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Projeto de usar moedas próprias entre os Brics vai ser retomado

In Geopolítica on 22/09/2010 by E.M.Pinto

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Proposta, que nunca saiu do papel, pode dar maior estabilidade às moedas dos países emergentes no comércio entre si

Jamil Chade

Diante da ameaça de uma guerra de moedas, o Brasil vai retomar o projeto de usar moedas nacionais para operações de comércio exterior com os países do Bric, grupo que reúne Rússia, China e Índia, além do próprio Brasil. A primeira tentativa será com a Rússia, e pode servir para dar maior estabilidade aos valores das moedas dos países emergentes no comércio entre si.

Para garantir a competitividade de cada economia, governos vêm dando sinais de que não hesitarão em manipular suas moedas e evitar uma sobrevalorização de algumas delas diante do dólar. O problema é que esses sinais têm afetado o setor privado diante da volatilidade do dólar. No caso do uso da moeda local, a estimativa do Brasil é de que pelo menos uma dimensão dessa volatilidade – o uso do dólar – seria superada.

Segundo o embaixador do Brasil em Moscou, Carlos Paranhos, o tema será tratado numa negociação entre os bancos centrais dos dois países no início de outubro, no Rio. “Vamos recolocar o assunto na agenda e tentar um relançamento da ideia.”

Apesar do anúncio pomposo feito há um ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos demais presidentes dos Bric sobre a utilização de moedas nacionais nas exportações, o projeto sofreu atrasos e nunca saiu do papel. Agora, a ideia é retirar o projeto da gaveta.

No caso de Moscou, a resistência veio do próprio governo, que não aceitou a proposta brasileira de que os bancos centrais atuariam como casas de compensação entre as economias. Os BCs agora vão tentar estudar outras formas de garantir a transação.

A princípio, o sistema funcionaria com exportadores russos recebendo em rublos do BC russo por bens vendidos no Brasil. O dinheiro ao BC de Moscou chegaria pelo BC brasileiro, que por sua vez receberia o dinheiro em real de um importador brasileiro. O mesmo ocorreria do lado oposto, permitindo que os BCs atuassem como caixas de compensação. Para Moscou, o uso do BC como intermediário de todas as operações não funcionaria nem seria desejável.

Impacto positivo. Para o governo brasileiro, a medida poderia ter impacto positivo para as exportações. Segundo Paranhos, 60% das exportações de carne do Brasil vão para a Rússia. Em 2008, o comércio bilateral havia atingido US$ 8 bilhões, mas caiu para pouco mais de US$ 4,5 bilhões em 2009 com a crise e com a contração da economia russa. Para 2010, Paranhos acredita que o volume de comércio volte a US$ 6 bilhões.

O uso de moedas nacionais poderia dar nova confiança ao setor privado, segundo o governo. Mas o projeto do uso da moeda nacional enfrenta problemas também com outros parceiros emergentes. Um deles é a competitividade. Setores industriais no Brasil temem que os chineses possam se aproveitar do acordo de comércio na moeda local para aumentar ainda mais suas vendas ao mercado nacional. Nos últimos anos, o Brasil vem adotando várias medidas de restrição às importações chinesas.

Outro problema é o impacto que acordos de substituição do dólar teriam para o próprio valor da moeda. Os quatro países do Bric contam com reservas de US$ 2,7 trilhões, e uma perda de credibilidade do dólar afetaria as próprias reservas.

Fonte: Estadão via CCOMSEX

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21 Respostas to “Projeto de usar moedas próprias entre os Brics vai ser retomado”

  1. se não conseguiram nem fazer moeda unica no mercosul, como vão convencer rússia, índia e CHINA???

    nem os eua conseguem mandar a china aumentar o valor da moeda deles, quem diz que brasil consegue?

  2. olha aí o papel verde, sem garantias, perdendo fôlego… eu que não quero ter minhas economias em dolar… se os gringos não recuperarem sua economia, logo as verdinhas não servirão nem como papel higiênico rsrsrsrs… o fato é que o BC americano é particular e o governo não garante o lastro da moeda… as garantias do FED é somente os papeis que o governo lhes entrega em troca da moeda (títulos)… não há lastro físico… se todos resolvessem cobrar a dívida (comprar produtos americanos com dolar) os EUA iriam a bancarrota… É FATO…

  3. BISATI ( BRASIL-South Africa-Turqui-Indonesia ) issi sim seria uma aliança emergente sem lobos e o resto vai pras cacuias.

