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A história da energia Nuclear Parte VIII

In Energia, Geopolítica, História, tecnologia on 18/09/2010 by E.M.Pinto Marcado: , , ,

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Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

Parte VI

Parte VII

Eduardo Nicácio para o Plano Brasil

As reservas de urânio brasileiras

O Brasil, segundo dados oficiais (INB – Indústrias Nucleares do Brasil S.A.), ocupa a sexta posição no ranking mundial de reservas de urânio (por volta de 309.000 ton. de U3O8). Segundo esta empresa, apenas 25% do território nacional foi objeto de prospecção, e as duas principais jazidas são a de Caetité, Bahia (mina Lagoa Real), e Santa Quitéria (Ceará).


Descoberta em 1976, a mina de Caetité é feita a céu aberto, numa das 33 ocorrências localizadas numa faixa com cerca de 80 km de comprimento por 30 a 50 km de largura. Localizada a 20 km da sede do município, o complexo instalado produz um pó do mineral, conhecido por yellow cake. Esta reserva possui um teor médio de 3.000 ppm (partes por milhão), capaz de suprir dez reatores do porte de Angra 2 durante toda sua vida útil.

A INB já tem planos de retomar as pesquisa geológica em busca do urânio em território nacional, e está em negociações com a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM) para que analise levantamentos aerogeofísicos realizados ao longo dos últimos vinte anos e selecione áreas para fazer detalhamentos, mapeamentos e sondagens. Em dois anos, será possível ter uma idéia muito mais clara das reais possibilidades de ampliação das reservas nacionais.


Duas reservas já se mostram promissoras. A primeira é Rio Cristalino, no sul do Pará, que ainda carece de sondagens mais precisas para se definir qual é o potencial verdadeiro da jazida. Estima-se que ela tenha cerca de 150 mil toneladas de urânio. A segunda é Pitinga, localizada a 280 km de Manaus. Trata-se de uma mina de estanho com urânio associado de propriedade do Grupo Paranapanema que, pelos cálculos da possui um potencial de cerca de 150 mil toneladas de urânio. Além disso, toda a área da Amazônia Legal (bacia sedimentar) apresenta enorme potencial para novas descobertas.

Instalações nucleares estratégicas brasileiras

Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto

A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto é formada pelo conjunto das usinas nucleares Angra 1, Angra 2  e Angra 3, de propriedade da Eletronuclear, subsidiária das Centrais Elétricas Brasileiras – Eletrobrás. São o resultado de um longo Programa nuclear brasileiro que remonta à década de 1950 com a criação do CNPq liderado na época principalmente pela figura do Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, que lhe empresta o nome.

Unidade de Concentrado de Urânio em Caetité – BA

A Unidade de Concentrado de Urânio em Caetité – BA é um complexo mínero-industrial onde são conduzidas atividades de pesquisa mineral, lavra e processamento metalúrgico de minério de urânio, para produção de concentrado de urânio na forma de diuranato de amônio (DUA). O empreendimento está localizado no município de Caetité, no sudoeste do estado da Bahia, distando 45 km da sede municipal. A operação industrial está prevista para um prazo de 16 anos, para processamento de minério explorado da Jazida da Cachoeira – Anomalia 13, com teor médio de 2.900 ppm de U3O8, para produção anual de DUA de 300 toneladas em equivalente a U3O8. Em março de 2000 foi concedida a Autorização para Operação Inicial (AOI) do empreendimento.

Unidade de Tratamento de Minérios em Caldas – MG


A Unidade de Tratamento de Minérios em Caldas – MG, anteriormente com a denominação Complexo Mínero-Industrial do Planalto de Poços de Caldas – CIPC, é o primeiro empreendimento de lavra e processamento de minério de urânio a operar no Brasil, estando localizado em local denominado Campo do Cercado. Compreende uma mina a céu aberto, bota-foras, instalações de tratamento de minérios, usina de processamento metalúrgico para produção de concentrado de urânio, bacia de rejeitos, área de utilidades industriais e fábrica de ácido sulfúrico. Existem também depósitos de armazenamento de torta II e mesotório.


A usina foi projetada para uma produção anual de DUA de 500 toneladas em equivalente a U3O8. A lavra de minério de urânio teve início em 1977 e a operação da usina foi encerrada em 1995 por inviabilidade econômica. Neste período foram produzidos em torno de 1.200 toneladas de U3O8. Após o encerramento das atividades com minério de urânio, a INB vem buscando viabilizar o funcionamento das instalações da UTM com outros bens minerais. Desde 1998 encontra-se em licenciamento a produção de terras raras a partir da monazita pela rota de processo sulfúrica. A INB pretende também processar minérios contendo columbita e zirconita, além de outros concentrados contendo terras raras.

Sistema de Gerenciamento de Rejeitos Sólidos de Angra 2


A Unidade II da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto – CNAAA II – Angra 2 teve concedida a Licença de Construção em novembro de 1981. Em março de 2000 foi concedida a Autorização para Operação Inicial (AOI) e em julho o reator alcançou sua criticalidade nuclear, o que marcou o início operacional da central nuclear. Angra 2 de tecnologia KWU/Siemens possui uma potência líquida de 1230 MW.


