Guerra Nos Céus: Qual o real custo dos caças?
(as imagens estão dispostas aleatóriamente)
Em meio a polêmica lançada na mídia sobre os elevados custos do programa FX-2, muita confusão e cifras foram lançadas no ar.
Muitos leitores tem perguntado sobre os reais valores dos caças individualmente, manutenção, aquisição e por ai afora…
Diante disto, o Plano Brasil resolveu apurar estes valores e entrou em contato com o Jornalista e professor Pedro Paulo Rezende, criador e editor do Blog Panorama Global (do qual dias atrás publicamos uma matéria de sua autoria.“Opinião:Quem está certo?”)
A razão pela qual o contatamos se deve ao fato de que os números apresentados pelo renomado Jornalista diferem substancialmente dos demais apresentados pela mídia, em geral, o que nos chamou a atenção.
Após inúmeros pedidos dos leitores por um posicionamento acerca dos valores, resolvemos contactá-lo. O Jornalista nos atendeu cordialmente e autorizou a publicação desta matéria corrigindo nela alguns dos valores.
Chamo a atenção para o fato de que muitos leitores poderão discordar das cifras aqui apresentadas, uma vez que como disse, há uma chuva de números na imprensa.
Como editor do Plano Brasil desde já manifesto a minha opinião (uma vez que os leitores exigem) em favor das cifras apresentados pelo jornalista Pedro Paulo Rezende, uma vez que não duvido de sua declaração, e por que também já era de meu conhecimento que os valores rondavam as cifras aqui apresentadas nesta matéria.
Lembro-vos que o programa FX 2 está em fase final de avaliação, previsto para no máximo 2 semanas, ou seja, logo após o período do carnaval; Portanto, retornarei a esta matéria assim que a decisão estiver tomada e os números apresentados pelas autoridades, de forma que aqueles que discordam ou concordam com os valores apresentados aqui poderão tirar suas dúvidas.
Finalizando, Gostaria de agradecer em nome do Plano Brasil ao Jornalista Pedro Paulo Rezende pela disponibilidade, rápida resposta e colaboração.
Cordiais cumprimentos
E.M.Pinto
Segue a transcrição, das palavras do Jornalista Pedro Paulo Rezende:
Vou repetir mais uma vez: Desde Outubro o preço é o mesmo pago pela República Francesa: 64 milhões de euros (US$86.4 milhões (euro =US$ 1.35 ). O Gripen fica por US$ 50 milhões, cinco a menos que o F/A-18E/F (US$ 55 milhões).
Com pacote de manutenção, treinamento, integração de armas (ele não tem pacote incluído de armamentos) o cacinha sueco sai por US$ 90 milhões! Os outros aviões possuem pacotes de armas, o que explica o custo aparentemente maior.
Com manutenção, o F/A-18E/F sai por US$ 110 milhas. O pacote de armas acrescenta mais US$ 40 milhas. O Rafale fica, com armas e manutenção, 108 milhões de euros (US$189 ). Sem as armas, 94 milhões (US $126.9 milhões).
Os preços de hora voo são, respectivamente, em dólares:1. Gripen NG: 8.000 (a Força Aérea Real da Noruega avaliou em 10.000)
2. F/A-18E/F: 10.000
3. Rafale: 12.300
É bom ressaltar que não há garantia futura de manutenção desses valores. SÓ A AERONÁUTICA INTERESOU-SE PELO GRIPEN NG, que terá menos de 50% de partes comuns com a série C/D. Poderíamos ficar na condição triste e precária de único usuário.
O pacote de armas do Rafale foi detalhado e é bastante abrangente:
1. MICA
2. Apache
3. SCALP
4. AASM (Armement Air-Sol Modulaire) para bombas Mk.82 (usa GPS)
5. Exocet MM.39
6. Pods Damocles
O Gripen NG não incluiu armas em sua proposta… A FAB pretendia operá-lo com mísseis A-Darter, Derby (uma droga limitada de míssil de embargo) e AIM-9M. Ou seja. O avião é mais caro, mas trata-se de algo concreto, que transfere tecnologia (não no mesmo nível que a Rússia transferiria) e tem armas, que inclusive poderão ser fabricadas parcialmente no Brasil. Em termos estruturais, o pacote sueco é muito abrangente.
******************************************************************************
Compilamos os valores mencionados e os apresentamos na tabela que segue, alertamos para o fato de que o custo das horas de voo não estão incluídos na contagem geral das propostas apresentadas e que no caso do SAAB gripen NG, não consta na proposta o custo dos armamentos. Todos os valores estão apresentados em milhões dólares (1 euro= 1.35 dolar) .
Tabela( Plano Brasil)
| Rafale US$ | F 18 EF US$ | Gripen NG US$ | |
| Cada caça (aquisição) | 86,4 | 55,0 | 50,0 |
| Manutenção, treinamento e integração de armas | 40,4 | 55,0 | 40,0 |
| Pacote de armamentos | 32.5 | 40,0 | 0,0* |
| Total para cada caça | 159.3 | 150,0 | 90 |
| Total para 36 aeronaves | 5 734,8 | 5400,0 | 3240 |
| Valor total da proposta ** | 6 200,0 | 5 700,0 | 4 500 |
| Hora de vôo
US$ / hora |
12 300 | 10 000 | 8000-10000*** |
* O Pacote sueco não inclui armamentos razão pela qual este valor não é computado na proposta
** Valores segundo o jornal Folha de São Paulo
*** US$ 10000 foi o valor estimado pelos noruegueses na sua concorrência, US$ 8000 é o valor supostamente apresentado pela COPAC
Valores corrigidos pelo autor Pedro Paulo Rezende (leia o seu comentário).
Rússia adquire 4 BPC Classe Mistral
O ministério da defesa francês, divulgou em nota nesta Terça-feira que a França um navio Assáltoe projeção de poder da classe BPC Mistral à Marinha da Rússia, o acordo prevê ainda a construção de outros três navios em estaleiros russos.
Na declaração, o ministro francês Herve Morin, fez questão de enfatizar a negociação cuja conferência de imprensa tinha a ilustre presença do secretário da defesa dos estados Unidos, Robert Gates, Morin destacou que a Rússia deve ser considerada um parceiro estratégico da Europa e que a França buscará estreitar os laços e construir uma relação d e confiança mútua.
Gates por sua vez preferiu não fazer comentários adicionais. O navio da classe Mistral será vendido a Rússia por um valor estimado em US$ 800 mi e como é de se esperar, não incluem sistemas eletrônicos e de armas uma vez que os Russos pretendem instalar os seus próprios.
Fonte: Plano Brasil
Aprovada a compra de segundo lote de Gripen para a Tailândia
O governo da Tailândia aprovou a liberação de US$ 426 milhões para a compra de mais seis caças supersônicos Saab Gripen C/D e um avião de alerta antecipado (AEW) Saab 340 para a Força Aérea Tailandesa.
Esse segundo lote faz parte dos planos de aquisição de um total de doze Gripen C/D e dois Saab 340 equipados com radar de vigilância Ericsson Erieye. A encomenda teve que ser repartida em duas etapas por força da crise econômica mundial. As entregas do primeiro lote, cujo contrato de aquisição foi formalizado em 2008, começarão no próximo ano e o cronograma do segundo lote ainda não foi revelado. Pilotos e o pessoal que dará suporte à operação desses aviões já estão sendo treinados na Suécia.
Os caças suecos estão substituindo doze Northrop F-5E/F que estão em serviço há mais de 30 anos. Adicionalmente, o governo daquele país aprovou a modernização de 18 aviões de combate F-16 Fighting Falcon em três etapas de seis aeronaves cada uma.
Líbia receberá jatos Yak-130 da Rússia
A fabricante de aeronaves russa Irkut fornecerá para a Força Aérea da Líbia seis jatos de treinamento avançado Yak-130. O contrato, avaliado em US$ 90 milhões, foi assinado durante o Singapore Air Show 2010, ocorrido entre 2 e 7 de fevereiro.
O Yak-130 foi concebido tanto para missões de combate em qualquer condição meteorológica como para treinamento avançado. A aeronave incorpora inúmeras inovações tecnológicas, incluindo controles fly-by-wire, sistema de treinamento computadorizado com capacidade de simular disparo virtual de armas e comportamento de caças de diversos modelos.
O avião está sendo produzido também para a Força Aérea da Rússia, que já tem um contrato firmado para 150 unidades, tendo recebido a primeira em julho de 2009. A Algéria adquiriu 16 exemplares que ainda começarão a ser entregues.
Projeto de cruzeiro aéreo é lançado em Londres

O projeto de um cruzeiro do futuro foi lançado em Londres, capital britânica, pelo escritório de design Seymourpowell. O conceito da aeronave Aircruise, como foi chamada, é o de um hotel de luxo que voa como um balão dirigível, a exemplo das antigas naves Zeppelin.
Segundo o projeto criado pela empresa, o Aircruise é um dirigível com motores alimentados à energia solar e que voa graças a um enorme reservatório de hidrogênio.
“A física da aeronave requer um gigantesco volume de gás para que ela possa voar, e simultaneamente exige que carregue um peso relativamente leve. Isto permite que haja um grande espaço e poucas pessoas a bordo – o que é um luxo para qualquer viagem”, afirmou Nick Talbot, diretor de design da Seymourpowell.
Segundo Nick Talbot, o objetivo do projeto é levantar a discussão sobre como as pessoas querem viajar no futuro. Ele acredita que a criação de um conceito como o da Aircruise pode levar a uma mudança de comportamento e fazer com que empresas ao redor do mundo invistam em tecnologia para torná-lo economicamente viável no futuro.
Para mais informações sobre Aviação civil clique aqui.
Medo do Irã acelera corrida às armas entre os vizinhos
Para líderes do golfo, Teerã com ogivas nucleares e arsenal de mísseis significaria uma ameaça direta à ordem regional
Relações entre Irã, berço do islã xiita, e o mundo árabe, cuja maioria é sunita, são marcadas por profunda e histórica desconfiança
MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM
Com exceção da Síria, que mantém uma aliança estratégica com Teerã, todos os regimes árabes deixam clara sua preocupação com as ambições nucleares iranianas.
Para os líderes árabes, um Irã armado com ogivas nucleares e um arsenal de mísseis de médio e longo alcance significaria uma ameaça direta à ordem regional e à própria estabilidade de seus governos.
A perspectiva mantém a vizinhança em permanente alerta, diante da declarada ambição do regime iraniano de alcançar a hegemonia regional.
Isso também deflagrou uma corrida armamentista.
Em seu balanço sobre o setor de defesa mundial em 2009, o respeitado centro britânico Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), afirma que a preocupação com o Irã levou a maioria dos países do golfo Pérsico a “buscar silenciosamente formas de garantia estratégica dos Estados Unidos e adquirir os mais modernos equipamentos militares”.
Dois exemplos citados pelo anuário são os bilionários gastos em armas anunciados em 2008 pelo governos dos Emirados Árabes Unidos (R$ 17,4 bilhões) e da Arábia Saudita (R$ 15,6 bilhões).
Além disso, os EUA aceleraram a instalação de um sistema de defesa na região, com o envio de mísseis antimísseis Patriot a quatro países do golfo e dois navios equipados com armamento semelhante para patrulhar a costa do Irã.
Um estudo publicado pelo Instituto Washington para o Oriente Médio (EUA) sobre as possíveis reações do mundo árabe a um Irã atômico afirma que os regimes da região compartilham a convicção de que o programa nuclear civil de Teerã é apenas um pretexto para construir a capacidade militar.
Para o estudo, embora não haja motivos para prever que os EUA deixem de atuar como “guardiães da segurança no golfo”, os países da região poderão apostar em outros tipos de armas de destruição em massa, como armas químicas, para compensar sua falta de capacidade nuclear.
As relações entre o Irã, berço do islã xiita, e o mundo árabe, em sua maioria sunita, são tradicionalmente marcadas por uma profunda desconfiança, que tem origem em séculos de disputa política e religiosa. A rivalidade se acentuou após a instalação do regime teocrático em Teerã, em 1979, e a ambição iraniana de exportar a Revolução Islâmica.
Em grande parte da imprensa do mundo árabe e muçulmano, o anúncio de que o Irã dará mais um passo em seu programa nuclear, com o enriquecimento do urânio a 20%, foi retratado ontem como um ato deliberado para sabotar as negociações com o Ocidente.
“Ahmadinejad desafiador”, foi a manchete do jornal “Hurryet”, um dos mais importantes da Turquia. Para o libanês “L’Orient Le Jour”, o Irã subiu mais um degrau “em sua escalada contra o Ocidente”. Em editorial, o “The Peninsula”, do Qatar, onde deve ser instalada uma bateria de mísseis Patriot, manifesta preocupação também com avanço do programa balístico iraniano.
Ao mesmo tempo, a mídia árabe não para de publicar supostos indícios de que um ataque israelense às instalações iranianas pode ser iminente. Há poucos dias, a imprensa do Egito divulgou que dois navios de guerra israelenses teriam passado recentemente pelo canal de Suez, navegando em direção ao golfo Pérsico.
A passagem, segundo fontes oficiais, teria sido cercada de cuidados de segurança por parte do governo egípcio, um dos maiores rivais do Irã na região.
Sobre Angra 3 e o programa nuclear brasileiro
Odair Dias Gonçalves, Laércio Vinhas e Alexandre Gromann
MEMBROS DA COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR (CNEN)
Diferentemente do que foi afirmado, o pedido de licença de Angra3,apesardeoreatorter sido projetado há mais de 30 anos, incorpora modernos itens de segurança atualizados com base na experiência operacional de mais de 200 reatores do mesmo tipo em operação no mundo, tendo de cumprir rigorosamente os requisitos de segurança previstos em norma, não podendo ser diferente, pois caso contrário não obteria as licenças necessárias.
Levantar a possibilidade de uma repetição do acidente de Chernobyl, fato tecnicamente impossível em relação ao tipo de reator usado no Brasil, é irresponsável e alarmista.
Quanto ao trabalho da Cnen no licenciamento da usina, este compete em verificar a conformidade do pro jeto com as normas de segurança, não cabendo avaliações subjetivas. O único envolvimento da Cnen com o projeto de Angra 3 é o processo de licenciamento, que tem como principal foco as questões de segurança, não prohavendo portanto qualquer conflito de interesse.
As diferentes funções exercidas pela Cnen, na pesquisa e desenvolvimento e regulação do setor, em outras áreas das ciências nucleares, que não a geração de energia elétrica, é comum em países com programas nucleares emergentes, como vinha sendo o caso brasileiro.
A proposta de criação da Agência Reguladora Nuclear, nos mesmos moldes das outras agências reguladoras brasileiras, surge exatamente no momento em que o governo federal decide incrementar o Programa Nuclear Brasileiro. O projeto de criação da agência foi submetido e aguarda manifestação dos ministérios envolvidos no Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB). Depois disso será encaminhado à Casa Civil que, caso concorde com o mesmo, o encaminhará ao Congresso, cumprindo assim com os trâmites democráticos.
Odair Dias Gonçalves é presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen); Laércio Vinhas é diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear; e Alexandre Gromann é coordenador-geral de Reatores Nucleares da Cnen.
Carlos Lessa: Entre ser Noruega ou o Iraque tropical
Sugestão: Gérsio Mutti
Para o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, o setor de energia atualmente é o mais estratégico do mundo e o Brasil pode sofrer ou se beneficiar de seu potencial energético, dependendo das opções que fizer:
“A mão de Deus nos deu o petróleo, que dependendo de como o usemos, pode representar desenvolvimento, como na Noruega, ou retrocesso. No limite, podemos ser uma Noruega tropical ou um Iraque no Atlântico Sul. Temos de exportar trabalho feito pelos brasileiros e não virar primário exportador. Lula fala isso. Espero que tenha coragem de enfrentar o problema.”
Lessa, que também foi reitor da UFRJ, lembrou que o petróleo tem sido maldição para a maioria dos países produtores: “A Venezuela não produz alimentos porque a entrada de dólares tornou isso muito caro. O mesmo pode acontecer aqui. Exportar petróleo cru também é maldição. A Indonésia vendia a US$ 2 o barril, acabou com suas reservas, e, agora, importa a US$ 90″, disse, acrescentando que o México também perdeu muito de suas reservas.
Outro setor sensível para o Brasil, mas que pode ser uma oportunidade de desenvolvimento, na opinião dele, é o de transportes: “A matriz logística é o Calcanhar de Aquiles do Brasil. Temos um dos piores sistemas de movimentação de cargas e pessoas do mundo. A começar pela opção pelas rodovias, que são os piores e mais caros meios de transporte.”
