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Ministro britânico diz que país será ‘aliado’ do Brasil contra subsídios agrícolas

In Geopolítica on 31/08/2010 by E.M.Pinto Marcado:

https://i2.wp.com/i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01236/vince-cable_1236624c.jpgFabrícia Peixoto da BBC Brasil em São Paulo


O ministro de Negócios, Inovação e Treinamento da Grã-Bretanha, Vince Cable, disse nesta terça-feira em São Paulo que seu país será um “aliado” do Brasil no combate aos subsídios pagos pela União Europeia a seus produtores agrícolas.

“Não quero criticar outros membros da União Europeia, pois eles têm seus próprios interesses”, disse o ministro, referindo-se de forma velada à França, principal força contrária a uma maior liberalização nesse setor.

Na avaliação do governo brasileiro, as medidas protecionistas impostas pelos europeus têm sido uma das principais barreiras a um acordo bilateral entre União Europeia e o Mercosul e ao avanço das negociações da rodada de Doha, no âmbito da Organização Mundial do Comércio.

“O fato é que os subsídios agrícolas são um grande obstáculo, e o Brasil pode considerar a Grã-Bretanha um aliado para acabar com essas medidas”, completou Cable, logo após um encontro com o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Miguel Jorge.

Aproximação


Essa é a segunda viagem internacional de Cable como ministro. Segundo ele, a visita ao Brasil reflete uma “mudança no centro de gravidade” do sistema econômico mundial, com maior projeção de países emergentes.

“Do ponto de vista do governo britânico, o Brasil é uma prioridade bastante alta”, disse Cable.

Com a posse do novo governo, em maio, a diplomacia britânica passou a citar Brasil e Índia como “novos focos de prioridade” em sua política externa.

Um dos países desenvolvidos que mais sofreu com a crise financeira internacional, a Grã-Bretanha busca também na aproximação com os países emergentes uma forma de acelerar sua recuperação. No ano passado, o Produto Interno Bruto do país recuou 4,9%.

Infraestrutura

Segundo Cable, as relações econômicas entre Brasil e Grã-Bretanha não têm sido tão profundas “como deveriam” e que seu governo está disposto a reverter essa situação.

O ministro, que veio ao Brasil acompanhado de uma delegação com mais de 20 empresários britânicos, viu uma apresentação do governo brasileiro com diversas possibilidades de negócio no país, especialmente nas áreas de energia e de infraestrutura ligada à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

De acordo com Miguel Jorge, o governo brasileiro tem conversado com os britânicos desde o ano passado, na expectativa de que alguns projetos de infraestrutura no país possam interessar investidores britânicos.

“Há interesse de empresas britânicas em participar da arquitetura e da construção de estádios. Além disso, há potencial também para projetos de portos, aeroportos e de mobilidade urbana”, disse Miguel Jorge.


Pré-sal


Cable afirmou que as razões do interesse britânico pelo Brasil “vão além” do rápido crescimento econômico local.

“Não estamos falando apenas de comércio e investimentos, com um rápido crescimento da economia.”

“Respeitamos também outras mudanças no país, com um forte compromisso com justiça social e uma democracia que funciona muito bem. São poucos os países que reúnem isso”, completou o ministro.

Um dos principais focos de interesse dos britânicos no país, segundo ele, está na exploração da camada do pré-sal.

A expectativa do ministro é de que as investigações em torno do vazamento de óleo da britânica BP no Golfo do México provem que o acidente foi um “fato isolado”.

“Também acredito que exploração de petróleo em águas profundas continuará sendo uma parte importante da indústria”, disse.

