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Após negar a importância do aquecimento global, estatístico dinamarquês propõe a criação de um fundo mundial para seu combate

In Acidentes e Catástrofes, Geopolítica on 01/09/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

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O auto-intitulado ambientalista cético, Bjorn Lomborg, que já falou que a luta contra as mudanças climáticas deveria ser uma questão pouco prioritária para os governos, agora defende lança um novo livro e defende que o assunto deve ser tratado como uma prioridade.

Em seu novo livro, que será publicado no mês que vem, o professor adjunto da Copenhagen Business School pede a criação de um fundo mundial de 100 bilhões de dólares anuais para pesquisas de soluções climáticas, dizendo que isso significaria o fim do aquecimento global até o fim deste século.

Lomborg ficou conhecido por minimizar o problema do aquecimento global, afirmando que o problema não era tão grave assim que justificasse o gasto de bilhões de dólares em seu combate, e sim aplicar este dinheiro em políticas de desenvolvimento e combate a doenças como AIDS e malária.

A mudança de idéia aconteceu em 2008, quando o Centro de Consenso de Copenhagen (grupo ao qual Lomborg é afiliado) começou a colocar o combate ao aquecimento global como prioridade entre os problemas da humanidade em cujo combate se vale a pena investir. Neste ano, a instituição colocou as mudanças climáticas entre uma das prioridades, com novas tecnologias como foco central dos investimentos.

Como gastar o dinheiro
No novo livro, intitulado Smart Solutions to Climate Change, Lomborg propõe a criação de uma taxa global de carbono para levantar cerca de 250 bilhões de dólares por ano. O dinheiro será destinado para combater o aumento da temperatura e do nível do mar. Este montante seria dividido em quatro frentes: pesquisas para energia limpa (US$100 bi), soluções de baixo custo em geo-engenharia (US$1 bi) e adaptações aos efeitos climáticos (US$ 50 bi), o restante deveria ser destinado para desenvolvimento de programas para tratamento da água potável e áreas de saúde em países pobres.

Em reportagem do Guardian, Mike Childs da ONG Amigos da Terra disse que Lomborg reconheceu a necessidade de gastos públicos em matéria de alterações climáticas provocadas pelo homem. “Ele está certo que o vento, ondas e solar são as indústrias de energia no futuro e precisam de muito mais apoio dos governos. Um imposto sobre o carbono é, sem dúvida, parte da solução, mas a regulação e dos gastos públicos também têm o seu lugar”, disse.

O Greenpeace também se manifestou congratulando a mudança de posicionamento de Lomborg, mas dizendo que ela ocorreu com duas décadas de atraso.

Fonte: Último Segundo

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4 Respostas to “Após negar a importância do aquecimento global, estatístico dinamarquês propõe a criação de um fundo mundial para seu combate”

  1. PLANETA PARA PINGUIM.

    Vocês sabiam que o normal da terra é ser glacial?
    Que o planeta teve muitas eras glaciais?
    Que um período glacial é o triplo ou mais de um não glacial?
    Que antes de esfriar tudo por aqui,vai esquentar?
    Que estamos no inicio de uma nova era glacial?
    Que a ganância do homem antecipou uns mil anos a nova era glacial?
    Que o homem,já viveu na última era,registrado nas cavernas?
    O problema é que a ganância do homem,pode fazê-lo voltar a viver em cavernas de novo,ou desaparecê-lo em uma densa nuvem atômica.rsrs..

  2. Esse Lomborg é um estupido, só fala essas coisas pra aparecer na mídia.
    Credibilidade zero pra esse cara.

  3. Fernando Augusto :
    Esse Lomborg é um estupido, só fala essas coisas pra aparecer na mídia.
    Credibilidade zero pra esse cara.

    Certo, e criam meio p sanar a coisa, mt estranho.Essa imagerm e terrível, sds.

  4. O QUE HÁ DE NOVO NA DISCUSSÃO DA TEMÁTICA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS?

    Ainda vivemos, agora mais intensamente, o conflito de posições entre os que defendem e os que atacam as bases da teoria do Aquecimento Global. Todos os dias, nas diferentes formas de mídia (muitas das vezes tendo como pano de fundo nítidas posições políticas), pode-se observar a quantidade de informações que, em síntese, massacram a cabeça do ser humano não iniciado (entenda-se a grande maioria da sociedade).

    Muitas informações são extremamente oportunas, outras suposições, muitas das vezes sem qualquer sustentação científica. Como os não iniciados não conseguem perceber a diferença entre as duas situações, acabam por, gradativamente, se afastando da discussão do tema, transferindo para o segmento dito dos iniciados (pesquisadores, cientistas, ecologistas, políticos, etc.) o andamento do assunto.

    As pesquisas já mostram isso com muita clareza; a realizada pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, na Região da Grande Vitória / ES (municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica (cerca de 1000 entrevistas / erro de 3% e intervalo de confiança de 95%) deixa claro que a sociedade como um todo reconhece a importância do tema, porém se diz fora do processo de decisão e, ao ser submetida a aprovar ou rejeitar teses corretas (fundamentadas cientificamente) e não corretas, reage, demonstram um nítido e visível desconhecimento sobre o contexto das Mudanças Climáticas.

    Ou seja, a sociedade prioriza o assunto e está aberta a um processo de conscientização, porém o processo que se está adotando hoje – vale mais, muitas das vezes, o impacto do título da matéria do que seu conteúdo – está gerando uma ação de entropia que nos parece muito perigosa, sobretudo se levarmos em conta que não há solução para o problema se não houver uma íntima e consciente participação da sociedade.

    Onde está a origem das falhas que levam a esta realidade?

    São muitas. Começam nas escolas de ensino básico, fundamental, médio e médio técnico que ainda não perceberam que meio ambiente não pode ser discutido apenas em sala de aula dissociado da realidade da comunidade do seu entorno, das instituições de ensino superior que ainda não perceberam a importância de gerar gestores (nas várias áreas de formação) ambientais que possam atuar a partir de suas futuras atividades profissionais, do Poder Público que não assume a sua responsabilidade de estruturar campanhas de conscientização, do segmento político que em muitas das vezes define leis totalmente dissociadas da realidade, para citar apenas algumas, que acabam por levar a sociedade a este processo de afastamento em relação aos assuntos ligados à temática ambiental.

    A quem interessa este estado de coisas?
    Quem ganha, quem perde com isso?
    Será que a tática é “pagar para ver”?

    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br

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