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Dissuasão nuclear: Mísseis balísticos

In Ciência, Defesa, Geopolítica, Plano Brasil, tecnologia on 20/09/2010 by Vympel1274

Autor: Vympel1274

Plano Brasil

Parte I

1. Míssil balístico

Um míssil balístico (BM) é um míssil que tem uma trajetória balística durante a maior parte da sua trajetória de vôo, independentemente de haver ou não é um veículo de entrega de armas. Mísseis balísticos são classificados de acordo com seu alcance máximo medido ao longo da superfície da Terra, a partir do ponto de lançamento de um míssil balístico para o ponto de impacto do último elemento da sua carga. Vários sistemas são utilizados por diferentes países para categorizar as classificações dos mísseis balísticos. Mísseis balísticos têm um curso prescrito que não pode ser alterado após o lançamento, salvo manobras independentes da ogiva do míssil se algum tipo de orientação terminal tiver sido fornecido. Um míssil balístico tem um tempo de vôo relativamente curto, e as defesas contra um ataque com mísseis balísticos são ainda menos do que completamente eficazes. 

O criador do míssil balístico foi Wernher Von Braun, com a criação do foguete V2, chamado de Vergeltung (“arma da vingança” em alemão), o qual foi desenvolvido para atingir alvos principalmente na Inglaterra e Bélgica, nas fases finais da segunda guerra mundial. Com a captura dos projetos e de exemplares completos pelos Estados Unidos no fim da guerra (os soviéticos tiveram acesso apenas á poucas plantas de construção), este armamento foi a base de todo desenvolvimento de mísseis balísticos no pós-guerra, tanto para os Estados Unidos e seus aliados quanto para a união Soviética.

Wernher Von Braun e a criação de sua equipe: a V-2 alemã

2. Categorias de mísseis balísticos

  • Mísseis balísticos táticos (TaBM)

Os mísseis balísticos táticos são mísseis balísticos de curto alcance, projetados para uso no campo de batalha. Normalmente com alcance é inferior a 300 km, preenchem a lacuna entre a artilharia de tubo convencional e a artilharia de foguetes de longo alcance. Os mísseis balísticos de teatro. podem transportar cargas pesadas profundamente atrás das linhas inimigas, em comparação com foguetes ou artilharia de  tubo.

  • Mísseis balísticos de Teatro (TBM)

Um  míssil balístico de teatro (TBM) é qualquer míssil balístico com um alcance entre 300 km e 3.000 km, usado contra alvos “no teatro de operações”. O termo é relativamente novo, abrangendo as antigas categorias de mísseis balísticos de curto alcance e de mísseis balísticos  de médio alcance.

Mísseis balísticos de curto alcance (SRBM)

São mísseis balísticos com um alcance de cerca de 1.000 km ou menos. Eles normalmente são capazes de transportar armas nucleares. Em potenciais de conflitos regionais, estes mísseis seriam usados devido às curtas distâncias entre alguns países e o seu baixo custo relativo, além da facilidade de manutenção. Na terminologia moderna, os SRBM fazem parte do grupo de  mísseis balísticos com um alcance de menos de 1.000 km.

Mísseis balísticos de médio alcance (MRBM)

São mísseis balísticos com alcance médio, sendo esta última classificação de acordo com as normas de algumas organizações. Dentro do Departamento de Defesa dos EUA, um míssil de médio alcance é definido por ter um alcance máximo de entre 1000 e 3000 km. Na terminologia moderna, os MRBM fazem parte do grupo de mísseis balísticos com um alcance de menos de 3.000 km.

  • Mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBM)

São mísseis balísticos com um alcance de 3000-5500 km, situados entre os mísseis balísticos de médio alcance e os de alcance intercontinental. A classificação dos mísseis balísticos de alcance intermediário é feita principalmente por conveniência, pois em princípio há muita pouca diferença entre um ICBM de baixo desempenho e um IRBM de alto desempenho. A definição do alcance usado aqui é a mesma utilizada pela Agência de Defesa dos EUA. Algumas outras fontes incluem uma categoria adicional, a do míssil balístico de longo alcance (LRBM), para descrever mísseis com um alcance entre IRBM e ICBM.

  • Mísseis balísticos intercontinentais (ICBM)

São mísseis balísticos com um longo alcance (maior que 5500 km), normalmente criados para entrega de armas nucleares (com uma ou mais ogivas nucleares). Devido ao seu grande alcance e poder de fogo, em uma guerra nuclear total, os mísseis balísticos intercontinentais de bases terrestres e submarinas, levariam a maior parte da força destrutiva nuclear, em relação aos outros meios de entrega. Os ICBM se diferenciam por ter maior alcance e velocidade do que outros mísseis balísticos:  mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBM), mísseis balísticos de médio alcance (MRBM) e mísseis balísticos de curto alcance (SRBM), sendo esses três tipos de mísseis balísticos conhecidos como  mísseis balísticos de teatro (TBM).

