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A história da energia Nuclear Parte VI

In Ciência, Energia, História, tecnologia on 25/08/2010 by E.M.Pinto Marcado: , , ,

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/86/Vista_Angra.jpg/800px-Vista_Angra.jpg

O Programa Nuclear Brasileiro

Autor: Eduardo Nicácio

Plano Brasil

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

Parte VI

Parte VII

Parte VIII

O Programa Nuclear Brasileiro nasceu na década de 1940, logo após a Segunda Guerra Mundial. Em meados de 1950, o Brasil e os Estados Unidos firmaram dois acordos de cooperação na área nuclear: o primeiro foi o Acordo de Cooperação para o Desenvolvimento de Energia Atômica com Fins Pacíficos, que previa a transferência ao Brasil de urânio altamente enriquecido para ser usado como combustível em reatores de pesquisa também fornecidos pelos EUA. O segundo acordo era chamado de Programa Conjunto para o Reconhecimento e a Pesquisa de Urânio no Brasil e previa a pesquisa e avaliação das reservas de urânio em solos nacionais e a posterior exportação do minério aos EUA.


Em 1953, na presidência do CNPq, o almirante Álvaro Alberto acertou secretamente com a Alemanha a construção de três ultracentrífugas de tecnologia desenvolvida pelos nazistas, que seriam enviadas para o Brasil para o desenvolvimento dessa tecnologia no país. No entanto, antes de serem remetidas ao país, um vazamento de informações alertou os EUA, que utilizaram as tropas de ocupação posicionadas na Alemanha para apreendê-las.

Com a criação do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) em 1951 e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) em 1956, o governo brasileiro passa a preparar uma política nacional de Energia Nuclear. A partir daí, foram criados estoques estratégicos de minérios nucleares, como o urânio, o nióbio e o tório.

Em 1971, o país adquiriu um reator nuclear da Westinghouse, movido à urânio enriquecido, depois de um acordo com os EUA, no que viria a se tornar a primeira unidade da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, conhecida como Angra I. O contrato de compra representava apenas uma simples aquisição de equipamento, sem qualquer transferência de tecnologia.

“O Brasil adotou como tecnologia de reatores os reatores a água leve pressurizada (PWR), que usam como combustível urânio enriquecido até 3,5%”. (GONÇALVES, 2008).

https://i2.wp.com/www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/ns-otto-hahn.jpgNo início do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha,  no final da década de 1970, o governo alemão, sabendo da intenção da Marinha do Brasil de construir seu submarino nuclear, ofereceu ao Brasil o navio-mercante de propulsão nuclear Otto Hahn (clique aqui para saber a história do Otto Han).

O acordo nuclear Brasil-Alemanha


Com o crescimento da demanda energética no país, o presidente Ernesto Geisel assinou o acordo nuclear Brasil-Alemanha, em 1975. A cooperação entre os dois países previa a instalação de oito usinas nucleares no Brasil até o ano 2000, mas por conta de diversos atrasos em seus cronogramas, e por outros motivos que trataremos no próximo tópico, apenas uma – Angra II -, foi concluída no prazo.

Produzindo o dobro da quantidade de energia de Angra I (1.350 MW/h), a usina fornece apenas 13,5% dos 10.000 MW/h que o projeto original previa.

Para legalizar esse acordo internacional o governo brasileiro foi obrigado a assinar um termo de compromisso com a Agência Internacional de Energia Atômica, no qual seria proibida a utilização da tecnologia com fins bélicos. Tal acordo não impedia que outros materiais fossem utilizados na fabricação de armas nucleares.

https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/08/subnuclear.jpg?w=300

O Programa do Nuclear da Marinha


Desde 1979 a Marinha do Brasil desenvolve seu Programa Nuclear, cujo propósito é dominar a tecnologia necessária ao projeto e construção de um submarino com propulsão nuclear, arma com poder dissuasório maior que o do submarino convencional, por sua capacidade de operar quase indefinidamente sem depender da atmosfera.

Este programa é dividido em dois grandes projetos: o Projeto do Ciclo do Combustível e o Projeto do Laboratório de Geração Núcleo-Elétrico (LABGENE).

O Projeto do Ciclo do Combustível entrou em operação no final da década de 1970, quando foram iniciados os estudos para desenvolver, no Brasil, a tecnologia de separação isotópica, principal desafio tecnológico para a fabricação de combustível nuclear. Em 1982, foi construída a primeira ultracentrífuga, e, seis anos depois, foi inaugurada a primeira cascata de ultracentrífugas para a produção contínua de urânio enriquecido. Finalmente, em 2010, o país conquistou sua completa autonomia no ciclo do combustível nuclear, composto pelas fases de extração (do minério contendo urânio), redução (a óxido de urânio, ou Yellowcake), conversão (do Yellowcake para hexafluoreto de urânio), enriquecimento (separação do U 235 do U 238), reconversão (do gás em metal), fabricação de pastilhas e, finalmente, montagem de elementos combustíveis.

