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TIAMAT

NAVIO DE ASSALTO ANFÍBIO

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Concepção do Navio de Assalto Anfíbio de Convés Continuo, proposto no projeto TIAMAT (Arte-E. M. Pinto)

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROGRAMA

Dentre os diferentes tipos de navios que compõe as forças navais anfíbias, os chamados Navios de Assalto de Convés Contínuos, NAA, ou também conhecidos como Porta Helicópteros, de acrónimo inglês LHD, constituem-se em embarcações de papel e importância única na tarefa de projeção de poder por permitirem o transporte de uma força poderosa composta por veículos, tropas, suprimentos e aeronaves.

São embarcações projetadas para receber transportar e desembarcar elementos de uma força de desembarque através de helicópteros ou mesmo fazendo uso de desembarque e veículos anfíbios especificamente projetados para estes fins.

Nos dias atuais os NAA constituem-se em peças fundamentais de uma operação de desembarque de forças de fuzileiros, pois congregam variadas funções e são capazes de executar assalto com aeronaves orgânicas, transportar uma gama variada de cargas e tropas em um único navio. Estes navios são projetados para congregar capacidades de vários tipos de outros navios, podendo somar as vantagens individuais de cada um deles.

Mistral e Tonnerre, os dois BPC da Marinha Francesa, navios como estes poderiam servir de referência para o desenvolvimento de navios nacionais destinados a estas funções (foto-DCNs)

A Marinha dos EUA foi a pioneira neste tipo de projeto e é hoje a detentora da maior frota deste tipo de navios, no entanto dado a sua importância, outras nações desenvolveram ou mantém em andamento projetos de desenvolvimentos e incorporações destes tipos de navios.

Na Europa, diversos países operam este tipo de navio e a cada dia, cresce o número de nações que entram para este clube, A Itália foi pioneira na Europa a produzir este tipo de navios no entanto, sendo que o os mais famosos talvez sejam os Franceses da classe MISTRAL.

Mais recentemente outras nações Européias seguindo os exemplos destes dois paises, encontam-se em pleno desenvolvimento de outras classes de diferentes configurações na Espanha, Reino Unido, Holanda e Alemanha.

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BCP classe mistral, clique na imagem para vê-los,  créditos Turbo Squid

Um destaque especial vai para o projeto Espanhol do Navio de Projeção Estratégica ou simplesmente BPE, o qual já alavancou um cliente estrangeiro, a Austrália que com a encomenda de dois destes navios pretende reativar sua aviação naval de asa fixa, fazendo uso duplo do navio o qual operará como NAA e NAE, operando caças F-35 de pouso e decolagem vertical.

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Os BPE espanhois da classe Juan Carlos, são navios polivalentes bastante versáteis, os mais pesados navios de assalto europeus podem ser ainda convertidos em navios de controle de áera e ainda efetuar operações d eapoio anfíbio.

Além das marinhas Europeias este tipo de navios tem despertado o interesse de outros continentes, nomeadamente países do eixo Asiático, Japão e Coreia do Sul desenvolveram e estão operando este tipo de navios, diante disto, é de se esperar que muito em breve a China também apresente sua resposta a isto.

No entanto a maior surpresa no que toca a estas embarcações,  veio mais recentemente a público após a declaração da Republica Sul-africana e sua intenção de adotar navios deste tipo como forma de projetar poder, inaugurando a operação deste tipo de navios no continente Africano.

Comenta-se também que na América Latina, Chile e México e a Venezuela estão avaliando a possibilidade de integrarem estes tipos de navios às suas frotas tornando-se assim as primeiras nações Latino Americanas a operarem este tipo de navios.

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Clique na imagem e fique por dentro do interior de um BPC da Classe Mistral, Navios de projeçãod ecombate que equipam a Marinha Francesa

Devidas as suas características singulares, estes navios transformam-se nas alternativas mais viáveis a substituição dos grandes NAE. Quando em situações onde o teatro de operações configurado por conflitos de baixa intensidade tornam a presença de um NAE demasiado exagerada, os NAA podem exercer a função de nave comando, operando aeronaves, mantendo-as no local, e ainda apoiando operações anfíbias, por um custo operacional bem menor.

A necessidade de dispor de forças anfíbias com capacidades múltiplas, faz com que as Marinhas pelo mundo afora apressem-se para desenvolver e operar navios deste tipo.

