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Palestra do ministro da Defesa do Brasil, Nelson A. Jobim no Encerramento da Conferência Internacional – “O Futuro da Comunidade Transatlântica”

In Defesa, Geopolítica on 18/09/2010 by E.M.Pinto Marcado: ,

https://i0.wp.com/www.globalresearch.ca/articlePictures/NATO%20Summit.jpg
Srs. e Sras.O que manifestarei a seguir corresponde ao meu entendimento sobre o tema e não se constitui em posição oficial do Governo brasileiro. Esta intervenção tratará da minha perspectiva sobre a revisão do Conceito Estratégico da OTAN e o futuro da Comunidade Transatlântica.

Não pretendo resenhar a história da Organização. No entanto, faz-se necessária uma pequena contextualização histórica.

O elemento central que impulsionou a criação da OTAN, em 1949, foi o acirramento das tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética. Essas tensões tiveram expressão aguda no Teatro Europeu. As tropas das duas superpotências rivais demarcavam áreas de influência.

Devemos lembrar que o “longo telegrama” de George Kennan data de 1946. É de 1947 o seu artigo na “Foreign Affairs” – “The Sources of Soviet Conduct”. Esse texto foi o marco do que viria a ser conhecido como “Doutrina da Contenção”, iniciada na Presidência Truman.

Nesse cenário, destaco dois fatos:

Primeiro, a crise deflagrada pelo bloqueio de Berlim, entre 1948 e 1949, e,
Segundo, o término do monopólio nuclear norte-americano pouco depois do tratado da Aliança Atlântica.

Com a ascensão da união soviética, em 1949, ao restrito clube das potências nuclearmente armadas, os temores apenas se intensificaram. Diante dessa realidade, a OTAN constituía elemento basilar de defesa da Europa Ocidental em face da ameaça soviética.

Pode-se afirmar, apesar dos riscos envolvidos, que o foco da organização encontrava-se claramente delineado: constituía-se no pilar fundamental da arquitetura do mundo bipolar.

Esse foco sofreu grande abalo. Começou com as “Revoluções de Veludo” do Leste Europeu. E continuou com a “Queda do Muro” de Berlim e com a própria dissolução da União Soviética.

Parece-me que o panorama em torno do qual a OTAN se organizara deixou de existir, tudo por quê:

Primeiro, a guerra fria desapareceu, sob o patrocínio da Administração Reagan;
Segundo, consumou-se a derrocada do socialismo real; e,
Terceiro, ruiu-se a hipótese de aniquilação termonuclear mútua entre os Estados Unidos e a hoje desaparecida União Soviética.

No entanto, a apoteose do otimismo em relação ao mundo pós-guerra fria durou menos de uma década.

Tal apoteose havia sido consagrada em dois momentos:

– No artigo de Francis Fukuyama sobre o “fim da história” e;
– Na articulação internacional em torno da reversão da invasão do Kuwait pelo Iraque, no início dos anos 90.

Srs. E sras.

Mesmo no contexto da “Nova Ordem Internacional”, proclamada pelo presidente Bush-pai, a OTAN não foi abolida, como imaginavam alguns. Continuou a servir de instrumento para o avanço dos interesses de seu membro exponencial, os Estados Unidos da América, e, subsidiariamente, dos aliados europeus.

Participou da pacificação da Bósnia, a partir de 1995. Já em 1999, iniciou-se a ampliação da Organização. Foram incorporados os Estados antes pertencentes ao finado Pacto de Varsóvia: República Tcheca, Hungria e Polônia.

Nesse mesmo ano, a OTAN bombardeou posições sérvias durante a Guerra do Kosovo, à margem do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
(Lembro da análise de Michael Walzer e de sua crítica em relação a decisão dos generais da OTAN em não enviar tropas de infantaria para o Teatro de Operações. Tal decisão viabilizou o massacre de populações kosovares pelas tropas sérvias …)

Ainda em 1999, publicou-se o Novo Conceito Estratégico da Aliança Atlântica.

O Novo Conceito ampliou o escopo e o raio de atuação da Aliança – não mais restrito ao Teatro Europeu. Uma interpretação literal desse conceito nos leva a afirmar que a OTAN passaria a poder intervir em qualquer parte do mundo.

Os pretextos para operações poderiam ser vários: anti-terrorismo; ações humanitárias; tráfico de drogas; agressões ao meio ambiente; ameaças à democracia, entre outras.

