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BRICs discutem moção a favor do Irã na ONU

In Conflitos, Geopolítica on 23/09/2010 by E.M.Pinto

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Brasil, Rússia, Índia e China estão discutindo a apresentação de uma resolução contrária às sanções unilaterais ao Irã, que ocorreria durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, revelou nesta quarta-feira o chanceler brasileiro, Celso Amorim.

“Foi uma sugestão da Rússia. São várias resoluções (em debate) e esta é uma delas”, disse Amorim à imprensa à margem da cúpula sobre as Metas do Milênio, nas Nações Unidas.

“A ideia de sanções unilaterais e de ingerência, especialmente em relação às questões que estão sendo tratadas pelo Conselho de Segurança, não nos agrada”, acrescentou Amorim.

“Ao Brasil não parecem oportunas as sanções contra o Irã, mas foram acatadas porque são sanções multilaterais, que têm base legal”, destacou Amorim sobre as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança há três meses.

Mas a resolução 1929 deixa aberta a possibilidade aos membros da ONU para reforçar as sanções caso estimem necessário.

As grandes potências mundiais (Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha) propuseram hoje ao Irã voltar à mesa de negociações.

O chanceler brasileiro se reuniu hoje com o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, à margem da cúpula sobre as Metas do Milênio. O encontro durou cerca de trinta minutos, constatou a imprensa.

“O presidente iraniano aprecia nossa sinceridade, nosso desejo de trabalhar pela paz”, disse Amorim ao final do encontro com Ahmadinejad.

Nota do Editor:

Mais será o benedito???

E.M.Pinto

Fonte: AFP via Geopolítica Brasil

24 Respostas to “BRICs discutem moção a favor do Irã na ONU”

  1. Tinta minutos! Só deu tempo pra dar um oi e perguntar sobre o clima do iran…

    Espero que saia alguma coisa boa…

  2. a russia faz isso pra vender armas legalmente pro irã.

    como eles sabem que o brasil teve que “engolir” o que eua mandou, eles tão usando o brasil agora.

    vai depender da china e da india agora.

  3. mais uma vez digo sobre a nova ordem mundial, e que paises como estados unidos, israel e paises membros da uniao europeia estao em declinio e nao querem aceitar isso de jeito nenhum (normal).

  4. robert :
    a russia faz isso pra vender armas legalmente pro irã.
    como eles sabem que o brasil teve que “engolir” o que eua mandou, eles tão usando o brasil agora.
    vai depender da china e da india agora.

    Vai depender da China e dos próprios Rússos, eles q tem poders de veto. São uns enrolões.Sds.

  5. O fato é que desde a invasão do Iraque, quando o EUA ainda estava bêbado de euforia coma queda da URSS e achava que era o fim da história, que eram os donos do mundo… As coisas já mudaram e entraram novos atores no palco, para contracenar com os antigos que ainda estão na ribalta, más não mais sozinhos…

  6. Me alinho ao editor: Mas será o Benedito! O Brasil não se cansa de fazer papel de otário útil para os interesses iranianos. Não bastasse nosso presidente fazer seu costumeiro papel de Neville Chamberlain, agora embarca nessa enrolação cosmética orquestrada por Rússia e China para não ficarem tão ruim na fita e preservarem seus interesses econômicos no Irã.

  7. 30 minutos, certo, e olha que fizeram um break para um cafezinho, e um chá verde no caso do chinês. (a vodka e a caipirinha está dentro do horário da reunião).
    E olha que tem que reduzir esses 30 à mitade, porque tem um tempo de traduição!
    Foi só dar um ‘ói!’ e aí o chinês falou ‘níhau!’ e tá, bagunçou tudo, aí já ninguém entendeu e quando quiseram ir ao ponto já era hora de ir embora.

    Olha os Brics cara! Desafiando à águia!
    E agora jusé!? não era que os Brics era só invento da Goldman ‘Sucks’? kkkkk

    Acho que os que tiveram que engolir foram o panda e o urso, o jaguar e o turco assinaram sob protesto.
    Pois é Leonardo, parece a história pariu uma Nova Ordem Mundial diferente da que o Bush pensava. Eu tô começando gostar da Novus Ordo Mundi.

