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França diz que Europa não é ‘lixão’ de produtos do Mercosul

In Geopolítica on 15/09/2010 by E.M.Pinto Marcado:

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Sugestão: Rodrigo Couto

O ministro francês da Agricultura, Bruno La Maire, afirmou nesta terça-feira que a “Europa não é lixão dos produtos agrícolas da América do Sul”, no mesmo dia da viagem que o comissário europeu do Comércio iniciará ao Brasil para retomar as negociações com o Mercosul.

“A Europa não é o lixão dos produtos agrícolas da América do Sul”, afirmou Le Maire depois da abertura do 24º Salão Internacional de Pecuária de Rennes (oeste da França), depois de reiterar a oposição “firme” da França à retomada das negociações entre União Europeia (UE) e Mercosul.

O ministro francês fez tais declarações no mesmo dia em que o comissário europeu de Comércio, Karel de Gucht, inicia no Brasil (que exerce a presidência temporária do Mercosul) uma viagem que posteriormente o levará à Argentina para impulsionar as negociações comerciais entre ambos os blocos regionais.

“Não iremos adiante nas negociações com o Mercosul”, disse Le Maire paralelamente ao salão, depois de anunciar a entrega de 300 milhões de euros em ajudas aos pecuaristas franceses para os próximos três anos.

Iniciadas em 1999, mas suspensas desde 2004, as negociações entre UE e Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai) foram retomadas em maio passado durante a presidência espanhola do bloco europeu.

Uma primeira rodada de negociações ocorreu em julho em Buenos Aires, apesar da oposição de dez países europeus liderados pela França e das críticas dos latino-americanos em relação à política europeia de subsídios agrícolas.

Uma segunda rodada está prevista para ocorrer de 11 a 15 de outubro em Bruxelas. França, Irlanda, Grécia, Hungria, Áustria, Luxemburgo, Polônia, Finlândia, Romênia e Chipre consideram que é necessário “avaliar o impacto econômico” que uma troca comercial entre UE e Mercosul teria, “tendo em vista a competitividade dos países do Mercosul no âmbito agrícola”, segundo fontes diplomáticas europeias.

O Mercosul, mais competitivo em matéria agrícola, pede uma redução de tarifas alfandegárias e de subsídios, enquanto a UE quer uma maior abertura para seus produtos industriais. “O agricultor não é uma moeda de troca. Não iremos adiante nas negociações com a OMC” (Organização Mundial do Comércio), enfatizou Le Maire em Rennes.

Nas vésperas da Cúpula Eurolatinoamericana de Madri em maio passado, a França tinha afirmado que “não (moveria) nem um milímetro” sua posição de rejeição à retomada das negociações UE-Mercosul enquanto a Rodada de Doha sobre a liberalização do comércio mundial não for concluída.

Ao assumir em agosto passado a presidência do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que uma de suas prioridades seria conseguir avanços concretos rumo a um acordo de livre comércio com a UE, cuja demora atribuiu claramente aos franceses.

 

Amigos,

Transcrevo o que postou o amigo Foxbat no fórum Base Militar:

“A tradução esta errada. A frase original era : “L’Europe n’est pas le déversoir des produits agricoles des pays d’Amérique du Sud”. “déversoir” significa vertedouro, e não lixão. Não muda o fundo do problema, mas muda ligeiramente o sentido…”

Abraços,

Justin

 

Justin Case

Fonte: Terra

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118 Respostas to “França diz que Europa não é ‘lixão’ de produtos do Mercosul”

  1. Sendo assim, então a América do Sul não é o Lixão dos produtos Industriais Europeus.

  2. E nós temos capacidade para desenvolver tecnologias tão boas quanto as deles, agora eles tem condições de se equiparar à nos na agricultura?

  3. “O agricultor não é uma moeda de troca.”

    Ou seja, querem uma abertura somente nos setores da economia em que são mais competitivos. É exatamente a mesma história que se ouviu nas negociações da Alca e na rodada de Doha do WTO.

  4. Isso é um comentário que gera extrema revolta ao brasileiro!!

    Quer dizer que só somos bons para comprarmos tecnologia?

    Isso é um bom motivo para o Itamaraty declarar aos franceses que tal discurso, vai custar um ‘contratinho’ de alguns bilhões de euros.

    Acho que foi uma excepcional desculpa aos nossos políticos brasileiros para descartar o rafale e firmar paceria estratégica com a Russia, na criação de aeronaves militares (sonho meu….)

  5. Amigos,

    Transcrevo o que postou o amigo Foxbat no fórum Base Militar:

    “A tradução esta errada. A frase original era : “L’Europe n’est pas le déversoir des produits agricoles des pays d’Amérique du Sud”. “déversoir” significa vertedouro, e não lixão. Não muda o fundo do problema, mas muda ligeiramente o sentido…”

    Abraços,

    Justin

    “Justin Case supports Rafale”

  6. só deixou de ser agora, pois desde os tempos de coloonia os nossos produtos MELHORES agricolas vao para a europa, enquanto a pior parte fica para a populaçao… ministro recalcado

  7. mas e ai se eles diminuirem as tarifas alfandegarias para a agricultura no iremos diminuir a tarifas para produtos industrias isso não me parece muito inteligente parece erro de principiante e aquela velho historia sobre balança comercial e produtos industriais valerem mais que agricolas. se o Brasil fizer isso seria muita burrice mesmo.

  8. Está certo que compra de caças e venda de produtos agrícolas, nada tem a ver uma com a outra mas, acho que agora os Franceses estão se arriscando:
    Falar bobagens deste modo e, nesta situação atual, é arriscar demasiado. Arrisco mesmo a dizer que o F-18, como a Fenix “renasce das cinzas”.

    Sempre quis o SU-35, depois vi méritos no Rafale mas, o F-18 também não seria nada mau para a FAB. Resta saber se ele poderia ser utilizado pela Marinha pois, esta afirmou que vai comprar o que a FAB comprar.

  9. “… enquanto a rodada de Doha… nao for concluida.”. Imaginem, se ja ta complicado chegar a um acordo entre os dois blocos quando será possivel chegar a um acordo sobre a “liberacao do comercio mundial”. Podem esperar sentados pq essa rodada ai vai longe…

    E quanto a “sua moeda de troca” que os mantenham bem subsidiados e guardados…e que percam bastante espaco na AL pros chineses, indianos, turcos, sul africanos e russos…pq depois que perderem mercado para seus produtos de “alta tecnologia” e quiserem rever a cooperacao entre os blocos terao que engulir o mesmo papo mole de Doha….pq o trem ja vai te passado. Sds.

