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Brasil deve importar 5 mil engenheiros

In Geopolítica, Negócios e serviços on 24/08/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/08/diploma.jpg?w=300Klinger Portella, iG São Paulo

Falta de engenheiros aumenta importação de mão de obra.

Em 2010, País deve receber cerca de 5 mil profissionais do setor, um crescimento de 39% em comparação com o ano passado.

Quando chegou ao Brasil, há 25 anos, o engenheiro inglês Barrie Lloyd Jones tinha um contrato de trabalho temporário de três anos para ocupar a posição de superintendência em uma empresa do setor de petróleo e gás. Vinha para suprir uma carência de mão de obra especializada e, desde então, não deixou mais o País. “De todos os lugares que eu visitei, o Brasil é o melhor”, diz o engenheiro, que já trabalhou em 13 países diferentes.

Há três meses, Jones montou sua empresa de equipamentos de perfuração para exploração de petróleo, na região de Macaé (RJ) e enfrenta os mesmos problemas que seus antigos patrões: a falta de mão de obra especializada no País. “Estou com muito trabalho, porque temos poucos brasileiros especializados na área”, diz ele, que conta com dois estrangeiros em sua equipe. “Minha vontade é usar muito pouco estrangeiro. Quero montar uma equipe de pelo menos dez especialistas brasileiros”, completa.

A dificuldade encontrada por Barrie Lloyd Jones retrata uma realidade do mercado brasileiro e uma tendência cada vez mais forte por aqui. Com a potencial escassez de mão de obra de engenheiros para os projetos futuros que se escancaram – com Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, pré-sal e o boom imobiliário – a chegada de engenheiros estrangeiros ao Brasil cresce a cada ano – e não deve parar de crescer, de acordo com números oficiais tabulados pelo iG.

José Pastore, professor de Relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), diz que haverá uma defasagem de profissionais pelos próximos quatro anos, que será parcialmente compensada com a importação de mão de obra. “Depois disso, as faculdades terão condições de suprir a demanda interna.”

Segundo dados da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre 2008 e 2009, o número de autorizações concedidas a engenheiros estrangeiros saltou 27%, de 2.712 para 3.542. Entre janeiro e julho deste ano, a entrada de estrangeiros no País já superou os números de 2008, com 2.804 autorizações. Caso mantenha o mesmo ritmo de crescimento nos próximos cinco meses, o Brasil encerrará 2010 com a entrada de 4,8 mil engenheiros estrangeiros, um crescimento de 39% em comparação com o ano passado.

E os números podem ser ainda maiores. Segundo Mônica de Mello, sócia proprietária da Welcome Expants, empresa de consultoria que recebe estrangeiros no Brasil, há uma demanda crescente por engenheiros por parte do setor de petróleo e gás, com foco na exploração do pré-sal. Entre janeiro e julho, a empresa de Mônica, que atua na região de Macaé (RJ), recebeu 35 pessoas – 95% delas são engenheiros – e um novo grupo chega até setembro. “A perspectiva é de, pelo menos, mais 150 pessoas até o fim do ano”, diz.

Uma das empresas internacionais que atua na área de petróleo e gás no Brasil – que pediu para não ser identificada – tem planos de trazer, nos próximos dois anos, mais de mil engenheiros estrangeiros para o País, segundo apurou o iG.

Um estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC) realizado com 24 diretores de recursos humanos de grandes empresas do setor de engenharia e construção no mundo constatou que a mobilidade internacional é importante para os negócios em 80% das companhias. Para o futuro, dizem os entrevistados, o número subirá a 95%.

Segundo o levantamento da PwC, 70% dos engenheiros estrangeiros são contratados para projetos de curto prazo e em novos mercados. Além disso, 40% dos profissionais vindos de fora chegam com objetivo de desenvolver os engenheiros locais.