  8. hms_tireless :
    O Brasil não se cansa de fazer papel de otário útil para os interesses iranianos. Não bastasse nosso presidente fazer seu costumeiro papel de Neville Chamberlain, agora embarca nessa enrolação cosmética orquestrada por Rússia e China para não ficarem tão ruim na fita e preservarem seus interesses econômicos no Irã.

    Discordo, o Brasil fez bem antes e está fazendo bem agora, e prova disso é que o numero de interessados diretamente no caso Irã aumentou, com os sócios de peso desta vez a coisa pode ficar muito mais quente no teatrinho das vaidades chamada ONU.

    o Rússia diz que não vai mais fornecer os S-300, mas depois vem com este papo de se unir aos outros países do BRIC a favor do Irá… essa estória ta mais confusa que novela da Grobo… estou achando que estão querendo derrubar a deliberação da ONU que impôs estas últimas sanções… a Rússia pode fazer, e para isso basta a assinatura de dois membros do conselho de segurança, mesmo rotativos, e o Brasil é membro rotativa, a China tem poder de veto assim como a Rússia, e a Índia o ano que vem entra no conselho de forma rotativa, será a 1° que os quatro se reúnem no conselho de segurança da ONU depois que inventaram esta história de BRIC… e creio que se farão sentir, e os USA e Aliados deveram tratar ou aceitar algumas deliberações destes 4 aliados países ai… e vemos que o caso Irã está em evidência!

    “los quattro amigos” juntos no conselho de segurança da ONU terão voz ativa e clara, e o mundo vai ter que escutar!

    Entendo que é ano de eleição,mas colocar isso em todos em todos os posts creio seja de profundo mau gosto.

  9. Otario? Faz uma simulação na sua cabeça, o que vai acontecer com a Amazônia azul Brasileira se houver ataques nuclear contra o Irã? Você acha que da para vender ou manipular petróleo contaminado, com irradiação nuclear? O petróleo não pode nem ser aquecido, pode interdita a refinaria por uns 60 anos.

    A unica coisa que o Brasil pode fazer para evitar que virem os olhos para a Amazônia azul é fazer qualquer coisa que dificulte a guerra contra o Irã, inclui-se ai juntar os BRICs, cada um com a desculpa do que perde para ajudar.

    O governo Brasileiro não esta nesse rolo para aparecer, mas, sim para defender o nosso futuro.

    hms_tireless :
    Me alinho ao editor: Mas será o Benedito! O Brasil não se cansa de fazer papel de otário útil para os interesses iranianos. Não bastasse nosso presidente fazer seu costumeiro papel de Neville Chamberlain, agora embarca nessa enrolação cosmética orquestrada por Rússia e China para não ficarem tão ruim na fita e preservarem seus interesses econômicos no Irã.

  10. O Brasil, ao defender os interesses do Irã, está defendendo seus próprios interesses (apesar do que vimos ultimamente com nossos vizinhos no âmbito do Foro de São Paulo)…

    Quando apoiamos o Irã em seu enriquecimento de urânio a 20%, estamos defendendo NOSSO direito de enriquecer urânio a 20%. Se o futuro SN-BR funcionar com urânio a 20%, ótimo, senão, rasga-se essa m3rd@ de TNP e enriquece-se urânio a 80 ou 90% para seu usado como combustível nuclear…

    O que não aceito, de forma alguma, é o tratamento de dois pesos e duas medidas que tanto os EUA quanto a ONU dão a Israel, Índia e Paquistão, que sabidamente possuem arsenais nucleares e contam com acordos “polpudos” com os EUA, inclusive na área nuclear (caso da China), o que é proibido pelo TNP (aliás, o qual os EUA não ratificaram até hoje)…

    “Faça o que eu digo, não faça o que faço”…

  11. Correção. Onde se lê:

    “inclusive na área nuclear (caso da China),”

    Leia-se:

    “inclusive na área nuclear (caso da Índia),”

    Abraço.

  12. concordo Edu

  13. Francoorp :

    hms_tireless :O Brasil não se cansa de fazer papel de otário útil para os interesses iranianos. Não bastasse nosso presidente fazer seu costumeiro papel de Neville Chamberlain, agora embarca nessa enrolação cosmética orquestrada por Rússia e China para não ficarem tão ruim na fita e preservarem seus interesses econômicos no Irã.