  10. Já que é assim que a banda toca, então o Brasil não é “lixão” para jatos franceses! :D

  11. Mas um motivo para não adquirir o RAFALE!!!

  12. Mais um motivo para não adquirir o RAFALE!!!

  13. Agora estou torcendo contra o Rafale! Que venham os Gripens!

  14. Muitos que reclamam que brasileiros lambem botas americanas ai esta mais uma fedida dos franceses com a America latina. No decorrer dos anos muito mais investimentos vem dos EUA do que Europa. Lula foi la, beijou o Sarkozy, puxou saco, etc etc e nada mais do que uma boa torcida de nariz recebeu da Franca.

    Viva os Super Hornets

  15. O que eu penso da França e da parceria estratégica.
    PS:Como eu sei que eu vou ser censurado pelo editor e pelos moderadores,então eu vou adiantar o serviço
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  16. Adeus Rafale…A França perderá muito com esta postura…Eles que sustentem este avião sozinhos…

  17. Lamentavel como tem pessoas de pouco cerebro como este frances. Isso porque o Sarcozy se diz nosso amiguinho na hora de visitar a Guiana Francesa, mas na hora que precisamos mesmo dele ele se omite.

  18. sera que ninguém vai dar uma resposta pra esses arrogantes…nossos politicos são um bando de fouxos….

  19. sera que ninguém vai dar uma resposta pra esses arrogantes…nossos politicos são um bando de frouxos….

  20. O Brasil não deve cooperar com a sistemática política do governo francês em subsidiar os seus agricultores em detrimento ao princípio da livre concorrência frente ao Mercosul. É fato que o setor agrícola mereça em todas as partes do mundo, incluindo o Brasil, devido as suas peculiaridades, um “guarda-chuvas” protetor do Estado através da aplicação de salvaguardas governamentais. Entretando, o que vem acontecendo nos EUA e Europa é uma verdadeira reserva de mercado. Portanto, é estrategicamente icompatível a aquisição de caças franceses através do Programa FX-2 com a manutenção de pesadas tarifas agrícolas alfandegárias da UE liderada pela França. Devemos lembrar que nos anos 80 – durante a nossa chamada “década perdida” – o Brasil sofria com a falta de competitividade, seja agrícola ou industrial e, diante disso, europeus e americanos expandiram os seus tentáculos na economia brasileira angariando lucros extraordinários. Agora o momento histórico-econômico é inverso e o que vemos? Vemos um ferrenho protecionismo europeu e americano! Mas, felizmente, o “gigante adormecido” começa a acordar!

  21. *MELHORES produtos agricolas

  22. eu penso que se os produtos do mercosul e lixo o mercosul deveria parar de vender seus produtos para la e também parar de comprar os produtos europeus e vamos ver quem perde mais quem esta afundado numa crise ou quem esta com uma das melhores taxas de crescimento do mundo.

  23. Nossa carne eles ainda querem? certo.

  24. Ele tem todo o direito de defender o produto interno europeu mas, dizer que o produto sul-americano é lixo, ficou bastante vulgar para um ministro. E essa é mais uma prova que respeito é atribuição de caráter, não precisa estudar/estar em um país de 1ª mundo para tê-la.

  25. Ehehhe…tomera que o Lula enrole mais um pouco a compra dos caças, deve até deixar pro governo seguinte, eles vão ter um estresse daqueles….ehehe. E depois de muito enrolar, comprassem de outro país, só pra dar o golpe de misericórdia nesses boiolas…PAK-FA esta é o cara, ou melhor, este é o caça.

  26. Esse frances é mesmo um estupido. Cheio de empafia e arrogancia. Um idiota que um dia ainda vai rastejar na América Latina

  27. Afff, idiota tem em todo lugar, e político também. Inclusive estas duas raças reinam no Brasil, portanto, nada demais nas declarações.

    Até porque, 300 milhões de Euros podem salvar os agricultores e pecuaristas, mas não vão salvar a Dassault.

  28. Está tentando agradar a base eleitoral dele. Não é só abaixo do equador que político fala m…

  29. AINDA TEM GENTE Q DEFENDE ESSA JAKA.

  30. Acabei de ficar apaixonado pelo GRIPEN

  31. Mui amigo heim…Sempre tive reservas nessa aliança com a França…Eles são o mais segregacional e protecionista pais Europeu Ocidental…E ainda tem bobo que compra os queijos fedidos deles e que acha que essa podridão cheia de fungos é iguaria dos Deuses…Pergunte a eles quantos banhos tomam por mes rsrsrs Rafale était une fois le concombre de tir

  32. Quão melhor são nossos parceiros sul-americanos, norte-americanos, chineses, russos e japoneses? São todos iguais. A China por sinal está comprando o Brasil, nossas reservas de minério e terras, já a Suécia compra nossas florestas, espanhóis, italianos e portugueses compram areas e fazem condominios de luxo para suas férias… São todos iguais, só muda a retórica.

  33. E agora? onde se escondem os ardorosos defensores da parceria “caracu” com os (termos inapropriados editado) após essa “Meiga” declaração.?

  34. O Brasil faz bem em nao abrir mao para acordo que nao e’ de interesse do Brasil..ainda bem que a nao entramos na Alca ,teria sido uma furada…
    Ora se nao abrem a agricultura, entao que paremos de comprar porcarias de origem europeia…
    Veja o problema com os remedios genericos que vem da India para o Brasil,
    chegam na Europa e sao retidos…porque o Brasil tem que pagar uma fortuna para o uso de remedios e milhares de brasileiros sairem prejudicados por nao terem dinheiro para pagar mais caro …..

  35. É Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, ai está a resposta do seu mui camarada Sr Sarcozi em relação a aceitação dos produtos sul americanos na França;Enquanto o Sr. fica enaltecendo a jaca francesa eles chamam nossos aviões de carrinho de mão e nossos produtos agrícola de lixo mui amigo seu esse camarada não!.

  36. Não queremos aquele lixo ultrapassado chamado
    RAFALE voando nos céus do BRASIL…
    …Simples!

  37. Ué, cadê o povo que tanto defende a França?

  38. O BRASIL não é lixão para compra caça ( rafale ) da frança, temos que toma providência sobre isso na diplomacia.

  39. Srs

    Acho desta vez o Rafale foi para o brejo!!!….

  40. O mundo dá voltas.
    Não estamos de pires na mão.
    E a terra está aqui.

  41. Esse é o nosso Parceiro estratégico!

  42. Se quiserem comprar agora vai ter que vender mais caro, porque comida no mundo vai faltar já já…

  43. nao vejo nada de mais no que foi dito..

    tipo não vamos comprar ‘porcarias’ .. só para gerar comercio…

    ministro francês da Agricultura .. vai defender quem.. a Argentina..rsrsrs

    tópico mula-sem-cabeça… rsrsrsrsr

  44. Putz! Depois dessa eu reavaliaria qualquer negociação com estes países. Fecharia o FX2 com os americanos ou suecos e procuraria outros parceiros para os subs… Tem que radicalizar!

