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Governos vizinhos causam perdas de R$ 6,7 bilhões ao Brasil no setor de energia

In concorrências, Energia, Geopolítica, Negócios e serviços on 13/09/2010 by Lucasu Marcado: , , ,

https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/09/dolar-queimando-460.jpg?w=300

A intervenção dos governos de países vizinhos em acordos pactuados com o Brasil no setor de energia elétrica já gerou perdas da ordem de R$ 6,7 bilhões às empresas, aos contribuintes e aos consumidores, revelou uma pesquisa realizada pelo Instituto Acende Brasil.

Nas últimas décadas, o Brasil buscou implementar projetos de integração energética por meio da interligação de sistemas, construção de gasodutos e de usinas em parcerias internacionais. Porém, os riscos introduzidos por agentes de outras jurisdições têm gerado custos inesperados que, por sua vez, reduzem ou até mesmo superam os benefícios esperados com a integração.

Para se ter uma ideia, o estudo prevê que essas intervenções já realizadas ou em andamento poderiam elevar os prejuízos aos brasileiros para R$ 21 bilhões.

Intervenções

Para o estudo, foram examinados 11 incidentes em que intervenções ou pleitos dos vizinhos alteraram as condições originalmente pactuadas em contratos ou tratados.

Entre as perdas já incorridas, estão R$ 1 bilhão para o Paraguai, decorrente da subcontratação de potência na usina de Itaipu. Desde 2003, o país vizinho sistematicamente subcontrata a potência da hidrelétrica binacional, obtendo energia adicional a um preço menor.

Também com perdas de R$ 1 bilhão ao Brasil está a indisponibilidade de gás natural importado da Argentina e, com mais R$ 1,3 bilhão, a interrupção no fornecimento do gás da Bolívia.

Futuro

Para o futuro, a maior perda será provocada pela eliminação da correção por inflação da parcela de dívida paraguaia, com estimativa de R$ 1 bilhão a R$ 6,3 bilhões até 2023.

Ainda em relação à Itaipu, o estudo prevê perdas futuras ao Brasil de R$ 5,2 bilhões, também até 2023, pela elevação da remuneração por cessão de energia.

Vale ressaltar também os R$ 2,2 bilhões pela elevação da tributação e revisão dos contratos de importação de gás natural da Bolívia.

Fonte: Uol

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19 Respostas to “Governos vizinhos causam perdas de R$ 6,7 bilhões ao Brasil no setor de energia”

  1. Em muita dessas questões (como a do Paraguai) uma posição mais dura do governo impediria esses prejuízos, acho que tudo começou com a Bolívia em 2006, depois disso viram que era fácil dar calotes no Brasil e todo mundo veio tirar uma casquinha. Se tivéssemos endurecido já naquela época provavelmente os prejuízos seriam menores.

  2. E pelo andar da carruagem e a apatia da oposição, veremos este prejuízo só aumentar. Você que é trabalhador e paga seus impostos tenha consciência que você é o patrocinador deste Bolsa Energia America do Sul.

  3. Para se ver o que é um texto tendencioso: Itaipú é um complexo bi-nacional. Não importa o fato de que fomos nós os executores da obra e os garantes do financiamento externo, pois, por uma questão de soberania, a outra parte é paraguaia.

    Como o Paraguai não faz uso do seu quinhão, nós o compramos. O que não se pode esquecer é o fato de que um dia haverá um verdadeiro líder no Paraguai, que ao invés de vender a energia, dela fará uso. Quando isto ocorrer, teremos que nos contentar com a metade que a nós pertence.

    No caso da Bolívia, se esquece o ditoso texto informar, que não compramos mais a cota cheia, mas a mínima, pois agora, temos fornecimento advindo das nossas próprias reservas, que hoje nos atende devido a uma decisão tomada pela então Ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, que em vista do contencioso com a Bolívia, então corrente, ordenou a Petrobras que investisse prioritariamente na produção e distribuição das reservas nacionais de gás. Hoje, a Bolívia se encontra numa sinuca de bico, e por isso, corteja o Brasil de maneira renovada.