    Discordo, o Brasil fez bem antes e está fazendo bem agora, e prova disso é que o numero de interessados diretamente no caso Irã aumentou, com os sócios de peso desta vez a coisa pode ficar muito mais quente no teatrinho das vaidades chamada ONU.
    o Rússia diz que não vai mais fornecer os S-300, mas depois vem com este papo de se unir aos outros países do BRIC a favor do Irá… essa estória ta mais confusa que novela da Grobo… estou achando que estão querendo derrubar a deliberação da ONU que impôs estas últimas sanções… a Rússia pode fazer, e para isso basta a assinatura de dois membros do conselho de segurança, mesmo rotativos, e o Brasil é membro rotativa, a China tem poder de veto assim como a Rússia, e a Índia o ano que vem entra no conselho de forma rotativa, será a 1° que os quatro se reúnem no conselho de segurança da ONU depois que inventaram esta história de BRIC… e creio que se farão sentir, e os USA e Aliados deveram tratar ou aceitar algumas deliberações destes 4 aliados países ai… e vemos que o caso Irã está em evidência!
    “los quattro amigos” juntos no conselho de segurança da ONU terão voz ativa e clara, e o mundo vai ter que escutar!
    Entendo que é ano de eleição,mas colocar isso em todos em todos os posts creio seja de profundo mau gosto.

    Dscordo mas com o perdão da palavra isso é um raciocínio um tanto quanto terceiro-undista. É evidente que o regime fascista de Teerã procura ganhar tempo para enriquecer a maior quantidade possível de urânio, e o Brasil exercendo seu papel de idiota útil apenas colabora para o sucesso do intento iraniano. Caso alguns não tenha percebido o Irã possui um projeto de tornar-se país hegemônico no O.M e, seguindo a clássica cartilha de regimes fascistas quando querem se armar, elegeu um “inimigo externo”, no caso Israel. Como supostamente Israel possui armas nucleares (apesar de nunca comprovado), a teocracia medieval iraniana mente, engana e camufla com o fim de alcançar a bomba. Tal e qual Hitler o fez quando rearmou a Alemanha.

  14. A rússia joga muito bem esse jogo. Concorda com o gigante falido e na hora do vamo ver faz tudo ao contrário, igual os EUA. =]

    Agora como disse nosso amigo de cima, também estou gostando dessa nova ordem mundial a lá Irã, Brasil, China, Russia…

  15. Edu Nicácio
    23/09/2010 às 17:45 | #10

    “O Brasil, ao defender os interesses do Irã, está defendendo seus próprios interesses…”
    ——————-
    Concordo e acrescento:

    Além de defender seus interesses geopolíticos/estratégicos, o Brasil ao defender o que no caso entendo, como sendo um tratamento justo em relação ao Iran, ganha a simpatia e empatia de muitos países, na verdade, da maioria dos países fora do eixo EUA/OTAN/Israel…

    E isto se traduz em visibilidade e em muitas portas se abrindo, criando oportunidades de negócios e parcerias em diversas nações do mundo, especiamente na Africa/Oriente Médio.

    A matéria abaixo é um exemplo dos efeitos da política externa brasileira do Governo Lula:
    ……………………………..

    23/09/2010 – 17:16 | Agência de Notícias Brasil-Árabe | São Paulo

    Empresas brasileiras deveriam se internacionalizar e procurar embaixadas, diz ministro do Desenvolvimento
    .

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse, em entrevista à ANBA, que são muitas as oportunidades de negócios para as empresas brasileiras na Argélia e em Omã, países que ele visitou na semana passada à frente de uma delegação empresarial.

    O governo argelino, por exemplo, apresentou um plano de investimentos de 286 bilhões de dólares para os próximos cinco anos. “Tem muita coisa, tem muita obra sendo feita. Não só obras, há possibilidades de cooperação em muitas áreas para as pequenas e médias empresas. Eles (os argelinos) vão fazer qualificação profissional, vão construir escolas, universidades. Isso tudo, fora a área de infraestrutura, como estradas, barragens, portos”, afirmou o ministro.
    .
    Jorge foi recebido por diversos ministros argelinos e omanis e pelo presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika. “Ele [Bouteflika] demonstrou mesmo um enorme interesse e um enorme carinho pelo Brasil”, declarou Jorge. O ministro destacou ainda que “há um grande interesse do governo de Omã nas empresas brasileiras”. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
    ,

    ANBA – O senhor foi recebido por diversos ministros árabes, inclusive pelo presidente Bouteflika. Quais foram os principais assuntos discutidos?