Embora seja adotada como alternativa à escassez de mão de obra especializada no Brasil, a importação de profissionais tem seus contras. “Nós estamos em período de expansão mundial e todos os países precisarão de mão de obra”, diz Ivan Witt, diretor da consultoria de recursos humanos Stter RH. “Além disso, existe uma barreira cultural, que é difícil de ser vencida”, completa. Ele acredita que mesmo países vizinhos, como Chile e Argentina, não teriam condições de supria a demanda do Brasil.

Procuram-se engenheiros

É consenso entre os especialistas que o Brasil enfrentará escassez de mão de obra de engenheiros nos próximos anos. Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que, se a economia apresentar um crescimento médio de 3,5% ao ano, o estoque de profissionais não será suficiente para atender a demanda por engenheiros já em 2015.

Mas o cenário pode se agravar ainda mais, já que, em 2010, por exemplo, o crescimento do Produto Interno Bruto deve bater a casa dos 6%. “O Brasil forma em torno de 32 mil novos engenheiros por ano. Só a indústria automobilística e a Petrobras precisam de 34 mil”, diz Ivan Witt.

Presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo destaca que o Brasil está bem abaixo de outros países quando o assunto é formação de engenheiros. “A China forma em torno de 400 mil engenheiros por ano. A Índia, em torno de 280 mil. A Coreia, 80 mil”, afirma.

Os especialistas dizem que o baixo índice de formandos em Engenharia está associado a um período de pelo menos 20 anos em que a economia brasileira praticamente estagnou, reduzindo a demanda por profissionais do segmento. Além disso, parte dos engenheiros acabam deslocados a outras atividades, cuja remuneração era mais atrativa, como o setor financeiro. Segundo dados do Ipea, apenas dois em cada sete estrangeiros trabalham em posições de Engenharia.

Com a retomada econômica observada nos últimos anos, entretanto, cresce a demanda por engenheiros e os salários tornam-se mais atrativos. Hoje, o salário médio inicial para um engenheiro é de R$ 4,5 mil. Há quatro anos, o valor era bem menor: R$ 1,5 mil.

Fonte: Último Segundo


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29 Respostas to “Brasil deve importar 5 mil engenheiros”

  1. Eles publicam essas notícias para inflacionar ainda mais o mercado, pois ninguem quer pagar um salário inicial a um engenheiro de 4,5mil.

    “Emgepron – Empresa Gerencial de Projetos Navais com vagas abertas para todo o Brasil (nível superior)

    54374444 Engenheiro Civil CR SP Nível Superior Completo em Engenharia 30 2678,00
    Civil com registro no respectivo Conselho
    de Classe ”

    E muitos outros concursos pegam salários semelhantes. Só um detalhe a concorrencia é grande. conheço um monte de engenheiro que está em casa estudando para passar em concursos.

    Se está faltando engenheiro, porque abrem concurso pagando isso?

    O título da notícia deveria ser: ” Para o salário que as empresas querem pagar, faltam engenheiros.”

  2. Jorge :
    Eles publicam essas notícias para inflacionar ainda mais o mercado, pois ninguem quer pagar um salário inicial a um engenheiro de 4,5mil.
    “Emgepron – Empresa Gerencial de Projetos Navais com vagas abertas para todo o Brasil (nível superior)
    54374444 Engenheiro Civil CR SP Nível Superior Completo em Engenharia 30 2678,00
    Civil com registro no respectivo Conselho
    de Classe ”
    E muitos outros concursos pegam salários semelhantes. Só um detalhe a concorrencia é grande. conheço um monte de engenheiro que está em casa estudando para passar em concursos.
    Se está faltando engenheiro, porque abrem concurso pagando isso?
    O título da notícia deveria ser: ” Para o salário que as empresas querem pagar, faltam engenheiros.”

    http://www.esppconcursos.com.br/concurso/emgepron-1009/docs/emgepron-02-2010-edital.pdf

  3. Triste. Deviamos não só melhorar a graduação de profissionais da área técnica, mas sim criar uma verdadeira cultura técnologica como em outros países (por exemplo, acabar com os pensamentos generalizados de “vou fazer Direito que é o que da mais dinheiro”), para evitar problemas como este no futuro.

