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Posição da Mectron sobre o gravador do CBERS 3

In Ciência, Espaço, tecnologia on 13/09/2010 by Lucasu Marcado: , ,

https://i0.wp.com/www.defesabr.com/Tecno/CBERS_3e4.jpg
Em 27 de agosto, publicamos no blog a postagem “Problemas com o gravador de dados do CBERS 3“, na qual relatamos a devolução pela parte chinesa de um subsistema de responsabilidade brasileira para o satélite CBERS 3. A assessoria da empresa Mectron, responsável pelo subsistema, entrou em contato com o blog para prestar esclarecimentos.
Abaixo, reproduzimos na íntegra a mensagem recebida, que também traz informações, a pedido do blog, sobre os subsistemas de suprimento de energia e de comunicações para a Plataforma Multimissão (PMM):

“Gravador de Dados do CBERS 3

O subsistema DDR do programa CBERS, desenvolvido pela Mectron Engenharia Indústria e Comércio S.A atende a todos os requisitos estabelecidos na especificação de subsistema e nas especificações de equipamento.

Foram fornecidos o Modelo de Engenharia 1 e o Modelo de Engenharia 2, sendo que o fornecimento do segundo foi necessário devido ao embargo de diversos componentes pelo governo americano, exigindo a substituição dos mesmos e o conseqüente reprojeto dos equipamentos, tanto em termos de hardware como de software.

Os modelos foram testados tanto na Mectron quanto no INPE, já integrados às câmeras de imageamento e ao transmissor de imagens desenvolvidos no Brasil. Foram realizados também testes na Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, integrado ao satélite.

É importante destacar que os testes realizados forma positivos, no entanto, há dois aspectos relevantes:

O DDR requer um sinal de sincronismo das câmeras para as operações de gravação e reprodução;
O DDR requer uma seqüência bem definida para permitir a correta reprodução dos dados de imagem para a sua transmissão.

Portanto, ressalta-se que não houve mau funcionamento ou defeito no DDR, e sim dificuldades técnicas de integração entre diversos subsistemas.

Subsistema de suprimento de energia da PMM e Subsistema de TT&C

O subsistema PSS do programa PMM é constituído pelos equipamentos Bateria, SADA – Solar Array Drive Assembly, EPSA – Electrical Part of Solar Array e PCDU – Power Conditioning and Distribution Unit.

O EPSA é o gerador solar do satélite, o SADA o motor de passo que permite o correto posicionamento do gerador solar e a PCDU controla a carga das baterias e a distribuição de energia elétrica pelos equipamentos do satélite.

A Mectron já forneceu, de forma antecipada, os Modelos de Vôo da Bateria (quatro módulos para o satélite e quatro de reserva) e do SADA (dois para o satélite e um de reserva).

Os Modelos de Qualificação do EPSA, o Modelo Estrutural e Térmico e o Coupon de Teste já foram concluídos e submetidos com sucesso aos testes de qualificação, faltando apenas o ensaio de choque térmico, a ser realizado na Mectron.

A PCDU foi concluída e deverá ser submetida aos testes de qualificação em setembro deste ano.”
Fonte: Panorama Espacial
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14 Respostas to “Posição da Mectron sobre o gravador do CBERS 3”

  1. Mais uma vez os americanos no nosso caminho, mais somos brasileiro e temos um jeitinho.

  2. Jeitinho, força de vontade (não política claro, pq essa deixa a desejar ainda)e capacidade! O Brasil esta mais é certo em se afastar dos EEUU em assuntos de cunho estratégico! Vamos demorar… mas vamos chegar lá (Piranha, MAR, MAN… e por ai vai!)

  3. EUA é furada para algumas questões.

  4. O problema não é Brasil, mas a China. Se fosse apenas o Brasil que estivesse lançando o satélite, não havia problema. Os americanos temem que os chineses possam utilizar os sitemas para fins militares ou talvez cópiá-los.

  5. Curioso, vc vai fazer um projeto , monta a versão de engenharia, aí só depois vc descobre que determinadas peças são embargas pelo EUA…. Porque já não começou a projetar corretamente desde o começo? Hummmmmm….