Devemos considerar, também, o mal-estar relacionado ao sentimento russo produzido pela expansão da OTAN para o Leste.

Várias iniciativas visaram a mitigar esse sentimento, refletidas, por exemplo, na criação do Conselho Permanente OTAN-RÚSSIA de 1997.

No entanto, cremos que se mantém problemática a relação entre a organização e o principal estado sucessor da antiga União Soviética.

A incorporação dos Países Bálticos à OTAN, em 2004, ao que parece, somente não contou com oposição mais enfática da Rússia em função do interesse daquele país pelo apoio norte-americano à sua versão local – Chechênia – da “Guerra ao Terrorismo”, esta declarada pelo presidente George W. Bush em 2001, após os atentados de 11 de setembro.

Os planos dos Estados Unidos de instalar elementos do seu sistema antimíssil na Europa Oriental, abandonados pelo Presidente Obama, apenas contribuíram, à época, para acirrar os ânimos das autoridades russas que parecem ver na Aliança Atlântica um instrumento do expansionismo norteamericano.

Ademais, a recente intervenção russa na Geórgia parece indicar que o Kremlin não estaria mais disposto a ceder espaço diante da ampliação da área geográfica abrangida pela OTAN.

No que toca ao “Novo Conceito Estratégico” da Organização, é patente a similaridade entre as propostas em estudo e a agenda internacional dos Estados Unidos – o que, a bem da verdade, não constitui propriamente surpresa.

Nota-se claramente uma tentativa de demonstração de abertura no diálogo entre a Aliança Atlântica e organismos internacionais, agrupamentos políticos, países e regiões. Reafirmam-se valores como democracia, respeito às minorias e solução pacífica das controvérsias.

Outro aspecto significativo é a reiteração do caráter regional da organização. Também o é a sugestão de que seus exercícios militares sejam previamente coordenados com os Estados contíguos às operações – em especial com os não pertencentes à OTAN.

Apesar disso tudo, vale reproduzir um dos itens do capítulo quinto do documento – “NATO 2020: Assured Security; Dynamic Engagement.

Ele trata das missões primárias da OTAN a serem eventualmente materializadas no novo conceito estratégico. Leio:

“Desdobrar e sustentar capacidades expedicionárias para operações militares além da área abrangida pelo tratado quando requerido para impedir um ataque na área abrangida pelo Tratado ou para proteger os direitos e outros interesses vitais dos membros da Aliança.”

Parece óbvio que tal missão enseja extrema flexibilidade. Detenho-me na literalidade do texto.

Ela pode levantar questionamentos a respeito do caráter efetivamente regional da OTAN. Para além de enquadrar ações como aquelas desenvolvidas no Afeganistão no contexto da “International Security Assistance Force” (ISAF), o texto permite justificar intervenções da organização em qualquer parte do mundo (“… Para proteger … Outros interesses vitais dos membros da aliança” !).

O mesmo se passa com a menção à possibilidade de consultas sob os auspícios do Artigo 4 do Tratado do Atlântico Norte – ameaça a um ou mais dos Estados Membros – em episódios que envolvam “segurança energética”.

Temos, ainda, a recomendação de que a Aliança prepare-se para contingências relacionadas à mudança climática. Tudo isso gera indagações.Peço permissão para afirmar que, a meu ver, o elemento fulcral dessa problemática tem a ver com a extrema dependência européia das capacidades militares norte-americanas no seio da OTAN.

Muitos analistas, inclusive no Brasil, acreditam que ela poderia fornecer verniz de legitimidade às ações militares que os decisores estadunidenses não queiram abraçar de maneira unilateral ou não possam ver aprovados no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Do ponto de vista brasileiro – Estado amante da paz e que mantém relações amistosas com a totalidade dos 28 países que compõem a Organização – o Conselho de Segurança da ONU, apesar de sua restrita e superada composição, constitui, ainda, a única instância internacional capaz de legitimar o uso da força.

Nesse sentido, vejo com reservas iniciativas que procurem, de alguma forma, associar o “Norte do Atlântico” ao “Sul do Atlântico” – esta, o “Sul”, área geoestratégica de interesse vital para o Brasil.

As questões de segurança relacionadas às duas metades desse oceano são notoriamente distintas. O mesmo se diga sobre hipotético “Atlântico Central”.