Porém, a utilização de navios desta natureza não se resume tão somente aos fins bélicos, pois devido as suas capacidades, estes navios tornam-se elegíveis ao cumprimento de missões humanitárias, em apoio a catástrofes naturais, retirada de civis de regiões conflituosas, transporte de suprimentos entre outras funções.

Clique na foto e fique por dentro do BPE Juan carlos que equipa a Marinha Espanhola e que mais recentemente foi escolhido pela marinha Australiana para ser o seu futuro navio de porjeção estratégica

Embora tratem-se de navios militares, equipados com armamento, estas embarcações podem ser facilmente convertidas em navios Hospitais.

Devido a todos estes fatores e devido a sua importância estratégica, é de se considerar a possibilidade de nossa Marinha um dia poder vir operar uma força ainda que pequena porém moderna e bem aparelhada deste tipo de navios os quais prestariam imensuráveis serviços ao país em tempo de paz e se constituiriam numa respeitada força de apoio á infantaria em tempo de guerra.

SOBRE O PROJETO

A proposta apresentada no projeto MARINAS DE POSEIDON, contempla o desenvolvimento de um navio do qual derivaria uma família de outros diferentes navios destinados a suprir as necessidades de uma moderna força Anfíbia composta por uma considerável frota de modernos navios.

Ao invés de partir para uma aquisição direta de um fornecedor estrangeiro, acreditamos que poderíamos projetar e construir navios desta natureza em nosso país, no projeto que segue tentaremos abordar alguns pontos os quais consideramos importantes e que justificariam esta escolha.

Este projeto seria desenvolvido baseando-se nos exemplos do projeto Holandês ENFORCER, o qual acreditamos ser um exemplo de inteligência e gestão correta dos recursos financeiros e da capacitação de uma indústria naval a qual obteve consideráveis avanços desde a sua concepção.

Navios do programa enforcer, baseados em apenas uma plataforma os navios do programa atendem a praticamente todas as funções de navios de assalto e operações anfíbias, é este conceito que defendemos aqui no Plano Brasil

No entanto outras idéias e conceitos provenientes de outros programas também poderiam ser considerados, levaremos em consideração as soluções encontradas no desenvolvimento do projeto Francês MISTRAL entre outros, conforme trataremos posteriormente.

SISTEMAS DE PROPULSÃO

Os NAA, seriam concebidos para deslocarem cerca de 24 000 toneladas a uma velocidade de 75 km/h, tal como os demais navios da frota Oceânica. Para tanto, utilizariam o mesmo sistema propulsor desenhado para os demais projetos, os quais se baseariam nas turbinas a gás desenvolvidas a partir de motores aeronáuticos GEnx da General Electric adotados no projetos POSEIDON modificados e produzidos nacionalmente.

O navio seria concebido para ter uma autonomia de 36.000 km a velocidade de 30 km/h.

Os grupos propulsores seriam do tipo AZIPOD tal como os demais propostos nos demais programas deste projeto.

ESTRUTURA

Os TIAMAT seriam navios lançadores de tecnologia e neste aspecto, inovações, desenvolvimentos, soluções advindas da indústria de construção civil seriam considerados neste programa.

É sabido que durante a construção do BPC, MISTRAL, a DCN adotou soluções revolucionárias, práticas e ao mesmo tempo economicamente viáveis.

A DCN recorreu a soluções encontradas na indústria civil de construção naval e o resultado foi que os custos de produção caíram a valores inimagináveis, para a construção dos seus dois BPC, o TONNERRE e o MISTRAL a Marinha Francesa optou por uma certificação civil o que permitiu que cada um dos navios custasse exatamente a metade do preço de um navio anfíbio equivalente da classe OCEAN encomendado pela ROYAL NAVY. Como resultado a Marinha Francesa pagou pelos dois navios apenas US$ 850 milhões de dólares.

As antigas sessões estanques desenvolvidas para dar sobrevida ao navio após o ataque de um torpedo ou mina foram relegadas apenas aos níveis abaixo da linha de água, isto porque segundo alguns engenheiros a evolução dos torpedos e mísseis põe em cheque a capacidade de um navio ser alvejado e ainda continuar combatendo.

Para os BPC foram desenvolvidos sistemas de controle de fogo e de fechamento e abertura automáticas das portas,isto porque, sem possuir a capacidade de estanqueamento comum nos navios de guerra, tornou-se necessário que as seções alagadas fossem isoladas de forma a garantir a segurança do navio.