Lessa, porém, enfatizou que, se houver coragem política, o investimento em logística poderá deflagrar um surto de desenvolvimento no país.
“Se investirmos na matriz logística e fizermos redução dos preços do frete, isso significará aumento de poder de compra, sobretudo para o povão. Estaremos restaurando o mercado interno e dando impulso fantástico a essa produção, cuja tecnologia dominamos. Sabemos fazer coisas em grande escala, como Brasília. Mas o que vemos é paralisação por causa de juros altos e câmbio valorizado”, criticou, em entrevista ao Monitor Mercantil.
Qual o setor mais estratégico da economia mundial atualmente?
Sem dúvida nenhuma é o setor de energia. Há mais de 25 anos que as reservas conhecidas de petróleo crescem menos que o consumo. Ou seja, a taxa de utilização está crescendo, o que significa que o recurso é cada vez mais escasso. Em conseqüência, os preços da própria geração e de tudo que é produzido com muita energia estão cada vez mais caros. Ao mesmo tempo, são poucos os países que têm reservas hídricas a serem incorporadas.
Então, esta crise mundial é manifestação de uma crise financeira, mas tem o problema da energia como pano de fundo?
Sim. O sinal mais evidente é o preço do petróleo, que caiu com a crise, mas já se aproxima dos US$ 90 o barril. Para a economia norte-americana, o petróleo é vital, pois o país consome 30% do petróleo do mundo e tem reservas para cinco anos apenas, mas é imprescindível também para Japão, Alemanha, França, e muitos outros países.
Qual a situação do Brasil?
A mão de Deus nos deu o petróleo, que, dependendo de como o usemos, pode representar desenvolvimento, como na Noruega, ou retrocesso. No limite, podemos ser uma Noruega tropical ou um Iraque no Atlântico Sul.
Temos de exportar trabalho feito pelos brasileiros e não virar primário-exportador. Lula fala isso, espero que tenha coragem de enfrentar o problema. O petróleo tem sido maldição para os países.
A Venezuela não produz alimentos porque a entrada de dólares tornou isso muito caro. O mesmo pode acontecer aqui. Exportar petróleo cru também é maldição. A Indonésia vendia a US$ 2, acabou com suas reservas, e, agora, importa a US$ 90. México também perdeu muito de suas reservas.
O que fazer para evitar essa maldição?
A primeira coisa a pensar é a questão do combustível renovável, em substituição ao petróleo ou carvão, no qual está baseada a produção de energia na China. O novo dinamismo mundial só surgirá quando aparecer um substituto para o vetor petróleo.
Sem resolver a questão da energia, o mundo permanecerá estagnado, pois qualquer crescimento mundial faz disparar o preço do petróleo. Muitos apostam no hidrogênio, outros no carro elétrico.
De qualquer maneira, a tendência mundial é para redução do consumo de energia. Estou convencido de que os automóveis bebedores de gasolina estão com os dias contados. Detroit acabou. Obama (Barak Obama, presidente dos EUA), quando fala de longo prazo, refere-se à renovação da infra-estrutura. Haverá um aperfeiçoamento grande nos sistemas de transportes, que são enormes consumidores de energia.
E quanto ao Brasil?
Olhando para o Brasil, estamos em situação extremamente curiosa. Nossa matriz energética é espetacular, pois, das grandes economias, somos a que tem maior participação de recursos renováveis na geração de energia – cerca de 50%, enquanto a média mundial é 11%. Mas a produção de energia por habitante está abaixo da média mundial. Nossa matriz é maravilhosa, mas tem de ser preservada e ampliada, sobretudo a partir de recursos hídricos, que são, de longe, os menos agressivos ao meio ambiente, embora, infelizmente, exista veto ambiental.
O que é veto ambiental?
Bloqueios internos e internacionais. Veja Belo Monte como está sendo atacada. Há um atraso de pelo menos dez anos em sua construção. O que está crescendo no Brasil é a termeletricidade. Há 66 termelétricas em construção, sobretudo no Nordeste. Energia mais cara e poluente. É criminoso e estúpido. Nos próximos quatro anos, todo aumento de produção de energia no país se dará por termelétricas. E não há nada mais decisivo para o Brasil do que oferecer energia barata. Hoje nossa tarifa é das mais caras do mundo.
Não podemos produzir a partir da biomassa?
Sim, mas o capital estrangeiro está comprando todas usinas. Podemos também ter energia complementar nuclear. É melhor que diesel, gás natural, carvão etc. Sabemos enriquecer o urânio e já somos a sexta reserva mundial.
Por que o senhor afirma que a matriz logística é o calcanhar de Aquiles do Brasil?
Por que temos um dos piores sistemas de movimentação de cargas e pessoas do mundo. A começar pela opção pelas rodovias, que são os piores e mais caros meios de transporte. Levamos cargas do Rio Grande do Sul ao Pará por via rodoviária.
Praticamente acabamos com a navegação de cabotagem, que seria a opção mais barata. Encurtamos a redes ferroviárias e não completamos as grandes ferrovias de integração, expondo o país a uma grande vulnerabilidade. Como agravante, há o fato de que a população está indo cada vez mais para as cidades, o que faz a mercadoria rodar mais para chegar ao consumidor. Privilegiamos carro e ônibus, em detrimento do trem e do metrô.
Por que isso também pode ser uma oportunidade?
Se investirmos na matriz logística e fizermos redução dos preços do frete, significará aumento de poder de compra, sobretudo para o povão. Estaremos restaurando o mercado interno e dando impulso fantástico a essa produção, cuja tecnologia dominamos. Sabemos fazer coisas em grande escala, como Brasília. Mas o que vemos é paralisação por causa de juros altos e câmbio sobrevalorizado.
Como o senhor avalia a atual onda de fusões e aquisições no país?
Não é que haja uma tendência à aceleração de fusões e aquisições no Brasil, mas, com a crise e seus reflexos, corremos o risco de quebrar as indústrias de frango, os matadouros e a produção de celulose (referindo-se, respectivamente a Sadia, frigoríficos e Aracruz).
O que o BNDES fez foi apoiar a sobrevivência de grandes grupos nacionais. No entanto, a tendência desses grupos é transferir o controle para o exterior, como aconteceu com a AmBev, ou começar a comprar ativos no exterior. Até a Petrobras comprou refinaria no Japão. Essa orientação primário-exportadora está fazendo com que os campeões nacionais estejam surgindo, não voltados para o mercado interno, mas para o mercado mundial.
Como devem ser feitas as fusões?
Devem ser controladas. Mas não é isso que o governo está fazendo. É preciso saber quem funde e para que funde. Havia dois mil financiamentos concedidos a Brahma e Antártica neste século. Desde Pedro II recebiam apoio estatal. Acho que é correto apoiar a Votorantim para comprar a Aracruz, para evitar que virasse filandesa. No caso da Sadia, a Perdigão a absorveu, caso contrário iria para mãos de estrangeiros.
Mas formular como proposta o desenvolvimento de empresas grandes voltadas para o mundo é uma bobagem. O apoio oficial deve privilegiar estratégias para o mercado interno e infra-estrutura e não para gerar emprego lá fora. Nossa política é de desnacionalização por todos os lados, a começar pelo Banco Central (BC), que eleva juros e valoriza o real.
Isto é “PLANO BRASIL 2022″
Isto mesmo, ou melhor Isto é…
Nesta manhã acordei com a surpresa enviado pelo nosso colega participante “Wi” (obrigado pela matéria) de que o Governo tem um programa de estado chamdo de PLANO BRASIL 22.
A matéria é da Isto É, e apresenta uma entrevista de sua Excelência o Ministro de Assuntos Estratégicos Samuel Pinheiro Guimarães.
segue amatéria…
E.M.Pinto
Samuel Pinheiro Guimarães
“É preciso ampliar o bolsa família”
Ministro de Assuntos Estratégicos adianta à ISTOÉ plano de metas para 2022 e diz que é preciso fazer mais para reduzir a pobreza
Cláudio Dantas Sequeira
GUIMARÃES:
“O benefício não pode ser só para aqueles que estão abaixo da linha da pobreza”
Elaborar uma agenda de trabalho que sirva como atalho para o Brasil se tornar uma potência global em apenas duas décadas. Essa é a tarefa delegada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).
Há três meses, desde que assumiu o posto, ele divide sua rotina entre reuniões técnicas e viagens pelo País. O resultado de horas de estudos e negociações é um calhamaço de aproximadamente 200 páginas, batizado de Plano Brasil 2020, a cuja sexta e última versão ISTOÉ teve acesso.
“Na área da saúde, temos que depender menos de medicamentos importados.É uma questão de soberania, de segurança”
O documento, de caráter reservado, lista 150 metas e ações, inclusive mudanças de parâmetros do Bolsa Família, a expansão do número de salas de cinema e até a criação de uma “entidade estatal do esporte”. “É preciso ampliar o Bolsa Família. Não se pode contemplar apenas aqueles que estão abaixo da linha da pobreza”, diz. Essas e outras ideias demandam pesado investimento público, mas o ministro não está preocupado.
“Vamos financiar todas essas ações com a exploração do pré-sal”, afirma. Ex-secretário- geral do Itamaraty, onde travou algumas polêmicas batalhas por sua militância de esquerda, Guimarães, 70 anos, avisa que o “Plano” não tem cor partidária, mas pode ser usado pela ministra e pré-candidata Dilma Rousseff na campanha presidencial: “Mantenho a Casa Civil permanentemente informada.”
“No caso de Zelaya, tínhamos uma resolução da ONU e outra da OEA condenando o golpe de Estado. Sairia desgastado quem apoiasse”
ISTOÉ -
O que é o Plano Brasil 2022?
GUIMARÃES -
Trata-se de um projeto de metas e ações estratégicas para guiar o desenvolvimento do País. A data-limite é o aniversário de 200 anos da independência. Basicamente, pegamos os planos setoriais dos ministérios, identificamos os aspectos mais importantes e nos debruçamos sobre eles para consolidá-los. Todos os ministérios participam através de grupos de trabalho e a coordenação é feita pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com apoio da Casa Civil e do Ipea. Já fizemos as reuniões técnicas e agora vou a cada ministro para debater as metas.
ISTOÉ -
E quais são as prioridades? De que metas estamos falando?
GUIMARÃES -
Os temas são variados, desde violência urbana e defesa até agricultura, cultura, comércio e política externa. No total, são cerca de 150 metas. Dentre as prioridades estão a diversificação e a ampliação substancial da produção nacional para conseguirmos cumprir uma previsão de crescimento anual entre 6% e 7% do PIB. Com esse ritmo, poderemos tornar o Brasil a 5ª potência mundial. Outra meta importante é promover firmemente a redistribuição de renda.
ISTOÉ -
Isso significa a ampliação de programas como o Bolsa Família?
GUIMARÃES -
Estamos criando um novo parâmetro. Consideramos que o rendimento-limite é muito baixo. Hoje, recebem o auxílio aquelas famílias com renda mensal de até R$ 140. Trata-se de um critério absoluto. Estamos examinando com o ministro Patrus Ananias a possibilidade de que o patamar seja relativo e contemple não só aqueles que estão abaixo da linha da pobreza.
Quero dizer que vamos considerar a relação que existe entre os 10% mais ricos, que detêm 44% da renda nacional, e os 10% mais pobres, que têm só 1% da riqueza. Temos que reduzir essa desigualdade. Ainda estamos definindo a meta, mas certamente poderia significar um aumento de 30% a 40% do número de beneficiados pelo Bolsa Família. A isso se somará a garantia da regularidade do reajuste dos benefícios.
ISTOÉ -
Mas como financiar essa meta? A carga tributária atual já não é pesada demais?
GUIMARÃES -
Haverá uma nova fonte de receita com a exploração do pré-sal. Esses recursos abastecerão o fundo social do pré-sal. Também há um volume de despesas com a dívida pública que pode ser reduzido com a queda das taxas de juros, que hoje estão muito acima dos juros reais praticados em outros países. À medida que se reduzir isso com segurança, é possível liberar recursos para uma série de programas importantes.
ISTOÉ -
Alguns ministros defendem a criação de outros auxílios, como o “bolsa celular”. O sr. é a favor?
GUIMARÃES -
Não. Pessoalmente, acho que é preciso criar projetos que capacitem a população, que deem acesso ao cidadão que não tem banda larga, por exemplo. Como há uma disparidade de renda muito grande e a iniciativa privada só se dedica aos segmentos mais rentáveis, o Estado tem que assumir o papel de provedor de certos serviços. Isso passa por políticas de investimento, não só na indústria, mas na cultura, na saúde, na educação e no esporte. Uma das metas é incluir o Brasil entre as dez maiores potências esportivas do mundo, a partir dos Jogos Olímpicos de 2016.
ISTOÉ -
É uma meta ousada. Como pretende fazer isso?
GUIMARÃES -
Há várias medidas, como incentivar os investimentos no setor com políticas de renúncia fiscal. Mas, além disso, vamos criar uma entidade estatal de excelência no esporte, com a construção e modernização da infraestrutura esportiva.
Também vamos instituir uma rede nacional de treinamento e um sistema nacional de avaliação do esporte, baseado nos dados do diagnóstico desportivo nacional. O esporte no Brasil será dividido em três níveis: o de base, nas escolas; o de atletas federados; e o de atletas de elite, com a criação de centros regionais de treinamento.
ISTOÉ -
Essa entidade estatal do esporte será uma “Esportebras” ?
GUIMARÃES -
Acho que não. Será mais um organismo de coordenação e definição desses programas.
ISTOÉ -
Qual a meta para a cultura?
GUIMARÃES -
Queremos ampliar em 30% o número de salas de cinema no País. Hoje, os cinemas estão concentrados em apenas 9% dos municípios. Significa que em 4.500 municípios do País não há cinema.
ISTOÉ -
Podem dizer que é para passar o filme do Lula.
GUIMARÃES -
Naturalmente. O fato é que qualquer produtor pode fazer um filme sobre qualquer político, desde que a pessoa tenha uma vida interessante. Também vamos elevar em 50% o número de teatros e em 70% o de salas de espetáculo. Essas metas para o esporte e para a cultura sintetizam bem o papel que o Estado deve ter, seja como indutor da iniciativa privada, seja investindo diretamente.
Um dia desses, tive a informação de que 500 municípios brasileiros não têm médicos. Então vamos pôr uma equipe médica em cada município, reduzir em 50% o déficit comercial do complexo industrial de saúde.
ISTOÉ -
Isso tem relação com a meta de diversificar a produção nacional?
GUIMARÃES -
Exatamente. Na área de saúde, temos que depender menos de medicamentos importados. É uma questão de soberania, de segurança. Vamos fazer isso com parcerias e transferência de tecnologia. Há todo um esforço na área da indústria de base, na metalurgia. Temos que parar de exportar commodities e agregar valor ao que exportamos.
No campo, por exemplo, queremos dobrar a produção de grãos, e fazer o mesmo na pecuária, sem precisar entrar na Amazônia. Isso se faz com melhoramento genético dos rebanhos e das sementes. Em grande medida, torna necessária a ampliação da Embrapa, com a contratação de pesquisadores, melhoria da remuneração.
ISTOÉ -
A indústria de defesa está sendo contemplada no plano?
GUIMARÃES -
Estive em São José dos Campos, recentemente, tratando disso. Dentro da Estratégia Nacional de Defesa, vamos priorizar algumas metas como a de aumentar em 20% o efetivo das Forças Armadas, reposicionar 25% do contingente na Amazônia e no Centro-Oeste e elevar em 40% a capacidade operativa da FAB. Nesse ponto, estamos considerando, além da aquisição do primeiro lote de caças, a construção de 12 unidades do cargueiro KC-390.
Também é prioridade a criação de duas esquadras da Marinha, uma no Norte/Nordeste e outra no Sudeste, com capacidade de propulsão nuclear. Queremos instalar mais uma brigada de infantaria de selva e 28 batalhões de fronteira, transferir a brigada de paraquedistas para o centro do País e criar um sistema de defesa antiaérea.
ISTOÉ -
Na defesa, qual sua opinião sobre as parcerias tecnológicas?
GUIMARÃES -
Acho que a indústria de defesa tem um impacto muito grande no desenvolvimento tecnológico. Então é necessário dar condições de produção e estimular programas de transferência de tecnologia de produção. Não ir apenas ao mercado. Nesse sentido, os projetos que têm sido desenvolvidos, a compra dos helicópteros, do submarino e dos caças, são importantes.