  4. Temos muitos jovens Engenheiros formados,o que falta é boa vontade em treina-los.Isso chega a ser injustiça com muitos Brasileiros que se formam e não tem oportunidade.Cade voce Sr.Lula pra ver isso?

  5. O problema é que há muita má vontade em todos os “escalões” públicos, mesmo com excelentes iniciativas governamentais como o REUNI há percalsos inacreditáveis. Vo citar uma situação que precensiei:
    Em 2008 foi implantado o Curso Noturno de eng. elétrica na UFPR, como era programa do REUNI o departamento recebeu quase R$ 1 milhão para comprar novos computadores e outros equipamentos de laboratório e também fazer uma ampliação no prédio (novas salas), além de 14 vagas para contratar novos professores, acreditem muita gente foi contra a criação do novo turno, ná época nosso laboratório de eletrônica estava equipado com osciloscópios Tektronix 475A (é verdade, pra quem não acreditar mando umas fotos), e o lab. de computação tinha uns 15 pentium III. Mesmo assim teve gente que foi contra, com os argumentos mais absurdos possíveis como: ” o governos não vai liberar o dinheiro”, “abrir mais vagas vai diminuir a qualidade do curso” entre outros.
    Realmente tem que haver um esforço maior por parte do governo, pois, não adianta apenas criar vagas, melhorar os laboratórios, tem-se que impor uma nova postura à este sistema “viciado” que virou as universidades federais, tudo aqui é decidido na base da politicagem, não pode ser assim!!!

  6. O engenheiro brasileiro mesmo com este ensino mais teórico que prático, e falta de infra-estrutura adequada nas faculdades, é bem quisto no exterior pela sua criatividade e vontade de trabalhar, sempre provada em diversas competições internacionais. Mas como sempre o governo rema para trás, estamos dizendo adeus à potenciais engenheiros. Teve uma recente comissão de infra-estrutura que discutiu isto com participação de renomados nomes dos diversos setores do país(Inclusive o presidente da AEB). De cientistas à executivos de RH. A conclusão foi simples: O Brasil precisa e com urgencia! de profissionais na área de exatas, mas aplicados à prática! Chega da época de investir milhões em teorias que não se vê objetiva aplicação.

  7. Tem que importar mesmo…….o quanto precisar .. o que não pode é parar … até que rimou…rsrsrs

  8. 1maluquinho :
    Temos muitos jovens Engenheiros formados,o que falta é boa vontade em treina-los.Isso chega a ser injustiça com muitos Brasileiros que se formam e não tem oportunidade.Cade voce Sr.Lula pra ver isso?

    E q facilitem o acesso de outros = a mim , em uma faculdade,ñ tenho condições de pagar a particular e a minha” meritocracia” está abaixo p poder entrar numa pública. Sds.

  9. Temos que simplesmente tornar a renumeração do pessoal da área técnica mais atrativa. Também, atualmente um engenheiro com CREA custa muito caro para um empresa.
    Por isso que um monte vai trabalhar em bancos e em outras coisas fora da área.

  10. O engenheiro brasileiro é realmente respeitado no mundo a fora. Tenho vários colegas trabalhando no exterior. Inclusive tem alguns projetos da NASA tocados por engenheiros brasileiros. Quem sabe, com melhores salários esses engenheiros não voltam para casa. Ninguém fica fora do seu próprio país por muito tempo por livre e espôntenea vontade.

