Archive for 23 agosto, 2009

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Homenagem à força expedicionária Brasileira

In Defesa,Geopolítica,História,Terrestre on 23/08/2009 por E.M.Pinto

Homenagem aos soldados brasileiros que em cumprimento do dever tarvaram a guerra na Itália e que cumpriram honrosamente o seu dever.

Números da FEB

Efetivos da FEB :
Chegado com o 1º Escalão  …………. 5.075
Chegado com os 2º e 3º Escalões …10.375
Chegado com o 4º Escalão ………….  4.691
Chegado com o 5º Escalão ………….  5.082
Por via aérea …………………………….     111
Total ………… 25.334

Tropa em ação de combate (1ª DIE)..15.069
Depósito de Pessoal e outros
órgãos não divisionários …………….. 10.265

Em 239 dias de ação contínua contra o inimigo (de 6 de Setembro de 1944 a Maio de 1945),
a FEB apresentou os seguintes dados:

Prisioneiros de guerra capturados :
Generais ………………………………..          2
Oficiais ………………………………….       892
Praças …………………………………..  19.679
Total …………  20.573

Mortos, feridos, acidentados,
prisioneiros  e extraviados :

Mortos :
Oficiais ……………………………………       13
Praças …………………………………….      430
Oficiais (da FAB) …………………….        8
Total ………….       451

Feridos e acidentados :
Feridos em ação de combate  ……..   1.577
Acidentados (dos quais 487 em
ação de combate) ………………………   1.145
Total ……………    2.722

Prisioneiros :
Oficiais …………………………………..         1
Praças …………………………………..        34
Total …………         35

Extraviados ainda não recuperados
( dos  quais   10   enterrados  como
desconhecidos) …………………….           23

A FEB possuía um total de:

1.410 veículos (caminhões, jipes)
505 metralhadoras,
237 metralhadoras antiaéreas,
66 obuses,
70 canhões antitanque,
5.231 carabinas,
6.510 fuzis e
1.156 pistolas.

_________________________________________________________________________

Total das Operações

Total de missões executadas                                               445
Total de saídas ofensivas                                                  2.546
Total de saídas defensivas                                                         4
Total de horas de vôo em operações de guerra      5.465
Total de horas de vôo realizadas                                   6.144
Total de bombas lançadas                                               4.442
Bombas incendiárias (FTI)                                                  166
Bombas de fragmentação (260 lb)                                     16
Bombas de fragmentação (90 lb)                                       72
Bombas de demolição (1000 lb)                                           8
Bombas de demolição (500 lb)                                     4.180
Total aproximado de tonelagem de bombas           1.010
Total de munição calibre 50                                 1.180.200
Total de foguetes lançados                                                 850
Total de litros de gasolina consumida              4.058.651

Total das Operações
Destruídos     Danificados

Aviões                                                                                    2                     9
Locomotivas                                                                    13                   92
Transportes motorizados                                      1.304               686
Vagões e carros tanques                                          250                 835
Carros blindados                                                               8                    13
Viaturas de tração animal                                           79                   19
Pontes de estradas de ferro e de rodagem            25                   51
Pontes em estradas de ferro e de rodagem         412                    –
Plataformas de triagem                                                  3                      –
Edifícios ocupados pelo inimigo                           144                   94
Acampamentos                                                                  1                     4
Postos de comando                                                        2                      2
Posições de artilharia                                                 85                    15
Alojamentos                                                                      3                      8
Fábricas                                                                              6                      5
Instalações diversas                                                  125                  54
Usinas elétricas                                                               5                      4
Depósitos de combustível e munição                   31                   15
Depósitos de material                                                  11                    1
Refinarias                                                                           3                     2
Estações de radar                                                          –                      2
Embarcações                                                                 19                   52
Navios                                                                             –                          1

TEXTO: Renan Felipe dos Santos

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Japão lança ao mar segundo DDH classe ‘Hyuga’

In Defesa,Naval,Sistemas de Armas on 23/08/2009 por E.M.Pinto

ddh-182-1

No dia 21 de agosto ocorreu a cerimônia de lançamento do segundo “destróier porta-helicópteros” para a JMSDF – Japan Maritime Self-Defense Force. O navio, batizado como Ise (DDH-182), é o irmão do Hyuga.

