Novos fuzis de assalto para o Chile
O governo chileno está em vias de adquirir entre 13 e 15 mil novos fuzis de assalto em estado-de-arte, sob o programa denominado Projeto Titânio. A intenção é reequipar as unidades de infantaria que integram as novas brigadas mecanizadas do Exército, a infantaria da Marinha e as tropas deslocadas para o exterior em missões de paz coordenadas pela ONU.
De acordo com fontes de Santiago, a seleção do novo tipo de fuzil, realizada em conjunto pela Marinha e pelo Exército do país, está entre o Colt M4A1 estadunidense e o Hecler & Koch (HK) G36C alemão.
Ambas as armas estão otimizadas e configuradas para condições de combate em campo aberto, em áreas urbanas e espaços confinados. As duas disparam munição 5.56 x 45mm, padrão OTAN.
A Brigada de Forças Especiais do Exército Chileno e o Comando de Forças Especiais da Marinha já possuem fuzis Colt M4 SOPMOD configurados para Operações Especiais. Segundo a imprensa local, a concorrência parece ter chegado a um impasse, já que as armas concorrentes têm características muito semelhantes.
Avião militar russo cai no mar com 11 pessoas a bordo
Medvedev promulga emendas que ampliam utilização do Exército russo
Moscou, 9 nov (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, promulgou hoje emendas à Lei de Defesa do país que ampliam os pretextos para o emprego do Exército russo fora de seu território, informou o Kremlin.
As emendas legais, apresentadas pelo líder russo ao Parlamento após a guerra com a Geórgia em agosto de 2008, pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul, foram aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em outubro.
A nova norma permite a utilização do Exército fora do país para “repelir ataques contra unidades das Forças Armadas ou outras tropas russas que atuem fora do território nacional” ou para “rejeitar ou prevenir uma agressão contra outro Estado que tenha solicitado ajuda à Rússia”.
Além disso, o presidente poderá utilizar o Exército para “defender cidadãos da Rússia fora do país” e a fim de “lutar contra a pirataria e garantir a segurança da navegação”. Anteriormente, a legislação russa só permitia o emprego de unidades militares fora do país com fins antiterroristas e segundo acordos internacionais assinados pela Rússia, como em missões de paz.
Colaborou Konner
20 anos depois, Merkel, Gorbachev e Walesa cruzam o “checkpoint” simbólico do Muro de Berlim
Projeto da UE prevê carros sem motorista nas estradas em dez anos
Um projeto recém-lançado pela União Europeia quer desenvolver uma tecnologia para permitir que carros consigam trafegar por longas distâncias em estradas sem a necessidade de intervenção do motorista.
A ideia é criar um sistema de sensores para que os carros andem pelas rodovias em uma espécie de “piloto-automático”, em um comboio comandado pelo veículo da frente.
O sistema permitiria que novos veículos se juntem ao comboio ou o deixem ao longo do percurso, conforme as necessidades individuais.
Segundo os responsáveis pelo projeto, a nova tecnologia poderia estar disponível para uso comercial dentro um prazo de dez anos.
Além de facilitar e acelerar as viagens de longa distância, o sistema reduziria também os congestionamentos nas estradas, ofereceria mais conforto aos motoristas, reduziria os acidentes e melhoraria o consumo de combustíveis, reduzindo por consequência a emissão de gases poluentes.
O novo projeto, batizado de Sartre (Safe Road Trains for the Environment), deve começar a ser testado em pistas da Grã-Bretanha, da Espanha e da Suécia, e ainda em estradas espanholas, a partir de 2011.
Ideia antiga
A ideia de criar sistemas que permitissem a movimentação automática de veículos nas estradas já é antiga, mas o projeto Sartre é o primeiro que prevê que isso seja feito sem a necessidade de alteração na configuração das estradas, barateando seu custo e facilitando sua implementação.
O projeto prevê veículos equipados com sistemas de navegação e unidades de transmissão e recepção de dados que se comunicam em um comboio com um veículo-líder.
O veículo-líder seria dirigido por um motorista profissional, que monitoraria a condição da estrada e do comboio.
Os demais carros, ônibus ou caminhões seguindo o comboio seriam movimentados automaticamente, permitindo que seus motoristas tirassem as mãos da direção e se envolvessem em outras atividades, como ler um livro, assistir TV ou mesmo dormir.
Os sensores controlariam a distância e a velocidade entre os carros, permitindo que eles trafeguem todos na mesma velocidade, mantendo a menor distância possível entre eles de maneira segura.
A ideia é que cada veículo se comporte como se fosse um vagão de um trem, com o veículo-líder fazendo o papel de locomotiva.
Colômbia anuncia que vai à ONU contra ameaças da Venezuela
BOGOTÁ – O governo da Colômbia informou no domingo que não fará “nenhum gesto” hostil contra seus países vizinhos, e que recorrerá à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas após a declaração do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que conclamou seu.s compatriotas a se prepararem “para a guerra”.
“Diantes destas ameaças de guerra pronunciadas pelo governo da Venezuela, o governo da Colômbia se propõe a ir à OEA e ao Conselho de Segurança da ONU”, indicou o secretário de imprensa do presidente Álvaro Uribe, César Mauricio Velásquez.
Velásquez disse que “a Colômbia não fez nem fará nenhum gesto de guerra contra a comunidade internacional e menos ainda contra países irmãos, e o único interesse que nos move é a superação do narcoterrorismo que durante tantos anos maltratou os colombianos”.
“A Colômbia mantém sua disposição ao diálogo franco, às vias do entendimento e às normas do direito internacional”, destacou o comunicado presidencial.
Ameaças da Venezuela
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou no domingo que os líderes militares devem estar preparados “para a guerra” e pediu aos cidadãos que “defendam a pátria” contra futuros ataques que poderiam ser orquestrados pelos Estados Unidos através da Colômbia.
“Senhor comandante da guarnição militar, batalhões da milícia, treinemos. Estudantes revolucionários, trabalhadores, mulheres: todos prontos para defender esta terra sagrada chamada Venezuela”, acrescentou.
Chávez, criticando novamente o acordo militar assinado nos últimos dias entre os EUA e a Colômbia, pediu o seu colega americano Barack Obama que evite cair na tentação de uma agressão contra a Venezuela.
“Senhor presidente Obama, não vá cometer o erro de realizar uma agressão contra a Venezuela através da Colômbia (…) Porque nós estamos prontos para qualquer coisa e a Venezuela não é nem nunca vai ser uma colônia ianque”.
Colaborou Konner
Brecha ameaça armas informatizadas
Dados sigilosos dos EUA podem estar sob risco
John Markoff
Apesar de um esforço de seis anos para produzir chips de confiança destinados a sistemas militares, o Departamento de Defesa dos EUA hoje manufatura em instalações sob comando de empresas americanas apenas 2% dos mais de 3,5 bilhões de circuitos integrados comprados anualmente para serem usados em equipamentos militares. Esse deficit é visto com preocupação por militares e de agências de inteligência americanas, que argumentam que a ameaça dos chamados cavalos de Troia escondidos em circuitos de armas está entre as mais graves que o país enfrentaria no caso de uma guerra em que as comunicações e as armas empregadas dependam de tecnologia computadorizada.
À medida que sistemas avançados como aeronaves, mísseis e radares se tornaram dependentes da computação, o medo de a subversão causar falhas nas armas ou de secretamente corromper dados cruciais passou a assombrar os planejadores militares. O problema vem se agravando com a transferência, para fora dos EUA, da maioria dos fabricantes de semicondutores.
Hoje, segundo executivos da IBM, são produzidos nos EUA apenas 20% de todos os chips de computador e 25% dos chips baseados nas tecnologias mais avançadas.
Isso tem levado o Pentágono e a Agência Nacional de Segurança a ampliar o número de fábricas americanas autorizadas a produzir chips para o programa Trusted Foundry (arsenal de confiança), do Pentágono.
Apesar dos aumentos, executivos da indústria de semicondutores e autoridades do Pentágono dizem que os EUA não possuem os meios para atender às exigências de capacidade necessárias para a produção de chips para sistemas sigilosos.
“O Departamento tem consciência de que há riscos envolvidos no uso de tecnologia comercial de maneira geral e que há riscos ainda maiores com o uso de tecnologia vinda de fontes globais”, disse Robert Lentz, que, até se aposentar, em setembro, esteve à frente do programa Trusted Foundry.
Hardwares falsificados, manufaturados em grande parte em fábricas asiáticas, são vistos como problema importante por empresas privadas e planejadores militares.
Uma revisão recente da Casa Branca observou que já houve várias “subversões inequívocas e propositais” de hardwares de computação.
“Não foram ameaças hipotéticas”, disse a autora do relatório, Melissa Hathaway, em entrevista por e-mail. “Já testemunhamos incontáveis intrusões que permitiram a criminosos roubar centenas de milhões de dólares e deixaram que Estados-nações e outros roubassem propriedades intelectuais e informações militares sigilosas.”
Os analistas de ciberguerra argumentam que, enquanto até agora a maioria dos esforços para garantir a segurança de computadores tenham focado os softwares, mexer com os circuitos de hardware pode acabar se revelando uma ameaça igualmente perigosa. Isso acontece porque os chips modernos costumam incluir centenas de milhões ou até bilhões de transistores. A crescente complexidade significa que modificações sutis na manufatura ou no design dos chips seriam virtualmente impossíveis de detectar.
Executivos do Pentágono defendem a estratégia de manufatura, que é baseada sobretudo em um contrato de dez anos com a fábrica protegida de chips da IBM, que valeria até US$ 600 milhões.
No futuro, e possivelmente já hoje escondidos em armas existentes, acréscimos clandestinos a circuitos eletrônicos poderão abrir portas secretas que permitirão a entrada dos fabricantes no momento em que os usuários dependem do funcionamento da tecnologia. Poderiam ser incluídos botões de desligamento ocultos, que possibilitariam a desativação à distância de equipamentos militares controlados por computadores. Tais botões poderiam ser usados por um adversário ou como salvaguarda, para o caso de a tecnologia cair em mãos inimigas.
É possível que um botão de desligamento inserido como cavalo de Troia já tenha sido usado. Um ataque da Força Aérea israelense, em 2007, contra uma instalação que se suspeitava fosse um reator nuclear sírio levou a especulações sobre a razão de o sistema de defesa antiaérea síria não ter reagido aos aviões de Israel.
Num primeiro momento, os relatos sobre o caso indicaram que tecnologia sofisticada de interferência teria sido empregada para cegar os radares. Em dezembro passado, porém, um artigo publicado em um periódico técnico americano, “IEEE Spectrum”, citou uma fonte industrial europeia que levantou a possibilidade de os israelenses terem usado um botão de desligamento embutido para desativar radares sírios.
Em separado, um executivo da indústria americana de semicondutores disse em entrevista que tinha conhecimento direto da operação e que a tecnologia para o desativamente dos radares foi fornecida pelos americanos à agência israelense de inteligência eletrônica, Unit 8200.
Segundo o executivo, que exigiu anonimato, a tecnologia de desativamento foi dada informalmente, mas com o conhecimento do governo americano. Não foi possível verificar suas afirmações junto a fontes independentes.
Em 2005, o Conselho de Assessoria Científica de Defesa divulgou relatório avisando sobre os riscos de chips de fabricação estrangeira e pedindo que o Departamento de Defesa criasse uma política para frear a erosão da capacidade de manufatura de semicondutores americanos.
“Quanto mais analisamos o problema, mais preocupados ficamos”, disse Linton Wells 2o, ex-vice-secretário assistente de Defesa. “Francamente, não dispomos de processo sistemático para fazer frente a isso.”
Paquistão quer MAA-1B “Super Piranha”
A Mectron negocia com o governo do Paquistão o fornecimento de um novo lote de mísseis, que seguindo a encomenda inicial de 100 mísseis Anti Radar MAR-1, tornaria a nação asiática o principal destino de armas “intelegentes” produzidas pelo Brasil.
A nova encomenda Paquistanesa seria de mísseis ar-ar de curto alcance guiados por infravermelho, o Mectron MAA-1 Piranha, muito provavelmente da versão mais avançada o MAA-1B, cujo desenvolvimento encontra-se em fase final.
Embora estes novos mísseis não se caracterizem como fatores desestabilizantes do poder bélico regional, uma vez que a Índia é de longe uma Super potência em relação ao Paquistão, o fato de o Brasil fornecer tais armas para aquele país pode sim é criar um embaraço diplomático entre Brasil e Índia, já que ambas as nações são parceiros estratégicos em diversos forum internacionais.
O fato é que este novo contrato permitirá a produção em escala deste míssil e abrirá a linha de produção para outros contratos de exportação.
Na força aérea Brasileira o MAA-1B será substituído por volta de 2014 por um míssil ainda mais avançado o A-darter que encontra-se em desenvolvimento conjunto entre a Sul Africana, Denel e a brasleira Mectron.
Queda do Muro de Berlim: mundo do pensamento único
“Século breve” é expressão cunhada pelo historiador britânico Eric Hobsbawn (n.1917, Alexandria, Egito) para designar o século 20, que, para ele, em a Era dos Extremos / O breve século 20, inicia-se em 1914, com a Primeira Grande Mundial e se encerra em 1991, com o fim da corrida armamentista.