  11. Desejo saber se estes países recebem bem os engenheiros formados aqui? Acho que não… O CREA deve atuar rapidamente para conter esta invasão.
    Outra questão, imagine a mesma notícia na área médica? causaria um pânico geral nos doutores que ganham salários milionários hoje neste país. O CRM fecharia o Congresso Nacional e nunca admitiria tal questão.
    [ ]s

  12. Wolfpack :Desejo saber se estes países recebem bem os engenheiros formados aqui? Acho que não… O CREA deve atuar rapidamente para conter esta invasão.Outra questão, imagine a mesma notícia na área médica? causaria um pânico geral nos doutores que ganham salários milionários hoje neste país. O CRM fecharia o Congresso Nacional e nunca admitiria tal questão.[ ]s

    Concordo. Muitos engenheiros estão fora depois de ganharam experiência no Brasil e não verem melhores perspectivas de salário pela frente.

  13. Ajudaria muito melhorar os cursos existentes de engenharia, para combater a evasão.
    Para se ter uma idéia, no Brasil entram em cursos de engenharia em torno de 100 mil alunos por ano, mas só saem 32 mil. Mal dá para dar conta dos que se aposentam.
    E só o setor automobilístico junto com a Petrobras necessitam de 34 mil.

  14. Sou engenheiro participante de um grupo de mais de 100 engenheiros desempregados (maioria acima de 45 anos de idade) que fizeram o PROMINP,programa de formação de mão de obra para a industria de ôleo e gás administrado pela PETROBRAS MME ANP, nos nossos levantamentos dos 3000 eng. formados só 5% estão empregados na industria de ôleo e gás. Estamos pedindo uma clausula nos contratos para que um % de formados no prominp sejam admitidos nestes contratos desta forma treinaremos as mão de obra nacional que eles alegam não ter os famosos 5 anos de experiência na área, alem de ser uma barreira as importações de mão de obra.

  15. Kanis Dirus :Sou engenheiro participante de um grupo de mais de 100 engenheiros desempregados (maioria acima de 45 anos de idade) que fizeram o PROMINP,programa de formação de mão de obra para a industria de ôleo e gás administrado pela PETROBRAS MME ANP, nos nossos levantamentos dos 3000 eng. formados só 5% estão empregados na industria de ôleo e gás. Estamos pedindo uma clausula nos contratos para que um % de formados no prominp sejam admitidos nestes contratos desta forma treinaremos as mão de obra nacional que eles alegam não ter os famosos 5 anos de experiência na área, alem de ser uma barreira as importações de mão de obra.

    Isso me deixa preocupado. E ainda querem importar engenheiros!!!

  16. Continue assim ate meu filho sair da Virginia Tech University aqui nos EUA em 2012. Ele e cidadao dos dois paises; Brasil e USA e sempre disse a ele que o Brasil vai necessitar de muitos engenheiros. Ele faz Aeroespacial e Naval e sera bem vindo ao Brasil. Ele nunca viveu no Brasil mas sempre foi e sera um Brasilienista.

  17. EM uma grande industria onde trabalho, no ramo automobilistico, existem gente de todas as partes do mundo. E digo gente com pouca qualificação, mas que são aceitas como consultores. Uma vergonha. Todos sabemos como são recebidos os profissionais na Inglaterra e Estados Unidos, mesmo os mais qualificados. Só se abre uma vaga para um estrangeiro nos Estados Unidos se o Departamento de Imigração constatar que foi emitido a necessidade de preenchimento da vaga em todo os Estados Unidos e nenhum candidato se prontificou a aceitá-la. Este é um país com leis, não esta esculhambação chamada Brasil. O CREA não faz nada, só tomam o dinheiro dos engenheiros. Uma vergonha.

  18. Te entendo Carlos…Vejam nossa politica educacional e nosso sistema.Feriados ateb do dia Nacional da formiga Sauva.Professores mal remunerados trabalhando descontentes e quando se aproxima o final do ano passam a todos para não ter que trabalharem em recuperação.E mais tarde quando os filhos dos pobres vão prestar concursos não passam pois não tiveram uma base adequada.Nossa juventude embebedada na midia se perdendo nas drogas,no crime ou em coisas surperfluas.Mesmo assim ainda produzimos notaveis profissionais que muitas vezes se destacam em outros paises.Onde esta o erro?Em toda a nossa sociedade a começar pela familia pois a familia é o alicerce da educação e o ensino o complemento.Sem falar do que todos falamos todos os dias,do descaso dos hipocritas e demagogos do sistema.A sorte que Deus realmente é Brasileiro.