    Miguel Jorge – Nessa missão, nós tínhamos que resolver uma questão específica de responsabilidade do ministro da Agricultura [da Argélia], mas nem foi preciso tratar com o ministro, pois o assunto, a questão do impasse nas exportações do frango processado, foi resolvido diretamente com o pessoal da área técnica. Mesmo assim, houve uma reunião longa com o ministro da agricultura. Nós o convidamos para ir ao Brasil, para ele conhecer as experiências, principalmente ligadas ao Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento). Na Argélia, o que aconteceu foi um fato que não é comum, mas da maior relevância, que foi o presidente [Abdelaziz Bouteflika] ter ficado três horas com a gente. Isso é uma coisa realmente surpreendente.

    Como foi o encontro com o presidente?

    Ele se mostrou uma pessoa altamente informada sobre vários assuntos, inclusive sobre o Brasil, sobre a Amazônia. Ele demonstrou interesse especial em falar sobre a Amazônia. Falou sobre livros do Lévi-Strauss [antropólogo e filósofo francês], que ele leu contando detalhes sobre ciência e antropologia. Ele perguntou muito sobre os nossos vizinhos, principalmente o [presidente da Venezuela Hugo] Chávez e [presidente da Bolívia Evo] Morales.

    Ele falou sobre a relação deles com o [presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva]. Depois ele falou muito sobre Cuba, sobre a situação econômica, sobre o fato das 500 mil pessoas saírem do serviço público. Ele ficou muito interessado na questão do porto que o Brasil está construindo em Cuba. Depois ele pediu que os [seus] ministros solicitassem informações mais detalhadas do projeto do porto. Foi uma conversa muito interessante. Ele lembra muito bem de fatos passados, quando muitos brasileiros se refugiaram na embaixada da Argélia, e muitos brasileiros viveram na Argélia durante anos como refugiados políticos.

    O presidente chegou a falar sobre áreas de interesse para cooperação e investimentos entre os dois países?

    O presidente falou muito de agricultura. Também falamos sobre a exploração de petróleo em águas ultra profundas. Explicamos a ele como foi essa coisa da descoberta [do pré-sal], da profundidade. E ele ficou muito impressionado que a Petrobras consegue tirar petróleo a mais de 100 quilômetros de profundidade. Depois falamos sobre a questão do etanol, da Amazônia. A discussão sobre a Amazônia foi exatamente em função disso, de que a nossa produção agrícola está muito longe da Amazônia, quer dizer, não passa por lá.

    Como nós temos hoje grande produção de grãos e produção de etanol, ele ficou muito impressionado. Destacamos que hoje nós consumimos mais etanol no Brasil do que gasolina. O que ele demonstrou mesmo foi um enorme interesse e um enorme carinho pelo país. Ficou muito feliz, perguntou sobre futebol, pediu para que nós mandássemos um técnico de futebol para a Argélia, porque eles demitiram o técnico de futebol. Aí eu falei: “Mas presidente, nós também demitimos o nosso”.

    O governo da Argélia anunciou um plano de investimentos de 286 bilhões de dólares. Como as empresas brasileiras poderão ser beneficiadas?

    Tem muita coisa, tem muita obra sendo feita. Não só obras, há possibilidades de cooperação em muitas áreas para a pequena e média empresa. Eles vão fazer qualificação profissional, vão construir escolas, universidades, vão construir escolas técnicas também. Isso tudo, fora a área de infraestrutura, como estradas, barragens, portos. Tem muita possibilidade de participação para as nossas empresas, que já têm uma participação no Norte da África importante.

    E no caso de Omã? Quais os principais setores de interesse?

    Há um grande interesse do governo de Omã nas empresas brasileiras. Houve um pedido específico para que a missão que estava indo para a Argélia fosse à Omã, que é um país pequeno, mas que tem uma atuação muito forte em algumas áreas. Eles também têm um plano de investimentos em infraestrutura. A nossa Vale tem um investimento enorme lá, de cerca de 1,3 bilhão de dólares no porto de Sohar. Eles compraram a participação numa empresa omani de pelotas [de minério de ferro] e estão estudando alguns investimentos com a companhia petrolífera de Omã, com possibilidade de investimentos conjunto em países africanos, como Moçambique e Angola.