Para Hobsbawn a Guerra Fria terminou quando as superpotências (Estados Unidos e União Soviética) “reconheceram o sinistro absurdo da corrida nuclear e quando uma acreditou na sinceridade do desejo da outra de acabar com a ameaça nuclear” (obra citada, p.246). O historiador atribui o gesto mais a Mikhail Gorbachev do que a Ronald Reagan, embora reconheça que este, apesar da retórica da “Guerra nas Estrelas”, não pode ter o seu papel ignorado: “Não vamos subestimar o papel do presidente Reagan, cujo idealismo simplista rompeu o extraordinariamente denso anteparo dos ideólogos, fanáticos, desesperados e guerreiros profissionais”.
A Guerra Fria, última etapa do “século breve” terminou com as conferências de cúpula de Reykjavík (1986) e Washington (1987). Hobsbawn separa a extinção da União Soviética do término da Guerra Fria, entendo-as como coincidência. Para ele, a economia soviética, com suas inovações tais como o planejamento econômico, havia perdido sua pujança logo depois do fim da Segunda Guerra e se estagnado a partir da era Leonid Brezhnev, que foi secretário-geral do Partido Comunista de 1964 a 1982 e presidente de 1977 a 1982.
A queda do Muro de Berlim, em 1989, deduzo, foi mais uma das coincidências, atribuível igualmente à bancarrota econômica da União Soviética e de seus satélites no mundo todo, exceto a China – aliada comercial dos Estados Unidos desde as articulações de Richard Nixon nos anos 1970 – década na qual começa a última etapa do “século breve” – a do capitalismo financeiro global, sem lastro na soberania dos Estados nacionais. O pensador escreve: “Não foi o confronto hostil com o capitalismo e seu superpoder que solapou o socialismo. Foi mais a combinação entre seus próprios defeitos econômicos, cada vez mais evidentes e paralisantes, e a acelerada invasão da economia socialista (…) pela capitalista” (p. 247). Para ele, a derrocada da União Soviética foi equivocadamente vista como “vitória americana”, quando os Estados Unidos sequer a imaginavam, e dela foi feito uso político, para alavancar a nova economia transnacional.
Hobsbawn enumera exaustivamente, no livro mencionado, as características desse “século breve”, entre elas destaco o que ele chama de “destruição do passado”, a qual adjetiva de “lúgubre”: “os mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal às das gerações passadas. (…). quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da era que vivem” (p. 13). Fala de um século de guerras de massa e de genocídios, do século da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki e das inovações tecnológicas que alteraram por completo a vida no planeta.
O “século breve” é para ele um perído de ruptura com oito séculos anteriores. O historiador vê a Primeira Guerra Mundial como a perda da centralidade europeia no mundo e o sintoma armado da ruína do liberalismo europeu do século 19. Já em 1913 os Estados Unidos eram a maior economia do mundo. Vê no ressentimento da derrota alemã o surgimento de Adolf Hitler e o estopim para a Segunda Guerra, que uniu União Soviética e Estados Unidos contra o nazi-fascismo, em virtude da tradição humanista de seus sistemas de governo, embora um fosse liberal e o outro fosse comunista, para ele, tinham uma base iluminista comum. O inimigo maior não era o comunismo soviético para os americanos, mas, o totalitarismo de Hitler e Mussolini.
Segundo Hobsbawn, o fim da Guerra Fria retirou de repente os esteios que sustentavam o sistema internacional e as estruturas dos sistemas políticos internos (nacionais) mundiais. De 1945 a 1970, ele recorta o que chama a “Era de Ouro” do “século breve”, na qual as inovações e riqueza soviéticas emularam e reformaram o capitalismo estadunidense e seu apêndice europeu, no qual ex-inimigos, como Alemanha Ocidental, e também o Japão, no Oriente, alinharam-se aos americanos. São as duas décadas e meia de estabilidade, riqueza e certa justiça social.
A etapa final do século é, de acordo com ele, marcada por inovações de mercado que desestruturam as sociedades, os direitos dos cidadãos, e o próprio capitalismo anterior: “O novo método, iniciado pelos japoneses, e tornado possível pelas tecnologias da década de 1970, iria ter estoques menores, produzir o suficiente para atender os vendedores just in time (na hora) e de qualquer modo com uma capacidade muito maior de variar a produção de uma hora para outra. (…) Não seria a era de Henry Ford, mas a de Benetton” (p. 394). Hobsbawn fala de recessões freqüentes nessa etapa final: “A economia global não desaba (…) embora a Era de Ouro acabasse em 1973-75 como alguma coisa bem semelhante a uma depressão cíclica bastante clássica” (p.395).
Faz, ao final da extensa obra – obrigatória para quem quiser entender o presente – uma advertência: “O futuro não pode ser uma continuação do passado e há sinais que chegamos a um ponto de crise histórica. As forças geradas pela economia tecnocientífica são agora suficientes para destruir o meio ambiente, ou seja, as fundações materiais da vida humana”.
O livro é de 1994 e de algum modo antecipa a atual depressão econômica – causada pelo capitalismo financeiro – que só aqui no Brasil é vista como já “vencida”, “superada”. E prossegue: “As próprias estruturas das sociedades humanas, incluindo mesmo algumas das fundações sociais da economia capitalista, estão na iminência de ser destruídas pela erosão do que herdamos do passado. Nosso mundo corre risco de explosão e implosão. Tem que mudar” (p. 562).
Autores como Joaquim Estafanía questionam a idéia de “século breve” de Hobsbawn e veem na atual “grande recessão” mera sequência das crises cíclicas da segunda etapa da Era de Ouro, iniciada em 1973-75. Concordo em parte, pois havia até a queda do Muro opções ideológicas distintas ainda vivas. Hobsbawn vê, em seu livro, coerência temporal entre a Primeira Guerra e a Era da Decomposição (1973-75), que para Estafanía persiste. Para ele, as bases do atual débâcle são as mesmas identificadas por Hobsbawn entre 1973-75, que se agravaram após a queda do Muro de Berlim.
O mais interessante é que de 1914 a 1989 o mundo experimentou uma variedade de ideologias (democracia liberal, social-democracia, socialismo, comunismo), que moldaram – para o bem e para o mal – experiências humanas ao menos minimamente diversificadas. O Surrealismo dos anos 1920, de André Breton, foi um movimento que se preocupou mais com a imaginação do que com o resultado formal de seus objetos e textos.
Depois da queda de Berlim, há um mundo sem imaginação, de um só modelo, um mundo do pensamento único, com concentração absurda de riquezas nas mãos de poucos e pobreza generalizada. É o mundo da rasura dos direitos. O mundo do aquecimento global, da destruição da natureza e da vida, ignorado pelas empresas e governos no dia-a-dia e “celebrado” cúpulas marketeiras de G-20 etc. É, sob o disfarce da democracia, o mundo totalitário do pensamento único, que nem Adolf Hitler sonharia.
Estados Unidos propõe aos Russos o desenvolviemnto de um “escudo antimísseis” conjunto
A secretária de estado americano Hillary Clinton propôs à Rússia um sistema conjunto de defesa.
Agora, em vez dos polêmicos sistemas de radares e baterias de mísseis do sistema antimíssil na Polónia e o radar avançado na República Tcheca, teoricamente destinados a defender as nações européias de um provável ataque proveniente de nações como o Iran, mas que de fato, focavam seus alvos e ferquências em posições na vizinha Rússi, gerando problemas de ordem geoplítica os quais alimentaram a ira de Moscow.
Agora a tônica é outra, a administração Obama quer montar um “sistema mais eficaz” e criado em parceria com a Rússia. Os russos já se manifestaram favoráveis a tal projeto, somando-lhe os radares russos em Armavir (na Rússia) e em Gabala (no Azerbaijão). Em suma, depois da atitude improdutiva e unilateral de era Bush, temos agora na era Obama uma nova atitude, bem mais eficáz, não só porque os radares russos estão muito mais próximos das “rampas de lançamento Iranianas e Norte Coreanas, mas porque se há a possibilidade do sistema contar com as valiosas baterias de mísses de defesa S-300 e S-400, o que colaborariam aumentando significativamente o poder de eliminação das ameaças em menor espaço de tempo, tempo este crucial para a resposta e contra ataque as posições agressoras.
O pedido vem em boa hora, uma vez que a situação Rússia/Europa/EUA anda meio complicada, principalmente pela dívida que os europeus tem com os russos devido ao recente conflito na Geórgia em que as nações Européias tiveram que voltar atrás em suas acusações de que a Rússia iniciou o conflito, o que ficou comprovado que de fato a Geórgia foi a instigante do combate que teve como desfecho a fatiação do estado Georgiano e o renascimento da desconfiança dos Russos para com os Europeus e mais especificamente para a Aliança do Atlântico Norte, OTAN.
O escudo antimísseis tal como propunha em sua 1ª versão, sempre foi considerado por Moscow como uma clara e direta ameaça a soberania da Rússia, a qual nãos e furtava de afirmar que estava tomando medidas para contrapor tal ameaça avaliando inclusive o uso de seu arsenal nuclear em ataques preventivos caso esta achasse necessário.
A nova proposta chama a Rússia para a mesa e sendo esta aceite, a Europa poderá enfim contar com um sistema participativo de defesa inédito, e mais do que isso, pode desencadear uma reaproximação entre as duas potências da Guerra Fria, resta saber se ainda há vontade do lado de lá em mais uma vez confiar nos seus antigos inimigos.
“já combinaram isto com os Russos?”
Milhares protestam contra bases americanas em Okinawa, no Japão
Milhares de pessoas realizaram uma manifestação neste domingo na ilha de Okinawa, sul do Japão, contra as bases americanas na região, aumentando a tensão em torno desta questão sensível faltando poucos dias para a visita ao país do presidente Barack Obama.
O novo governo centro-esquerda que chegou ao poder de Tóquio, em setembro, comprometeu-se a reequilibrar a relação entre o Japão e os EUA, incluindo a revisão do acordo sobre as bases e permanência dos 47.000 soldados americanos no Japão.
A administração americana descartou a possibilidade de renegociar o acordo assinado em 2006 pela maioria conservadora da época e exige que o a Base Aérea de Futenma, localizada na cidade de Ginowan, seja reconstruída, como planejado, até 2014, indo contra os recentes protestos de ambientalistas.
“Eu vou solicitei expressamente ao primeiro-ministro (Yukio) Hatoyama que diga ao presidente Obama que não precisamos de outra base americana”, disse Yoichi Iha, prefeito de Ginowan.
Obama visitará o Japão na próxima sexta-feira e sábado. “Eu perdi que Hatoyama tome uma decisão corajosa para acabar com o fardo de Okinawa”, continuou o prefeito diante dos manifestantes que se reuniram em um parque perto de uma base americana.
Moradores de Ginowan estão incomodados com o ruído, a poluição, o risco de acidentes e o aumento da criminalidade causada pela presença militar em Futenma.
O novo Governo japonês planeja reposicionar a base em outra parte do Japão ou mesmo fora do país. ”Os moradores de Okinawa votaram no novo governo pensando que iriam se livrar da base. Eu não acho que ele nos possa trair agora”, disse Yonamine Yoshiko, de 64 anos, que veio protestas contra a presença militar americana.
“Durante os últimos 64 anos nós fomos pacientes. Se a nova base for criada, isso significará que nosso sofrimento vai continuar por mais 50 anos ou 60″, disse, em referência à derrota do Japão em 1945 e a ocupação pelos militares americanos.
Chávez diz a militares e civis que devem se preparar para a guerra
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo que as Forças Armadas do país e a população civil devem se “preparar para a guerra” para garantir a paz. As declarações foram feitas em um momento de crescente tensão na fronteira com a Colômbia e da assinatura de um acordo militar entre os governos colombiano e americano.
“Senhores oficiais, a melhor forma de evitar a guerra é preparando-se para ela”, afirmou Chávez, durante o programa dominical de rádio e TV Alo Presidente. “Não percam tempo em cumprir com o dever de preparar-nos para a guerra e ajudar o povo a preparar-se para a guerra, porque é uma responsabilidade de todos”, disse.
“Senhor comandante da guarnição militar, batalhões da milícia, treinemos. Estudantes revolucionários, trabalhadores, mulheres: todos prontos para defender esta terra sagrada chamada Venezuela”, afirmou.
Estados Unidos
Em alusão ao governo dos Estados Unidos, Chávez disse que se as grandes potências respeitassem o direito internacional não seria necessário preparar-se para a defesa de seu país. “Se vivessemos em um mundo que respeitasse o direito internacional, bom, poderíamos dedicar-nos a qualquer coisa, menos a preparar-nos para a guerra. Mas não. Sabemos que este mundo está afetado pelo virús da violência do mais poderoso contra os mais fragéis”, afirmou.
O presidente venezuelano se opõe a um acordo firmado no final de outubro entre Bogotá e Washington que dá às Forças Armadas americanas acesso a sete bases colombianas.
Chávez disse que, diferentemente de outros países, seu governo foi cauteloso com a vitória do presidente americano, Barack Obama, e que “o império está vivo e mais ameaçador que nunca”. “A única (coisa) que se viu do Obama foi o golpe em Honduras e as sete bases militares na Colombia”, disse.
Depois de afirmar que o acordo militar entre Bogotá e Washington anexa a Colômbia aos Estados Unidos, Chávez disse estar pronto para enfrentar qualquer “agressão”.
