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Brasil poderá ter megarreator em 2016

In Energia, Geopolítica on 24/09/2010 by E.M.Pinto

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Máquina projetada pelo Ipen atenderia demanda nacional de elementos radioativos de uso médico e científico Hoje, compostos usados na medicina nuclear são importados, e parte do seu processamento é realizado no exterior

SABINE RIGHETTI

“Todo mundo agradece aos médicos ao receber um diagnóstico, mas ninguém agradece ao Ipen [Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares]”, diz José Augusto Perrota, diretor de projetos especiais do instituto.

A “reclamação” se refere a tratamentos e exames que dependem de elementos radioativos – os radioisótopos- usados na produção de vários tipos de fármacos.Tais elementos são importados e, com frequência, processados pelo Ipen. Agora, o instituto quer produzir nacionalmente os radioisótopos, de forma a atender toda a demanda do país.

O Ipen planeja, para isso, construir um novo reator nuclear, que deve custar cerca de R$ 850 milhões.Os recursos para elaboração do projeto -R$ 30 milhões- já foram aprovados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

Se o projeto for aprovado, o novo reator deve estar pronto em 2016. megainvestimento será feito em Iperó, no interior de São Paulo, numa área de 200 hectares cedida pela Marinha e pelo governo do Estado de São Paulo.

O objetivo é criar lá um novo polo de tecnologia nuclear, que deve se desenvolver ao redor do reator. A ideia é que o polo atue na formação de pessoas e auxilie pesquisas, inclusive de usuários não ligados aos institutos da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear, ao qual o Ipen é vinculado).

Apesar de ter a sexta maior reserva de urânio (necessário para a produção dos radioisótopos), o país praticamente não produz radioisótopos.

Com exceção do iodo-131, que tem 50% da produção feita no Brasil, os demais são importados de países como Argentina e Israel. Além disso, parte do processamento dos radioisótopos para produção de radiofármacos (moléculas para uso médico ligadas aos elementos) também é feito no exterior.

“Detemos o conhecimento, mas não temos a tecnologia”, lamenta Perrota. O maior e mais utilizado dos reatores nacionais, que fica no próprio Ipen, em São Paulo, foi inaugurado em 1958.
O novo reator poderá produzir e processar os radioisótopos para atender toda a demanda nacional. “Se usado pela comunidade brasileira como previsto, o reator de Iperó se pagará em menos de 20 anos”, diz Perrota.

Para ele, o país não deve se intimidar com os custos. “Não podemos deixar de fazer “big science” [projetos científicos de grande porte, com tecnologia cara].”

Fonte: Folha de São Paulo via Notimp

12 Respostas to “Brasil poderá ter megarreator em 2016”

  1. bem mais urgente que construir submarino nuclear….

  2. Concordo inteiramente com xtreme, mas enfim tudo vai depender do novo governo.
    E não custa tão caro assim, o que falta é vontade politica.

  3. Prezado Xtreme
    Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa
    Um trata de segurança nacional e outra de saúde pública, ciência e tecnologia.
    Abraços

  4. Prezados
    Tanto o programa do subnuclear quanto o do novo reator trarão novos conhecimentos e deixaremos de pagar royalties a vários países que tem interesse na economia que cresce a cada dia e não tem o minino interesse em que conquistemos novas descobertas.

  5. Pra mim podemos fazer os dois ao mesmo tempo, o problema estratégico que vejo e concertar a maioria de nossas tecnologia nucleares em uma única região… isso é pouco estratégico, assim ajudamos um potencial inimigo, pois fica mais fácil para ele bombardear… ridículo!!

  6. Lucas Calabrio :
    Prezado Xtreme
    Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa
    Um trata de segurança nacional e outra de saúde pública, ciência e tecnologia.
    Abraços

    Podemos perder td como o Irak perdeu antes dos ianks destroçarem o país,p os SSioniSStras.Daí a importancia de estarmos mt bem armados. P Ontem.Sds.

  7. Francoorp :
    Pra mim podemos fazer os dois ao mesmo tempo, o problema estratégico que vejo e concertar a maioria de nossas tecnologia nucleares em uma única região… isso é pouco estratégico, assim ajudamos um potencial inimigo, pois fica mais fácil para ele bombardear… ridículo!!

    Você disse tudo! Acho estranho essa posição São Paulo – RIO… Claro que fronteira com os países sul americanos não seria nada seguro, mais existe uma boa parte do Nordeste – Centro Oeste que pode receber projetos do tipo.

  8. Lucas Calabrio :
    Prezado Xtreme
    Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa
    Um trata de segurança nacional e outra de saúde pública, ciência e tecnologia.
    Abraços

    prezado Lucas .. dinheiro é a mesma coisa.. então que se aplique antes na mais primordial .. a saúde dos brasileiros.

  9. BRASIL POP STARS.

    Antes de qualquer iniciativa brasileira; o que tange a tecnologia nuclear,é a nossa determinação para seguir em frente a tudo isso.
    O Brasil terá um grande obstáculo para ser um dos players na área nuclear.
    E é a nossa determinação e ousadia,que será a nossa força.
    Haverá aqueles que virão a nos dizer qualquer coisa para nos amedrontar e desestimular,porque a canalha é assim mesmo.
    O Irã já está passando por isso e amanhã seremos nós.
    Não importa o que eles falem,o que importa é o que nós seremos no futuro,e o nosso lugar é entre as estrelas.

  10. Parece sacanagem o Brasil ter que importar radioisótopos da Argentina, nada contra nossos hermanos, mas pelo tamanho e poder que o Brasil tem ou deveria ter é um contra-senso essa posição, isso so mostra o descaso que era dado a investimentos estratégicos que era dados por governos anteriores, ainda bem que as coisas estão ao menos seguindo uma direção melhor.

  11. Uma vez perguntaram pra mim: “Pra que o Brasil está comprando esse monte de aviões, submarinos, se precisa construir hospitais, escolas, casas…”

    Bem, de que adiantarão escolas, casas e hospitais sem liberdade?

    Ambos os projetos são importantes e, pelo cronograma, o reator de pesquisas médicas sairá bem antes que o do nosso sub… Então, só nos resta esperar (atentos, e cobrando sempre…).

  12. Brasimiliano :

    Francoorp :
    Pra mim podemos fazer os dois ao mesmo tempo, o problema estratégico que vejo e concertar a maioria de nossas tecnologia nucleares em uma única região… isso é pouco estratégico, assim ajudamos um potencial inimigo, pois fica mais fácil para ele bombardear… ridículo!!

    Você disse tudo! Acho estranho essa posição São Paulo – RIO… Claro que fronteira com os países sul americanos não seria nada seguro, mais existe uma boa parte do Nordeste – Centro Oeste que pode receber projetos do tipo.

    Edu Nicácio :
    Uma vez perguntaram pra mim: “Pra que o Brasil está comprando esse monte de aviões, submarinos, se precisa construir hospitais, escolas, casas…”
    Bem, de que adiantarão escolas, casas e hospitais sem liberdade?
    Ambos os projetos são importantes e, pelo cronograma, o reator de pesquisas médicas sairá bem antes que o do nosso sub… Então, só nos resta esperar (atentos, e cobrando sempre…).

    Só gente esclarecida, eu aprendo mt com vc, parabéns p o blog, só tem cabeças , no bom sentido. sds.

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