  45. Leandro Mendes :
    Sendo assim, então a América do Sul não é o Lixão dos produtos Industriais Europeus.

    Rafael :
    “O agricultor não é uma moeda de troca.”
    Ou seja, querem uma abertura somente nos setores da economia em que são mais competitivos. É exatamente a mesma história que se ouviu nas negociações da Alca e na rodada de Doha do WTO.

    Falar + o quê? Que se danem pra lá, estão na _erda msm; então q continuem.Sds.

  46. Seria muito bom que algum dos “comandados” do nosso Presidente da República levassem à seu conhecimento esta notícia! Enquanto eles nos tarjam de “Republica Paraguaia” (sem querer faltar com o respeito ao povo daquele pais), o nosso presidente quer investir bilhões na França, comprando de caças a submarinos, de helicópteros a misseis! Acho que já passou da hora do Governo Brasileiro engrossar a vóz! Submarino e helicópteros já tem seus contratos assinados. Mas de adeus ao Rafale. Temos uma economia que esta em crescimento. Estamos atraindo olhares dos esfomeados do mundo inteiro. Logo, temos bala na agulha! Um não contundente e dito na hora certa pode trazer benefícios futuros. A França sempre foi protencionista, cheia de querer ter a razão. O fracasso do Rafale se deve ao orgulho francês em querer ter a maior fatia do bolo no então EFA! Eles que paguem a conta. Eles que vivam de queijo, champagne e vinho… o que eles chamam de lixo enche suas bocas em suas refeições! Acho que o povo francês não compactua com o que seu governo acha, ou pensa!

  47. A França tá querendo colocar pressão no Brasil(MERCOSUL), mas eles estão muito enganados, hoje o Brasil é um pais que tem como adquirir produtos industrializados de outros Paise do mundo(BRIC), mas a UE, não consegue viver sem os PRODUTOS AGRICOLAS DO MERCUSUL.
    A verdade, a maioria da UE são Preconceituosos, tirando a ITALIA e algums outros…
    Protencionismos desses Paises são Enormes, o Barco tá Afundando e agora mais do que nunca não querem perder a bocada de uma vida. Mas acredito que já era tal hegemonia!!
    Como diz um amigo meu !! Voce perdeu PLAYBOY !!

  48. Leandro Mendes :E nós temos capacidade para desenvolver tecnologias tão boas quanto as deles, agora eles tem condições de se equiparar à nos na agricultura?

    Concordo com vc Leandro. Temos uma capacidade gigantesca. Basta nosso Governo querer. Chegou a hora do nosso Governo ser mais forte em suas decisões. Atropelar interesses pessoais em pró dos interesses nacionais. Todos os ditos “grandes” estão de olho em nossa economia! Inglaterra, Alemanha, França, Italia, EEUU, todos desembarcando com propostas mirabulosas…
    Temos que incentivar o desenvolvimento de nossa indústria. Buscar associação com industrias que estão em pleno crescimento, para dividir conhecimento, e não com as já estabelecidas, que oferecem “pacotes fechados”!
    Espero que o governo comece a rever isso, começando pela sua posição quanto ao FX-2, que a de beneficiar o Rafale, pq o “presidente acha ele melhor”, em detrimento a escolha técnica feita pela FAB.
    Bom dia.

  49. Olha aí a dupla Su-35BM/PAK-FA. :)

  50. Simples,

    Vamos parar de vender Soja, Carne e Comida para eles…

    Ahhh Esqueci do minério de ferro e do Petroleo no futuro.

    Esse francês safado ta se borrando de medo, pq sabe que vai ficar para trás…

  51. Mais uma vez nosso governo devera se manter prostado em relação a estes comentarios ridiculos, simplesmente digam que se eles não podem comprar produtos agricolas nossos não podemos comprar produtos manufacturados deles e veja o que acontece……ou melhor boicotemos os produtos europeus, coisa que duvido muito devido a desunião do povo brasileiro…….Deus põe a mão

  52. Guerra de interesses…

    Eles (e não são só os franceses) europeus estão defendendo seus interesses, possuem uma capacidade produtiva que eles não querem perder, por menos lucrativa que ela seja (dados estes subsídios do governo).

    No Brasil existem subsídios também, em forma de empréstimos rurais como os do Banco do Brasil e que o diversos grandes produtores NÃO PAGAM!

    Se eles não querem comprar os nossos produtos, fiquem à vontade e a porta de saída é a serventia da casa! O mundo é grande e não dependemos deles para viver, perdemos hoje e ganharemos amanhã…

    Se eles querem gastar dinheiro subsidiando e depois gastar mais dinheiro pagando mais caro pelo produto e ainda consumindo menos devido ao aumento de preços com o agravo de sua situação econômica que já não é das melhores, o que vamos fazer?

    Sentemos e assistamos de camarote o início do fim, aliás, o meio do caminho já!

  53. eta PARCEIRÃO estratégico….!!!! E o Sapo Barbudo fica lambendo eles…

  54. Rafael :
    “O agricultor não é uma moeda de troca.”
    Ou seja, querem uma abertura somente nos setores da economia em que são mais competitivos. É exatamente a mesma história que se ouviu nas negociações da Alca e na rodada de Doha do WTO.

    Eles nunca vão mudar.So querem lucrar e monopolizar o comercio do que lhes interessam.americanos são a mesma coisa.Deveriamos ter ousadia e botarmos nossos preços nos que eles precisam.Essa guerrinha na organização mundial do comercio não resolve nada é so paliativo pra endoçar boca de trouxa.O Brasil como lider da America Latina,posição previlegiada com emergentes e terceiro mundo deveria começar a pegar pesado.O munico pais que tem agroeconomia grande são os EUA no caso de uma guerra de comercio não conseguiriam manter seu mercado e o deles.Comida tem peso mais forte que maquinarios e minerios e ate mesmo do que petroleo.Se não come,morre.Temos todas as cartas na mão,generos alimenticios e energeticos.Vamos a guerra.