“Não se equivoque, senhor presidente Obama, e (não) vá ordenar uma agressão aberta contra a Venezuela utilizando a Colômbia”, disse. “Nós estamos dispostos a tudo. A Venezuela nunca mais voltará a ser colônia ianque, nem colônia de ninguém.”
Tensão na fronteira
A crise diplomática entre Colômbia e Venezuela se aprofundou nas duas últimas semanas, quando dois militares venezuelanos foram assassinados no Estado fronteriço de Táchira por supostos paramilitares.
Depois do incidente, a presença militar venezuelana foi reforçada nas fronteiras com a Colômbia e o Brasil, sob o argumento de intensificar as operações contra o narcotráfico e a extração ilegal de minérios.
Antes do assassinato dos militares, há duas semanas, dez pessoas que haviam sido sequestradas foram encontradas mortas, também no Estado de Táchira. O governo venezuelano disse na ocasião que se tratavam de “paramilitares colombianos em treinamento” na Venezuela.
Neste mesmo período, dois agentes do serviço de inteligência colombiano foram presos em território venezuelano acusados de espionagem – alegação que o governo colombiano nega.
Encontro Empresarial Brasil – Itália
O Egito comprará mais 25 caças F-16C/D Block 50/52
O Egipto vai comprar 24 F-16C/D Block 50/52 e equipamento e armamento relacionado. A aquisição deverá rondar os 3,2 biliões de dólares a pagar à Lockheed Martin e a outros fornecedores.
Atualmente o Egipto já alinha na sua força aérea com 195 caças deste tipo, que constituem o cerne da sua defesa aérea, complementados por Mirage 2000 e aviões chineses F-7, assim como aviões F-4 Phantom II e alguns MiG-21s e Mirage 5s.
O valor da aquisição de novos F-16s pode parecer exagerado – tendo em conta a quantidade e a qualidade dos aviões envolvidos, mas se soubermos que o Egipto recebe todos os anos 1,3 biliões de dólares do Tesouro americano como contrapartida dos acordos de Camp David, vê-se quem vai pagar esta compra…
Estes novos aviões irão substituir os F-16 de primeira geração (Block 15) ainda ao serviço da força aérea egípcia e os remanescentes MiG-21 soviéticos e os derradeiros Mirage 5 e permitirão devolver ao Egipto uma situação de equilíbrio (teórico) com a força aérea israelita que tinha sido perdida na última década.
Brasil pretende ajudar no processo de paz
Visitas de presidentes da Autoridade Palestina, do Irã e de Israel exigem “tato” do Itamaraty para evitar embaraços
Isabel Fleck
Nas próximas três semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará ter jogo de cintura para driblar possíveis embaraços que decorram da proximidade das visitas dos colegas de Israel, da Autoridade Palestina (AP) e do Irã ao Brasil. Isso porque será praticamente impossível à diplomacia brasileira dissociar os encontros(1) de Lula com os presidentes Shimon Peres, Mahmud Abbas e Mahmud Ahmadinejad, marcados para tratar de temas bilaterais. A grande movimentação por aqui, no entanto, é vista pelo Itamaraty como uma boa oportunidade de o país se tornar mais “protagonista” nas questões de Oriente Médio. Uma contribuição ao processo de paz, no fim do governo Lula, poderia ajudar a alavancar a projeção internacional já obtida pelo Brasil.
Durante a posse do novo secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Patriota, no último dia 27, o chanceler, Celso Amorim, disse ao corpo diplomático que “é preciso que as pessoas saibam que o Brasil é chamado a exercer muitas funções”. “Uma parte da opinião pública interpreta certas atitudes e acha que há um excesso de protagonismo, mas a visão de fora é ao contrário”, afirmou Amorim. “Conversando com a Clara Ant (assessora especial do presidente Lula), na Presidência, ela me disse que, no Oriente Médio, o protagonismo do Brasil poderia ser até maior do que é”, destacou.
Em visita ao Brasil, em julho, o ministro de Assuntos Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, um dos principais atores da negociação, disse crer que o país seria lembrado “por gerações” se contribuísse “com recursos, soldados ou dinheiro para ajudar a estabilizar o Oriente Médio”. Entre especialistas, as opiniões sobre um possível papel do Brasil nas conversas de paz se dividem. Para o especialista norte-americano Ray Walser, da Fundação Heritage, “se o Brasil aspira um dia conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança, ele precisa se envolver na busca de uma solução pacífica para palestinos e israelenses”. O professor da Universidade de São Paulo (USP) Samuel Feldberg, entretanto, considera que “o Brasil tem muita lição de casa a fazer”. “O Itamaraty ainda não resolveu o problema em que se meteu em Honduras, e nem vai conseguir resolver a questão entre israelenses e palestinos.”
Segundo Feldberg, é preciso notar que as visitas de Peres e Abbas não têm tanto peso. “Não vejo valor concreto para essas visitas ou qualquer possibilidade de o Brasil contribuir para um avanço nas negociações, uma vez que o presidente Peres não tem nenhuma ingerência nesse processo, e o presidente Abbas está bastante enfraquecido”, considera. O professor do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Virgílio Arraes acredita que “o Brasil não deveria se oferecer nem para o Oriente Médio nem para outra região, a não ser que seja solicitado”. “O Brasil não é uma potência militar, não é um país que venha ofertando nova forma de pensamento político ou econômico”, diz Arraes.
Polêmico
Para Arraes, a visita que atrairá os holofotes será a do iraniano Mahmud Ahmadinejad, principalmente pela natureza polêmica do líder. “Onde quer que o Ahmadinejad vá, traz consigo a polêmica. Mas isso não afeta diretamente o Brasil. É uma situação diplomática comum”, avalia. Feldberg discorda: “O país nada tem a ganhar quando faz um convite para receber uma liderança como essa”.
Agenda movimentada
O presidente israelense chega depois de amanhã ao Brasil para uma viagem de seis dias por Brasília, São Paulo e Rio. Na capital, se encontrará com o presidente Lula, o presidente do Senado, José Sarney, e o vice-governador do DF, Paulo Octávio. A visita de Ahmadinejad será dia 23. O presidente palestino, Mahmud Abbas, deve vir na segunda quinzena do mês.
Plano de defesa terá prioridade na Câmara
Temer vai acelerar projeto de lei, mas oposição quer convocar Jobim
Eugênia Lopes e Marcelo de Moraes, BRASÍLIA
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai se empenhar para que a tramitação do projeto de lei que dá às Forças Armadas poder de polícia seja rápida. Apesar disso, o governo já sabe que enfrentará resistências da oposição. O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), desconfia da eficácia da proposta – cujo conteúdo foi revelado pelo Estado na sexta-feira – e propõe que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vá ao Congresso para prestar explicações assim que o texto for enviado pelo governo, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Jobim dedicou os últimos meses a conversar com lideranças partidárias da Câmara e do Senado para vencer possíveis resistências à proposta. “Tenho simpatia pelo projeto”, afirmou Temer, ontem. “Quando ele chegar à Câmara, vou conversar com os líderes partidários para verificar a melhor tramitação.”
“A ideia desse projeto é muito antiga, anterior ao ministro Jobim. Por isso, acredito que não haverá grande polêmica e irá reunir um amplo apoio para sua aprovação”, reforça o ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP). “Não vamos ter dificuldades em aprovar esse projeto. Ele atualiza a visão das Forças Armadas”, concordou o líder do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF). “Não vai ser uma coisa de governo e oposição”, observou.
Para Aldo, os eventuais opositores ao projeto que altera a Lei Complementar 97 ficarão concentrados em corporações que vierem a se sentir prejudicadas pela proposta. “As contestações ao projeto podem ser de um ou outro setor, de corporações que podem se sentir prejudicadas pela retirada de tarefas que, hoje, são de competência exclusiva delas”, disse.
MUDANÇAS
Pela proposta do Ministério da Defesa, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha ganharão poderes de polícia. Estariam cobertas pela proteção legal para realizar operações típicas de manutenção da lei e da ordem. Em operações de vigilância na fronteira, Exército, Marinha e Aeronáutica poderiam revistar pessoas, veículos e instalações e fazer prisões em flagrante delito. Há outras novidades: A Aeronáutica deixa de controlar a aviação civil, o ministro da Defesa ganha força, será criado o Estado-Maior Conjunto, haverá remodelação do orçamento das Forças e novos contingentes.
O presidente do DEM acha que existem muitas dúvidas em relação à ideia de dar poder de polícia para as Forças Armadas. “Eu estou cauteloso em relação à proposta. Acho que o ministro Jobim precisa dar explicações ao Congresso que sejam convincentes em relação a esse projeto porque muitos especialistas são contrários e não me parece que as Forças Armadas tenham preparação adequada para esse tipo de atuação.”
“Defendo que ele seja convidado para falar sobre assunto no Congresso e apresente motivos convincentes, o que duvido que aconteça”, destacou. “Não pode a cada crise de segurança no Rio, o governo apresentar solução emergencial diferente.”
País terá em março novo sistema de controle aéreo
Projeto, batizado pela FAB de Sagitário, está sendo desenvolvido em Curitiba para aumentar segurança de voo
Leila Suwwan
CURITIBA. Há dois anos, a Força Aérea Brasileira está desenvolvendo sigilosamente um novo sistema de controle de tráfego aéreo, aperfeiçoando o antigo, criticado por controladores aéreos após a colisão no ar entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, em setembro de 2006. A nova plataforma de visualização, batizada de Sagitário, começa a funcionar em março de 2010 no Cindacta-2 (Curitiba) e será implantada em todo o país até 2012.
O software traz novos alertas de segurança para situações de risco, como conflito de rotas e perda do sinal do transponder do avião. O custo inicial de desenvolvimento do Sagitário foi de R$6,9 milhões. Outros R$14 milhões serão pagos pela instalação, pelo treinamento da equipe e pela garantia do produto.
O Sagitário deve coroar a recuperação da Aeronáutica depois da crise aérea, quando controladores se rebelaram e deficiências no setor foram reveladas. Três anos depois do motim de sargentos, o sistema será inaugurado pelo brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino, que era o comandante do Cindacta-1 (de Brasília) no auge da crise.
- Os níveis de alerta desse software são mais avançados. As recomendações de segurança aérea estão sendo implementadas – garantiu Aquino, hoje presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea).
O GLOBO visitou o Cindacta-3, onde a sala de controle é subterrânea, localizada num bunker a 20 metros de profundidade, construído no início dos anos 80. O centro controla voos na região Sul e partes do Sudeste e Centro-Oeste. O centro de controle de área já está dividido em dois: o X-4000 (o modelo atual) e Sagitário funcionam lado a lado durante os testes. Em outra sala, turmas de controladores recém-formados são treinadas em turnos de 8 horas, durante 10 dias.
- É a tendência no mundo inteiro. É uma garotada que cresceu no mundo interativo e se dá melhor. A ambientação é rápida, eles têm experiência com esse ambiente - explicou o comandante do centro, coronel Leônidas de Araújo Medeiros Júnior.
O país tem uma média diária de 4 mil vôos, e o crescimento anual está projetado em 8% a 10%. O aumento depende de infraestrutura aeroportuária e regulação das empresas, responsabilidades de Infraero e Anac.
A evolução dos Porta aviões da USNavy
Força Aérea Indiana planeja adquirir ainda mais Su-30MKI
Por volta de 2017 a força aérea Indiana estará operando praticamente 3 , senão 4 tipos de aeronaves de caça, sendo estas 245 SU-30MKI, algumas centenas do seu genuíno projeto de caça leve LCA-Tejas e cerca de 126 caças MMRCA,do qual concorrem o SAAB Gripen, o Dassault Rafale, Eurofighter, Mig-35, Lokheed Martin F-16 e Boeing F18. Isto tudo sem contar que por volta desta data estima-se, estejam entrando em operação o seu caça de 5ª geração, PAK FA, o qual está sendo desenvolvido em parceria com a Rússia.
Todo este poder somado certamente tornará aquele gigante BRIC na terceira ou quarta potência Aérea do planeta nos próximos 20 anos. Entretanto, não bastasse todo este poderio alinhado de máquinas totalmente novas e de fator tecnológico militar explendido, a nação Indo asiática quer mais e planeja produzir ainda mais modelos do caça SU-30MKI, assim como revitalizar os modelos mais antigos.
Os novos aviões deverão receber um radar N011M Bars e um motor idêntico ao do SU-35, assim como um novo datalink. Os números ainda são desconhecidos, entretanto, estima-se que a fForça Aérea Indiana esteja pretendendo pelo menos 60 novos SU-30 MKI * (* Versão Atualizada) o que dariam um reforço significativo para aquela força aérea.
Índia e China disputam a liderança no pacífico e os recentes incidentes com o seu problemático vizinho, o Pakistão, forçaram este reforço ainda mais robusto de suas forças militares, a nação se prepara para ser uma das maiores potências do globo, sem no entanto se descuidar do seu potencial militar que como vemos, cresce lado a lado com a sua economia e influência.
Militar vai representar Inglaterra no concurso Miss Mundo

Uma militar britânica foi liberada de suas atividades no exército para representar a Inglaterra no concurso de beleza Miss Mundo, no próximo dia 12 de dezembro, na África do Sul.
A recruta Katrina Hodge, de 21 anos, de Tunbridge Wells, vai representar o país depois que a Miss Inglaterra abandonou a competição, nesta semana, após ter sido presa por agredir outra Miss em uma boate.