    Tem também uma empresa de engenharia que participou da missão, a Fidens, que tem duas concorrências importantes no país. São dois projetos grandes, um de 400 milhões de dólares e o outro de 1,5 bilhão de dólares. E a Embraer está participando de uma licitação para a venda de aviões de patrulha marítima. São aqueles aviões que têm uma barriga enorme, onde vão todos os equipamentos para encontrar navios no mar, para procura e salvamento de barcos. Essa é uma licitação que deve sair nos próximos dois ou três meses.

    Em novembro haverá mais uma missão para os países árabes?

    Nós vamos para Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Catar e Síria. Essa será a última missão grande do ano de 2010. Teremos mais umas quatro ou cinco missões menores com secretários e vice-ministros. Fora as que os outros ministérios farão. O ministro [da Defesa Nelson] Jobim, por exemplo, está na China agora.

    Qual a importância dos países do Oriente e Médio e Norte da África para o Brasil em termos de oportunidades de parcerias e investimentos?

    As empresas brasileiras já têm como foco três áreas importantes. Uma é a América Latina, que é a mais óbvia, a mais próxima e a mais fácil de operar. Até porque a maioria das empresas já tem algo na América Latina. No caso da África, apenas nos últimos quatro ou cinco anos, só com essa atuação do presidente Lula, é que as empresas acordaram para a África. Só havia umas duas ou três empresas operando na África, agora você tem várias. Os países árabes são difíceis por causa da distância, mas são também um foco interessante para essas empresas.

    O senhor afirma isso em função das oportunidades que esse mercado oferece?

    Pelas oportunidades e porque nós consideramos, com muita evidência, o fato de que as empresas brasileiras deveriam se internacionalizar. Então nós estamos hoje [no mercado externo] como nunca estivemos antes, se considerarmos os últimos oito anos. Há empresas na área de construção civil que historicamente começaram esse processo. A Odebrecht está há trinta anos em Angola.

    Nós temos empresas de alimentos que deixaram de ser importadoras e passaram e ser exportadoras. Tinham lá uns entrepostos de distribuição e começaram a atuar nos países, começaram a comprar empresas locais.

    Uma das empresas que está aí [na missão], a [construtora] Queiroz Galvão, há três anos eles não tinham nada na região. Nesse período, mais de 10% do faturamento deles já é com a África. É um avanço incrível.

    E qual tem sido o caminho para garantir a abertura de portas para as empresas brasileiras no exterior?

    Muitas dessas empresas estão fazendo parcerias. É aquela história: os inimigos são os outros. Isso ajuda a divulgar a “marca Brasil”. Um fator fundamental, que eu acho que teve um a mudança visível nos últimos anos, é o engajamento do Ministério das Relações Exteriores, via não só o ministério, como os embaixadores brasileiros.

    Basta ver como foram esses últimos encontros. Ele (embaixador) que organiza os encontros, ele que pressiona, ele participa de tudo com a gente, abre caminho para as empresas. As empresas aprenderam que elas podem procurar o embaixador, que ele é uma ferramenta para elas no país. Ele está disposto a trabalhar porque, para ele, isso também é importante. Há alguns anos não havia demanda de empresas nas embaixadas. Quando as empresas foram, eles estavam lá para ajudar e têm respondido de maneira espetacular.

  16. Eu fico chocado com o palavriado desrespeitoso como tratam a República Federativa do Brasil, OTÁRIO, puxa vida, espero que o Brasil nunca seja ameaçado por outro país, porque se depender de pessoas que entregam o Brasil no primeiro desafio que ele enfrenta na ONU, estaremos perdidos e teremos que nos rebaixar a qualquer ingerência estrangeira, cada um tem a sua história mas o que não podemos é levar nossas mágoas pessoais e achar que o Brasil deve ser tratado com tantos desdem, infelismente isso acontece as vezes

    hms_tireless :Me alinho ao editor: Mas será o Benedito! O Brasil não se cansa de fazer papel de otário útil para os interesses iranianos. Não bastasse nosso presidente fazer seu costumeiro papel de Neville Chamberlain, agora embarca nessa enrolação cosmética orquestrada por Rússia e China para não ficarem tão ruim na fita e preservarem seus interesses econômicos no Irã.