  55. tava lendo na web que o PAK FA tem um roadmap prevendo linha de producao em 2015, sendo que Frances pensam assim e Americanos sao complicados de se confiar, talvez gastar menos e comprar os “Gripens” e aderir ao consorcio russo fosse uma saida politico-tecnica-economica razoavel.. Teriamos transferencia de tecnologia, custos menores e uma aquisicao que ate poderia ser maior (quantidade)…

  56. Hoje existem dois blocos.EUA e seus amiguinhos e o outro é o resto do mundo…Eles ainda acham que armas,papeis,titulos e moedas,ainda ditam as ordens.Estão quebrando e o resto do mundo deveria aproveitar esse momento.Geopolitica,Relações Exteriores,Comercio Exterior,é pra se levar com agressividade e ousadia,senão não se impõe nunca.Essa politica de confrades que nosso governo aplica não surti resultado efetivo em nada.Apenas temos a sensação sem ver a plenitude.E se continuarmos como pequeninos,com medo de retaliações,jamais seremos competitivos no mercado dos chefões,como se o mundo fosse somente a Europa e a America do Norte.Temos o resto do mundo pra comercializar e paises com potencial e necessidades reciprocas as nossas.Eu gostaria muito que o proximo governo assumisse uma posição mais mais agressiva e ousada quanto a nossos interesses.Cuidado OTAN a Titia vem ai e ela não é fantoche e tem personalidade forte e propria.Poderemos nos surpreender.Esta na hora do Brasil e dos emergentes tomarem posições iguais e o restante nos acompanharão e eles ficarão isolados.É a guerra da batata e do feijão contra a especulação e as armas.

  57. ta na hora de dar o troco a eles!!mandemos fechar as fabricas da Renault, Peugeot, Citroën, e veremos quem realmente precisa de quem!

  58. Bruno.s :
    ta na hora de dar o troco a eles!!mandemos fechar as fabricas da Renault, Peugeot, Citroën, e veremos quem realmente precisa de quem!

    BOA !!!

  59. Ainda tem mais essa:

    Le Maire deixou claro que a resistência da França tinha endereço: “A Europa não é o vertedouro dos produtos agrícolas da América do Sul”. Em referência indireta, o ministro do governo de Nicolas Sarkozy ainda ironizou o Brasil, país para o qual o Palácio do Eliseu tenta vender 35 aviões de caça fabricados na França, em decisão que segue na mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não podemos trocar carne bovina por Rafales.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Falar mais o que? Devemos cancelar imediatamente a intenção de compra dos Rafale’s

  60. Boa Jackson, pode ter certeza você não é único a pensar %&&%%&$#TFH)**ª_ªP)=/(/%”&”#%&/”#/(“$&/%$)$&”/$&”)&$&()”$(“/()=”/) dos franceses…

  61. Bruno.s :
    ta na hora de dar o troco a eles!!mandemos fechar as fabricas da Renault, Peugeot, Citroën, e veremos quem realmente precisa de quem!

    Concordo !!!
    Vou vender o Meu Renault, se não sou bem vindo lá, eles tb não são aqui !!!
    Não compro mais nada desse Pais!!
    Lula “Fora RAFALE”
    ENGAJAMOS NESSA LUTA…
    Vamos ser Homems como GANDI foi…
    Não precisamos Guerrear para mostrar nosso Valor!!!
    É só boicotar os produtos deles…
    Abração a todos, e desculpe o desabafo, mas é ruim aceitar isso…

  62. frança e inglaterra dois paises da europa que o brasil nao deve confiar, da até medo saber que o brasil firmou uma parceria estratégica com a frança(submarinos e etc).
    so vou acreditar vendo, que essa parceria vai dar certo(sera que havera mesmo transferencia de tecnologia?).

  63. a grande verdade é que a hegemonia da frança, inglaterra, EUA e israel no mundo esta acabando e eles estao dando tiro para todos os lados (nao sabendo ao certo o que fazer mais, exemplo afeganistao).

  64. O Brasil não precisa mais nem ter que seder algo em troca do fim dos subsidios agricolas europeus, o mais sabio seria esperar mais uns anos, pois sem dinheiro a europa não sustentará mais esses subsidios, só questão de tempo, aí eles perderam os subsidios e ao mesmo tempo não abrimos mais nosso mercado a produtos industrializados deles,os tempos mudaram, agora nós que negociamos por cima !

    fora que nosso potencial agricola é gigantesco, o deles esta esgotado, a cada ano mesmo com os subsidios a tendencia é expandirmos o mercado !..

  65. Quando eu digo que franceses não são confiáveis me criticam ,ai esta a prova,o kc-390 é um carrinho de mão e o mercosul é um lixão,se este governo tiver um mínimo de vergonha na cara deveria cancelar a compra dos helicópteros(temos outras opções como a Agusta-westland,kamov e mil russas e a sikorsky(ta ela é americana mas o Brasil opera o h-60 sem nenhum problema)e também do scorpene,quanto ao sub nuclear ate onde eu entendi o grosso do “trabalho” vai ser feito pelo Brasil então poprque precisamos dos franceses.Agora eu quero ver quem é que tem a sindrome do vira-lata.

  66. Uma coisa não tem nada haver com a outra e o Rafale já foi escolhido independente dos chorões…
    ?? O que interessa o que o ministro da agricultura falou ou deixou de falar, tudo que importa é um vetor poderoso e a transferência de tecnologia… se eles não gostam da America do sul e daí? Se o contrato for respeitado que se danem!!

    Ps. Reserva de mercado também vem dos EUA então tirem isso que tal declaração favorece o SH. **E mais uma coisa a tradução esta errada para os mais cegos de tantas lagrimas que ainda não notaram.

  67. ´~Essa foi de lascar a tampa da panela rsrsrs. Começo a imaginar que uma boa seria o Gripen ou F-18. E não foi só essa desse imbecil da Agricultura não. Lembrem-se das várias mancadas de Sarkô e do Min. da Defesa delles, chamando o nosso KC-390 de carrinho de mão voador. Se antes da definição do Rafale como vencedor eles já dão esse tipi de escorregada, imaginem depois que tudo for sacramentado?

  68. Amigos,

    Transcrevo o que postou o amigo Foxbat no fórum Base Militar:

    “A tradução esta errada. A frase original era : “L’Europe n’est pas le déversoir des produits agricoles des pays d’Amérique du Sud”. “déversoir” significa vertedouro, e não lixão. Não muda o fundo do problema, mas muda ligeiramente o sentido…”

    Abraços,

    Justin

    “Justin Case supports Rafale”

    Yes Justin “déversoir=une structure construite pour dériver ou évacuer l’eau retenue derrière un vannage ou barrage fixe, dont la hauteur excèderait celle de l’ouvrage ou une certaine limite”french dictionary

    what does lixão mean?

  69. déversoir= transbordamento?

  70. E.M.Pinto :Boa Jackson, pode ter certeza você não é único a pensar %&&%%&$#TFH)**ª_ªP)=/(/%”&”#%&/”#/(“$&/%$)$&”/$&”)&$&()”$(“/()=”/) dos franceses…

    O E.M. como faço para alterar o meu nome? Tem outro Daniel postando tbm… só pra não ter confusão, ou de repende aparecerem duas ideias divergentes no mesmo tópico e o povo achar que eu, ou ele, estamos ficando loucos, hahahahaha! Abraço.