  • Mísseis balísticos lançados por submarinos (SLBM)

São quaisquer tipos de mísseis de trajetória balística, capazes de transportar uma ogiva nuclear que podem ser lançados de submarinos, independente do alcance. Modernas variantes geralmente são capazes entregar vários veículos de reentrada múltipla independente (MIRV), cada uma das quais carrega uma ogiva e permite que um único míssil lançado possa atacar vários alvos.

Categoria de mísseis Balísticos Alcance Máximo
Mísseis balísticos de curto alcance de (SRBM) < 1000 km
Mísseis balísticos de médio alcance, (MRBM) 1000-3000 km
Mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBM) 3000-5500 km
Mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) > 5500 km
Mísseis balísticos lançados por submarinos (SLBM) Qualquer míssil balístico lançado de um submarino, independentemente do alcance máximo

3. Carga ofensiva transportada

Dependendo do modelo, podem ser levadas de uma a doze ogivas (Ex: SS-18 “Satan”, com 10 ogivas e 40 decoys) em veículos de reentrada (RV), sendo as ogivas capazes de rendimento de até 20 megatons, no caso da ogiva única transportada por alguns ICBM russos / soviéticos.

Veículos de reentrada (RV) com carga nuclear de um ICBM Minuteman III

Rendimento das ogivas nucleares – As ogivas nucleares têm seu rendimento (capacidade destrutiva) ligado a dois fatores: a sua precisão (quanto mais preciso for o míssil, menos necessária será a capacidade destrutiva da ogiva), ou ao tipo de alvo que irão destruir (grandes cidades, ogivas de maior rendimento).

Por exemplo, cada ogiva W88  transportada pelo SLBM Trident D-5 (cada míssil Trident transporta até 8 MIRV) têm a potência de 475 Kt.

A bomba que destruiu Hiroshima (Little boy) tinha 13 Kt e a bomba que destruiu Nagasaki (Fat man) tinha 21 Kt.

Para fins de cálculo, foi convencionado que a capacidade destrutiva de uma ogiva nuclear seria medida proporcionalmente á quantidade do explosivo TNT necessários para ter igual efeito destrutivo. Sendo assim:

01 Kiloton = 1.000 toneladas de TNT;

01 Megaton – 1.000.000 de toneladas de TNT.

Visão seccionada de um RV nuclear, modelo W88 de um SLBM Trident D5

As PENAID (Penetration Aid ou Auxílio á Penetração de Defesas)São dispositivos (decoys ou chamarizes) ou táticas (maneabilidade de certas ogivas), com a função de ajudar na penetração de um veículo de reentrada (RV), aumentando a sobrevivência de um  míssil balístico intercontinental (ICBM), possibilitando seus veículos de reentrada penetrarem nas defesas do alvo. Os veículos de reentrada podem ter alguma característica furtiva ou vir acompanhados no interior do míssil de balões metalizados, interferidores de radar ou fragmentos refletores, com o intuito de “cegar” ou “interferir” no radar de solo quanto á verdadeira posição ou quantidade das ogivas atacantes.

O PAC (Penetration Aid Carrier – Transportador de auxiliares de penetração) Chevaline,  foi um sistema projetado para aumentar a possibilidade de penetração das ogivas dos mísseis Polaris em uso na marinha britânica. Concebido como uma resposta à melhoria das defesas ABM (Anti Ballistic Missiles – Defesa contra Mísseis Balísticos) soviéticas  em torno de Moscou, o sistema foi concebido para aumentar a probabilidade de que pelo menos uma ogiva nuclear atingisse a cidade. A Chevaline usou uma variedade de auxiliares de penetração e chamarizes para oferecer tantos alvos que seria impossível distinguir pelo sistema de defesa ABM soviético, as ogivas verdadeiras das “chamarizes” falsas. O projeto foi altamente secreto e sobreviveu na clandestinidade, através de quatro diferentes governos antes de finalmente ser revelado em 1980.

(Penetration Aid Carrier Chevaline – Transportador de auxiliares de penetração Chevaline) As ogivas estão em nichos à esquerda e à direita do transportador (as quais não aparecem na fotografia). Os tubos prateados próximos da parte superior, alguns envoltos em folhas de cortiça, contém os chamarizes (vinte e sete no total).

Diagrama mostrando o posicionamento das ogivas antes do lançamento de mísseis. A ogiva á direita é lançada livre do PAC, enquanto a ogiva do lado esquerdo ainda permanece ligada ao PAC.