Paralelamente ao Ciclo do Combustível, mas com algum atraso, foram iniciados os estudos relativos ao projeto LABGENE, buscando o desenvolvimento e construção de uma planta nuclear de geração de energia elétrica, totalmente projetada e construída no país, inclusive o reator.

O projeto conseguiu desenvolver um reator que terá potência entre 11 e 15 MW elétricos (MWe), o suficiente para iluminar uma cidade de cerca de 20.000 habitantes. Esse projeto, por sua característica dual, também é um protótipo em terra do sistema de propulsão naval que, por sua vez, permitirá a capacitação necessária para adequá-lo ao submarino nuclear, cujo reator terá estimados 50 MWe.

Em 2007 o governo brasileiro liberou verbas no valor de R$ 1,3 bilhão para a continuidade dos estudos e desenvolvimento do reator do submarino nuclear, a serem realizados até 2020.

Em 2008, após a aprovação da Estratégia Nacional de Defesa, a Marinha do Brasil apresentou seu plano de reequipamento e modernização, a ser realizado até 2030, onde consta a necessidade de se construir seis submarinos nucleares para a vigilância de três áreas distintas, cada uma patrulhada por duas unidades.

Em 2009, o Brasil assinou contratos de cooperação estratégica com a França para a construção de um estaleiro, uma nova base naval, a construção de quatro novos submarinos convencionais e o projeto e a construção de um casco de submarino nuclear, a ser desenvolvido por técnicos militares brasileiros em conjunto com os militares franceses. Estes contratos estão avaliados em 6,8 bilhões de euros.

Este reator do LABGENE servirá de base tanto para projetar os reatores para os submarinos como para os três primeiros reatores civis na faixa de 600 a 800 MW e que serão construídos, pelo planejamento da Nuclebrás, após a conclusão de Angra III. O plano é que no futuro as novas plantas nucleares civis brasileiras sejam de projeto brasileiro apenas, sem mais aquisições de usinas no exterior.


https://i0.wp.com/info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/atomo-mmedicina-pesquisa-20100624102743.jpg

O Programa Nuclear Paralelo


“Em 1979, devido à desmoralização do Programa Nuclear Brasileiro, deu-se início ao Programa Nuclear Paralelo, patrocinado pela Marinha, pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)”. (Kuramoto e Appoloni, 2000).

Este programa teve seu nascimento em um projeto eminentemente militar: nos anos 1970, durante o chamado “milagre econômico”, o regime militar procurou levar adiante o projeto “Brasil Potência”, injetando recursos no desenvolvimento em áreas consideradas estratégicas ao país, como a indústria bélica, a indústria aeronáutica, de informática, espacial, telecomunicações e nuclear.

Problemas com a tecnologia de jato-centrifugação para o enriquecimento de urânio e a fiscalização internacional contra a proliferação de armas nucleares culminaram no pouco desenvolvimento do programa nesse período. Ao mesmo tempo, a Argentina crescia rapidamente no setor nuclear.

Temendo a perda da supremacia nuclear na América do Sul foi projetado um programa paralelo e totalmente clandestino, às margens da fiscalização nacional e internacional, cuja finalidade era desenvolver a tecnologia de ultracentrifugação para o enriquecimento de urânio.

As três forças armadas deram início a estudos visando a construção de um submarino de propulsão nuclear, usando o urânio enriquecido como combustível. Experiências nessa área eram levadas a cabo pelo CTA (Centro de Tecnologia Aeronáutica), pela Marinha e pelo IPEN.

Para manter o programa em sigilo, a despeito da vitória do PMDB (opositor ao regime) para o governo do estado de São Paulo, o IPEN foi transferido para o governo federal, subordinado à CNEN. A USP (Universidade de São Paulo) firmou um convênio com o Ministério de Minas e Energia, cujo objetivo era o desenvolvimento de aplicações pacíficas para a energia nuclear. Desse modo, dois programas coexistiam: um programa nuclear militar e um civil.

Em 1982 registrou-se a primeira experiência de enriquecimento de urânio em ultracentrífugas construídas inteiramente no Brasil, com índice de 1,2%, ao passo que Angra I usava material com enriquecimento mínimo de 3%. Desde então, obteve-se uma sucessão de progressos nesse setor.