  71. Daniel, quando for enviar uma mensagem clique no seu nome e verá a opção logar como moutro usuário algo assim, e ai podes alterar o nome.
    sds
    E.M:Pinto

  72. 16/09/2010 às 12:46 | #61 Citar Boa Jackson, pode ter certeza você não é único a pensar %&&%%&$#TFH)**ª_ªP)=/(/%”&”#%&/”#/(“$&/%$)$&”/$&”)&$&()”$(“/()=”/) dos franceses…

    no comment

  73. eu acho que eh ‘dimenos’ a questao da traducao, realmente suaviza mas nao justifica. a questao eh a mentalidade dos europeus… o mundo mudou e eles estao tendo (grandes) dificuldades de entender isso..

  74. DE UM BICO NESSA DROGA DE REFALE SUBMARINO HELECOPTERO!
    NOS TEMOS QUE TER MAIS DIGNIDADE
    POSTURA DE NAÇÃO SOBERANA NÃO É SO COM CONVERSA
    E SIM COM ATITUDES
    DUVIDO QUE SE FOSSE AO CONTRARIO ELES IRIÃO ENGOLIR !!!!!!!!!!!!!!!!

  75. E.M.Pinto :Daniel, quando for enviar uma mensagem clique no seu nome e verá a opção logar como moutro usuário algo assim, e ai podes alterar o nome.sdsE.M:Pinto

    Valeu camarada…. abraç!

  76. The french minister is an idiot,this kind of words does not change anything on the discussions,just adding oil on fire for nothing.Idiot.
    Then France is right to defend the interests of its people.For sure.But according to trade laws and negotiation
    Sarkozy is not France,just the President for 5 years at a certain time of the life of a nation,that’s it -nothing else

  77. Agora vai….

  78. Frenchdude,

    LIXÃO (neologism) means the place where you dispose all domestic garbage collected in the city.

    Justin

  79. Frenchdude,

    I agree with you.

    The french minister is an idiot, Sarko is not The France and the partnership is between Brazil and France, it is not between governments.

    However, the french minister missed a great oportunity to be quiet…

    abração

    ps. Lixão means trash. Of course the minister did not say “trash”, but there are many ways to make intenational diplomacy and international negociation…”déversoir” is not a good word too.

    ps. But, in my opinion, its change nothing. Rafale won, do not worry.

  80. Frenchdude,

    Rafale won, because France was more willing to transfer technology. The Rafale risks are smaller than the others.

    And here we have to separate things. The trade between the EU and South America is one thing. Brazil’s defense is something else.

    So the Rafale won the FX2, despite the agriculture French Minister and despite the disputes between Mercosur and the EU.

    abração again

  81. É triste ouvir essas palavras de nossos “parceiros estratégicos”. Arrogancia chegou lá e bateu continência.

    []’s

  82. Os senhores esquecem que não está em jogo apenas o Rafale. Não esqueçam do trem-bala que está orçado em 33 bilhões.

  83. A França está querendo tudo e vai acabar ficando com nada. É claro que a escolha do caça é política. Isto acontece em qualquer país. Acontece que impedir o acesso do Brasil ao mercado europeu pesa sim em muito nos negócios entre os dois países. Como pode um país ter seus interesses atendidos pelo Brasil e em contrapartida não dispor igual tratamento.

    Bem, o Sarkozy estará por 5 anos, entretanto, ele foi escolhido democraticamente pelos franceses. Ele atende aos interesses franceses e é o legítimo representante do país.

  84. Só um adendo que me vem a mente toda vez que leio algo como “os franceses não são confiáveis” e besterias do tipo.

    É claro que em parte escreve-se assim por ser a linguagem da internet e dos blogs, que são ágeis e não muito propensos a “grandes teorias”. Mas em parte, e isso é comum nos blogs de defesa, também deve-se a um erro que transforma-se num preconceito gritante: associar armamentos com “identidades nacionais”, ou, no caso dos mais grotescos e sem cérebros, associar armamentos a ideologias políticas.

    Quem quiser falar do Rafale, que fale do Rafale. Quem quiser falar do SU-35 que fale do SU-35. Quem quiser criticar o Gripen que crtique o Gripen etc.

    O Rafale não é a França e nem muito menos é identidade nacional dos franceses. Assim como o Gripen também não é a Suécia e nem tão pouco o F-22 representa a “liberdade” (seja lá o que for isso) dos EUA. Estão muito longe de ser tais coisas. O F-22 não chega nem aos pés de um Louis Armstrong, como identidade nacional dos EUA. O Rafale não é nada perto de um Baudelaire. E o Super Tucano é uma porcaria sem tamanho perto do Pixinguinha.

    Aviões de combate, armas, tecnologia militar não representam, como identidade nacional, povo nenhum. Triste e miserável o país que precisa de armas e de tecnologia militar para criar sua identidade nacional, para criar a “solda” que une uma nacionalidade. Não é esse o caso da França, que tem história e cultura até por demais e não precisa disso. Não é o caso do Brasil, da Suécia, da Dinamarca, da Argentina, dos EUA, da Russia etc. Portanto, pra manter um nível legal no blog, seria interessante dissociar essas coisas: franceses não são aviões de caças e nem tão pouco empresas de aviação, assim como o Brasil não é o Super Tucano e nem o brasileiro é a Embraer.

    esse é só um adendo no sentido de contribuir para diminuir o preconceito latente que existe na maioria (senão todos) os blogs de defesa no Brasil. Blog de defesa não precisa ser uma convenção nazi-fascista para funcionar bem, muito pelo contrário, quanto menos preconceituoso for (e isso vale para ideologias política, nacionalidades, questões de classe, questões étnicas, religiosas etc.), tanto melhor (e o nível do PB é um dos melhores, senão o melhor que se tem hoje em dia).

    abraços a todos

  85. FrenchDude,

    There is a kind of reason in all the protest here, like “Hornet” said, this is not the best way to do “diplomacy”…

    By the way, i really don’t think that Brasil is the super power boy, and a super hero of the galaxy, many aspects must be disscussed about all the situation and the fact that we do give a lot of financial help to our agriculture, but, surely it will never be accepted (my father works in a bank and he knows pretty well that credit for agriculture is almost wasted credit, the goverment recovers a really small percentageof that)

    And I also defend that if europeans doesn’t want to buy, surely other people will, and even more, our people will have more food, maybe the prices can get a little lower and even the starving people could eat with better use of the resources…
    The bad thing, unfortunately may rest on the French people, that will spend more on french products while could have brasilian ones with a lower price…

    Au revoir!

  86. Caro Hornet me permita critica-lo pelo que você escreveu acima, mas como dizer que o produto industrial que é o esforço de projeto e construção da engenharia praticada pelos engenheiros que são formados em universidades que existem devido ao empenho de professores que são cidadãos consumindo todo e qualquer “produto” seja ele físico ou imaginário mas que representa sim a identidade nacional de um povo ou você poderia descrever a sociedade estadunidense sem apresentar a todos a paixão dos americanos pelo automóvel, do beisebol, do basquete,a internet,as armas ou qualquer outro produto que descreve a sociedade estadunidense.
    Como citar Roma nos livros de historia sem citar suas legiões.