Diagrama mostrando (da esquerda para a direita, em sentido horário), o PAC Chevaline / Veículos de reentrada / Penaids, a seqüência de implantação a partir de ejeção do cone do nariz. O impulsionador de segunda fase, ainda está ligado à seção equipamento nesta fase, mas é omitida para maior clareza e falta de espaço.

Os veículos de reentrada podem ser dos tipos SRV, MRVMIRV ou MARV;

SRV (single reentry vehicle ou Veículo único de reentrada) – É um único veículo de reentrada equipado com uma ogiva nuclear, armando um míssil balístico. Por ter somente uma ogiva, só pode atacar um determinado alvo.

MRV (multiple reentry vehicle ou veículo de reentrada múltipla) – São vários veículos de reentrada reunidos em um único míssil balístico intercontinental (ICBM) ou um único míssil balístico lançado de submarino (SLBM). São ogivas múltiplas que são utilizadas somente contra um determinado alvo.

MIRV (multiple independently reentry vehicle ou Veículo de Reentrada Múltipla independente) – São vários veículos de reentrada reunidos em um único míssil balístico intercontinental (ICBM) ou um único míssil balístico lançado de submarino (SLBM). Usando uma ogiva MIRV, um único míssil pode atingir vários alvos ao mesmo tempo.

MARV (maneuverable reentry vehicle ou Veículo de Reentrada Manobrável) – Pode ser um veículo de reentrada único ou vários veículos de reentrada, reunidos em um único míssil balístico intercontinental (ICBM) ou um único míssil balístico lançado de submarino (SLBM). Um único míssil pode atingir vários alvos ao mesmo tempo. Diferentemente dos MIRV, estes veículos de reentrada podem realizar manobras evasivas para evitar as defesas do alvo, dificultando ou tornando impossível sua interceptação.

Seqüência de lançamento do Minuteman III: 1. O Minuteman emerge de seu silo por força de seu propulsor de primeiro estágio (A). 2.Cerca de 60 segundos após o lançamento, o 1º estágio cai e é acionado o propulsor do 2º estágio (B). A carenagem aerodinâmica do míssil é ejetada (E) 3. Cerca de 120 segundos após o lançamento, o propulsor do 3º estágio (C) é acionado e se separa. 4. Cerca de 180 segundos após o lançamento, os RV (veículos de reentrada) são ejetados do 3º estágio(D) 5. As manobras dos RV são implementadas, com a finalidade de dispersá-las. 6. Enquanto as MIRV se afastam, as chamarizes são implantadas. 7. Os veículos de reentrada penetram na atmosfera em alta velocidade.8. As ogivas nucleares detonam, seja no ar ou no solo.

4. Propulsão

Muitos tipos diferentes de motores de foguete foram desenhados ou propostos. Existem três categorias de propulsores químicos para motores de foguetes: propelente líquido, combustível sólido e propulsor híbrido. O propulsor de um motor de foguete químico geralmente consiste de um combustível e um oxidante. Às vezes, um catalisador é adicionado para melhorar a reação química entre o combustível e o oxidante. Cada categoria tem as suas vantagens e desvantagens que os tornam melhores para certas aplicações e inadequados para outros.

Propelente líquido: Motores de foguete queimam dois produtos químicos líquidos separadamente armazenados, um combustível e um oxidante, para produzir empuxo. Vantagens dos foguetes de combustível líquido incluem maior energia por unidade de massa de combustível, pressão variável e capacidade de reiniciar. As matérias-primas, tais como o oxigênio e o hidrogênio são abundantes e relativamente fáceis de fabricar. As desvantagens dos foguetes de combustível líquido incluem recipientes de armazenamento complexos, encanamento complexo, precisa medição de injeção de combustível e oxidante, alta velocidade e bombas de alta capacidade e dificuldade em armazenar foguetes abastecidos.

Propelente sólido: São basicamente tubos utilizados como câmara de combustão que contém o combustível e o oxidante misturados de maneira uniforme. O motor de propelente sólido é o mais simples e de todas as formas de foguetes. É simplesmente um invólucro, geralmente de aço, preenchidos com uma mistura de produtos químicos de forma sólida (combustível e oxidante) que queimam em uma taxa rápida, expelindo gases quentes de um bico para conseguir impulso. A principal vantagem é que um combustível sólido é relativamente estável, portanto, podem ser fabricados e armazenados para uso futuro. propulsores sólidos têm uma alta densidade e podem queimar muito rápido. Eles são relativamente insensíveis ao choque, vibração e aceleração. Nenhuma bomba é necessária, portanto, os motores de foguetes são menos complicados. As desvantagens são que, uma vez inflamados, os propelentes sólidos não pode ser parados, desligados e depois reiniciados.