Tais questões devem merecer respostas diferenciadas – tão mais eficientes e legítimas quanto menos envolverem organizações ou Estados estranhos à região.

A nosso juízo, enquanto perdurar a dependência da Europa em relação aos Estados Unidos no campo da segurança e da defesa, não será factível discernir, de modo inequívoco, onde começam os interesses do primeiro – os Estados Unidos – e onde terminam os interesses dos últimos – os europeus.

Exemplo disso é a provável incorporação, no conceito estratégico da OTAN, da defesa antimísseis balísticos como “missão essencial” da Aliança Atlântica.

Além de altamente polêmica, do ponto de vista de sua efetiva instrumentalidade militar, parecem-me, no mínimo, controversas as resultantes políticas da instalação desse tipo de sistema para o relacionamento europeu com a Rússia e o Irã. Ademais, a alegação de que o escudo antimíssil protegeria a região de ataques de grupos terroristas soa muito pouco plausível.

Logo, sob o risco de alguma simplificação, a dependência anteriormente apontada indica que, ao menos no médio prazo, a União Européia poderá não se constituir em ator geopolítico à altura de seu peso econômico e soft power.

Apesar dos inúmeros esquemas, propostas, acordos e iniciativas propugnados no passado com o objetivo de permitir à Europa alguma autonomia no plano militar em relação aos Estados Unidos, o fato é que esse desiderato não se concretizou de modo pleno.

São três as razões essenciais para tanto:

Primeiro, a falta de consenso entre os membros da união européia;
Segundo, o incentivo ao comportamento do tipo “boléia” (ou, no português do Brasil, “carona”) que a presença militar norte-americana enseja a muitos estados e;
Terceiro, as ações estadunidenses no sentido de preservar sua capacidade de influência na Europa.

Resta saber em que medida o Tratado de Lisboa, recém-aprovado, mudaria essa realidade. O item sétimo do artigo 28 desse tratado, parece responder essa dúvida de forma razoavelmente clara. Leio:

“Os compromissos e a cooperação neste domínio (segurança e defesa comuns) respeitam os compromissos assumidos no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que, para os Estados que são membros desta organização, continua a ser o fundamento da sua defesa coletiva e a instância apropriada para a concretizar.”

Perdoem-me se fui transparente. Mas, assim é o Brasil.
Muito obrigado.”


Nelson Azevedo Jobim
Ministro da Defesa Brasil


Fonte: Defesa@Net

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34 Respostas to “Palestra do ministro da Defesa do Brasil, Nelson A. Jobim no Encerramento da Conferência Internacional – “O Futuro da Comunidade Transatlântica””

  1. NJ Mandou bem, gostei de ver.

  2. Ótima análise…

    Falou o que muitos querem, mas ninguém teve coragem…

    Transparência sempre…

    Parabéns Ministro!

  3. Quem sabe faz ao vivo.

  4. Ou seja, o país está atento, muito atento ao que está acontecendo no seio da OTAN. Hoje, é o controle de recursos estratégicos. Amanhã, verão no Brasil recursos para alimentar duas europas inteiras…

    Estamos atentos…

  5. Opinião konner:

    O Pacto de Varsóvia, deixou de existir em 1991, o mais lógico seria que a OTAN também deixasse de existir.

    O surpreendente porém, é que a OTAN não apenas foi mantida, como está sendo continuamente expandida.

    A OTAN permite aos EUA manter a Europa sob seu domínio estratégico, a existência desta aliança faz com que os países europeus permaneçam sob total dependência estratégica dos EUA.

    A OTAN não é apenas uma imensa força militar, é também fonte de contratos bilionários para grandes empresas militares. As exportações de armas norte-americanas aos seus aliados europeus garantem aos EUA a liderança no comércio internacional de armamentos.

    Quanto a Rússia, é o único país com tecnologia militar, espacial e nuclear capaz de competir com os Estados Unidos. Logo, para muitos americanos a OTAN tem que ser expandida até cercar por completo a Rússia, rival natural dos EUA.

    Tudo o que as alianças deste tipo conseguem,é fazer com que conflitos pontuais entre dois países cresçam, envolvendo também seus respectivos aliados; pois o princípio básico de funcionamento é, se um país da aliança entra em guerra, todos os demais automaticamente se unem.

    Aí reside o principal perigo da expansão da OTAN.

    Já foram aceitos nesta aliança países bálticos, Lituânia, Letônia e Estônia; é de se esperar que em breve também será membro a Geórgia. E estes quatro países não perdem uma única oportunidade de provocar a Rússia.