  87. Ps..:: Hornet, assino embaixo em tudo do teu último comentário…

    Certo que se fala de anti-americanismo ou anti outras coisas, o que vejo é que tem sempre um “anti o que está fazendo sucesso ou aparecendo mais na mídia”…

  88. Hornet

    È verdade, mas a torcida de alguns limita tudo a (franceses comem queijo podre e seus produtos são jacas)… bobagens que de nada contribuem a um dialogo saudável que ajuda a entender os equipamentos propostos, o preconceito absurdo aliado a “torcidinha” cegam como veneno… acho que em outros lugares do mundo se pensa antes no bem da nação pra depois em suas preferências pessoais.

    Se fosse por mim o FX-2 seria vencido pelo Su-35BM, não porque ele é “perfeito = até parece”, mas porque ele é um tremendo avião com uma excelente autonomia e um poderoso radar aliado a armas de grande capacidade, mas ele não ta aí talvez por que a Rússia não quis transferi tecnologia ou não é tão bom assim ou as armas vendidas a Venezuela provocarão insegurança a FAB ou a MB esta ligada de tal forma ao vencedor do FX que impeça vetores diferentes, talvez um pouco de cada… O fato é ele não ta aí, então pra que ficar chorando e inventado bobagens em cima de bobagens só para prevalecer meu ponto de vista, o GF e a FAB estão aí com todos os detalhes nas mãos eles são os mais indicados para a escolher vetor do FX se é Rafale então pra que ficar chorando como uma criança mimada e inventado historinha pra vê se o pai muda de idéia. Atualmente acho que o Rafale é o mais indicado, mas se for outro tendo a devida justificativa então ótimo será o melhor pra nós, agora dizer que os o Rafale é um “Jaca” ou os franceses disseram “isso ou aquilo” e por isso não devemos comprá-lo, acho ridículo.

    sds grande Hornet

  89. Discordo fortemente da sua visão Hornet. Ninguém está falando do ideologias políticas e sim interesses de estado. Fomentar um país que está empenhado em impedir o ingresso do Brasil no mercado europeu é sim fato que deve ser levado a todas as instâncias. A França em questão é o país que esta mais dificultando o acordo de livre comércio emtre a UE e o Mercosul. Isto reflete no progresso da econômia do Brasil, interesse de todos nóis.

    Agora se discordas das opinões dos outros, tenha pelo menos a descência de ser respeitoso com os outros deste blog. Não acharia adequado chamar o que vc pensa de extremamente superficial. Te garanto que tenho muito cérebro. Por sinal, há que tenha muito só para pensar em m..

  90. nós e não nóis.

  91. “The bad thing, unfortunately may rest on the French people, that will spend more on french products while could have brasilian ones with a lower price”

    But at least they won’t lose their jobs over competition. Free market is not something necessarily good. Free market means free competition. And on a competition there are losers. Free market doesn’t lift everybody’s boats as the neoliberals say it does.

    The problem in France’s attitude is not protectionism per se. No one is forced to open one’s market if one doesn’t want to. The problem is that France refuses to open the sectors of the market it is most vulnerable whilst it wishes to make other countries to do just that. And that amounts to exploitation.

  92. Hornet :Só um adendo que me vem a mente toda vez que leio algo como “os franceses não são confiáveis” e besterias do tipo.
    É claro que em parte escreve-se assim por ser a linguagem da internet e dos blogs, que são ágeis e não muito propensos a “grandes teorias”. Mas em parte, e isso é comum nos blogs de defesa, também deve-se a um erro que transforma-se num preconceito gritante: associar armamentos com “identidades nacionais”, ou, no caso dos mais grotescos e sem cérebros, associar armamentos a ideologias políticas.
    Quem quiser falar do Rafale, que fale do Rafale. Quem quiser falar do SU-35 que fale do SU-35. Quem quiser criticar o Gripen que crtique o Gripen etc.
    O Rafale não é a França e nem muito menos é identidade nacional dos franceses. Assim como o Gripen também não é a Suécia e nem tão pouco o F-22 representa a “liberdade” (seja lá o que for isso) dos EUA. Estão muito longe de ser tais coisas. O F-22 não chega nem aos pés de um Louis Armstrong, como identidade nacional dos EUA. O Rafale não é nada perto de um Baudelaire. E o Super Tucano é uma porcaria sem tamanho perto do Pixinguinha.
    Aviões de combate, armas, tecnologia militar não representam, como identidade nacional, povo nenhum. Triste e miserável o país que precisa de armas e de tecnologia militar para criar sua identidade nacional, para criar a “solda” que une uma nacionalidade. Não é esse o caso da França, que tem história e cultura até por demais e não precisa disso. Não é o caso do Brasil, da Suécia, da Dinamarca, da Argentina, dos EUA, da Russia etc. Portanto, pra manter um nível legal no blog, seria interessante dissociar essas coisas: franceses não são aviões de caças e nem tão pouco empresas de aviação, assim como o Brasil não é o Super Tucano e nem o brasileiro é a Embraer.
    esse é só um adendo no sentido de contribuir para diminuir o preconceito latente que existe na maioria (senão todos) os blogs de defesa no Brasil. Blog de defesa não precisa ser uma convenção nazi-fascista para funcionar bem, muito pelo contrário, quanto menos preconceituoso for (e isso vale para ideologias política, nacionalidades, questões de classe, questões étnicas, religiosas etc.), tanto melhor (e o nível do PB é um dos melhores, senão o melhor que se tem hoje em dia).
    abraços a todos

    hornet

    concordo com vc, mais é que felizmente o povo brasileiro esta começando a mudar, sei que eu escrevi e muitos aqui no site escreveram algo que nao precisava ser escrito, (entendo que é raiva do momento, mais todos tem o direito de quando forem criticados ou algo semelhante de se defenderem, e o povo brasileiro esta fazendo isso, sei que exageramos, concordo plenamente com tudo o que vc escreveu).
    Assim como vc sabe e eu sei, amanha estaremos todos tomando um cafe junto(brasileiros e franceses), e discutindo as parcerias a serem realizadas.

  93. Putz, meu texto está cheio de lapsus calami.

  94. France´s Future:
    In a few years, the chinks will concentrate the whole industrial production of the world, that means, the money to mantain the eurosubsidies will disappear! kkk
    Auf Wiedersehen!