Os organizadores do concurso Miss Inglaterra disseram que Rachel Christie quer se concentrar em limpar seu nome depois da briga.
A militar Katrina Hodge, cujo apelido virou “Barbie de Combate” depois que ela recebeu uma comenda por sua coragem no Iraque, vai assumir o lugar de Christie.
FF-19 Almirante Williams inicia provas de aceitação
Após 18 meses de trabalhos no estaleiro ASMAR de Talcahuano, a fragata Tipo 22 Batch 2 Almirante Williams se encontra em provas de aceitação e validação de sistemas pela Marinha do Chile.
A fragata Almirante Williams foi adquirida através do Programa Puente I, no início de 2003. Em junho do mesmo ano, a tripulação chilena foi até Plymouth, no Reino Unido, e içou o pavilhão nacional em 5 de setembro. O navio, incorporado à Marinha Real Britânica (Royal Navy) como HMS Sheffield em julho de 1988, estava fora de serviço desde novembro de 2002. O custo de US$ 45 milhões também incluiu 10 exigentes semanas no FOST (Flag Officers Sea Training), e a belonave chegou a Valparaíso em 27 de fevereiro de 2004.
Em termos operacionais, a FF-19 Almirante Williams integrou a frota desde sua chegada, com modificações no sistema CACS 1 (Comand and Control System) por parte do SISDEF, e operou desde o início nos exercícios UNITAS e PANAMAX. Quando chegou ao Chile, a fragata tinha um sistema GWS.25 Mod 3 com dois lançadores para mísseis Sea Wolf e dois diretórios 911, um radar Type 967M/968, um sonar Type 2050 de excelentes características e o sistema de Comando e Controle CACS 1 de 16 monitores e 26 operadores. A Almirante Williams chegou sem os quatro MM38 Exocet, pois os sistema GWS.50 foi desativado no Reino Unido antes de sua entrega. Completavam o armamento dois canhões Oerlikon de 20mm, duas montagens de tubos lança-torpedos e convés com suporte para helicópteros pesados. A FF-19 Williams desloca 5496 toneladas a plena carga e sua propulsão COGAG (Combined Gas and Gas) se baseia em duas turbinas a gás Spey SM1A e 2 Tyne RM1C.
Os trabalhos realizados pelo ASMAR, em parceria com uma série de empresas chilenas, focalizaram a manutenção completa da plataforma e a modernização e modificação dos sistemas da fragata. Graças a um convênio entre o estaleiro e a Rolls Royce, as turbinas Tyne e Olympus também sofreram manutenção profunda. Também foram realizados trabalhos nos geradores, maquinaria auxiliar, bombas, sistemas de ar condicionado, equipamentos e consoles em geral. Houveram intervenções no encanamento interno, no sistema anti-incêndio e na planta elétrica.
O sistema GWS.25 Mod 3 foi removido e substituído por dois sistemas de lançamento vertical Barak I de 8 células cada um e os dois respectivos ELTA EL/M-2221. Esses conjuntos operaram previamente nos quatro destróieres da classe County.
A Williams também recebeu um canhão Oto Melara de 76mm, que está associado à última versão do SCF desenhado pela DESA, o MAITEN-3/CH, que opera em conjunto com o sistema EL/M-2221. Como fragata vai operar como navio líder da frota, foi construída uma segunda CIC para o comando da frota e a empresa SISDEF instalou o novo sistema C4I SP21K que está integrado ao CACS 1 original e também permite integração ao Data Link SP100, Link-11 e outros sistemas da OTAN. O convés de voo também foi objeto de intervenções, com a instalação do sistema de captura canadense Indal ASSIT, que permite a operação dos helicópteros do Esquadrão Aeronaval HA-1, AS-334 F1 Cougar. Além disso, também foram realizados trabalhos no hangar para armazenar e operar os mísseis AM39 Exocet e torpedos Mk46 dos helicópteros.
O radar aéreo 967M integrado ao de superfície 968 foi mantido, contudo a Williams agora dispõe de um segundo radar sobre o segundo poste, devidamente protegido. Como não existem versões oficiais do referido radar, especula-se que ele está relacionado com o sistema Barak I. Sendo assim, poderia tratar-se do original ELTA AMDR (Automatic Missile Detection Radar), ou pode ser um radar novo de origem israelense, com o sistema desenvolvido pela empresa chilena Linktronic. Em paralelo, com a experiência acumulada do radar 992CH da Leander, também é possível que a Linktronic tenha modificado o radar 967M/968.
A fragata deverá receber o novo sistema MAE que, conforme anunciado na Exponaval 2008, está sendo desenvolvido pela empresa DTS.
Referente a sistemas de guerra de superfície, a Marinha obviamente optou pelo míssil RGM-84C Harpoon, que é padrão na frota. Até oito mísseis podem ser instalados, sendo quatro de dotação normal. Completam o sistema de armas os canhões Oerlikon de 20mm e os tubos lança-torpedos equipados com os Honeywell/Alliant Mk46 Mod II.
Cabe ressaltar que a Williams está equipada com o sonar 2050, além dos Cougar equipados com sonar HS-312 de profundidade variável.
A previsão é de que a FF-19 Almirante Williams seja integrada à frota antes do fim deste ano.
Conheça o Northrop Grumman D.A.S
BBC Brasil:Linha do tempo mostra principais fatos de 1989
Clique no link para ver a linha do tempo com os principais fatos que mudaram a história, no ano de 1989.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091106_timeline_1989_wide.shtml
Brasil negocia acordo para reequipar PF
O governo brasileiro negociou um empréstimo internacional no valor de 320 milhões para equipar a Polícia Federal. A conclusão da operação só depende da aprovação do Senado, disse ontem o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.
Segundo Corrêa, o financiamento é bancado pelos governos e instituições financeiras da França e da Alemanha e será utilizado principalmente nas áreas de perícia, inteligência e imigração.
“O empréstimo será para aplicação em cinco anos no reequipamento da Polícia Federal”, disse.
Um acordo semelhante foi assinado em 1998 e resultou, desde 2000, na aplicação de cerca de US$ 425 milhões, em valores da época.
Corrêa afirmou que no empréstimo anterior “havia um forte compromisso de compra de produtos alemães e franceses, mas no atual é mínimo o compromisso de compra”.
O diretor-geral disse ainda que, “no ritmo que estamos, o investimento feito há dez anos começaria a sucatear”.
No final do congresso da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), em Fortaleza, a entidade divulgou manifesto dizendo que “é preciso mudar a cultura jurídica de tolerância com o crime do colarinho branco”.
A associação atacou também o excesso de recursos judiciais previstos no sistema judicial brasileiro e a atuação do Ministério Público nas investigações criminais.
(FLÁVIO FERREIRA e ANDREA MICHAEL).
Marinha terá nova base perto da Amazônia
Segunda Esquadra será instalada na Baía de São Marcos, no Maranhão
Tânia Monteiro
A segunda esquadra da Marinha do Brasil vai ter como base às águas da Ponta da Espera, na Baía de São Marcos, em São Luís (MA). É um megaempreendimento que integra o planejamento da Estratégia Nacional de Defesa e que implicará a transferência para a região da capital maranhense de pelo menos 6 mil militares. No total, considerando os familiares, o Estado receberá em torno de 12 mil pessoas diretamente ligadas à base da nova esquadra.
Para a Marinha, a escolha é técnica e levou em conta a estrutura portuária, as condições de navegabilidade na Baía de São Marcos, a grande variação de marés e as características do litoral – reentrâncias e profundidade do canal marítimo. Todas esses parâmetros foram considerados favoráveis para operar embarcações 24 horas por dia, como exige o projeto da Força Naval.
A localização da nova esquadra também deixa a estrutura da Marinha mais próxima do apoio às demandas de outro projeto da Estratégia Nacional de Defesa, batizado de Amazônia Segura – prevê instalação de 26 postos navais na região para aumentar a presença do Estado e a segurança territorial.
A primeira esquadra está fundeada no Rio de Janeiro. O planejamento da Marinha prevê que nada seja retirado de lá ou de outros pontos do País para reforçar a Amazônia, mas que sejam criados e adquiridos novos meios navais para reaparelhar a Força. No projeto de reequipamento para criação da segunda esquadra está prevista a aquisição, no prazo de 30 anos, de um porta-aviões, um navio de múltiplas tarefas – que recebe helicópteros – e outros tipos de embarcações. Está prevista também a compra de dois navios de apoio logístico, que transportarão água, combustível e peças de reposição, além de um barco para socorro de submarino, um rebocador de alto mar e um navio de transporte de apoio.
Trinta e seis novos helicópteros, 24 aviões de interceptação e ataque, quatro aviões de alarme aéreo antecipado, quatro aviões de transporte e reabastecimento em voo, e quatro aviões de vigilância marítima com radar equiparão o sistema que vai servir no Norte do País. A Marinha quer ainda criar uma espécie de Sivam do Mar, um sistema que funcionaria como um grande centro de operações navais. Alguns dos braços do sistema já existem, mas terão de ser integrados e ampliados. Para isso, será preciso comprar pelo menos radares de longo alcance, que serão instalados no litoral – terão como missão cobrir a Amazônia Azul e ajudar na proteção do pré-sal. Hoje, a Marinha não possui nenhum radar de longo alcance.
Pelo planejamento estratégico, esses radares de longo alcance serão instalados na Bacia de Campos, na Bacia de Santos, em um ponto extremo do Nordeste, chamado área do Cabo Calcanhar, próximo a Natal (RN), em Fernando de Noronha, na fronteira marítima norte e na fronteira marítima sul. Está prevista ainda a compra de 10 veículos aéreos não tripulados, os chamados VANTs.
Nota do Blog
Veja o que propomos a respeito do Futuro do Poder Naval Brasileiro no texto de autoria do Plano Brasil, denominado MAR PROFUNDO o qual contempla a nossa visão de como deveria ser a Marinha do Brasil.
E.M.Pinto
Fonte: NOTIMP
Irã testou ogiva nuclear avançada, afirma “The Guardian”
LONDRES – A agência nuclear da ONU pediu que o Irã explicasse evidências sugerindo que os cientistas da República Islâmica fizeram experimentos com um projeto de ogiva nuclear avançado, relatou o jornal Guardian na edição de sexta-feira.
O jornal, citando o que descreve como “documentação previamente inédita” de um dossiê da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse que os cientistas iranianos podem ter testado componentes altamente explosivos de um dispositivo de “implosão de dois pontos”.
A AIEA disse em setembro que não tem provas de que o Irã mantenha ou de que já manteve um programa de bomba atômica. A agência, baseada em Viena, não estava disponível para comentários na quinta-feira.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã e a Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) também não quiseram comentar a notícia quando foram contatados pela Reuters.
O comunicado da AIEA em setembro foi uma resposta a relatos da Associated Press citando o que chamou de um documento secreto da AIEA, dizendo que especialistas da agência concordaram que o Irã agora tinha os meios de construir bombas atômicas e estava desenvolvendo um sistema de mísseis capaz de levar uma ogiva nuclear.
O “Guardian” disse que mesmo a existência de uma tecnologia de ogiva nuclear de implosão de dois pontos é oficialmente secreta tanto nos EUA quanto na Grã-Bretanha.
Essa tecnologia permite a produção de ogivas menores e mais simples, tornando mais fácil colocar uma ogiva em um míssil, explicou o jornal.
Trechos do dossiê já foram publicados antes, mas não se sabia que ele continha documentos sobre tal ogiva sofisticada, disse o jornal.
Os inspetores da ONU não encontraram “nada com o que se preocupar” em uma primeira vistoria à instalação secreta de enriquecimento de urânio no Irã no mês passado, disse o chefe da AIEA, Mohamed ElBaradei, na quinta-feira.
A instalação nuclear, revelada pelo Irã em setembro, três anos depois de diplomatas terem dito que o local foi detectado por espiões ocidentais, aumentou o temor de que os iranianos estivessem desenvolvendo às escondidas bombas atômicas. O Irã alega que está enriquecendo urânio apenas para gerar eletricidade.
USAF ENCOMENDA MAIS HAWKER BEECHCRAFT
A USAF – Força Aérea dos Estados Unidos, assinou contrato adicional para mais seis aviões “King Air” 350ER equipados para cumprir missões especiais no Projeto Liberty. Essa compra veio complementar outra encomenda anterior para 23 desses aviões turbo-hélice equipados com sistemas especiais de sensoriamento e Levantamento de Dados. O valor da nova encomenda é de aproximadamente US$ 45 milhões e os novos aparelhos devem ser todos entregues até o fim do ano.

Depois de receber radar e novos sistemas, Gripen NG retoma testes de voo
O demonstrador do caça sueco Gripen NG retomou seus testes de voo em 27 de outubro último, depois de alguns meses de trabalho nas instalações da Saab, que incluíram a instalação do radar AESA (de varredura eletrônica ativa) que equipará o modelo de série.
Além do radar, outros sistemas que foram instalados na aeronave, pela primeira vez, foram uma nova suíte de comunicação por satélite, um sistema de alerta de míssil hostil eletro-óptico, e a ativação da capacidade interna ampliada de combustível. Nos voos de testes anteriores, o Gripen NG vinha operando sem estes sistemas (incluindo o radar AESA) e capacidades.