Propulsor híbrido: Motores de foguete tentaram captar as vantagens de ambos os tipos de propelente, sólidos e líquidos. O projeto básico de um híbrido consiste de uma câmara de combustão, semelhante aos foguetes comuns de propelente sólido, embalados com um produto químico sólido, geralmente o combustível. Em cima do tubo de câmara de combustão existe um tanque contendo um líquido químico reativo complementar, geralmente o oxidante. As duas substâncias são hipergólicos, e quando o produto químico líquido é injetado na câmara de combustão, contendo os produtos químicos sólidos, a ignição e a pressão são produzidas. A capacidade de aceleração do motor é conseguida através da variação da quantidade de líquido injetado por unidade de tempo.

5. Precisão

Os mísseis nucleares têm sua eficiência baseada na sua precisão. Quanto mais preciso for o míssil (por conseqüência, menor seu CEP), menor pode ser o rendimento de sua(s) ogiva(s), diminuindo o tamanho e o peso da(s) mesma(s). Os mísseis balísticos mais antigos tinham ogivas grandes e de enorme rendimento, visando compensar sua falta de precisão.

CEP (Circular Error Probability ou Probabilidade de Erro Circular)O CEP é um termo normalmente associado a sistemas de mísseis balísticos. A probabilidade de erro circular é uma área circular ao redor do alvo no qual uma ogiva tem 50% de chance de impactar. Obviamente, este conceito é de pouca utilidade a menos que a arma seja de alto rendimento ou carregue submunições que cubram uma grande área.

6. Fases do vôo

As seguintes fases de vôo podem ser distinguidas:

  • Fase de arranque — 3 a 5 minutos (para um foguete sólido menor do que para um foguete com propelentes líquidos); a altitude no final desta fase é normalmente entre 150 e 400 km, dependendo da trajetória escolhida, e a velocidade de saída é normalmente de 7 km/s.
  • Fase intermediária — aproximadamente 25 minutos — vôo sub-orbital numa órbita elíptica; a órbita é parte de uma elipse com eixo principal vertical; o apogeu (metade da fase intermediária) ocorre numa altitude de cerca de 1 200 km; o eixo intermediário possui um tamanho entre metade do raio da Terra e o raio da elipse; a projeção da órbita na superfície da Terra é próxima de um grande círculo, ligeiramente deformada devido a rotação da terra durante o tempo de vôo. O míssil pode lançar também várias ogivas independentes, incluindo contramedidas (decoys ou manobras).
  • Fase de reentrada (iniciando-se a 100 km de altitude) — 2 minutos — o impacto ocorre numa velocidade de até 4 km/s (para ICBM antigos, menor que 1 km/s).

Fases do vôo de um míssil balístico

7. Plataformas de lançamento

Mísseis balísticos podem ser lançados de quatro tipos de plataformas:

  • Em silos terrestres; que oferecem alguma proteção de ataque militar (incluindo, as esperanças dos desenvolvedores, alguma proteção de um primeiro ataque nuclear).

Míssil balístico sendo lançado de silo terrestre

  • Em submarinos lançadores de mísseis balísticos (SLMB); a maioria ou todos SLBM possuem o longo alcance dos ICMB.

Míssil Balístico Lançado de Submarino, modelo Trident D5

  • Em veículos sobre rodas ou esteiras pesados; como a versão do RT-2UTTH “Topol M”, o qual foi desenvolvido a partir de um veículo lançador móvel autopropulsado, capaz de se mover através de terrenos sem estrada, e lançando um míssil de qualquer ponto ao longo de sua rota.

Míssil Balístico Intercontinental sobre lançador móvel, modelo RT-2UTTKh "Topol M" (SS-27 "Sickle")

  • Em lançadores móveis nos trilhos; como por exemplo, o RT-23UTTH “Molodets” (SS-24 “Scapel”) soviético.

Míssil Balístico Intercontinental modelo RT-23UTTH "Molodets" (SS-24 "Scapel")

Próxima parte: “Dissuasão nuclear: Proliferação das ADM de curto alcance”


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44 Respostas to “Dissuasão nuclear: Mísseis balísticos”

  1. Excelente Vympel,
    Eu particularmente adoro este tipo de artigo.
    Parabéns.
    No sentido de colaborar, acho que ficou faltando em relação às ogivas de reentrada a MRV (veículos de reentrada múltiplos).
    Um abraço.

  2. OPS!
    MRV= veículo múltiplo de reentrada

  3. Na parte das plataformas de lançamentos, voces se esqueceram dos aviões, como o B-1, B-2, TU-160, e até o Rfale com o míssel Ar-Terra de médio alcance (300 km), nuclear, ASMP-A .

