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CAPTOLINA

NAVIO DE SUPORTE LOGÍSTICO E REABASTECIMENTO

reabastecimentoFoto montagem do Navio Reabastecedor proposto no programa CAPTOLINA (Por-E.M. Pinto).


SOBRE O PROJETO


Os Navios Tanque são os responsáveis por transportar e reabastecer os navios da frota que devido a natureza de suas operações, navegam muito distante dos portos ou estações de reabastecimento, exigindo assim sua presença e auxílio.

Entretanto estes ainda servem de navios de apoio transportando gêneros e víveres necessários para a frota, bem como o vital combustível aeronáutico o qual mantém os grupamentos aéreos em real capacidade de operação abordo dos NAE, sobre estes vale assinalar que um grupo de ataque Norte Americano necessita se reabastecer do combustível aeronáutico para suas aeronaves pelo menos uma vez por semana o que exige uma cadeia logística, número de navios e nível de prontidão muito altos.

Pensando em nosso país como uma potência naval de 2ª grandeza, mais do que nunca teremos de dispor de navios com estas capacidades em números satisfatórios e com desempenho superior aos navios atualmente empregados para estas missões.

A Marinha do Brasil assinala a vontade de adquirir por oportunidade alguns navios deste tipo para substituir os seus únicos dois navios tanque, os candidatos mais proeminentes são os Norte Americanos da Classe HENRY KASER, navios de excelência os quais são o sonho de consumo de muitos de nossos marinheiros e que recentemente foram adqueridos pela marinha do Chile.

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Os navios da Classe Henry Kaiser são navios de referência para o desenvolvimento de navios tanque.


Sem dúvida se confirmada a aquisição destes navios, a Marinha terá aumentado me muito as suas capacidades, entretanto, se confirmada a ativação das duas outras frotas , no nordeste e norte do país respectivamente, a nossa Marinha necessitará ao mesmo tempo de aumentar a frota de reabastecedores e sendo assim acreditamos que a melhor hipótese seria a de se partir de um desenvolvimento nacional de um navio tanque de forma a compor as necessidades da frota.

Sendo assim, o PLANO BRASIL apresenta uma nova proposta de desenvolvimento a qual completa a família de navios derivados do projeto MARINAS DE POSEIDOM, O navio Tanque, destinado as funções de apoio logístico e reabastecimento aqui denominados simplesmente por Navios Tanques Oceânicos (NTO), navios de vital importância para uma marinha de águas azuis, tal como a que propomos no programa MAR DE TITÃ NÍVEL I.

Estes navios seriam desenvolvidos nacionalmente, aproveitando a experiência de mais de 30 anos dos estaleiros nacionais Ishikawajima do Brasil Estaleiros S.A (ISHIBRAS) e como os demais programas derivados, seria conduzido pelo DENAPRON e poderia envolver outras empresas nacionais.


ntoNavio tanque da Marinha do Brasil abastecendo as escoltas da força naval. No cenário futuro as missões executadas por este tipo de navio, exigirá outras capacidades e especificidades atualmente não suportadas pelos navios hoje em operação.


Este projeto aproveitaria os sistemas e avanços tecnológicos introduzidos no Projeto HERCULES e também seriam subordinados ao Comando Conjunto de Logística e Transporte Naval (CCLTN), onde operariam em conjunto com a frota auxiliar da Força Naval.

Sua função seria a de abastecer a força oceânica, transportando combustível a distâncias globais, bem como para as unidades e bases navais dispersas pelo litoral do país.

É sabido que as indústrias navais Brasileiras, possuem total capacidade e experiências necessárias para o desenvolvimento e construção deste tipo de navios, portanto chamamos a atenção para nossas autoridades, da necessidade de se manter programas regulares de projeto, compra e atualizações dos meios militares.

Isto porque, se programas de alto conteúdo tecnológico, permitem às indústrias manterem-se competitivas e aptas a desenvolverem programas e projetos de cunho civil.

O simples desenvolvimento de um navio tanque para fins militares capacitaria a nossa indústria ao desenvolvimento de navios de mesma capacidade destinada ao mercado civil.

No caso dos meios destinados ao fim militar, acreditamos que algumas tecnologias poderiam ser introduzidas nestes projetos de forma a capacitá-los ainda mais ao cumprimento de suas missões.

Muitas destas tecnologias seriam desenvolvidas paralelamente em outros projetos do MAR DE TITÂ, o que reduziria custos e tempo para o desenvolvimento. A adoção de meios comuns entre os navios da frota melhoraria ainda a logística e manutenção.


SISTEMAS DE PROPULSÃO


Seu sistema de propulsão seria baseado no mesmo sistema adotado para os navios cargueiros do projeto HERCULES.