ISTOÉ -
A política externa não precisa mudar?
GUIMARÃES -
Queremos manter o que foi conquistado durante o atual governo e ir além. Assegurar a participação do Brasil na tomada de decisões que afetem diretamente os interesses nacionais, especificamente o Conselho de Segurança. Queremos alcançá-lo antes de 2022. E dentre as ações previstas está a consolidação da presença brasileira em missões de paz e o aprofundamento do papel do País nas discussões de temas globais, como energia, mudança climática, comércio internacional e desarmamento.
ISTOÉ -
Mas o Itamaraty não cometeu uma série de erros?
GUIMARÃES -
Não é bem assim. Não acho que houve escorregões. Perdemos muitas disputas, e outros países também. Mas isso não afetou nossa capacidade de participação nesses organismos. Perder a eleição para diretor-geral da OMC não reduziu nossa influência nas discussões sobre comércio internacional. Um país que não compete, não ganha.
ISTOÉ -
Mas lançamos candidaturas sem o apoio necessário.
GUIMARÃES -
Essas divisões existem em todas as regiões. Na Ásia, o Paquistão e a Indonésia não aceitam a candidatura da Índia. A China também tem restrições sobre a participação do Japão. Na Europa, a Itália e a Espanha são contra a candidatura da Alemanha. Não há necessidade de unanimidade regional. O debate é permanente.
ISTOÉ -
Em Honduras, o sr. autorizou a entrada de Manuel Zelaya na embaixada e o Brasil saiu desgastado.
GUIMARÃES -
Nem sempre se consegue o que se quer. Não acredito que houve desgaste. No caso do Zelaya, tínhamos uma resolução unânime da ONU e outra da OEA condenando o golpe de Estado. Sairia desgastado quem apoiasse o golpe, e nós fomos contra. Eu pergunto: como Lula ganharia o título de estadista do ano, se tantas ações fossem tão equivocadas como se diz?
ISTOÉ -
O plano para 2022 vai inspirar o programa de governo da ministra Dilma Rousseff?
GUIMARÃES -
Nós estamos trabalhando de forma a manter a Casa Civil permanentemente informada. Há plena interação. Pode ser que esses trabalhos sejam úteis na medida em que identificam metas prioritárias para quem estiver preparando o programa. Afinal, para que alguma coisa se realize em 2022, é preciso que algo seja feito entre 2011 e 2014.
Mas ressalto que não se trata de um plano de um partido político. Trata-se de um plano para o Brasil. É por isso que, antes de entregá-lo no final de junho, vamos submetê-lo à consulta de ex-ministros, deputados e senadores, independentemente da cor partidária.
Projeto da Capitania Fluvial de Porto Velho
O Comandante do 9º Distrito Naval, Vice-Almirante José Geraldo Fernandes Nunes, visitou, nos dias 25 e 26 de janeiro, a Delegacia de Porto Velho, que será elevada à categoria de Capitania Fluvial, e a área onde será instalada sua futura sede. O projeto de implantação da nova Capitania faz parte do Plano de Reestruturação do Sistema de Segurança do Tráfego Aquaviário que tem como meta, na Amazônia Ocidental.
A elevação da atual Delegacia Fluvial de Porto Velho à categoria de Capitania de 3ª classe representa o aumento do número de pessoas dedicadas à Segurança da Navegação, à salvaguarda da vida humana nos rios e ao controle da poluição hídrica, tendo como fato motivador o aumento do tráfego aquaviário na Hidrovia Madeira–Mamoré. Representa, ainda, a melhoria nos serviços prestados pela Marinha a armadores, aquaviários e à população.
Fragata “Liberal” realiza exercício com navio da Armada Argentina
No dia 1º de fevereiro, a Fragata “Liberal” (F43) realizou Operação “PASSEX” com o Navio de Apoio Logístico B1 “Patagonia”, da Armada Argentina, na área marítima compreendida entre Santos e Rio de Janeiro.
Foram realizados exercícios operativos de manobras táticas, “leap frog” e “light line”, além de operações aéreas, exercício de Transferência de Óleo no Mar (TOM) e exercícios de Centro de Operações de Combate.
Operações desse tipo servem para aumentar o grau de adestramento da tripulação, no que se refere aos procedimentos operativos executados com outras marinhas. Outro fator de destaque é sua contribuição para o estreitamento dos laços de amizade entre os países participantes.
Kim Jong-il reúne-se com enviado do presidente da China
Seul, 9 fev (EFE).- O líder norte-coreano, Kim Jong-il, se reuniu na segunda-feira à noite com o diretor do departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista da China, Wang Jiarui, informou hoje a agência oficial norte-coreana “KCNA”.
Kim teve uma “cordial e amistosa conversa” com Wang, que viajou no sábado para Pyongyang na tentativa de retomar o diálogo de seis lados para a desnuclearização da Coreia do Norte.
Segundo a “KCNA”, Wang transmitiu a Kim uma “mensagem pessoal” do presidente da China, Hu Jintao, em um jantar oferecido pelo líder norte-coreano após o encontro.
“Kim manifestou seu agradecimento por isso” e enviou saudações ao presidente chinês, segundo a agência oficial.
A “KCNA” não revelou o conteúdo da reunião ou a mensagem do presidente da China, mas, de Pequim, a imprensa sul-coreana assegura que Kim expressou sua intenção de conseguir a desnuclearização da Península Coreana.
A viagem da delegação chinesa ocorre em meio à estagnação das conversas de seis lados sobre o desarmamento nuclear norte-coreano das quais participam Estados Unidos, China, Japão, Rússia e as duas Coreias.
A imprensa sul-coreana afirma que Kim e o representante chinês falaram sobre a retomada deste diálogo nuclear, parado desde dezembro de 2008, assim como da cooperação bilateral entre Coreia do Norte e China.
Wang Jiarui foi recebido pelo líder norte-coreano em todas as cinco viagens que fez a Pyongyang desde 2004.
A viagem de Wang coincide com a visita prevista para hoje de Lynn Pascoe, o enviado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que conversará durante quatro dias sobre o desarmamento nuclear norte-coreano e a ajuda humanitária ao país. EFE
Sugestão Gérsio Mutti
Ex-funcionário da Boeing é condenado por espionagem industrial para a China
De acordo com o juiz Cormac Carney, Dongfan “Greg” Chung, de 74 anos e chinês naturalizado americano, espionou para a China durante mais de 30 anos, disse o jornal “USA Today”.
Segundo os registros judiciais do Condado de Orange, quando Chung foi detido, em fevereiro de 2008, agentes federais encontraram em sua casa 250 mil documentos de companhias como Boeing e Rockwell, além de uma série de correspondências com funcionários chineses.
Nesses documentos havia informação sobre uma nave espacial e outros materiais estratégicos de defesa como o foguete Delta IV, o avião de combate F-15, o bombardeiro B-52 e o helicóptero CH-46/47 Chinook.
Chung começou a trabalhar para a Rockwell Internacional em 1973, empresa que foi posteriormente adquirida pela Boeing e dedicou a maior parte de sua carreira à função de analista na seção de fuselagem de naves espaciais.
Segundo o jornal “The New York Times”, o engenheiro, que se declarou inocente, foi o primeiro condenado em um julgamento por crimes financeiros desde que a Ata de Espionagem Econômica virou lei em 1996.
Sugestão: Gérsio Mutti
Yulia não admite derrota na Ucrânia
Candidato pró-Moscou, Yanukovich vence eleições com 3 pontos de vantagem; para observadores, votação foi justa.
O líder da oposição na Ucrânia, Viktor Yanukovich, garantiu nas urnas sua revanche após a humilhante derrota nas eleições de 2004, quando teve sua vitória contestada pela população, que o acusou de fraude. Com 99% das urnas apuradas, o político pró-Moscou aparecia com 48,7% dos votos, enquanto a primeira-ministra Yulia Tymoshenko tinha 45,7%. A estreita vantagem ameaça provocar um novo impasse político na Ucrânia, já que a premiê não admite a derrota e pode contestar os resultados na Justiça, apesar de observadores internacionais terem qualificado a votação de “transparente”.
Os resultados oficiais simbolizam uma grande recuperação política para Yanukovich, de 59 anos, cuja vitória na eleição presidencial de 2004 foi anulada após enormes manifestações populares que ficaram conhecidas como “Revolução Laranja”, liderada por Yulia. A euforia do movimento popular deu lugar a uma fase de frustração, divergências políticas e crise econômica e agora a Ucrânia, uma ex-república soviética com 46 milhões de habitantes, pode voltar à órbita russa.
Observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) afirmaram que a votação foi justa e “verdadeiramente competitiva”. Eles disseram que não houve sérios indícios de fraudes e descreveram a eleição como uma “demonstração impressionante de democracia”. A OSCE sugeriu que Yulia admita a derrota, pois em qualquer eleição há “vencedores e perdedores”. “Agora é o momento de ouvir o veredicto do povo e garantir uma transição de poder pacífica e construtiva”, afirmou o coordenador da missão da OSCE, João Soares.
Yanukovich pressionou a adversária a reconhecer a derrota e renunciar ao cargo de primeira-ministro. “Farei o possível para garantir que os cidadãos da Ucrânia se sintam confortáveis num país estável.”
A grande questão é como Yulia deve reagir. Na semana passada, a premiê acusou Yanukovich de roubar votos e ameaçou liderar novos protestos como em 2004, quando incitou a população a protestar contra as fraudes e a ingerência do Kremlin na disputa. “Ainda é cedo para tirar conclusões”, afirmou Yulia após o fechamento das urnas. “Até que o último voto esteja contado, é impossível falar sobre qualquer tipo de resultado”, disse a premiê no domingo.
Se a derrota de Yulia foi confirmada, ela permanecerá no cargo de premiê e poderá atrapalhar a agenda de governo de Yanukovich até que ele consiga formar uma coalizão no Parlamento para substituí-la. Ele ainda pode convocar eleições parlamentares para renovar a Casa e garantir apoio.
O comparecimento às urnas foi de 69%. Mais de 4% dos eleitores anularam os votos, marcando a opção “contra todos”, num sinal de insatisfação generalizada com o governo eleito após a Revolução Laranja.
PROMESSAS DO ELEITO
Gás natural: fim de acordo que obriga o país a pagar o mesmo que a Europa pelo gás russo – ele exige um desconto. Promete criar empresa com Moscou para administrar gasodutos ucranianos
Economia: é pressionado a revogar aumentos de salários e de pensões concedidos durante a campanha eleitoral. Energia elétrica deve ter reajuste de 90%
União Europeia: acordo para reduzir barreiras comerciais com a UE, abrindo caminho para eliminar a necessidade de visto
Otan: diz que o país não precisa fazer parte da aliança militar nem do tratado de segurança coletiva proposto pela Rússia
Rússia: é favorável à expansão da concessão do Porto de
Sebastopol, no Mar Negro, e pode reconhecer a independência de
regiões separatistas da Geórgia
Assuntos domésticos: fazer do russo a segunda língua oficial da Ucrânia para integrar a população do leste do país.
Sugestão: Konner e Gérsio Mutti
Chávez decreta emergência nacional na Venezuela
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou nesta segunda-feira emergência no país, devido à severa crise no fornecimento de energia elétrica pela qual passa – agravada pela forte seca e por um sistema em colapso.
Segundo o presidente, a represa de Guri, (sul), origem de 70% da energia venezuelana, “baixa todos os dias” e a situação chega a níveis críticos.
“Hoje (segunda-feira) baixou 13 centímetros. Não chove desde o início do ano, é a maior seca enfrentada pela Venezuela em 100 anos”, afirmou o presidente na primeira emissão de um novo programa radiofônico “De repente com Chávez”, transmitido por emissoras estatais.
“Vamos assinar este decreto de emergência no setor eléctrico (…) porque na verdade é uma situação crítica”, disse o chefe de Estado.
Entrar em estado de emergência elétrica significa na prática que a questão se converte em prioridade e, com isto, se acelera a busca de recursos necesários para incrementar sua geração, destacou.
Segundo cifras oficiais, a demanda por energia elétrica na Venezuela – que cresce anualmente entre 6% e 8% – supera em 1.000 MW a geração diária, em torno dos 16.200 MW.
O governo venezuelano, que já aplica importantes restrições e penaliza grandes consumidores, prevê para 2015 duplicar a geração diária de eletricidade e chegar aos 30.000 MW, o que exigirá investimentos superiores a 15 bilhões de dólares.
Nesta segunda-feira, Chávez explicou que seu governo está adquirindo usinas termoelétricas chinesas aportando 2.700 MW ao sistema.
O presidente agradeceu, além disso, o apoio de “países amigos” como Cuba, Argentina, Brasil, Belarus e Líbia e anunciou a criação de um “Estado maior elétrico” para coordenar a cooperação internacional, formado pelo vice-presidente Elías Jaua, e os ministros de Energia Elétrica, Planejamento, Indústrias Básicas e Mineração, além de Energia e Petróleo.
Semana passada, a oposição venezuelana havia considerado um “insulto” a imposição de uma “comissão técnica” cubana, que prestaria assessoria ao país na busca de soluções para a crise no fornecimento de energia elétrica.
“Os cubanos tiveram problemas elétricos graves em outras épocas. Por isso a comissão técnica está agora conosco, comandada por um dos heróis da revolução cubana”, anunciou o presidente Hugo Chávez, em referência ao comandante Ramiro Valdés, atual ministro de Tecnologia na Ilha.
No entanto, “este grande comandante da revolução, de 78 anos, jamais pisou numa usina elétrica”, denunciou por sua vez Enrique Márquez, dirigente do partido opositor Un Nuevo Tiempo (UNT, socialdemocrata).
“É um comandante e o que fez foi levar um fuzil no ombro e governar Cuba com Fidel” Castro, afirmou. “É um insulto e temos que dizer assim com muita força porque esta violação à soberania é inaceitável”, acrescentou em entrevista à imprensa.
Segundo Pedro Corso, presidente do Instituto Memória Histórica de Cuba, com sede em Miami (sudeste dos EUA), “Raúl Valdés foi comerciante de materiais elétricos em Cuba, de importação de eletrodomésticos”. “Essa é a experiência que possui”, afirmou.
Sugestão: Konner
Presidente de Líbano está inquieto pelas ameaças israelenses
O presidente do Líbano, Michel Sleimane, afirmou nesta segunda-feira estar preocupado com as advertências israelenses ao Hezbollah e à Síria, afirmando que essas ameaças não podem seguir sendo superficiais. “O mundo sabe atualmente que as ameaças israelenses contra o Líbano não podem ser levianas”, disse o presidente libanês em um comunicado.
“Ninguém no Líbano respondeu às ameaças nem disse que vai atacar Israel”, acrescentou, afirmando que “Israel não tem nenhuma desculpa para um ataque”. Dirigentes israelenses advertiram nas últimas semanas que todo ataque por parte do Hezbollah libanês receberia uma resposta severa.
O Hezbollah não se pronunciou. Um conflito armado em 2006 colocou Israel contra o Hezbollah, causando mais de 1.200 mortos do lado libanês, na maioria civis, e 160 do lado israelense, em maioria militares.
Sugestão: Konner
Contra EUA e França, China defende diálogo sobre urânio do Irã
O ministério das Relações Exteriores da China voltou a pedir a continuidade das negociações sobre o programa nuclear do Irã no dia em que Teerã anunciou o início do processo de enriquecimento de urânio a 20%, violando as sanções internacionais. O tom do discurso chinês já era esperado, mas contradiz o consenso da véspera entre França e Estados Unidos ao condenar a ação iraniana e pedir mais sanções.
“Esperamos que as partes envolvidas dividam os pontos de vista sobre o projeto de acordo relativo ao reator de pesquisas iraniano e cheguem a um consenso o mais rápido possível, que permitirá resolver a questão”, declarou o porta-voz do ministério, Ma Zhaoxu.
O chanceler francês, Bernard Kouchner, que classificou o mais recente anúncio iraniano como chantagem, Kouchner reconheceu nesta segunda-feira que não será fácil aprovar um novo pacote de sanções e que a China precisa ser convencida da necessidade de medidas mais duras.
A pressão internacional por mais sanções contra o governo do Irã cresceu nesta segunda-feira (8) depois que Teerã anunciou planos para produzir urânio enriquecido e construir mais dez usinas nucleares em apenas um ano.