A Aeronáutica, pretendendo seguir seu próprio caminho nas experiências com enriquecimento a laser, construiu, a partir de 1981, na Serra do Cachimbo, PA, covas e cisternas de até 320 metros de profundidade, com um a três metros de diâmetro, para testes nucleares e depósito de desejos radioativos.

Preocupado com a rival Argentina, o presidente José Sarney divulgou em rede nacional, em 1987, que cientistas brasileiros haviam dominado a tecnologia de enriquecimento de urânio por ultracentrifugação, e, através do decreto-lei 2.464, de 31 de agosto de 1988, trouxe os projetos paralelos da clandestinidade para a oficialização e conhecimento da sociedade brasileira. Com este decreto, também estava determinado o término da construção das usinas de Angra II e III, além da construção de um reator em Iperó, SP, para servir de protótipo aos reatores do submarino nuclear.

Em 1989, o almirante Othon Pinheiro da Silva, diretor do Centro Experimental de Aramar, em Iperó, SP, previa o início da produção de urânio enriquecido a 20%, em escala comercial, a partir de 1990.

Em setembro de 1990, o presidente Fernando Collor fechou a área de testes da Serra do Cachimbo, e, uma semana depois, anunciou às Nações Unidas que o Brasil rejeitava a ideia de qualquer teste que implicasse em explosões nucleares, afastando o país, definitivamente, do círculo de nações nuclearizadas.

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

Parte VI

Parte VII

Parte VIII

Referências Bibliográficas


AMBIENTE BRASIL. Brasil cria rede para pesquisar fusão nuclear como alternativa energética. Disponível em: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2006/11/09/27748-brasil-cria-rede-para-pesquisar-fusao-nuclear-como-alternativa-energetica.html. Acessado em 28/04/2010.

ANGELO, CLAUDIO; GARCIA, RAFAEL. Brasil projeta super-reator nuclear. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u574275.shtml. Acessado em 28/04/2010.

CARDOSO, ELIEZER de M. Aplicações da Energia Nuclear. Disponível em:

http://www.cnen.gov.br/ensino/apostilas/aplica.pdf. Acessado em 11/03/2010.

CARDOSO, ELIEZER de M. Radioatividade. Disponível em: http://www.cnen.gov.br/ensino/apostilas/radio.pdf. Acessado em 11/03/2010.

CNEN, COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Licenciamento, Fiscalização e Descomissionamento. Disponível em: http://www.cnen.gov.br/lapoc/tecnica/licfisc.asp. Acessado em 28/04/2010.

COMCIENCIA.COM. Tabela comparativa das fontes de energia. Disponível em:

http://www.comciencia.br/reportagens/nuclear/nuclear20.htm. Acessado em 12/03/2010.

DANTAS, VERA. Um novo horizonte para a INB. Revista Brasil Nuclear, ano 14, num. 33. Disponível em: http://www.aben.com.br/html/topico.php?Cd_Revista_Topico=99. Acessado em 15/03/2010.

ELETRONUCLEAR. Panorama da energia nuclear no mundo. Disponível em: http://www.eletronuclear.gov.br/pdf/panorama.pdf. Acessado em 15/03/2010.

Estado de São Paulo, O. Especiais: O programa nuclear brasileiro. Disponível em: http://www.estadao.com.br. Acessado em 12/03/2010.

GLOBO, O. Brasil cede operação de estaleiro. Disponível em: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/09/04/brasil-cede-operacao-de-estaleiro-odebrecht-tera-50-das-cotas-estatal-francesa-49-767487254.asp. Acessado em 02/04/2010.

GONÇALVES, ODAIR D. Programa Nuclear Brasileiro: passado, presente e futuro. Disponível em: https://sistema.planalto.gov.br/siseventos/viienee/exec/arquivos/ANAISVIIENEE_INTERNET/03CIENCIAETECNOLOGIA/MESA35PROGRAMASNACIONAIS/MESA35APRESENTACOES/OdairNuclear.pdf. Acessado em 20/03/2010.

Instituto de Estudos Avançados. Fundamentos da Energia Nuclear. Disponível em: http://www.ieav.cta.br/enu/yuji/nuclear.php. Acessado em 15/03/2010.

INSTITUTO DE RADIOPROTEÇÃO E DOSIMETRIA. BRASIL CRIA REDE PARA DESENVOLVER FUSÃO NUCLEAR CONTROLADA. Disponível em http://www.ird.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=62&catid=1. Acessado em 28/04/2010.

Instituto Sagres. Evolução do Programa Nuclear Brasileiro. Disponível em: http://www.sagres.org.br/biblioteca/evolucao.pdf. Acessado em 14/03/2010.