  4. BOM TOMARA QUE CHEGUEM A UM ACORDO,MAIS AI EU QUERO VER OQ ESTADOS UNIDOS E
    EUROPA VÃO DIZER.

  5. robert!! leia a matéria corretamente e vc vai perceber q a ideia não é fazer uma moeda única para os BRIC’s, e sim abandonar o dólar como moeda principal e utilizar as moedas nacionais, tendo os Bancos Centrais de cada pais como casa de cambio!

  6. Tomara que isso não ocorra ou se ocorrer que pelo menos deixem a China de fora.
    União monetária com a China é um tiro no pé.

  7. Pois éhhh… falando em substituição de moeda, veja essa notícia de 21/10/2008.
    ==========================================================

    Nueva moneda remplazará el dólar dice locutor radial norteamericano

    Un polémico locutor radial norteamericano llamado Hal Turner está acusando al gobierno de los EEUU de preparar secretamente la aparición de un «nuevo dólar» llamado Amero. Asegura que el Departamento del Tesoro ha pasado a la etapa de acuñación masiva al grado de haber enviado muestras a China. Hal Turner afirma que ha recibido enormes presiones para que se calle, hecho que le ha costado su puesto en la radio. Entonces ha lanzado en la web un video donde muestra la nueva moneda y en donde pretende alertar al público.

    La confiable publicación europea GEAB, no. 28 (16/10/08), de LEAP/E2020 –que ha sido la más acertada en sus pronósticos sobre el tsunami financiero estadounidense, en medio de la vulgar desinformación de los multimedia anglosajones diseñados para engañar a tantos tontos, neófitos y cándidos–, se arriesga a vaticinar la “bancarrota (¡supersic!) del gobierno de Estados Unidos (EEUU) antes del verano de 2009” con el fin de “evitar pagar a sus acreedores (tenedores de los Bonos del Tesoro y las acciones de Fannie Mae y Freddie Mac, etcétera)”, lo que afectará negativamente a quienes posean “activos en dólares”.

    Durante este perturbador periodo el gobierno de EEUU instituirá un “nuevo dólar” (con el fin de “remediar el problema de la bancarrota y la masiva fuga inducida de capitales de EEUU”).

    ¿Será el clandestino amero mediante el cual EEUU garantizaría su emisión con los hidrocarburos de México y Canadá?

    A juicio de GEAB, la “bancarrota” y la emisión del “nuevo dólar” (¿el amero?) serían resultado de cinco factores:

    1. El alza artificial y antigravitatoria del dólar “es una consecuencia directa y efímera del colapso de los mercados bursátiles”. No lo dice GEAB, pero tal elevación insostenible, en vísperas de la elección presidencial en EEUU, ha servido a la “guerra financiera” global que el régimen torturador bushiano ha declarado al mundo para no desplomarse solo en su desgracia y que pretende llevarse entre las piernas a otras divisas competitivas, como el euro, y, con particular dedicatoria, al petróleo (el “síndrome Sansón”). Puntualicemos que, en este periodo de la ya inexorable decadencia y decrepitud de EU, sigue vigente la ecuación en la que el dólar y el petróleo cotizan en forma inversamente proporcional, como detectamos a partir de marzo de 2004 cuando afloró la catastrófica derrota militar de EEUU en Irak.

    2. “El euro, gracias a su reciente bautizo político, se ha vuelto un refugio seguro y creíble de valor”, así como una “alternativa frente al dólar durante la crisis”. A nuestro juicio, aquí se desprende la feroz batalla, una “guerra financiera” que no se atreve a pronunciar su nombre, que se libra entre el dólar y el euro justamente para atraer los pletóricos capitales en búsqueda de una divisa segura –que paradójicamente no abunda en el planeta–, y que se han ido a refugiar al oro y a la plata que han mantenido relativamente confiable su cotización, en espera de su inminente disparo.

    3. “La deuda pública de EEUU se ha hinchado en forma incontrolable”. A nuestro juicio y sin contar los “derivados financieros” virtuales y antigravitatorios que ascenderían a un cuatrillón, la deuda de EEUU es sencillamente impagable cuando sus “hogares” (constituidos por tres personas, de acuerdo con su usanza estadística), ingresan un promedio de 50 mil dólares al año y adeudan entre medio millón y un millón de dólares (dependiendo de quien realice los artilugios contables).