Possíveis sanções incluiriam medidas contra o Banco Central, a Guarda Revolucionária, empresas de exportação e contra o setor de energia, de acordo com diplomatas.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, e o ministro de Defesa da França, Hervé Morin, defenderam nesta segunda-feira novas sanções da ONU sobre o Irã por fabricar urânio altamente enriquecido em seu próprio território.
O anúncio viola as resoluções da ONU, vai contra acordo nuclear debatido com potências ocidentais e aumenta temores de que Teerã mantenha programa secreto de fabricação de armas –como reiteraram EUA e França nesta segunda-feira.
“Temos que encontrar uma forma pacífica de resolver esta questão. O único caminho que nos restou, neste ponto, me parece ser o caminho da pressão. Mas isso exigirá que toda a comunidade internacional aja junto”, ressaltou Gates, após uma reunião com Morin em Paris.
O ministro francês, por sua vez, ressaltou que “toda a comunidade internacional tentou estabelecer condições de diálogo durante meses” com o Irã, embora “não se tenha conseguido nada”. “Infelizmente, será necessário um diálogo internacional que conduzirá a novas sanções”.
A Alemanha também citou a ameaça de sanções, enquanto o Reino Unido disse que os novos planos do Irã violam resoluções da ONU e que está preocupado com o anúncio.
A Rússia ainda se mostra oficialmente reticente quanto a novas sanções.
O chefe do Comitê de Relações Exteriores da Câmara Baixa do Parlamento russo, Konstantin Kosachyov, pediu, contudo, que a comunidade internacional prepare sérias medidas em resposta. Kosachyov disse ainda que o fortalecimento das sanções econômicas internacionais deve ser considerada, segundo a agência de notícias Interfax.
Um novo pacote de sanções contra o Irã depende da maioria dos votos dos membros do Conselho de Segurança, do qual o Brasil faz parte, e da aprovação de todos os cinco membros com poder de veto –China, Rússia, EUA, França e Reino Unido.
Enriquecimento
O diretor da Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA), Ali Akbar Salehi, anunciou nesta terça-feira que as operações de produção de urânio enriquecido a 20% começaram no país. “Começamos hoje a enriquecer urânio a 20% em uma cascata (de centrífugas) separada da fábrica de Natanz”, declarou Salehi, citado pela agência oficial Irna.
“Esta cascata produzirá três a cinco quilos de de urânio enriquecido a 20% por mês para nosso reator de pesquisas de Teerã, o que equivale ao dobro de nossas necessidades”, acrescentou.
O início do processo de enriquecimento de urânio a 20% –suficiente para o reator e bem abaixo dos 90% necessários para fabricação de bombas– foi anunciado no domingo (7) pelas autoridades iranianas e notificado na segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Segundo o governo, o Irã tomou a decisão em consequência do bloqueio das discussões com o grupo dos Seis (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) a respeito da entrega de combustível nuclear para um reator de pesquisa médica.
No entanto, o governo de Teerã afirmou que a porta continua aberta para o envio de urânio para enriquecimento no exterior.
Suegstão: Gérsio Mutti e Konner
Leia também
EUA e França ameaçam Irã com sanções por enriquecimento de urânio
EUA desistem de diálogo e preparam novas sanções contra Irã
Brasil é pressionado por apoio ao Irã
Enriquecimento de urânio: Itamaraty ainda acredita em acordo com o Irã
França anuncia acordo para vender navio militar à Rússia
Há possibilidade de mais três embarcações serem negociadas; compra não agrada ex-repúblicas soviéticas.
PARIS - A França concordou em vender à Rússia um moderno navio militar anfíbio e avalia a possibilidade de negociar mais três, informaram nesta segunda-feira, 8, funcionários do setor de defesa em Paris.
Jacques de Lajugie, diretor de desenvolvimento internacional da agência francesa de armas, conhecida pelas iniciais DGA, disse nesta segunda-feira, 8, durante entrevista coletiva, que ainda há questões pendentes, inclusive onde será produzido o navio Mistral. Não há informações sobre o prazo de entrega da embarcação.
A encomenda russa tem alarmado algumas ex-repúblicas soviéticas. A compra do Mistral representa, na avaliação de analistas militares, um aumento da capacidade russa de eventuais ações de ataque. As informações são da Associated Press.
Sugestão: Konner
Irã alarma Ocidente com anúncio de ampliação de programa nuclear
O Irã comunicou à ONU que ampliará seu programa nuclear a partir desta terça-feira, deixando países do Ocidente em alerta por causa do temor de que o regime de Teerã esteja planejando construir bombas atômicas. A decisão foi anunciada no domingo pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em discurso transmitido em cadeia nacional de TV.
No mesmo dia, o chefe do programa nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou que o país começaria já esta semana a enriquecer urânio em 20% em Natanz, a principal usina de enriquecimento de urânio iraniana. Ele afirmou ainda que dez novas usinas do gênero seriam construídas no país até o fim do próximo ano.
“Nós enviaremos uma carta à agência de energia atômica das Nações Unidas informando que iniciaremos o processo de enriquecimento do urânio a um nível de 20%”, disse Salehi em comunicado à imprensa.
Atualmente o Irã enriquece urânio em um nível de 3,5%, mas são necessários 20% para o funcionamento do reator nuclear de Teerã, desenhado para produzir isótopos para fins medicinais. Para construir uma bomba atômica, é necessário ter urânio enriquecido em ao menos 90%.
Autoridades iranianas e porta-vozes dos Estados Unidos e da União Europeia não conseguiram chegar a um acordo sobre o programa de enriquecimento de urânio do Irã. De acordo com propostas que vêm sendo discutidas desde outubro, 70% do urânio iraniano seriam enviados ao exterior com baixo índice de enriquecimento (3,5%).
O material iria para Rússia ou França, para ser então enriquecido a 20% e transformado em combustível para reatores. A base para o acordo seria o entendimento fechado entre o Irã, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e o chamado grupo P5+1 – formado pelos cinco países do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França) mais a Alemanha.
Mudança de planos
De acordo com analistas, depois de idas e vindas nas negociações o governo iraniano decidiu mostrar que perdeu a paciência e, portanto, pretende enriquecer urânio de maneira doméstica.
O chefe do programa nuclear iraniano disse que ainda havia tempo para um acordo com as potências ocidentais se o Irã recebesse urânio enriquecido a 20% do exterior.
O país declarou que estava pronto para trocar urânio de baixo nível por material com alto grau de enriquecimento, mas que exigia uma mudança em algumas bases do plano da ONU e da IAEA.
O Irã expressou preocupação pois o plano prevê que o país ceda grande parte de seu estoque de urânio para enriquecimento no exterior em um tempo que pode chegar até um ano.
“O Irã interromperá seu processo de enriquecimento se receber garantias de que receberá o combustível necessário para seus reatores”, disse Salehi.
O Irã espera produzir 17,5% (ou 20 mil megawatts) da demanda por eletricidade por meio de energia atômica nos próximos 20 anos, segundo relataram as emissoras de TV do país.
‘Paciência no fim’
Estados Unidos e União Europeia temem que o aperfeiçoamento na tecnologia nuclear iraniana colabore para o objetivo de permitir ao país construir sua própria bomba nuclear.
Por isso, poucas horas após o discurso de Ahmadinejad, o secretário americano de Defesa, Robert Gates, pediu “união” da comunidade internacional contra o regime iraniano e disse acreditar que sanções possam ser eficientes para conter possíveis ambições nucleares de Teerã.
“As pressões focadas no governo do Irã, e não no povo iraniano, têm potencialmente maiores oportunidades de alcançar os objetivos”, disse o secretário americano.
O ministro alemão da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, foi mais cauteloso ao falar de sanções, mas fez questão de reiterar que “a paciência” com o regime de Teerã está chegando ao limite.
“Precisamos considerar com muito cuidado que impacto nossas opções podem ter. Talvez as sanções precisem de ajustes”, afirmou o ministro.
“Ao mesmo tempo, é preciso deixar claro para o Irã que a paciência está chegando ao fim.”
Em Londres, o Ministério do Exterior britânico expressou que as declarações de Ahmadinejad são “claramente uma questão para preocupação séria”.
Baixas britânicas no Afeganistão igualam perdas das Malvinas
A morte de dois soldados britânicos em uma explosão no Afeganistão eleva para 255 o total de baixas neste conflito iniciado em 2001, igualando o número de mortos na Guerra das Malvinas (1982), informou nesta segunda-feira o Ministério da Defesa do Reino Unido.
Os dois militares, que pertenciam ao Primeiro Batalhão do Real Regimento da Escócia, morreram ontem à noite na explosão de uma bomba de fabricação caseira enquanto patrulhavam a pé em Sangin, na província de Helmand (sul do Afeganistão), acrescentou.
Na Guerra das Malvinas, entre Reino Unido e Argentina, 255 britânicos morreram, enquanto do lado argentino as baixas foram de 655. O conflito ocorreu quando a Argentina, que reivindicava a posse das Ilhas Malvinas, entrou em guerra no território disputado com o Reino Unido.
Operação Mushtarak
O anúncio das mortes ocorre no momento que a Otan prepara uma grande ofensiva contra o Talibã na província de Helmand, no sul do Afeganistão. Segundo informações da BBC, a operação, apelidada de Mushtarak (que significa ‘juntos’ no idioma local, pashtun), é considerada uma das maiores desde o início do conflito, em 2001.
Sugestão: Konner
A bipolaridade EUA-China
Por Vander Fagundes
Saiu uma boa matéria no Der Spiegel sobre o relacionamento entre EUA e China e a importância dos dois países no mundo.
08/02/2010
Duas superpotências disputam o mundo
.
Andreas Lorenz
Em Beijing (China)
.
Os EUA e a China já são os dois países mais poderosos do mundo. Como aliados, ninguém os seguraria. Será que está se formando uma era de uma superpotência dupla?
Quando a China espirra, o mundo inteiro pega um resfriado. Bill Clinton reconheceu isso durante seu mandato como presidente dos Estados Unidos, falando sobre o “desafio potencial que uma China forte poderia representar para os Estados Unidos no futuro”.
Ao mesmo tempo, ele alertou para o risco apresentado por uma “China fraca”, que poderia desestabilizar regiões inteiras da Ásia.
Agora o sucessor de Clinton e também democrata Barack Obama está buscando formas de trabalhar mais próximo da nação gigante, com seu 1,3 bilhão de pessoas. Obama acredita que a cooperação com a China é essencial nos próximos anos. “Os maiores desafios do século 21, desde a mudança climática à proliferação nuclear passando pela recuperação econômica, são desafios que tocam ambas as nações, e desafios que nenhuma delas pode resolver agindo sozinha”, disse o presidente norte-americano durante sua visita recente à China.
Enquanto isso, na China, políticos, economistas e militares chegam basicamente à mesma conclusão quando pensam sobre a melhor forma de interagir com aquela antiga superpotência, os EUA. “No século 21”, disse o presidente chinês e líder do partido, Hu Jintao, “as relações entre a China e os EUA estão entre as mais importantes do mundo”. Existe a percepção de que, sem a ajuda norte-americana, levaria muito tempo para a China atingir a “prosperidade moderada para todos os cidadãos” que o Partido Comunista promete ao povo e que usa para justificar seu governo.
Nunca os dois países foram mais dependentes um do outro do que hoje. Sem o mercado e os investimentos norte-americanos, as coisas não estariam tão bem quanto estão na China. Mas ao mesmo tempo, muitos norte-americanos teriam dificuldades para pagar suas contas durante a atual crise econômica sem os produtos baratos importados da China. E o governo norte-americano não seria mais capaz de funcionar se o Banco Central chinês não comprasse boa parte da dívida dos EUA. No ano passado, a China tinha cerca de US$ 800 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) em títulos do tesouro norte-americano.
A ascensão da Chimérica
O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Zbigniew Brzezinski vê uma mudança geopolítica do Atlântico para o Pacífico. Ele chama a China e os EUA de “o Grupo dos Dois que pode mudar o mundo”, enquanto o historiador econômico Niall Ferguson cunhou o termo “Chimérica” para descrever sua visão de que os dois países estão tão intimamente ligados, que há muito tempo formaram “uma só economia”.
Um lado dá enquanto o outro recebe: será que isso faz da Chimérica um bom casamento?
A força econômica recém-descoberta da China está causando ansiedade nos EUA. Ver o seu país se tornar cada vez mais dependente das decisões tomadas numa parte distante do mundo é uma sensação pouco familiar para os homens de negócios e políticos norte-americanos. Pior que isso é assistir a essas decisões serem tomadas por governantes comunistas. A República do Povo não só ultrapassou os EUA como o principal destino dos investimentos estrangeiros, mas as reservas de US$ 2,3 trilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões) em moedas estrangeiras de Beijing também dão às firmas chinesas a capacidade de adquirir partes de companhias norte-americanas – como aconteceu com a gigante dos computadores IBM, por exemplo.
Garantia estratégica
“Sentimos o hálito quente desse dragão econômico em nossas costas”, escreve Susan Shirk, professora e ex-vice-secretária assistente de Estado durante o governo Clinton, em seu livro “China: Superpotência Frágil”.
É por isso que o vice-secretário de Estado dos EUA James Steinberg cunhou a frase “garantia estratégica” para descrever as relações de seu país com a China. A ideia é a seguinte: se Washington e seus aliados receberem a China no cenário internacional como uma “potência próspera e bem sucedida”, então Beijing “deveria garantir ao resto do mundo que seu desenvolvimento e crescente papel global não acontecerá às custas da segurança e do bem-estar dos demais”, explica Steinberg.
O Pentágono observa com apreensão enquanto a China aumenta seu exército e – em particular – sua marinha. A demonstração militar que aconteceu na Praça Tiananmen no ano passado para celebrar o 60º aniversário da fundação da República do Povo da China não só impressionou, mas também alarmou o mundo inteiro.
Ambições navais
É apenas uma questão de tempo para que a China lance seu primeiro porta-aviões. As forças armadas norte-americanas e os serviços de inteligência também observam apreensivamente para ver se a China consegue desenvolver um míssil antinavios eficaz que poderia comprometer os porta-aviões norte-americanos. De acordo com suas próprias declarações, o exército chinês recentemente testou com sucesso um sistema de defesa que poderia destruir mísseis intercontinentais.
Alguns suspeitam que as intenções chinesas podem não ser tão pacíficas quanto o país sempre alega. Navios de guerra disfarçados de barcos de pesca navegam cada vez com mais frequência pelo mar do Sul da China, onde o país tem disputas territoriais com Taiwan, Vietnã, Malásia, Brunei e as Filipinas pelas ilhas tropicais Spratly e com Taiwan e Vietnã pelas ilhas Paracel.
Navios de guerra chineses também patrulham agora a costa somali para proteger dos piratas os navios chineses que carregam matéria-prima. Especialistas norte-americanos nunca localizaram tantos submarinos chineses fazendo patrulhas tão longas e tão longe de seu território como nos últimos meses.
“Precisamos dos EUA para atingir o equilíbrio”
Em duas ocasiões, barcos de pesca chineses pararam um navio espião norte-americano próximo da Base de Submarinos Hainan da China. Os sentimentos de desconfiança cresceram ainda mais com o anúncio de um general chinês de que Beijing precisaria de bases navais permanentes no Pacífico no futuro.
O “ministro mentor” de Cingapura, Lee Kuan Yew, um astucioso veterano da política asiática, resume a situação: “O tamanho da China torna impossível para que o resto da Ásia, incluindo o Japão e a Índia, iguale-se em peso e capacidade dentro de 20 a 30 anos. Então precisamos dos EUA para atingir um equilíbrio”.
O alerta de Lee face ao crescimento da força econômica e militar da China expressou o que muitos asiáticos estão pensando, ou seja, que os EUA precisam continuar contrabalanceando uma China cada vez mais poderosa.
Na China, entretanto, os comentários de Lee causaram irritação. E os políticos chineses têm suas próprias razões para serem céticos. Eles suspeitam que os EUA têm um único objetivo em mente – impedir o “avanço pacífico” da China e forçá-la a aceitar valores ocidentais como a democracia.
Mantendo o yuan barato
Beijing analisa todas as mensagens que chegam dos EUA com cuidado em busca de indicações de que elas servem ao objetivo de “manter a China por baixo”. Será por isso, por exemplo, que Washington está pressionando tão insistentemente para que o yuan chinês seja revalorizado? Economistas norte-americanos dizem que o governo chinês mantém a taxa de câmbio sobre sua moeda, também chamada de renminbi, tão baixa claramente com o objetivo de aumentar artificialmente o preço das importações norte-americanas e tornar as exportações chinesas especialmente baratas – e que isso custa aos EUA um grande número de empregos.
