Maceió é a capital mais violenta para os jovens e SP a menos, mostra pesquisa
SÃO PAULO – Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que Maceió é a capital brasileira onde os jovens estão mais expostos à violência. São Paulo ficou na 192ª posição do ranking e foi considerada a capital de menor vulnerabilidade, onde supostamente os jovens estão mais seguros.
A cidade do Rio de Janeiro ficou em 8º lugar entre as capitais. Levando em conta todos os 266 municípios brasileiros avaliados, a cidade de Itabuna, no sul da Bahia, foi considerada a mais violenta para os jovens. Já a cidade de São Carlos, no interior paulista, foi avaliada como a melhor de todas.
No topo do ranking, com índice de exposição a violência considerados muito altos estão Marabá (PA), Foz do Iguaçu (PR), Camaçari (BA), Governador Valadares (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Teixeira de Freitas (BA), Serra (ES) e Linhares (ES). Depois de São Carlos, os mais seguros são: São Caetano do Sul (SP), Franca (SP), Juiz de Fora (MG), Poços de Caldas (MG), Bento Gonçalves (RS), Divinópolis (MG), Bauru (SP), Jaraguá do Sul (SC) e Petrópolis (RJ).
Para classificar os municípios, a pesquisa criou um Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência (IVJV), que leva em conta o indicador de mortalidade por homicídios, por acidente de trânsito, frequência à escola e emprego, indicador de pobreza e de desigualdade.
Por conta disso, a cidade São Paulo ficou à frente, por exemplo, de Criciúma (SC), mesmo com um número de homicídios maior que o da cidade catarinense. Isso, de acordo com o Fórum, acontece porque outros dados equilibram o índice. Enquanto São Paulo tem uma vulnerabilidade maior a homicídios, em Criciúma o risco de morrer em acidentes de trânsito supera o encontrado na capital paulista. Além disso, na cidade é mais difícil o acesso ao emprego e à escola.
Morte precoce
De acordo com o estudo, pela metodologia criada pelo Laboratório de Análise da Violência, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a estimativa é que 5.002 jovens morrerão por homicídios antes de completarem 24 anos no Brasil.
Na faixa etária de 12 a 18 anos, a estimativa é de que 2,38 adolescentes morram antes dos 18 anos. Já entre adultos de 25 a 29 anos, a previsão é de que, em média, 3,73 jovens morram antes de chegar aos 29 anos.
Próximos da violência
Um dado alarmante do estudo é que, mesmo que não sejam vítimas diretas da violência, a maior parte dos jovens brasileiros convive bem de perto com ela. Dos 5.182 entrevistados de 13 Estados, 88% afirmaram já terem visto corpos de pessoas assassinadas. Outros 64% disseram que costumam ver pessoas que não são policiais portando armas de fogo. Aqueles que afirmaram que pessoas próximas foram mortas somaram 8%.
Grupo de risco
A pesquisa indica que homens (56,1%), com mais de 19 anos (73,2%) e que se declaram negros ou pardos (64,1%) são os mais suscetíveis á violência. Já as mulheres (54,1%) entre 12 e 18 anos (44,2%) compõem o grupo de menor risco.
Perfil
Os jovens brasileiros se dizem solteiros (75,6%), católicos (46,8%) e pardos (39,6%). Dos ouvidos, 39,2% disseram viver com até R$ 930 mensais e 14,4% afirmaram ser os responsáveis pelo sustento da casa onde moram.
O grau de escolaridade variou bastante entre os entrevistados, com uma pequena vantagem para aqueles que dizem ter completado o ensino primário, mas não o ginasial (28%). Depois, estão os que terminaram o colegial (26,9%) e os que acabaram o fundamental, mas não chegaram a concluir o ensino médio (25,6%).
Estudo
O estudo foi feito em parceria com o Instituto Sou da Paz, o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção ao Delito e Tratamento do Delinquente (Ilanud) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
Segundo o secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, o objetivo do estudo foi identificar o grau de exposição à violência a que jovens brasileiros de 12 a 29 anos são submetidos.
Obama decidirá sobre estratégia no Afeganistão em alguns dias
WASHINGTON – O presidente Barack Obama anunciará sua decisão sobre o futuro da estratégia dos Estados Unidos no Afeganistão em alguns dias, informou a Casa Branca nesta terça-feira, num sinal de que os meses de deliberações a respeito chegaram ao fim. ”Depois de concluir uma rigorosa reunião final, o presidente Obama possui as informações de que necessita para tomar sua decisão e a anunciará em alguns dias”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
A National Public Radio, que citou fontes anônimas, informou que Obama pretende fazer o anúncio no dia 1º de dezembro.
A decisão de Obama parece cada vez mais próxima, após a recente posse do presidente afegão Hamid Karzai, o retorno de uma viagem pela Ásia e as pressões da oposição republicana.
Reunião na segunda-feira
Obama se reuniu na segunda-feira à noite com o gabinete de guerra, o último encontro dedicado ao Afeganistão antes de uma decisão sobre o envio ou não de milhares de soldados adicionais ao país.
Entre os principais funcionários presentes na reunião estavam o secretário de Defesa, Robert Gates, e a secretária de Estado, Hillary Clinton.
O encontro com os principais secretários, generais, diplomatas e assessores vinculados ao tema teve duração de duas horas no salão de administração de crise da Casa Branca.
O comandante das tropas americanas no Afeganistão, Stanley McChrystal, que participou da reunião por videoconferência, pediu o envio de 40.000 soldados adicionais ao país. Os Estados Unidos mantêm atualmente 68.000 militares em território afegão.
O impávido colosso indefeso
Paulo Ricardo da Rocha Paiva
É inacreditável que o Brasil vivenciando hoje uma economia de resultados, no limiar do alcance da quinta posição no ranking mundial, continue sem garras, o mesmo notório impávido colosso como sempre sem presas, absolutamente vulnerável para o enfrentamento de crises internacionais que, apenas por pura sorte, têm passado ao largo. Acontece que algumas provocam conflitos armados, envolvendo potências de peso na resolução de questões que, bem ou mal, se pesquisadas suas causas, são resultado final da prepotência e da arrogância com que defendem seus interesses.
A nos induzir, uma lavagem cerebral sem precedentes banaliza o fato de uma coalizão de grandes potências desmantelar um país cuja população, de nenhuma forma, merece castigo pelos atos fanáticos de seita fundamentalista que, para azar dos afegãos, foi acusada de homiziar quadros da Al Qaeda. Ao observador mais arguto, entretanto, fica fácil vislumbrar o arremedo de uma nova “Santa Aliança” de poderosos que não têm o menor constrangimento de intervir, a manu militari, em outras nações, invocando dogmas e princípios de direito internacional que só respeitam quando do seu interesse.
É de se perguntar: qual será o próximo passo destes senhores da guerra quando evacuarem o Afeganistão? Os EUA, vale dizer, não deixam passar a oportunidade caracterizando sempre as Farc como grupo guerrilheiro apoiado pelo narcotráfico e vinculado ao terrorismo internacional. Já a Colômbia permitiu ao “irmão do Norte” a ocupação de bases defrontando nossa Amazônia, verdadeiras pontas de lança para uma intervenção na esteira de uma perseguição a narcoguerrilheiros, de fácil apoio por uma comunidade global sequiosa de punir os “destruidores de uma flora e de uma fauna” e de abocanhar o seu quinhão, naquilo que considera como patrimônio da humanidade.
Infelizmente, os nossos governantes e também a sociedade continuam sendo o mesmo avestruz de cabeça enterrada quanto à necessidade emergencial e urgente que tem o país de rearmar-se para o enfrentamento das ameaças que se descortinam no cenário mundial. Agora, além da nossa grande Região Norte, deve ser garantida a posse do imenso manancial de petróleo existente nas camadas do pré-sal brasileiro. Qualquer pessoa de tirocínio mediano é capaz de entender que não serão com bodoques e zarabatanas artesanais ou confiando tão somente na diplomacia que vamos manter a posse de tanta riqueza. Nosso destino de potência secundária, admitido e absorvido na década de 90, já caducou. Não seria chegada a hora da denúncia de tratados que, longe de afastar o perigo de uma agressão, apenas nos submetem?
Ter o que defender pode ser uma vantagem ou uma desvantagem. Acontece que, queiramos ou não, temos muitíssimo a defender. Governo e diplomacia devem compreender e aceitar esta realidade: nas relações com as potências militares, para que se consiga expressar no mesmo tom destas, urge estarmos ancorados em poder dissuasório de peso, mas nunca em tratados de limitação de armas que, em última instância, só favorecem o comércio de mão única com os mercadores da morte lotados naquelas mesmas potências. Afinal de contas, vence na luta quem vende e não quem compra armas. Se nas três últimas décadas o país tivesse investido em um projeto sério de defesa, não estaríamos agora correndo atrás do prejuízo, engordando outros cofres pelo pagamento de helicópteros, aviões de caça e submarinos.
Paulo Ricardo da Rocha Paiva é doutor em ciências militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
Ligações perigosas: Repercursões
Para “El País” jornal, visita de líder iraniano pode tirar prestígio de Lula
Um editorial do jornal espanhol “El País” nesta terça-feira diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre o risco de “perder parte do prestígio internacional que colheu”, ao receber o colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. “Ahmadinejad pretende buscar fora (de seu país) a legitimidade que dentro continua sendo contestada.
Mas a visita ao Brasil também está relacionada às sanções que a comunidade internacional imporá a Teerã após o bloqueio das negociações sobre seu programa atômico”, diz o jornal.
O artigo parte do princípio de que a visita de Ahmadinejad a Brasília amplia “o cenário internacional onde se dá a disputa sobre o programa nuclear iraniano”.
Para o diário espanhol, ainda que o Irã tenha relações com a Venezuela, a Bolívia, o Equador e a Nicarágua, e seja ainda um observador na Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) – o bloco de países criado e incentivado pelo presidente venezuelano Hugo Chávez -, “nada disso tem o profundo significado da nova escada latino-americana de Ahmadinejad”.
“O Brasil decidiu ocupar o novo papel que lhe corresponde, e isso passa por desenvolver uma política própria para as questões mais contenciosas, em particular, as do Oriente Médio e do programa nuclear iraniano.”
“É uma aposta arriscada para o presidente Lula que, antes de Ahmadinejad, recebeu o presidente israelense Shimon Peres e o da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, forçado pelo dominó de equilíbrios que deve respeitar após mover a primeira peça.”
Na opinião do “El País”, “a visita de Ahmadinejad ao Brasil não admitiria outro desenlace senão o que um jogo que termina em zero a zero”.
“Ou Lula fica em evidência por debilitar em troca de nada a frente internacional contra o programa nuclear iraniano, ou o Irã tem de fazer ante Lula concessões que até agora tentou evitar por todos os meios.”
“Talvez um meio caminho, como ganhar tempo antes das sanções (internacionais), fosse aceitável para Ahmadinejad. Lula, por outro lado, perderia uma parte do prestígio internacional que colheu merecidamente”.
“O Brasil deveria se envergonhar”
MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM
O Brasil deveria se envergonhar de receber um ditador que nega o Holocausto e prega a destruição de Israel. É a opinião do cientista político israelense Efraim Inbar, da Universidade Bar Ilan. Para ele, o governo brasileiro é ingênuo ao pensar que pode ter influência positiva sobre Ahmadinejad.
FOLHA – Brasil pode ter papel relevante no Oriente Médio?
EFRAIM INBAR – O Brasil primeiro tem que se concentrar nos seus problemas internos, que são muitos, antes de querer resolver os problemas dos outros. Uma visita como essa causa danos, porque dá legitimidade a um ditador que nega o Holocausto e quer destruir o Estado de Israel. É uma vergonha que um país como o Brasil, democrático, promova essa visita. O governo brasileiro daria o mesmo tratamento a Hitler? Se não me engano, o Brasil lutou contra o Hitler na Segunda Guerra Mundial.
FOLHA – É o mesmo que apoiar Hitler?
INBAR – Não exatamente, mas há uma grande semelhança entre o discurso de Hitler e o perigo que ele representava para o mundo e o Irã de hoje.
FOLHA – O Brasil pode ajudar no diálogo com Teerã?
INBAR – [risos] Não me parece que Ahmadinejad esteja disposto a fazer concessões. O apoio de um país importante como o Brasil só fortalece os radicais no mundo. É o que os brasileiros querem?
FOLHA – O governo brasileiro acredita que isolar o Irã é pior.
INBAR – É uma visão ingênua. O Irã se beneficia dela e ganha tempo para produzir a bomba [atômica].
FOLHA – Como a relação com o Irã pode afetar a imagem internacional do Brasil?
INBAR – Certamente não ajuda. O que o Brasil quer, ser líder do mundo muçulmano? Fazer parte do opressivo mundo árabe? Melhor seria tentar garantir um lugar entre os países democráticos e desenvolvidos. Que tipo de ponte o Brasil pretende fazer? Entre assassinos e pessoas civilizadas? Não vejo isso como um ideal tão nobre.
Um sóbrio alinhamento com as potências
CLÓVIS ROSSI
COLUNISTA DA FOLHA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia usar seu bordão preferido para dizer que nunca antes na história do Brasil houve tamanho interesse internacional pela visita de um mandatário estrangeiro como acontece agora com o iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Foi tema ontem de todos os jornais que dão destaque a assuntos globais, de modo geral repetindo o enfoque que a Folha usara na véspera: um teste para a diplomacia do governo Lula.
Passou no teste? Sim, se o aspecto a analisar for apenas o do reconhecimento a um novo peso do Brasil no jogo diplomático global. Com a ressalva de que o interesse pela viagem de Ahmadinejad teve a ver mais com o fato de o Irã estar sendo a bola da vez no noticiário internacional do que com o país visitado.
A viagem do iraniano coincidiu com manobras Militares de seu país, de dimensões fora do comum, em meio a uma crescente tensão com o G6 (EUA, Alemanha, França, Reino Unido, China e Rússia) em torno do programa nuclear iraniano.