    É isto. Nada mais.

  4. Somos bonzinhos demais, principalmente com o Paraguai.

  5. Perguntas:

    1) Quem fez o estudo ? Notaram que a cúpula do Instituto é formada, basicamente, por tucanos da Puc_RJ ???

    2) Que metodologia eles usaram ? No link
    http://www.acendebrasil.com.br/archives/files/20100915_RevistaIstoeDinheiro.pdf
    vcs tem uma versão do mesmo “estudo”, reproduzido na IstoÉ. Atentem para essa frase;
    “O instituto estima que só o valor referente à correção monetária da dívida paraguaia assumida pelo Brasil custe entre R$ 1 bilhão e R$ 6,3 bilhões até 2023.” Como é que é ??? Entre 1 e 6 bilhões ??? Que p*rra de cálculo é esse ???

    3) Que perspectiva o Instituto tem, além da econômica ??? A situação tem um componente político que geram custos e oportunidades. Ao que parece, os sujeitos ficaram só nos custos.

    4) No link
    http://www.acendebrasil.com.br/site/secoes/Na_Imprensa.asp
    vcs tem a repercussão da matéria. Notem que o texto é basicamente igual em todos os veículos, explicitando o trabalho de uma ssessoria de imprensa. Pq o instituto não liberou o estudo e esperou que os veículos interpretassem o texto por eles mesmo ???

    Coo vcs vem, o buraco é mais embaixo …

  6. Com as novas fontes de energias,hidroelétricas sendo construídas,fontes renováveis,e muitas outras em construção, a itaipu perde seu significado estratégico para o Brasil e por tabela,para o Paraguai,por que não haverá mais como utiliza-la politicamente.
    A demais, é o preço que o Brasil está pagando para ser líder no pedaço.

  7. Ilya Ehrenburg :
    Para se ver o que é um texto tendencioso: Itaipú é um complexo bi-nacional. Não importa o fato de que fomos nós os executores da obra e os garantes do financiamento externo, pois, por uma questão de soberania, a outra parte é paraguaia.
    Como o Paraguai não faz uso do seu quinhão, nós o compramos. O que não se pode esquecer é o fato de que um dia haverá um verdadeiro líder no Paraguai, que ao invés de vender a energia, dela fará uso. Quando isto ocorrer, teremos que nos contentar com a metade que a nós pertence.
    No caso da Bolívia, se esquece o ditoso texto informar, que não compramos mais a cota cheia, mas a mínima, pois agora, temos fornecimento advindo das nossas próprias reservas, que hoje nos atende devido a uma decisão tomada pela então Ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, que em vista do contencioso com a Bolívia, então corrente, ordenou a Petrobras que investisse prioritariamente na produção e distribuição das reservas nacionais de gás. Hoje, a Bolívia se encontra numa sinuca de bico, e por isso, corteja o Brasil de maneira renovada.
    É isto. Nada mais.

    Quer dizer que pra você não importa os 20-30 bilhões que o Brasil gastou para constuir a usina? nem as milhares de pessoas que foram deslocadas ou os prejuízos ambientais, como a destruição do salto de sete-quedas? Os Paraguaios tem o mesmo direito que nós que nos sacrificamos para construi-lá? Sendo que eles não fizeram nada.

    O acordo era pra negociar apenas em 2023. Contrato é contrato e tem que ser respeitado, os paraguaios não contribuiram com nada na construção da usina e não tem direito de reclamar, aliás não reclamavam até o tal do Fernando Lugo chegar ao poder, é a máxima anti-imperialista: Querem culpar o Brasil por serem tão pobres, porque exploramos a maior fonte de renda deles, porque matamos mais de 1 milhão na Guerra do Paraguai, e mais outras conversas para boi dormir.

  8. Álias já que eles (Chávez, Evo, Fernando Lugo, Rafael Correa) nos tratam como imperialistas porque não agir como tal? Até quando baixarmos a cabeça para eles em nome da “paz” na América do Sul?