Beijing responde que a acusação é injusta, uma vez que muitas companhias norte-americanas também manufaturam seus produtos em fábricas chinesas. Se os preços aumentassem por causa de um yuan mais forte, essas companhias também sofreriam.
Mas nos EUA, os pedidos para proteger as empresas nacionais contra os competidores chineses estão ficando mais frequentes. Alguns economistas agora louvam as vantagens das tarifas protecionistas, quando antes pregavam o comércio livre. A China “segue uma política mercantilista, mantendo seu superávit de comércio artificialmente alto”, escreve o economista vencedor do prêmio Nobel Paul Krugman. “No mundo em depressão de hoje, essa política é, falando de forma clara, predatória”. Os EUA, por sua vez, lançaram tarifas altas sobre pneus importados para carros e tubos de aço, numa tentativa de proteger a indústria nacional das importações baratas da China.
A China “não cederá a nenhuma forma de pressão” no que diz respeito a revalorizar o yuan, declarou friamente o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao no começo do ano. Os líderes do Partido Comunista negam, entretanto, que a moeda subvalorizada da China dê a eles vantagens no comércio internacional. Mas se sentem justificados em usar essas vantagens.
A “elite norte-americana não faz ideia” das consequências fatais que uma revalorização do yuan poderia ter, disse o comentarista político Liang Jing, acrescentando que ela levaria a um colapso das exportações chinesas e “pioraria a distribuição interna de renda”.
Desejo por uma voz mais forte
O que isso significa na verdade é que as fábricas chinesas precisariam demitir muitos trabalhadores e o hiato entre ricos e pobres aumentaria rapidamente – potencialmente afundado o país na agitação social.
E se o governo chinês começasse a permitir que o dinheiro circulasse livremente através de suas fronteiras, algo que Washington está pressionando para que aconteça, isso significaria um “êxodo sem precedentes” de capital do país, diz o comentarista.
Quando Zhou Xiaochuan, chefe do Banco do Povo da China, pediu para que o dólar norte-americano fosse substituído a longo prazo como moeda mundial de reservas, ele não estava apenas contribuindo para o debate sobre a crise financeira global. Ele também estava enviando uma mensagem: os políticos de Beijing pretendem ter uma voz mais forte em organizações como o Fundo Monetário Internacional. Eles não querem deixar todo o campo de jogo para seu rival do outro lado do Pacífico.
Acima de tudo, a China quer evitar que os EUA imprimam muito papel moeda para estimular sua economia. A inflação faria com que os dólares que a China investiu nos EUA derretessem como gelo sob o sol.
Casamento de conveniência
Com os temores quanto ao equilíbrio de poder no Pacífico, uma iminente guerra de comércio, a disputa em relação ao yuan, os suprimentos de guerra norte-americanos para Taiwan, e um possível encontro entre o presidente Obama e o Dalai Lama, que é detestado em Beijing, parece que os EUA e a China terão tempos difíceis à sua frente.
O que acontecerá à “Chimérica”, este casamento econômico de conveniência? A ideia de que seria melhor dissolver a união forçada antes cedo do que tarde está crescendo dentro do Partido Comunista chinês. Gerentes financeiros dentro do partido já estão trocando títulos de longo prazo do tesouro norte-americano por títulos de prazo mais curto.
Cedo ou tarde, a Chimérica chegará ao fim. A verdadeira questão é se os antigos parceiros serão capazes de viver pacificamente um com o outro – ou se o os procedimentos do divórcio serão litigiosos.
Sugestão: Hornet
Novidades no Ejército de Chile
O Exército do Chile continua analisando a possibilidade de adquirir um novo lote de carros de combate Leopard 2, para reequipar as duas novas Brigadas Blindadas. Além disso, em breve chegarão ao país os VANT Hunter (foto superior), de procedência americana, para serem avaliados no norte do país. Há pouco tempo foram concluídas as avaliações dos modelos israelenses, que segundo se informa tiveram grandes problemas de sinal nas zonas de altiplano.
Paralelamente se iniciou um processo de substituição dos uniformes de combate, passando do Riptop ao Flektar. Esta último começará a ser distribuído em março às Forças Armadas, processo que deverá estar concluído até o final do ano. Foram também adquiridas viaturas Land Rover Defender (foto inferior) para tarefas de ligação, bem como “kits” de blindagem para os Hummer de todos os modelos. (Juan Carlos Cicalesi e Santiago Rivas).
General da Força Aérea de Israel que negou a atacar alvos palestinos recebe condecoração do seu país
O brig. gen. Iftach Spector, piloto da mais alta patente que assinou uma carta senegando a participar de operações contra alvos palestinos em 2003, recebeu na semana passada a distinção de “Asas de Ouro” dada pela Força Aérea de Israel (FAI) em comemoração ao 50º aniversário de graduação na Escola de Pilotagem.
Menos de duas semanas antes da cerimônia feita a Spector, as Forças de Defesa de Israel (FDI) retiraram de serviço um soldado da Brigada Kfir, unidade de elite criada em 2005 e formada por seis batalhões de infantaria completos, pelo fato deste ter se negado a evacuar postos avançados não-autorizados e colonos israelenses na Cisjordânia.
Em 2003, Spector era o comandante das Bases Aéreas de Ramat David e Tel Nof e considerado um dos melhores e mais experientes pilotos que a FAI já teve em sua história.
Piloto de Dassault Mirage III, McDonnell Douglas F-4 Phantom II e também de Lockheed F-16, Spector acumula 12 vitórias ao longo de sua carreira e também foi um dos pilotos que protagonizou o ataque contra o reator nuclear iraquiano Osiris, ataque o qual se tornara a famosa Operação Opera, executada em 7 de junho de 1981 no qual oito caças F-16 percorreram aproximadamente 1.000km até chegarem no alvo, ao anoitecer.
Spector chocou todos os seus colegas em 2003, quando colocou seu nome numa lista com outros 27 pilotos que se recusavam a atacar alvos palestinos por considerarem as ações ilegais e imorais. Todos, exceto Spector, foram forçados a deixarem seus postos que ocupavam na reserva, enquanto Spector foi mandado para a instrução de voo. 
O incidente inspirou Spector a escrever a autobiografia “Loud and Clear: The Memoir of an Israeli Fighter Pilot” (Alto e Claro: Memórias de um Piloto de Caça de Israel), onde faz menções ao ex-comandante da FAI Dan Halutz, que lançou uma bomba de uma tonelada numa área residencial. A operação noturna visava apenas matar um dos líderes do Hamas, Salah Shahade, entretanto acabou matando dezenas de pessoas, a maior parte crianças. Quando questionado o que sentiu ao jogar a bomba, Halutz disse: “Nada, somente um luz forte debaixo das minhas asas. Nada mais”. Spector acusa Halutz de encorajar essa cultura, que compromete os princípios da FAI. Segundo alguns oficiais da Força Aérea, Spector nunca deveria ter sido convidado para essa cerimônia, uma vez que Halutz estava presente no local.
Em resposta, um porta-voz da FAI declarou que a cerimônia “foi feita para a entrega das medalhas para todos os pilotos que fizeram o treinamento entre 1957 e 1960 na Escola de Pilotagem, incluindo o brig. gen. Spector, seguindo uma tradição da FAI. Assim como todos de sua turma, ele recebeu a distinção pelos 50 anos de serviço à FAI”.
Boeing acredita que o Japão poderá começar processo de aquisição de novo caça no mês de março
ABoeing informou que Japão poderá iniciar uma competição para uma nova compra de 40 caças no mês de março, uma potencial oportunidade de vender os modelos de caças F-15SE Silent Eagle ou o F/A-18E/F Super Hornet.
O Japão poderá enviar a sua requisição inicial delineando as suas necessidades específicas nos próximos meses, e a Boeing irá então ver se a versão mais recente de seu caça F-15 ou o modelo Super Hornet poderão ser encaixados na competição, disse Jeff Johnson, vice-presidente da Boeing para negócios em desenvolvimento.
“Nós acreditamos que existe um potencial dessa requisição seja divulgada este ano, possivelmente entre os meses de março ou abril,” disse Johnson durante uma entrevista no Singapore Airshow. “Nós temos muito interesse em vender para o Japão.”
O Japão necessita substituir sua antiga frota de F-4EJ Phantom, a qual foi adquirida a partir de 1968 através da McDonnell Douglas, uma companhia adquirida pela Boeing em 1997. Além das opções da Boeing, o Japão poderá escolher o caça F-35 da Lockheed Martin e o Eurofighter Typhoon. Uma lei de exportação proibiu a venda dos caças stealth F-22 da Lockheed, que eram os desejados pelo Japão.
“O Japão sempre adquiriu aeronaves norte americanas desde o final da Segunda Guerra Mundial,” disse Nick Cunningham, um analista da empresa Evolution Securities em Londres. “Será interessante ver se eles forem adquirir um modelo europeu, ou se eles usarão o Eurofighter apenas como um pretexto.”
Parceria estratégica tem custo político, diz embaixador francês
Para Saint-Geours, compra de caças não tem peso só comercial; faz parte da escolha do Brasil como parceiro na América Latina Diplomata afirma que é necessário trabalhar com o Brasil diante do “inegável peso” do país, mas repartir tecnologia é “algo delicado”
SAMY ADGHIRNI
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA
Na primeira entrevista à imprensa brasileira sobre caças desde que se instalou em Brasília, há três meses, o embaixador da França, Yves Saint-Geours, disse à Folha que cabe ao governo do presidente Lula escolher quando anunciar sua decisão sobre a compra de aviões e negou que haja apenas interesses comerciais por trás da parceria estratégica bilateral firmada em 2008. Historiador de formação, Saint-Geours, 57, assumiu o cargo depois de pilotar pelo lado francês os eventos do Ano da França no Brasil, em 2009. Na conversa com a reportagem, o embaixador disse que a parceria com o Brasil exige sacrifícios por parte da França e admitiu ter dificuldade para entender as “sutilezas” da política interna brasileira.
FOLHA – Como o sr. reagiu à informação revelada pela Folha de que a compra de caças rafale pelo Brasil já foi fechada?
YVES SAINT-GEOURS – Do nosso ponto de vista, nada mudou. As coisas seguem num processo decisório no qual temos plena confiança. O dossiê está nas mãos do governo brasileiro, que se pronunciará quando julgar apropriado. Acredito e espero que seja em breve.
FOLHA – Qual foi o motivo de sua recente viagem à França [o embaixador voltou ao Brasil na quarta]?
SAINT-GEOURS – Fui participar de uma reunião de grandes empresários na segunda-feira passada. Nossa ministra da Economia, Christine Lagarde, teve encontro com o ministro Miguel Jorge [do Desenvolvimento e Comércio Exterior]. Também falou-se sobre maneiras de trabalhar juntos pela reconstrução do Haiti. A essência da parceria estratégica é, para além do diálogo político, fazermos coisas concretas.
FOLHA – O sr. tratou dos caças quando esteve em Paris?
SAINT-GEOURS – Isso não estava na pauta e não tive nenhuma reunião sobre esse assunto. Mas confiamos em que nosso avião é o que responde melhor às expectativas do Brasil e o mais apropriado para reforçar a soberania brasileira, graças à transferência de tecnologia.
FOLHA – Como o sr. reagiu ao relatório de avaliação técnica da FAB que colocou o rafale na última colocação entre os concorrentes?
SAINT-GEOURS – Perguntei-me de onde vinha essa informação, se ela era exata e qual era a conclusão mais apropriada que eu deveria tirar. Foi a imprensa que fez essas afirmações, ninguém mais. É claro que o assunto foi muito comentado do lado francês, mas nem por isso peguei minha bengala e meu chapéu para ir cobrar explicações do governo brasileiro.
FOLHA – Muita gente diz que a parceria estratégica não passa de um artifício retórico para amparar a venda de submarinos, helicópteros e caças franceses ao Brasil.
SAINT-GEOURS – Seria hipócrita minimizar os grandes contratos. Não vou fingir que os franceses não estão interessados em fechar negócios. Mas esses contratos permitem ao Brasil adquirir ferramentas que reforçam sua soberania. E não se trata somente de vendas. Vamos criar o centro franco-brasileiro de biodiversidade. Estamos pesquisando juntos o bioma amazônico. Construímos uma relação transfronteiriça Brasil-Guiana. Defendemos uma concepção conjunta da diversidade cultural, algo crucial num mundo em que muitos confrontos brotam dos problemas ligados à identidade cultural. Os críticos dizem que nessa parceria um ganha enquanto o outro desembolsa. Isso não é verdade. Nossa parceria é recíproca, equilibrada e global. Os dois lados ganham. Além disso, essa parceria tem um custo para a França.
FOLHA – Que custo?
SAINT-GEOURS – Seria muito mais fácil para nós se disséssemos que apoiamos o ingresso de um país latino-americano como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU sem dizer quem é nosso candidato. Assim continuaríamos numa boa com México, Argentina etc. Mas fizemos uma escolha aberta em favor do Brasil. Isso tem um custo político. Além disso, compartilhar uma tecnologia de ponta, como fizemos no contrato dos submarinos e pretendemos fazer no dos rafale, é algo delicado. A tecnologia é hoje o elemento comparativo mais importante [nas questões militares]. Quem tem a dianteira tecnológica é livre para decidir se quer compartilhar esse poderio ou não.
FOLHA – Críticos também dizem que a França nunca reavaliaria sua posição na União Europeia, na Otan ou sua relação com os EUA em nome da parceria com o Brasil.
SAINT-GEOURS – O mundo não é rígido. Há uma nova realidade que precisa ser levada em conta. A França, na sua condição de membro permanente do CS, de potência nuclear, de país que sempre estimou ter sua parte na governança do mundo, considera que as fronteiras se deslocaram e que é preciso ter uma atitude dinâmica em relação a isso, em vez de se ater a posições conservadoras. É uma necessidade trabalhar com o Brasil diante do inegável peso que o país tem. Mas isso é fácil de acontecer, pois temos muitas afinidades naturais (risos).
FOLHA – O sr. teme que a parceria, nascida na era Lula, fique fragilizada em caso de vitória da oposição na eleição presidencial deste ano?
SAINT-GEOURS – Não quero me imiscuir na campanha brasileira, mas as coisas feitas no governo Lula têm vocação para durar. Não tenho dúvidas de que a parceria continuará.
FOLHA – Como o sr. vê a vida política doméstica brasileira?
SAINT-GEOURS – O que me choca é a complexidade do tabuleiro político. Há toda a fluidez dos partidos, o jogo sutil de siglas e indivíduos, as lógicas federal e estadual. É surpreendente ver como esse jogo se reinventa a cada dia. Estou aqui há três meses e confesso que ainda não comecei a escrever [relatórios] sobre a política brasileira porque ainda não tenho as ferramentas para entender esse quebra-cabeça.
Tenho lido muita coisa a respeito da necessária reforma política, e confesso que acompanharei com especial atenção e interesse as propostas dos candidatos sobre esse tema.
Sugestão: Zé da Pinha
Irã anuncia fabricação de sistema antimísseis
O Irã vai fabricar em breve um sistema antimísseis equivalente ou superior ao S-300 russo, cujo contrato de entrega a Teerã foi suspenso por Moscou, anunciou nesta segunda-feira o general Heshmatola Kassiri, alto funcionário da defesa antiaérea do país.
“Em um futuro muito próximo, nossos especialistas vão produzir um sistema antimísseis que terá a mesma capacidade do sistema S-300, e inclusive maior potência”, declarou Kassiri à agência Irna.
“Produzimos nós mesmos todos os nossos equipamentos de defesa antiaérea. Em apenas um caso havíamos decidido importá-los. Era o sistema S-300 e os russos não nos entregaram o sistema por motivos injustificáveis”, completou.
Os países ocidentais e Israel pediram à Rússia que não entregasse o sistema antimísseis ao Irã. Moscou anunciou em 21 de outubro que o contrato estava interrompido.
A comunidade internacional acusa o Irã de tentar produzir armamento atômico sob o pretexto de um programa nuclear civil, o que o governo iraniano nega.
Nota do Blog:
Num momento em que a comunidade internacional preciona o Iran para abrir mão de seu discurso belicista e de seu programa nuclear, novas e maravilhosas invenções brotam do deserto como cogumelos depois da chuva…
Recentemente o Iran tem declarado desenvolver armas revolucionárias, sistemas modernos e até mesmo mais poderosos que os “concorrentes” extrangeiros.