Fonte: BBC Brasil

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22 Respostas to “Ministro britânico diz que país será ‘aliado’ do Brasil contra subsídios agrícolas”

  1. Tudo bem se o Reino Unido não pensar em tomar posse das terras brasileiras.

  2. criticam os subsidios agricolas, pq eles nao produzem quase nada mesmo, como bem disse o embaixado cada pais europeu tem seus interesses… trata-se de ‘amigos de ocasiao’… o lado interessante eh colocar em pauta a questao das Malvinas… hehehe

  3. rodrigo :
    criticam os subsidios agricolas, pq eles nao produzem quase nada mesmo, como bem disse o embaixado cada pais europeu tem seus interesses… trata-se de ‘amigos de ocasiao’… o lado interessante eh colocar em pauta a questao das Malvinas… hehehe

    correcao, ministro.

  4. Os britânicos são muito imperialistas. Se um dia vier na cabeça deles atacar algo de posse do Brasil eles não pensarão 2 vezes e nem se preocuparão em dar desculpas para o ataque. Um exemplo bem claro disso é as malvinas que indiscutivelmente deveria ser da Argentina e é território ultramarino de um reino a 11 mil quilômetros de lá.
    Tirando o fato de que o Reino Unido faz um cinturão em torno da costa brasileira com suas ilhas de possessão. Teriam claras condições de atacar a américa do sul se um dia viesse a acontecer um conflito. sds

  5. As ilhas são Malvinas, St.Helena, Tristan da cunha e Ascension.

  6. Bom é preferível aliado do que inimigo, mas devagar com essa turma, porque realmente são muito perigosos.

  7. OS britânicos tem sido a décadas parceiros tecnológicos do Brasil especialmente na marinha de guerra cujos navios e helicópteros são de origem britânica.
    Não vejo problema nem domínios e sim oportunidades muitas, até porque há muitos setores ma defesa britânica que precisam dar um gás novamente devido à terceirização das décadas de 80 e 90 que tornaram-nos muito dependentes do exterior especialmente dos EUA, perdendo assim capacidades.
    Para eles acordos de parceria de desenvolvimento conjuntos seriam benéficos e de mesma maneira para nós.
    que venham e que não venham sós…
    E.M.Pinto

  8. -NOVOS TEMPOS.

    -O mundo mudou,os europeus já se deram conta disso,entre Russia,China; o Brasil e a Índia com uma democracia em desenvolvimento,os europeus ficam mais a vontade de se aproximar com estes dois útimos.
    Principalmente o nosso Brasil,que está surgindo como um interlocutor entre o primeiro mundo,com suas arrogância e preconceitos;e o terceiro mundo,com desconfiança e ressentimentos de um passada de escravidão e servidão.
    Além do mais,o Brasil no atlântico sul pode dificultar muita coisa para os europeus e americanos,não agora mais, em um futuro bem próximo sim.
    As alianças que o Brasil com a África do sul,com certeza fará uma África mais decidida em sua política e mais unida,porque o mundo está mudando e o oriente já está ficando mais perigoso para os interesses europeu.
    A Índia e o Brasil,que em vez por outra vemos os dois se movimentando juntos na OMC,acordos bi-laterais,…
    É só juntar as peças e veremos,um novo centro de decisões alternativo ao asiático de médio a longo prazo.
    Há esqueci também da Turquia e do Irã,que hora por outra está o nosso Brasil,flertando com estes.

  9. “Quando, num futuro próxima tivermos submarinoS nucleares ( no plural ) o atlântico sul será nosso Mare Nostrum.” eu espero.

  10. (Desculpe desviar o assunto. Não foi minha intenção)

  11. Acho que tudo depende da visão de nossos próximos governos, com relação à indústria bélica e aeroespacial:
    A Europa está “caindo de madura”, para cima do Brasil. Não apenas porque precisam faturar de todo o jeito mas também porque produzir lá está muito caro!
    Eles, simplesmente, não tem alternativas. Vão produzir aonde?
    Na Europa, é muito caro;
    Nos EUA? Sem chance, são competidores.
    Na China? Bem, os chineses adorariam! Imagina se não iriam copiar fácil, facil!
    Sobrou quem? Nós! Indústria, razoavelmente qualificada, mão de obra boa e relativamente barata e um mercado potencial crescente para as próximas décadas.
    Como disse antes, estamos com a faca e o queijo nas mãos!