  95. Independe da índole dos franceses é certo que se permanecermos com nossa política externa estamos condenados aos bastidores do cenário mundial http://desconfiados.wordpress.com/

  96. Anon,
    Em primeiro lugar queria somente esclarecer que o participante Hornet não foi desrespeitoso em momento algum de seus comentários, teve somente a liberdade de taxar com “besteiras” de forma genérica algumas idéias que são difundidas e não possuem fundamentos:
    ex..:: denúncias sem provas ou questionamentos técnicos sem fundamentos técnicos
    (os exemplos são meramente didáticos e não estão em questão)

    Não vi nenhuma questão de ideologia política arraigada no comentário do Hornet ou qualquer intenção de propagandear qualquer outra ideologia que não fosse a do famoso “deixa disso” (mesmo que com talvez uma possível agulhada ao “Tio Sam”)

    O ponto é que gostaria de reforçar o aspecto ideológico de que um produto não representa necessariamente um povo… Uma pessoa, uma idéia, não…
    Seria assim o mesmo que jogar de forma brutal na mesma vala, todos os cidadãos americanos em virtudes de atrocidades cometidas pelo governo Bush, ou dizer que todos os alemães compactuavam com Hitler, ou casos do tipo.

    Especificamente ao que você comenta Jakson, eu entendo seu questionamento, porém é extramente fácil citar Roma sem suas legiões e falar de sua política, de sua estrutura jurídica e vários outros aspectos, uma espada romana é então a tradução do que é ser romano?!
    Um equipamento, produto, instrumento, serviço ou até idéia pode ser criado, manufaturado, confeccionado em um determinado lugar e ser utilizado em outro sem nenhum problema ou significar qualquer tipo de pecado ou conspiração contra os hábitos e costumes do lugar ou significar violência contra a cultura ou política deste outro lugar.

    Aviões são aviões, políticos são políticos, governos são governos e povo são povos, e uma coisa não é a outra, posso até concordar que existam simbolos, porém uma coisa não é a outra.
    Quem me dera se a qualidade das aeronaves da Embraer e a eficiência dessa empresa (por mais que eu a questione em outras arenas) fosse O BRASIL, infelizmente aí sou obrigado a concordar com o Hornet que não, isso não é O BRASIL é uma parte, um exemplo e nem sequer chega a ser símbolo.

    Ter avião deste ou daquele país não significa comprar as ideologias ou a população daquele país, suas idéias ou cultura, principalmente por que existem adaptações, modificações, versões que tornam não só o produto diferenciado ou único como também sua utilização a forma ou técnica que será associada ao produto, quem sabe até a finalidade seja diferente em relação ao local de origem.

    Bem, são somente exemplos e não é nenhum tipo de censura, importante ressaltar.

    No mais, os franceses façam o que quiserem e atuem conforme suas convicções, que aliás o próprio FrenchDude demonstrou que a opnião de um ou de uma classe da sociedade não necessariamente é a do todo.
    Ao Brasil cabe seguir com suas convicções e direções, se uma porta se fecha então vamos em busca de uma outra, quem sabe seja até melhor.

    Ademais eu não falo de caças em uma matéria que nada tem relação com isso e além de não ter relação eu me atrevo menos a ainda e entrar nos pormenores técnicos sobre aquela decisão alegando que uma parte escolheu um e a outra escolheu o outro, quando ainda existe muito por trás de tudo isso, especialmente sobre essas ditas escolhas.

  97. Ps..:: Somente para esclarecer que o Carcará acha reprovável o que o ministro francês disse, mas pouco se importa pois sabe da capacidade do produto agricola brasileiro e sabe mais ainda que existe realmente um mundo de bocas no planeta para serem alimentadas, e que podem pagar por isso.

  98. Jackson,

    vc confunde produto nacional com identidade nacional. Coisas tão diferentes como o futebol e aquele jogo esquisito que os americanos jogam com bola oval.

    abraços meu caro

  99. Amon,

    e quem falou de ideologias políticas? falei de preconceito proveniente de uma má compreensão do que seja uma nacionalidade e que gera absurdos como: “brasileiros não são confiáveis”, ou “brasileiros são vagabundos”, ou ainda, “brasileiros são macaquitos” (quando é com a gente fica mais fácil de entender o preconceito e a ignorância que estão por trás deste tipo de coisa).

    forte abraço

  100. Eu acho que “vertedouro” e “lixão” são coisas completamente diferentes e que dão ao texto sentido também completamente diferente.

  101. Jackson.

    só mais um adendo: falar de identidade nacional na Roma antiga faz tanto nexo como falar em ocultismo científico.

    identidades nacionais são criações da modernidade, mais exatamente pós-Revolução Francesa. Goste ou não, a idéia de nacionalidade é uma criação da Revolução Francesa, que criou o Estado-nação e que Napoleão espalhou pelo mundo todo (tenha ou não dominado a região, pois mesm por “tabela” Napoleão ajudou a construir o Estado-nação do Brasil, quando o rei de Portugal fugiu pra cá). Antes existia o estado (antigo, medieval, escravista, despótico etc.) e a idéia de nação (como parentesco de algum modo, seja religioso, como a “nação dos judeus”, ou seja tribal, como a nação dos Tupi, dos Normandos, dos Francos, dos Apaches etc.), mas não o de Estado-Nação que é o que define a nacionalidade. Neste sentido, todo país moderno é recente e têm quase a mesma idade (cerca de 200 anos, não mais que isso), seja a França, o Brasil, o México, a Inglaterra, os EUA, o Japão etc.

    Uma característica da nacionalidade é que ela aglutina uma diversidade de povos, de costumes e de ecletismo étnico e os solda em laços culturais identitários. É, como disse um historiador britânico (Benedict Anderson), uma comunidade imaginária. Nós todos no Brasil, mesmo sem nunca nos ver pessoalmente, sem nunca termos idéia da existência um do outro, mesmo uns sendo descendentes de europeus e outros descendentes de africanos ou asiáticos, nos imaginamos como uma comunidade única: a brasileira. Ela é imaginária porque nos entendemos como parte de uma comunidade que não é mais uma comunidade (no sentido de parentesco), já é um Estado (um Estado-nação, pra ser mais preciso, pois possui um terrritório definido e um povo que o habita e se sente irmanado pelo Estado), com diversos povos e diferentes culturas dentro dele. E é essa diversidade que está na nacionalidade que é agredida com generalizações do tipo: “brasileiros não são confiáveis”. 190 mihões de pessoas não confiáveis??????…

    E torna-se um preconceito (pra falar a verdade, uma discriminação grosseira e tosca) quando se coloca isso como traço de personalidade. 190 milhões de pessoas com má formação de personalidade e de caráter, e portanto “não confiáveis”?!!!!