“Muitas novas características foram implementadas desde que voamos (o Gripen NG) pela primeira vez, no ano passado, mas é preciso ser um perito para se perceber as mudanças externamente. As mais claramente visíveis são os sensores do sistema de alerta de mísseis e a antenna para o sistema de comunicação por satélite”, explicou Mattias Bergström, gerente de projeto do Gripen NG. Ele comentou, ainda, que o novo sistema de comunicação permitirá a transferência de informações de texto ou por voz com tecnologia de link por satélite.
Os sensores do sistema de alerta de mísseis, o Missile Approach Warning System (MAW), podem ser notados nas raízes das asas e próximo dos freios aerodinâmicos. Entre outras capacidades, o MAW visa proteger a aeronave de mísseis antiaéreos portáteis, lançados por soldados, os Man Portable Air Defence Systems (MANPADS).
Os voos irão agora prosseguir, fazendo-se novamentes os testes de abertura do envelope de voo, enquanto simultaneamente serão testados e avaliados todos os novos sistemas instalados.
A futura versão de produção do Gripen NG é um dos três finalistas (ao lado do norte-americano F/A-18E/F Super Hornet e do francês Rafale) da concorrência F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB).
Jatos sauditas atacam rebeldes iemenitas
Forças rebeldes separatistas iemenitas sofreram contínuos ataques aéreos por jatos F-15 e Tornado da Arábia Saudita nas últimas 72 horas, com a rede de TV árabe Al-Jazeera informando que uma única posição dos rebeldes foi atingida por cerca de 100 mísseis lançados pelas aeronaves, no espaço de apenas uma hora! Os separatistas, da tribo Huthi, acusam o governo saudita de dar apoio ao regime do Iêmen, composto por um governo muçulmano sunita. Além dos ataques aéreos, forças terrestres sauditas foram mobilizadas e deslocadas para a fronteira com o Iêmen, em posição para uma possível incursão no território do país vizinho, havendo relatos não-confirmados de que tropas sauditas já teriam penetrado no Iêmen ontem.
Fontes militares sauditas em Riyadh declararam que os bombardeios visaram grupos rebeldes que haviam ocupado uma área fronteiriça já em território saudita, tendo morto pelo menos um soldado saudita ontem. Em resultado dos ataques aéreos, os informes sauditas alegam que teriam sido mortos pelo menos 40 rebeldes, e liberada a área por eles ocupada. “Depois do que houve ontem (05), é claro que eles perderam contato com a realidade e chegou-se a um ponto do qual não há retorno. Eles tem de ser acabados”, disse hoje um oficial saudita.
O governo iemenita havia lançado em agosto ultimo a Operação “Scorched Earth”, para debelar a rebelião liderada pela tribo Huthi, e grupos humanitários alegam que os combates provocaram a fuga de cerca de 150.000 pessoas da região em luta, onde os enfrentamentos tiveram início em 2004.
Eventos:Esquadrilha da Fumaça em NATAL
Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), popularmente conhecido por Esquadrilha da Fumaça, fará uma apresentação em Natal no domingo (15), às 15h30, entre as praias dos Artistas e do Meio. O show aéreo faz parte das comemorações da Semana da Asa, na qual a Esquadrilha está fazendo um circuito por todo o Brasil.
Divulgação
Apresentação ocorre entre as praias dos Artistas e do Meio
Durante a demonstração, que dura em média 35 minutos, onde são executadas 55 acrobacias, os pilotos da Fumaça irão fazer uma surpresa ao público presente na exibição.
Além do show de acrobacias, na segunda-feira (16) pela manhã, a equipe do EDA que vem a Natal, composta por 36 militares (pilotos, mecânicos e pessoal de apoio), irá visitar duas entidades filantrópicas em Parnamirim: o Lar de Assistência a Criança (LAC), que atende cerca de 70 crianças carentes, e o Lar Espírita Alvorada Nova (LEAN), onde moram cerca de 40 idosos.
Formado pelos mais experientes pilotos da FAB, o trabalho da Esquadrilha ultrapassa o voo. Eles realizam um trabalho social, por isso visitam entidades carentes para levar uma mensagem positiva. Na ocasião, a BANT e a ASFAN (Ação Social da Família Aeronáutica de Natal) estão realizando uma campanha interna para arrecadar donativos para o LEAN.
A Esquadrilha da Fumaça realizou sua primeira exibição oficial em 14 de maio de 1952. Desde então, milhares de pessoas têm travado contato com os pilotos e mecânicos que os assessora. Atualmente, com mais de 3300 demonstrações realizadas no Brasil e no Exterior, os integrantes da Esquadrilha são considerados “os embaixadores do Brasil no céu”.
Colaborou: Eng. Edson.O.M.Pinto
República Sul Africana cancela a ecomenda de 8 cargueiros A-400M
A admissão foi hoje feita no Parlamento pela ministra da Defesa, Lindiwe Sisulu, quando respondia a perguntas da oposição sobre o abortado negócio com a Airbus assinado há cinco anos e cancelado esta semana oficialmente, depois do custo dos oito aparelhos A400M ter disparado dos 17 mil milhões de randes (1,5 mil milhões de euros) para os 47 mil milhões de randes (4,27 mil milhões de euros).
O A400M é um novo modelo da Airbus destinado ao transporte de tropas que se encontra ainda em estado de desenvolvimento, tendo o seu primeiro voo experimental agendado para finais do ano em curso.
Segundo a ministra da Defesa, o acordo para compra dos oito aparelhos à Airbus foi oficialmente cancelado quarta-feira em virtude da incapacidade do fornecedor em entregar os aviões nos prazos acordados e da escalada dos custos.
Sisulu revelou que o seu Ministério irá pedir ao executivo que ponha ao seu dispor os 2,9 mil milhões de randes (263 milhões de euros) que a Airbus terá de reembolsar o Estado sul-africano, para que sejam usados como depósito para uma aquisição alternativa de aparelhos de transporte militar.
Sisulu afirma que a frota de C-130 está a atingir o fim da sua vida útil e recorda que a África do Sul presta ajuda humanitária frequente a países vizinhos e mais a norte do continente em situações de catástrofes naturais ou conflito, necessitando por isso de novos aparelhos.
Nota do Blog
A desistência no programa A-400M cai como um alerta ao problemático programa A-400 da Airbus Military, não é só a Rep. Sul Africana quem estaria descontente com o programa, parceiros influentes como os britânicos também já por diversas vezes demonstraram a sua insatisfação com o andamento e o sussecivo aumento dos custos do programa.
Vale Ressaltar que o governo Sul Africano já manifestou o interesse em participar do programa KC-390 da Fab/EMBRAER e a desistência na participação do programa europeu abre caminho para o modelo brasileiro conseguir um contrato importante naquela Força Aérea.
Segundo previsões da própria EMBARER e da Força Aérea Brasileira, o KC-390 deverá entrar em operação por volta de 2014.
Embraer deve produzir jato de 120 lugares na China
Empresa para de produzir aeronave menor no país e busca novo modelo com parceira local
Cláudia Trevisan, CORRESPONDENTE, PEQUIM
A Embraer decidiu que vai produzir na China seu jato E-190, de até 120 lugares, e abandonar no futuro a montagem no país do ERJ-145, que comporta apenas 50 passageiros. A empresa negocia agora os termos do acordo com sua parceira chinesa, a estatal Avic, que logo colocará no mercado uma aeronave de porte médio que vai concorrer com os jatos brasileiros.
A decisão representa uma mudança na estratégia da Embraer, que resistia em fabricar na China o seu mais bem sucedido produto. Com isso, a companhia brasileira espera contornar os obstáculos para a retomada das vendas do E-190 para o país asiático, que é o mercado de aviação que cresce mais rapidamente em todo o mundo.
A chinesa Kun Peng Airlines assinou compromisso de compra de 50 E-190 em 2007, mas apenas cinco aeronaves foram de fato adquiridas até agora, todas fabricadas no Brasil e exportadas para a China. O contrato está suspenso desde 2008.
O assunto foi tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua viagem a Pequim em maio, e estava na pauta da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que seria realizada no Brasil nesta semana e foi adiada sem data definida.
A Embraer possui desde 2002 uma fábrica na cidade de Harbin, no nordeste da China, em parceria com a Avic. A planta monta apenas o ERJ-145, de 50 lugares, que atrai cada vez menos interesse das companhias de aviação chinesas, quase todas controladas pelo Estado.
A Hainan Airlines tem um contrato de compra de 25 desses jatos, que deverão ser entregues até junho de 2011. Por isso, havia dúvidas sobre a viabilidade da permanência da Embraer na China com esse modelo. A empresa chegou a afirmar que estudava fechar a fábrica.
Procurada, a direção da Embraer no país asiático afirmou que não comentaria o assunto e que desconhece qualquer decisão relativa à produção do E-190. No Brasil, a empresa também não quis comentar.
As companhias de aviação chinesas suspenderam as compras de aviões da Embraer, mas mantiveram os negócios com Boeing e Airbus, que têm linhas de produção na China mais extensas que a da companhia brasileira.
A Airbus inaugurou no ano passado, na cidade de Tianjin, sua primeira planta de montagem de aeronaves fora da Europa, que deve produzir 11 modelos A320 neste ano. Apesar da crise, as vendas da Airbus para a China devem crescer 20% em 2009, para um total de 80 jatos.
A planta da Airbus utiliza componentes fabricados por seis fornecedores chineses e levará à inauguração, no próximo ano, do primeiro centro de logística da empresa na Ásia, também em Tianjin.
A Boeing não monta aviões de passageiros na China, mas produz vários dos componentes que utiliza em seus jatos. Além disso, a norte-americana tem em Xiamen uma planta que transforma antigas aeronaves de passageiros em aviões de carga.
A China se transformou no segundo maior mercado para a Embraer depois dos Estados Unidos. As exportações de aeronaves para o país asiático somaram US$ 204,6 milhões em 2008, comparados a apenas US$ 24 milhões em 2007. De janeiro a setembro de 2009, os embarques de aviões para a China somaram US$ 260,4 milhões, graças à entrega dos E-190 que já haviam sido adquiridos pelas empresas chinesas anteriormente.
Governo Lula quer dar poder de polícia às Forças Armadas
Projeto prevê que Exército, Marinha e Aeronáutica possam revistar pessoas e fazer prisões em operações na fronteira
Tânia Monteiro, BRASÍLIA
As Forças Armadas deverão ganhar mais poder de polícia e proteção legal para realizar operações típicas de manutenção e garantia da lei e da ordem. Essas mudanças fazem parte da proposta de novo texto para a Lei Complementar 97 – a que o Estado teve acesso. Em operações de vigilância na fronteira e demais ações ordenadas pelos poderes constituídos, Exército, Marinha e Aeronáutica podem revistar pessoas, veículos e instalações e fazer prisões em flagrante delito.
O projeto de lei – em fase final de formatação na Casa Civil, após aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do parecer favorável do Ministério da Justiça e da Advocacia-Geral da União – fortalece de maneira explícita o cargo de ministro da Defesa. Ele passa a ter comando operacional sobre as três Forças, que ficam efetivamente subordinadas ao poder civil. Na prática, o texto acaba com a concentração de poder nos comandos.
A proposta, que respalda a Estratégia Nacional de Defesa e deve ser enviada ao Congresso ainda neste mês, também enfrenta uma antiga reclamação dos militares, quando são convocados para atuar em ações repressivas, como a subida de morros ou trabalhos de proteção social na época das eleições.
Agora fica claro que a tropa, nessas ações, desempenhará “atividades militares”. Diante de eventuais incidentes, seus integrantes serão julgados por tribunais militares, e não pela Justiça comum, como ocorre hoje.
Alguns soldados, que fizeram vigilância nas favelas e participaram em 1994 e1995 das Operações Rio I e Rio II, respondem até hoje a processos na Justiça comum, quando estavam sob ordens do Exército. Sem proteção legal, são obrigados a pagar seus próprios advogados nos tribunais civis. Os soldados que estão no Haiti, na Missão de Paz das Nações Unidas (Minustah), são protegidos por legislação especial: fazem trabalho de polícia, mas na condição de militares.
Marinha e Aeronáutica ganham o poder de polícia que, hoje, só o Exército tem nas operações de repressão e prevenção nas fronteiras. Esse poder, que tinha vínculo só com ações de fronteira seca, passa a valer também no mar e nos rios jurisdicionais.
Para a Aeronáutica, um direito novo e específico: com base na chamada Lei do Abate, caças e aviões de interceptação da Força – que já têm o poder de controlar e perseguir o chamado tráfego aéreo ilícito, obrigando uma aeronave a fazer pouso forçado – poderão prender pilotos, tripulantes e passageiros em flagrante e entregá-los às autoridades judiciárias.
A proposta pretende evitar situações como a da semana passada. Um pequeno avião carregado com 150 quilos de cocaína foi interceptado e obrigado, após ser alvejado com dois tiros de abate, a pousar em uma fazenda de Cristalina (GO), a 140 quilômetros de Brasília. Até avisar e mobilizar a Polícia Federal, a Aeronáutica, que não tem poder de prisão, deu tempo para os tripulantes fugirem.
PODER CIVIL
A legislação, que trata da doutrina, organização, preparo e emprego dos militares, reforça a subordinação do poder militar ao poder civil eleito com a criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Será instância no mesmo nível hierárquico dos comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
O projeto de novo marco legal diz que a nomeação dos comandantes será feita pelo presidente da República, “por indicação” do Ministro da Defesa, e não mais apenas “ouvindo” o ministro. No emprego das Forças Armadas, a subordinação continua sendo ao presidente da República, mas por intermédio do ministro da Defesa. Hoje a subordinação não passa pelo ministério.