Para isto contaria com um grupo propulsor composto por 2 PROPULSORES AZIMUTAIS posicionados à ré.

Assim como os navios do HERCULES, os NTO teriam sua velocidade reduzidas, seriam concebidos a deslocar-se de 50 km/h, à distâncias de até 36 000 km.

Seu deslocamento Bruto seria de 21 000 toneladas, para tanto estes navios seriam equipados com 2 turbinas GENERAL ELECTRIC GENX-BR, ou ainda com 2 motores a diesel COLT PIELSTICK 10 PC 4.2V à biodiesel de 47,89 MW impulsionados por dois conjuntos de propulsores AZIPOD.


ESTRUTURA


Os NTO teriam 180 m de comprimento, 36 de largura e seriam concebidos a deslocarem a plena carga, 21 000 toneladas, sendo que a sua carga total de combustível seria de 12 000 toneladas.

Os navios compartilhariam com os demais do projeto MARINAS DE POSEIDOM os gabaritos dos cascos e instalações habitadas, no entanto dada a sua natureza, estes seriam concebidos em casco duplo, de forma a garantir maiores seguranças no que toca a possibilidade de vazamento de combustíveis.

Acompanhando os atuais avanços tecnológicos disponíveis, estes navios seriam desenvolvidos incorporando o máximo de automação de seus sistemas capacitando-os a operação mais rápida e eficientemente nas missões de reabastecimento em auto mar em deslocamento.

Estes navios seriam equipados com sistemas automáticos compostos por guras e braços operados remotamente capazes de estenderem as gruas sustentadoras dos sistemas de abastecimento e das mangueiras de combustível.

Seriam ainda incorporados sistemas de posicionamento por GPS, coordenados por medidores de distância entre os navios durante a operação e avisos de colisão, minimizariam as possibilidades de choques entre as embarcações reabastecedora e reabastecida.

Isto permitiria operações mais seguras e rápidas, o que melhoraria a eficiência e segurança das operações navais.


INSTALAÇÕES


A ponte de comando do navio seria a mesma adotada para os navios do projeto HERCULES, estando nesta as instalações gerais de coordenação do navio,bem como de parte da tripulação.

O navio seria composto ainda por um Hangar e pista de pouso para helicópteros, ficando as tripulações do grupamento aéreo alocada em camarotes posicionadas logo abaixo do hangar.

Para os integrantes do grupamento de apoio logístico e operação dos VDT-60, construiria-se camarotes juntamente posicionados com os das operações aéreas.


cascoO projeto seria concebidoincorporando inovações e melhoramentos que seriam introduzidos de forma a tornar os navios ainda mais modernos e aptos a executarem suas missões, as lições aprendidas num projeto seriam repassadas para outro.


O navio contaria com uma baia de suprimentos posicionada abaixo do hangar capaz receber containers de suprimentos em até 3 000 toneladas acessível pela grua automática que teria acesso direto à doca e ao Hover-craft o qual seria transportado na doca, capacitada a operação de um veículo deste tipo.

A tripulação necessária para este tipo de embarcação seria composta por 72, integrantes sendo que esta seria estendida em mais 12 membros do grupo aéreo e 12 das unidades do comando de logística responsável pela operação do VDT-60 seriam introduzidos. Acomodações extras garantiriam o embarque de mais 24 elementos.


CONVÉS E HANGAR


Estes navios teriam suas capacidades acrescidas com a introdução de um hangar e instalações capazes de acomodar um destacamento de até dois helicóptero do tipo MH-24, ou ainda uma unidade de aeronaves pesadas CH-72, os quais poderiam ser equipados com kits especiais, de forma a transformá-los e capacita-los à exercer as funções de reabastecedores aéreos e transportadores de combustível.

Operando a partir dos NTO, estas aeronaves executariam missões mais versátil, melhorando a operacionalidade da Força Anfíbia dos Fuzileiros Navais.


DOCA


Dentre os meios comuns aos demais projetos propostos no projeto MARINAS DE POSEIDOM, os NTO compartilhariam a tradicional Doca para a operação de um veículo de transporte e desembarque do tipo VDT-60.

Esta adoção leva em consideração a possibilidade do abastecimento de outras embarcações menores através dos VDT-60, transportando em containers especiais por exemplo, o combustível aeronáutico entre outros, sem a necessidade de acoplamento aos aos NAE ou demais navios.