O subtexto da tensão é este: se o Irã rejeitar a proposta do G6, que seus técnicos haviam aceitado em princípio, Israel vai sentir cócegas nos dedos para atacar as instalações nucleares iranianas. O exercício do Irã é uma maneira óbvia de avisar que está preparado para se defender e para retaliar.
Não por acaso, os especuladores puxaram para cima o preço do ouro, alegando a tensão internacional.
A propósito, Joseph Cirincione, conselheiro da Comissão do Congresso dos EUA sobre Posições Estratégicas, diz que um “ataque Militar só aumenta a possibilidade de o Irã desenvolver uma bomba nuclear“, citando o secretário da Defesa, Robert Gates, para quem “não há opção Militar que faça mais que ganhar tempo“. Tempo para o Irã eventualmente obter a bomba: de um a três anos, pouco mais ou menos, sempre segundo Gates.
“Grande bobagem”À Folha Cirincione afirmou que a visita foi “uma grande bobagem diplomática“, sob dois aspectos, o de política interna e o da questão nuclear.
“Ahmadinejad irá usar as imagens da visita como prova de que o mundo o aceita como o líder legítimo do Irã, o que minará os oponentes democráticos do regime no Irã e encorajará a linha-dura iraniana a recusar um compromisso no tema nuclear.”
É possível que Cirincione tenha razão, mas parece exagerada a versão de muitos meios de comunicação de que se está à beira de um confronto entre o Brasil e os Estados Unidos por causa do Irã.
Ajuda-memória: à saída do encontro entre Lula e Barack Obama, às margens da cúpula do G8 da Itália, em julho, Robert Gibbs, porta-voz de Obama, disse à Folha que seu chefe sugerira a Lula que usasse o peso das relações comerciais entre Brasil e Irã para tentar convencer Ahmadinejad a seguir o exemplo brasileiro de uso exclusivamente pacífico da energia nuclear.
Ou seja, recomendou o que o jargão diplomático batiza de “engajamento” -aliás palavra-chave da diplomacia de Obama.
Caminho
Foi rigorosamente o que Lula fez ontem, ao menos na sua própria versão pública: ao reconhecer “o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos“, Lula emendou cobrando “respeito aos acordos internacionais” e ainda acrescentando que “esse é o caminho que o Brasil vem trilhando“.
Mais: encorajou Ahmadinejad “a continuar o engajamento com países interessados de modo a encontrar uma solução justa e equilibrada para a questão nuclear iraniana“.
No cuidado extremo, às vezes exagerado, que a diplomacia brasileira tem com temas incendiários, é o máximo que se poderia esperar como sugestão para o Irã acertar-se com o G6, cuja proposta, no essencial, foi aceita pelos técnicos iranianos. Trata-se de enviar urânio para enriquecer na Rússia e na França até o nível em que pode ser usado para fins medicinais e, depois, devolvido ao Irã.
Se essa proposta for aceita, “a capacidade de o Irã produzir uma bomba rapidamente seria eliminada, pelo menos pelos dois anos que leva para enriquecer mais urânio“, escreve o especialista Cirincione.
À falta de detalhes sobre as conversas a portas fechadas, parece uma atitude responsável do governo Lula na questão nuclear, independentemente do uso interno que dela faça Ahmadinejad.
Quanto aos direitos humanos, tema central da crítica do governador José Serra à visita do presidente do Irã, seus argumentos são inatacáveis do ponto de vista ético e moral.
Mas a “realpolitik” que comanda a diplomacia global acaba prevalecendo sempre -de que deu exemplo Barack Obama ao visitar a China, na semana passada, e calar-se sobre o Tibete e demais violações aos direitos civis praticados sistematicamente pela China, assim como pelo Irã.
Brasil/Irã: o encontro dos “bons amigos”
Paulo Marcio Vaz
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi chamado várias vezes, segunda-feira, de “meu bom amigo”, por seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em meio à polêmica visita de um dia que o líder da República Islâmica fez ao Brasil. A “amizade” tinha seus motivos. O principal, certamente, foi o discurso de Lula em favor do direito de Teerã desenvolver, “com fins pacíficos”, seu programa nuclear, apesar das suspeitas da comunidade internacional sobre a possibilidade de Teerã ter a intenção de produzir armas nucleares visando um ataque a Israel.
– O que temos defendido há muito tempo é que o Irã tenha o direito de enriquecer urânio para produção de energia com fins pacíficos, como o Brasil está desenvolvendo – disse Lula.
O presidente brasileiro também falou sobre a crise no Oriente Médio. Citando o exemplo do Brasil, onde judeus e árabes convivem de forma pacífica, Lula lembrou que seu governo é favorável à criação de um Estado palestino independente que garanta a segurança de Israel. A afirmação se confronta com o posicionamento de Ahmadinejad, que já fez declarações polêmicas defendendo até a extinção de Israel e negando o Holocausto.
– O Irã pode ter um papel decisivo, não só no Oriente Médio, mas também na Ásia Central. Confiamos na experiência milenar de sua cultura para forjar uma ordem internacional harmônica em sua própria região – disse Lula à Ahmadinejad.
Mas o líder brasileiro evitou ir mais fundo em questões polêmicas, e não abordou, por exemplo, temas delicados sobre intolerância religiosa e falta de liberdade de expressão e direitos humanos no Irã, motivos de diversos protestos contra a chegada de Ahmadinejad ao Brasil.
Por outro lado, o líder iraniano também não deixou de agradar seu anfitrião, criticando a atual estrutura do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e defendendo que o Brasil ocupe uma das cadeiras permanentes do órgão. Sobre a questão nuclear, Ahmadinejad afirmou que o tema é usado como pretexto pelos Estados Unidos para impor sanções ao seu país. Ahmadinejad detalhou sua proposta iraniana de enriquecimento de urânio feita à AIEA, e culpou a agência e os Estados Unidos pela não assinatura de um acordo. Ahmadinejad afirmou ainda que, desde a Revolução Islâmica de 1979, os “inimigos” do Irã na comunidade internacional buscam pretextos para atacar o país.
– Nunca deixamos (sem resposta) nenhuma pergunta da Agência Internacional de Energia Atômica. Entregamos documentos que têm todos os detalhes de nosso programa – disse Ahmadinejad.
Relação preservada com EUA
O professor David Fleischer, do Instituto de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade de Brasília, não vê riscos para as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos por causa da visita de Ahmadinejad, e diz que o dicurso de Lula sobre o direito iraniano de produzir energia atômica não é novidade.
– Ao defender o direito de o Irã ter seu programa nuclear, ele (Lula) fez o mesmo discurso de sempre, que já era conhecido pelos Estados Unidos.
Para Fleischer, o Brasil agiu certo ao receber Ahmadinejad, apesar dos protestos de algumas autoridades e parte da população.
– Concordo com a posição do Itamaraty. O Brasil não pode ter restrições ao diálogo com quem quer que seja.
Motivos ocultos
O professor vê, porém, razões não mencionadas diretamente pelo governo brasileiro que justificam a postura de Brasília. Em relação ao Oriente Médio, de uma forma geral, Fleischer lembra que o fato de Lula ter recebido, em curtíssimo espaço de tempo, o presidente israelense, Shimon Peres, o líder palestino Mahmoud Abbas, e, finalmente, Ahmadinejad, não foi mera coincidência.
– O Brasil quer ser credenciado como uma nação neutra, e, dessa forma, atuar como mediadora da crise no Oriente Médio – explica. – Dessa forma, o país ganha status e prestígio internacional.
Fleischer lembra ainda mais um “motivo não declarado”, que, segundo ele, teria a ver com uma aspiração quase pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
– Aparecer como o líder que atuou de forma a pacificar um conflito tão difícil como o do Oriente Médio certamente credenciaria Lula a se candidatar ao Prêmio Nobel da Paz. – diz.
Durante a cerimônia da tarde de segunda-feira, os governos do Brasil e do Irã assinaram memorandos e convênios nas áreas de cultura, energia, ciência e tecnologia, agricultura e comércio exterior. Os dois lados também assinaram um acordo dispensando a necessidade de vistos aos portadores de passaportes diplomáticos viajando entre os dois países. Além disso, também firmaram um acordo de cooperação a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara de Comércio e Indústria do Irã.
Depois do Brasil, o presidente iraniano completa sua viagem latino-americana de cinco dias com visitas a Bolívia e Venezuela. Depois, retorna a Teerã com escalas no Senegal e em Gâmbia. Lula vai retribuir a visita em 2010.
Exército libanês abre fogo contra UAV de Israel
Militares de um conjunto de baterias antiaéreas do Exército libanês abriram fogo contra um UAV de Israel quando este invadiu o espaço aéreo libanês na manhã de sábado, numa típica missão de reconhecimento de tropas na altura de Bint Jbeil.
Segundo nota emitida pelo Exército libanês, “um drone de reconhecimento do inimigo israelense sobrevoou a média altitude a região de Bint Jbeil.
As baterias antiaéreas do Exército abriram fogo contra o artefato, forçando o artefato a rapidamente ganhar altura para não ser alvejado antes de deixar o espaço aéreo libanês”.
Este não foi o único incidente ocorrido no sul do Líbano nos últimos tempos.
Parte do sul do Líbano é constantemente “visitado” por jatos de reconhecimento e UAV de Israel, entretanto, sem uma intervenção direta do Exército.
A Organização das Nações Unidas (ONU) classifica as incursões aéreas de Israel no Líbano uma violação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança.
Ontem, o Exército libanês novamente chamou a atenção da ONU e dos militares que compõe a United Nations Interim Force in Lebanon (Unifil) para ações provocativas feitas por soldados da Força de Defesa de Israel perto das Fazendas de Shebaa.
Fonte: Revista Asas
Rússia fornecerá helicópteros para forças militares presentes no Afeganistão
A Rússia enviará 10 helicópteros de transporte Mi-17 para dar suporte às Forças de Coalizão presentes no Afeganistão. Apesar de não citar os detalhes do negócio, a agência de notícias russa RIA Novosti informou que, provavelmente, os aparelhos serão enviados sob um acordo de financiamento através do FMS (Foreign Military Sales) dos Estados Unidos, e devem ser operados por tripulações do governo afegão.
“O contrato já está firmado. As primeiras entregas ocorrerão em dezembro e as demais no decorrer de 2010”, disse o diretor da Airfreight Aviation Ltd, Serguei Krapívtsev, durante o Show Aéreo de Dubai. O executivo acrescentou que os 10 Mi-17 serão produzidos pela Kazán Helicopters e, planeja-se para mais tarde, o fornecimento de mais 20 unidade oriundas da planta aeronáutica de Ulan-Ude.
Andrei Shibitov, diretor-geral do grupo Russian Helicopters (Vertolioti Rossii), informou que entre 2009 e 2010 a Rússia fornecerá pelo menos 50 helicópteros Mi-17 para o Oriente Médio. A meta é comercializar entre 100 e 120 máquinas adicionais naquela parte do mundo.”
Atualmente, países da região formada por parte do Oriente Médio e da Ásia, incluindo Afeganistão, Iraque e Paquistão, estão usando mais de 600 helicópteros russos, notadamente em operações militares e de segurança pública.
Para dar suporte pós venda, o grupo Russian Helicopters instalou a empresa de apoio Airfreight Aviation Ltd no emirado de Sharjah (um dos sete integrantes dos Emirados Árabes Unidos) e planeja para 2012 a inauguração de um centro de serviços de manutenção com sede no Iraque.
Grande Colisor do CERN faz seu primeiro choque de partículas
O primeiro choque de partículas no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador gigante do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), foi registrado na tarde desta segunda-feira.
O choque ocorre três dias após a reativação do LHC, que ficou 14 meses sem operar por uma série de problemas técnicos. “É uma grande vitória por termos percorrido um longo caminho em tão pouco tempo”, declarou Rolf Heuer, diretor-geral do CERN.
“Foi uma festa na sala de controle. todo mundo comemorou quando ocorreram as primeiras colisões!”, comentou Jurgen Schukraft, porta-voz da equipe. “Os sinais (gerados pelas colisões de partículas) que vimos são magníficos”, disse Andrei Golutvin, outro porta-voz do CERN.
O maior acelerador de partículas do mundo, que funcionou por apenas algumas horas em setembro de 2008, antes de apresentar um grave problema, voltou à atividade nesta sexta-feira passada.
O LHC, uma joia científica que custou 3,76 bilhões de euros e que deve permitir progressos sobre o conhecimento da matéria e a origem do universo, teve sucessivos problemas após entrar em serviço, no dia 10 de setembro de 2008.
O primeiro incidente ocorreu menos de 48 horas após a ativação do sistema, sendo seguido por um segundo defeito, no dia 19 de setembro, que afetou os ímãs encarregados de guiar as partículas pelo circuito do acelerador.
O circuito mede nada menos que 27 km e está a 100 metros sob a terra, em uma região da fronteira entre França e Suíça, passando pelo território dos dois países.
Desde setembro de 2008, o CERN realizava um longo trabalho para reparar o Acelerador de Partículas, que incluiu a instalação de novos sistemas de segurança ao longo do percurso, cuja construção envolveu mais de 7 mil físicos, durante cerca de 12 anos.
Entenda a crise nuclear envolvendo o Irã
O Irã tem desafiado uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que ordena a suspensão do enriquecimento de urânio no país. No dia 25 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou o governo iraniano de construir uma segunda usina de enriquecimento.
O Irã afirmou que o local se tratava apenas de uma usina piloto e permitiu a inspeção de agentes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em 25 de outubro.
Na última semana, o Irã recusou uma proposta da AIEA, apoiada pelos principais países do Ocidente, que previa que 70% do urânio iraniano com baixo grau de enriquecimento fosse enviado à Rússia e à França para ser enriquecido e transformado em combustível nuclear, a fim de ser usado no Irã.
A proposta poderia por fim à tensão provocada pelas ambições nucleares de Teerã. O governo iraniano diz que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas vários países, entre eles os Estados Unidos, temem que ele seja usado para desenvolver armas atômicas.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, disse, no entanto, que o país não aceita enviar seu urânio para enriquecimento no exterior, mas aceitaria a possibilidade de trocar o urânio por combustível nuclear dentro do próprio território iraniano.