Sendo assim desenvolver sistemas alternativos e mais baratos parece ter sido a solução encontrada pela Marinha Francesa e seriam um bom exemplo a serem introduzidos nos nossos projetos.

O fato de o navio ser construído em seções modulares comuns ao restante da frota anfíbia, daria ao navio inúmeras vantagens de ordem econômica e mesmo operacional pois os sistemas vitais seriam padronizados, permitindo assim uma diminuição nas tripulações responsáveis pelas manutenções, desta forma os tripulantes embarcados poderiam ser deslocados de navio a navio, caso necessário fosse, executar manutenções e reparos.

Tal como propomos nos demais projetos dever-se-ia buscar ao máximo o mais alto grau de automação ao navio, e neste quesito, segundo consta, os BPC Franceses contam com sistemas de controle baseados nos mais modernos sistemas civis a serviço dos navios mercantes, o que permite por exemplo que apenas seis tripulantes por turno sejam capazes de manter o navio navegando.

O uso de praticas civis e a automação reduziria drasticamente o número de tripulantes a bordo, é de estimar que devido a introdução de novas tecnologias, em 10 anos um navio desta magnitude seja capaz de ser operado por apenas 120 tripulantes o que não está longe da realidade dado que os navios equivalentes mais modernos como os BPC franceses, necessitam de apenas 170 tripulantes para manterem-se em operação, enquanto que outros navios equivalentes como o HMS OCEAN da ROYAL NAVY necessitam de pelo menos 255.

As extensas operações por meses a fio descarregam sobre os tripulantes uma carga excessiva de desgaste o que por sua vez pode gerar problemas de diversas ordens pondo em risco a segurança do navio e dos próprios tripulantes.

Deve-se buscar ao máximo o conforto das tripulações e equipagens a bordo de forma a melhorar os índices de operacionalidade da força, camarotes amplos, salas de jogos, espaços para o lazer e exercício e estações multe midia são requisitos importantes nos projetos atuais e deveriam ser considerados nos programas futuros da nossa Marinha.

Adotando sistemas de construção civil o Layout interno do navio pode ser projetado de forma a eliminar os dutos necessários para cablagens e tubulações, aumentando o espaço interno e a segurança contra incêndios e acidentes.

  • SEÇÕES E DIVISÕES

Os NAA teriam o casco divido em três grandes blocos, funcionalmente divididos. O navio teria 210 m de comprimento por 36 de boca tendo o convés 45 m de largura e calado de 8 m.

Seria construído em diferentes seções onde o casco padrão aos navios seria composto por sete seções de 30 metros cada perfazendo um quebra-cabeças maior que as demais versões desta família de navios.

Concepção do Navio de Assalto Anfíbio de Convés Continuo, proposto no projeto TIAMAT, com esta imagem podemos imaginar o que seria o conceito de modularidade dos navios onde pode-se observar as diferentes seções particionadas que acrescidas ou suprimidas perfariam os diferentes navios da família de navios do projeto MARINAS DE POSEIDON (Arte-E. M. Pinto).

  • INSTALAÇÕES

O projeto que consideramos contempla um navio em cuja seção da proa estariam alocadas seções habitadas, acomodações para os tripulantes e tropas embarcadas, restaurante, cozinha, salas de lazer, enfermaria e demais dependências.

Abaixo deste ficaria o convés de Comando e Controle, e depois dele, as acomodações para os fuzileiros embarcados.

Dadas as funções de ajuda humanitária e mesmo em tempo de guerra, estes navios necessitam ser equipados com enfermarias de modo aprestar serviços médicos.

Cabe aqui um comentário do autor, é necessário que o ministério da defesa avalie a possibilidade de unificar os serviços de saúde hoje presentes nas três forças, de forma a racionar recursos e meios, aumentar a eficiência e prestar melhores serviços.

Sendo assim quando em operações os NAA embarcariam um efetivo de médicos, enfermeiros, paramédicos e assistentes provenientes do que chamaremos a partir de agora de BRIGADA MÉDICA do Ministério da Defesa ou simplesmente B.M.E. Esta unidade seria comum a todas as forças estando disponível a elas sempre que necessário, e cima de  tudo subordinada á um comando central, o da Divisão Saúde do Ministério da Defesa.