  6. Vai ver D3lta é porque o contrato assinado específicava e dava garantias que seria liberado, mas ai no meio do caminho surgiu alguma nova resolução ou reunião de empresas concorrentes com os seus respectivos senadores e o ítem passou a ser considerado embargável pelo senado… Americano…
    Sds
    E.M.Pinto

  7. em termo de percentagem em que ponto nos encontramos no que se refere a tecnologia de satélites? algém saberia dizer?

  8. Daniel :
    Jeitinho, força de vontade (não política claro, pq essa deixa a desejar ainda)e capacidade! O Brasil esta mais é certo em se afastar dos EEUU em assuntos de cunho estratégico! Vamos demorar… mas vamos chegar lá (Piranha, MAR, MAN… e por ai vai!)

    é isso aê, sem os nefasto, temos de tentar andar c n pernas..Sds.

  9. Pois é depois dizem que é história de “acéfalos ideológicos” ou que tem gente que acha “Uzamericanú mau”.Esse é mais um exemplo de quando se trata de tecnologia não podemos contar com os estados unidos,e quer saber eles não estão errados não,tudo que eles querem é garantir os interesses deles,não se importando com os demais.
    Temos que conseguir meios e recursos para garantir e bancar nosso própio desenvolvimento e buscar NOVOS parceiros com interesses comuns e assim escapar deste tipo de situação que atrasa nosso desenvolvimento no setor.

  10. Novobrasuk :
    Pois é depois dizem que é história de “acéfalos ideológicos” ou que tem gente que acha “Uzamericanú mau”.Esse é mais um exemplo de quando se trata de tecnologia não podemos contar com os estados unidos,e quer saber eles não estão errados não,tudo que eles querem é garantir os interesses deles,não se importando com os demais.
    Temos que conseguir meios e recursos para garantir e bancar nosso própio desenvolvimento e buscar NOVOS parceiros com interesses comuns e assim escapar deste tipo de situação que atrasa nosso desenvolvimento no setor.

    É isso aê, eles estão mt certo mesmos, errado e tonto quem acredita neles; espero q tenha passado n período de credúlidade neSSes caras, eles ñ são confiáveis, se comprarmos o f18 deles na confiança do repasse de tecnológia será a mesma coisa., nem pensar. Sds.

  11. Acontece pessoal que existe um fator que não poderia ser informado,nem pela reportagem e nem pela Mectron, por questões de diplomacia. Os Chineses não estão muito interessado na técnologia brasileira e sim na americana, então quando há uma substituição destas, mesmo que o componente brasileiro funcione perfeitamente, os chineses inventam algum problema para ver se conseguém de qualquer maneira que o Brasil consiga os produtos de alta tecnologia americana. E os EUA sabem disto, que a maneira que os chineses conseguiram copiar seus produtos foi adquirindo de terceiros países. Sejamos honestos, os chineses são maquinas copiadoras, desbancaram a xeróx por completo, é uma verdadeira maquina de radiografia, caiu ali ja esta clonado, a Embraer que se cuide.

  12. Carlos :
    Mais uma vez os americanos no nosso caminho, mais somos brasileiro e temos um jeitinho.

    Temos de fazer engenahria reversas n equipamentos ianks, e ponto final. São uns sacanas msm. Vivem p tentar nos sacanear.Vamos bagunçar os mesmos primeiro.Sds.

  13. Dois pontos cruciais a serem pensados:
    -Embargo americano à produtos necessários ao desenvolvimento de produtos para o Brasil;

    -Incapacidade do empresário brasileiro em pagar para desenvolver os seus próprios produtos. Ou seja, é mais fácil comprar pronto.

    Outros comentários:
    Sinceramente, não acredito que o Chinês tenha melhor qualificação que o brasileiro. Não neste momento. Mas a indústria chinesa têm feito o seu papel. Tem apoiado o desenvolvimento de tecnologias no próprio país, ganhando assim know-how em tempo até mesmo récorde.

    Aí sim, em pouco tempo veremos os chineses bem mais qualificados que os brasileiros. É uma pena, quem tem dinheiro prefere pedir redução de alíquotas de imposto e comprar fora, ao invés de investir em centros de pesquisa e desenvolver dentro do país, o que o país precisa.

    Se alguém acha que estou errado, por favor, apresente FATOS. Porque até então, os fatos indicam justamente o que falei acima.

  14. E ainda acreditam nas “transferenfia” do f18….

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