A BBC preparou uma lista de perguntas que explicam a crise nuclear envolvendo o Irã.
O que se sabe sobre a segunda usina de enriquecimento de urânio?
A usina fica perto de Qom em uma montanha num local chamado Fordu. O presidente Obama disse que o tamanho e espaço da usina era “inconsistente” com um programa nuclear pacífico, o que provavelmente significa que o local era muito pequeno para enriquecer urânio suficiente para produção de combustível e grande o bastante para enriquecer o necessário para uma bomba.
A AIEA realizou uma inspeção em outubro e afirmou que a usina tem espaço para 3 mil centrífugas. O diretor da AIEA, Mohamed El-Baradei descreveu o local como “um buraco em uma montanha” e que não há nada para se preocupar.
Apesar disso, o relatório levantou dúvidas sobre a possibilidade de existirem outras usinas secretas e disse que a discrição que envolveu a construção desta usina “não contribuiu para a construção da confiança”.
Por que o Irã está recusando obedecer as resoluções do Conselho de Segurança?
O Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês) prevê que cada Estado signatário tem o direito de enriquecer urânio para ser usado como combustível para a energia nuclear civil. Esses Estados devem permanecer sob inspeção da AIEA e o Irã é um deles.
Apesar disso, apenas os Estados signatários que já possuíam armas nucleares no ato da assinatura do Tratado, em 1968, podem enriquecer urânio ao nível necessário para a produção de uma arma nuclear.
O Irã diz que está fazendo apenas o que é previsto no Tratado e pretende apenas enriquecer urânio ao nível necessário para uma usina de energia para combustível. O país ainda responsabiliza as resoluções do Conselho de Segurança de pressão política pelos Estados Unidos e seus aliados e argumenta que precisa de energia nuclear e quer o controle desse processo. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já repetiu diversas vezes que não irá se render à pressão internacional.
O que o Irã diz sobre o desenvolvimento de armas nucleares?
O governo diz que não descumprirá as obrigações previstas no NPT e não usará a tecnologia para produzir uma bomba nuclear. Em 18 de setembro, o presidente Ahmadinejad disse à NBC News que “não precisamos de armas nucleares, não é parte do nosso programa ou de nossos planos”.
Ele disse ainda que os Estados que possuem armas nucleares deviam desarmar-se. Logo depois, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, também afirmou: “nós fundamentalmente rejeitamos as armas nucleares”.
Por que o Conselho de Segurança ordenou que o Irã interrompesse o enriquecimento?
Porque a tecnologia usada para enriquecer urânio para uso combustível como energia nuclear também pode ser usada para enriquecer o urânio ao nível necessário para a produção de uma explosão nuclear. Há receio de que o Irã esteja ao menos tentando adquirir experiência para que um dia tenha a opção para produzir uma bomba.
O Irã escondeu o programa de enriquecimento por 18 anos, então o Conselho de Segurança disse que até que as intenções pacíficas do programa nuclear do país possam ser estabelecidas por completo, o país deve interromper o enriquecimento e algumas outras atividades nucleares. A ordem do Conselho é obrigatória e substitui outros direitos.
Que sanções já foram impostas contra o Irã?
Em março de 2008, a ONU impôs uma última rodada de sanções, que incluem a proibição de viagens internacionais para cinco autoridades iranianas e o congelamento de ativos financeiros no exterior de 13 companhias e de 13 autoridades iranianas. A resolução também impede a venda para o Irã dos chamados itens de “uso duplo” – que podem ter tanto objetivos pacíficos como militares.
Em 10 de junho de 2008 os Estados Unidos e União Europeia anunciaram que estariam dispostos a reforçar as sanções com medidas adicionais.
Treze dias depois, a EU concordou em congelar bens do maior banco iraniano, o Banco Melli, e estender a proibição de vistos para iranianos envolvidos no desenvolvimento do programa nuclear.
Ainda em junho daquele ano, o então representante da União Europeia para política externa, Javier Solana apresentou, em nome de China, UE, Rússia e Estados Unidos um pacote de incentivos econômicos ao Irã em troca de garantias de que o país não irá fabricar armas nucleares.
Um porta-voz do governo respondeu que a posição do país sobre seus direitos de desenvolver seu programa nuclear permaneceria a mesma.
Quais novas sanções seriam possíveis?
A Rússia e a China estão relutantes em concordar com novas sanções do Conselho de Segurança. Por isso, uma coalizão de países, que inclui a União Europeia, podem tomar algumas ações separadamente.
Já foi considerado parar a exportação de produtos de petróleo refinado para o país. Apesar da riqueza petroleira, o Irã não consegue produzir uma quantidade suficiente desses produtos sozinho. Apesar disso, há oposição à essa ideia porque poderia afetar a população geral. Pode haver esforços para conseguir uma proibição para o investimento de petróleo e gás e em negócios financeiros.
Alguns incentivos estão sendo oferecidos ao Irã. Quais são eles?
Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha, França e Alemanha afirmam que se o Irã suspender o enriquecimento de urânio, podem começar as negociações para um acordo de longo prazo.
A oferta prevê ao reconhecimento do direito do Irã desenvolver energia nuclear para fins pacíficos e o diz ainda que o Irã será tratado “da mesma maneira” que outros Estados signatários do Tratado de Não-Proliferação.
O Irã teria ajuda para desenvolver usinas de energia nuclear e teria garantias de combustível para as usinas. Além disso, receberia concessões comerciais, inclusive o possível fim das sanções dos EUA, que proíbe o país, por exemplo, de comprar novas aeronaves civis e equipamentos para os aviões.
Quais são as chances de um ataque contra o Irã?
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já falou diversas vezes do que acredita ser uma ameaça em potencial do Irã. Há relatos de que Israel tenha realizado um grande exercício aéreo, considerado um teste para uma eventual ofensiva contra o território iraniano.
O governo de Israel não acredita que os meios diplomáticos forçarão o Irã a suspender o enriquecimento de urânio e não quer Teerã sequer desenvolva capacidade técnica para produzir uma bomba nuclear. Portanto, a possibilidade de um ataque de Israel permanece.
Já é tarde demais para fazer o Irã parar de adquirir tecnologia para enriquecimento de urânio?
O Irã acha e já afirmou que sim. O aiatolá Khamenei considera a capacidade de enriquecer urânio “uma grande vitória”. De acordo com Mohamed ElBaradei, os últimos acontecimentos tornaram a atual estratégia obsoleta e o Irã deve agora ser autorizado a realizar um enriquecimento limitado, mas sob supervisão rigorosa. A sugestão foi rejeitada pelos Estados Unidos e seus aliados.
Afinal, o que, na prática, impede o Irã de fazer uma bomba nuclear?
Especialistas acreditam que o Irã poderia enriquecer urânio suficiente para construir uma bomba em alguns meses. Entretanto, o país aparentemente ainda não detém o domínio da tecnologia para criar uma ogiva nuclear.
Em teoria, o Irã poderia anunciar que está abandonando o Tratado de Não-Proliferação das armas nucleares e, três meses depois de fazê-lo, estaria livre para fazer o que bem entendesse. Mas ao fazer isso, o país estaria sinalizando suas intenções e ficaria vulnerável a ataques.
Se o Irã tentasse obter secretamente o material para fazer uma bomba e o plano fosse descoberto, o país estaria vulnerável da mesma forma. Por isso, Baradei acredita que a ameaça de que o Irã desenvolva uma bomba atômica tem sido exagerada.
Os países que já têm armas nucleares e são signatários do tratado de Não-Proliferação nuclear não se comprometeram a acabar com esses armamentos?
O artigo 6º do Tratado obriga os signatários a “fazer negociações de boa-fé sobre medidas que levem ao fim da corrida armamentista nuclear em uma data próxima e ao desarmamento nuclear”. As potências nucleares alegam que têm feito isso ao reduzir seus arsenais, mas críticos alegam que eles, na verdade, não tem seguido no caminho do desarmamento. Analistas também argumentam que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha violaram o tratado ao transferirem tecnologia nuclear de um para o outro.
E Israel, inimigo do Irã na esfera internacional, tem bombas nucleares?
Sim. Contudo, como Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, não é obrigado a obedecê-lo. O mesmo pode ser dito da Índia ou do Paquistão, dois países que têm armamentos nucleares. A Coreia do Norte abandonou o tratado e anunciou que também tem a capacidade de ter bombas atômicas.
Em 18 de setembro de 2009, a AIEA pediu a adesão de Israel ao NPT ou que o país permita que suas instalações nucleares sejam inspecionadas. Israel se recusa a aderir ao acordo ou permitir a supervisão. Acredita-se que o país tenha até 400 ogivas nucleares, mas se nega a confirmar ou confirmar isso.
Sistema integrado brasileiro é modelo seguido por países desenvolvidos, afirma Diretor do DECEA
O Diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Ramon Borges Cardoso, destacou, nesta sexta-feira (13), que o sistema integrado de controle adotado pelo Brasil tem sido modelo para vários países desenvolvidos. Ele foi entrevistado na rádio CBN, nesta manhã, pelo jornalista Heródoto Barbeiro.
“Em um fórum recente em Montreal (Canadá), havia representantes de 150 países membros da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) buscando ver como é possível fazer um trabalho de integração tanto das aviações civil como militar”, ressaltou. Ele citou que países como Alemanha e Inglaterra, que tinham o sistema separado, já adotaram o modelo como o brasileiro, além do que o Parlamento da Austrália determinou que fosse realizado o sistema integrado e assim, segundo calcula-se, o País economizará aproximadamente 300 milhões de dólares por ano.
Relatos – Ainda, na entrevista à CBN, o Diretor do DECEA esclareceu que os profissionais controladores e técnicos são incentivados a reportar situações que possam contribuir com os níveis de segurança de voo. “Eles não só têm a liberdade, como também a obrigação de fazer isso”. O Tenente-Brigadeiro Ramon explicou que, em prol do fluxo de informações, foi solicitado aos profissionais que não façam nas fichas próprias do sistema de controle relatos de outras áreas que não tenham relação com a função, como já ocorreu.
O Diretor do DECEA ratificou que o sistema é bastante seguro e que um importante indicador disso foi fornecido por auditoria da OACI que colocou o Brasil entre os três melhores do mundo.
Japão escolhe o F-35 como seu próximo caça
O Japão considera adquirir cerca de 40 caças F-35 para a sua força aérea segundo a Agência de notícias oficial Kyodo.
O Japão que após a Segunda Guerra Mundial adotou uma posição pacifistaestá gradualmente expandindo sua capacidade militar como contraponto às potencias nucleares da Coréia do Norte e da China e esta com sua continuada expansão militar.
O Ministro da Defesa procurará alocar fundos no orçamento do ano fiscal de 2011 para os caças afirmou a Agência Kyodo não citando a fonte.
O F-35 Joint Strike Fighter (JSF), em desenvolvimento pelos Estados Unidos , Inglaterra, Itália e Austrália tem um custo estimado de nove bilhões de yens (101 milhões de dólares) a unidade informou a Kyodo.
O objetivo inicial do Japão era adquriri o F-22 Raptor projetado incorporando inúmeras capacidades furtivas que o tornam discreto à deteção ao radar. Porém o Congresso não liberou a venda do avião pelas tecnologias sensíveis e recentemente a Administração Obama determinou o fim da produção do F-22 Raptor quando alcançar a marca de187 caças. Os novos caças deverão substituir os antigos F-4EJ produzidos no Japão pela Mitsubishi.
A procura de um caça de quinta geração estava focada no F-22 Raptor. Porém também solicitou informações ao Consórcio Eurofighter,e à Boeing para os F-15SE e F/A-18E/F Super Hornet, como uma solução intermediária para compensar os atrasos no F-35.
A LockheedMartin negociou com a Mitsubishi Heavy Industries (MHI) a possibilidade de estabelecer uma linha de montagem no Japão. Em especial aproveitando o relacionamento das empresas Lockheed Martin e MHI no projeto F-2 (desenvolvimento japonês com base no F-16).
A notícia é um prenúncio ruim para o consórcio europeu Eurofighter que apostava em uma provável encomenda do Japão. Pior ainda para a Boeing que previa como quase certa uma encomenda de F-15 SE (Silent Eagle) para operar junto com os F-15 J já operados pelas Forças de Auto-Defesa do Japão.
A decisão japonesa deve ter sido em muito motivada pelos recentes desenvolvimentos militares asiáticos como os mísseis norte-coreanos e a explosão nuclear desse país. E mais impressionante as duas espetaculares demonstrações de poder com o desfile do dia 01 Outubro pelos 60 Anos da China e no dia 11 de Novembro pelos 60 anos da Força Aérea.
LCS 2 Independence conclui com êxito os testes de mar
O segundo Littoral Combat Ship (LCS) concluiu no dia 19 de novembro com êxito os seus ensaios de aceitação, o feito abriu caminho para a transferência do navio de sua empresa construtora ao serviço naval.
Tal como o seu concorrente o Lockheed LCS 1 Freedom, o General Dynamics LCS 2 Independence navio, foi originalmente programado para ter sua construção finalizada em dois anos, bem como a um custo unitário de US $ 223 milhões. Porém, uma série problemas, ajustes de design e outras questões técnicas resultaram tanto no atraso dos programas como no aumento descontrolado dos custos para a ordem de US $ 700 milhões.
O comissionamento do LCS 2 Independence é esperado para meados de dezembro proóximo, com uma cerimônia formal de comissionamento agendada para 16 de janeiro do próximo ano.
O seu concorrente o LCS 1 Freedom, está efetuando testes e é esperado para realizar suas primeiras missões operacionais também no próximo ano. Ambas as concorrentes, Lockheed e General Dynamics trabalham agora nos repectivos segundos exemplares de cada projeto.
A US Navy planeja decidir pelo vencedor da concorrência LCS antes mesmo do segundo semestre de 2010, o vencedor poderá ser agraciado com o contrato para outros 51 navios da classe, que comporão a frota de navios de combate litorâneos da Marinha dos Estados Unidos.