Fonte: Poder Naval

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P47- 350º – 1º Esquadrão de caças da Força Aérea Brasileira em combate na 2ª Gerra mundial

In Aérea,Defesa,História,Vídeo on 23/08/2009 por E.M.Pinto

Em memória dos bravos pilotos brasileiros que desempenharam honrosamente o seu papel naquele conflito …

Em 02 de maio de 1945 foram suspensas todas as missões aéreas, pois a Alemanha havia assinado sua rendição incondicional na Itália e na Áustria. Em seis meses de operação do 1 o Grupo de Aviação de Caça, 5.465 horas, 445 missões e 2.550 missões individuais, ficou um saldo extraordinário que traduziu o desempenho brasileiro durante a Segunda Grande Guerra:


•  4.442 BOMBAS LANÇADAS (1.010 TONELADAS)

•  1.180.200 CARTUCHOS DE MUNIÇÃO DISPARADOS

•  850 FOGUETES LANÇADOS

•  25 PONTES DESTRUÍDAS

•  51 PONTES DANIFICADAS

•  03 REFINARIAS DE GASOLINA DESTRUÍDAS

•  02 REFINARIAS DE GASOLINA DANIFICADAS

•  31 DEPÓSITOS DE COMBUSTÍVEL E MUNIÇÃO DESTRUÍDOS

•  15 DEPÓSITOS DE COMBUSTÍVEL E MUNIÇÃO DANIFICADOS

•  19 EMBARCAÇÕES PEQUENAS DESTRUÍDAS

•  149 EDIFÍCIOS OCUPADOS DESTRUÍDOS

•  104 EDIFÍCIOS OCUPADOS DANIFICADOS

•  148 INSTALAÇÕES EM GERAL DESTRUÍDAS

•  70 INSTALAÇÕES EM GERAL DANIFICADAS

•  85 POSIÇÕES DE CANHÃO DESTRUÍDAS

•  15 POSIÇÕES DE CANHÃO DANIFICADAS

•  412 CORTES EM ESTRADAS DE FERRO

•  13 LOCOMOTIVAS DESTRUÍDAS

•  92 LOCOMOTIVAS DANIFICADAS

•  250 CARROS DE ESTRADA DE FERRO DESTRUÍDOS

•  835 CARROS DE ESTRADA DE FERRO DANIFICADOS

•  02 AVIÕES DESTRUÍDOS NO SOLO

•  09 AVIÕES DANIFICADOS NO SOLO

•  08 VEÍCULOS BLINDADOS DESTRUÍDOS

•  13 VEÍCULOS BLINDADOS DANIFICADOS

•  1.034 VEÍCULOS AUTOMÓVEIS DESTRUÍDOS

•  686 VEÍCULOS AUTOMÓVEIS DANIFICADOS

•  79 VEÍCULOS DE TRAÇÃO ANIMAL DESTRUÍDOS

•  19 VEÍCULOS DE TRAÇÃO ANIMAL DANIFICADOS

•  01 NAVIO DANIFICADO


Embora as missões do grupo fossem equivalentes a somente 5% do total do 22n d Tactical Air Command, a percentagem de resultados obtidos foi espantosa. O saldo registrado no período de 06 a 29 de abril de 1945 foi o seguinte:

•  85 % DOS DEPÓSITOS DE MUNIÇÃO DANIFICADOS

•  36 % DOS DEPÓSITOS DE GASOLINA DANIFICADOS

•  28 % DAS PONTES DESTRUÍDAS

•  19 % DAS PONTES DANIFICADAS

•  15 % DOS VEÍCULOS AUTOMÓVEIS DESTRUÍDOS

•  13 % DOS VEÍCULOS AUTOMÓVEIS DANIFICADOS

•  10 % DOS VEÍCULOS DE TRAÇÃO ANIMAL DESTRUÍDOS

•  10 % DOS VEÍCULOS DE TRAÇÃO ANIMAL DANIFICADOS

Com o término da Segunda Guerra Mundial começaram a regressar os prisioneiros e fugitivos brasileiros, resgatados pelos próprios companheiros nas áreas onde haviam sido abatidos, e iniciaram-se os preparativos para a volta ao lar.