Os NAA seriam aparelhados com enfermarias de 60 leitos, salão de triagem, centros cirúrgicos, laboratório de exames clínicos, centro de tratamento de queimados, sala de telecirurgia (vide projeto ASCLÉPIO), equipamento de radiologia e tomografia computadorizada entre outros.

Em casos extremos os navios poderiam ser convertidos em hospitais de campanha, com a inserção de módulos e containers especialmente modificados de forma a acomodar um número maior de integrantes da B.M.E.

  • CONVÉS E HANGAR

As seções central e traseira  seriam compostas por dois grandes pavimentos, o superior que consistiria no grande hangar abaixo da convés, destinado às aeronaves e aos paióis, bem como as salas de briefing e acomodação do Destacamento Aéreo Embarcado.

O acesso entre o Hangar e ao convés seria feito por meio de três elevadores, dois principais dispostos um de cada lado do navio, com capacidade para 40 toneladas cada um.

Estes elevadores principais seriam utilizados para o transporte de suprimentos e aeronaves estocadas no hangar principal até o convés e vice-versa.

Outro elevador menor, situado logo atrás da ilha do navio se destinaria ao transporte de suprimentos e armamentos e transportaria até 30 toneladas e teria acesso a todos os pavimentos do navio.

Concepção do Navio de Assalto Anfíbio proposto no projeto TIAMAT, com esta imagem podemos imaginar as seções internas compostas pelo hangar principal, doca ocupada por 2 veículos VDT-60 bem como por veículos blindados e de apoio, ao centro do navio a rampa de embarque lateral que daria acesso aos porões. (Arte-E. M. Pinto)

  • DOCA E ARMAZÉM

Logo abaixo do hangar principal, na seção central do navio estariam dispostas as baias de armazenamento onde seriam alocados os veículos e suprimentos que seriam embarcados de três maneiras, uma por meio das duas portas/rampas laterais , as quais seriam dispostas uma a cada lado ao centro do navio, quando o navio estivesse aportado, pelo embarque dos Hover Craft via doca traseira ou ainda pelo elevador de carga com acesso ao convés principal.

Na popa do navio ao nível da água se situaria a doca por onde através de uma porta basculante entrariam os dois veículos Hover Craft e até quatro outros veículos de apoio a operações anfíbias.

  • CENTRAL DE COMANDO

A estrutura da ilha do navio seria a mesma desenvolvida para o NAE, desta forma, estes navios compartilhariam muitos itens e sistemas comuns reduzindo custos.

Esta estrutura acomodaria as instalações dos centros de comando, controle e navegabilidade dos navios, bem como o centro de comando de aeronaves não tripuladas.

DESTACAMENTO AÉREO EMBARCADO

A missão principal dos NAA seria a de coordenar e efetuar operações de assalto anfíbio.

Para isso os navios seriam capacitados a transportar e lançar grupamentos aéreos compostos por mistos de helicópteros e aeronaves não tripuladas.

Normalmente estes navios seriam aparelhados com seis Helicópteros cargueiros pesados CH-72, doze helicópteros de Manobra MH-24 e seis helicópteros de ataque escolta e reconhecimento AH-20, além de helicópteros não tripulados de ataque escolta e reconhecimento ARHD-9C.C.A.R. e aviões não tripulados de combate VANT-C, ARD-12. provenientes do Comando Conjunto de Asas Rotativas,

SISTEMA ELETRÔNICOS

  • COMUNICAÇÕES

Em sintonia com a necessidade de comunicação global, os NAA teriam de possuir capacidade de comunicação por satélites mais seguras. Para tanto os navios seriam dotados de sistemas de comunicação e distribuição de informações partilhadas conjugadas, via transmissão de dados e informação por DATA-LINK.

Os sistemas de comunicação instalados seriam os mesmo adotados nos demais programas apresentados no projeto MAR DE TITÃ os quais tornariam os NAA compatíveis à doutrina de guerra centrada em redes.

  • RADARES

Como os demais navios apresentados no programa MAR DE TITÃ, os NAA, seriam dotados do sistema de detecção passiva baseado no sistema israelense SPIDER, o qual o permitiria operar furtivamente em regiões próximas ao fogo inimigo.

O navio partilharia muitos itens em comum com os NAE tal como os sistemas de radares multifuncional e de busca desenvolvidos para operarem nas bandas C-F/ V, X e G respectivamente.

  • SONARES

Os navios seriam equipados com o sistema de sonares equivalentes aos dos NAE.