    Cuando los países serios del mundo huyen de sus tenencias en dólares (con la excepción demencial del masoquista Banco de México, en la etapa aciaga del jihadista neoliberal Ortiz Martínez, especialista en dilapidar las reservas), el gobierno de EEUU enfrenta dos opciones: elevar considerablemente los impuestos (en particular, a su insolente e insolvente plutocracia especializada en evasión fiscal) y/o imprimir más papel chatarra (“el modelo Bernanke” y su célebre “helicóptero” desde donde lo distribuiría masivamente), lo que desembocaría en una hiperinflación y un mayor desplome del dólar, lo cual tendría como único efecto benéfico solventar su deuda que sería reducida a su mínima expresión. Quizá en la fase ulterior aparezca mágicamente el “nuevo dólar” (¿el amero?).

    China ha descubierto el diabólico juego financiero bushiano que pretende desplomar el valor del “viejo dólar” para pagar menos deuda y exportar más: “EEUU continúa su objetivo de largo plazo de devaluar el dólar”, según un editorial del People’s Daily (7/10/08) que expresa que el “rescate Paulson sumerge al mundo entero en una ola fresca (sic) de crisis financieras” debido a la “inundación de papel dólar que forzará la inflación en los precios de las principales materias primas”, por lo que aconseja sabiamente la “unificación de los esfuerzos de los gobiernos para combatir la crisis financiera y empujar las reformas en los sistemas financiero y monetario internacionales con el fin de doblegar la hegemonía ejercida por los dólares en la economía mundial”. ¡De acuerdo!

    4. “El colapso en curso de la economía real (sic) de EEUU previene encontrar una solución alternativa a su bancarrota”. Además del contagio global de la toxicidad de EEUU (el país más irresponsable del mundo), aquí radica, a nuestro juicio, el mayor escollo, por lo que urge instituir un “nuevo Bretton Woods” multipolar.

    Y 5. “La única pregunta que queda es si EEUU sufrirá una fuerte inflación o una hiperinflación”.

    GEAB pone en evidencia el “desacoplamiento” entre EEUU y “Eurolandia y el resto del mundo, que parecen determinados a ejercer sus propias opciones”. ¡Ojalá! Aventura el escenario de que “Eurolandia, Asia y los productores de petróleo, así como los ciudadanos de EEUU, descubrirán una mañana del verano de 2009 que, después de un largo fin de semana o un receso bancario en EEUU, sus Bonos del Tesoro y sus dólares solamente valen 10 por ciento (¡supersic!) de su valor debido a que un nuevo dólar ha sido impuesto”. Advierte contra la insanidad de invertir en EEUU en instrumentos en dólares, cuando la Bolsa de Valores de Nueva York (NYSE, por sus siglas en inglés) revisó recientemente todos sus umbrales de circuitos electrónicos como resultado del colapso de las cotizaciones (NYSE/Euronext, 30/09/08).

    Llama poderosamente la atención la coincidencia del recalentamiento del proyecto del amero: la divisa común tripartita entre EEUU, Canadá y México presuntamente acordada en forma secreta por Baby Bush, el premier Paul Martin y el locuaz Fox en Waco (Texas) el 23 de marzo de 2005, como extensión del TLCAN y el ASPAN (Drake Bennett, IHT, 25/11/07) –a los que habría que agregar la implementación de la Iniciativa Mérida (Plan Colombia) y el proyecto de incorporación de México al Comando Norte y a la Defensa Nuclear en el Espacio de América del Norte (NORAD, por sus siglas en inglés), con bendición calderonista-beltronista.

    El diseño del amero fue realizado por Daniel Carr, mientras el polémico Hal Turner, anterior locutor de radio despedido de su puesto, asevera en un video público que el Departamento del Tesoro ha pasado a la etapa de acuñación masiva al grado de haber enviado algunas muestras a China (Youtube.com, 9/10/08).

    ¿Los hidrocarburos de México y Canadá para rescatar de su bancarrota a EEUU y a su “viejo dólar” mediante el amero?

    FONTE: http://www.voltairenet.org:80/article158388.html

  8. Roberto_mg_bh :
    Pois éhhh… falando em substituição de moeda, veja essa notícia de 21/10/2008.
    ==========================================================<

    po cara, to com preguiça de ler tudo, dá uma resumida

  9. Fala sério, mais fácil haver um contato extra-terrestre!

  10. Galileu :
    Fala sério, mais fácil haver um contato extra-terrestre!

    =====================================

    Também era inimaginável a derrocada da URSS. E quem diria a três anos atrás que os EUA estaria com as pernas bambas inclinado rumo ao chão???

  11. Desculpem, mas nao entendi.
    Estamos falando de uma nova moeda?
    Ou de apenas transações e compras com as moedas dos paises do Bric?

