro de combate

    Gostei da explicação, ñ fabricamos em tandem!?!? Mas, deve-se fazer a compra desta tecnológia; o + rapidamente possível. Sds.

  13. Além da história do CG usado como arma anti-navio nas Falklands não conheço quase nada também. Mas isso não reduz a qualidade do seu texto, claro. Outro exemplo seria esse link falando da necessidade que forças de infantaria regulares dos EUA teriam para o CG http://www.combatreform.org/carlgustav.htm

  14. Alguem teria noção de quantidade que o Brasil dispõe de lançadores Carl Gustav??????

  15. Parabéns! Excelente matéria.

    Aproveitando, gostaria de saber como é feita a determinação de distância para o uso do projétil com explosão aérea HE 441, já que desconheço a utilização de um telémetro laser associado ao uso do CG.

    Um abraço.

  16. Grande bosco!!!!

    Realmente existem binóculos com telêmetros laser integrados nas seções CSR dos batalhões de infantaria leve do exército Brasileiro, o modelo é o LRB (uns dos modelos utilizados)..

    http://www.newcon-optik.com/lrb7x50.html

    Na falta do mesmo, utiliza-se o binóculo M949 com escala, utilizando a fórmula do milésimo para aferição de distâncias com medidas pré-estabelecidas..

    Grande daniel!!!

    não tenho como lhe responder, mas são suficientes para equipas forças de ação rápida estratégicas, ou seja, as brigadas paraquedista, aeromóvel e de operações especiais, além dos batalhões das forças de ação rápida regionais (caatinga, selva, pantanal e montanha).

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