Texto Plano Brasil.
Venezuela Recebe T-72 e reconhece apenas a UNASUL como organismo interlocutor para o conflito Venezuela/Colômbia
CARACAS (Reuters) – A Venezuela Declarou neste domingo não está interessada em ter conversações diretas com a Colômbia para resolver a crise que leva já vários meses e considera apenas a UNASUL como instrumento interlocutor para encontrar uma solução para o conflito.
“A mediação entre Colômbia e Venezuela é desnecessária, pois você tem que dar no âmbito da Unasul“, disse o vice-chanceler venezuelano para América Latina e Caribe, Francisco Arias Cardenas.
As declarações do Vice-Chanceler veio um dia depois do presidente Hugo Chávez aplaudir a chegada iminente à Venezuela de 300 veículos blindados e tanques fabricados na Rússia e conclamar os seus cidadãos a aderir ao governo na desesa do seu país de uma provável invasão estrangeira.
Chávez pediu a seus partidários para receber treinamento militar e participar da milícia durante um discurso no sábado à noite. Ele disse que é obrigação dos membros do Partido Socialista Unido da Venezuela participar na organização de grupos de combate.
A Venezuela deve se preparar para um possível ataque dos EUA e Colômbia, disse Chávez, que negou enfaticamente que seu país iria atacar o país vizinho.
“Estamos nos preparando e vamos continuar nos preparando para defender a sagrada soberania da Venezuela, para defender a revolução bolivariana na agressão imperialista e dos vassalos do império“, disse Chávez.
Chávez, um ex-comandante pára-quedistas, disse que “mais de 300 veículos blindados e tanques da Rússia começaram a chegar, entre eles carros de combate T-72, radares e sistemas de defesa aérea”, disse ele.
A Venezuela comprou desde 2005, mais de Us$ 4 bi em armas russas, incluindo 24 caças Sukhoi SU-30 MK, dezenas de helicópteros de combate e 100.000 fuzis de assalto Kalashnikov.
A Rússia anunciou em setembro passado, que abriu uma linha de crédito de US$ 2.2 bi à Venezuela para cobrir a aquisisção do país caribenho de novos sistemas de armas, entre eles, mísseis terra-ar.
Venezuela e Colômbia têm debatido durante meses pelo acordo entre Bogotá e Washington, que permite aos EUA operarem apartir de sete bases em solo colombiano pelos próximos 10 anos.
Os signatários dizem que o acordo é necessário para ajudar na luta contra o narcotráfico e as guerrilhas de esquerda, entretanto a Venezuela nega que tais bases tenham este fim e afirma que o seu real objetivo é servir d eponte para ataques à Venezuela.
“Somos o alvo número um no mapa imperial deste continente“, disse Chávez, no sábado.
Bombas explodem e voltam a assustar Tegucigalpa
Tegucigalpa, 22 nov (EFE).- Duas bombas de fabricação artesanal e de pouca potência explodiram hoje em Tegucigalpa, a capital de Honduras, sem deixar vítimas e causar danos materiais, informou a Polícia.
Uma das bombas explodiu em frente a uma igreja e, como um policial explicou à Agência Efe, era composta por um “explosivo comercial”. Ainda não foi encontrado o responsável pelo ato.
O líder da igreja é o pastor Evelio Reyes, que apoia abertamente o Governo do presidente Roberto Micheletti desde a derrubada de Manuel Zelaya, em 28 de junho passado.
A outra explosão foi causada por uma bomba que inicialmente foi deixada sobre um carro na rua principal do bairro de El Pedregal. Um pedestre, no entanto, a jogou em um terreno baldio antes que detonasse.
Micheletti advertiu no sábado que serão castigados de forma severa os que cometerem atentados ou “tentarem boicotar” as eleições do próximo domingo em Honduras.
Marinha Francesa assina contrato de manutenção de seus SSBN
A DCNS recebeu da Marinha Francesa um contrato estimado em 1 bi de Euros, destinado a manutenção de seus submarinos lançadores de mísseis balísticos. Brest receberá algo como 500 mi de Euros para manter operacionais a frota de SSBN, ou SNLE (sous-marins nucléaires lanceurs d’engins) o contrato assinado é válido por 5 anos.
Atualmente a Marinha Francesa opera 4 submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos, todos os 4 são navios da classe Le Triomphant, são eles o próprio nome de classe, Le Triomphant, le Téméraire, le Vigilant, e o mais novo navio da classe, le Terrible (foto) todos os navios serão equipados a partir de agora com o mais moderno míssil balístico de nova geração o M 51.
Texto Plano Brasil.
México quer agência espacial
Felipe Calderon também citou o caso do Brasil como um modelo de sucesso no campo aeroespacial.
Brasil poderá produzir 2 bilhões de litros de bioquerosene em 10 anos
Brasil poderá produzir 2 bilhões de litros de bioquerosene em 10 anos
Valor Online – Rafael Rosas – Via O Globo
O Brasil poderia garantir, dentro de dez anos, uma produção de até 2 bilhões de litros de bioquerosene para uso na aviação civil. A projeção foi feita hoje por Roel Collier, diretor geral no Brasil da Amyris – empresa americana responsável pelo desenvolvimento do produto a partir da cana-de-açúcar – que estima o desvio de uma parte da expansão da produção de álcool nos próximos anos para a fabricação do bioquerosene.
O executivo acrescentou que são consumidos 250 bilhões de litros de querosene de aviação (QAV) anualmente na aviação civil, enquanto a produção total de etanol no Brasil gira em torno de 25 bilhões de litros. “É impossível produzir isso com biocombustíveis hoje. Se toda capacidade de etanol fosse para o QAV daria uma mistura de 10%”, mostrou Collier.
A companhia americana fechou um acordo com Azul, Embraer e GE para testar, em 2012, o bioquerosene em uma aeronave comercial. Collier ressaltou que os custos de produção tendem a acompanhar os da cana-de-açúcar e garantiu que o poder calofírico do produto é equivalente, ou maior, que o do QAV padrão. O executivo destacou ainda que o novo combustível acompanha as emissões de dióxido de carbono do álcool, e são de 80% a 90% inferiores às do QAV.
Os executivos das empresas envolvidas no acordo ressaltaram a importância do uso de combustíveis ambientalmente corretos e lembraram que a indústria de aviação responde por 2% do total de emissões no mundo, com projeção de chegar a 3% em 2050.
O vice-presidente de operações da Azul, Miguel Dau, explicou que o aumento previsto para as emissões do setor não significa que a indústria de aviação seja vilã. Para ele, as regras mais rígidas para certificação de equipamentos e combustíveis torna mais difícil implementar mudanças. Dau deu o exemplo da implantação da TV ao vivo nos voos da Azul, que só deve estar disponível no próximo ano devido à demora na certificação da antena.
“O transporte aéreo não é o vilão. Não podemos fazer nada de forma açodada e a certificação é algo que tem que ser feito com tranquilidade”, afirmou Dau, lembrando que o cuidado com segurança exige testes e aprovações muitas vezes desnecessários em outros modais de transporte.
O diretor de estratégias e tecnologias para o meio ambiente da Embraer, Guilherme Freire, afirmou que a tendência em termos de metas para o setor é que a Conferência do Clima, que ocorre na Dinamarca em dezembro, defina as regras gerais e a International Civil Aviation Organization (Icao) cuide da aplicação das regras.
“Há possibilidade de a aviação internacional acompanhar a tomada de decisões ligada à Convenção do Clima, mas o dia-a-dia dessa aplicação será determinada pela Icao”, explicou Freire.
Agentes da Abin desconfiam do Irã
Parceiro explosivo Dois líderes de contraterrorismo da Abin contrariam pragmatismo do Planalto e chamam Irã de “financiador do terror”
Lucas Figueiredo
Para o Palácio do Planalto e para o Itamaraty, o Irã, do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que faz hoje uma visita (1)relâmpago ao Brasil, é um parceiro comercial como qualquer outro país. Para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), não. Afinado com a maioria de seus congêneres no mundo ocidental, o serviço secreto brasileiro ainda vê o Irã como uma das grandes fontes de financiamento do terrorismo internacional.
Dois dos principais agentes da área de contraterrorismo da Abin — os comandantes de inteligência Eliane Schroder de Moura e Romulo Rodrigues Dantas — consideram o Irã a face oculta do Hezbollah, a organização terrorista baseada no Líbano, que foi pioneira no uso de homens-bomba. “O Hisballah (uma das grafias do Hezbollah) mantém relações externas, notadamente, com o Irã e a Síria, de quem recebe apoio político, militar, econômico e civil”, escreveu Eliane na edição de setembro de 2007 da Revista Brasileira de Inteligência, publicação da Abin voltada para os integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). Na época em que o artigo foi publicado, Ahmadinejad iniciava o terceiro ano de governo. Até ontem, a Abin mantinha a edição da revista disponível em seu site (www.abin.gov.br).
Segundo a agente, “os membros combatentes do Hisballah recebem treinamento, apoio, ajuda financeira e material da Guarda Revolucionária Iraniana”. A Guarda Revolucionária é uma divisão das Forças Armadas do Irã e teve em seus quadros o próprio Ahmadinejad. Na mesma edição da revista da Abin, o comandante de inteligência Romulo Rodrigues Dantas afirma que “serviços de inteligência ocidentais estimam que entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões são doados anualmente ao Hizballah pelo governo do Irã, na forma de assistência militar, mercadorias e recursos financeiros”. Ainda segundo o agente, “haveria, ainda, evidências de que iranianos também participariam diretamente no planejamento de operações do Hisballah”.
Romulo e Eliane são experts em contraterrorismo. Ele já comandou a Diretoria de Contraterrorismo da Abin e serviu em Washington como representante da agência no Comitê Interamericano contra o Terrorismo (Cite), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA). Eliane substituiu Romulo no posto na capital norte-americana. Os artigos de ambos na revista da Abin têm como foco o Hezbollah. O texto de Romulo é intitulado “O Hisballah e a evolução do quadro no Oriente Médio”. O de Eliane, “O Partido de Deus no Líbano”, tradução para o português do termo árabe Hezbollah.
Sem pragmatismo
O que os agentes afirmam em relação ao Irã não é novidade, mas vai em sentido contrário ao discurso pragmático do Palácio do Planalto e do Itamaraty, que empenham apoio político ao polêmico Ahmadinejad. Eliane é a mais contundente. Segundo ela, o Hezbollah “se fortaleceu com armas e munições da Síria e do Irã”. A agenda político-militar da organização, ainda de acordo com a agente, é definida “em cooperação com Teerã-Irã”. “O líder máximo da organização é o aiatolá iraniano Ali Khamenei”, afirma ela.
Entre os atos terroristas atribuídos ao Hezbollah estão os ataques contra a Embaixada dos EUA em Beirute (1983 e 1984), o sequestro de 17 norte-americanos e outros cidadãos ocidentais (1984 e 1988), o sequestro do voo da TWA (1985) e os atentados à Embaixada de Israel em Buenos Aires (1992) e à Associação Mutual Israelita Argentina (1994). Centenas de pessoas morreram nessas ações.
À espera
Eliane não descarta a possibilidade de a organização terrorista armada e financiada pelo Irã atuar na América Latina. “O Hisballah mantém células em várias partes do mundo, com ampla infraestrutura no Oriente Médio, na África Ocidental e na Europa. Devido à existência de expressiva colônia na América Latina, pode dispor de eventual apoio neste continente”, afirma a agente.
De acordo com Romulo, o Hezbollah foi “o primeiro (grupo terrorista) a valer-se de homens-bomba” islâmicos na era moderna” e “o primeiro a realizar ataques múltiplos”. Ainda segundo ele, a organização é imitada pela Al-Qaeda, grupo terrorista responsável pelas ações mais violentas dos últimos anos, como a derrubada das torres do World Trade Center, em Nova York, e o ataque à sede do Pentágono, em Washington, em setembro de 2001.
1 – Brasília
Mahmud Ahmadinejad, que viaja com uma comitiva de cerca de 300 pessoas, entre empresários e funcionários de Teerã, passará pouco mais de 24 horas em Brasília. O principal ponto de interesse nas relações Brasil-Irã é o petróleo. Está prevista a assinatura de 23 acordos bilaterais entre os dois países nas áreas de energia, petroquímica, alimentos e medicamentos.
Irã afirma poder atacar alvos em toda a região do Golfo Pérsico
Os Estados Unidos têm sua 5ª Frota no Golfo Pérsico que é integrada por porta-aviões e outros grandes navios de guerra.
Hoje (22), um alto comandante militar iraniano advertiu que a Marinha do Irã tem capacidade suficiente para atingir alvos inimigos no Golfo Pérsico, horas depois do início da maior manobra antiaérea do Exército nos últimos anos.
Em declarações divulgadas pela agência de notícias local “Fars”, o comandante do quartel marítimo da região oeste, capitão Abdul Hamid Kefayat, disse que as Forças Armadas conseguiram obter “sistemas de defesa sofisticados de fabricação nacional”.
“Nos primeiros anos da guerra (contra o Iraque 1980-1988), apesar de não ter armamento, conseguimos golpear o inimigo graças à fé. Hoje em dia, estamos orgulhosos de ter coberto todas as necessidades armamentísticas dentro do país e ser independentes dos estrangeiros”, disse.
Segundo a televisão estatal, o Irã iniciou neste fim de semana ambiciosas manobras de defesa aérea, aparentemente destinadas a testar os sistemas defensivos das polêmicas instalações nucleares distribuídas pelo país.
Os exercícios bélicos têm duas fases e cobrirão dois terços do território nacional, explicou, no sábado, o general Ahmad Mighani, chefe do Estado-Maior da Aviação iraniana.
Sugestão e Colaboração Konner
Fonte: G1
Ligações perigosas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil.