    Tambem tenho que elogiar o trabalho do Vympel 1274, uma exelente pesquisa, que transforma qualquer leitor em um expert. Meus prabéns.

    Abs a todos.

  4. Excelente matéria!
    (copiei o Bosco!)

    E o primeiro cara que comenta é outro que só faz artigo ninja!
    É por isso que não escrevo mais!

    Os caras são dois mas valem por 4!

    Parabéns de novo Vympel!

    E.M. desculpe o comentário “babação”, e por favor senhores, não me venham pensar besteiras do “sentimentalismo” do Carcará!

  5. rsrsrs, Valeu Carcará!!! ADSUMUS, irmão !!!

    Valeu mano Bosco pela dica!!!

  6. Excelente matéria, explica detalhadamento sobre esta arma.

    A dúvida é se estas armas nucleares sofisticados serão usadas algum dia, espero que não.

  7. Gostaria de saber se há diferença no míssel para as bombas de hidrogênio?
    Se puder um esquema de funcionamento?
    Existem bombas só com urânio?

    obrigado

  8. Carcará,
    Então fica difícil porque aquele seu artigo sobre “o cenário para o nascimento da águia” foi excelente, com uma abordagem muito perspicaz sobre o tema.
    Hoje tá todo mundo meio que “sentimental”. rsrsrs
    Um abraço.

  9. Realmente, eu gosto muito das matérias deste blog, pq diferente das outras fontes, todas elas são auto-explicativas.

    Mas tenho uma dúvida. A tecnologia laser está em seu estado de arte para explodir no ar os mísseis balísticos? Se pudessemos medir, qual seria a eficiência de 0 a 100%?

  10. Mais potência de fogo do que se precisaria para destruir todo o lado inimigo. Enquanto ainda vivermos nesta era medievalesca, vamos ter que conviver com estes absurdos….

  11. Parabéns Vympel! Muito bom o artigo. Vou recomendar a alguns amigos meus fãs de ICBM’s…

  12. irmãos é de meter medo se ouvesse uma guerra nuclear no mundo.

  13. Eu já achei o artigo perfeito!!

    Parabéns pelo material que nos traz… estou ainda digerindo o artigo… mas ficou realmente mostro, Excelente!!!

    E eu sonho sim com alguns ICBM’s com alcance superior aos 5000KM… creio que o Brasil com alguns similares do Peacekeeper ou do Topol-M/SS-27(11,000KM) não seria nada mal, armados com as M-88 que já conhecemos os segredos graças ao nosso técnico… que esqueci o nome!

    Fui comprar o livro dele e já não tinha mais disponível… quem sabe volta à ribalta este tema de dissuasão missilistica, e um dia poderemos fazer também, conhecimento nós jà temos, basta investir e melhorar…

    Poucos lembram do poder de dissuasão dos mísseis balísticos estratégicos, e valeu muito por ter recordado e explicado a muitos que tem não quer dizer que vai usar.

    Valeu e parabéns novamente!!

    Posso colocar esta matéria no meu Blog??

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  16. Repararam na penúltima foto, a do míssil SS-27 Sickle? Nos tempos da URSS seria um sacrilégio o comercial Rolex numa cidade russa…

  17. Afirmativo Franco, a vontade.
    sds
    E.M.Pinto

  18. Вечная Россия!

  19. Estranho,
    O esquema mostrado é de uma bomba de hidrogênio. Note que tem o Tritium que é um isótopo do hidrogênio.
    Existe sim bombas só de Urânio e só de Plutônio, são as bombas ditas “atômicas” ou “nucleares” e usam o princípio da “fissão” nuclear, onde um átomo pesado é divido em átomos menores, gerando no processo grande quantidade de energia.
    As que possuem uma reação de “fusão” usa átomos leves, no caso, isótopos do hidrogênio, são as termonucleares ou bombas de hidrogênio e precisam de um gatilho de fissão para produzir as grandes temperaturas necessárias para a fusão.
    Ou seja, toda bomba de fusão (bomba de hidrogênio ou termonuclear) obrigatoriamente tem que ter antes uma reação de fissão para poder detonar.

    Rafael,
    Esses exemplos que você deu são de “mísseis de cruzeiro” ou “semi-balísticos” e não de “mísseis balísticos”.
    Na década de 60 foram desenvolvidos mísseis balísticos lançados de bombardeiros mas nunca chegaram a ser usados, eram os GAM-87 Skybolt.
    Na década de 80 pensou-se em usar o míssil Peacekeeper (MX) lançado de cargueiros C-5, mas o projeto também foi cancelado.