O Sistema de Gerenciamento de Rejeitos Sólidos de Angra 2 destina-se ao processamento de rejeitos radioativos de médio e baixo níveis e acondicionamento para armazenagem inicial na usina anteriormente a deposição final.


Unidade de Produção de Hexafluoreto de Urânio


O Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) trabalha em pesquisa e desenvolvimento, com o propósito de promover sistemas nucleares e energéticos para propulsão naval.


As atividades do CTMSP atendem à decisão da Marinha pelo projeto e construção de um submarino, necessário à preservação dos interesses marítimos do nosso País.


Para atender às necessidades experimentais do programa de pesquisa e desenvolvimento do CTMSP, funciona em Iperó, no interior de São Paulo, o Centro Experimental Aramar. Este Centro abriga instalações de testes, laboratórios de validação experimental e algumas oficinas especiais.


Novas centrais nucleares


Em julho de 2008, o Governo Federal criou o Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro. A função do Comitê é fixar diretrizes e metas para o desenvolvimento do Programa e supervisionar sua execução.


Para atender ao Plano Decenal de Energia – PDE 2007/2016, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a Usina Angra 3, com capacidade de produzir 1.405 MWe, deverá entrar em operação em 2015, concluindo assim a implantação da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.


Já o Plano Nacional de Energia (PNE 2030) que subsidia o Governo na formulação de sua estratégia para a expansão da oferta de energia até 2030 aponta a necessidade de o sistema elétrico brasileiro ter mais 4.000 MW de origem nuclear até 2025.


O Comitê, então, apresentou a necessidade da construção de mais quatro usinas nucleares com capacidade de 1.000 MW cada, sendo duas no Nordeste e outras duas no Sudeste. Conforme a evolução futura da necessidade de expansão da oferta de eletricidade existe a possibilidade de construção de mais usinas.


Cronograma


  • 2008: início da seleção de local para a Central Nuclear do Nordeste
  • 2010: seleção do local para a Central Nuclear do Nordeste
  • 2019: início da operação da primeira usina Central Nuclear do Nordeste
  • 2021: início da operação da segunda usina da Central Nuclear do Nordeste


O futuro da energia nuclear no Brasil


Os novos reatores nucleares nacionais

Técnicos do governo federal estão detalhando o projeto daquele que será o maior reator nuclear de pesquisa da América Latina. Orçado inicialmente em US$ 500 milhões, o Reator Multipropósito Brasileiro tem o objetivo de tornar o país independente na produção de isótopos radioativos para medicina.


O reator, de 20 megawatts (quatro vezes a potência do principal instrumento do gênero em operação no Brasil), deverá começar a ser montado em 2010. O provável local onde será construido e operado é o Centro Experimental de Aramar, em Iperó, interior de São Paulo, onde a Marinha projeta seu submarino nuclear.


O novo reator também deverá ser parte integrante do programa brasileiro de energia nuclear, uma vez que poderá servir de modelo para futuros reatores de fissão a serem desenvolvidos no país, incluindo o modelo a ser usado nos submarinos nucleares da Marinha.


Após Angra III, o governo planeja fazer mais quatro usinas. Hoje o Brasil fabrica o próprio combustível nuclear e importa uma série de materiais, mas a expansão do programa demandará investimentos em mais tecnologia nacional.


Foram afastadas as preocupações com proliferação atômica. O combustível para o novo reator terá urânio enriquecido a 20%, limite aquém do qual é possível fabricar uma bomba, que é 95%. Além disso, todas as instalações nucleares do Brasil estão sob inspeção internacional da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), não havendo dúvida quanto às intenções do país.


A Fusão Nuclear


O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, assinou em 07/11/2006, no Instituto de Física da USP – Universidade de São Paulo, a portaria que cria uma Rede Nacional de Fusão. A iniciativa pretende reunir, inicialmente, 80 pesquisadores de 16 instituições nacionais para desenvolver pesquisas na área de tecnologia de fusão nuclear.


Embora a tecnologia da fusão nuclear só venha a ter aplicações práticas em 30 ou 40 anos, o Brasil precisa estar preparado para quando isso ocorrer. Adalberto Fazzio, presidente da SBF, diz que o objetivo da RNF é promover o avanço da pesquisa em fusão nuclear no Brasil, desenvolvendo capacitação científica e técnica, necessárias para a viabilização da tecnologia como fonte de energia.


A fusão nuclear controlada teve sua viabilidade científica demonstrada nos anos 90, com equipamentos denominados “tokamaks” – pequenos reatores onde ocorre a fusão de núcleos atômicos. Os primeiros experimentos foram realizados na Europa, com o JET – Joint European Torus e, nos Estados Unidos, com o TFTR – Tokamak Fusion Test Reactor.