  9. Ilya Ehrenburg :
    Para se ver o que é um texto tendencioso: Itaipú é um complexo bi-nacional. Não importa o fato de que fomos nós os executores da obra e os garantes do financiamento externo, pois, por uma questão de soberania, a outra parte é paraguaia.
    Como o Paraguai não faz uso do seu quinhão, nós o compramos. O que não se pode esquecer é o fato de que um dia haverá um verdadeiro líder no Paraguai, que ao invés de vender a energia, dela fará uso. Quando isto ocorrer, teremos que nos contentar com a metade que a nós pertence.
    No caso da Bolívia, se esquece o ditoso texto informar, que não compramos mais a cota cheia, mas a mínima, pois agora, temos fornecimento advindo das nossas próprias reservas, que hoje nos atende devido a uma decisão tomada pela então Ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, que em vista do contencioso com a Bolívia, então corrente, ordenou a Petrobras que investisse prioritariamente na produção e distribuição das reservas nacionais de gás. Hoje, a Bolívia se encontra numa sinuca de bico, e por isso, corteja o Brasil de maneira renovada.
    É isto. Nada mais.

    O paraguai não entrou com 1 centavo na construção, para isso eles nos ferneceria energia a preço de banana até uma data prevista que eu nao me lembro, acho que 2015 ou 2020, algo assim.
    Eles não estão cumprindo a parte deles do acordo. E quem paga isso, somos nós.

  10. Perdoa Brasil as dividas dos países pobre e quem perdoará a TE BRASIL??

  11. Ou esse senhor Ilya Ehrenburg é bolivariano ou então faz parte do governo Lula..

    “Um dia haverá um verdadeiro líder no Paraguai, que ao invés de vender a energia, dela fará uso.”

    Como?? Itaipú sozinha abastece praticamente um terço do Brasil, ou seja, mais ou menos um universo de 60 milhões de pessoas.
    Considerando que a população do Paraguai não passa de 7 milhões de pessoas, o Sr poderia nos explicar como esse “Verdadeiro lider” conseguiria essa mágica?

    Por cabeças “pensantes” como esta, estamos agora com essa continha de R$
    21.000.000.000,00 pra pagar…

    Resultado da negligênca do governo federal em defender nossos interesses.

  12. athalyba :
    Perguntas:
    1) Quem fez o estudo ? Notaram que a cúpula do Instituto é formada, basicamente, por tucanos da Puc_RJ ???
    2) Que metodologia eles usaram ? No link
    http://www.acendebrasil.com.br/archives/files/20100915_RevistaIstoeDinheiro.pdf
    vcs tem uma versão do mesmo “estudo”, reproduzido na IstoÉ. Atentem para essa frase;
    “O instituto estima que só o valor referente à correção monetária da dívida paraguaia assumida pelo Brasil custe entre R$ 1 bilhão e R$ 6,3 bilhões até 2023.” Como é que é ??? Entre 1 e 6 bilhões ??? Que p*rra de cálculo é esse ???
    3) Que perspectiva o Instituto tem, além da econômica ??? A situação tem um componente político que geram custos e oportunidades. Ao que parece, os sujeitos ficaram só nos custos.
    4) No link
    http://www.acendebrasil.com.br/site/secoes/Na_Imprensa.asp
    vcs tem a repercussão da matéria. Notem que o texto é basicamente igual em todos os veículos, explicitando o trabalho de uma ssessoria de imprensa. Pq o instituto não liberou o estudo e esperou que os veículos interpretassem o texto por eles mesmo ???
    Coo vcs vem, o buraco é mais embaixo …

    Alguns países da AS , nos olham como os imperialistas de palntão, essas perdad estamos pagando p mostrar q ñ somos taão maus assim, plantamos e vamos colher esses frutos. Questão de tempo, Sds.

  13. So no setor de energia né…Eles sempre nos deram prejuizo em muitas areas e sempre lucraram muito a nossas custas.

  14. Todo mundo sabe que o governo brasileiro abriu as pernas por uma questão ideológica.
    Agora o povo que pague a conta, afinal foi seu representante eleito que fez exatamente aquilo que recebeu delegação para fazer. Por isso, olho vivo nas eleições.