  19. Eu to dizendo…

    Essas empresas querem inflacionar ainda mais o mercado. Levando os jovens a optaram pela engenharia no vestibular, dando a falsa impressão de que quando sair da faculdade sairá ganhando mais do que 4,5mil… o que é uma mentira tremenda.

    O comentário dos nobres colegas mostra que o que eu tinha escrito é a mais pura verdade.

  20. PORQUE AQUI TEM POUCO ENGENHEIRO.

    Aqui ou você faz faculdade ou trabalha,são poucas faculdades de engenharia que te dá a oportunidade de trabalhar e fazer engenharia.Se tem é particular.
    Assim como eu,muitos colegas que terminaram ensino técnico,gostaria de se aprimorar na área de sua formação;contudo é, ou estuda ou trabalha.
    está mais que na hora do governo dar oportunidade aqueles que trabalham e possam fazer engenharia,principalmente se estes já estão atuando no mercado como profissional.

  21. Vi muitos jovem em Macaé antes de completarem seus estudos ja estarem sendo aproveitados pela Petrobras e empresas Off-Shore.O problema são especificas cadeiras viaveis em zonas necessarias emquando na grande maioria so existe a carencia.

  22. O ruim é que tem empresas como a Petrobras e a própria EMGEPROM que não pagam o salário mínimo de engenheiro exigido por lei que é de 9 salários mínimos. Nas atividades do pré-sal serão necessários 100.000 engenheiros. Se a Petrobrás não mudar, o seu RH vai perder muitos engenheiros e outros técnicos.

    Para mais detalhes vale consultar a AEPET.

    http://www.aepet.org.br/index.php?zMzM4EjM0AzM40zbkVXZ052bj9FZpZSM98GZ1VGdu92Yf9GcpRnJ39Gaz91bkVXZ052bj1jbvlGdjFmJvRWdlRnbvN2Xk5WZ052byZWPlN3chx2Y0QDOxETN

  23. Sabe, a verdade pura e crua, não vale a pena ser engenheiro no Brasil.
    Um taxista tira em Curitiba (placa 280.000,00) + 8.000,00 mensais. Sem um chefe PC e metas pra nada… Claro, tem que pagar plano de saúde + Previdência, mas o cara pode ir pescar no MT tranquilo duas vezes por ano.
    Têm muito colega que desistiu desta vida para construir sobrados e revender e não quer saber de outra coisa na vida.
    Ser engenheiro é a mairo furada neste país. Fez bem um colega que deixou uma Montadora da cidade e foi embora trabalhar na Holden Australiana. Levou quatro anos para ter seu diploma reconhecido pela Austrália e caiu fora. Não é como no Brasil que o CREA Aceita que qualquer um entre aqui e trabalhe a vontade no país. Surf, qualidade de vida, vendeu tudo neste país e nunca mais retorna pra cá.
    Aqui vale mais a pena vender pastel e levantar parede que fazer engenharia. O maior exemplo vem do nosso líder maior.
    [ ]s

  24. Hoje tem faculdade de engenharia em todas as esquinas. Todo tipo de formação. É a banalização da engenharia e o resultado está ai, profissionais desqualificados e mal preparados para desenvolver, inovar. Os melhores ou ficam na engenharia por paixão ou se tornam bancários, administradores, ou profissionais liberais (empresários do ramo dos pastéis), nada de P&D (pois isto requer muito capital de risco, o que bancos e o Brasil não está preparado para suportar), aqui se importa tecnologia, não se desenvolve nada.
    [ ]s

  25. O Brasil aceita profissionais de outros países com naturalidade, agora os profissionais brasileiros nos EUA, Inglaterra, são humilhados e obrigados a fazer outros tipos de serviço para não morrer de fome, só o Brasil para aceitar esse tipo de situação, como disse o Silvestre Stallone: “Pode-se bater,matar, que certamente a turma daqui vai agradecer.”