    Os norte-americanos podem gostar de carros, assim como os brasileiros, os italianos (acho que os italianos gostam até mais, mas enfim) entre outros. Mas não chega a ser um traço de identidade nacional. Já o samba (para nós) e o jazz (para os EUA), são símbolos de identidades nacionais, entre outros (como os esportes, a comida etc.). Isso não quer dizer que todo americano goste de jazz, ou todo brasileiro goste de samba. Mas a construção da nacionalidade de Brasil e EUA passou por esses elementos culturais e permanecem, tanto para nós como para os os EUA e também para os não-braileiros e não-norte-americanos.

    basta tocar “Aquarela do Brasil” (ou outra similar) que todo mundo identifica o Brasil. Basta tocar “Summertime” que todo mundo identifica os EUA ali, tanto os norte-americanos como os não-norte-americanos.

    Por outro lado, se vc apresenta uma Ferrari, sabemos que se trata de um produto italiano, mas não existe a Itália ali (é um produto italiano, mas não um traço cultural da Itália). Já o automobilismo, sim, é a Itália. Assim como o futebol é o Brasil.

    Um dado interessante da nacionalidade é que ela também se define por negação: eu não sou um norte-americano e nem um francês ou um japonês, porque eu sou brasileiro. Então, eu nego “o outro” para poder me afirmar. Dependendo do caso, essa negação pode chegar ás raias do absurdo e virar xenofobia, racismo, nazi-fascismo, fanatismo ou mesmo “guerra-santa” (tanto dos adoradores do “Deus Alah”, como por parte dos adoradores do “Deus Dólar”, o fanatismo está dos dois lados, e esse fanatismo tem o pé atolado no nacionalismo, que exacerbado vira guerra).

    a identidade nacional é por definição: cultural (pois identidades só podem ser culturais). Para um país se identificar com um avião de guerra, precisa antes se identificar com a guerra como traço de identidade nacional. Não existe isso no mundo atual, nenhum país se identifica com a guerra, por mais que a pratique. Os países preferem justificar as guerras (ou a não participação nelas) por meio da metafísica (que no limite é um dado cultural): liberdade, religião, paz (país pacífico) etc. Ninguém justifica a guerra pela guerra, usam a metafísica para isso. Isto é, usam a cultura. E neste sentido, se identificam com esses traços culturais metafísicos: país da liberdade, país islãmico etc.

    e por aí vai…

    abração

  102. Bosco,

    sem dúvida que muda tudo (embora, dependendo do contexto, a palavra usada pelo ministro continue sendo “pouco diplomática”, digamos).

    Muda tanto que é melhor explicar por imagens (hehe):

    vertedouro:

    Lixão:

    Mas é o tal negócio, quando se quer encontrar chifre na cabeça de cavalo vale tudo: de “franceses não são confiáveis”, a carrinho de mão e lixão. Não se trata apenas de má tradução (no caso do carrinho de mão e do lixão), vai além disso. O problema é que não se tocaram que não adianta este tipo de expediente. Isso não muda nada, mas faz a festa da discussão em torno do nada…hehehe

    abração bro!

  103. Bosco você disse que artefatos militares não identificam um pais então vamos la.
    O caça zero se liga a que pais?
    O caça mustang se liga a que pais?
    O caça mig 15 se liga a que pais?
    O caça f-86 sabre se liga a que pais?
    As bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki as ligam a que pais?

    A ferrari citado por você nos remete diretamente a Itália e a sua população que imediatamente nos permite identificar a sociedade italiana,viu como um produto industrial nos permite liga-lo ao seu pais.Mas uma discussão sobre nacionalidade x cidadania não é a questão principal da materia.

    Existe uma coisa chamada reciprocidade diplomática entre países que a frança não respeita.Temos um exemplo recente com os ciganos que a frança quer expulsar de seu território, numa nítida ação xenófoba por parte dos franceses.

  104. @jackson almeida

    Não só identificam um pais como mostra outros laços.. Pelo menos no momento da aquisição dos mesmo..

    @Sobre a noticia…
    Pelo amor de Deus gente, é só um ministro… Olha no nosso caso… Se os nossos “aliados” levarem em consideração toda a merda que o nosso poder administrativo fala, e pior ainda, o legislativo… Só que claro, “se a interpretação for essa”, lixão… Realmente… Se nenhuma autoridade francesa competente e qualificada dispuser a nos e a nossos hermanos uma nota de desculpa. Chuta essa jaca francesa para bem longe e borá PAK-FA /o/ \o\… É aquela história, de puta. “Eu deixo vc me fud*r, mas me chamar de vadia não!”… Pelo menos os americanos não cospem no prato em que eles estão comendo.

  105. Boa Roger, afinal franceses são tão confiáveis quanto um escorpião.

  106. jakson,
    Você me enganou com alguém.
    Eu não disse nada disso. Para de sonhar comigo que eu sou um velhinho magrelo e feio. rssssrsrsssssss

  107. Jackson,

    vc escreveu para o Bosco, mas acho que era pra mim. De qualquer mdo, volto a dizer o que disse antes, vc confunde produtos nacionais com identidade nacional.

    Pra usar um exemplo dado por vc mesmo: se as bombas atômicas fossem uma questão de identidade nacional nos EUA, haveria o “Atomic Day”, um feriado nacional, com todas as famílias americanas se vestindo de vermelho, branco e azul, comendo peru com farofa e cantando o hino em homenagem à destruição em massa causada pelas bombas jogadas no Japão. Isso se repeteria todo ano. Algo muito parecido com a final do campeonato de baseball ou com o 4 de julho. E o Jazz Lincoln Center já teria feito variações sobre o tema do “hino”, ou melhor, da “Ode à morte atômica”, pois isso seria uma característica cultural dos americanos. Todo americano adoraria ter, ou teria, uma bomba atômica em sua casa pra poder jogar no Japão também, do mesmo modo que quem não gosta de samba, bom sujeito não, ou é ruim da cabeça ou doente do pé (identidades funcionam assim)…hehehe

    mas beleza, se quiser continuar com seu preconceito em relação a França, fica à vontade, agora as coisas já estão claras e nossos amigos franceses (entre outros) que frequentam o blog já sabem com que tipo de pensamento estão lidando, no seu caso.

    abraços com champagne

  108. Bosco eu o confundi com o Hornet me desculpe.
    Eu prefiro muito mais a Juliana Paes do que um velhiho,deixo o velhinho pra gauchada.

  109. Hornet eu trabalho há anos com projetos e produção e com isso já tive contatos comerciais com americanos, alemães, suecos, canadenses, espanhóis, italianos, russos, chineses e outros e nunca tive problemas com eles. Agora com os franceses! Eu já recebi componentes quebrados, defeituosos, “ausentes” na embalagem, atrasados e muitas outras coisas.Sinceramente eu prefiro ir pra Bagdá ou Cabul do que em negociar com franceses.

  110. Parem com isso pessoal a França respeita muito o Brasil, Santos Dumont que o diga.

  111. sarkozy

  112. Sempre lúcido e claro Hornet, ainda tem vida inteligente por ai…HEHEHE

    Valeu!!

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