    Vympel,
    me desculpe o atrevimento de responder a perguntas endereçadas a você, mas não resisti. rssrsrs

  20. Além do tritium, tem o litium e o deutério, que não citei. Todos são isótopos do hidrogênio usados em bombas termonucleares.
    Hoje as bombas de fissão (bombas atômicas) estão ultrapassadas.
    As bombas nucleares modernas usam o princípio da fusão e usam uma pequena quantidade de material físsil (plutônio ou urânio) suficiente apenas para formar a massa crítica da fissão e iniciar o gatilho que irá “fundir” o hidrogênio.
    Isso permite, entre outras coisas, que haja menos radiação residual depois da explosão, ficando seus efeitos limitados à onda de choque e ao calor e à emissão de radiação instantânea (nêutrons, raios gama, etc).
    Se antes o poder explosivo de uma bomba nuclear era proporcional à quantidade de material físsil (urânio ou plutônio), nas bombas de quinta geração atuais, o poder explosivo é relativo à quantidade de isótopos de hidrogênio, variando muito pouco a quantidade de material físsil (urânio ou plutônio) para uma bomba muito potente e para uma bomba de muito baixo rendimento.

  21. Valeu mano Bosco, essa parte técnica é contigo mesmo, eu sou “infantaria” demais, rsrsr

    Valeu parceiro

  22. Bosco :
    Além do tritium, tem o litium e o deutério, que não citei. Todos são isótopos do hidrogênio usados em bombas termonucleares.
    Hoje as bombas de fissão (bombas atômicas) estão ultrapassadas.
    As bombas nucleares modernas usam o princípio da fusão e usam uma pequena quantidade de material físsil (plutônio ou urânio) suficiente apenas para formar a massa crítica da fissão e iniciar o gatilho que irá “fundir” o hidrogênio.
    Isso permite, entre outras coisas, que haja menos radiação residual depois da explosão, ficando seus efeitos limitados à onda de choque e ao calor e à emissão de radiação instantânea (nêutrons, raios gama, etc).
    Se antes o poder explosivo de uma bomba nuclear era proporcional à quantidade de material físsil (urânio ou plutônio), nas bombas de quinta geração atuais, o poder explosivo é relativo à quantidade de isótopos de hidrogênio, variando muito pouco a quantidade de material físsil (urânio ou plutônio) para uma bomba muito potente e para uma bomba de muito baixo rendimento.

    deutério é o nome do meu vizinho!

  23. Francoorp :
    Eu já achei o artigo perfeito!!
    Parabéns pelo material que nos traz… estou ainda digerindo o artigo… mas ficou realmente mostro, Excelente!!!
    E eu sonho sim com alguns ICBM’s com alcance superior aos 5000KM… creio que o Brasil com alguns similares do Peacekeeper ou do Topol-M/SS-27(11,000KM) não seria nada mal, armados com as M-88 que já conhecemos os segredos graças ao nosso técnico… que esqueci o nome!
    Fui comprar o livro dele e já não tinha mais disponível… quem sabe volta à ribalta este tema de dissuasão missilistica, e um dia poderemos fazer também, conhecimento nós jà temos, basta investir e melhorar…
    Poucos lembram do poder de dissuasão dos mísseis balísticos estratégicos, e valeu muito por ter recordado e explicado a muitos que tem não quer dizer que vai usar.
    Valeu e parabéns novamente!!
    Posso colocar esta matéria no meu Blog??

    Parabéns p materia, é Francoorp, qual o nome do livro. Sds.