Lula disse estar feliz por receber, em um espaço de 15 dias, três nomes influentes do Oriente Médio: o presidente de Israel, Shimon Peres, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e agora, Ahmadinejad. “Isso mostra a diversidade das relações internacionais do Brasil”, afirmou Lula. “E com todos eu vou conversar sobre a paz.”
O presidente avaliou que é importante a participação de todos os países membros das Nações Unidas nos debates sobre os conflitos no Oriente Médio. Ele ainda defendeu empenho maior dos Estados Unidos e da União Europeia para acabar com os impasses diplomáticos na região. “É preciso que as grandes potências também tenham uma ação mais positiva, mais construtiva”, disse.
EUA investigam vazamento em usina nuclear
Washington, 22 nov (EFE).- A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos enviou hoje uma equipe de investigadores à usina nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia, para analisar o impacto de um vazamento em um de seus módulos.
A unidade estava fechada desde 26 de outubro para recarregar combustível e obras de manutenção e substituição dos geradores a vapor.
O porta-voz da Exelon Nuclear, Beth Archer, disse que os investigadores estão buscando a causa do vazamento e assegurou que a radiação foi rapidamente contida.
Segundo indicou, as primeiras provas indicam que a contaminação afeta só a parte interior do edifício e não saiu da construção, e que por isso não há riscos maiores.
No entanto, segundo o diário local “The Examiner”, 20 empregados foram tratados por excesso de radiação.
A usina de Three Mile Island foi cenário do pior acidente nuclear da história dos EUA, quando em 1979 houve uma fusão acidental do núcleo em um reator da unidade, que a companhia fechou posteriormente. EFE
Lula recebe líder do Irã em visita cercada de polêmica
Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em São Paulo
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, faz nesta segunda-feira uma visita oficial ao Brasil cercada de polêmica e expectativa.
Neste domingo, antes mesmo da chegada de Ahmadinejad ao país, entidades ligadas à comunidade judaica, grupos religiosos, de defesa dos direitos humanos, de homossexuais e outras organizações realizaram protestos contra a visita do líder iraniano.
A vinda de Ahmadinejad ao Brasil também provocou críticas em outros países. Congressistas americanos chegaram a afirmar que receber Ahmadinejad é um erro.
No entanto, o governo brasileiro defende a visita do líder iraniano, que ocorre menos de duas semanas depois da vinda do presidente de Israel, Shimon Peres, e poucos dias após a visita do presidente palestino, Mahmoud Abbas.
Às vésperas de assumir uma vaga rotativa no Conselho de Segurança da ONU e com a pretensão de conquistar um assento permanente, o Brasil busca com as visitas dos líderes do Oriente Médio desempenhar um papel mais relevante nas grandes discussões internacionais.
Os críticos da visita de Ahmadinejad questionam o fato de o Brasil receber um líder tão polêmico com honras de chefe de Estado e temem que o gesto possa deixar a impressão de que o Brasil concorda com as posições do presidente iraniano.
O governo brasileiro, porém, afirma que a política externa brasileira tem uma tradição de não intervir em assuntos internos de outros países, que isolar o Irã seria menos produtivo e que o melhor caminho é o diálogo.
Durante a passagem do presidente de Israel por Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não se constrói a paz necessária no Oriente Médio sem conversar com “todas as forças políticas e religiosas, que querem paz e que se opõem à paz”.
“Ou você transforma o processo de negociação em um clube de amigos em que todos estão concordando com uma coisa e os que discordam ficam de fora, portanto a paz não será possível nunca”, afirmou o presidente na ocasião.
Programa nuclear
Ahmadinejad ficará apenas um dia no Brasil. Depois, passará pela Venezuela e pela Bolívia, seus aliados na América Latina.
A visita do líder iraniano ocorre em meio ao crescente isolamento do país, especialmente devido a seu programa de enriquecimento de urânio. Estados Unidos e outros países temem que o Irã planeje desenvolver armas nucleares secretamente e pressionam o governo a interromper o enriquecimento de urânio.
A recusa de Teerã em ceder às pressões tem provocado sanções da ONU contra o país. O governo iraniano nega as alegações e afirma que seu programa nuclear é pacífico, com o objetivo de geração de energia.
A expectativa é de que no encontro desta segunda-feira o presidente Lula defenda o uso pacífico de energia nuclear e afirme que o Irã tem direitos e deveres a cumprir.
Antes de embarcar, Ahmadinejad divulgou uma carta em que pede que o Brasil fique “ao lado do povo iraniano” em questões nucleares.
O presidente iraniano é conhecido por suas declarações polêmicas. Ahmadinejad já negou o Holocausto mais de uma vez e prega a destruição do Estado de Israel.
O governo israelense considera o líder iraniano um inimigo e acusa Teerã de fornecer financiamento e treinamento a grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, contribuindo para a instabilidade no Oriente Médio.
Agenda
A visita de Ahmadinejad ao Brasil estava inicialmente prevista para maio, mas foi adiada na última hora, pouco antes das eleições no Irã.
No pleito, realizado em junho, Ahmadinejad foi reeleito em uma votação marcada por acusações de fraude. Na época, o presidente Lula foi um dos primeiros líderes a reconhecer a vitória de Ahmadinejad.
Os protestos que se seguiram à divulgação dos resultados da eleição foram os maiores realizados no Irã desde a Revolução Islâmica, em 1979. A violenta repressão aos protestos deixou dezenas de mortos e centenas de pessoas presas e foi criticada por diversos países.
Ahmadinejad chega a Brasília acompanhado de uma comitiva de quase 300 pessoas, entre elas cerca de 150 empresários de diversos setores. Durante sua visita, serão assinados 23 acordos bilaterais.
Um dos objetivos da viagem é reforçar as ligações comerciais entre os dois países. No ano passado, o Brasil exportou US$ 1,13 bilhão para o Irã e importou US$ 14,78 milhões.
Além do encontro com Lula, o presidente iraniano também será recebido pelos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e por representantes do Grupo de Amizade Parlamentar Brasil – Irã. Está previsto ainda discurso no Instituto de Educação Superior Brasília, segundo a embaixada iraniana.
Ahmadinejad é o primeiro presidente iraniano a visitar o Brasil. Este será o terceiro encontro entre o presidente iraniano e Lula. Os dois líderes já haviam se encontrado no Equador e a segunda nos Estados Unidos.
O presidente Lula deve visitar o Irã no primeiro semestre de 2010.
Investimento tcheco
Presidente da República Tcheca quer parceria com a Embraer para construir avião-cargueiro
Viviane Vaz
O Brasil deve ganhar mais um parceiro de peso para cooperar em matéria de aviação. O presidente da República Tcheca, Václav Klaus, chega a Brasília amanhã e se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para estabelecer uma cooperação mais próxima entre a empresa brasileira Embraer e a tcheca Aero Vodochody. “Estamos muito interessados em fazer uma parceria com a Embraer para desenvolver o cargueiro KC-390 (que substituirá o Hércules, usado pelas Forças Armadas brasileiras)”, afirmou o embaixador da República Tcheca no Brasil, Ivan Jancárek, em coletiva de imprensa.
O embaixador reconhece que o cargueiro é “uma noiva extremamente disputada”. “Ainda está em fase de desenvolvimento, e esse é o momento de estabelecer as parcerias”, diz Jancárek. O diplomata ressalta que a Aero Vodochody já coopera com a Embraer na produção dos jatos E-190, e que a empresa tcheca exporta aviões para quase 150 países no mundo. “Outra empresa AÉREA que começou a fornecer para empresas regionais no Brasil é a Let Kunovice, que vendeu mais várias unidades do L410, com capacidade para 20 passageiros”, conta. As principais exportações ao Brasil, porém, estão ligadas ao setor automobilístico, como motores, caixas de transmissão e maquinaria pesada.
A comitiva do presidente será integrada por empresários e pelo ministro do Interior, Martin Pecina. Klaus também pretende propor cooperação na área de etanol. “Para atender as normas da União Europeia, a República Tcheca é obrigada a colocar 5% de etanol na gasolina, hoje, e esse índice deve aumentar para 10% até 2014”, diz o embaixador. Na República Tcheca, existe uma reduzida produção da substância à base de beterraba, cuja a produtividade para o combustível é menor que a da cana de açúcar. “O etanol brasileiro é mais barato”, reconhece Jancárek.
Outra parceria que pode entrar na mesa de negociações diz respeito à melhoria da infraestrutura de transportes de cidades brasileiras, pensando na Copa de 2014. Os tchecos pretendem oferecer o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), principalmente para Manaus e Recife. Lula e Klaus devem assinar, também, um acordo comercial entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportação (Apex) e a Tchecainvest.
Parentesco
Em Brasília, o presidente tcheco visitará o Congresso Nacional e o memorial do presidente Juscelino Kubitschek. Um dos bisavós maternos do ex-presidente brasileiro, o carpinteiro Jan Nepomuk Kubícek, foi um dos primeiros imigrantes tchecos a desembarcar no Brasil, em 1823. Hoje, cerca de 500 mil tchecos e descendentes vivem no país. “Para a República Tcheca, o Brasil é o parceiro mais importante da América Latina”, afirma o embaixador. O presidente tcheco segue na quarta-feira para São Paulo, onde se reúne com o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab. Klaus termina a viagem na quinta-feira, em Recife, onde se encontra com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Cientistas brasileiros desenvolvem foguete com propulsão a laser

Cientistas brasileiros estão desenvolvendo uma nova tecnologia na área espacial.
É uma propulsão a laser.
Uma fonte aqui na Terra dispara um feixe de laser que atinge o foguete.
Esse foguete, então, decola, sem precisar levar combustível.
O projeto é coordenado por pesquisadores brasileiros, que trabalham em parceria com cientistas americanos.
De uma base na Terra, serão emitidos feixes do raio que vão aquecer o ar, provocar uma explosão e empurrar o veículo para cima.
As experiências para transformar em realidade o que por enquanto é só uma simulação de computador estão sendo feitos em um laboratório da Aeronáutica em São José dos Campos (SP).
Os EUA, parceiros do projeto, forneceram as fontes de laser.
A luz segue por uma tubulação preta até o túnel de vento, que suporta temperaturas e pressão extremas.
Lá dentro ocorre a explosão que vai mover a aeronave.
Pesquisas com propulsão a laser também são feitas por outros países, como Estados Unidos e Japão, mas essa é a primeira vez que a tecnologia é testada dentro de um túnel de vento, equipamento que simula todas as condições de um voo até o espaço.
Sem precisar levar combustível, o foguete poderá carregar até 50% de seu peso em carga, no caso, satélites.
Hoje a carga pode chegar a no máximo 5% do peso do foguete. Os 95% restantes correspondem à estrutura e ao combustível.
” Atualmente, para se colocar 1 quilo em órbita custa US$ 20 mil.
Com essa tecnologia, se espera que o custo seja reduzido para US$ 200 “, explica o diretor do Instituto de Estudos Avançados, Cel.Marco Antônio Minucci.
Colaborou Konner
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Fonte: G1
Presidente do Irã fala sobre armas nucleares e a possível parceria com o Brasil.
Jornalista, William Waack
O presidente iraniano chega ao Brasil nesta segunda-feira (23) para uma visita oficial.
Ele propôs ao Brasil uma ampla cooperação nuclear para construção de usinas geradoras de eletricidade, deixando claro que não está pensando na importação de tecnologias sofisticadas e de disseminação controlada que o Brasil possui.
“Nós temos uma tecnologia nuclear própria”, afirmou.
Ahmadinejad disse que o Brasil e o Irã enfrentam dificuldades semelhantes para desenvolver tecnologias próprias no campo nuclear.
Ao contrário do que dizem as potências ocidentais, que acusam o Irã de desenvolver um programa com fins militares, Ahmadinejad afirma que as atividades nucleares iranianas estão sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica, de Viena e que não há mais o que negociar.
” O Brasil sempre deu apoio ao direito iraniano de ter tecnologia nuclear e somos gratos por isso. Nossos inimigos fizeram de tudo para nos impedir: aprovaram resoluções contra o Irã, impuseram sanções, ameaçaram reagir militarmente, lançaram campanhas políticas. Mas eu penso que é a vez de outras nações, como o Brasil, se erguerem “.
Colaborou Konner
Fonte: G1
Sistema de controle aéreo sem radar é testado nos EUA
Um sistema de monitoramento de aviões que não usa radar está sendo testado pela primeira vez nos Estados Unidos, abrindo caminho para a implementação de um controle de tráfego aéreo mais moderno, barato e seguro.
A tecnologia usa informações de satélite e está sendo aplicada no estado do Colorado. Ela permite que os controladores e os próprios pilotos saibam a localização exata de todas as aeronaves dentro da mesma região. O diretor do Centro Internacional de Transporte Aéreo do MIT (Massachusetts Institute of Technology), John Hansman, explicou o funcionamento deste novo sistema.
Segundo ele, esta ferramenta vai tornar voos mais seguros, e poderia ter evitado o acidente com o Boeing 737 da Gol, que matou 154 pessoas em 2006, ao cair no Mato Grosso após um choque com um jato Legacy durante o voo. “Este sistema poderia ter evitado o acidente.
Em primeiro lugar, os controladores aéreos teriam um conhecimento melhor das posições dos aviões e, em segundo, os próprios aviões poderiam ver suas posições, e saber que havia uma aproximação evitando o choque”, explicou.
O novo sistema deve ser implementado em todas as regiões dos Estados Unidos até 2020. “É um sistema que pode ajudar muito países grandes como o Brasil, que tem um território tão grande. É difícil ter radares em todos os lugares do país, mas com este sistema se torna muito barato, usando apenas equipamentos de rádio mais simples, ter as mesmas informações que se conseguiria com radares”, disse Hansman.
Segundo ele, em alguns anos o Brasil também poderá começar a testar o novo sistema, que pode logo se espalhar pelo país.
Colaborou Konner
Combates e ataques mataram 12 mil desde 2007 no noroeste do Paquistão
Islamabad – Os combates entre o Exército paquistanês e a insurgência talibã no noroeste do país causaram a morte de pelo menos 11,804 mil pessoas, na maioria extremistas, desde 2007, informaram neste sábado fontes dos serviços de inteligência.