  12. tudo indica que o velho ato de usar o OURO como moeda franca e padrão, entre os países ,será uma das alternativas atraente.

  13. Sim uma nova moeda, basicamente quem tem dinheiro em caixa em Dollar perdera valor, pois, a nova moeda se chamara AMERO, e sera relativo ao NAFTA, Mexico, Canada, EUA, ou seja ai o Mexico ja era de vez e os países como Brasil se dão mal, pois, tem muito Dollar como caixa, não é a toa que o Brasil vem tentando se livrar dele…

    E so mais uma jogada dos banqueiros Americanos. E mais uma vez o pobres pagaram.

  14. robert :
    se não conseguiram nem fazer moeda unica no mercosul, como vão convencer rússia, índia e CHINA???
    nem os eua conseguem mandar a china aumentar o valor da moeda deles, quem diz que brasil consegue?

    Espero q essa idéia avance e seja abraçada pelos BRICs, MercoSul, os EUA vai se findar bem + rápido, se isso ocorrer.Sds.

  15. E a moeda BRIC no cambio tera o valor fundamentado em qual?Claro que deve ser no Ien e se não for duvido que eles aceitem e que va afrente…Gostando ou não gostando a prospecção do Ien substituir o Dolar como moeda global ja existe muito antes de se pensar em BRIC e de India e Brasil serem alguma coisa na vida.Com o Real valorizado ante um possivel acordo a India talvez seria a mais prejudicada.

  16. 1maluquinho :
    E a moeda BRIC no cambio tera o valor fundamentado em qual?Claro que deve ser no Ien e se não for duvido que eles aceitem e que va afrente…Gostando ou não gostando a prospecção do Ien substituir o Dolar como moeda global ja existe muito antes de se pensar em BRIC e de India e Brasil serem alguma coisa na vida.Com o Real valorizado ante um possivel acordo a India talvez seria a mais prejudicada.

    Amigão,…você disse ien ( Japão ),BRIC…;Japão…????

  17. Que idéia fantástica! Minará a economia dos desenvolvidos ( ricos falidos), obrigando-os à baixarem a guarda. Será esta uma forma de sair da armadilha? Ou mais uma arapuca armada? No atual momento não vejo problemas. O fato é que temos de fugir do dolar e do euro.

  18. mais se tiver que passar pelos BC de cada país… acaba com as propinas / hiper faturamento … assim não pode…hahahaha.. ainda mais russia..rsrsrs

  19. lucena :

    1maluquinho :
    E a moeda BRIC no cambio tera o valor fundamentado em qual?Claro que deve ser no Ien e se não for duvido que eles aceitem e que va afrente…Gostando ou não gostando a prospecção do Ien substituir o Dolar como moeda global ja existe muito antes de se pensar em BRIC e de India e Brasil serem alguma coisa na vida.Com o Real valorizado ante um possivel acordo a India talvez seria a mais prejudicada.

    Amigão,…você disse ien ( Japão ),BRIC…;Japão…????

    Desculpa amigão erreio buraco IUAN…Afinal ambos comem de palitinhos,andam com passinhos curtos e apressados e riem assim hi hi hi hi hi

  20. Não sei se é verdade, mas eu assisti uma reportagem que um dos fatores que motivou a guerra do Iraque, foi além do acesso as reservas petrolíferas, a intenção do governo iraquiano à época, de converter o programa petróleo por comida em euros e abandonar o dólar, na época seria catastrófico para o Estados Unidos da América, se alguém tem mais alguma informação, abraço a todos.

  21. DEIXEM COMO ESTA,CRIEM NOSSO PROPRIO FORTE NOX,SEI LA O NOME CERTO E GUARDEM OURO,ASSIM SEM VALORIZAR NOSSA MOEDA TEREMOS RESERVA CAMBIAIS, QUE TAL CONVERTER NOSSOS DOLARES NA SUICA E ONDE MAIS TIVER EM OURO E GUARDAR NESTE COFRINHO,CONSTRUIRIA-MOS ALGUNS QUARTEIS EM CIMA DELE,DEIXARIA-MOS OS YANKES AFUNDAREM SOZINHOS ,LEVARIA-MOS NOSSA VIDINHA SEM ENCRENCA,CRESCERIA-MOS 10% AO ANO QUEM SABE 15% AO ANO E EM 2015 NAO SERIA-MOS A QUINTA MAS SIM A TERCEIRA ECONOMIA MUNDIAL,TALVES A SEGUNDA OU ATE A PRIMEIRA QUE LINDO SERIA.SONHAR E BOM ,MAS QUEM SABE,SO DEUS.

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