  15. Athaliba, estou com você meu caro. Acho que tem colegas escrevendo por impulso emocional sem se ater a validade lógica do que o texto apresenta. Para mim isso está claro, não há fundamento econômico real no que dizem. Dentre as várias tentativas de criar constrangimento eleitoral para a candidata Dilma, esta é mais uma. Quem quiser entender de fato sobre esse assunto sugiro consultar o Prof Luiz Pingueli Rosa da UFRJ ou a Prof Maria da Conceição Tavares.

  16. Se quisermos uma união sadia no futuro, com soberania de todos os países sulamericanos, no começo do desafio temos de perder de um lado ganhando muito mais de outros.

  17. O problema é continuar no começo, sem avançar. Terá de se trabalhar neste gargalo.

  18. Vou ter de concordar com o 1maluquinho, já foram inúmeros os prejuízos que tivemos em razão de nossos vizinhos, porém não me esqueço dos também inúmeros lucros que já tivemos.

    A realidade hoje é um tanto triste, pois, quando você vai a um país vizinho, você percebe claramente que eles querem o nosso dinheiro (que enquanto turistas nos sejamos bons consumidores), porém não querem nem saber de produto brasileiro em suas prateleiras e mesas.
    Fui a argentina e senti isso, amigos que recentemente foram ao Peru e Venezuela me disseram o mesmo, abrindo excessão na Venezuela que eles querem nossa comida, porém reclamam do preço.

    Podem ser exemplos pontuais e que não podemos nos basear no todo, mas de fato é pecaminoso ver que contratos são rasgados somente por que são nossos pequeninos vizinhos e nós não queremos deixá-los magoados. Inundam nossas fronteiras com contrabando e são coniventes com o tráfico de drogas em nível maior que o de nossos governos e ainda querem posar de coitados?!

    Onde é que fica a história de indíces de escolaridade mais altos que os nossos, que não era privilégio argentino, outros também alegavam essa estatística.

    Me desculpe Ilya Ehrenburg, mas o erro em um caso como Itaipu não realmente do vizinho abusado querer reclamar e sim de governos anteriores não terem fechado esse contrato com descência colocando uma porcentagem maior em nossas mãos e deixando como vitálicio o valor do produto…
    Quero que o Paraguai tenha um líder de verdade, que saiba agir como um homem e respeitando leis e tratados, assim como quero que a Bolívia tenha um líder que não seja um rato ordinário que golpeia as instituições e propriedades de terceiros ao seu bel prazer dizendo que é em nome do povo, quando na verdade não passa de meia dúzia de interesses pessoais em uma cúpula do governo.

  19. Leandro Mendes :

    Contrato é contrato e tem que ser respeitado, os paraguaios não contribuiram com nada na construção da usina e não tem direito de reclamar, aliás não reclamavam até o tal do Fernando Lugo chegar ao poder, é a máxima anti-imperialista: Querem culpar o Brasil por serem tão pobres, porque exploramos a maior fonte de renda deles, porque matamos mais de 1 milhão na Guerra do Paraguai, e mais outras conversas para boi dormir.

    Ate mesmo o Sr.Hugo Chavez que foi o incentivador que a Bolivarianada deveria se levantar contra o Brasil,so se fez voz ativa no nosso atual governo condescendente com os pobrezinhos companheiros…Não sou TUCANO,não tenho partido e nem ideologia mas no governo FHC que pra mim foi uma porcaria,Hugo Chavez e a Bolivarianada ficava quietinha.Estamos engordando cobras que sempre nos foraão falsas e que sempre nos invejaram muito.Sempre lucraram a nossas custas e sempre ajudamos a eles todos e muito.Eu excluo o Paraguai desse meu comentario,pois o povo Paraguaio depende muito do Brasil e nos gostam.Com eles podemos dialogar e sempre encontraremos entendimento,mas ao resto da Bolivarianada…FOGUETADA NELES MINHA COBRADA.

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