As vítimas foram causadas por operações militares e ataques insurgentes registrados no Vale de Swat e nas demarcações tribais na fronteira com o Afeganistão, segundo vários porta-vozes dos principais serviços secretos paquistaneses (ISI).
Cerca de 6,25 mil vítimas fatais eram insurgentes, entre os quais estão 700 combatentes estrangeiros, enquanto cerca de 3,05 mil mortos são civis, disseram as fontes, em um encontro com uma delegação espanhola de especialistas e a imprensa, no qual a Agência Efe esteve presente.
Além disso, durante esse período, 2,501 mil membros das forças de segurança morreram, mais da metade deles soldados regulares e o resto, forças paramilitares, policiais ou agentes dos serviços secretos.
As fontes disseram que a maioria das vítimas civis morreu ou ficou ferida em consequência de “atentados terroristas” e outras ações insurgentes, mas admitiram que as operações militares causaram baixas.
Após lançar uma operação em grande escala contra os talibãs em Swat, o Exército paquistanês combate desde meados de outubro os insurgentes na região tribal do Waziristão do Sul, principal reduto dos extremistas no Paquistão.
Correa: aviões de combate comprados do Brasil servirão para repelir as Farc.
Na foto so Super Tucanos adquiridos pela República Dominicana
Os 24 aviões de combate Super Tucano que Quito comprou do Brasil permitirão ao Equador responder a eventuais ataques da guerrilha colombiana das Farc.
O mandatário indicou que as aeronaves começarão a chegar em dezembro, como parte do processo de modernização das Forças Armadas.
“São aviões de combate ar-terra para que, se nossas patrulhas forem atacadas pelas Farc, tenham em seguida reforço aéreo. Queremos, principalmente, proteger a vida de nossos soldados”, disse Correa em seu informe semanal.
O presidente já advertiu no passado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia que “qualquer incursão no Equador será considerada um ato de guerra”.
O plano de modernização militar de Quito inclui também a compra de 12 aviões Mirage remodelados na África do Sul, de quatro radares chineses, de helicópteros e de aeronaves não-tripuladas.
O Equador também fortalecerá a vigilância na fronteira com a Colômbia.
Colaborou Konner
Sargento denuncia que Governo chileno abriu investigação secreta sobre Peru
Lima – O sargento chileno Juan José Soto Vargas, que supostamente recebia informações do militar peruano Víctor Ariza, denunciado por espionagem a favor do Chile, declarou neste sábado que o Governo da presidente Michelle Bachelet ordenou secretamente a abertura de uma investigação sobre as Forças Armadas peruanas.
Em declarações à “Rádio Programas del Perú” (RPP), o sargento, que utilizava o nome de Víctor Vergara Rojas, esclareceu que seu nome era Juan José Soto Vargas, que era um médico que trabalha para as Forças Armadas do Chile e que viajou para a Argentina para proteger sua vida após a descoberta no Peru sobre as atividades ilegais de Ariza.
Sob o nome de Víctor Vergara Rojas, solicitava a Ariza informações confidenciais sobre as equipes das Forças Armadas peruanas, de acordo com os detalhes da investigação divulgados pela imprensa local.
“O Governo chileno ordenou que fizéssemos uma investigação de caráter secreto sobre os movimentos das tropas militares, da população do Peru”, disse Vargas à “RPP”.
Segundo ele, o Governo chileno está mentindo para a República do Peru, porque eles foram contratados para fazer o trabalho de espionagem e obedeciam ordens do comandante-em-chefe da Força Aérea do Chile (FACH).
“Recebemos quantidade de documentação secreta (…) do suboficial da Força Aérea Peruana (Ariza) e entregamos ao general Ricardo Ortega, comandante-em-chefe da FACH”, disse Vargas.
Vargas afirmou que “tudo estava em conhecimento do chefe da FACH, da presidente Bachelet e também do chanceler Mariano Fernández” e justificou que este tipo de trabalho (de espionagem) existe em todos os países.
Por sua parte, o presidente do Conselho de Ministros, Javier Velásquez, que esteve presente na rádio durante a entrevista ao agente chileno, disse que este testemunho “abona e reforça a consistência das provas que entregamos ao Governo” do Chile.
Velásquez disse que em um caso deste tipo “é óbvio que (os envolvidos) sempre atuam com pseudônimos”, mas considerou que a declaração de Vargas “abre um pasta a mais de interrogação e dúvidas que somente as autoridades chilenas podem resolver”.
Irã realizará manobras militares de proteção a setor nuclear
TEERÃ – O Irã vai realizar testes simulados de defesa aérea em larga escala na semana que vem para ajudar a proteger suas instalações nucleares contra qualquer tipo de ataque, disse neste sábado um alto comandante militar a uma agência de notícias iraniana.
O general Ahmad Mighani, chefe das forças de defesa aérea, também indicou que o Irã poderia produzir por si próprio um sistema avançado de defesa antimísseis que até agora a Rússia não entregou ao país, conforme fora acertado entre os dois países. Estados Unidos e Israel não querem que o Irã possua esse sistema.
O Irã acredita que a demora da Rússia em lhe entregar os mísseis S-300 de longo alcance é resultado da pressão israelense, e não de problemas técnicos citados pelo governo russo, declarou Mighani.
“Esperamos que a Rússia ignore a pressão do lobby sionista,” disse o general Mighani, segundo a agência semi-oficial de notícias Fars News. O Irã se refere a Israel como “regime sionista.”
As manobras militares vão começar no domingo e envolverão a Guarda Revolucionária, unidade militar de elite, e as Forças Armadas regulares contra um inimigo hipotético, informou a mídia iraniana.
Os Estados Unidos e Israel não descartam a possibilidade de ação militar se a diplomacia não conseguir resolver a disputa sobre as atividades nucleares iranianas, que os Ocidente suspeita que tenham como objetivo a produção de bombas atômicas.
O Irã diz que seu programa nuclear tem como única meta a geração de eletricidade e ameaça reagir, atingindo Israel e as bases dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, se for atacado.
“As manobras de defesa aérea desta semana terão a intenção de proteger as instalações nucleares do país,” disse Mighani, segundo a agência Fars.
O Irã costuma com frequência realizar exercícios de defesa e anunciar avanços nos equipamentos militares para mostrar que está preparado a reagir contra quaisquer ameaças a seu programa nuclear.
Segundo a agência de notícias estatal Irna, as manobras ocorrerão no oeste do país e serão “imensas.”
Nas últimas semanas as autoridades iranianas vêm expressando crescente frustração com o não cumprimento da entrega dos S-300 pela Rússia. O governo russo está sob forte pressão do Ocidente para que se distancie do Irã na questão do programa nuclear e não vem cumprindo as promessas de entregar os S-300.
Ucrânia, Lituânia e Polónia criam brigada internacional
Força de 4.500 homens é teste à capacidade de defesa mútua
As forças armadas da Polónia, da Ucrânia e da Lituânia, estudam a criação de uma unidade militar mista, composta por militares dos três países. As primeiras unidades da brigada, poderão estar operacionais em até quatro anos, atingindo a total operacionalidade dois anos mais tarde.
A função principal da brigada deverá ser a utilização em operações internacionais de manutenção de paz, quer das Nações Unidas quer da NATO, e a sua estrutura e organização serão idênticas às de forças equivalentes que existem na Europa Ocidental, segundo os padrões NATO.
A sede da brigada ficará na cidade polaca de Lublin, a cerca de 80km da fronteira entre a Polónia e a Ucrânia.
Esta não é a primeira vez que são criadas forças multinacionais ente países da Europa de leste, mas o que faz com que esta força seja diferente de todas as outras, é o facto de pela primeira vez fazer parte dela uma força de um país que não faz parte da aliança.
A criação da força é vista como uma afirmação da determinação ucraniana em aderir à NATO, algo que é visto como uma afronta por parte da Rússia, país que tem enviado sinais claros de que não aprova a adesão de mais repúblicas da antiga URSS à aliança militar ocidental.
A força será inicialmente constituída maioritariamente por forças polacas, que estão num processo muito mais avançado de padronização com os standards NATO, coisa que nas forças armadas da Ucrânia é apenas experimental.
A indústria militar ucraniana, que era extremamente importante no tempo da União Soviética, está envolvida em vários programas de padronização de armamento, destinado a permitir às forças ucranianas a conversão de algumas das suas unidades para padrões ocidentais.
A Polónia também tem o mesmo problema – ainda que num outro nível – tendo ainda ao serviço várias unidades equipadas com sistemas de concepção soviética, como tanques do tipo T-72 fabricados localmente.
As movimentações destes países, estão também relacionadas com a arrogância das autoridades russas, no seu relacionamento com os seus antigos satélites, como é o caso da Ucrânia e da Geórgia, país que se encontra presentemente ocupado por tropas russas.
As autoridades russas ameaçaram já os seus vizinhos de que poderão intervir militarmente nas fronteiras de qualquer país vizinho com o objectivo de proteger os seus cidadãos.
O procedimento e argumentação russos foram os mesmos utilizados pela Alemanha Nazi em 1939 quando invadiu a Polónia, o que desperta nos polacos receios ancestrais, resultado também da sua conflituosa relação com o Império Russo.
Brasil aprimora acordos na — ÁREA DE DEFESA — com Chile e Suriname.
O Plenário do Senado aprovou projeto de decreto legislativo (PDS 719/09) que homologa um acordo assinado há quase um ano entre o Brasil e o Chile sobre cooperação em matéria de defesa.
Com nove artigos, o acordo estabelece regras gerais para cooperação nessa área, incluindo intercâmbio de conhecimentos, experiências, instrutores e estudantes de instituições militares e informação nas áreas de ciência e tecnologia.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou que o acordo dispõe ainda sobre questões relacionadas às responsabilidades financeiras, disciplina e segurança da informação.
Segundo o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), “O acordo é instrumento benéfico para as boas relações internacionais do Brasil e implicará benefícios diretos a nosso Projeto Nacional de DEFESA”.
Suriname
O Plenário do Senado aprovou também nesta quarta-feira (18) projeto de decreto legislativo (PDS 499/09) que ratifica integralmente com o texto de acordo firmado entre o Brasil e o Suriname sobre cooperação na — ÁREA DE DEFESA, com objetivo de promover ações conjuntas de treinamento, instrução militar, aquisição de produtos e serviços.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o acordo também dá ênfase à pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico, compartilhamento de conhecimentos e experiências.
O ministro destacou que o acordo está em consonância com o rol de documentos análogos a que o Brasil está vinculado com outros países limítrofes, pretendendo também estreitar vínculos bilaterais.
A matéria inclui intercâmbio de instrutores e estudantes de instituições militares, apoio a iniciativas comerciais relacionadas a materiais e serviços da área de defesa e desenvolvimento de programas para aplicação de tecnologia.
Sugestão e colaboração: Konner
Fonte: Defesa Brasil
Uribe rejeita brados de guerra
BOGOTÁ – Ao comentar a crescente tensão com a Venezuela, acusada de destruir duas pontes para pedestres na sua fronteira com a Colômbia, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, garantiu que seu governo não fará qualquer gesto de guerra contra o país vizinho.
– Nossa luta contra o terrorismo é voltada à segurança. Nós não temos qualquer pretensão de ir contra a comunidade internacional, principalmente contra o povo irmão da Venezuela – disse Uribe, em declarações à rádio RCN.
O mandatário assinalou ainda que seu governo evitará até a troca de “agressões verbais” com a Venezuela e não responderá às declarações do presidente Hugo Chávez, e de outras autoridades de Caracas.
– O que vamos fazer, enquanto não há um diálogo bilateral, é recorrer aos organismos internacionais – revelou. – Nós não podemos produzir neste momento qualquer gesto de provocação; esta é uma grande oportunidade que a Colômbia tem para mostrar ao mundo que nosso único interesse é a derrota do terrorismo. Não temos interesse em desafiar ninguém, de propor guerras à comunidade internacional, especialmente a vizinhos e irmãos.
FARC
Uribe também insistiu sexta-feira para que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) libertem todos os membros das forças de segurança que mantêm sequestrados com o objetivo de serem trocados por guerrilheiros presos.
– O governo não pode esquecer que também precisa da garantia de que os demais serão libertados – advertiu Uribe, ao ressaltar que o Executivo não deve se descuidar diante da entrega de dois militares que os rebeldes prometeram devolver de maneira unilateral.
Brasil com um pé na África
Acordo secreto entre os dois países, que ganhou carimbo de “secreto” no Ministério da Defesa, autoriza o Brasil a instalar uma base naval na Namíbia, país africano que adquiriu navios de guerra produzidos aqui.
FONTE: Colunista Cláudio Humberto Via Poder Naval
COOPERAÇÃO MILITAR RENDE EXPORTAÇÃO DE US$ 26,5 MI
Reportagem de Roberto Godoy
Os Ministérios da Defesa dos dois países assinaram acordos pelos quais o Comando da Marinha brasileiro fica responsável pela construção de uma — Base Naval no Porto de Walvis Bay — e pelo levantamento hidrográfico da baía.
O pacote prevê a aquisição gradativa de navios de maior porte e poder de fogo.
Parte do novo investimento deve ser financiado pelo BNDES, nos termos propostos pelo Plano de Defesa Nacional para estimular a indústria de sistemas militares.
A Namíbia tem 2,2 milhões de habitantes e uma das maiores reservas de gás do mundo: 60 bilhões de m³.
A Petrobrás é parceira.
Colaborou: Konner
Congressista americano critica Lula por receber Ahmadinejad.
O presidente da subcomissão para a América Latina da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, o democrata Eliot Engel, criticou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por receber o governante iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, na próxima segunda-feira.
“O presidente Lula está cometendo um grave erro”, disse Engel por meio de um comunicado. “O Irã executou dois atentados terroristas letais em solo sul-americano nos anos 90, pede a destruição de Israel e desenvolve armas nucleares em segredo”, afirmou o congressista.
“Lula não deveria legitimar Ahmadinejad encontrando-se com ele no Brasil”, acrescentou.