    Assim, não é difícil imaginar que, devido a líderes irresponsáveis em países sem tanta importância, a OTAN e a Rússia acabem por entrarem em guerra em um futuro não muito distante.

    Se os europeus tivessem bom-senso, não teriam permitido jamais a manutenção da OTAN; pelo menos, teriam feito como a França, que já na década de 60 se afastou sem desvincular-se por completo, exatamente para garantir maior autonomia estratégica.

    Mas, principalmente, não permitiriam a expansão da aliança.

    Os europeus não ganham nada com a entrada de novos países à OTAN ,só os EUA lucram com isso, e se arriscam a sofrer pela terceira vez uma grande guerra mundial em seu continente.

    Isto, para falar apenas sobre a manutenção da OTAN, posteriormente entrarei no mérito do que ela esta se transformando.

    — Gostei das palavras e sobretudo da atitude do Ministro da Defesa do Brasil.

  6. Guga :
    NJ Mandou bem, gostei de ver.

    1maluquinho :
    Não fica achando que toda essa excelencia de raciocineo saiu da cabecinha iluminada dele porque não saiu não.Ele apenas foi orador de um documento redigido por intelectuais e estrategistas que assessoram nosso governo e zefini rs rs rs…

    Edu Nicácio :
    Ou seja, o país está atento, muito atento ao que está acontecendo no seio da OTAN. Hoje, é o controle de recursos estratégicos. Amanhã, verão no Brasil recursos para alimentar duas europas inteiras…
    Estamos atentos…

    Logo isso nos obriga a uma reação frente as posições da Otan, temos de nos reequipar com a máxima urgência, + ñ vejo os movimentos indicativos dessa nossa ótica.Qdo vamos trazer os 129 rafales, iniciar?Sds.

  7. Gostei do texto do NJ. Agora estou curioso em saber o que os grandes jornais europeus vão escrever.

  8. europeus um monte de baba ovo…o medo dos americanos é maior…

  9. ve se eles vão bater boca com a china…vão nada …até os americanos temem os chineses….

  10. É quero ve peitar de vedade porque latir é facil morde que é dificil principalmente com 36 caçinhas, vamos aumentar esse orçamento aí.

  11. E.M.Pinto por favor não deixe de postar as reações a esse discursos. Estou curiosíssimo para saber como os europeus entenderam isso.

  12. Espero que esta análise venha a se transformar em atitudes concretas por parte do governo, embora seja apenas o pensamento do NJ e, talvez, não do GF.

  13. Mandou bem.

  14. Muito bem apropriado as palavras do ministro da defesa o Sr. Nelsom Jobim,e não é por menos que a UNASUL vem em boa hora.
    O cone Sul deve se prepara para um mundo que exigiram de todos os países da região,não só uma integração econômica,MERCOSUL;como uma unidade de defesa nos moldes da OTAN.
    Se eles podem se unir a um propósito em comum,porque nós não podemos também?

  15. A meu ver, é dever do líder alertar seus liderados das ameaças quer porventura possa atingir essa sociedade. O discurso é de um Ministro de Estado responsável pela sua Defesa, se alguma forma essa ameaça se concretizar e atingir o nosso País o Governo, que não é o Estado, poderá ser responsabilizado e seus integrantes punidos por “Traição à Pátria”. O parlatório do Ministro deveria ser outro e seu discurso dirigido a nossa platéia, pois da forma que foi colocado poderá, em vez de sanar a ameaça que vislumbra dar munição ou alertar o inimigo que pode se beneficiar disso contra a gente. Cadê os investimentos na melhoria das nossas defesas. Do jeito em que foi colocado, o discurso é prá inglês ver…

  16. O Nelson Jobim como um bom advogado, tem uma visão ampla, e por este motivo eu creio que ele pode até ter sido assessorado, mas a visão eu creio é dele e ele tem provado a sua capacidade na frente do MD, quanto ao comentário do Konner, eu concordo plenamente, a OTAN daqui pra frente vai ser uma bomba relógio pronta pra fazer uma desgraça em qualquer lugar do planeta.

  17. Palavras não tem poder de convencimento para lobos e sim so traz ilusão.Materializa-las efetivamente sim,se traduz ousadia e coragem.