  12. Hummm e o precose namoro com Sarkozy tera um precose fim

  13. Não iludam-se…Não é novos tempos e nem secular parceiria.É puro interesse.UK a mais corsaria nação.Fundamentada.alicerçada em invassões e pilhagens.Americanos aprenderam com eles.

  14. Em homenagem a um time de futebol paulista..

    Salve Jorge!

  15. Que bom que os Britânicos querem se aproximar do Brasil.

    São uma nação historicamente forte. É uma relação de negócio muito importante e ele tem grandes companhia de petróleo e podem acelerar o processo de exploração do Petroleo.

    É importante poder fazer mais negócios com eles.

  16. Pode e deve fazer negócios com os britânicos, más sem essa de ficar ‘dourando a pílula’ dos caras! Tem que manter os olhos bem abertos e os pés bem plantados na terra….

    E em matéria de negócios com petróleo, o passado e o presente, condenam os britânicos, vide as falcatruas, golpes de estado e conspirações no Oriente Médio. especialmente no Iram do “tempo dos xás”.

    E os derramamentos catastróficos de oĺeo, que são recorrentes nas empresas britânicas? Golfo do México foi apenas o mais catastrófico, entre muitos outros vazamentos menores…

    De empresas como a “British ‘Golfo do México’ Petroleum”, o Brasil tem é que manter distancia segura, especialmente do pré-sal…

    A Petrobras é muito mais competente na exploração de petróleo em águas profundas , do qualquer outra empresa, à nível mundial!

  17. Wi,

    Acredito que a expressão “dourando uma pílula” seja em relação a incubando, gestando, gerando, etc…

    Pode ser entendido também, como fazendo o possível conforme a sua livre e expontânea vontade….

    Bem, pelo menos é isto que eu acho, um oximoro.

    Um grande abraço.

  18. Oximoro…

    Raptor, esta você tirou lá do fundo do baú…:)

    Claro, a expressão isolada é ambígua, más dentro do contexto da frase em que coloquei:

    “Pode e deve fazer negócios com os britânicos, más sem essa de ficar ‘dourando a pílula’ dos caras! Tem que manter os olhos bem abertos e os pés bem plantados na terra….”

    Fica bem claro, pelo menos foi esta minha intenção, o sentido de alerta, de não ficar elogiando e engrandecendo os ingleses, para não deixar levar-se pelas aparências, por deslumbramentos ou por simpatias/empatias,
    na hora de fazer negócios e se relacionar ( coisas inevitáveis…) com os ingleses.

    Em suma , manter os pés no chão e os ‘olhos nos olhos’ do interlocutor, inglês no caso…

  19. ‘olhos nos olhos’ e no resto, “no ao redor” também…

  20. Tenente Hítalo :
    Os britânicos são muito imperialistas. Se um dia vier na cabeça deles atacar algo de posse do Brasil eles não pensarão 2 vezes e nem se preocuparão em dar desculpas para o ataque. Um exemplo bem claro disso é as malvinas que indiscutivelmente deveria ser da Argentina e é território ultramarino de um reino a 11 mil quilômetros de lá.
    Tirando o fato de que o Reino Unido faz um cinturão em torno da costa brasileira com suas ilhas de possessão. Teriam claras condições de atacar a américa do sul se um dia viesse a acontecer um conflito. sds

    1maluquinho :
    Não iludam-se…Não é novos tempos e nem secular parceiria.É puro interesse.UK a mais corsaria nação.Fundamentada.alicerçada em invassões e pilhagens.Americanos aprenderam com eles.

    E bom nunca nos esquecermos disso, são corsários, bucaneiros, logo; ñ mercem confiaça.Sds.