De fato pode-se averiguar que a indústria de defesa iraniana tem obtido exitos relativos uma vez que sofre embargos e restrições.
Porém muitos destes êxitos precisam ser relativisados uam vez que estão longe de se equipararem aos seus adversários, no caso o sistema S-300.
Os sistemas de armas iranianos ditos “avançados” ,em sua maioria tem se provado ser reinvenções de sistemasde armas dos anos 70 e 80, o que deixa muita dúvida sobre suas reais capacidades, salvo algumas poucas exceções.
No meu entender, o Iran tenta mostrar ao mundo e especialmente a sua opinião pública (que ao contrário do que se diz exerce forte influência no poder local) que o país está se tornando uma potência, porém este discurso hora ou outra será posto a prova e ai a história será outra.
E.M.Pinto
PS: A foto fala por si…
Voo Tático apresenta um Super Puma da Marinha do Brasil em ação no Haiti
O site Voo tático apresenta uma das primeira s fotos de um Super Puma da Mainha do Brasil em operação ao auxílio do Haiti.
A foto foi originalmente publicada no site italiano Ansa o qual apresenta as primeiras operações do Cavour já em territórioHaitiano.
O destaque vem para o Super Puma da Marinha que aparece juntamente com outras fotos do desembarque de suprimentos apartir do Navio Cavour que opera numa missão de ajuda humanitária inédita entre a Marinha Italiana e as Forças Armadas Brasileiras.
Um helicóptero Super Puma e um Esquilo da Marinha embarcaram no porta-aviões Cavour há pouco mais de uma semana.
Outras fotos disponíveis no Ansa podem ser conferidas a seguir:
Segurança Pública
Depois da Polícia Federal, o Pará será o primeiro Estado a utilizar helicópteros israelenses Vant/Uav (não tripulado) na segurança pública.
As duas unidades custaram R$ 500 mil, parte de um pacote de R$ 17 milhões que deverão ser investidos em 2010 na inteligência policial. Além de serem utilizados para enfrentar a criminalidade, ajudarão no combate ao desmatamento.
Enfim, o aço blindado verde-e-amarelo
Etapa seguinte ao produto para carros do Exército, chegará ao mercado de defesa civil. Vale também acelera pesquisa
Marta Vieira
Pressionadas pelos concorrentes empenhados em retomar a produção, grandes empresas brasileiras da siderurgia e da mineração reforçam o orçamento para pesquisa e desenvolvimento científico neste ano, atrás de tecnologias de vanguarda nas fábricas. Nos laboratórios da Usiminas em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, a maior novidade em curso é a criação do aço blindado genuinamente brasileiro, empreitada que vai muito além de um produto capaz de substituir as importações. O trabalho que, hoje, têm a tarefa de atender a uma necessidade do Exército brasileiro de reduzir os custos de fabricação dos seus carros de combate, abre amplo leque de oportunidades para a siderúrgica no mercado de defesa. Elas vão da instrumentação para proteção da polícia à blindagem civil, que inclui matéria-prima para caixas de bancos, carros fortes, condomínios e os carros de passeio.
O aço blindado integra desembolsos para pesquisa e inovação de R$ 28,9 milhões, reservados pelo grupo siderúrgico para aplicação ao longo de 2010, cifra cerca de 50% superior a do ano passado. Os recursos se referem só ao dinheiro para investimentos, ou seja, não consideram salários pagos aos pesquisadores, viagens e consultorias. A Vale também recorre a versões novas da sua política de desenvolvimento tecnológico.
A busca de processos para extrair minério com teores muito baixos de ferro – na China, há quem garanta que as mineradoras já exploram material com apenas 10% de ferro – se junta ao financiamento de uma gama de pesquisas envolvendo processos tão diversos quanto eficiência energética e cuidados com o meio ambiente. Essas e outras áreas de conhecimento sugeridas pelos próprios pesquisadores serão incentivadas por meio do Instituto Tecnológico Vale (ITV), recentemente anunciado e orçado em R$ 39 milhões. Outros R$ 140 milhões serão direcionados às chamadas unidades de P& D da companhia.
Outro toque de modernidade do orçamento da Vale e da Usiminas é que elas passam a contar mais com as parcerias de universidades e fundações de ensino e pesquisa prestigiadas no setor. Um bom exemplo é o da Universidade Federal de Ouro Preto, que comanda, em associação com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas e o apoio de empresas do ramo da mineração o Centro de Estudos Avançados do Quadrilátero Ferrífero, aberto ano passado para trabalhar no futuro cenário da região até 2050.
No Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Usiminas, em Ipatinga, obras de expansão física e modernização “adubam” o fértil campo de ação dos pesquisadores, informa o diretor de pesquisa e inovação da siderúrgica, Darcton Policarpo Damião. O horizonte máximo para a obtenção do aço blindado de uso militar é o dos próximos dois anos e meio. O produto está sendo desenvolvido para substituir o aço alemão que compõe os cascos dos carros do Exército da família Guarani – os sucessores dos antigos Urutus – que estão sendo desenvolvidos na fábrica da Iveco, marca de caminhões e utilitários do grupo Fiat, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais.
“O governo brasileiro entende que o nosso projeto é importante para dar independência ao país na área de defesa. Quando dominarmos o processo de produção do aço blindado militar estaremos preparados para atender uma demanda latente da própria sociedade”, afirma Darcton Damião. O projeto faz parte de um grupo de três programas de pesquisa da Usiminas, avaliados em R$ 3,8 milhões, aprovados pela Finep, empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia e que participará com 33% dos investimentos.
Os outros dois projetos são, também, considerados inovadores, observa o diretor de inovação da siderúrgica. A Usiminas está desenvolvendo aços para equipamentos de geração de energia eólica e para casas e prédios. Neste último caso, são produtos que permitem a redução do tempo de construção em pelo menos um terço do cronograma, com mais resistência e ganhos como a perspectiva de reciclagem do material. A siderúrgica decidiu acelerar, da mesma forma, as pesquisas de aços aplicados na exploração de pretróleo no pré-sal. Recursos de R$ 10,1 milhões serão investidos num centro de desenvolvimento na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, em associação com a Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio e a Patrobras.
Definidos vencedores do concurso que escolheu o Hino da Defesa
Brasília, 5/02/2010 – A Comissão Julgadora do concurso público para escolha do Hino da Defesa definiu nesta sexta-feira, 5/02, em sessão realizada no Ministério da Defesa, a obra vencedora e fez a abertura dos envelopes para identificação dos autores. Os compositores do hino vencedor são Francimar Lopes do Carmo (letra) e Marilildo Caetano da Silva (música e arranjo).
O segundo lugar ficou com Deildo dos Santos e, o terceiro, com Ibanez Dutra Munhoz. O resultado final do concurso será publicado na segunda-feira, 8/02, no Diário Oficial da União e estará disponível por 30 dias no site do Ministério da Defesa. Os autores da obra vencedora receberão um prêmio de R$ 10 mil e diploma de participação.
A Comissão Julgadora foi composta por: José Amédio da Silva (presidente), assessor do Departamento de Administração Interna (DEADI) do Ministério da Defesa, e pelos regentes militares Capitão-Tenente Marcos Leitão Rabello (Comando da Marinha), Capitão Paulo Cezar Pedroso de Campos (Comando do Exército) e Capitão Carlos Alberto Souza (Comando da Aeronáutica).
O concurso para escolha do Hino da Defesa recebeu 57 propostas. Desse total, 42 foram habilitadas e 15 inabilitadas. Após a fase de habilitação, as obras, identificadas apenas por um número, foram analisadas com base em uma ficha de critérios técnicos, parte deles relativa à qualidade da letra/poesia e parte relativa à técnica musical, e receberam uma pontuação. Das 42 obras, cinco foram selecionadas para a etapa final do concurso.
As cinco finalistas foram analisadas em audições públicas realizadas durante esta semana pela banda do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), do Comando Militar do Planalto, em Brasília (DF). A audição final foi realizada nesta quinta-feira, na sede do BGP, e foi acompanhada pelo Secretário de Organização Institucional do Ministério da Defesa, Ari Matos, e pelo General Luiz Adolfo Sodré, Comandante Militar do Planalto. Após as audições, a Comissão Julgadora escolheu como primeira classificada a obra de número de 16. Definida a obra vencedora, o envelope identificando os autores foi então aberto pelos integrantes da comissão. Veja a íntegra da ata da sessão de julgamento e o resultado final do concurso:
Clique aqui e acesse ao arquivo em PDF com o resultado da comissão Julgadora
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070/4071
Líder derrubado em 2004 vence eleição na Ucrânia, indica apuração
A apuração parcial dos votos no segundo turno das eleições presidenciais da Ucrânia neste domingo indicam a vitória de Viktor Yanukovych, líder da oposição pró-Moscou que havia sido derrubado da Presidência em 2004 durante a chamada “Revolução Laranja”.
Com mais de 70% dos votos apurados, Yanukovych tinha uma vantagem de cerca de 4 pontos percentuais sobre sua concorrente, a primeira-ministra Yulia Tymoshenko.
Yanukovych declarou-se vitorioso e pediu a Tymoshenko que reconhecesse a derrota, mas a premiê disse que esperaria o final da apuração e que está preparada para contestar os resultados.
Yanukovych havia vencido as eleições presidenciais de 2004, mas acabou derrubado por uma revolta popular após ser acusado de fraudes.
Para o correspondente da BBC em Kiev, Richard Galpin, a possível vitória de Yanukovych representaria “uma denúncia extraordinária” da incapacidade dos líderes da Revolução Laranja, pró-Ocidente, de cumprir suas promessas, o que deixou a população ucraniana descontente.
Liderança
Tymoshenko ficou famosa com a Revolução Laranja
A liderança de Tymoshenko nos protestos populares que derrubaram Yanukovych em 2004 a transformaram numa celebridade internacional.
Outro líder da revolta de 2004, o atual presidente Viktor Yushchenko, foi candidato à reeleição neste ano, mas não passou do primeiro turno.
Com mais de 70% dos votos apurados, os dados da comissão eleitoral ucraniana indicavam Yanukovych com cerca de 49% dos votos, contra 45% para Tymoshenko.
A margem de diferença é menor do que a que Yanukovych esperava, mas o ex-presidente pediu à rival que renunciasse.
“Acho que Yulia Tymoshenko deveria se preparar para renunciar. Ela entende isso muito bem”, afirmou Yanukovych em uma entrevista à TV.
Mas Tymoshenko, em uma entrevista coletiva, disse que seus colaboradores estavam realizando uma “contagem paralela” e pediu a eles que lutassem “por cada resultado, cada documento, cada voto”.
Yanukovych foi o mais votado no primeiro turno da eleição, no mês passado, com cerca de 10 pontos de vantagem sobre Tymoshenko.
Ela ameaçou convocar seus simpatizantes a protestar nas ruas se fosse derrotada, dizendo que os protestos poderiam ser maiores do que os realizados na Revolução Laranja.
Campanha com ataques
A votação de domingo ocorreu após uma campanha acirrada, com muitos ataques pessoais e pouco debate sobre questões concretas de políticas, segundo o correspondente da BBC.
No sábado, o bloco político de Tymoshenko acusou partido de Yanukovych de impedir seus simpatizantes de supervisionar a votação na região de Donetsk, no leste do país.
Os aliados de Yanukovych rebateram com acusações de que alguns simpatizantes da primeira-ministra estariam alterando urnas em uma tentativa de anular votos do leste da Ucrânia.
O presidente Yuschenko, que ficou em quinto lugar no primeiro turno das eleições, no mês passado, promoveu uma série de duros ataques pessoais contra a antiga aliada Tymoshenko durante a campanha.
O relacionamento entre os dois se deteriorou ao longo dos últimos cinco anos, em meio aos problemas enfrentados pelo país, como a crise econômica que provocou uma queda de 15% no PIB no ano passado.
Sugestão: Konner
China vai disputar leilão do trem-bala
A China decidiu participar da concorrência para o trem de alta velocidade que vai ligar Rio, São Paulo e Campinas e busca empresas brasileiras das áreas de construção e consultoria para integrar seu consórcio. Na semana retrasada, representantes do Congresso e do governo brasileiros estiveram na China para conhecer a malha de trens rápidos do país, que até 2013 será a maior do mundo.
A expectativa do governo é que entrada dos chineses na disputa force a redução dos preços, já que se avalia que a proposta será agressiva. Os representantes de Pequim sustentam que possuem o trem mais barato e rápido do mundo.

O recorde mundial de velocidade média do começo ao fim de uma viagem foi batido em dezembro na nova linha Wuhan-Guangzou, que tem 1.068 km e custou US$ 17 bilhões, segundo o governo chinês. O trem atingiu velocidade média de 313 km/h, comparada com os 280 km/h do recorde anterior, do TGV francês. Mas o pico máximo de velocidade continua a ser dos franceses, que chegaram a 574,8 km/h em 2007.
O trem rápido brasileiro terá 510,8 quilômetros e será uma das obras mais caras da história do Brasil, com investimento estimado em R$ 34,6 bilhões – o equivalente a US$ 19,2 bilhões, a um câmbio de R$ 1,80. A velocidade terá de ser entre 300 km/h e 350 km/h.
Hillary afirma que ameaça da Al Qaeda é maior que a do Irã
Washington, 7 fev (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assegurou hoje que a ameaça representada pela rede terrorista Al Qaeda é maior atualmente que a do programa nuclear do Irã.
Em declarações ao programa “State of the Union”, da rede “CNN”, Hillary declarou que “evidentemente, um país como o Irã ou a Coreia do Norte com armas nucleares representam tanto uma ameaça potencial como real”, mas Teerã por enquanto ainda não conta com armas atômicas.
“A maioria de nós acredita que as maiores ameaças provêm das redes transnacionais não-vinculadas a um Estado”, indicou a secretária de Estado, em referência à Al Qaeda. Para Hillary, a rede “perdeu poder” no Afeganistão e no Paquistão, mas está se tornando “mais criativa, mais flexível e mais ágil”.
“Ela é um grupo de terroristas muito comprometidos com sua causa, preparados e perigosos, que sempre buscam oportunidades e oportunidades para atacar. Por isso, temos que permanecer alerta”, afirmou.
A secretária disse que “nosso pior pesadelo” é que membros destes grupos possam utilizar armas de destruição em massa.
Hillary concedeu a entrevista antes que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, desse a ordem a técnicos iranianos de enriquecerem urânio em um grau maior, a 20%, atitude que representa um novo passo no programa nuclear do Irã.
Os Estados Unidos exigiram ao Irã que responda a uma oferta para refinar no exterior o urânio necessário para operar uma fábrica de medicamentos. Caso contrário, os EUA ameaçam a imposição de sanções mais duras.
A secretária de Estado defendeu a política de sua Administração para o Irã em tentar o diálogo. Ela assegurou que, embora Teerã não tenha respondido à proposta, mostrou resultados até agora.
Segundo ela, a falta de resposta do Irã fez com que outros países como a Rússia comecem a ver Teerã do mesmo ponto de vista que os Estados Unidos. EFE mv/sa
Sugestão: hangar do Vinna
Na Matéria publicada no blog Hangar do Vinna é possível ver uma foto do suposto avião UAV “stealth” do Irã (clique aqui para acessar a matéria do Hangar do Vinna).
Haviamos levantado a hipótese deste tal avião stealth ser um VANT o que se confirmou, na mesma nota entretanto, supunhamos a possibilidade da aeronave steath ser o projeto Shafagh (clique aqui para ler a nota do Plano Brasil) até então única programa iraniano para desenvolvimento de uma aeronave com esta capacidade, entretanto as imagens divulgadas mostram que não.
O véiculo apresentado na foto é um VANT como poderá ser conferido no Blog Hangar do Vinna que traz ainda uma importante matéria sobre outros programas de armas em desenvolvimento naquele país.
E.M.Pinto
Destruição de Israel é iminente, afirma Khamenei
O guia supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei, afirmou neste domingo que a destruição de Israel é “iminente” e lançou um apelo à “resistência” contra o Estado judeu.
“Estou muito otimista quanto ao futuro da Palestina, e penso que Israel está em declínio”, declarou o aiatolá iraniano, na presença do líder do movimento radical palestino Jihad Islâmica, Ramadan Abdallah Challah.