“A mais importante mudança é a subordinação operacional das três Forças ao Ministério da Defesa”, avaliou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional. Embora, na prática, a postura do ministro Nelson Jobim já tenha mudado o funcionamento hierárquico e operacional das Forças, legalmente, lembrou Jungmann, seu posto poderia ser encarado como o de uma “rainha da Inglaterra”.
Ressonância e os perigos de fadiga material
Colaboração Eng. Edson.O.M.Pinto
Mais sobre a apreenção do carregamento de armas por Israel
Repare no detalhe aos 43″.
Reunião de Cooperação Tecnológica Brasil-França discute projeto COBRA
Terceira reunião de trabalho do Grupo de Trabalho Conjunto Brasil-França tratou também de outros projetos de desenvolvimento tecnológico.
Foi realizada em Paris, no período de 19 a 22 de Outubro de 2009 a terceira reunião de trabalho do Grupo de Trabalho Conjunto (GTC) Brasil-França, entre o Ministério da Defesa brasileiro e a Delegação Geral para o Armamento (DGA) do Ministério da Defesa francês. O evento contemplou a realização de reuniões técnicas e visitas na “Délégation Générale pour I’Armement (DGA)”, às empresas SAGEM, Survey-Copter, THALES, e ao “Laboratoire d´Electronique et de Technologies de l´Informati” (LETI) da Republica francesa.
A reunião técnica na DGA consistiu no primeiro evento onde foram tratados aspectos relacionados à P&D dos quatro projetos da Subcomissão Terrestre, como definidos nos planos de trabalho conjunto preliminares. Os projetos de cooperação são os seguintes: Combatente Brasileiro do Futuro (COBRA); Veículo Terrestre Não Tripulado (VTNT); Munições Termobáricas; Câmera de Imagem Termal com Tecnologia de Fusão de Imagens.
Na empresa SAGEM foi realizada a apresentação do projeto FELIN (Fantassin à Équipement et Liaisons Intégrés, Equipamento Integrado e Comunicações para o Infante), na empresa THALES foram realizadas diversas apresentações envolvendo sistemas de vigilância radar e optrônicos de longo alcance, comando e controle, guerra eletrônica e transmissão de dados e voz.
Na empresa Survey-Copter foram apresentados os sistemas de transmissão de vídeo, áudio e dados, assim como processos de fabricação e integração dos sistemas de controle e simulação, os quais são empregados em seus produtos, como nos Veículos Aéreos Não Tripulado (VANT) e nos Veículos Terrestres Não Tripulados (VTNT).
As atividades do LETI transcorreram em 3 áreas: microeletrônica e sistemas a base de Silício; comunicação e aplicações ligadas à biologia; optoeletrônica, ligada às empresas ULIS e SOFRADIR.
Não foram autorizadas as atividades previstas para o proje
Ao final do evento foi assinado na DGA o documento conjunto contendo os resultados alcançados e sugestões para o andamento das atividades, propondo entre outras ações, o conhecimento pela DGA da proposta de requisitos para o sistema COBRA e sistema VTNT, a realização de um treinamento por militares combatentes brasileiros no 35emeRI em Belfort na França para verificar as funcionalidades do sistema FELIN e o estabelecimento de propostas de cursos e treinamentos nas áreas de caracterização de detectores de infravermelho e munições.
Leia Mais sobre o p projeto COBRA aqui
FREMM : Aquitaine será lançada ao mar em 29/04/2010
FREMM : A fragata Aquitaine será colocada na água no dia 29 de abril de 2010 05/11/2009 Será em 29 de abril próximo que a Aquitaine, primeira unidade do programa das Frégates Européennes Multi-Missions (FREMM), será lançada ao mar. Construída pelo estaleiro da DCNS em Lorient, este navio de nova geração deve entrar em serviço na Marine nationale em 2012. De agora até 2022, a DCNS deverá entregar à frota francesa 11 FREMM, das quais, duas na versão antiaérea, o que permitirá substituir as fragatas das classes F67 (Tourville), F70 ASM (Georges Leygues) e F70 AA (Cassard).
Com um comprimento de 142 metros e uma largura de 20 metros, as futuras fragatas francesas apresentarão um deslocamento de 6000 toneladas quando plenamente carregadas. Nove das FREMM serão dedicadas à missão antisubmarino. Nesta configuração, elas disporão de 4 tubos lança-torpedos e de um helicóptero NH90 (em sua versão ASM), estes meios poderão lançar até 19 torpedos do tipo MU90. A detecção será assegurada por um sonar ativo e outro com antena passiva rebocada (CAPTAS UMS 4229), além de um sonar MFS 4110. A autoproteção do navio ficará a cargo de dois lançadores de despistadores antitorpedos.
O armamento adicionalmente compreenderá oito mísseis antinavio Exocet MM40 Block3, 16 mísseis de cruzeiro Scalp Naval, 16 mísseis anti-aéreos Aster 15, uma torreta na proa com canhão de 76mm, além de metralhadoras.
Os equipamentos serão complementados por um radar multifunção Herakles, dois radares de navegação e um para controle do helicóptero orgânico, dois interferidores (jammers) para Guerra Eletrônica e dois lançadores de chaff NGDS.
Na sua versão de defesa aérea, a fragata batizada de FREDA vai dispor de um radar Herakles mais possante e de 32 mísseis Aster 30 e Aster 15 (mas perdendo a possibilidade do disparo do Scalp Naval). O sistema de combate e o Centro de Operações de Combate serão, igualmente, adaptados à sua missão específica.
Lançado em 2005, o programa FREMM é tocado em cooperação com a Itália, que pretende construir 10 fragatas destas para sua marinha. Apresentando um design levemente diferente, o navio Carlo Bargamini, cabeça de série das FREMM italianas, teve sua quilha batida nos estaleiros da Fincantieri no início de 2008
Fora da França e da Itália, as fragatas da família FREMM estão sendo ofertadas para a exportação. A DCNS já recebeu, inclusive, uma encomenda de um navio para a Marinha do Marrocos e espera colocar seu produto em numerosos países, em particular na Grécia.
Fonte: Mer et Marine
Nota da Alide: Segundo fontes da Marinha do Brasil o projeto da FREMM é um dos mais fortes candidatos para atender ao requerimento da nova escolta de 6000 toneladas que será adquirida pela Marinha do Brasil em 2010. Segundo se comenta a MB pretenderia comprar até seis unidades a serem fabricadas localmente no Brasil. O Ministro Nelson Jobim visitou na semana passada os estaleiros italianos quando recebeu briefings sobre o Navio de Patrulha Oceânico da Classe Commandante e também sobre a fragata FREMM na sua configuração local.
O Rio não é Sin City
Segundo um estudo da organização civil mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública(CCSP), cinco cidades latino-americanas estão entre as dez mais perigosas do mundo. A lista não incluiu nenhuma cidade brasileira.
Pepa Palma e Mariângela Guimarães
A avaliação é feita a partir do número de homicídios dolosos por 100 mil habitantes e Ciudad Juárez, no México, na fronteira com os EUA, aparece em primeiro lugar.
As mais violentas segundo o levantamento do CCSP:
1- Ciudad Juárez, México (132 homicídios por 100 mil habitantes)
2- Caracas, Venezuela (96)
3- New Orleans, EUA (95)
4- Tijuana, México (73)
5- Cidade do Cabo, África do Sul (62)
6- Port Moresby, Papua Nova Guiné (54)
7- San Salvador, El Salvador (49)
8- Medelim, Colômbia (45)
9- Baltimore, EUA (45)
10- Bagdá, Iraque (40)
No Brasil, o último relatório completo com o índice de violência das cidades traz informações de 2006. Pelos dados da época, várias cidades brasileiras teriam entrado na lista da organização mexicana, entre elas Recife, então a capital mais violenta do Brasil, com 90,5 homicídios dolosos por 100 mil habitantes. Mas estudos mais recentes mostram uma diminuição da violência – ao menos, dos homicídios – e as maiores cidades brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo, têm atualmente índices de 33,2 e 11,5, respectivamente.
Poder hegemônico
O secretário técnico do CCSP, José Carrasco Rueda, atribui a presença de tantas cidades latino-americanas entre as mais violentas do mundo ao fato do continente ter adotado a chamada ‘doutrina de segurança nacional’, na qual, segundo ele, “basicamente se estabeleceu um poder hegemônico dos Estados Unidos sobre o hemisfério, e qualquer situação social, qualquer situação de movimento comunitário que não esteja alinhada com esta doutrina, pode ser considerada uma ameaça”.
Deste modo, durante décadas, a estratégia para resolver os problemas de segurança latino-americanos deixou de lado a participação social, que Carrasco aponta como fundamental, fazendo com que “todas as forças de segurança do Estado e a capacidade judicial das polícias para fazer frente às ameaças se alinhassem com esta doutrina, considerando inimigo todo aquele que não seguia a mesma linha”.
Ministério da Segurança
José Carrasco Rueda recomenda que os fenômenos de insegurança sejam tratados de maneira setorizada, de forma que se incluam na mesma estratégia a pirataria de marcas, as gangues e o narcotráfico.
Na 1a Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), realizada na semana passada em Brasília, uma das propostas colocadas em pauta foi a da criação de um Ministério da Segurança Pública no Brasil, para fazer frente à violência de maneira específica, desvinculado das políticas de segurança e dos procedimentos burocráticos do Ministério da Justiça, mas a ideia não foi aprovada.
Apesar de nenhuma cidade brasileira estar agora na lista das dez mais violentas, o país registra 48 mil homicídios por ano, o que é uma das taxas mais altas do mundo.
Contra brinquedos bélicos
Também com o objetivo de abordar o problema da violência, foi aprovado na semana passada na Venezuela, com o apoio de todos os setores parlamentares, um projeto de lei para proibir a fabricação, venda e aluguel de vídeo-games e brinquedos bélicos. Segundo dados oficiais, a principal causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos na Venezuela são armas de fogo, e a insegurança é uma das principias preocupações dos venezuelanos.
Para José Carrasco Rueda, esta legislação sobre brinquedos bélicos deve ser reforçada por outra série de opções e estratégias “para que o efeito seja um pouco mais sistêmico”. “Tem que vir acompanhada de um claro diagnóstico social da problemática da insegurança e de medidas nas áreas de saúde, de educação, de cultura, de emprego e de economia”, conclui.
* Ouça a entrevista, em espanhol, do secretário técnico do Consejo Ciudadado para la Seguridad Pública, José Carrasco Rueda, à jornalista Pepa Palma.
Nota do Blog
Isto não serve de desculpa para esconder o que se passa nas grandes cidades do Brasil, especialmente na eterna famigerada, São Sebastião do Rio de Janeiro, que para os Jornais Espanhois em especial ( aqueles que não estão convencidos da derrota das olimpíadas de 2016) e para todos aqueles que só mostram aquilo que não presta do Brasil, de que o buraco é mais embaixo.
Portanto, aqui vai o meu recado:
Tem muito macaco escondendo o rabo para falar do rabo dos outros.
É preciso combater sim a violência, o tráfico de drogas e a baderna na justiça que imperam no Brasil, entretanto, é preciso elucidar à comunidade internacional de que existe ai mundo afora locais que estão precisando tanto quanto o Rio de medidas urgentes.
Por exemplo New Orleans e Baltimore que em pleno solo Americano apresentam índices de violência superiores à Bagdad, o mundo ai fora é tão podre quanto.
Deve-se cobrar de nossas autoridades e de nossa sociedade soluções imediatas para por um fim neste estado de quase guerra civíl, mas é importante também não dissiminarmos a sensação de que a luta está perdida. E o mais importante de que o Rio não é Sin City…
Brasil Acima de tudo
E.M.Pinto
China recebe mais helicópteros Ka-28
As forças armadas da República popular da China ~receberam diretamente da empresa russa Kumertau Aviation Production Enterpriseo segundo lote de helicópteros Kamov Ka-28.
O shelicópteros são destinados a Marinha do Exército Popular da China o qual encomendou as aeronaves Ka-28 em três versões distintas, a de guerra anti-submarino, ASW, busca e salvamento, SAR, e ataque.
Este segundo lote contempla o recebimento de 9 aeronaves que se juntarão aos 8 outros anteriormente adquiridos, entretanto espera-se que a nação asiática multiplique o número de aquisições deste modelo em futuros contratos.
O Ka-28 é uma variante de exportação do Ka-27 equipados com novos motores TV3-117VMAR de maior desempenho e confiabilidade.
Os negócios entre ambas as nações podem ainda extender-se uma vez que o fabricante chinês de helicópteros Avicopter anunciou no passado mês de Setembro que iria desenvolver em conjunto com empresas parceiras Russas um helicóptero pesado da categoria do Mil mi26 (o maior helicóptero do mundo) capaz de levantar cargas superiores até 20 toneladas. O novo helicóptero deverá realizar o seu primeiro voo até 2020.
Rollout do primeiro Super Tucano do Chile Rollout do primeiro Super Tucano do Chile
Na ultima terça-feira, 3 de novembro a EMBRAER realizou o rollout do primeiro Super Tucano da Força Aérea do Chile – FACH. A aeronave será usada para treinamento de pilotos da força aérea que se formam na Escola de Aviação e realizam a conversão para aeronave de combate. O Super Tucano representa a transição do Pilán (treinador basico) para uma aeronave mais avançada.