Em operações próximas da costa ou em missões de desembarque de combustível para tropas posicionadas em praias onde a operação deste tipo de navios se mostraria limitada e demasiada arriscada, os VDT-60 poderiam muito facilmente executar esta importante missão expondo ao mínimo os navios tanque. Os VDT-60 apoiariam as missões dos NTO, servindo como braços extensores dos grandes navios da frota.


treinamnetoO treinamento simulado das operações associado a uma maior automação dos sistemas de reabastecimento empregados pelos navios garantiriam melhores índices de segurança, maior velocidade nas operações e mais eficiência no emprego destes navios.


Os quais transportariam para dentro de si cargas compostas por containers especiais para transporte de combustível, o que flexibilizaria em muito as missões de abastecimento em alto mar.

Os navios contariam ainda com 4 embarcações do tipo Ribon, zodiac, BP-120 para apoio e vigilância e intervenção.


SISTEMA ELETRÔNICOS


Os sistemas eletrônicos transportados pelos NTO do CAPTOLINA seriam idênticos aos adotados no projeto HÉRCULES, e constituiriam em sistemas de navegação por GPS, sonares para navegação, radares meteorológicos e de controle de tiro para as armas de defesa de ponto, bem como os demais dispositivos necessários para estes tipos de navio.

Os navios contariam ainda com avançado sistema de comunicação por satélite e também de sistemas de contra-medidas, disparo de chaff flares, detectores RWR.


ponteSistemas seguros de navegação associados à instalações mais confortáveis, garantiriam as tripulações melhores condições de navegabilidade. Simuladores seriam utilizados ao extremo de forma a reduzir os custos de treinamento das tripulações.


SISTEMAS DE ARMAS


Os navios tanque atualmente empregados pela Marinha do Brasil, não possuem armamentos e sistemas de defesa ativa e passiva contra ataques de mísseis, dado a natureza das suas operações e emprego da força próximo ao nosso litoral, esta deficiência de hoje não impacta sobre as suas operações.

Porém vislumbrando um futuro onde os nossos navios terão que operar em outros oceanos ou próximos de regiões de conflito, é de se considerar que estes possuam o mínimo de capacidade defensiva.

A guerra do futuro exigirá que os meios navais desta categoria estejam capacitados a defenderem-se de possíveis ameaças, mesmo que de baixa intensidade, tal como o ataque sofrido pelo USS COLE em Outubro de 2000 no Iêmen, na ocasião de um ataque terrorista.

Para tanto os NTO, seriam equipados com 3 reparos de canhões 30 mm, para defesa de ponto e quando em missões em regiões de guerra ou mesmo na participação de uma, estas embarcações seriam armadas com 4 reparos sêxtuplos de mísseis de defesa Anti-Aérea de curto alcance M-3, MAC-30-R/IV.


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Concepção artística em quatro vistas dos NTO. (por-E.M.Pinto).


FICHA TÉCNICA


Tipo: NAVIO TANQUE OCEÂNICO – TO

Tripulação: padrão 72 tripulantes + 12 integrantes do grupamento aéreo e 12 das unidades de suporte e apoio logístico.

Deslocamento: 21 000 toneladas.

Comprimento: 180 m.

Boca: 36 m.

Largura do convés: 40 m.

Propulsão: 2 turbinas GENERAL ELECTRIC GENX-BR, ou 2 propulsores COLT PIELSTICK 10 PC 4.2V à biodiesel de 47.89 MW impulsionados por 2 conjuntos de propulsores AZIPOD.

Autonomia: 36 000 km .

Sistemas eletrônicos: Sistema de radar metereológico e sistema de busca de superfície e sistemas de contra-medidas eletrônicas, RWR, detectores de Infra-vermelho e 4 sistemas de disparo de chaff e flares.

Sistemas de Armas: 3 baterias de canhões hexacanos de 30 mm com cadência de tiro de 6 000 projéteis por minuto e alcance máximo 6 km, 4 lançadores sextuplos de mísseis M-3 MAC-30-R/IV.

Grupo aéreo embarcado: Padrão de um CH-72.

Embarcações de apoio: 1 veículos Hover-craft VDT-60 de transporte e apoio logístico e 4 barcos de apoio e vigilância BP-120.


2 Respostas to “CAPTOLINA”

  1. adorei seu projeto mais tm umas coizas ai devia ser mudado porq eu trabalho no estado unidos en construcao de navios e rebocadores e parece aqui os progetos se mostra duma forma mais segura eu queria at o brazil devia compra uns rebocadores aqui sao novas gerasao e seguro pra trabalha no mar e baucas tambm mais gostei d seu progeto tambm obrigad

  2. Este projeto seria ideal para a MB, não necessitando o hovercrarft e dos barcos de vigilância e apoio, pois não encontrei ainda nenhum navio deste tipo com estes equipamentos pois encareceriam muito o projeto e a construção.
    cumprimentos pelo ótimo projeto, deveria mandar o projeto para a Engeprom]

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