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Analistas: Al-Qaeda se tornou marca, mas não ameaça mais EUA

In Geopolítica, Terrorismo on 12/09/2010 by konner7 Marcado: ,

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Nove anos após o 11/9, analistas acreditam que a Al-Qaeda não representam mais uma grande ameaça aos EUA
Foto: AFP

Redação Terra

Luís Eduardo Gomes

Passados nove anos dos atentados que abalaram os Estados Unidos e o mundo em 11 de setembro de 2001, a rede terrorista Al-Qaeda ainda não foi extinta, mesmo com a caçada empregada pelo Exército americano ao seu líder, Osama bin Laden. Pelo contrário, os atentados teriam ajudado a disseminar a “marca” Al-Qaeda. Contudo, especialistas ouvidos pelo Terra divergem sobre a relevância que a organização possui no cenário atual.

Para o professor Arthur Lima de Ávila, doutor em História dos EUA pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Al-Qaeda já não representa uma grande ameaça à segurança interna dos Estados Unidos. “Hoje em dia, tendo em vista todas as práticas que foram feitas pelos Estados Unidos para conter essa ameaça, ela diminuiu bastante”.

David Fleischer, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UNB), também não acredita que a Al-Qaeda ameace tanto os EUA. Para ele, os recursos disponíveis aos terroristas diminuíram, ocasionando a redução da presença da organização nos EUA, na Europa é na África, e restringindo seu alcance praticamente a apenas Afeganistão e Paquistão.

Contudo, para Pedro Paulo Funari, professor do departamento de História da Unicamp, a atuação da Al-Qaeda continua relevante no cenário contemporâneo. “É relevante considerando-se que, tanto no Afeganistão quanto no Paquistão, esses grupos que podem ser denominados com essa definição mais ampla de Al-Qaeda não só continuam ativos, como continuam causando destruição”.

A “marca” Al-Qaeda
Funari explica que a nomenclatura Al-Qaeda atualmente representa mais um conceito do que uma organização. “Em um grupo de milhões de milhões de pessoas, se uma pessoa em mil resolver fazer um ataque, ele encontra guarida nessa ideologia revolucionária da Al-Qaeda”, diz Funari. “Isso não necessariamente representa que exista um comando, mas é uma marca”.

Segundo ele, as pessoas se juntam a partir de sentimentos comuns – especialmente a rejeição à dominação ocidental e à humilhação de muçulmanos – e “conseguem se organizar e realizar atentados com altíssima repercussão e altíssimo resultado de exposição”.

O professor da Unicamp alerta que esse caráter descentralizado da organização dificulta a repressão a este “conceito” de organização terrorista. “Uma organização como a Al-Qaeda é dividida em células pequenas. É difícil saber o número de pessoas e qual o grau de conexão entre elas, que às vezes é muito tênue. Por isso, a ideia de que eles podem se extinguir ao se matar os líderes, é enganosa”.

Para o professor, somente um acordo poderia cessar os ataque cometidos pela Al-Qaeda. Contudo, ele lembra que os Estados Unidos não estão dispostos a aceitar as exigências necessárias para que este acordo seja alcançado – a principal delas seria a retirada total das tropas ocidentais dos países árabes e muçulmanos.

Funari também afirma que a resposta ao 11 de setembro serviu para disseminar esta “marca” e para aumentar as fileiras de organizações armadas muçulmanas. “Já haviam sido feitos atentados menores, mas o 11 de setembro foi um catalisador, até porque a resposta americana e ocidental foi praticamente cair em uma armadilha”, diz Funari. Para ele, as duas guerras que seguiram os atentados de 2001 (Afeganistão e Iraque) representaram uma “clara derrota” para os Estados Unidos, uma vez que a imagem do país sofreu um grande abalo desde o início dos conflitos. Além disso, ele afirma que a influência da Al-Qaeda e do Talibã nesses países só aumentou desde então.

Novos ataques
David Fleischer aponta que, depois de todos os investimentos feitos em segurança, os “americanos acham que essa ameaça (terrorista) já diminuiu”. Apesar disso, Fleischel não descarta a possibilidade de ataques terroristas menores serem realizados em território americano. “Algum outro tipo de atentado, como explodir um trem, envenenar um sistema ar, ainda é possível, por isso que eles mantêm um sistema de vigilância”, afirmou.

Ávila, por sua vez, defende a tese de que as minorias de extrema-direita atualmente representam uma ameaça de terrorismo dentro dos EUA maior do que a Al-Qaeda. “Acho que a grande ameaça a segurança dos Estados Unidos vem das milícias brancas de extrema-direita, racistas. Basta lembrar que o atentado de Oklahoma foi realizado por uma delas”, disse o professor, lembrando o atentado realizado pelo americano Timothy McVeigh, no dia 19 de abril de 1995, em Oklahoma City, que deixou 168 mortos. Segundo ele, a atuação desses grupos ainda não foi totalmente reprimida.

Fonte: Uol

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9 Respostas to “Analistas: Al-Qaeda se tornou marca, mas não ameaça mais EUA”

  1. Esse dia foi uma completa armação,foi tudo planejado pelo propio estados unidos a parti dai veio a desculpa de tantas guerras que os capitalistas imperialistas cometeram e continuarão cometendo.