Em ocasiões específicas os NAA, poderiam auxiliar a frota em missões de busca e rastreio de Submarinos ou mesmo de campos minados, operando para isto um destacamento de helicópteros dedicados a esta função.

Para isto, estes navios seriam dotados também de dois sistemas de sonares, um de mergulho e outro rebocável, ambos dupla banda e também multifunção.

Assim tal como os NAE, os NAA seriam capacitados a executar operações de apoio a caça Anti-submarino e Contra-Minagem operando de forma mais segura e eficaz.

  • CONTRA MEDIDAS E SISTEMAS DE DEFESA

Para defesa contra ataques de mísseis e torpedos os navios seriam equipados com sistemas de contramedidas eletrônicas compostos por Sistemas de Chaff-Flares para Defesas Anti-Aérea e Anti-Submarinas, sistemas detectores de emissões por radar RWR, Infra-Vermelho IV, bem como sistemas de defesa Anti-Torpedo.

Todos estes sistemas seriam integrados ao sistema de controle e combate para auto-defesa e ataque à superfície processado digitalmente, projetando imagens em 3D em tempo real de forma a facilitar e aumentar a capacidade defensiva dos navios.

SISTEMAS DE ARMAS

  • OPERAÇÕES ANFÍBIAS

Como já falado, a principal função do NAA seria o comando e apoio ás operações anfíbias, e para isto, os navios contariam com dois veículos de desembarque sobre colchão de ar do tipo Hover Craft, de acrônimo inglês, LCAC ou como aqui será chamado, Veículo de Desembarque de tropas VDT-60.

Os VDT-60 seriam embarcações rápidas de desembarque de suprimentos e tropas capacitados a transportar até 60 toneladas à uma velocidade máxima de 96 km/h.

Este tipo de veículos é capaz de manobrar em curvas muito fechadas dado ao seu sistema de propulsão a ar direcional, alguns modelos tem autonomia de até 360 km a toda carga o que lhes confere algo perto de 600km de alcance máximo.

Atualmente muitas marinhas no mundo operam veículos mais modernos que os primeiros LCAC Norte Americanos, cujos alcances e dirigibilidades vem sendo ainda mais desenvolvidos.

Os VDT-60 seriam propulsados por duas turbinas à gás baseadas nos motores D-136 BR de 10.000 shp (Vide projeto ATOM), versão nacionalizada da turbina utilizada pelos helicópteros CH-72.

Adicionalmente, tais embarcações teriam sistema de motores hidrojato para ocasiões de emergência ou mesmo quando em manobras e deslocamentos, os quais não exigissem a necessidade de se deslocar sobre as águas à grandes velocidades.

Quando a missão a ser executada fosse, por exemplo, o desembarque de fuzileiros, este acionaria os seus “ventiladores”, inflando o colchão de ar e impulsionando-se pelas ventoinhas posicionados à ré da embarcação.

Os VDT-60 teriam 24 m de comprimento por 14 m de largura; sua tripulação seria composta, normalmente, por 2 membros, o comandante e o operador de sistema, o qual também seria o responsável por operar o canhão automático de 20 mm, arma padrão para a defesa destes veículos.

Em casos especiais, seriam adicionados à estes veículos, um reparo duplo para lançamento de mísseis MDACP-6 de curto alcance.

Estes veículos serão melhores descritos futuramente em seu projeto o qual será apresentado em outro artigo.

Os NAA seriam ainda equipados com quatro embarcações do tipo Fast Combat Boat, bem como três veículos não tripulados baseados no programa, PROTECTOR, da RAFAEL, em operações de resgate ou mesmo de intervenção, estes proporcionariam poder de fogo e capacidade de não exposição de tropas vivas.

Os NAA seriam desenvolvidos para transportar uma força de elite composta por 960 fuzileiros completamente armados bem como os 120 veículos blindados e de apoio , necessários à execução de operações terrestres.

  • DEFESA ANTI-AÉREA

Por se tratar de um navio de apoio a operações anfíbias e obviamente quando nestas operações, estes navios estariam salvaguardados pelas escoltas, portanto os NAA não necessitariam possuir um sistema de defesa Anti-Aérea tão complexo quanto os NAE.

Ao invés disso os NAA poderiam ser equipados com sistemas de defesa de médio alcance ou como apresentado no projeto THOR, de nível de segurança II, e para tanto seriam equipados com silos verticais para lançamento de dezesseis mísseis de médio alcance MDAM-120.