  24. Muito boa matéria, parabéns.

  25. FrenchDude0,
    Good video!
    Tsar Bomba to remember who have the “biggest gun”
    kkkk

    Unfortunately it was unable to be used in case of war…

  26. Jonas,
    A tecnologia de laser para destruir mísseis balísticos na fase de impulsão ainda vai levar alguns anos para estar operacional, se é que vai ser colocada em prática devido a crise mundial.
    Mas mesmo que o ABL fique operacional ele não se presta a deter um ICBM lançado da Rússia ou da China que em geral estão em bases muito dentro do coração destes países enormes, portanto, fora do alcance do sistema que não passa de 600 km.
    O ABL foi pensado contra mísseis de “teatro”, em geral lançados de bases mais fronteiriças.
    Contra mísseis ICBM lançados da Rússia o ideal seria o uso de lasers em satélites como pensado na década de 80 no programa “Guerra nas Estrelas” do Pres. Reagan.
    Esse programa de defesa antimíssil imaginou uma constelação de satélites armados com lasers de alta energia e que no caso de lançamento de um ICBM em qualquer parte do mundo sempre haveria um ou mais satélites sobrevoando o local tempo suficiente para manter um laser projetado sobre um míssil em ascensão com os motores ligados a tempo de destruí-lo ainda sobre o território inimigo.
    Os ICBMs seriam engajados a mais de 40 km de altitude, onde a atmosfera é muito rarefeita e numa fase em que ainda havia grande quantidade de combustível que poderia fazer o míssil explodir se perfurado por um laser.
    Os que conseguissem furar essa primeira camada de defesa ainda seriam abatidos por outros satélites na fase intermediária.
    O programa não foi pra frente porque se mostrou extremamente caro, altamente complexo, pouco eficaz, com tecnologia muito avançada para a época, além de ir contra um tratado de não proliferação de armas no espaço. Pra colocar um fim de vez no programa ainda tem o fato do término da Guerra Fria onde tais programas receberam o selo de baixa prioridade.
    Já os russos idealizavam uma série de possibilidades de defesa, que ia desde aumentar a velocidade do míssil para reduzir o tempo que o mesmo fica na fase de ascensão, fazer o míssil com superfícies espelhadas, fazer o míssil girar, fazer o míssil mudar de trajetória e variar a velocidade na fase de ascensão, etc.
    Hoje, a única defesa contra um ICBM lançado pela Rússia contra o território continental dos EUA são os mísseis GBI instalados no Alaska e na Califórnia. Vale salientar que só dariam conta de um ataque limitado, e não um ataque em massa como seria de se esperar no caso de um ataque na época da URSS.
    Na verdade os mísseis antibalísticos GBI (interceptadores baseados no solo) não foram pensados tendo em vista um ataque Russo, que é capaz de lançar um ataque de saturação, e sim um ataque Chinês ou da Coréia do Norte, que seria “limitado”.
    Dentro de mais uns 3 ou 4 anos haverá uma versão do Standard SM3 (míssil antibalístico lançado de navios) lançado de terra e que poderá ser capaz de interceptar mísseis ICBM. Hoje o SM3 é eficiente apenas contra mísseis de alcance médio / intermediário.
    Especula-se que o THAAD possa vir a ter no futuro capacidade de interceptar um veículo de reentrada na fase terminal lançado por um ICBM. Em sendo verdade, ele seria desdobrado em pontos chaves do território americano para proteger alvos sensíveis, como por exemplo Washington, NY, etc.
    Já os russos ainda operam um antiquado sistema antimíssil ao redor de Moscou baseado em tecnologia dos anos 60 usando mísseis antimísseis nucleares. Dizem que ainda está operacional (?????).
    Os atuais sistemas de mísseis S-300/400 são aptos apenas a interceptar mísseis de curto alcance na fase terminal, como os Patriot PAC3.
    A futura capacidade do S-500 ainda não foi determinada mas tudo indica que será da mesma categoria do THAAD.
    Ainda não se conhece nenhum programa antibalístico russo que visa interceptar um míssil ICBM na fase intermediária.
    Um abraço.

  27. Carlos Argus:

    O Livro daquele cientista brasileiro que desvendou os segredos da ogiva W88 Yankee, lembra??

    Simulação numérica de detonações termonucleares em meios Híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação – pelo físico Dalton Ellery Girão Barroso:

    http://books.google.com.br/books?id=6bE6781f1Q8C&pg=PA9&dq=Dalton+Ellery+Gir%C3%A3o+Barroso&hl=pt-BR&ei=R6KXTInJNcP58AbzzKGZDA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCoQ6AEwAA#v=onepage&q=Dalton%20Ellery%20Gir%C3%A3o%20Barroso&f=false

  28. O q o BRASIL tem feito em termos de misseis de curto, médio e longo alcançe, quem sabe? Sds.

  29. Luiz9medeiros :FrenchDude0 ,Good video!Tsar Bomba Who Have to remember the ” biggest gun “kkkk
    Unfortunately It Was Unable to Be Used in case of war …

    Look only at Tchernobyl,Ukraine long term consequences and imagine even a weak power nuclear head starting to explode I do not know where.This will be the start of an escalation direction the return to the caverns age or some 15 billion years ago just after the Big Bang..
    Nuclear deterence were originally developed to say to the others:look!do not try to touch our vital territory!we have the means to greatly hurt you! (see Hiroshima and Nagasaki )
    Imagine Hitler and nazi Germany having survived another 2 years,they would have finished their program and not hesitated to launch every nuclear attack they could..
    There will be no winner in a nuclear war.
    Nuclear weapons are the ultimate stadium of mankind rationality .Pass this stadium and it ‘s the return to hell.
    Nuclear weapon are only made for deterrence .Not to be used.Just to say to the others:do not even try to touch our very vital interests.
    Imagine a nazi UK in 1982 and a Hitler Thatcher !she would have been ready to launch submarine nuclear head missiles on Argentina because of the Malvinas…think about that and the tragedy it would have been…

  30. O que dizer que~já não tenha sido dito! Parabénz Vimpel! Tenho um livro que o considero como sendo de cabeceira, MISSEIS E FOGUETES DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL!!! Ele já é meio antigo, indo dos progetos da Alemanha na segunda grande guerra, e chegando até o final de década de 80! Bem que poderiam lançar algo mais atualizado.
    Um abraço e uma boa semana.