O governo brasileiro indicou seu desejo de dialogar com o Irã, ao invés de isolá-lo para tentar fazer com que o país desista de prosseguir com seu programa nuclear, estratégia adotada pelos Estados Unidos e seus aliados.
Em entrevista coletiva após a cúpula do G20 em Pittsburgh (Estados Unidos), há dois meses, Lula afirmou que pretendia aumentar as relações comerciais com o Irã, apesar da confirmação de que o país havia construído mais uma usina nuclear em segredo.
A posição do presidente brasileiro não foi bem recebida por alguns membros do Congresso americano.
“O Brasil é um país democrático que passa por um acelerado processo de modernização, quer entrar no Conselho de Segurança da ONU e também deseja ser um líder mundial. Espero sinceramente que chegue a esse ponto, mas ampliar seus vínculos com Ahmadinejad não é o caminho”, afirmou Engel.
Fonte: uol
Grupo de países pede a Irã que reconsidere proposta nuclear
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia – e a Alemanha pediram nesta sexta-feira que o Irã reconsidere a proposta de acordo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o programa nuclear iraniano.
A proposta, apresentada no mês passado, prevê que 70% do urânio iraniano com baixo grau de enriquecimento seja enviado à Rússia e à França para ser enriquecido e transformado em combustível nuclear, a fim de ser usado no Irã.
O plano da AIEA, apoiado pelos principais países do Ocidente, poderia por fim à tensão provocada pelas ambições nucleares de Teerã. O governo iraniano diz que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas vários países, entre eles os Estados Unidos, temem que ele seja usado para desenvolver armas atômicas.
“O Irã não participou de um diálogo intensificado e, em particular, não aceitou uma nova reunião”, diz uma nota divulgada pelos seis países após uma reunião de representantes em Bruxelas.
“Nós fazemos um apelo ao Irã para que reconsidere a oportunidade oferecida por este acordo (…) e se envolva seriamente conosco em um diálogo e negociações.”
Sanções
Nesta semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, disse que o país não aceita enviar seu urânio para enriquecimento no exterior, mas aceitaria a possibilidade de trocar o urânio por combustível nuclear dentro do próprio território iraniano.
Clique Leia mais na BBC Brasil sobre as declarações de Mottaki
Isso provocou uma reação negativa de diplomatas ocidentais envolvidos nas negociações com o Irã, embora oficialmente Teerã ainda não tenha rejeitado a proposta da AIEA.
“Eu espero, com certeza, que tenhamos um acordo antes do fim do ano”, disse nesta sexta-feira o diretor da AIEA, Mohamed El-Baradei, em uma coletiva em Berlim.
“Eu francamente acredito que está nas mãos do Irã. Eu espero que eles não desperdicem esta oportunidade única, mas breve.”
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Washington e outros países iriam discutir “um pacote” de medidas “potenciais” a serem adotadas por eles se o Irã não aceitasse um acordo.
De acordo com o repórter da BBC Jon Leyne, especialista em assuntos relacionados ao Irã, esse foi um sinal de que os Estados Unidos irão pressionar por novas sanções contra o país persa.
Leyne disse que ninguém quer dizer que as negociações nucleares com Teerã fracassaram, mas a declaração dos seis países ocidentais nesta sexta-feira é mais um sinal de que elas não são promissoras.
As boas relações entre Brasil e Estados Unidos sofreram o primeiro arranhão, desde a posse de Barack Obama, no início deste ano.
Enquanto os EUA aplaudem a busca de um governo de coalizão entre o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e os autores do golpe de Estado que colocaram no poder o presidente do Congresso Hhndurenho, Roberto Micheletti, o Brasil defende que nenhum acordo seja feito sem que Zelaya possa voltar ao país e reassumir o cargo.
Segundo um graduado diplomata brasileiro, o Brasil não vai desistir.
O presidente Luiz Inácio da Silva aproveitará o encontro de cúpula de chefes de Estado do Mercosul, que tradicionalmente reúne todos os presidentes sul-americanos, para propagar sua posição.
- É preciso que Zelaya volte sem condições. Nossa posição é que, se todo governo golpista se instalar no poder e o resultado da negociação for uma coalização, surge um tremendo incentivo ao golpe de Estado – disse essa fonte.
Da parte do governo brasileiro, as relações com Honduras estão congeladas.
Um levantamento preliminar sobre as relações bilaterais mostra que hondurenhos deixarão de ganhar, por baixo, cerca de US$ 310 milhões em investimentos do setor privado, do BNDES e da Petrobras. São exemplos a instalação de uma fábrica de lubrificantes pela Petrobras, com custo estimado em US$ 50 milhões; a construção de duas hidrelétricas, Los Llanitos e Jicatuyo, no valor de US$ 180 milhões; e a participação do Brasil no projeto de pavimentação de estradas no trecho de Tegucigalpa a Catacamas, orçado em torno de US$ 80 milhões.
Colaborou Konner
Fonte: O globo
Operação Laçador: Recado dado
Tupolev assinou contrato para o desenvolvimento da nova geração de Bombardeiros nucleares Russos
Igor Shevchuk, diretor-geral do Tupolev projeto disse no MAKS-2009 air show que o ministério da defesa e a fabricante russa Tupolev assinaram um contrato para o desenvolvimento de uma nova geração de bombardeiros estratégicos.
”Nós assinamos este ano um contrato para a pesquisa e desenvolvimento de um bombardeiro estratégico para o futuro da aviação estratégica russa. trata-se de um novo projeto conceitual com base nas tecnologias mais avançadas“, acrescentou.
A atual força de de bombardeiros estratégicos da Rússia é composta por modelos da era soviética, em sua maioria Tu-95MC Bear, mas também por bombardeiros Tu-160 Blackjack e Tu-22M3 Backfire de longo alcance. Esta força também é composta por aviões reabastecedores Il-78 Midas que juntos com os bombardeiros continuará a constituir-se na espinha dorsal do comando estratégico da Força Aérea da Rússia nas próximas décadas.
Contudo, as autoridades russas afirmam que essas aeronaves estarão obsoletas por volta de 2020, sendo necessário um novo bombardeiro estratégico para substituí-los .
Nas palavras do comandante da força Aérea Rússia, o coronel general Alexander Zelin, este novo bombardeiro será uma aeronave de 5ª geração destinada a operar em diferentes tipos de conflitos, o nuclear (escala global) e em conflitos convencionais e assimétricos.
Segundo ele “O novo projeto irá utilizar uma gama variada de armas de alta precisão, e terá uma série de novas capacidades de combate, permitindo a aplicação de novos métodos para execução das tarefas de dissuasão“.
Nota do Blog
Conforme havíamos divulgado anteriormente, a Força Aérea Russa vai mesmo desenvolver um novo Bombardeiro Estaratégico, Esta nova arma se chegar ao seu desenvolvimento e produção seriada, constituirá juntamente com a força de submarinos e de lançadores de ICBM na espinha dorsal da dissuasão Russa.
Rússia estaria avaliando um novo Bombardeiro estratégico
T4 MS o futuro bombardeiro estratégico Russo?
Fonte: Quintus e DefenseWorld
Obama deixa Seul após debates sobre Coreia do Norte e Irã

Obama e Lee Myung-bak se encontraram nesta quinta / APIrã
SEUL – O presidente americano, Barack Obama, deixou nesta quinta-feira a Coreia do Sul para retornar aos Estados Unidos, encerrando assim sua primeira viagem à Ásia desde que assumiu o cargo. Em Seul, quarta e última etapa da viagem, Obama analisou com o presidente sul-coreano Lee Myung-bak a questão nuclear norte-coreana e o acordo de livre comércio entre os dois países, que o Congresso americano ainda precisa ratificar.
Obama e Lee Myung-bak exigiram que Pyongyang retome as negociações internacionais sobre o programa nuclear do país em troca de ajuda econômica.
Depois de um encontro com o presidente Lee na capital, Seul, Obama disse que seria bom para o povo da Coreia do Norte se o país abandonasse as armas e se reunisse novamente à comunidade internacional.
Obama reafirmou o compromisso para continuar as negociações sobre o programa nuclear do país e anunciou uma viagem do enviado especial para assuntos nucleares, Setphen Bosworth, a Coreia do Norte no dia 8 de dezembro para um diálogo direto com as autoridades em Pyongyang.
“Nossa mensagem é clara. Se a Coreia do Norte está preparada para tomar passos concretos e reversíveis para cumprir suas obrigações e eliminar o programa de armas nucleares, os Estados Unidos providenciarão ajuda econômica e ajudarão a promover a integração completa do país com a comunidade de nações”, afirmou Obama.
O presidente disse ainda que a oportunidade e o respeito “não virão com ameaças”.
Já Lee reforçou a proposta do que chama de uma “grande troca”, pela qual Pyongyang encerraria o programa nuclear em troca de ajuda financeira.
“Espero que, ao aceitar nossa proposta, o Norte garanta a segurança, melhore a qualidade de vida para seu povo e abra o caminho para um novo futuro”, disse o sul-coreano.
Irã
Obama afirmou na capital sul-coreana que os Estados Unidos e seus aliados discutem as consequências para o Irã de um bloqueio na questão do programa nuclear, ou seja, sanções agravadas.
O presidente dos EUA afirmou a porta continua aberta para que o Irã aceite as propostas internacionais, mas criticou a incapacidade das autoridades iranianas em dizer “sim”.
“Por isto, Washington e seus aliados discutem agora as consequências”, disse. “Prevemos que nas próximas semanas vamos estudar um conjunto de medidas potenciais que mostrarão ao Irã nossa determinação”, declarou Obama.
O Irã recusou na quarta-feira o envio ao exterior de seu urânio levemente enriquecido e pediu uma nova reunião em Viena com as grandes potências, por rejeitar o projeto de acordo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Foguete de sondagem brasileiro será lançado na Europa
O foguete de sondagem VSB-30, fabricado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, deve ser lançado ainda esta semana, dependendo das condições climáticas, no campo sueco de Esrange. O segundo lançamento está previsto para o dia 23 de novembro na mesma localidade. O VSB-30 poderá se tornar o primeiro foguete de sondagem nacional a ser produzido integralmente no parque industrial brasileiro.
A missão do VSB-30 é a de impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 quilos, em uma trajetória cujo apogeu é de 250 km, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 quilômetros.
A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.
No primeiro lançamento, previsto para acontecer nos próximos dias, a carga útil denominada TEXUS 46 realizará experimentos científicos importantes, como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).
Já no segundo lançamento o VSB-30 levará ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus. São vários os objetivos desta missão: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.
O IAE enviou três especialistas ao campo de lançamento de Esrange para os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Já foram realizados com o VSB-30 um voo de qualificação e outro operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Alem disso, outros cinco lançamentos operacionais foram promovidos no campo sueco de Esrange.
No futuro, fábricas instaladas no espaço produzirão os produtos obtidos da experiência adquirida em voos de foguete de sondagem e outros recursos existentes para o mesmo fim.
Su-35 entra em produção
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Israel e Egito apertam cerco contra comércio de Gaza via túneis
RAFAH – Temendo perder a vida e dinheiro, os palestinos estão abandonando os túneis que abastecem a Faixa de Gaza com tudo, de alimentos e geladeiras a armas.
No lado de Gaza da fronteira com o Egito, há pouca atividade numa área que já foi movimentada como uma zona industrial.
Muitos trabalhadores dos túneis concluíram que o risco de ser enterrado vivo por um bombardeio israelense e desabamentos acidentais ou envenenados por gás bombeados pelas forças de segurança egípcias simplesmente não vale a pena. Cerca de 100 pessoas morreram no ano passado.
“A maioria das pessoas fechou seus túneis e partiu“, disse Abu Mohammed, um construtor de túnel que se recusou a fornecer seu nome completo e cobriu seu rosto com uma manta árabe vermelha e branca.
O número de túneis chegou a três mil há um ano, antes da ofensiva militar israelense de três semanas de duração, e agora permanece em torno de algumas centenas. Desses, os trabalhadores dizem que apenas 150 estão operantes.
Não se sabe quantos túneis para armas estão em operação.
Ressaltando os riscos enfrentados pelos que frequentam os túneis, caças fizeram dois ataques na fronteira com o Egito nesta quinta-feira, ferindo três trabalhadores, afirmaram trabalhadores na área da saúde.
“A situação está muito ruim. Os egípcios e os israelenses intensificaram sua campanha“, afirmou Abu Mohammed. “Israel bombardeia pelo ar. O Egito ou bombeia gases que matam as pessoas, enche-os de água ou detona explosivos para destruir os túneis“, afirmou ele.
Os túneis, alguns deles existentes há décadas, tornaram-se uma artéria vital de abastecimento de Gaza desde 2006, quando Israel começou a restringir o fluxo de bens para o enclave depois que o grupo islâmico Hamas venceu uma eleição legislativa.
Com a ajuda egípcia, o bloqueio foi apertado em 2007, quando o Hamas, que não reconhece o direito de Israel existir, tomou o controle de Gaza.
Venezuela dinamita pontes clandestinas na fronteira com a Colômbia.
O vice-presidente e ministro da Defesa venezuelano, Ramón Carrizález, confirmou nesta quinta-feira a destruição de duas pontes na fronteira com a Colômbia, alegando que eram passagens ilegais utilizadas por narcotraficantes e contrabandistas.
Carrizález disse que a ponte era utilizada para o tráfico de drogas e de gasolina e que “em nenhum momento” os militares venezuelanos passaram a território da Colômbia e qualificou como “manipulação” a reação do governo de Bogotá, que mais cedo, disse que Caracas violava o direito internacional ao destruir as passagens entre os dois países.
Para o governo venezuelano, a frequência cada vez maior de conflitos na fronteira com a Colômbia e a presença de paramilitares colombianos em território venezuelano é parte de uma “estratégia” que coincide com a presença norte-americana na Colômbia para “desestabilizar” a revolução liderada por Chávez.