OS 23 PILOTOS QUE VOARAM ATÉ O FINAL DA GUERRA

•  Ten. Cel. Av. Nero Moura

•  Cap. Av. Newton Lagares

•  Cap. Av. Horacio M. Machado

•  Cap. Av. Roberto P. Ramos

•  1 o Ten. Av. Luiz Felipe Perdigão

•  1 o Ten. Av. Newton N. de Figueiredo

•  1 o Ten. Av. Rui Moreira Lima

•  1 o Ten. Av. Alvaro Eustógio

•  2 o Ten. Av. Alberto M. Torres

•  2 o Ten. Av. Paulo Costa

•  2 o Ten. Av. José Meira de Vasconcelos

•  2 o Ten. Av. Helio Keller

•  2 o Ten. Av. Pedro de Lima Mendes

•  2 o Ten. Av. Renato Goulart Pereira

•  2 o Ten. Av. Leon R. Lara

•  2 o Ten. Av. Armando S. Coelho

•  2 o Ten. Av. Fernando Rocha

•  2 o Ten. Av. Fernando P. Mocellin

•  Asp. Av. Raymundo Canario

•  Asp. Av. Roberto Tormim

•  Asp. Av. Diomar Menezes

•  Asp. Av. Jorge Pocinha

•  Asp. Av. Fernando B. Morgado

(*) 2 o Ten. Av. Milton Prates ( Suspenso de vôo por motivo de doença )

Texto Senta Pua clique no link para mais informações


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Cooperação Brasil – EUA

In Espaço,tecnologia on 23/08/2009 por E.M.Pinto

http://davidcamargo.files.wordpress.com/2008/11/aeb.jpg?w=370&h=207

Nasa renova convênio com a AEB

21-08-2009

A Nasa acaba de renovar por mais cinco anos o convênio para o programa de geodésia espacial mantido entre os Estados Unidos e o Brasil. Conforme o professor e coordenador do Centro de Radioastronomia e Astrofísica da Universidade Mackenzie (CRAAM), Pierre Kaufmann, a renovação é uma consequência da qualidade dos resultados obtidos no Rádio Observatório, situado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na cidade de Eusébio, no Ceará.

O observatório de Eusébio – que funciona desde 1993 -, juntamente com uma rede mundial de radiotelescópios, é responsável por detectar irregularidades na rotação da Terra. Esta atividade serve para realizar pequenos ajustes nas órbitas dos satélites.

Pierre Kaufmann explica que sem esses ajustes de órbitas os satélites da constelação GPS poderiam fornecer informações incorretas. “Ao redor do mundo essas mudanças geodésicas são processadas e os modelos que descrevem as órbitas dos satélites são refeitos”, diz o coordenador do CRAAM/Inpe.

Essas anomalias geofísicas da Terra são decorrentes de atividades vulcânicas e sísmicas, tsunamis, e até o fenômeno climático El Niño. Kaufmann adianta que existe um esforço mundial para que essas medidas de irregularidades da rotação da Terra também possam ser usadas para a previsão de catástrofes naturais como terremotos.

Fonte: AEB via Panorama Espacial

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22 de agosto de 1942 – O Brasil entra na II Guerra Mundial

In Conflitos,Defesa,Geopolítica,História,Terrestre on 23/08/2009 por E.M.Pinto

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22 de agosto de 1942 – O Brasil entra na II Guerra Mundial

Fonte: Jornal do Brasil – por: Thiago Jansen


Diante das frequentes agressões dos submarinos alemães à navegação costeira do Brasil, que culminaram com o afundamento de cinco navios da nossa marinha mercante, o Presidente da República Getúlio Vargas convocou uma reunião com todo o seu ministério no Palácio Guanabara, sede do governo, no Rio de Janeiro, para examinar e definir a posição do Brasil perante o andamento da II Guerra Mundial. Atendendo aos anseios da população, expressos nas ruas de todo país, o governo tomou a decisão histórica de se juntar aos Aliados, cujas principais forças eram a URSS, os EUA e o Império Britânico, contra as potências do Eixo, liderados pela Alemanha, Itália e Japão. Após a reunião, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) divulgou um comunicado no qual o Brasil declarava guerra aos países do Eixo.