Kuramoto, RENATO Y. R.; Appoloni, CARLOS R. Uma breve história da política nuclear brasileira. Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/viewArticle/6612. Acessado em: 14/03/2010.

KURAMOTO, EDSON. Mais urânio na cesta energética brasileira. Revista Custo Brasil, Edição 17. Disponível em: http://www.revistacustobrasil.com.br/17/pdf/Artigo%2005%20-%20Energia.pdf. Acessado em: 28/04/2010.

Marinha do Brasil. Programa Nuclear da Marinha. Disponível em:

http://www.mar.mil.br/pnm/pnm.htm. Acessado em 16/03/2010.

Nuclear Tecnologia e Consultoria. A Energia Nuclear no Brasil. Disponível em: http://www.nuctec.com.br/educacional/enbrasil.html. Acessado em 15/03/2010.

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18 Respostas to “A história da energia Nuclear Parte VI”

  1. […] Parte VI […]

  2. A história não está completa! O QUE ACONTECEU EN AGOSTO DE 1958?

    Eis a reposta:

    http://www.scielo.br/pdf/tem/v14n28/a04v1428.pdf

    Quande estive em Paris (1960), li uma matéris sobre os testes nucleares no BRASIL !

    Favor examinar:

    BACKGROUND OF HAARP PROGRAMME – By Dr. Rosalie Bertell – 1996.

    OPERATIO/Project ARGUS (1958) – South Atlantic Ocean – August/September 1958.

    http://www.globalpolicy.org/component/content/article/212/4592.html

  3. OOPERATION ARGUS (1958) – 18 de agosto de 2010:

    OPERATION ARGUS (1958) AND THE CONTROVERSIES ABOUT NUCLEAR TESTS IN THE NORTHEASTERN AREA OF BRAZIL – posted by “macaense”.

    http://intlrussianthinktank.maxforum.org/operation-argus-1958-andthe-controversis-about-ato/

  4. OUTRO ERRO? Muito estranho, digitei a data: “20/08/18/”…..sumiu ! Vou digitar d novo.

    NOVO URL:

    http://intlrussianthinktank.maxforum.org/2010/08/18/operation-argus-1958-andthe-controversis-about-ato/

  5. Dossie de 1946-1964: A experiencia democrática no Brasil

    por Tácito Thadeu Leite Rolim

    http://intlrussianthinktank.maxforum.org/2010/08/18/a-operacao-argus-1958-e-as-controversias-sobre-a-o/

  6. HIGH ALTITUDE NUCLEAR EXPLOSION (South Atlantic Ocean) ARGUS (1958)

    ARGUS 1 – 27 de agosto de 1958 – 1,7kt – 200 km alt.

    ARGUS 2 – 30 de agosto de 1958 – 1,7kt – 240 km alt.

    ARGUS 3 – 06 de setembro de 1958 – 1.7kt – 540 km alt

    http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Argus

    P.S. Vai comletar 52 anos! A mídia brasileira não comenta o asunto hoje! Na época os jornais do Brasil eram mais independentes!

  7. Muito boas as indicações de leitura, Armando.

    Obrigado!!!

  8. Tudo começou no dia 4 de outubro de 1957…..SPUTNIK

    Menos de um ano depois…..a primeira test nuclear no Nordeste …..ARGUS (1958), no dia 27 de Agosto de 1958.

    O projeto HAARP nasceu no mesmo ano!

    Tenho mais URLs sobre a arma secreta HAARP:

    http://intlrussianthinktank.maxforum.org/2010/08/21/top-us-senator-assassinated-as-obama-weather-war-p/

    http://www.patentstorm.us/patents/4686605/fulltext.html

    CHECK OUT THESE “HAARP” PATENTS:

    http://www.fourwinds10.com/siterun_data/science_technology/new_technologies_and_inventions/news.php?q=1267570385

    http://

  9. BERTELL REVEALS MANY NEW WEAPONS OF MASS DESTRUCTION – By Larry Ross

    http://www.bariumblues.com/bertell_reveals_many_new_weapons.htm

    http://www.chemtrailcentral.com/ubb/Forum5/HTML/000229.html

    Vale a pena traduzir e imprimir, a freira Rosalie Bertell é tão importante como a biólaga Rachel Carson.

  10. No Atlantico Sul, a “guerra” nuclear ambiental começo no dia 27 de agosto de 1958!

    “LA ACTUAL GUERRA AMBIENTAL DEL HAARP”

    http://intlrussianthinktank.maxforum.org/2010/08/27/la-actual-guerra-ambiental-del-haarp-10-de-agosto-/

    posted by Armando Rozário ¹²³ [macaense] Cabo Frio, Brasil – 27 de agosto de 2010.

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