No entanto dado a modularidade dos sistemas de armas, estes navios poderiam operar quando em períodos ou missões de baixo risco e intensidade, apenas com os sistemas de defesa de ponto, delegada aos quatro canhões de 6×30 mm, postos a popa, proa, bombordo e estibordo do navio, os quais juntamente com 2 lançadores óctuplos de mísseis MAAC-30 IV/RD seriam os responsáveis pela defesa à curta distância.

Concepção do Navio de Assalto Anfíbio proposto no projeto TIAMAT. (Arte-E. M. Pinto)

FICHA TÉCNICA

Tipo: NAVIO DE ASSALTO ANFÍBIO DE CONVÉS CONTÍNUO- NAA

Tripulação: Capacidade total 1200, padrão120 tripulantes + 120 integrantes do grupamento aéreo, +960 fuzileiros.

Deslocamento: 24 000 toneladas.

Comprimento: 210 m.

Calado: 8 m

Boca: 36 m.

Largura do convés: 45 m.

Propulsão: 2 Turbina a gás GENERAL ELECTRIC GENX-BR.

Autonomia: 36 000 km .

Sensores: Sistema de radar integrado de busca aérea tridimensional multi-Pulso, bandas (C-F/ V e X), 1 sistema de busca de superfície operaria na banda (G).e 2 sistemas de sonares multi-função, integrados ao sistema operando em duas frequências (Alta e média). sistemas de contra- medidas eletrônicas, RWR, detectores de Infra vermelho, sistemas de defesa anti-torpedo e 4 sistemas de disparo de chaff e flares.

Armamento: 4 baterias de canhões 6×30 mm com cadência de tiro de 6 000 projéteis por minuto e alcance máximo 6 km, 4 lançadores óctuplos de mísseis MAC-30-IV/RD e ou 16 mísseis de médio alcance MDAM-120.

Grupo aéreo embarcado: Capacidade padrão 24 aeronaves. Geralmente embarcados com 06 helicópteros pesados CH-72, 12 helicópteros de assalto MH-24, 6 helicópteros de ataque AH-20, em ocasiões especiais até 12 aeronaves não tripuladas ARD-12 e 12 ARH-9

Embarcações de apoio: 2 veículos Hover-craft VDT-60 de transporte e apoio logístico, 4 barcos de apoio e vigilância BP-120 e até 3 embarcações não tripuladas de patrulha e busca ENTP-01.

5 Respostas to “TIAMAT”

  1. se o brasil aumentase os estaleiro poderia contruir navios e prazos mas rapidos o brasil so conto estaleiros no rio se aumentasse outros no estados poderiamos mas condiçoes de construir pais tambem poderia vender

  2. concordo com instalação de estaleiros deste porte em outras regiões do país, aumentaria e muito a produção de navios militares

  3. Hoje do ponto de vista prático, a melhor opção para a MB seria a classe Mistral empregando tecnicas de construção de navios comerciais, visando baixar o preço (o preço dos Mistral são bem inferiores ao modelo ingles Ocean). Já o modelo Enforcer seria a opção das opções, pois com uma mesma plataforma-base teríamos todo o conjunto de navios anfíbios e de transporte de tropas, diminuíndo custos de treinamento e de manutenção.
    Cumprimentos

  4. Apareceu mais duas opções ao lado do BPC Mistral com custos aquisitivos semelhantes (apesar de um pouco maiores) um LHD italiano com 20 000ton de deslocamento e capacidades semelhantes ao do BPC Mistral e o projeto Eforcer LHD de 24 000ton (podemos contar também com uma versão do BPC Mistral oferecida a Austrália com 24000ton e capacidades de transporte melhoradas..
    De todos os projetos acima citados os que possuem os menores custos seriam os BPC Mistral (ambas as versões, de 20000ton e a de 24000ton), pois utilizam modernas técnicas comerciais de construção alidas a uma grande automação, gerando um navio com boas e até ótimas qualidades marinheiras.

  5. Sergio obrigado pela informação, mas os dados que disponho são contrário a isto a França adiquiriu o Tonèrre e o Mistral juntos por 850 milhões de dólares aproximadamente, isto por exemplo é o custo de apenas um navio da classe Juan Carlos espanhol.
    Quanto aos demais navios também concordo são excelentes principalemente o Italiano LHD que considero ideal para nós, menor e mais adaptado as nossas realidades.
    sds
    E.M.Pinto

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