“Com a vontade de Deus, a destruição de Israel será iminente”, insistiu, conclamando os muçulmanos a “continuarem com a resistência” e a “confiar na vitória”.
Arquiinimigo do Estado hebreu, o Irã não reconhece a existência de Israel, e apoia os movimentos radicais palestinos.
No fim de janeiro, o guia iraniano disse que o Estado de Israel estava “fadado à destruição”.
Em 2005, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, afirmou que Israel deveria ser “varrido do mapa”. Ele ainda qualificou o Holocausto de “mito”, suscitando a indignação dos países ocidentais.
Sugestão: Konner
Irã não tem como enriquecer urânio a 20%, diz Itamaraty
Especialistas que acompanham o tema acreditam que essa jogada demonstra ousadia em assumir alto riscoA nova iniciativa do Irã deverá redobrar os esforços do governo brasileiro para não fechar os canais de diálogo entre o governo iraniano e as potências do P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) em favor de um “fato novo” para solucionar esse conflito. Na visão do chanceler Celso Amorim, o “fato novo” seria o acordo de troca de urânio iraniano enriquecido a 3,5% por combustível nuclear da França.
Na semana passada, quando já se prenunciava outra vez a relutância do governo do Irã em aceitar o acordo, Amorim conversou com o chanceler daquele país, Manuchehr Mottaki. Um dia antes, em um seminário sobre desarmamento nuclear, em Paris, Amorim declarou que ambos os lados não deveriam “deixar que essa oportunidade (o acordo) seja esquecida”.
Pressões – No Itamaraty, há convicção de que o primeiro gesto em favor desse acordo partiu do próprio Ahmadinejad. Suas idas e vindas, depois de formulado o acerto, decorreram de pressões políticas internas – a oposição é um dos principais eixos defensores do uso militar da energia nuclear – e também da insegurança com relação ao cumprimento do acordo. Com a confiança desgastada, especialmente depois da revelação do reator mantido em segredo em Qom, em 2009, o Irã passou a contar com poder de barganha cada vez menor até mesmo para defender interesses legítimos.
O acordo prevê a entrega do estoque iraniano de 1.200 quilos de urânio enriquecido a 3,5% para a Rússia, que elevaria esse nível a 20%. Dali, seria enviado à França, que o transformaria em combustível para um reator que fabrica radiofármacos, em Teerã. Esse acerto daria mais segurança ao P5+1, por retirar do Irã a matéria-prima para a construção de armas atômicas, que exigem enriquecimento em torno de 90%.
Para o Irã, entretanto, ainda faltam garantias de que vai realmente receber o combustível para seu reator de Teerã. Daí sua proposta de entregar o estoque divido em três cotas – cada uma de 400 quilos – e sua exigência de receber simultaneamente o combustível nuclear. A França salgou ainda mais essa dúvida ao declarar que sua estatal nuclear, Areva, não teria condições de entregar combustível ao Irã antes de dois anos, em razão dos compromissos anteriores de fornecimento.
Como o Irã dispõe de combustível por cerca de um ano, seu reator teria de ser paralisado se não houvesse condições de receber de outra empresa. Para o Itamaraty, uma prioridade política do governo francês para o Irã no esquema de produção da Areva poderia contornar esse problema. Mas a França não quer dar mais uma chance ao Irã e considera que a imposição de novas sanções é a melhor forma de lidar com esse país.
Neste mês, a França ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU. As retaliações sobre pessoas físicas e empresas ligadas à Guarda Revolucionária Iraniana já foram listadas pelos Estados Unidos, mas não foram apresentadas ao comitê que acompanha as sanções anteriores por conta da resistência da China, que ainda aposta no diálogo.
Para o Itamaraty, assim como a Rússia cansou-se das idas e vindas do Irã e passou a apoiar as sanções, o governo chinês poderá seguir o mesmo caminho. Nesse caso, será impossível evitar as novas retaliações. Os esforços do governo Luiz Inácio Lula da Silva nesse imbróglio terão fracassado, mesmo com o voto contrário do Brasil, que é membro não-permanente do Conselho de Segurança desde 1º de janeiro. Nesse caso, caberá ao Brasil, como exemplar sócio da ONU, aplicar as sanções.
Sugestão: konner
Taliban e Otan se preparam para grande ofensiva no Afeganistão
Por Abdul Malek LASHKAR GAH, Afeganistão (Reuters) – Militantes do Taliban estão se preparando em antecipação a uma grande operação das forças da Otan na província de Helmand, no sul do Afeganistão, em uma das maiores ofensivas da guerra, que já dura oito anos.
Fuzileiros norte-americanos devem lançar a operação nos próximos dias para ocupar a região de fazendas e canais de Marjah, no centro do Helmand, província mais violenta do Afeganistão.
A ofensiva será a primeira grande demonstração de força desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou mais 30 mil soldados ao país.
A operação já foi sinalizada, na esperança de que militantes desistam do que comandantes afirmam ser o último grande enclave do Taliban na província.
“Tem a ver com dar um aviso às pessoas do que está por vir, na esperança de que os talibans mais extremistas, ou muitos do Taliban, simplesmente deixarão o lugar, ou talvez que a luta será menor”, disse o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, na Turquia no sábado.
Mas alguns moradores fugindo de Marjah com medo afirmaram que os talibans estão se aprofundando na região ao invés de fugir.
“O Taliban não deixará Marjah. Já vimos eles se preparando. Eles estão trazendo mais pessoas e armas. Sabemos que haverá uma grande briga”, disse Abdul Manan, que está fugindo para a capital da província, Lashkar Gah.
Irã testa avião que escapa aos radares, diz comandante
Seria o Shafagh? lei o comentário da nota do Blog
O Irã testou, com sucesso, um avião que foge do alcance de radares, disse um comandante neste domingo, no último anúncio de avanços tecnológicos do país às vésperas do aniversário da Revolução Islâmica de 1979.
A agência de notícias semi-oficial Fars informou que o protótipo do que seria um jato ‘invisível’, chamado de Swordfish, havia feito seu primeiro voo de testes, citando um oficial de alto-escalão da força aérea do país, Aziz Nasirzadeh.
“O protótipo deste avião … completou todas as características por nós consideradas para burlar radares”, disse ele. “Estamos avaliando dados do voo de testes e começaremos a produção após completar testes adicionais.”
O Irã está envolvido em uma disputa com o Ocidente sobre seu programa nuclear, e frequentemente faz anúncios sobre seu progresso no setor militar, em aparente tentativa de mostrar sua prontidão de resposta a qualquer ataque militar.
Suegestão e colaboração: Gérsio Mutti
Nota do Blog
Não temos evidência de que a aeronave mencionada pela autoridade iraniana seja o Shafagh ( apresentado em todas as fotos), pode-se tratar de um VANT ou VANT-C,.
Entretanto, a única aeronave stealth que tive conhecimento e que estaria em desenvolvimento pelo Iran, era o Shafagh a de um caça Stealth que supostamente estaria recebendo a acessoria russa e que circulou pela internet nos finais dos anos 90 e no inicio desta década.
Não há evidências que a aeronave seja esta, nem tão pouco de que os Russos de fato tenham trabalhado neste programa.
Pessoalmente duvido que o Iran tenha conseguido atingir esta capacidade sozinho.
Entretanto, se este desenvolvimento de fato seguiu-se a acessoria estrangeira é de se pensar que isto possa ser verdade.
Chama a atenção que naquela altura se dizia que o programa previa o voo já em 2010. como se confere numa foto abaixo.


- Crew: one or two (Pilot and Radar Intercept Officer)
- Length: ()
- Wingspan: ()
- Height: ()
- Powerplant: 1× Klimov RD-33 turbofan, 11,230 lbf (50.0 kN)(5,098 kgf)
Performance
- Maximum speed: Mach 1 ? (1,150 km/h, 715 mph)
- Service ceiling: 16,780 m (55,040 ft)
- Rate of climb: 110 m/s (21,650 ft/min)
Armament
- Sattar, Shahbaz, Fatter missiles
Novo Helicóptero chinês
Clique na imagem para ampliá-la
Autor: Konner
Parece ser mais um cronograma de desenvolvimento extremamente rapido já que apenas a 15 meses a fabricante de armas russa Oboronprom e AVICopter da China, assinaram um memorando para desenvolvimento conjunto de um helicóptero baseado no Mi-46.
Contudo, até onde se sabe o Mi-46 está ainda em fase final de projeto.
A Oboronprom se refere ao Mi-46 com sendo de uma classe de helicóptero de 30 toneladas já os chinêses, referem-se a este como sendo de 20 toneladas, isto — segundo – o China Defense Blog, vamos aguardar.
Porém, quero resaltar que, as informações que tenho dão conta de que os trabalhos sobre este helicóptero [ o Mi-46 ] começou em 1982, concebido na década de 1990, embora não comercialmente.
Melhorado com os resultados do projeto do Mi-38, o Mi-46 é uma evolução do Mi-26, destinado a substituir o Mi-6 e Mi-10K.
O novo Mi-46 teria uma capacidade de carga de 10-12 toneladas.
Nota do Autor: as especificações e o modelo necessitam ser confirmadas
Konner
Abaixo segue a ERRATA sobre a matéria
Estimados leitores, pedimos de desculpas pelo equívoco referentemente a foto da aeronve suposta.
Há pouco o próprio Autor: Konner, buscou maiores informações sobre a aeronave e acabou por certificar que se trata de um engodo.
A aeronave apresentada na foto é uma montagem, pedimos desculpas pelo equivoco…
Entretanto a matéria editada pelo autor está de acordo com o programa do novo Helicóptero cargueiro pesado Sino-Russo.
abaixo a foto original obtida pelo autor
E.M.Pinto
‘Bicos’ de funcionários agravam crise na CIA
Para governo, trabalhos feitos por agentes para empresas privadas geram conflito de interesses
Gilberto Scofield Jr.
WASHINGTON. A denúncia de que funcionários da CIA, a agência de inteligência dos EUA, estariam fazendo trabalhos em horas de folga para a iniciativa privada americana (feita pelo jornal eletrônico “Politico” na segunda-feira passada) ajuda a enfraquecer a instituição no momento em que é bombardeada por não ter previsto a mal-sucedida tentativa de explosão do vôo 253 da Northwest no Natal. A nova crise ocorre em meio a uma disputa com Dennis C. Blair, diretor do Departamento Nacional de Inteligência (DNI) da Casa Branca, pela coordenação do setor de inteligência nos EUA.
Disputa pelo controle do setor de inteligência
Segundo a denúncia, que consta no livro “Broker, trader, lawyer, spy: the secret world of corporate espionage”, escrito pelo repórter Eamon Javers, funcionários da CIA foram contratados por empresas que administram recursos de terceiros para investigar práticas de seus executivos, o que, para o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos EUA, configura conflito de interesses. O comitê convocou Blair para uma audiência em Washington.
- Eu considero perturbadoras as notícias que estamos recebendo nos últimos dias – disse Dennis C. Blair, um dos mais próximos assessores do presidente Barack Obama. – Prometemos investigar os fatos e enviar um relatório ao Congresso. Mas às vezes me surpreendo ao ler na imprensa sobre fatos da minha própria organização.
A deputada democrata Anna Eshoo justificou a convocação:
- Eu acho que há um potencial de conflito nas denúncias, mas tudo me pareceu mais ficção do que fato e por isso decidimos convocá-lo.
Com uma comunidade de inteligência dividida entre 16 agências, instituições, escritórios e divisões de departamentos, e diante de um cenário de instabilidade política mundial em que o equilíbrio econômico virou assunto de inteligência internacional, cresce a disputa pela coordenação do setor. Com as novas denúncias, dizem analistas, a CIA fica ainda mais enfraquecida.
- Não é difícil encontrar funcionários dos setores de inteligência dos EUA dando aulas em universidades, mas isso não é considerado conflito de interesses pelo governo. Outra coisa, mais grave, é um funcionário desse setor estratégico fazer bicos na iniciativa privada – disse um diplomata que trabalha no Departamento de Defesa.
”Há risco de guerra na América do Sul”
Região sempre ocupou lugar discreto nos estudos do IISS. Este ano, o cenário mudou e, segundo analista, para pior
João Paulo Charleaux
A América Latina enfrenta “inúmeras e complexas ameaças” de instabilidade militar, que põem em risco o equilíbrio regional. A conclusão é do relatório military Balance 2010, apresentado esta semana, em Londres, pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).
Para o especialista em América Latina do IISS, James Lockhart-Smith, o risco maior está na aliança entre os países bolivarianos e governos como Rússia, China e Irã, além da tensão latente entre Venezuela e Colômbia, cujos governos representam atualmente polos opostos do espectro ideológico latino-americano. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Estado.
Os governos latino-americanos têm aumentado seus gastos militares nos últimos anos. O sr. vê nesse movimento uma corrida armamentista? O que o estudo do IISS concluiu?
Os gastos cresceram em valores absolutos. Mas, se você olha para a relação deles com o crescimento do PIB, não foi tanto. Além disso, analisando o perfil desses gastos, veremos que eles não seguem um padrão de armas que se equivalem. Numa corrida armamentista, os gastos bélicos são feitos num ciclo no qual um país tenta manter ou superar sua posição militar em comparação a outros países que estejam fazendo o mesmo. Se houvesse algo assim na região, veríamos um padrão de aquisições. Isso, contudo, não está ocorrendo. Os países estão mais interessados em se reequipar para responder a suas próprias prioridades estratégicas, que não guardam relações entre si.
O relatório do IISS confirma que os EUA atuam cada vez menos como intermediários na América Latina. Isso está, de fato, abrindo espaço para as ambições políticas e militares do Brasil?
Já está claro que a mudança do papel dos EUA criou oportunidades para as ambições brasileiras de liderança. Mas não foi só isso. Há a influência de outros fatores e o principal deles talvez seja a maturidade econômica e política do Brasil, que fez com que o País aumentasse sua influência coordenando diplomacia e penetração econômica. Trata-se de um movimento que contrasta, por exemplo, com a desestabilização que a Venezuela provoca quando tenta estender sua influência. Mas note que as ambições brasileiras são, entretanto, limitadas pelo nacionalismo dos países bolivarianos, que resistem em dar privilégios econômicos ao Brasil. Basta ver o que acontece com os investimentos da Petrobrás na Venezuela, Equador e Bolívia.
Como o sr. vê a aproximação dos presidentes bolivarianos com líderes de Rússia, China e Irã? Trata-se de um movimento capaz de desestabilizar a região?
O que vemos é uma tentativa de substituir a influência americana. Para isso, os líderes bolivarianos buscam parceiros mais favoráveis em termos econômicos e ideológicos, seja para a obtenção de crédito, para novos investimentos ou até mesmo para a compra de armas. Já para a China, esse movimento vem casado com um engajamento considerável na região, caracterizado por atitudes cada vez mais assertivas em relação aos EUA. A Rússia, por sua vez, encontrou na Venezuela, na Nicarágua e no Equador aliados numa zona que estava tradicionalmente sob influência americana e, além disso, tem apostado em demonstrações simbólicas de poder marítimo, como fez em 2008, com um grande exercício que levou sua força naval ao Caribe. Já o Irã tem demonstrado interesse em acordos para a exploração de urânio na Venezuela e na Guiana. Esse cenário pode representar alguma ameaça para a estabilidade regional, principalmente agora que os líderes de Venezuela e Equador parecem estar mais fracos no âmbito interno.
O sr. crê que a polarização política e ideológica na América do Sul possa levar o subcontinente a um conflito nos próximos anos?
A diplomacia do microfone e a retórica latino-americana divergem muitas vezes das razões estratégicas reais. Apesar disso, o risco de um conflito não é desprezível. O cenário mais provável envolveria Venezuela e Colômbia. A afinidade do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a proximidade do presidente colombiano, Álvaro Uribe, com os EUA tornam esse risco plausível. Se as Farc fizerem algum grande ataque com armas que tenham vindo da Venezuela, isso poderia ter um grave efeito. As outras ameaças estão ligadas ao narcotráfico, mais do que a conflitos interestatais.
Países da Otan querem reorganizar efetivo no Afeganistão
Países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) planejam reorganizar, e não aumentar a quantidade de tropas que mantêm no Afeganistão. No lugar de soldados para o combate, é preparado o envio de instrutores militares para treinar as forças de segurança afegãs. A informação é de autoridades dos Estados Unidos e da Otan.
A decisão de alguns membros da Otan de aumentar a proporção de instrutores nos seus efetivos militares no Afeganistão mostra a dificuldade que os Estados Unidos e a Otan enfrentam para convencer os países a se comprometer com novas forças de combate no território afegão.
