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Brasil larga na vanguarda do plástico verde

In Ciência, Negócios e serviços, tecnologia on 24/09/2010 by E.M.Pinto

Clique na imagem para acessar ao infográfico que demonstra a produção do plástico verde.

Gustavo Poloni, iG São Paulo

Braskem inaugura fábrica de R$ 500 milhões de resina obtida da cana-de-açúcar; infográfico mostra como funciona a produção.

Alguns anos atrás, o Brasil assumiu a liderança do mercado mundial de biocombustíveis com a cana-de-açúcar, matéria-prima mais eficiente e barata na produção de etanol. A tecnologia fez com que o modelo brasileiro fosse estudado em todo o mundo. A partir desta sexta-feira, a planta vai colocar o País mais uma vez em destaque, só que desta vez com um novo produto: o plástico verde.

A petroquímica Braskem vai inaugurar oficialmente nesta sexta-feira no polo de Triunfo, no Rio Grande do Sul, uma fábrica com capacidade para produzir 200 mil toneladas de resina plástica feito a partir da cana-de-açúcar. “O plástico verde vai colocar o Brasil numa posição privilegiada no mercado”, disse José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). “Vamos oferecer plástico comum, feito com combustível fóssil, e plástico verde, produzido a partir de cana-de-açúcar”.

O plástico verde da Braskem tem a aparência e as propriedades de um polietileno comum. Ele pode ser usado na fabricação de qualquer produto que usa esse tipo de polímero: frascos, embalagens, sacolas, peças de automóveis e móveis. A semelhança é tão grande que, para diferenciá-lo, a empresa vai colocar um selo onde se lê “I’m Green” (Sou Verde, em inglês).

A diferença do plástico verde está no processo produtivo, que usa uma fonte de energia renovável para produzir o gás eteno. Num primeiro momento, a capacidade de produção será modesta: apenas 3% do total de polímeros feitos pela Braskem. “É um mercado jovem, mas muito promissor”, afirmou Ruy Chammas, vice-presidente da unidade de polímeros da empresa. “O tema sustentabilidade tem um apelo muito grande”.

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A Braskem não divulga o valor do plástico verde. Mas estima-se que o preço do produto seja até 30% maior do que o convencional. “É como comparar uma BMW com um Uno”, disse Chammas. “São produtos muito semelhantes, mas com conceito completamente diferente”. Apesar do preço mais salgado, dois terços da produção da nova fábrica já estão vendidos. Cerca de 70% terá como destino o exterior, principalmente Estados Unidos, Europa e Japão.

Segundo a Braskem, companhias como Natura, Tetra Pak, Procter & Gamble e Johnson & Johnson já fizeram encomenda do material. “A Braskem vai focar em nichos de mercado com produtos de alto valor agregado, que têm na sustentabilidade um diferencial competitivo”, disse Coelho, da Abiplast. “Em indústrias como a de alimentos, a diferença de centavos faz a diferença na hora de fazer a compra”.

Resíduos ambientais

Foto: Getty Images

Qual é verde e qual não é?: petroquímica cria selo para distinguuir um do outro

Apesar do selo verde, o novo plástico da Braskem não resolve um problema antigo: o lixo produzido pela indústria que emporcalha rios, oceanos e a natureza em geral. Isso porque o produto é feito a partir de uma fonte de energia renovável, mas não significa que é biodegradável. Ou seja, se ele for jogado na natureza vai demorar o mesmo número de anos para se degradar do que o plástico convencional.

Apesar de reconhecer que o tema é importante, a Braskem acha que é preciso mudar outra coisa. “Uma coisa que tem de mudar é a educação da pessoa”, disse Chammas. “Não é o plástico que vai mudar a consciência das pessoas”. Segundo a empresa, o novo plástico pode ser reciclado como outro plástico qualquer: é moído e passa por um processo químico para gerar mais plástico ou é queimado para gerar energia elétrica. “Não adianta ter um produto biodegradável, que vai virar CO², água e desperdiçar energia na natureza”, disse o executivo da Braskem.

A ideia de produzir um plástico verde surgiu com a demanda de clientes. A empresa resolveu investir cerca de US$ 5 milhões em pesquisas. Durante os trabalhos, a empresa percebeu que havia uma demanda de 600 mil toneladas por ano do produto – ou três vezes mais do que a capacidade atual da empresa. O anúncio da fábrica aconteceu há quase três anos pelo então presidente da companhia, José Carlos Grubisich, e fez sucesso quando foi apresentado numa feira de polímeros, realizada na Alemanha. É o maior projeto da inovação da Braskem comandada hoje pelo engenheiro Bernardo Gradin.

Ao todo, a Braskem investiu R$ 500 milhões no projeto. No mercado, há pessoas que acreditam que a petroquímica já está pensando numa segunda fábrica de plástico verde. A empresa não comenta o assunto, mas admite a chance de fazer outros polímeros verdes, como o polipropileno (usado em peças) e o PVC (encontrado tubos e conexões hidráulicas). “Provavelmente teremos outras unidades, além de novos produtos”, afirmou o vice-presidente de petroquímicos da companhia, Manoel Carnaúba.

