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Analisando as Relações Político-Militares Sino-Brasileiras

In Geopolítica, Opinião on 13/09/2010 by konner7 Marcado: ,

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Autor: konner

Plano Brasil

Em termos econômicos, os Estados Unidos têm sido descritos por alguns analistas como um gigante com pés de barro, hoje espetacularmente ligado ao crescimento da economia chinesa, e não há muito o que os políticos em Washington possam fazer para mudar radicalmente essa situação. Em termos militares, porém, a questão mais importante dos próximos anos será saber o quanto eles tolerarão o desafio chinês.

A primeira visita de um presidente brasileiro à China, João Figueiredo, em 1984, deu inicio ao dialogo sino-brasileiro entre as sua maiores lideranças políticas. Um diálogo que gerou consenso quanto ao principio de defesa da ordem internacional baseada no respeito à independência, integridade territorial, soberania e não interferência nos assuntos internos de cada país, lançando as bases do intercâmbio e cooperação política entre os dois maiores países em desenvolvimento.

A importância desse fato cresce na medida da percepção pela liderança de ambos os estados de que “convergências no plano mais alto da política internacional” devem orientar a política externa do Brasil e da China no sentido da preservação da paz e segurança mundial, do respeito aos princípios de auto-determinação e de não-interferência em assuntos internos de cada país, e da plena aceitação das diferenças existentes na comunidade internacional.

Neste ponto parece residir um dos pontos nodais desta parceria estratégica para o século XXI. Nas condições desafiadoras do mundo da globalização econômica e das grandes crises desestabilizadoras das economias nacionais, constitui um objetivo de ambos estados garantir as melhores posições no jogo internacional.

Os acontecimentos desse começo de milênio, portanto, configuram um mundo de polaridades difusas imerso em violenta competição. A economia global sob a hegemonia norte-americana vem sofrendo contínuos e constantes choques que mantêm o mundo ameaçado de a qualquer momento ser atingido por uma onda gigantesca(a “tsunumi”financeira) capaz de engolfá-lo numa megacrise de maiores proporções do que a que o mundo sofreu em 1929, o que se afigura como um fim apocalíptico do ciclo econômico, social e político.

O Brasil e a China, pois, estão estruturalmente inseridos neste contexto de mudanças globais, no qual algumas tendências parecem ser ameaçadoras para seus objetivos comuns de sustentação de projetos econômicos de desenvolvimento e de busca da estabilidade e unidade interna. No entanto, ambos deverão implementar em suas políticas fórmulas destinadas a enfrentar a realidade atual, partindo da situação de fato que os caracteriza: dois imensos países de dimensões continentais, verdadeiras pan-regiões auto-satisfeitas territorialmente, mas desafiadas a desenvolver-se para atingir padrões mais altos de riquezas e poderio nacional.

É a meu ver mister, que laços de amizade, e portanto, de confiança, sejam firmados também no campo militar, isto para que esta aproximação se dê de forma consistente e seja duradoura.

Assim sendo, é sem sobra de duvidas com vistas a um novo mundo em um futuro [geopolítico] que se descortina, que tal aproximação se fia.

Vejo com bons olhos, e aguardo sinceramente que o mesmo se dê com a Índia, por mais incrível que isto possa parecer.

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7 Respostas to “Analisando as Relações Político-Militares Sino-Brasileiras”

  1. O Brasil tambem deve criar acordos na area militar não so com a China mas tambem com India,Russia entre outros que no futuro poderão ser paises com grandes parcerias tanto militar como economicamente.

  2. B.O.B :
    O Brasil tambem deve criar acordos na area militar não so com a China mas tambem com India,Russia entre outros que no futuro poderão ser paises com grandes parcerias tanto militar como economicamente.

    Qto + melhor, td tem alguma coisa a nos dar e vice versa. Sds.

  3. Texto chinês, sobre China/EUA…

    Este post é sobre a relação China/Brasil., más é interessante saber como vão as coisas, do ponto de vista chinês, entre EUA e China. São feitas também algumas considerações sobre o conceito de “quintal estadunidense”.
    ……………………………….

    Ásia Oriental: Quando os Estados Unidos aprenderão?
    .

    A recente farsa que teve por cenário a Ásia Oriental, com roteiro e direção dos Estados Unidos, deixou descoberta uma trama bem definida. A mesma expõe a habitual arrogância do roteirista e diretor, enquanto oculta sua falta de confiança.

    Por Wang Yusheng*, no Diário do Povo Online
    .

    Para consolidar seu status na região do oriente asiático e para buscar “novos sócios”, os Estados Unidos precisam criar uma “grande situação”, ainda que artifical, no entedimento de que tal farsa lhe servirá como um uma luva para seus propósitos. Para criar uma “grande situação”, tem de desacreditar a China, no que de fato constitui seu passatempo predileto.

    Os Estados Unidos têm distorcido os objetivos estratégicos que a China persegue ao modernizar seu equipamento militar, incluída a defesa de suas fronteiras terrestres e marítimas. Ao agitar conflitos, os Estados Unidos criam situações que requerem a sua presença, as quais eles mesmo se encarregam de solicitar, prontamente, para agir como o “anjo da guarda”.

    A grande mídia americana montou um descomunal espetáculo a respeito. Se encarregou de colocar mais lenha na fogueira dos rumores contra a China, com grande insistência nas teorias da “ameaça chinesa” e da “a arrogância da China”, tecendo críticas a seu “mau” comportamento diplomático e estratégia militar “agressiva”.