A cerimônia contou com a presença do Comandante-em-chefe da Força Aérea do Chile, general Ricardo Ortega Perrier Air e seu colega brasileiro, tenente-brigadeiro Juniti Saito (ambos na foto acima), além do presidente da Embraer, Frederico Fleury Diretor, executivos e funcionários civis.
“Hoje é um dia muito importante para nós, porque estamos recebendo o primeiro de 12 aviões A-29 Super Tucano comprados pelo nosso governo à empresa Embraer. Esta aquisição representa um passo em frente na modernização da instituição”, disse o General Ortega. Durante o discurso ele também destacou a colaboração permanente que existiu durante os anos entre a Empresa Nacional de Aeronáutica do Chile ENAER e a EMBRAER.
Brasil negocia pacto de não-agressão
Acordo ajudaria região a superar desconfianças surgidas após assinatura de tratado militar entre Colômbia e EUA
Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA
O Itamaraty começou a negociar um tratado de não-agressão na América do Sul, como meio de contornar os conflitos provocados pelo acordo militar entre a Colômbia e os EUA, assinado sexta-feira. O tratado terá o objetivo garantir aos signatários que não serão alvos de ataques de vizinhos que venham a atuar em cooperação militar com países de outras regiões. O Itamaraty espera convencer o Equador, país que preside este ano a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), a encampar a ideia e levá-la à consulta das chancelarias dos outros membros do bloco.
A seus assessores, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que essa saída multilateral será uma forma de lidar com a polêmica causada pela decisão da Colômbia de fechar um acordo que permitirá aos EUA manter militares em sete bases no país. Segundo o ministro, o tratado reforçaria garantias fundamentais que venham a ser escritas sem ênfase nos acordos bilaterais e permitiria a tão ambicionada “construção de confiança” entre os países da América Sul. Seria, por fim, um meio de dissipar temores – os reais e os infundados.
O tratado de não-agressão serviria como um princípio básico de garantia jurídica a ser respeitado em todos os compromissos na área de defesa dos países da Unasul, sem exclusões. Assim, apaziguaria Bogotá, ao contemplar sua insistente preocupação de que todos os acordos de defesa fechados pelos parceiros sul-americanos com países de fora da região deveriam ser postos sobre a mesa e incluir garantias. Essa exigência tem como fundamento a ausência de garantias de não-agressão nos acordos celebrados pela Venezuela com Irã e Rússia.
Para que o tratado alcance o objetivo imaginado por Amorim, o Conselho Sul-Americano de Defesa deverá debater pelo menos duas questões básicas. Primeiro, se o novo acordo seguirá a receita do Tratado de Tlatelolco, de 1967, pelo qual nações militarmente mais desenvolvidas se comprometem a não minar o status da América Latina e Caribe como região livre de armas nucleares. Uma resposta positiva significaria a negociação para que EUA, Rússia, Irã e França, entre outros, forneçam garantias de que não alimentarão nem participarão de conflitos na América do Sul.
A segunda questão diz respeito ao registro dos acordos no Conselho de Defesa, ou seja, a quebra da confidencialidade do documento.
Para Itamaraty, acordo abre brecha para ataque
Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA
O governo brasileiro não duvida que o acordo militar entre a Colômbia e os EUA, firmado na sexta-feira em Bogotá, abrirá uma brecha para ataques à Venezuela e a outros países sul-americanos. A análise preliminar do texto reforçou a convicção do Itamaraty de que as garantias de que os países vizinhos não serão agredidos pelas forças colombianas e americanas são insuficientes. Também provocou surpresa a constatação de que, além do uso de sete bases aéreas da Colômbia, o acordo prevê que aviões militares americanos possam usar os sete aeroportos internacionais do país.
Ciente das cobranças de “transparência” que recebeu nos últimos meses dos países vizinhos, o governo colombiano permitiu o acesso ao texto integral do acordo, desde anteontem, no site do Ministério das Relações Exteriores. Mas, não enviou previamente o documento às chancelarias sul-americanas. O chanceler Celso Amorim obteve uma cópia ontem. O texto enfatiza a necessidade de fortalecer a relação estratégica de segurança entre EUA e Colômbia para “”enfrentar as ameaças comuns à paz, à estabilidade, à liberdade e à democracia”".
A mesma expressão está reproduzida entre os objetivos do acordo que, em princípio, deveria se ater à luta contra o narcotráfico e ao terrorismo. Para o Itamaraty, isso seria suficiente para justificar iniciativas conjuntas dos EUA e da Colômbia contra a Venezuela, que há anos converteu-se em inimigo de Bogotá.
Então quem paga a Marinha dos Sonhos?
Ministério fica sem recursos do pré-sal
Relator destina para o Fundo Social 100% da verba de participação especial e royalties pertencente à União dos campos já licitados Texto inicial de Palocci previa que parte dos recursos iria para pasta da Ciência e Tecnologia e para o Comando da Marinha
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Para garantir recursos imediatos de áreas do pré-sal para serem aplicados em ações sociais e de desenvolvimento regional, uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou ontem relatório que destina 100% dos recursos de participação especial e royalties à União dos campos já licitados para o Fundo Social proposto pelo governo.
O relator do projeto, deputado Antonio Palocci Filho (PT-SP), alterou o próprio texto, que inicialmente destinava apenas uma parte desses recursos ao Fundo Social.
Pelo texto, o Comando da Marinha e o Ministério da Ciência e Tecnologia não terão mais direito aos recursos de campos como Tupi, Iara, Carioca, Júpiter e Guará.
Das áreas já licitadas do pré-sal, só o teste de longa duração na área de Tupi resultou em pagamento de royalties, que começaram a ser distribuídos em junho. Contudo a ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou não ser possível precisar o valor exato já repassado.
O próprio relator já espera reação das pastas que deixarão de ganhar esses recursos. “Vamos receber reclamações dos setores que recebem esses recursos. Mas não estamos ferindo em nada os ministérios [Marinha e Ciência e Tecnologia] e não mexi nenhum centavo dos Estados e municípios”, disse o ex-ministro da Fazenda. Palocci afirma que “há recursos de sobra para esses ministérios”.
Palocci também decidiu deixar para o Executivo definir, via projeto de lei, se usará apenas os rendimentos do fundo ou sue patrimônio nos investimentos sociais. A prioridade continua a sendo aplicar os recursos em saúde, educação, ciência e tecnologia, ambiente, cultura e combate à pobreza.
Petro-Sal
Ontem, também foi aprovado o projeto que cria a estatal para gerenciar os recursos do pré-sal, com o nome provisório de Petro-Sal. Foram feitas poucas alterações no projeto pelos deputados, que fixaram mandatos de quatro anos para os membros do Conselho de Administração da estatal e instituiu quarentena de quatro meses para pessoas que deixarem o conselho.
A pedido do líder do PR, Sandro Mabel (GO), foi adiado o início da discussão do projeto de capitalização da Petrobras. O pedido foi interpretado por governistas como um sinal de que parte da base aliada está disposta a colaborar com os prazos do governo apenas se emendas parlamentares ao Orçamento, hoje contingenciadas, forem liberadas.
Aprovados ou não pelas comissões, os projetos começam a ser debatidos e votados no plenário da Câmara na próxima terça, antes de seguirem para o Senado. Ontem, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse que deve dar prioridade aos projetos já apreciados pelas comissões especiais, para dar tempo de solucionar eventuais pendências nas matérias mais polêmicas.
Os líderes governistas querem esperar o presidente Lula, que está no exterior, para definirem os valores da partilha dos royalties do pré-sal. União e Estados e municípios produtores de petróleo disputam parcela maior dos recursos.
Prevista para a noite de hoje, a discussão do principal projeto do pré-sal pode ser adiada para a próxima semana. “Se a União achar que pode abrir mão de recursos, não faria oposição, mas, até lá, meu relatório é “imexível”", disse o relator do projeto que muda o modelo de exploração, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB da Câmara. Ele se encontra no final de semana com o governador Sérgio Cabral (RJ), defensor do aumento dos repasses de royalties para Estados produtores.
Lugo demite chefes das Forças Armadas após rumores de golpe
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, demitiu, nesta quarta-feira, os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica após negar a possibilidade de um golpe militar contra o governo.
Segundo um comunicado divulgado pelo setor de imprensa das Forças Armadas, Lugo deve empossar novos comandantes na quinta-feira.
A decisão de Lugo foi tomada um dia depois de ele ter negado, em entrevista coletiva, que haveria um plano de um golpe militar contra o governo.
“Posso garantir, como chefe das Forças Armadas, que institucionalmente não existe nenhum perigo de golpe de Estado promovido pelos militares”, afirmou.
Lugo ressaltou ainda que “nada e ninguém moverá o povo paraguaio do Palácio (presidencial) de López até 15 de agosto de 2013”, em referência a data final do atual mandato.
Os rumores sobre o suposto plano de golpe de Estado começaram a surgir com uma declaração do secretário de relações internacionais do Partido Comunista Venezuelano (PCV) e vice-presidente do Grupo Venezuelano do Parlamento Latino-americano (Parlatino), Carolous Wimmer.
Segundo a imprensa local, ele teria dito que os Estados Unidos e setores da direita paraguaia queriam concretizar um “golpe contra o governo de Lugo”.
De acordo com a edição online do jornal Última Hora, pouco antes do comunicado sobre as mudanças na cúpula militar, a embaixadora dos EUA em Assunção, Liliana Ayalde, negou as acusações de Wimmer.
“O que estamos fazendo aqui é uma cooperação, onde existe transparência. Desconheço e desminto totalmente (versões de organização de um golpe)”, disse ela ao jornal.
Bolívia
Além do comentário de Wimmer, o jornal paraguaio destaca ainda que presidente da Venezuela, Hugo Chávez, teria sugerido um possível golpe contra o governo de Lugo durante a reunião da Alba na Bolívia.
Segundo o jornal, ele teria tido que “os ultradireitistas paraguaios usam a Bolívia como desculpas para atacar o governo de Fernando Lugo. Já estão os golpistas estão preparando golpe”.
Recentemente, Bolívia e Paraguai tiveram diferenças na região de fronteira. Após declarações dos políticos venezuelanos, o Senado paraguaio emitiu declaração pedindo a Lugo que exigisse explicações, via diplomática, do governo venezuelano.
De acordo com a imprensa local, Lugo teria encaminhado o documento ao Ministério das Relações Exteriores paraguaio.
Fernando Lugo vive diferenças com seu vice-presidente, Federico Franco, e outras dificuldades políticas, já que não conta com a maioria no Congresso Nacional.
Texto de acordo militar com EUA reacende críticas na Colômbia
A publicação do texto do acordo militar firmado na última sexta-feira entre Colômbia e Estados Unidos reacendeu a polêmica sobre o assunto no país andino.
A controvérsia está relacionada ao item do acordo que prevê que aeronaves militares e oficiais das Forças Armadas dos EUA poderiam não apenas usar setes bases da Colômbia, mas também os sete aeroportos internacionais do país em condições que ainda não estão claras.
Um dos artigos do acordo indica que se estabelecerá “um mecanismo para determinar o número estimado de voos que utilizarão os aeroportos internacionais, em conformidade com a normativa colombiana”.
O acordo também deixa aberta a possibilidade de que oficiais e equipamentos militares dos EUA usem “as demais instalações que convenham as partes ou suas Partes Operativas”.
‘Ocupação’
Essas cláusulas – conhecidas apenas após a divulgação do texto completo – reacenderam o debate sobre o acordo entre os dois países.
“Esse é um acordo de ocupação”, disse à BBC Mundo o senador Gustavo Petro, candidato presidencial do partido de esquerda Polo Democratico Alternativo, PDA.
“Se trata de um acordo illegal que não conta com a aprovação do Senado da Colômbia, como prevê a Constituição. Por isso, esse pacto não tem eficácia jurídica e pode ser denunciado perante os tribunais internacionais”, afirmou.
De acordo com ele, é “lamentável que o presidente Barack Obama não seja capaz de romper com essas políticas que vêm liderando os EUA há muitos anos”.
Segundo o candidato, o texto firmado entre Bogotá e Washington não impõe limites à presença de oficiais militares e funcionários civis dos EUA na Colômbia.
Defesa
Mas Jairo Clopatofsky, senador do Partido de la U, principal força política que apóia o presidente, Álvaro Uribe, disse que serão apenas 800 militares e 600 civis contratados, como já havia afirmado o governo colombiano.
Clopatofsky defendeu o acordo e admitiu que o pacto terá um efeito “dissuasivo” sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
“Chávez reagiu com o fechamento da fronteira porque tem delírios de perseguição e porque se deu conta de que não é o líder latino-americano que pretendia ser e que já foi superado por outros, como o presidente Lula, do Brasil”, disse Clopatofsky à BBC Mundo.
O senador, que faz parte da coalizão majoritária que apóia o governo no Congresso, disse ainda que “os Estados Unidos são o único país que apoiou a Colômbia em sua luta contra o narcotráfico e a guerrilha”.
O governo de Uribe tem insistido que o acordo, que terá vigência de dez anos, será para realizar unicamente missões militares em território colombiano, dirigidas para combater o narcotráfico e o terrorismo.