O próximo desafio é desenvolver reatores grandes o suficiente para gerar energia para abastecimento público. Já existe projeto de um protótipo de reator de fusão nuclear chamado ITER – International Thermonuclear Experimental Reactor, que será construído na França.


O protótipo é resultado da colaboração internacional entre a Comunidade Européia, Rússia, Japão e Estados Unidos. Recentemente, China, Coréia do Sul e Índia juntaram-se ao grupo. “A intenção do Brasil é ir gradualmente se integrando ao Iter”, revelou Rezende em comunicado à imprensa.


O Brasil já vem realizando pesquisas na área há cerca de 30 anos, com grupos de cientistas em várias instituições. A RNF pretende coordenar e ampliar essas atividades, estabelecer prioridades e gerenciar as colaborações internacionais.


Com a RNF, o Brasil pretende desenvolver tecnologias próprias e ingressar no esforço internacional que busca viabilizar o uso da fusão nuclear em larga escala. Para o futuro, está prevista a criação de um Laboratório Nacional de Fusão.

Anexos

Fig. 1 – Yellowcake, concentrado de Urânio (U3O8)

https://i2.wp.com/www.eletronuclear.gov.br/uploads/galeria/15/115.jpg

Fig. 2 – Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro

https://pbrasil.files.wordpress.com/2010/07/300px-aramar2008-08-31.jpg?w=300&h=194

Fig. 3 – Centro Experimental Aramar, em Iperó, São Paulo

https://i2.wp.com/www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/maquete_submarino_nuclear-brasileiro.jpg

https://i1.wp.com/www.mar.mil.br/dphdm/ilha/cir_expositivo/contrib_cienti/imagens/aramar1.jpg


Fig. 4 – Maquete do Submarino Nuclear Brasileiro

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Parte V

Parte VI

Parte VII

Referências Bibliográficas


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9 Respostas to “A história da energia Nuclear Parte VIII”

  1. Olha na minha opinião a AIEA assim como e a Otan,Onu não passam de capaxos das potencias mundiais,isso mesmo Brasil mostra pro mundo que não estamos de brincadeira.”Se que guerra tera,se quer paz tera em dobro”

    Olha alguem poderia me explica melhor se a centrifuga que o Brasil usa na atualidade e realmente “potente” como alguns site disseram,e se e algum inovador ou e igual a centrifugas de outros paises.

  2. BOB, as informações oficiais dão conta de que nossas ultracentrífugas são feitas de material composto (fibra de carbono) e giram a 60.000 rpm por levitação magnética (aon invés de utilizar alumínio em sua estrutura e girar em coxins mecânicos).

    Essas mesmas informações dão conta de que há ultracentrífugas em Aramar que estão em funcionamento desde 1982, ou seja, há quase 30 anos, pois não sofrem desgastes.

    Hoje, esse é o maior segredo tecnológico do nosso país, o que o coloca na frente para disputar o crescente mercado de combustível nuclear no mundo: produção com maior eficiência, mais combustível produzido no mesmo tempo.

    E, como o país tem reservas ainda não totalmente prospectadas (e que podem colocá-lo como possuidor das maiores reservas de urânio do mundo), o potencial de crescimento nessa área é enorme. Basta visão estratégica a longo prazo e investimentos em P&D de tecnologia nuclear, além de investimentos para ampliar nossa capacidade industrial.

  3. O BRASIL está entre as nações q tem capacidade e conhecimento sobre td o ciclo nuclear, só falta o VLS…Sds.

  4. O Brasil tem más que diversificar a sua matriz energética;não depender de um só , a Hidrelétrica.

  5. se uma ultracentrifuga de 1982 é nosso maior segredo tecnológico … FU … rsrsrs

    atualmente …qual a quantidade mínima de plutonio / urânio ..para uma explosão nuclear… ???

    diz a lenda que depois que a Russia detonou a Tsar Bomba de 57 megatons a sua irmão mais nova.. de 100 megatons foi abortada.. se borraram de medo … rsrsrs

  6. “se uma ultracentrifuga de 1982 é nosso maior segredo tecnológico”

    Xtreme, você não entendeu. A tecnologia das ultracentrífugas brasileiras evolui muito ao longo desses 28 anos. Aquela, de 1982, não é a mesma de 4ª geração que acabou de entrar em serviço em Aramar.

    Sobre a Tsar Bomba, na verdade a que eles detonaram era para ser de 100 MTon (o design original da bomba era de 100 MTon), mas os soviéticos não tinham ideia do poder destrutivo que ela teria, e resolveram eliminar o segundo estágio de fusão da bomba, que ainda assim, explodiu com um poder de destruição equivalente a 57 MTon.

    Vídeo:

    Já sobre as massas críticas para a detonação de um artefato nuclear, seguem os números. [Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_cr%C3%ADtica%5D

    Urânio 235 = 50 kg
    Plutônio 239 = 10 kg

    Ou seja, pecisamos de 60 kg de material físsil para se construir uma bomba A.

    Abraço.

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