A população brasileira recebeu a decisão do governo com grande entusiasmo e mostras de patriotismo. No Rio de Janeiro, logo após a divulgação do comunicado do DIP, centenas de cariocas se deslocaram às ruas do centro da cidade, improvisando comícios onde oradores saudavam o apoio aos Aliados, e as pessoas cantavam o hino nacional.

O Brasil entra na II Guerra Mundial contra o Eixo


Além do comunicado à população, o governo brasileiro enviou uma mensagem aos governos da Alemanha e da Itália informando-os da decisão do país. No nota, além dos ataques a seus navios, o Brasil evocou as declarações de solidariedade americana votadas na Oitava Conferência Internacional de Lima e na Primeira, Segunda e Terceira Reuniões de Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas como justificativa para sua decisão.

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A Força Expedicionária Brasileira
O governo brasileiro somente enviaria tropas para as zonas de conflito cerca de dois anos depois da declaração de guerra à Alemanha e à Itália. Em 2 de julho de 1944, o primeiro escalão das Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB), sob o comando do general Mascarenhas de Morais, saiu do Brasil com destino à Nápoles, e entrou em combate com tropas alemães em meados de setembro do mesmo ano. Em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB na Itália se subordinassem ao comandante da primeira região, no Rio de Janeiro, o que significava a dissolução do contingente. No total, foram enviados para a zona de guerra cerca de 25.300 brasileiros, que auxiliaram os Aliados nos momentos finais de vitória do conflito na Europa.

Fonte: Blog do Vinna

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Governo aprova reformulação da Defesa

In Defesa,Outras on 23/08/2009 por E.M.Pinto

Projeto cria órgão para coordenar ações do Exército, Marinha e aeronáutica; comandanteseria escolhido pelo presidente Ministério da Defesa teria secretaria para centralizar compra de armas; proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou ontem a reformulação da área de Defesa, inclusive com a criação de um Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, a ser comandado por um oficial de quatro estrelas (o mais alto da hierarquia militar), com a função de articular a doutrina, exercícios e as operações comuns a Exército, Marinha e Aeronáutica.

Trata-se, de certa forma, de uma reconstituição do antigo EMFA (Estado Maior das Forças Armadas), que existiu durante os governos militares e foi extinto pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, quando foi criado o Ministério da Defesa, que coordena as três Forças, e que irá coordenar também o novo órgão. A diferença é que o EMFA era essencialmente burocrático e o seu sucessor será operativo.

A tendência é que o primeiro comandante do novo órgão, responsável por sua implantação e transição, seja o almirante de esquadra João Afonso Prado Maia de Faria (quatro estrelas), que atualmente ocupa a chefia do Estado Maior da Defesa.

Não há norma sobre o processo de escolha do comandante do órgão, mas a tradição, desde o EMFA, é que haja rodízio entre almirantes, generais e brigadeiros, sempre de quatro estrelas, por escolha direta do presidente da República.

O projeto de reformulação está em gestação há pelo menos um ano e meio, mas precisou de intensas negociações dentro das Forças até ser acatado pelos respectivos comandantes. O novo chefe terá o mesmo status hierárquico que eles.

A questão foi levada ontem a Lula pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, cujo projeto prevê também mudanças no próprio ministério, com a criação de uma secretaria exclusiva, vinculada ao ministro, para centralizar os projetos de compras das Forças Armadas.

Hoje, a Marinha planeja e executa compras de submarinos. A Aeronáutica é responsável pela aquisição de aviões de caça, e o Exército, de tanques.

A secretaria segue um modelo aproximado ao da DGA (Delegação Geral de Armamento), da França, que Jobim visitou no início de 2008, e que tem umorçamento anual de cerca de 10 bilhões, para todas as compras militares do país.

Outro ponto considerado fundamental no projeto aprovado por Lula ontem é uma mudança operacional: a Aeronáutica e a Marinha vão passar a ter poder de polícia nas áreas de fronteira terrestre e marinha. Hoje, só o Exército tem.

Todas as mudanças dependem de votação no Congresso, porque alteram a lei complementar 97/117, de 1999, que criou o Ministério da Defesa.