Uma autoridade dos EUA havia dito antes de uma reunião da Otan em Istambul nesta semana que o secretário de Defesa americano, Robert Gates, pediria dos aliados mais do que 4 mil instrutores. Mesmo assim, representantes da Otan afirmaram que a França foi o único país a aceitar um novo compromisso nessa reunião da Otan, que terminou na sexta-feira. Os franceses ofereceram apenas 80 instrutores.
No entanto, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, se disse confiante que o fosso entre o que é preciso e o que há disponível será superado. Uma conferência em 23 de fevereiro se concentrará nisso.
“Já tive respostas positivas de aliados e parceiros sobre os nossos pedidos para mais equipes de treinamento. Virão mais de outros países,” disse ele, em entrevista durante uma conferência de segurança em Munique, na Alemanha.
O secretário Rasmussen afirmou também que fazia sentido o uso dos recursos existentes para treinar os afegãos. “Já podemos começar neste ano o processo de transferir responsabilidades para os afegãos.” “Faz sentido usar os nossos recursos para equipar as missões de treinamento,” afirmou ele.
“Acho natural assegurarmos que a composição das tropas que são enviadas para a missão no Afeganistão reflita essa estratégia.” Há hoje 120 mil soldados estrangeiros no Afeganistão, um número que aumentará nos próximos meses, quando chegarem as novas tropas dos EUA e da Otan.
Sugestão: Konner
EUA querem tirar da Alemanha controle do norte do Afeganistão
Os Estados Unidos querem tirar do exército da Alemanha o comando da operação militar no norte do Afeganistão por considerar que é lento demais na tomada de decisões.
Segundo publicam hoje os jornais alemães Stuttgarter Nachrichten e Koelnische Rundschau, que citam pessoas de dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a ideia é do comandante-em-chefe da força internacional no Afeganistão, o general americano Stanley McChrystal.
Como todas as decisões relativas a operações militares têm que ser tomadas pelo Parlamento em Berlim e a missão no Afeganistão conta com pouco apoio da população, toda ação do exército alemão é, de acordo com os EUA, mais devagar do que deveria.
Ainda de acordo com os jornais, por essa razão McChrystal não quer perder mais tempo e pretende transferir o controle das tropas para os EUA.
Na próxima semana, o Parlamento alemão debaterá a ampliação do número de soldados no norte do Afeganistão de 4.500 para 5.350. Os EUA possuem atualmente cinco mil militares na mesma região.
Os diários dizem ainda que, segundo um alto membro da Otan, um general americano nunca aceitará ordens de outro país e que os EUA devem preservar o comando tático de suas operações.
Sugestão: Konner
Ahmadinejad anuncia que ordenou enriquecimento de urânio a 20%
EFE – O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou neste domingo que ordenou ao Organismo da Energia Atômica que inicie o processo de enriquecimento de urânio a 20%.
Em discurso transmitido pela televisão estatal, o presidente precisou que essa ordem não significa que seu país tenha renunciado à negociação sobre suas instalações nucleares.
“Iniciem o enriquecimento do urânio a 20%, enquanto nós estamos dispostos a negociar para a troca de combustível nuclear”, disse o líder ao presidente do citado organismo, Ali Akbar Salehi, presente no ato.
A este respeito, Ahamdinejad se referiu ao prazo de dois meses dado pelo Irã ao Ocidente para resolver a queda-de-braço nuclear e reiterou que seu país “está disposto a dialogar sobre a troca de combustível nuclear”.
“Nós começamos (o enriquecimento) embora o caminho da negociação continue aberto”, destacou. Além disso, revelou que os cientistas iranianos conseguiram desenvolver uma tecnologia que permite enriquecer o urânio através da técnica laser.
“O laser permite separar os átomos, o que significa que pode servir para enriquecer o urânio com o grau que um queira… Mas por enquanto não pensamos utilizar este método de enriquecimento”, explicou.
“Para enriquecer o urânio temos centrífugas que se Deus quiser poderemos utilizar para enriquecer 20% e ser auto-suficiente”, detalhou.
As declarações do presidente abrem um novo capítulo na inflamada queda-de-braço que o Irã mantém uma inflamada queda-de-braço com grande parte da comunidade internacional por causa das suspeitas levantadas por seu programa nuclear.
Países como Estados Unidos, Israel, França, Alemanha e Reino Unido acusam o regime iraniano de esconder, sob seu esforço atômico civil, um projeto de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de um arsenal nuclear, alegação que o Irã rejeita.
O conflito se agravou no final do ano passado depois que Teerã rejeitou uma proposta de Washington, Paris e Moscou para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo tempo depois enriquecido a 20%, nas condições necessárias para manter operacional seu reator nuclear civil na capital.
Em uma aparente mudança de postura, Ahmadinejad assegurou na terça-feira passada que seu país não tem problema algum para enviar o urânio ao exterior.
A declaração conseguiu abrir de novo a brecha entre as grandes potências, e em particular entre Washington e Pequim, que mantêm posturas divergentes sobre a polêmica.
Os EUA pressionava há meses para conseguir que todos os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas respaldem um endurecimento das sanções políticas e econômicas ao regime dos aiatolás.
Esta mesma semana, o Departamento de Estado americano pediu ao Irã para deixar de lado a incerteza e dar uma resposta definitiva e precisa à questão.
A China assinalou que as palavras de Ahmadinejad significam que ainda existem possibilidades de conseguir uma saída diplomática à crise.
No entanto, parece que o presidente iraniano aposta pelo discurso mais duro. “Utilizam a tecnologia para subjugar os povos. Acreditam que a ciência é monopólio seu”, acrescentou.
Sugestão: Lucas Urbanski
Fonte: Terra
Índia testa com sucesso míssil com capacidade nuclear
EFE – Nova Délhi – A Índia testou hoje com sucesso seu míssil de longo alcance terra-terra com capacidade para transportar ogivas nucleares Agni III, informaram fontes do Ministério da Defesa do país.
O míssil, que pode levar cargas de até 1,5 tonelada, foi lançado de uma plataforma móvel às 10h46 (horário local, 4h16 de Brasília) na ilha de Wheeler, situada no estado indiano de Orissa, segundo as fontes, citadas pelas agências indianas.
“Todos os parâmetros da missão foram alcançados”, disse um porta-voz da Defesa.
Acrescentou que a trajetória do míssil foi seguida de várias estações telemétricas, sistemas eletro-ópticos e radares situados em diferentes pontos do litoral, na capital das Ilhas Andaman, Port Blair, e em navios da Marinha indiana próximos ao local no qual o míssil caiu.
O teste de hoje é o quarto que a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa da Índia realiza com o Agni III, que tem um alcance de 3.000 quilômetros.
O Agni III, que mede 17 metros de comprimento e tem um diâmetro de dois metros, pertence à série de mísseis Agni desenvolvidos pela Índia , cujas versões I e II, de entre 750-800 e 1.500 quilômetros de alcance respectivamente, já foram introduzidas no arsenal das Forças Armadas da Índia.
Sugestão: Konner
Fonte: UOL
Letônia leiloa cidade da era soviética por US$ 3 milhões
A Letônia vendeu uma cidade inteira que no passado foi usada como base militar soviética. A cidade deserta, conhecida como Skrunda-1, foi vendida em leilão e arrematada por uma empresa russa, Aleksejevskoje-Serviss, por US$ 3 milhões – cerca de dez vezes o preço esperado, de acordo com autoridades locais.
Ela inclui 45 hectares de terra, dez prédios de apartamentos, duas casas noturnas, um shopping center, um jardim da infância, quartel e uma sauna.
A cidade, 150 quilômetros a oeste de Riga, foi abandonada depois que os soldados russos deixaram a Letônia, em 1994, depois da desintegração da União Soviética.
“É positivo que a propriedade, que está vazia há muito tempo e onde não há atividade econômica, tenha sido vendida”, disse a agência de privatizações da Letônia.
Não foi revelado para que será usada a cidade.
Skrunda-1 era um povoado fechado, que não aparecia nos mapas soviéticos porque era usado como base para radares antimísseis.
A base foi demolida no final da década de 90.
Sugestão: Gérsio Mutti
Montante para a compra e renovação de equipo militar é 1,5% do PIB
Carolina Eloy, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO – A preocupação com as divisas territoriais ganhou corpo após o anúncio da descoberta de reservas de petróleo e gás na camada de pré-sal, em novembro de 2007. Nos dois anos seguintes, os recursos destinados ao Ministério da Defesa foram ampliados em 45,64%. Segundo especialistas, houve antecipação de encomendas com o objetivo de manter a soberania nacional frente aos novos recursos naturais. Mesmo assim, os valores para a compra e renovação de equipamentos militares representaram apenas 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.
A camada pré-sal engloba as bacias do Espírito Santo, Campos (Rio) e Santos (SP). Conforme estimativas, a reserva pode conter 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente), o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo. Antes, as reservas nacionais eram de cerca de 14 bilhões de boe. A primeira descoberta foi feita em julho de 2005, mas o potencial de exploração só foi anunciado dois anos depois.
O aporte para a Defesa Nacional somaram R$ 4,79 bilhões no ano passado, montante 37,05% superior aos R$ 3,495 bilhões de 2008 e 45,64% maior que os R$ 3,289 bilhões de 2007. Esses valores incluem investimentos feitos pela Marinha, Exército e Aeronáutica e pela administração central do Ministério da Defesa.
O declaração oficial da pasta, no entanto, é de que não há relação entre a descoberta do óleo e o incremento dos recursos destinados à proteção do território brasileiro. O ministério ressalta ser uma política deste governo valorizar as Forças Armadas.
Manuel Nabais da Furriela, coordenador do Curso de Relações Internacionais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), diz que no texto do Projeto de Defesa Nacional, consta proteção a recursos naturais, o que inclui os marítimos – muito valorizados atualmente.
Furriela afirma que a necessidade de reequipar as Forças Armadas existe há alguns anos, mas foi adiada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso por questões financeiras.
– As descobertas do pré-sal aceleraram o processo de modernização militar nacional. O que atrasa as negociações são condições técnicas, com a transferência de tecnologia – diz.
Seria ideal para o Brasil se os investimentos em renovação dos equipamentos militares chegasse a 2% do PIB, avalia Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).
Projetos
Entre os principais projetos do governo brasileiro na área de Defesa, estão a construção no Brasil de quatro submarinos convencionais e um submarino à propulsão nuclear (custo de 4,324 bilhões de euros ou R$ 12,1 bilhões).
Está em fase de análise a concorrência para a compra dos 36 caças que renovarão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) e a construção de 50 helicópteros EC-725 (custo de 1,847 bilhão de euros ou R$ 5,1 bilhões) pela empresa brasileira Helibrás – associada ao grupo francês Eurocopter – que servirão Exército, Marinha e Aeronáutica.
A construção dos submarinos e dos helicópteros será feita no Brasil, com transferência de tecnologia, conforme acordo de parceria estratégica assinado em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy.
Expedito Bastos, pesquisador de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), destaca que entre 1970 e 1980 o Brasil tinha empresas que supriram militarmente às necessidades de equipamento nacional. Ele destacou que algumas companhias ainda exportavam seus produtos. “A maioria das empresas dessa época faliu. O país não compreendeu a importância estratégica do setor”. Para ele, é preciso continuidade de investimentos em pesquisa e capacitação profissional.
Sugestão: Lucas Urbanski
Concepções Artísticas do Porta Aviões Varyag após a reforma e ao serviço da Marinha popular Chinesa
As concepções dão-nos uma impressão mais clara de como ficará o Porta Aviões Varyag atualmente em reforma e reconstrução nos estaleiros chineses, porém esta não é a principal notícia…
Segundo o site Wareye autoridades japonesas teriam afirmado que Marinha popular chinesa teria iniciado em Agosto de 2009 a construção do seu primeiro porta aviões inteiramente nacional, o site apresenta ainda uma concepção artística (imagem abaixo) de como seria este suposto Navio, e como podemos ver, trata-se de um CVF-lee ou se preferirem um CVF Genérico….

Espanha pede que países mediterrâneos não sejam esquecidos
Munique (Alemanha), 6 fev (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, fez hoje um apelo à comunidade internacional para não se esquecer em matéria de segurança e defesa da região sul do continente europeu.
“Não devemos perder de vista essa região” nem esquecer o continente africano, apesar da existência de outros temas relevantes como a proliferação nuclear, o terrorismo ou a provisão de recursos, disse Moratinos na Conferência de Segurança de Munique.
A Al Qaeda não atua só no Afeganistão, Paquistão ou Iêmen, mas sua presença é cada vez mais preocupante nos países do norte da África, continente “ao qual não prestamos atenção suficiente”, afirmou o chanceler da Espanha, país que assume a Presidência rotativa da União Europeia (UE).
Após comentar sua preocupação com os frequentes sequestros de cidadãos europeus em países como Mali, Moratinos reiterou que os problemas da segurança europeia não se limitam ao leste do continente ou a países mais afastados como o Afeganistão.
Além disso, o chanceler espanhol se referiu ao conflito do Oriente Médio, sobre o qual lamentou “a falta de progressos” para resolver a disputa entre Israel e os palestinos. O conflito entre Israel e o povo palestino “estará entre as prioridades de nossa agenda”.
“Necessitamos uma União Europeia mais forte”, assinalou Moratinos. Segundo ele, o Tratado de Lisboa que acaba de entrar em vigor “nos permitirá falar com uma só voz e ter uma política externa unificada”.
Moratinos pediu uma reforma da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ele mostrou convicção de que a cúpula da entidade em Lisboa será decisiva para levar adiante as novas mudanças.
Miguel Ángel Moratinos destacou a importância de desenvolver também novas relações com a Rússia. No entanto, o chanceler insistiu que as propostas de Moscou para a nova arquitetura de segurança europeia devem ser tratadas no seio da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE). EFE.
Sugestão: Gérsio Mutti
Comentário Relevante
No tocante as forças armadas comuns, o dinheiro é o argumento principal: os defensores da idéia consideram um monstruoso desperdício de recursos manter forças militares diferentes com arsenais e conjuntos de equipamentos distintos.
Na Europa o efeito cumulativo de investimentos é enfraquecido pela duplicação de tarefas nas diferentes tropas nacionais. Ao mesmo tempo, as modernas ameaças à segurança extrapolam, em geral, as capacidades das forças militares de um único país.
Terrorismo internacional, proliferação de armas de destruição em massa e conflitos regionais fora das fronteiras: são, todos, perigos que só se podem enfrentar juntos.
A Alemanha vê a França como parceiro essencial, dentro deste processo. Prova disto seria a brigada franco-alemã que existe desde o início da década de 1990.
Já em 2007, a chanceler declarara em entrevista ao jornal popular Bild: “Dentro da própria UE, teremos que nos mover na direção de estabelecer uma força militar comum européia”.
Tal concepção encontra eco junto ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, e outros líderes e políticos de peso do bloco.
Embora as forças armadas da UE sejam uma meta perseguida de forma conseqüente pela política, para muitos europeus é desconfortante a perspectiva de abrir mão do próprio poder militar.
O tratado de reforma da UE prevê que cada membro cooperará em “tomar medidas concretas para reforçar a disponibilidade, interoperabilidade, flexibilidade e mobilidade de suas forças”.
Segundo Henning Riecke, que foi diretor do programa de política européia de segurança junto à Sociedade Alemã de Política Externa (DGAP), caso o tema seja tratado como um projeto delimitado, culminando num comando europeu fora da soberania nacional, será grande a resistência.
Por outro lado, se for apresentada como um processo de lenta integração militar, com a criação de novas instituições voltadas ao crescimento orgânico em direção a uma força armada comum, a iniciativa será mais bem recebida.
Os cabeças da UE e os maiores Estados europeus também vêem desta forma a questão, e preferem não alardear demais o tema, enquanto trabalham silenciosamente em prol dele.
Durante anos, muitos consideraram o euro como um sonho; as discussões foram longas e marcadas por ceticismo.
Hoje, a moeda única é uma realidade.
Autor: Konner




































![[Sofre+Mahi.jpg]](http://1.bp.blogspot.com/_AxCuBauiBF0/S29TpLEz_eI/AAAAAAAAEAM/GZcg2bAo6ms/s1600/Sofre%2BMahi.jpg)

