  2. Com as bombas que jogaram sobre o Afeganistão,elas não só espalharam pó e pedras por todo canto,…não,elas também espalharam coisa muito pior pelo Oriente Médio.
    O resto é conversa para o boi dormir.
    O contribuinte americano é quem sabe o “preju” que estão tendo com esse perigo.
    Quem não está se importando com tudo isto, é a indústria americana que está rindo para tudo isso,especialmente para o pobre contribuinte americano.

  3. Essa foto do Bin Ladem,parece ser de um homem santo que não faz mal a ninguém… né.
    É difícil acreditar que esse “santo homem” é tão maldoso. – Heheheheh….

    ( quem vê a cara,não vê o coração);

  4. Affff, fundamentalistas de todos os lados, tanto do USA como do outro lado.. Não tem como inventar um botão que desliga eles de uma vez? Q saco isso…

  5. UM DIA SABEREMOS O QUE REALMENTE FOI O 11 DE SETEMBRO ,A VERDADE ,ESPERO QUE AINDA SEJA EM ALTURA QUE POSSA VER ,PARECE QUE FOI MAIS UMA NOITE DE FACAS LONGAS !

  6. Análise do 11/Set

    Onde estava Osama bin Laden no dia 11 de Setembro de 2001
    por Michel Chossudovsky

    .
    Uma versão anterior deste artigo foi publicada quatro anos atrás no contexto da efeméride do evento trágico do 11 de Setembro. O paradeiro de Osama bin Laden no dia 10 de Setembro foi confirmado por uma reportagem da CBS. Osama estivera hospitalizado um dia antes dos ataques do 11/Set.

    Quem alguma vez poderia ter coordenado os ataques a partir da sua cama num hospital militar paquistanês fortemente vigiado, localizado em Rawalpindi?

    É de recordar que o Hospital Militar Combinado de Rawalpindi (sob a administração dos militares paquistaneses) “proporciona exclusivamente tratamento especializado para pessoal do Exército e suas famílias imediatas”. Osama bin Laden deve ter tido algumas conexões entre os militares ou a inteligência paquistanesa para ser admitido no hospital. Ele foi, segundo a reportagem CBS de Dan Rather, admitido com “tratamento para uma pessoa muito especial”.

    Se a reportagem de Dan Rather na CBS é correcta e Osama foi na verdade admitido no hospital militar paquistanês a 10 de Setembro de 2001, por cortesia do aliado da América, com toda a probabilidade ele ainda estava no hospital em Rawalpindi no dia 11 de Setembro, quando se verificaram os ataques. Com toda a probabilidade, os seus paradeiros eram conhecidos de responsáveis estado-unidenses na manha de 12 de Setembro, quando o secretário de Estado Colin Powell iniciou negociações com o Paquistão, tendo em vista prender e extraditar bin Laden.

    A reportagem da CBS é uma bomba em potencial. Ela invalida a lenda de Osama criada pela inteligência dos EUA. Ela lança dúvida sobre a noção de que Obama era o “cérebro” por trás dos ataques do 11/Set. Ela aponta para o encobrimento e a cumplicidade nos mais altos escalões da administração estado-unidense.

    O presidente Obama confirmou que “capturar ou matar o líder da al Qaeda Osama bin Laden permanece uma alta prioridade dos EUA” pelo seu papel em organizar e coordenar os ataques do 11/Set a partir da sua cama de hospital no departamento de urologia do hospital militar de Rawalpindi. Se Osama não estava por trás dos ataques do 11/Set, toda a construção da “guerra ao terrorismo” colapsaria como um castelo de cartas, a administração Obama não teria uma perna para se manter de pé. Além disso, a sua justificação para travar uma guerra no Médio Oriente e na Ásia Central assenta na duvidosa justificação de que “a América estava sob ataque” e de que o governo do Afeganistão (Taliban) era cúmplice nos ataques do 11/Set.
    10/Setembro/2010

    # O artigo “Onde estava Bin Laden no dia 11 deSetembro de 2001?”, publicado em 2006, encontra-se em
    http://resistir.info/chossudovsky/osama_11set01.html

  7. D3lta :
    Affff, fundamentalistas de todos os lados, tanto do USA como do outro lado.. Não tem como inventar um botão que desliga eles de uma vez? Q saco isso…

    Falou,bush é fundamentalista cristão.

    Leamartine Pinheiro de Souza :
    Bastou que um religioso norte-americano fizesse a besteira de alegar que iria queimar o alcorão, deixando os EUA com as barbas de molho para um levante geral muçulmano contra os EUA, que a Al-Qaeda deixou de ser uma ameaça para os EUA.
    Bem conveniente esta declaração !!!

    Com certeza,Sds.

  8. carlos argus :

    D3lta :
    Affff, fundamentalistas de todos os lados, tanto do USA como do outro lado.. Não tem como inventar um botão que desliga eles de uma vez? Q saco isso…

    Falou,bush é fundamentalista cristão.

    Leamartine Pinheiro de Souza :
    Bastou que um religioso norte-americano fizesse a besteira de alegar que iria queimar o alcorão, deixando os EUA com as barbas de molho para um levante geral muçulmano contra os EUA, que a Al-Qaeda deixou de ser uma ameaça para os EUA.
    Bem conveniente esta declaração !!!

    Com certeza,Sds.

    As terras ianks são n momento as + inseguras do mundo, poderá ocorrer um ataque a mesma assim de repente; td cuidado e pouco.Sds.

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