  21. E.M.Pinto :OS britânicos tem sido a décadas parceiros tecnológicos do Brasil especialmente na marinha de guerra cujos navios e helicópteros são de origem britânica.Não vejo problema nem domínios e sim oportunidades muitas, até porque há muitos setores ma defesa britânica que precisam dar um gás novamente devido à terceirização das décadas de 80 e 90 que tornaram-nos muito dependentes do exterior especialmente dos EUA, perdendo assim capacidades.Para eles acordos de parceria de desenvolvimento conjuntos seriam benéficos e de mesma maneira para nós.que venham e que não venham sós…E.M.Pinto

    Os interesse de todos os países convergem e divegem de acordo com as áreas de atuação. Cabe a uma diplomacia eficaz a expansão das zonas de concordância e a minimização ou mitigação das zonas de discordância…Os acordos são feitos para gerar benefícios aos seus participantes..

  22. Intruder :
    Acho que tudo depende da visão de nossos próximos governos, com relação à indústria bélica e aeroespacial:
    A Europa está “caindo de madura”, para cima do Brasil. Não apenas porque precisam faturar de todo o jeito mas também porque produzir lá está muito caro!
    Eles, simplesmente, não tem alternativas. Vão produzir aonde?
    Na Europa, é muito caro;
    Nos EUA? Sem chance, são competidores.
    Na China? Bem, os chineses adorariam! Imagina se não iriam copiar fácil, facil!
    Sobrou quem? Nós! Indústria, razoavelmente qualificada, mão de obra boa e relativamente barata e um mercado potencial crescente para as próximas décadas.
    Como disse antes, estamos com a faca e o queijo nas mãos!

    Não laves os cestos antes da vindima.
    Pensares que todos os povos Europeus desistiram de viver só porque foram mal governados nos últimos 20 anos é algo arriscado.

    Antes de mais devias agradecer, pois é graças a esta crise auto-imposta dos EUA, Europa e Japão que o resto do mundo tem crescido.
    Não penses que é o mercado interno da China, Índia, Brasil ou Vietname que têm mantido os níveis de crescimento que se verifica que nesses países. É sim o consumo interno do resto do mundo desenvolvido.
    Mas isso terminará.
    Ninguém sabe é como.
    Se EUA, Europa e Japão se mantiverem neste rumo ficarão em termos económicos iguais à África.
    Posso dar-te a minha opinião que vale o que vale: as fronteiras abertas dos últimos 20 anos serão gradualmente fechadas. E tudo volta a ser como era. Resta ver até que ponto se vão destruir os países desenvolvidos e até que ponto vão aproveitar os países em desenvolvimento, para se saber se a balança do poder definitivamente se alterou.

    Quanto à agricultura eu explico-te de forma muito simples o que se passa de uma forma muito geral:
    Na Europa o salário médio é bastante superior a €1000 (ou $1300, em Reais não te sei dizer).
    Além disso temos os custos da melhor protecção ambiental do planeta, do melhor sistema de saúde do planeta, dos melhores apoios sociais (pobreza, doença, educação, maternidade, etc…) do planeta, do melhor sistema de educação do planeta.
    Tudo isto custa muito dinheiro.
    Só um idiota pode pensar que 1 kg de batatas produzido nestas condições pode ser competitivo em termos meramente monetários com 1 kg de batatas produzido em qualquer outra parte do mundo, por ex., Brasil ou China.
    Mas entretanto os líderes retardados da Europa decidiram tornar-se a economia mais aberta do mundo (muito mais que o Brasil, só para saberes e não te queixares tanto).
    Qual a solução?
    Subsidiar a produção até ao ponto de todos os custos associados que existem na Europa e não no resto do mundo estarem cobertos.
    Tão simples quanto isto.

    Não existe um plano para impedir o Brasil de se desenvolver como parece transparecer de muitas críticas de brasileiros que se lêem pela net. Na prática o que tem existido é o oposto.

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