  17. Olha amigo SemPneus, acorda, o Hitler morreu há muito.
    Acusar de fascista ao Irã? Só um israelense pode falar assim.

    Acusar ao Brasil de “otário”? hummmm, não vai conseguir amigos num blog de defesa, piorou no segundo comentário com isso de “seu papel de idiota útil” referido também ao Brasil.
    A política exterior do Celso demonstrou-se correta, e não coisa de um doido que estava isolando o Brasil.
    A mídia falou mil vezes do isolamento do Brasil, etc etc, mas, agora a política de diálogo com o Irã parece que é apoiada também por os outros 3 brics.
    Se ferraram a Hillary, Obama e Israel.
    Nada contra os States ou Israel (parceiros nossos), só que os demais países do OCIDENTE temos sempre que defender as políticas extremistas que eles praticam. É cansativo.
    Um novo paradigma nas relações internacionais já aparece no horizonte, baseado no respeito entre as nações e não na velha política de mentir para justificar invasões e roubo a países pequenos (Grenada Panamá Guatemala etc) ou entregados pelos próprios governos (Iraque).

  18. “E ele ficou muito impressionado que a Petrobras consegue tirar petróleo a mais de 100 quilômetros de profundidade.”
    Eu também fiquei muito impressionado!
    A essa profundidade se existisse petróleo daria para fritar até ovos petrificados!
    100km é muito, melhor não seguir mais pra abaixo porque vão terminar no inferno.

  19. ahhh não é SemPneus, me desculpa, rsrs, é um navio: o “HMS Incansável” kkk
    coitada Inglaterra GDP:2bi ExtDebt:9bi

  20. Palavras do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge:

    “E a Embraer está participando de uma licitação (Em Omã) para a venda de aviões de patrulha marítima. São aqueles aviões que têm uma barriga enorme, onde vão todos os equipamentos para encontrar navios no mar, para procura e salvamento de barcos. Essa é uma licitação que deve sair nos próximos dois ou três meses.”

    *(extraído do texto no comentário #15, que postei acima…)

    Alguém tem informação sobre o assunto?

    A Embraer está participando desta licitação com o R-99B ? Será com uma versão P-99 ?

    Ou seria com uma futura versão do KC-390 -> P-390?

  21. Inglaterra GDP:2tri ExtDebt:9tri
    Muito boa a matéria Wi, são notícias que a mídia não publica.

  22. É Milton,

    estas informações na mídia impressa , talvez no Valor Econômico saia , no resto são solenemente ignoradas ( escondidas mesmo…)

    Más fiquei curioso com esta licitação para aviões de patrulha marítima que a Embraer está participando…

  23. Claudio :Eu fico chocado com o palavriado desrespeitoso como tratam a República Federativa do Brasil, OTÁRIO, puxa vida, espero que o Brasil nunca seja ameaçado por outro país, porque se depender de pessoas que entregam o Brasil no primeiro desafio que ele enfrenta na ONU, estaremos perdidos e teremos que nos rebaixar a qualquer ingerência estrangeira, cada um tem a sua história mas o que não podemos é levar nossas mágoas pessoais e achar que o Brasil deve ser tratado com tantos desdem, infelismente isso acontece as vezes

    hms_tireless :Me alinho ao editor: Mas será o Benedito! O Brasil não se cansa de fazer papel de otário útil para os interesses iranianos. Não bastasse nosso presidente fazer seu costumeiro papel de Neville Chamberlain, agora embarca nessa enrolação cosmética orquestrada por Rússia e China para não ficarem tão ruim na fita e preservarem seus interesses econômicos no Irã.

    Claudio, vc acertou em cheio! Bing!!!!!
    É impressionante como tem pessoas, que só conseguem abrir a boca para falar mal do país. Porque, aqui nada presta, é tudo terceiro-mundista, ninguém sabe de nada sobre nada ou fazer nada, e assim vai…. pois, o bom, o que presta, os que sabem fazer alguma coisa, os “iluminados”, sempre são os do mundo desenvolvido, mas aqui no nosso país não mesmo.
    O pior é que são pessoas assim, que ainda tem a coragem de se dizerem “nacionalistas”.
    Lamentável!

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