Fonte: FSP via  Forças Terrestres

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Detalhe dos custos do projeto dos Submarinos

In Defesa,Geopolítica,Naval,Sistemas de Armas,tecnologia on 23/08/2009 por E.M.Pinto

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Imagem Turbo squid

O governo brasileiro pagará, à estatal francesa DCNS, € 3,66 bilhões pelos cinco submarinos que está comprando da França. A cifra é a soma do custo da construção do casco do primeiro submersível nuclear do País (cerca de € 2 bilhões) com os quatro Scorpène convencionais ( € 415 milhões, cada um), informou a Marinha.

O total dos gastos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), porém, será bem maior – € 6.790.862.142 – , por incluir transferência de tecnologia e a compra de sobressalentes, torpedos, um estaleiro e uma base para a nova embarcação . O negócio foi acertado em 2008 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. As despesas com os submarinos são objeto de polêmica e ainda não tinham sido publicamente detalhadas pela Força.

A Marinha deu as informações por escrito, em resposta a perguntas do Estado. O custo de € 2 bilhões (R$ 5,2 bilhões) do submarino a propulsão nuclear brasileiro é maior (em valores de 2008) que o dos primeiros submarinos nucleares das classes Astute (britânico, 1,5 bilhão de libras ou R$ 4,5 bilhões) e Barracuda (francês, €1,9 bilhão ou R$ 4,97 bilhões). E menor do que o gasto dos EUA com o primeiro Virginia (US$ 4,9 bilhões ou R$ 9 bilhões).

O Brasil, porém, fornecerá o reator. Por cada um dos seis Scorpène comprados em 2004, a Índia pagaria € 400 milhões; o Chile pagou US$ 500 milhões cada, em 1997, o que hoje seria € 350 milhões. A Marinha diz que os Scorpène do Brasil serão cinco metros maiores e com maior autonomia.

“Convém assinalar que existe um custo, previsto em contrato, para a transferência de tecnologia de construção, que em muitos aspectos será diferente e aprimorada, quando comparada à nossa experiência prévia”, diz o texto. “A transferência de tecnologia de projeto de submarinos, incluindo os sistemas de combate e de controle da plataforma, representa aspecto decisivo e crucial, sobretudo pela dificuldade em encontrar parceiros internacionais que realmente estejam dispostos a concretizar tal transferência de tecnologia, o que possibilitará projetar, no futuro, os nossos próprios submarinos.”

O restante do valor do contrato será distribuído da seguinte forma: € 1.868.200.000 (R$ 4.894.684.000), pela base e o estaleiro; € 900 milhões (R$ 2,35 bilhões) pela transferência de tecnologia de projeto do submarino convencional e do nuclear; €100 milhões ( R$ 262 milhões) pela aquisição de torpedos; € 240 milhões (R$ 628 milhões) pelo chamado apoio logístico integrado (sobressalentes para os submarinos).

A Marinha espera que o submarino brasileiro a propulsão nuclear esteja pronto em 12 anos. O Prosub será pago por meio de um empréstimo de €4.324.442.181 (R$ 11,3 bilhões), a ser feito ao Brasil por um consórcio de bancos liberado pelo BNB Paribas, que será pago ao longo de 20 anos. Haverá uma contrapartida brasileira, €598.219.961 (R$ 1,56 bilhão).

A compra de submarinos pelo Brasil tornou-se objeto de controvérsia porque a empresa alemã HDW, fabricante dos cinco submarinos atualmente em atividade na Marinha do Brasil, apesar de ter apresentado uma proposta supostamente mais barata, foi preterida. Vinculada ao grupo ThyssenKrupp, que constroi no Rio de Janeiro a siderúrgica CSA em parceria com a Vale, a HDW é líder no mercado mundial de submarinos não-nucleares. O Brasil preferiu os Scorpène franceses, alegando que poderia, a partir deles, se preparar para construir o submarino a propulsão nuclear.

O enfrentamento entre as duas empresas no Brasil reedita confrontos no Chile, onde a HDW se recusou a fornecer equipamentos para o Scorpène, e na Índia.

Fonte: Estadão via Poder Naval

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