  18. Lobos jamais cederão em nada que lhes é importante…Enquanto continuarmos achando que arrastar os ratos Latinos e nos associarmos ao lodo da humanidade nos trara beneficio,perdemos tempo.Relações exteriores e politica externa se não se joga o jogo com as cartas que tem e se aposta,jamais vence.Jamais tivemos um momento tão propicio a nós como temos agoar.Querem mineiros,querem energeticos,querem comida,que pagem nosso preço e que repassem a nós aquilo que precisamos.Se continuarmos pensando que nos faremos entender por eles com lindas palavras,perdemos nosso tempo.São um bando de Falcões acostumados a seculos a pilharem e a massacrarem oprimidos.Porque a Corea faz o que quer?Porque tem a China por traz dela.Porque o Irã faz o que quer?Porque tem a Russia e a China por traz dele.E nós,temos quem?Um bando de ratazanas Latinas que sempre nos sugaram,que sempre nos invejaram,que sempre ajudamos.O Brasil deveria pensar como Pais independente e soberano que é e isso se faz com ousadia e coragem.Coragem que ate agora sempre faltou a nossos governos.Sempre nos comportamos como serviçais.A economia deles vai mal das pernas e o ser humano so fica humilde quando esta por baixo.Não se iludam porque o mundo nos tem visitado,todos sorridentes.Elçes apenas veem em nós a solução dos problemas deles e este é o momento de jogarmos com eles.Repassem e receberão o que precisa.Apenas buscamos sermos independentes e soberanos.A unica independencia que não rolou sangue foi a Indiana.Quem domina não quer perder a hegemonia…Brasil acima de tudo.Liberdade.

  19. texto no site oficial: https://www.defesa.gov.br/UserFiles/File/2010/mes09/o_futuro_da_comunidade.pdf

    peguei alguns comentarios num blog frances (http://zebrastationpolaire.over-blog.com/article-flash-nelson-jobim-le-bresil-ne-veut-pas-de-l-otan-dans-l-atlantique-sud-57081492.html)
    * Traducao by google, sem revisao:

    Comentários:
    – É um desafio direto à soberania britânica sobre as Ilhas Malvinas e outras possessões britânicas na região, para que um acordo de cooperação e suprimentos para a Marinha do Brasil está prestes a ser assinado entre os dois países .
    Imagina-se que o Sr. Nelson Jobim teve de ser recebido com carinho
    Buenos Aires.

    – Por muito tempo, ver, por exemplo, a conferência sobre a segurança das instalações de petróleo, mapas da Marinha do Brasil em torno de mentir com uma “fronteira” da área de foco estratégico para o Brasil, na costa da África …… Para Nelson Jobim, isso já não é o Atlântico Sul para o Brasil, mas estratégico do Sul!
    Isso é chamado de “desenhar linhas – ou melhor, rayas – na areia! Brasil vê-se, doravante, poder dominante ou melhor, “Grande Organizador do Atlântico sul.

    – É um revés para os norte-americanos e europeus para projeto de intervenção naval na região, por exemplo, com a desculpa de lutar contra a pirataria no Golfo da Guiné. O vice-comandante de Operações Navais U. S. Marinha, almirante Jonathan Greenert, falou na 24 ª Inter-American Naval Conferência, que começou segunda-feira e vai até 17 de setembro, o desejo de cooperar com o Brasil. Ele salientou a necessidade de desenvolver ações para a paz na região e reforçar a luta contra o terrorismo no Atlântico Sul “O Brasil é líder entre as nações da América do Sul e as nossas forças navais podem trabalhar juntos para assegurar a liberdade dos mares, contra o tráfico eo terrorismo “. Portanto, a resposta do Brasil.

    – Este anúncio foi feito após a delimitação unilateral da plataforma continental do Brasil e na capital da antiga potência colonial, que permite justamente essa projeção “da NATO no Atlântico Sul com os Açores. O MD Português estimou que “o novo conceito da Aliança não prestou atenção suficiente para o Atlântico Sul”
    NATO: “Conceito Estratégico Atenção benefícios Não AO Atlântico Sul

    – A questão levantada há seis anos da “proibição se o Atlântico Sul” ou pelo menos a capacidade militar desta proibição que aparecem na escolha de aeronaves para o programa FX-2?
    Em seu tempo a oportunidade para que o Brasil compra Su-35 Super Flanker no programa referem-FX-2 tinha causado em Washington por causa do potencial da aeronave, equipada com mísseis anti-navio e um abastecimento, a operar no eixo Natal-Dakar.