Fonte: Último Segundo- Economia


14 Respostas to “Brasil larga na vanguarda do plástico verde”

  1. Perfeito !!! O brasil assim pelo manos um vez terá uma patente na qual receber royalts… eu já sabia das experiências para se obter o plástico e um substituto para borracha de Pneus da soja, mas esta da Cana de açúcar é nova, nunca tinha ouvido falar…

    Excelente… assim podemos utilizar a cana para outras coisas, sem gerar desemprego, alias aumentando estes na indústria da cana de açúcar… e abandonar o plástico do petróleo e o combustível de Etanol, e utilizar a energia solar para fazer a eletrolise da água marinha destilada por microtubos de filtragem, e obtendo assim separadamente o Hidrogênio e o Oxigênio liquido para serem inseridos nas células de combustível, onde reunindo-se produzirão eletricidade que serão utilizadas e armazenadas nas novas baterias ao lítio dos carros elétricos e habitações… o mundo está ainda engatinhando em relação às tecnologias verdes.

    Valeu!!

  2. bêm tenho uma idéia, sobre o TELETRANSPORTE . sei que parece no minimo uma loucura . más estou disposto a conversar com alguêm somente do governo federal sobre o que eu descobri. logico que não tenho meios financeiros para eu desenvolver minha idéia.

    A que interessar

  3. Tudo o que eu falei acima já existe, tem nada que ser inventado ainda não… so não é utilizado… e o Tele-transporte também já existe, mas transporta ainda somente um Átomo…

    Tem muito documentários sobre as novas tecnologias nas Tv’s a pagamento, ali nos canais de documentário tem sempre algo de novo para te deixar atualizado.

    http://abre-surdo.blogspot.com/2004/08/o-teletransporte-deixou-de-ser-fico.html

    Valeu!!

  4. cleiton :
    bêm tenho uma idéia, sobre o TELETRANSPORTE . sei que parece no minimo uma loucura . más estou disposto a conversar com alguêm somente do governo federal sobre o que eu descobri. logico que não tenho meios financeiros para eu desenvolver minha idéia.
    A que interessar

    Se eu fosse você tentaria falar com o Eike Batista pois este torna tudo realidade =)

  5. Finalmente alguma tecnologia de ponta desenvolvida aqui.

  6. E sacanagem do Cleiton !! voce nao percebeu Francoorp ?

  7. Estou também desenvolvendo um método revolucionário, que promete fazer as pessoas “avuarem” sem usar de nenhum equipamento tecnológico, apenas usando a força do KI, pois sou um Super – Saidain nível 5, mas não se preocupem, vocês pessoas normais também poderão usufruir deste método.
    Para mais informações, apenas com depósito em conta corrente.
    Seu dinheiro será muito bem empregado.
    E lembre-se o planeta depende de NÓIS.

    VAI PLANETA…………

    Grande Abraço.

  8. estou pensando em criar o narizO2… um medidor de consumo de oxigênio de cada habitante na terra..rsrs.. assim se podera cobrar imposto sobre oxigênio consumido por habitante..hahahaha.

    ps. será um micro chips wi-fi instalado na traqueia… esportistas pagaram 50% menos se comprovarem serem otimos na atividade… jogadores de futeba obesos/velhos do Corinthians pagam dobrado..hahahhahah.

  9. Francoorp :
    Perfeito !!! O brasil assim pelo manos um vez terá uma patente na qual receber royalts… eu já sabia das experiências para se obter o plástico e um substituto para borracha de Pneus da soja, mas esta da Cana de açúcar é nova, nunca tinha ouvido falar…
    Excelente… assim podemos utilizar a cana para outras coisas, sem gerar desemprego, alias aumentando estes na indústria da cana de açúcar… e abandonar o plástico do petróleo e o combustível de Etanol, e utilizar a energia solar para fazer a eletrolise da água marinha destilada por microtubos de filtragem, e obtendo assim separadamente o Hidrogênio e o Oxigênio liquido para serem inseridos nas células de combustível, onde reunindo-se produzirão eletricidade que serão utilizadas e armazenadas nas novas baterias ao lítio dos carros elétricos e habitações… o mundo está ainda engatinhando em relação às tecnologias verdes.
    Valeu!!

    Realmente o Francoorp está certo, existe é por enquanto só tranposta energia de um ponto curto a outro, e parabéns p n pesquisadores,+ dinheiro + descobertas, +descobertas é = a + patentes.Sds.

  10. Finalmente uma coisa que não é gás natural, ferro ou petróleo.

  11. Começei a ler a matéria mas nem terminei. O título me enganou. Estou esperando por material biodegradável para não ver mais os lindos manges de minha cidade cheios de garafas, plásticos e outros materiais não biodegradáveis. Detesto lixões e gente que joga lixo em qq lugar..

  12. Rafael :
    Finalmente uma coisa que não é gás natural, ferro ou petróleo.

    tão pior quanto, cana concentra renda na mão de pessoas não tão idôneas assim, tem um percentual de poluição desnecessário, ocupa uma gigantesca área que poderia se beneficiar de plantações de comida ou de florestas sustentáveis, promove uma concentração de terras absurda na mão de poucas pessoas “interessadas”, e por aí vai….. Infelizmente, o Brasil parece que não tem tecnologia suficiente para transcender a cana.

  13. Não me referia aos aspectos ambientais da exploração de cana. Eu estava aludindo ao fato de que quase toda notícia sobre novo empreendimento econômico no Brasil tem a ver com exploração de commodities. Pelo menos isso aí da cana é uma novidade sobre manufaturados.

  14. considero correta estas iniciativas, pois convenhamos, os carros eletricos vao diminuir enormemente o ‘potencial’ mercado de biocombustiveis… diversificar o uso da producao de cana eh a melhor saida.

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