Colaborou Konner
Fonte: Estadão
Abbas quer que Lula dê recado a Teerã
Líder palestino pedirá ao Brasil que interceda junto ao presidente do Irã por fim de apoio ao grupo radical islâmico Hamas
À Folha presidente da ANP diz que país pode agir mais pela paz no Oriente Médio; em Salvador, ele se reúne com o colega brasileiro hoje
SAMY ADGHIRNI
ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, quer que Luiz Inácio Lula da Silva use suas boas relações com o iraniano Mahmoud Ahmadinejad para pedir que Teerã pare de apoiar o grupo radical Hamas, seu maior rival interno.
A declaração de Abbas foi feita ontem em entrevista exclusiva à Folha na véspera de seu encontro oficial com Lula (os dois líderes tiveram um jantar privado ontem) e quatro dias antes da visita de Ahmadinejad ao Brasil. Em conversa com a reportagem, o presidente da ANP acusou Israel de alimentar as divisões entre palestinos e disse que o atual governo israelense é o primeiro da história a não querer a paz.
Abbas, que viaja em avião cedido pelo governo do Marrocos, defendeu que o projeto de proclamação da independência palestina seja levado à ONU.
FOLHA – O que o sr. dirá ao presidente Lula?
MAHMOUD ABBAS – Há muito tempo que temos relações com Lula. Acreditamos que o Brasil deveria ter um papel no processo de paz e pediremos que ele tome a oportunidade de assumir esse papel. Sei que é respeitado por israelenses e árabes, palestinos em particular. Não estamos falando de coisas específicas, mas de aspectos gerais.
O Brasil, como país importante, e o presidente Lula, como líder respeitado, podem ter um papel importante. Há muitas maneiras de atuar pela paz.
FOLHA – O sr. quer o apoio do Brasil a uma declaração unilateral de independência palestina?
ABBAS – Não dizemos que proclamaremos independência unilateralmente. O que planejamos é que a Liga Árabe leve a questão de um Estado palestino ao Conselho de Segurança [da ONU]. Trabalharemos com os países árabes para chegar a um projeto concreto. Mas não agora, nem unilateralmente.
FOLHA – É coincidência o sr. vir ao Brasil poucos dias após a visita do presidente de Israel, Shimon Peres?
ABBAS – Sim. Perguntamos ao governo brasileiro qual data seria mais conveniente para nossa visita e foi essa que eles ofereceram. Não planejamos nada.
FOLHA – O Brasil gostaria que o sr. recuasse da decisão de não tentar a reeleição. Existe essa chance?
ABBAS – Não serei candidato. A decisão que tomei é definitiva. Temos instituições, governo, autoridade, gabinete, aparato policial e estabilidade. Não acho que minha decisão levará ao fim da Autoridade Palestina [como sugerido por analistas].
FOLHA – O sr. crê que o Irã apoia o Hamas? Gostaria que o Brasil intercedesse sobre a questão junto ao presidente Ahmadinejad?
ABBAS – Sim. O Irã apoia o Hamas com dinheiro. As decisões do Hamas estão nas mãos de Teerã. Espero que ele [Lula] possa lhe dizer [a Ahmadinejad] algumas coisas a respeito de tudo o que acontece no Oriente Médio. Acho que o presidente o fará.
FOLHA – As divisões entre palestinos servem aos interesses de Israel?
ABBAS – Isso é claro. As divisões entre palestinos são um pretexto que serve para reforçar o argumento de Israel de que não se sabe quem são os interlocutores do nosso lado. Não acho que os israelenses o tenham provocado [o racha], mas eles o estimulam e o mantêm para benefício próprio.
FOLHA – O que mudou após a posse do atual governo israelense?
ABBAS – Este governo não acredita na paz. Os anteriores, especialmente o de Ehud Olmert, conversavam com a gente sobre todos os temas da negociação. Estivemos muito perto de alcançar uma solução final, mas isso não foi possível devido a problemas internos em Israel [acusações de corrupção contra o governo]. Olmert caiu, e sua sucessora [a então chanceler Tzipi Livni] não conseguiu formar um governo, e perderam as eleições. Hoje há no poder uma coalizão que não crê na paz.
FOLHA – Israel alega que são os palestinos que travam o diálogo ao exigir o congelamento das assentamentos na Cisjordânia sem considerar seu crescimento natural.
ABBAS – Israel deveria cumprir com o que está determinado no Mapa do Caminho, que diz claramente: Israel deve cessar a expansão de todo tipo de assentamento, incluindo a expansão natural. É obrigação dos israelenses. Aliás, nós cumprimos com todas as nossas obrigações, os americanos e israelenses reconhecem isso. Israel não cumpriu nenhuma das suas.
FOLHA – Quando o sr. voltará a se encontrar com o atual premiê israelense, Binyamin Netanyahu?
ABBAS – Quando ele aceitar dois princípios: o fim dos assentamentos e a retirada israelense até as fronteiras de 1967. Voltaremos a conversar no mesmo dia em que ele concordar com isso. Antes disso não há razão alguma para vê-lo. Estive com ele nos EUA, não passou de uma formalidade.
FOLHA – Como o sr. vê a política de Barack Obama no Oriente Médio?
ABBAS – No início ele chegou a dizer que Israel deveria pôr fim à expansão dos assentamentos, mas infelizmente mudou de ideia. Mesmo assim, ainda cremos que ele acredita na paz e tem boas intenções para resolver os problemas na região.
FOLHA – Cresce o coro dos que advogam pela solução de um Estado para dois povos. O que sr. acha?
ABBAS – Acreditamos na solução de dois Estados. Também não acreditamos na solução das fronteiras provisórias. Nosso Estado deveria ser criado dentro dos limites anteriores à guerra de 1967, com Jerusalém sendo a capital. São essas as fronteiras do Estado palestino. É a única maneira de podermos conviver com os israelenses em paz e segurança.
Falha em sistema de aeroporto causa problemas no espaço aéreo dos EUA
Uma avaria que afetou o sistema de computadores do aeroporto de Atlanta (Geórgia, sudeste), utilizado pelos pilotos para transmitir seus planos de voo, provocou fortes perturbações nesta quinta-feira em todo o espaço aéreo americano, informou a FAA, a autoridade de aviação civil.
O problema, que obrigou os pilotos a transmitir seus planos de voo manualmente, foi solucionado depois de algumas horas, anunciou um porta-voz da FAA no fim da manhã, sem explicar quantos voos haviam sido afetados.
Outra porta-voz da FAA, Diane Spitalieri, havia indicado que o problema atingiu “o conjunto do sistema”, que “sofreu atrasos notáveis”.
O sistema de informática é administrado do aeroporto Hartsfield-Jackson de Atlanta, um dos mais movimentados do mundo, com 90 milhões de passageiros por ano.
Até as 14H00 GMT, a companhia AirTran Airways precisou “cancelar 38 voos em todo o país, e dezenas sofreram atrasos”, disse à AFP seu porta-voz, Christopher White.
Os aviões conseguiam decolar e pousar normalmente, já que a falha não afetou os radares nem as transmissões por rádio, destacou.
Apesar de já reestabelecido o sistema, concluiu, “o efeito dominó será sentido por todo o dia”.
Abatimento de aviões será julgado pela Justiça Militar
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou projeto de Lei que estabelece que o militar que, usando a lei do abate, matar alguém, será julgado pela Justiça Militar. Até agora, como não havia legislação específica, se houvesse o abate com morte, o militar ia para julgamento na Justiça comum, o que era de grande preocupação da cúpula militar.
Como o projeto foi aprovado em caráter terminativo, não passará pelo plenário do Senado e entrará em vigor tão logo seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que poderá acontecer em até 15 dias úteis.
O texto diz que é competência da Justiça Militar o julgamento de crimes dolosos contra a vida cometidos por tiros de destruição contra aeronaves civis. A legislação anterior dava margem à abertura de processos criminais na eventualidade de morte dos ocupantes dos aparelhos envolvidos em atividades ilegais, podendo levar o militar ao tribunal de júri.
O relator da matéria, senador Geraldo Mesquita Jr. (PMDB-AC), justifica a necessidade da medida dizendo que “o bem jurídico protegido numa ação de abate de aeronave em atividade ilícita não é somente a vida, mas também a segurança pública”. Dessa forma, não estaria enquadrado nas hipóteses previstas tradicionalmente como de competência do Tribunal do Júri. Assim, o tiro de destruição estará enquadrado, agora, no artigo 9º do Código Penal Militar, desde que atende aos requisitos estabelecidos pelo Decreto 5.144, de 16 de julho de 2004.
Com base na lei do abate, no mês passado, aviões Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) dispararam tiros de advertência e obrigaram um avião transportando traficantes e drogas a pousar em Minas Gerais. Só que a Polícia Federal não conseguiu chegar a tempo no local e os três ocupantes do avião interceptado pela FAB fugiram deixando 250 kg de cocaína na aeronave.
EUA reconhece documento que cita chance de operações na América do Sul
Joana Duarte, JB Online
RIO – O Departamento de Estado dos EUA confirmou ontem ser verdadeiro o documento da Força Aérea americana apresentado na quarta-feira, em Brasília, pelo deputado federal José Genoino (PT-SP), que cita a base militar colombiana de Palanquero, a ser usada por Washington, como “uma oportunidade para a realização de operações no âmbito total da América do Sul”. Baseado no documento, Genoino acredita que o polêmico acordo militar que garante o acesso dos EUA a sete bases no território colombiano poderia abrir caminho para as Forças armadas norte-americanas atuarem em outros países, além da Colômbia. Opinião semelhante tem o diretor do Programa de Segurança para a América Latina do Center for International Policy, em Washington, Adam Isacson, que analisou não só o documento da Força Aérea, mas também o texto final do acordo, que veio a público em 5 de novembro no site do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia, ao qual o JB teve acesso.
– Eu não gosto do texto do acordo. Ele não fala explicitamente que operações do Exército americano fora das fronteiras colombianas estão proibidas. Ou seja, não proíbe explicitamente as operações extraterritoriais. Só estabelece que o acordo obedecerá aos “princípios de não-intervenção em assuntos internos de outros Estados”. – diz Isacson. – Na prática, isso significa que, se os EUA alegarem o direito de auto-defesa, por exemplo, poderão operar em outras regiões da América Latina, a partir das bases colombianas.
O acordo, entende Isacson, deveria detalhar melhor as restrições a serem impostas à atuação das Forças americanas nas bases colombianas. Mas o ponto que trata da ingerência de Forças estrangeiras no continente sul-americano, tema considerado crucial por líderes do Mercosul, inclusive pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tem apenas duas linhas – no Artigo Terceiro, parte 4 – em um documento de 15 páginas.
– Acho que há claramente um motivo para a ambiguidade do acordo, talvez para que ele possa ser favoravelmente interpretado, na eventualidade de ser necessária uma uma operação mais abrangente dos EUA na região – alega Isacson.
Procurado pelo JB em Miami, o porta voz do Departamento de Estado americano, Gregory Adams, disse que, de fato, a única parte do acordo a inibir operações americanas no Mercosul seriam as duas linhas do Artigo Terceiro, parte 4.
– Este é um acordo bilateral destinado a reForçar a nossa cooperação em segurança na luta contra o tráfico de drogas internacional e o terrorismo na Colômbia. Não há nenhuma outra questão regional ou de abrangência extraterritorial – garantiu Adams.
Mas a polêmica foi aguçada a partir do documento oficial da Força Aérea – apresentado por Genoino – datado maio de 2009. Elaborado antes do texto final do acordo, com o objetivo de fundamentar a destinação do orçamento de US$ 46 milhões para as operações na Base Aérea de Palanquero, no centro da Colômbia, o texto afirma que a base “fornece uma oportunidade para a realização de operações no âmbito total da América do Sul”.
Ainda no documento da Força Aérea americana, que justifica o orçamento já aprovado pelo Congresso, a América do Sul é chamada de “Sub-Região crítica”, onde a “segurança e a estabilidade estão permanentemente ameaçadas pelo narcotráfico patrocinado por organizações terroristas, governos antiamericanos, pobreza endêmica e desastres naturais recorrentes”.
Adams defende que o texto deveria ser interpretado apenas como uma proposta de orçamento, e não como um documento a definir a política americana nas bases colombianas.
– O orçamento da Força Aérea foi elaborado no início deste ano e apresentado em maio de 2009, isto é, antes de Colômbia e EUA assinarem o acordo de defesa, em 30 de outubro – reForça Adams.
Mas para Isacson, o texto mostra, “no mínimo, como os EUA retrataram seu papel militar na Colômbia para o Congresso americano, há poucos meses”.
– Esse documento revela que a amplitude estratégica das bases é muito maior que o simples combate ao narcotráfico – reForça José Genoino. – O objetivo maior da utilização das bases é permitir operações em todo o continente sul-americano e controlar o espaço aéreo da região. O combate ao narcotráfico é apenas uma coisa a mais.
A crise em Honduras está causando tensão entre Brasil e EUA.
Ontem, o senador Richard Lugar, líder dos republicanos na Comissão de Relações Exteriores e confidente do presidente Barack Obama, divulgou um comunicado exortando o Brasil a reconhecer as eleições em Honduras, independentemente da volta do presidente deposto Manuel Zelaya ao poder.
“O Brasil não está sendo pragmático, não existe nenhuma possibilidade real de Zelaya ser restituído antes da eleição”, disse ao Estado uma fonte do governo americano.
“Eles não estão ajudando, não ofereceram nenhuma solução construtiva.”
Os EUA estão praticamente isolados – na região, apenas Panamá e Colômbia declararam que reconhecerão a votação de qualquer maneira.
Ontem, numa declaração conjunta, Brasil e Argentina reiteraram que não reconhecerão as eleições se elas forem conduzidas pelo governo de fato.
Um diplomata brasileiro afirmou que os EUA “estão reféns de sua política doméstica” no posicionamento em relação a Honduras, “e o Brasil não vai se submeter a isso”.
A ala mais conservadora do Congresso vê Zelaya apenas como um aliado o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e não considera que sua remoção do poder tenha sido um golpe de Estado.
Colaborou Konner
Fonte: Estadão
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