  26. Eu sei de uma engenheira quimica que está trabalhando para o próprio pai como caixa de uma lotérica. Ela disse que os empregos que ela arrumou ganhava 1200 pra trabalhar dia e noite, incluindo sabados, domingos….

    Ela é formada pela UFPR.

    Ela pediu as contas e foi pra loterica do pai dela, muito mais comodo, mais fácil, cansa muito menos, ganha mais e ajuda o proprio pai. Isso foi as palavras dela.

    E sobre o CREA e selário mínimo de engenheiro e tals… só digo uma coisa, inventaram o termo ANALISTA, analista de engenharia disso, daquilo…. eles pedem eengenheiro, mas na hora de contratar, contratam como analista, e para analista podem pagar um salário de 1200…. fazer o que…. a galera aceita, mas tem que aceitar mesmo, pois a maioria das empresas fazem isso. E isso não acontece só com os engenheiros não, com as outras profissões de nivel superior também…

    Como eu disse, o título da notícia tá errado o certo é ” Para o salário que as empresas querem pagar, faltam engenheiros.”

    E sobre macaé, eu sei de umas estórias de arrepiar o cabelo, só que eu nao tenho como provar, mas sei que acontece muito, depois eu comento aqui. T+

  27. Meu Caro Wolfpack:Falaste a mais pura verdade, sou Eng.de minas venho mais precisamente de uma das tres força isso ja a muito tempo,e para confirmar o que falaste vou contar-lhe um caso que presenciei pois fui eu mesmo que entrevistei uma canditada a uma vaga que ia contratar para uma obra que peguei na cidade de Guarujá, isso a quatro anos atrás, a tal canditata formada em Santos tinha feito um estágio em uma outra empresa da mesma cidade, ao questionala suas habilidades e o que tinha aprendido no seu estágio, camarada fiquei assustado com o que vi;a menina falou que seria seu primeiro emprego que precisava bastante do serviço pois estava tentando ja ha bastante tempo e não estava conseguindo um encaixe meu caro quado pedi pra jovem fazer uma carta solicitando a vaga suas pretenções e algo do tipo, fiquei boqueaberto com a caligrafia da jovem, pois nem todo aluno do fundamental escreve tão ruim tal qual a quela engenheira, meu calculo so com calculadora e isso contas triviais como se diz no trecho.Ai foi confirmado o que sempre pensei, tem faculdade demais, formando muita gente sem a minima capacidade para o exercicio da profissão.Ai comprova a falta de bons profissionais para os cargo oferecidos, não que esteja faltando engenheiros mais sim bons profissionais.

  28. Ah outra coisa:Para bons profissionais as empresas estão pagando salários rasoaveis pois são disputados e se não paga vai ter que contratar profissionais menos habilitados esse é o preço do mercado.

  29. Realmente.

    Existe até um índice que mede o desenvolvimento humano de um país com base no número de engenheiros, muito usado por economistas. Mostrando o papel deste sem detrimento algum para outras profissões, porém como uma essencial para o desenvolvimento de um pais. Porém no Brasil, assim como em tudo e em todas as profissões foge! à realidade teorias como estas, fruto de tudo que sabemos, descaso disso e daquilo, e quanto à o CREA, é uma vergonha o papel dele, sabe-se sim! que tem empresa pagando menos que o piso, cabe ao formando aceitar ou nao. Teria no caso de aproveitar esta onda positiva para engenheiros e começar à reivindicar alguma posição mais firme do CREA quanto à estes fatores.

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