    O truque mais recente retirado da manga das mídias americanas tem sido as “não tão boas” relações da China com os seus vizinhos, como o Japão, a Coreia do Sul e os estados membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ANSEA), especialmente o Vietnã.

    Coreia do Sul e Vietnã parecem ter abocanhado por inteiro a isca da teoria da “ameaça chinesa”. Alguns especialistas de além-mar, mal informados, inclusive perguntaram por que há incêndios tão frequentes no quintal da China.

    Entretanto, o fato é de que a China não tem (e nunca terá) um quintal. A teoria do “Quintal” da China é um produto da imaginação dos propagandistas anti-chineses, que em nada difere das teorias de “ameaça chinesa” e de “arrogância da China”.

    De fato, o denominado “Quintal” é um subproduto do imperialismo e do colonialismo, que hoje só se encontra no dicionário dos Estados Unidos. Tal termo tem sua origem na doutrina Monroe, segundo a qual os Estados Unidos consideram o conjunto da América Latina como região sob influência americana, uma região que ninguém poderia usurpar. Os Estados Unidos aplicam esta teoria ao pé da letra, e a “aperfeiçoaram” com seus afãs neo-conservadores, de fazer de cada território possível seu quintal.

    A política da China impossibilita que se aja como prognostica o professor estadunidense John J. Mearsheimer, quando disse “uma vez que a China se faça poderosa, definirá sua estratégia diplomática adotando um jargãoideológico à semelhança dos Estados Unidos, como agente máximo possuidor dos direitos sobre o resto do mundo.

    Em aberto contraste com os Estados Unidos, o que a china tem são vizinhos amistosos que, junto com ela, aderiram aos cinco princípios da coexistência pacífica e aos mecanismos de cooperação da ANSEA, da Organização para a Cooperação de Xangai e os laços sino-russos-indianos.

    Todas estas organizações e mecanismos são abertos e cooperativos, e se baseiam na igualdade e nas vantagens mútuas. Não apontam contra nenhum país e respondem à política externa não alinhada que a China tem seguido sempre.

    Em relação aos conflitos (incluindo os territoriais com alguns países asiáticos do leste), muitos foram herdados da história e das relações geopolíticas.

    A China já iniciou negociações e está pronta para ampliá-las, para encontrar soluções justas e equitativas para estes temas.

    Portanto, as preocupações que os Estados Unidos sustentam sobre a China são totalmente desnecessárias. Já está obsoleta a mania de Washington de criar “inimigos imaginários”. Já é hora de colocarem de lado a Doutrina Monroe, de não permitirem que qualquer país ou grupo prospere livremente na região do Oriente Asiático e que deixem de estigmatizar a China por “perseguir tal política”

    Muitos países do Leste da Ásia (inclusive Coreia do Sul e Vietnã) parecem ter buscado ajuda dos Estados Unidos, mas não é provável que se submetam a eles para defenderem uma “ameaça” à China.

    Para que não hajam mal-entendidos, é preciso reafirmar que a China dá as boas vindas a um papel positivo dos Estados Unidos na Ásia Oriental, mas não a “compartilhar o céu da região da Ásia e do Pacífico” com eles. O “céu da Ásia e do Pacífico” pertence somente aos países que se encontram debaido dele.

    Porém, a China veria com bons olhos que os Estados Unidos incrementassem seus investimentos na região, sempre que o fizer com intenções de construir uma situação mutuamente benéfica — não uma atmosfera de guerra fria na qual a farsa se converta na ordem do dia.

    Há dez anos, outro professor estadunidense, Joseph Nye, advertiu seu país para que não tratasse a China como um inimigo, porque ao fazê-lo assim, conseguria de fato um inimigo. Talvez fosse adequado agregar uma frase a mais à afirmação de Nye: Somente quando a China e os Estados Unidos se tratarem como verdadeiros sócios cooperativos, ou pelo menos como sócios potenciais, será possível que ambos deixem de ver-se como inimigos.

    A famosa frase de Nye estava dirigida a George W. Bush, quando este assumiu seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos. A princípio, Bush não a ouviu, mas teve que mudar sua postura mais adiante.

    Ainda resta ver se o atual presidente americano, Barack Obama, escutará a voz da razão. Mas o que rescende do denominado informe militar dos Estados Unidos sobre a China não é diferente do que rescendia a mentalidade de Guerra Fria dos Estados Unidos e de seus apostos hegemômicos.

    Há diferençãs entre a China e os Estados Unidos, mas isso não significa que ambos estejam destinados a serem inimigos.

    * Diretor executivo do Centro de Investigações sobre Estratégia, do Fundo Internacional de Investigações da China.

    Fonte: Diário do Povo Online

  4. Excelente texto… Desmistifica vários tabus ocidentais em relação ao pensamento geoestratégico Chinês e o que pensam sobre os EUA e ocidente em geral e sobre eles próprios de forma franca.

    Existe uma diferença básica entre o pensamento oriental e o ocidental. O ocidente tem dificuldades no pensar o “todo”, vê por partes de pares de opostos (direita, esquerda, bem, mal, vermelho, azul, etc…) ou quando pensa o “todo”, utiliza-se da dualidade dos opostos para a manipulação da população.

    É a praga do maniqueísmo…

  5. Resumindo, para ser o “mocinho”, eles necessitam eleger um “bandido”.

    Um dia já foram os índios, ontem a URSS e hoje a China de forma velada, já que o plano de inimigo invisível (não velado) se demonstra inviável…

  6. Sem chance, os EUA já não apitam mais nada… Nada fizeram contra o Irã, o que farão contra a China? Eles dependem da China omo um recem nascido depende de sua mãe. Aos EUA resta o colapso.

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