Segundo o correspondente da BBC na Colômbia Jeremy McDermott, “a Colômbia está cada vez mais isolada na região, mas não parece preocupada, contanto que tenha o apoio dos EUA”.
Submarino russo realiza prova com míssil balístico intercontinental
O submarino nuclear K-117 Bryansk, da Marinha Russa, realizou neste domingo (01), a partir do Mar de Barents, o disparo em condições submersas de um míssil balístico intercontinental com capacidade nuclear. Segundo o comunicado do Ministério da Defesa, o míssil disparado liberou ogivas múltiplas que atingiram os alvos previstos.
O K-117 Bryansk faz parte de um conjunto de seis submarinos do projeto 667 BDRM, que vêm sendo recondicionados e dotados de novas capacidades bélicas. A principal característica deles é a compatibilidade com os novos mísseis R-29RM Sineva (SS-N-23 Skiff na OTAN), capazes de transportar quatro cabeças nucleares de 100 kilotons cada uma e alcançar distâncias de 8.500 km.
França busca negócios na Argentina
Uma comitiva do governo francês liderada pelo ministro da Defesa, Herve Morin, visitou a Argentina no início desta semana em busca de oportunidades de cooperação e venda de material de defesa. Morin afirmou à imprensa local que a França está disposta a ampliar sua cooperação militar com a Argentina, em negócios que envolvam inclusive transferência de tecnologia, a exemplo dos contratos fechados com o Brasil nas áreas de helicópteros e submarinos.
Em comunicado divulgado após a visita francesa, o Ministério da Defesa da Argentina afirmou que, embora o governo não tenha antecipado qualquer negócio na área de defesa, concordou em receber uma delegação francesa no próximo ano para avaliar eventuais oportunidades.
Superpoderio militar dos EUA é contestado
Por Alex Corsini, no Monitor Mercantil
“A capacidade dos EUA de projetarem seu poderio militar em nível mundial se reduz dramaticamente, porque seu pesado armamentismo militar que dispõem se provará ineficaz para o enfrentamento de futuras ameaças”, adverte Andrew Krepinevitz, conselheiro-supremo do Pentágono, um dos arquitetos da estratégia para os EUA enfrentarem a guerra de guerrilhas no Iraque e no Afeganistão e presidente do think tank Center for Estrategic e Budgetary Assessments, em Washington.
Ele afirma que “os EUA não são, adequadamente, armados para enfrentarem potências emergentes como a China, países inimigos como o Irã, assim como, até ameaças provenientes de forças como Hezbollah, ou organizações terroristas como Al Qaeda – e, destaca que – Washington gasta bilhões de dólares para sistemas bélicos, considerados peleontológicos antes sequer entrarem em serviço”.
“Durante as últimas décadas — diz Krepinovitz — a vantagem que os EUA mantinham em tecnologia e recursos militares e econômicos, os tornava capazes de assumirem compromissos militares no exterior e, paralelamente, garantirem a segurança interna. A alta estratégia norte-americana pressupõe que esta vantagem continuará eternamente. Contudo, a primazia militar dos EUA já começou a definhar, pois não leva em consideração as novas ameaças estratégicas, como a disseminação de armas de precisão e ameaças vindas do espaço”.
Porta-aviões, destróieres, aviões bombardeiros de curto alcance e bases militares avançadas como as de Guam e Okinawa no Oceano Pacífico tornam-se cada vez mais vulneráveis às tecnologias e as táticas que desenvolvem os adversários dos EUA. Estes, em sintonia com a ascensão de novas forças e países inimigos, limitarão a possibilidade dos EUA de concluírem missões em regiões como o Leste Asiático e o Golfo Pérsico onde são atingidos interesses vitais norte-americanos.
Ainda, até as tecnologias anteriores, nas quais, os EUA predominavam como, por exemplo, o Sistema Mundial de Satélites para localização de posição que dirige as “bombas inteligentes” aos seus alvos, já são, facilmente, neutralizados por países como a China, a qual, desenvolve avançados sistemas de tecnologia espacial. O governo de Beijing já dispõe mísseis balísticos e tecnologia laser que poderão destruir satélites de baixa altitude, dos quais, depende o exército.
Krepinovitz sustenta que “para conservarem os EUA sua primazia deverão investir em evoluídos nano-satélites, sistemas antimísseis e, na defesa baseada em energia laser. Somente, assim poderão enfrentar os ataques que seus adversários desfecharão com suas armas “inteligentes”.
Krepinovitz, junto com o brigadeiro, Van Ryper, incluem-se no grupo de especialistas em temas de defesa, responsáveis para localização de pontos fracos e faltas no texto da “Revisão Quadrienal de Defesa” (Quadrennial Defense Review), elaborada a cada quatro anos pelo Pentágono e entregue ao Congresso dos EUA.
Krepinovitz esclarece ainda que “o secretário de Defesa dos EUA Robert Gates, avalia, corretamente, a necessidade de criação de um exército norte-americano “mais equilibrado”, o qual, poderá se desempenhar melhor em ameaças assimétricas e conflitos como aqueles no Iraque e no Afeganistão, mas, simultaneamente, estar preparado, também, para as guerras do futuro”.
Entretanto, sublinha que, “os responsáveis norte-americanos, na realidade, não levam em consideração as reais ameaças futuras e, em decorrência disso, a possibilidade de surpresas estratégicas cresce”.
“Aquilo que é necessário – continua – é um reexame total da doutrina estratégica dos EUA, semelhante daquela que foi formulada nos primeiros anos da Guerra Fria. Nas guerras do futuro, as armas “inteligentes” estão disponíveis até em ameaças não estatais, como o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Faixa de Gaza.
Além disso, potências tradicionais, como a China e a Rússia já dispõem a tecnologia e a possibilidade de transferi-las para outros países. Mas, os EUA continuam gastando dólares em aviões bombardeiros de curto alcance que decolam de vetores avançados como os porta-aviões, os quais, são expostos ao perigo de um ataque inimigo com mísseis, submarinos e, aviões teleguiados”.
“O Corpo dos Fuzileiros Navais dos EUA (USMC) desenvolve um veículo anfíbio de batalha (EVF), o qual tem a possibilidade de, também, combater na terra. Mas, os EVF – informa Krepinovitz – estarão ameaçados pelas bombas “inteligentes”, plantadas à beira das estradas e ruas e detonadas por controle remoto de navios de guerra inimigos que estarão longe das costas.
Também, as bases militares norte-americanas, como a Victory no Iraque e a Bagram no Afeganistão, as quais, proporcionam segurança as forças terrestres norte-americanas, com o passar do tempo se tornarão vulneráveis aos ataques com mísseis e, estes mísseis serão substituídos por armas de precisão absoluta, as quais, já estão disponíveis no mercado aberto, então as consequências serão catastróficas”.
Marinha de Israel intercepta navio carregado com armas
JERUSALÉM – Israel informou nesta quarta-feira que a Marinha do país interceptou um navio de contêineres no Mediterrâneo que levava foguetes destinados ao grupo libanês Hezbollah.
A embarcação foi levada para um porto israelense. Informações divulgadas pela mídia de Israel afirmaram que o armamento foi fornecido pelo Irã.
“Havia (foguetes) Katyusha, cujo propósito é atingir civis”, disse o vice-ministro da Defesa Matan Vilnai à Rádio do Exército.
Ele não deu detalhes sobre a quantidade de armamento existente no navio e expressou dúvidas sobre se a tripulação sabia que as armas estavam a bordo.
Questionado se o carregamento tinha como destino o Hezbollah, Vilnai disse: “Sim. Isso fortalece (o grupo) e aumenta a capacidade dele de atingir a longo alcance dentro de Israel”.
O Hezbollah disparou quase 4 mil foguetes contra Israel numa guerra em 2006 e autoridades israelenses afirmam que o grupo vem se rearmando desde o conflito de 34 dias.
Uma porta-voz militar israelense disse que a Marinha “avistou, durante checagens de rotina, um navio cargueiro levando a bandeira de Antígua a 100 milhas (160 quilômetros) da costa israelense”, disse uma porta-voz militar.
“Eles suspeitaram que ele carregava armas e, depois de uma inspeção inicial, munições foram encontradas. O navio foi levado ao litoral”, disse a porta-voz.
O correspondente para assuntos militares da Rádio Israel identificou o navio como o Francop, uma embarcação de 137 metros que transporta contêineres, e afirmou que ele está agora atracado no porto de Ashdod, ao sul de Tel Aviv
A emissora de TV israelense Channel 10 disse que Israel tinha informações antecipadas sobre o navio. Fontes militares afirmaram que comandos navais abordaram a embarcação em águas internacionais.
O Ministério da Defesa israelense disse que o navio foi abordado próximo do Chipre.
Em comunicado oficial, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que o armamento tinha como destino “a arena terrorista no norte”, numa aparente referência ao Hezbollah.
Em outra nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as armas encontradas poderiam ter “atingido cidades israelenses”.
Guerra nos céus:Saab Se Diz Convicta De Que Gripen Será O Eleito
Mídia : Estado de São Paulo
Data : 02/11/2009
Saab se diz convicta de que Gripen será o eleito
Diretor da empresa argumenta que só o caça sueco não é um “produto de prateleira”
Tânia Monteiro, BRASÍLIA
A Saab, empresa sueca fabricante do caça Gripen, afirma que se convenceu de que será a escolhida pelo Comando da Aeronáutica para equipar a Força Aérea Brasileira.
“Oferecemos uma proposta que atende aos itens da Estratégia Nacional de Defesa, valorizando a transferência tecnológica com participação no desenvolvimento do projeto”, disse o diretor-geral da Saab, Bengt Janér.
Ele lembrou que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que o Brasil não aceita mais comprar “produtos de prateleira” e, foi usando essa lógica que fez a opção pelo submarino francês de propulsão nuclear.
“Seguindo esse raciocínio, nosso produto é o que realmente oferece condições de preencher todos os requisitos da FAB, porque está em desenvolvimento e é um projeto novo em fase de concepção. Os outros dois já estão prontos. São produtos de prateleira, exatamente como o ministro Jobim diz que o Brasil não quer”, declarou Bengt.
“Essa proposta é tudo que nós pilotos sempre sonhamos. Participar do desenvolvimento completo de um projeto, conhecendo cada passo do desenvolvimento do avião”, disse o brigadeiro da reserva Fernando Cima, da Axxa Consultoria, que assessora a Gripen.
De acordo com o brigadeiro, o Gripen tem “dez anos de modernidade à frente de qualquer concorrente e é mais eficiente, mais leve, mais econômico, mais barato, oferecerá mais postos de trabalho e é o único que será verdadeiramente produzido na Embraer”.
LOBBY
Na reta final para o anúncio do governo, a guerra de lobbies se acirra e a cada dia as empresas concorrentes apresentam novos atrativos para o Brasil no pacote de compra dos 36 caças, avaliado em R$ 12 bilhões.
O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, informou que até o fim do mês a avaliação pela comissão da FAB estará concluída. Depois, será apreciada pelo Alto Comando e encaminhada para o Ministério da Defesa.
Janér afirmou que a Suécia está se comprometendo a estudar a possibilidade de adquirir entre 8 e 12 aviões KC-390, que serão produzidos pela Embraer e ficarão prontos em 2015. O KC-390 substituiria os oito aviões Hércules que a Força Aérea sueca possui e precisam ser trocados nos próximos anos.
Ele informou também que, como a Saab é responsável pelo treinamento do governo sueco, a empresa “se compromete a usar o Super Tucano de Embraer para treinar seu pessoal, adaptando-o ao Gripen”. A Saab quer ainda usar o cockpit do Gripen no Super Tucano.
À Embraer, a Saab oferece ser “coproprietária do programa” do novo Gripen. “Será uma parceria efetivamente estratégica, compartilhando propriedade intelectual”, disse Janér, acrescentando que o projeto sueco “é o único que oferecerá propriedade e não apenas acesso ao código fonte da aeronave porque o projeto será desenvolvido em conjunto com a Embraer”. E emendou: “Nesse caso o domínio da tecnologia é real porque vai ser desenvolvida no Brasil, pela Embraer.”
MERCADO
O diretor-geral da Saab disse que nos próximos 20 anos pelo menos 2 mil caças serão substituídos no mundo. “De forma conservadora, poderemos ter pelo menos 10% desse mercado, que significam 200 caças sendo fabricados em conjunto com a Embraer”, declarou.
Janér lembrou que antes de o avião ficar pronto, ele já começará a dar lucro para a Embraer porque as partes produzidas no Brasil serão exportadas para a Suécia, para equipar seus caças Explicou ainda que isso acontecerá porque “não haverá replique” de partes da aeronave. Ou seja, haverá partes da aeronave que serão fabricadas no Brasil e outras, na Suécia.
Equador quer ampliar o uso de VANT e planeja ampliar a frota
O ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, informou que as Forças Armadas desejam ampliar a capacidade de uso do veículos aéreos não-tripulados (UAV).
A ideia é comprar seis unidades para uso estratégico. A Marinha Equatoriana já está operando UAVs táticos – três deles recebidos em junho deste ano - e a frota encomendada é composta por quatro Searcher II e dois Heron, todos fornecidos pela IAI (Israel Aerospace Industries).









































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