    – Estes ataques contra a NATO, a defesa de mísseis e do peso dos Estados Unidos na Aliança, é Samuel Pinheiro Guimarães “no texto” – prensado a frio!

  20. tem uns comentarios legais neste site portugues, eh bom dar uma olhada, pq se ve que nivel de coesao existe na opiniao publica europeia…

    http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=1660152

  21. ameaça a um ou mais dos Estados Membros – em episódios que envolvam “segurança energética”.
    Caro 1maluguinho, o NJ não é burro ele esta conseguindo enxergar o grande interesse dos EUA em legitimar ações do seu interesse, ai fica a nossa preocupação com a Amazônia azul e a verde, local onde se descobriu muito petróleo e despertou a cobiça dos americanos. Lembra do general James Jones:”a cooperação que Washington pretende com o Brasil no campo energético, uma parceria para tentar resolver os problemas energéticos globais.”???????
    Olho aberto aqui é pouco, até Portugal querendo colocar ventilador na nossa farofa.
    Para lembrar: “http://www.defesanet.com.br/04_09/al_bases_6.htm”

  22. No meu ponto de vista se a Russia entrasse na OTAN seria praticamente o fim do mundo,a OTAN iria fazer o quer no mundo sem presisar utrapassar qualque obstaculo,o Brasil presisa seriamente se arma e criar alianças extrategicas uma dessas alianças seria uma aproximação militar entre todos os paises do Brics entre outros paises sub-desenvolvidos.

  23. “Nunca deixe seu inimigo saber o que voce pense”

  24. No tratado de Lisboa: “…e a instância apropriada para a concretizar??????????
    Mui amigos, será que eles ainda querem de volta a terrinha da esperança?

  25. lucena :
    Muito bem apropriado as palavras do ministro da defesa o Sr. Nelsom Jobim,e não é por menos que a UNASUL vem em boa hora.
    O cone Sul deve se prepara para um mundo que exigiram de todos os países da região,não só uma integração econômica,MERCOSUL;como uma unidade de defesa nos moldes da OTAN.
    Se eles podem se unir a um propósito em comum,porque nós não podemos também?

    A intenção é esta… blocos comerciais com diretivas próprias de defesa, porém, harmônica e cooperativa com os demais blocos em assuntos de segurança planetária e regras de finanças e comércio internacional, simples, transparentes e estáveis.

    O problema do Brasil, é alguns vizinhos com visões mais “calientes” (de direita ou esquerda) e corrupção que é o germe maldito do continente, que sabe-se o que houve nos últimos meses, após anos e anos de rinha inúltil para os Sul Americanos (advinha quem ganhava…), resolveram cooperar para o proveito de todos…

    O jeito e esperar e torcer…

  26. Já falei sobre isso aqui no blog…

    estratégia de negação de uso do mas imposta por sistemas de armas de fabricação russa, com a finalidade de explorar as fraquezas do dispositivo militar de intervenção da OTAN / EUA…

    Submarinos convencionais/nucleares com aviação baseada em terra com mísseis antinavio supersônicos…de nada adianta um porta aviões contra eles…

  27. Carlos Augusto :No tratado de Lisboa: “…e a instância apropriada para a concretizar??????????Mui amigos, será que eles ainda querem de volta a terrinha da esperança?

    Vão ganhar é foguetada pelas venta que vão perder ate os tamancos e dançar o vira descalços.

  28. Vão ganhar é foguetada pelas venta que vão perder ate os tamancos e dançar o vira descalços.
    Valeu!!! Ah,ah,ah…

  29. Raptor,amigão.

    Realmente existe muitas idéias e ideologia diferentes na região,são produto de uma transformação que se passa por aqui, e não é para sempre espero, más as nossas relações profundas do Brasil e os demais países,começaram agora,20 anos para cá.
    Mercosul,Unasul,são recentes se comparados com União Européia ou OTAN.
    A União Européia,também existe as suas diferencias e é uma unidade mais antiga que a nossa e ainda está em processo de desenvolvimento;posso até te dizer que as característica nossas difere com as deles, e a diversidades ideológicas ,além de sermos inter-raciais,e além de mais, temos as mesmas culturas aparentadas,e histórias similares,línguas similares; são coisas que os europeus não tem.
    A nossa interação será menos sofrida que as dos europeus.

    abraços.

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