  31. Amigo carlos argus…

    No final desta série, serão mostrados os desenvolvimentos nacionais a respeito do tema, espero que seja do agrado de todos.

    Muito obrigado á todos pelo interesse, camaradas.

  32. Hum dizem que a arma biologica é a mais assassina de todas, queria saber se isso é verdade e se tbm são usadas nesses tipos de misseis???
    Enquanto querem que o irã pare seu programa nuclear, obama proibiu inspeções nas instalações quimicas e biologicas dos eua que coisa democratica….
    O que quer pra sí, não quer para os outros…

  33. frenchdude0,
    “Hitler Thatcher” and “Nazi UK”, never heard with this terms before, but, I heard some rumors about an British SSBN near the territorial waters of Argentina, ready to “Do the Job” if it comes to a need…

    Besides, I really have a lot of doubts on this, because, I don’t think that the US would let anyone touch it’s background (or little garden)rs.

    Anyway, I agree, completely with you vision that nuclear deterrence exists more for deterrence than for real use, but the possibilities, and the futures that we are not able to control may put this question into a higher level…
    I really wanted to see a world without this kind of weapon, even considering the power and the technical improvements that it provide!

    Saludos Comrade!
    Vive le Bresil, Vive le France!

  34. Amigo Caetano…

    É pouco provável a utilização de armas biológicas e químicas em ogivas de mísseis balísticos intercontinentais, pois a alta velocidade que estes mísseis voam, causa grandes temperaturas na ogiva dos mesmos (arrasto aerodinâmico), causando a destruição do agente biológico ou químico pelo calor.Armas químicas e biológicas podem ser utilizadas em ogivas de mísseis de menor velocidade e desempenho, como os SRBM, MRBM e alguns IRBM.

    Felicidades..

  35. Francoorp :
    Carlos Argus:
    O Livro daquele cientista brasileiro que desvendou os segredos da ogiva W88 Yankee, lembra??
    Simulação numérica de detonações termonucleares em meios Híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação – pelo físico Dalton Ellery Girão Barroso:
    http://books.google.com.br/books?id=6bE6781f1Q8C&pg=PA9&dq=Dalton+Ellery+Gir%C3%A3o+Barroso&hl=pt-BR&ei=R6KXTInJNcP58AbzzKGZDA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCoQ6AEwAA#v=onepage&q=Dalton%20Ellery%20Gir%C3%A3o%20Barroso&f=false

    Valeu , e mt obrigado. Sds.

  36. Bosco, mas nem aqueles Boeing YAL-1 estando em alerta constante de no mínimo 24 deles no ar, espalhados pela costa são capazes de inibir?

  37. Jonnas,

    Como pode ver no link abaixo, existem muitas bases de ICBM fora do alcance do YAL-1 (máximo de 600 km).
    Não haveria como um Boeing operar impune dentro de território russo para se colocar no alcance. Necessariamente o YAL-1 tem que operar a partir de um país amigo.
    Também, devido ao grande número de bases e de ICBMs russos, seria praticamente impossível fazer uma cobertura eficiente, mesmo porque haverá apenas 6 YAL-1.
    Teoricamente são capazes de operar por 4 dias através de REVO, mas uma hora eles têm que descer.
    O YAL-1 é apenas para cenários mais limitados e contra IRBMs e mísseis de teatro.

    Um abraço.

  38. Mestre Bosco, permita-me apenas uma observação.
    COmo se não bastassem as múltiplas bases de lançamento vista no mapa o que mostra que são muitas e são difíceis de cobrir. Outra ameaça ainda mais complicadora é o das lançadoras móveis e aeotransportadas.
    Os lançadores Topol – M podem ser embarcados em aeronaves Il 76 ou equivalentes e deixados no meio de um icberg por exemplo no polo norte, de lá depois de desembarcados bastam 1 minuto para prepararem o lançamento 10 000 km é o alcance façam as contas…
    Esta ameaça dos lançadores móveis é aterrorizadora, um lançador pode ser deixado em qualquer lugar, após disparar não importa se o lançador pode ou não ser destruido, é tarde demais a coisa se complica, não adianta querer estar em todos os locais ao mesmo tempo, pois é virtualmente impossível.
    Grande abraço
    E.M.Pinto

  39. Realmente eu não sabia desta situação. Muito bem explicado! vlw!

  40. […] Parte I: Dissuasão nuclear: Mísseis balísticos […]

  41. Muito esclarecedor

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